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Apendicite

Qual é o tempo de recuperação de uma cirurgia de apendicite?

O tempo total de recuperação de uma cirurgia de apendicite varia entre 15 e 40 dias, dependendo do tipo de procedimento. Se for por laparoscopia, a pessoa pode retornar às suas atividades normais, incluindo esforços, dentro de 15 a 20 dias. Já na cirurgia de apendicite por laparotomia, o tempo de recuperação pode ser superior a 40 dias. 

A duração da cirurgia de apendicite é de até uma hora, nos casos mais simples. Em casos mais graves, a duração do procedimento pode ser superior.

Um dia ou dois após a retirada do apêndice inflamado, o paciente já recebe alta e a recuperação prossegue em ambiente domiciliar. 

Porém, o tempo de internação após a apendicectomia pode variar, em média, de 3 a 7 dias, podendo chegar a um mês ou mais, dependendo de vários fatores.

Como é o pós-operatório da cirurgia de apendicite? 

O pós-operatório geralmente tem um tempo de duração de 2 a 4 dias. Esse é o tempo que o corpo leva para se reorganizar e funcionar adequadamente depois da cirurgia.

Uma semana depois da operação, normalmente marca-se um retorno ao médico para que a evolução seja avaliada e o paciente receba novas orientações. 

Geralmente depois da consulta de retorno da cirurgia, a pessoa já pode voltar ao trabalho e às atividades diárias, desde que não exijam esforço físico. Trabalhos que exijam esforços e os exercícios físicos normalmente só estão liberados depois de 30 dias.

O que pode interferir na recuperação da cirurgia de apendicite? 

Alguns fatores que interferem no tempo de internação e na recuperação após a apendicectomia incluem:

Idade: geralmente, quanto mais velha a pessoa, mais tempo será necessário para a sua recuperação. 

Complexidade da cirurgia: as cirurgias complicadas (apendicites supurativas e gangrenosas) necessitam de um tempo maior de internação e de recuperação.

⇒ Técnica cirúrgica: a técnica de cirurgia por videolaparoscopia geralmente conduz à uma recuperação mais rápida do que a técnica de cirurgia aberta.

 Doenças associadas: pessoas com diabetes, problemas cardíacos ou pulmonares podem apresentar mais complicações pós-operatórias que exigem maior tempo de internação e atraso na recuperação.

Como é a dieta depois da cirurgia de apendicite? 

A dieta nas primeira 24 horas após a cirurgia deve ser composta por líquidos e alimentos pastosos, como cremes, sorvetes, iogurtes, entre outros. Também é importante levantar da cama e começar a andar o quanto antes. Contudo, a caminhada é leve, sem esforço. Carregar pesos ainda é contraindicado nessa fase.

Após o primeiro dia de pós-operatório, a alimentação pode praticamente voltar ao normal. A recomendação é que a pessoa faça várias refeições pequenas ao longo do dia, alimentando-se a cada 3 horas.

Como é feita a cirurgia de apendicite? 

A cirurgia de apendicite ou apendicectomia é a cirurgia na qual é retirado o apêndice vermiforme, que é uma pequena bolsa com formato fino e longo, como um dedo, localizado no final do intestino grosso.

Essa cirurgia é necessária quando ocorre uma obstrução e inflamação do apêndice. Ele deve ser removido antes que haja uma perfuração com saída de fezes e pus (supuração e gangrena) para a cavidade abdominal. 

Jejum

Para realizar a cirurgia de apendicite é necessário estar em jejum durante pelo menos 8 horas. Se for uma emergência, o procedimento é realizada mesmo sem o jejum apropriado.

Cirurgia por laparoscopia

A maioria das operações é feita por laparoscopia, por ser menos invasiva, trazer menos complicações no pós-operatório e diminuir o tempo de recuperação do paciente. O tempo de internamento costuma ser de, no máximo, 2 dias

A apendicectomia por laparoscopia é indicada para os casos mais complicados, com apêndice perfurado ou quando a apendicite é numa pessoa obesa. 

Quando realizada por laparