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Gravidez Ectópica

É possível engravidar com inflamação no útero?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

É possível, embora seja mais difícil. A inflamação do útero, chamada de doença inflamatória pélvica, acontece devido à infecções causada por alguns tipos de micro-organismos, frequentemente adquiridos por transmissão sexual.

A infecção causa alteração nas secreções e nas paredes internas do útero, podendo favorecer na formação de aderências (quando as paredes do órgão se "grudam"), causa bastante comum de infertilidade.

A inflamação do útero pode impedir a implantação do embrião na parede do órgão. Caso a infecção chegue às trompas, podem surgir cicatrizes (aderências), que bloqueiam parcialmente ou totalmente as trompas, mesmo após o tratamento. Essas áreas de cicatriz podem então bloquear a passagem do óvulo para o útero, dificultando a gravidez.

Essa obstrução inclusive pode fazer com que a fecundação ocorra na trompa, gerando uma gravidez ectópica (gestação fora do útero), uma situação grave que necessita de cirurgia de urgência na maioria dos casos.

Portanto, todas essas modificações podem deixar sequelas no útero interferindo diretamente na fertilidade, mesmo depois de um tratamento adequado.

É importante lembrar que a infecção pode acontecer durante a gestação, o que oferece sérios riscos para o bebê.

Por isso, todos os casos de inflamação no útero devem ser devidamente tratados, pelo/a ginecologista, a fim de se evitar riscos de fertilidade para a mulher, ou riscos na saúde e desenvolvimento do bebê.

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Uma gravidez ectópica pode ser detectada através do Beta HCG?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. O beta HCG pode ser detectado tanto na urina quanto no sangue na presença de qualquer tipo de gravidez inclusive na gravidez ectópica.

A diferença é que na gravidez ectópica o aumento da concentração de HCG no sangue ocorre de maneira mais lenta e, em geral, o resultado quantitativo apresenta valores diferentes do observado em uma gravidez uterina.

Qual a diferença entre o beta HCG qualitativo e quantitativo?

O diagnóstico de uma gravidez ectópica é feito tendo em consideração os resultados dos exames quantitativos de beta-HCG, a ultrassonografia transvaginal e os sintomas clínicos da paciente. A partir desse compilado o/a médico/a ginecologista poderá diagnosticar a gravidez ectópica e prosseguir com o tratamento recomendado.

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O que é gravidez ectópica e quais os seus sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A gravidez ectópica acontece quando o óvulo é implantado fora da cavidade uterina e o feto se desenvolve fora do útero. Os principais sintomas são: dor abdominal, atraso da menstruação e perdas de sangue irregulares pela vagina.

Uma gravidez ectópica pode ocorrer nas trompas (gravidez tubária), no ovário (gravidez ovariana), no ligamento largo (gravidez intraligamentar), no colo do útero (gravidez cervical) ou peritônio (gravidez abdominal).

Numa gravidez normal, a fecundação (união do óvulo com o espermatozoide) ocorre nas trompas e depois o óvulo fecundado é transportado até o útero, onde ocorre a nidação (fixação do embrião na parede interna do útero).

Quando alguma alteração ocorre durante esse processo, o óvulo fecundado pode ser implantado noutro local que não o útero, principalmente na trompa.

A principal causa de gravidez tubária são a obstrução da trompa causada por infecções pélvicas e cirurgias ou diminuição da motilidade das trompas.

Uma vez que na gravidez ectópica o embrião se implanta num local que não está preparado para recebê-lo, a gravidez pode evoluir ou não.

Quando a gestação não evolui, a camada que reveste o útero internamente descama, causando sangramento vaginal. No caso da gravidez evoluir, há chances de haver ruptura e hemorragia, aumentando os riscos para a gestante, inclusive de morte.

Quais são os sintomas de gravidez ectópica?

Os sintomas normalmente aparecem entre 6 e 8 semanas após a última menstruação, podendo surgir mais tarde se a gravidez não estiver na trompa.

Também estão presentes os sintomas iniciais de uma gravidez comum, como aumento da sensibilidade das mamas, náuseas eaumento do número de micções.

A gravidez ectópica ocorre em até 2% das gestações, sendo a gravidez nas trompas (gravidez tubária) a responsáveis por mais de 90% dos casos de gravidez ectópica.

Vale lembrar que a gravidez tubária não manifesta sintomas enquanto não houver a ruptura da trompa.

Quais são os fatores de risco da gravidez ectópica?

Os fatores que aumentam os riscos de gravidez ectópica incluem idade entre 25 e 34 anos, infertilidade, DST (sobretudo clamídia), história de gravidez ectópica, realização de laqueadura, reconstrução ou cirurgia na tuba uterina, doenças nas trompas, uso de DIU e endometriose.

Qual é o tratamento para gravidez ectópica?

O tratamento da gravidez ectópica pode incluir o acompanhamento clínico (vigilância), tratamento com injeções de metotrexato e cirurgia para retirar o feto ou a trompa afetada, no caso de estar muito danificada. O tipo de tratamento é definido conforme cada caso.

Toda gravidez ectópica apresenta grandes riscos para a mulher e deve ser tratada o mais rápido possível para evitar complicações graves como ruptura da tuba uterina e hemorragia interna

Tive uma gravidez tubária, é possível engravidar de novo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível engravidar de novo depois de uma gravidez tubária ou ectópica (fora do útero). Porém, o sucesso de uma nova gestação vai depender dos danos que a gravidez tubária provocou no seu aparelho reprodutor.

Será preciso realizar alguns exames para verificar as condições das trompas de Falópio,  bem como as causas do problema.

Normalmente, mais da metade das mulheres que tiveram gravidez tubária e que foram submetidas à cirurgia conseguem engravidar de novo depois de 12 a 18 meses.

No entanto, essas mulheres têm 10 vezes mais chances de desenvolver uma gravidez ectópica do que aquelas que nunca tiveram uma.

Se as duas trompas estiverem rompidas ou com lesões, recomenda-se fazer uma fertilização in vitro (FIV) para poder engravidar novamente.

Na maior parte dos casos de gestação ectópica, o óvulo que foi fecundado não faz o caminho todo e acaba se instalando logo no início das trompas. Em outras situações, a implantação ocorre no ovário, colo do útero ou cavidade abdominal.

Alguns fatores que aumentam as chances de uma gravidez fora do útero (ectópica):

  • Tabagismo (prejudica o transporte do embrião na tuba);
  • Idade mais avançada;
  • Infertilidade;
  • Vários parceiros sexuais (maiores riscos de DST - doenças sexualmente transmissíveis);
  • Mulheres que já se submeteram a uma cirurgia abdominal.

Por isso é importante detectar a gravidez ectópica ou tubária logo no início. Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, mais rápido a mulher receberá tratamento cirúrgico e menores serão os danos provocados nas trompas ou em qualquer outra estrutura envolvida.

Os sintomas de uma gravidez ectópica são:

  • Dores abdominais;
  • Sangramento vaginal;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Desmaios, no casos mais extremos.

Leia também: O que é gravidez ectópica e quais os seus sintomas?

É importante lembrar que uma mulher que teve uma gestação tubária ou ectópica vai continuar ovulando e poderá engravidar novamente sem grandes problemas.

Veja também: Pode haver dificuldade de gravidez após gravidez ectópica?

Se a paciente não conseguir engravidar depois de 1 ano de tentativas, é indicado consultar o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para iniciar investigação​.

Pode haver dificuldade de gravidez após gravidez ectópica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Na maioria das vezes, as mulheres que tiveram gravidez ectópica não apresentam dificuldade para engravidar novamente. Entre 38% e 89% dessas mulheres têm gravidez intrauterina (gravidez habitual) após uma gravidez ectópica.

Vários fatores poderão influenciar a fertilidade da mulher depois de uma gravidez ectópica. Por exemplo, se a mulher estava usando DIU antes da gravidez ectópica, ela apresenta chances menores de apresentar outra gravidez desse tipo nas futuras gestações.

O local mais frequente de implantação da gravidez ectópica é nas tubas (trompas) uterinas. 

Gravidez ectópica

Nos casos de ruptura da tuba uterina de um lado, a trompa do lado oposto continuará funcionante e poderá transportar os óvulos do ovário do lado não afetado. Assim, a mulher continua com sua fertilidade preservada e poderá ter outras gestações.

O que é gravidez ectópica?

A gravidez ectópica é uma gestação em que o óvulo é implantado fora da cavidade uterina e o feto se desenvolve fora do útero.

Os principais sintomas da gravidez ectópica incluem dor abdominal, atraso da menstruação, e perdas irregulares de sangue pela vagina. Porém, os sinais e sintomas também incluem as manifestações comuns da gravidez, como aumento da sensibilidade das mamas, náuseas e aumento da frequência urinária.

Apesar de ser mais comum na trompas, a gravidez ectópica pode ocorrer no ovário, no ligamento largo, no colo do útero ou na cavidade abdominal.

Os sintomas da gravidez ectópica normalmente aparecem depois de 6 a 8 semanas que veio a última menstruação. Contudo, se a gestação ocorrer na trompa, os sintomas podem surgir mais tarde.

A gravidez ectópica é de elevado risco para a mulher e requer tratamento de urgência, pois pode causar complicações graves como ruptura da tuba uterina e hemorragia interna.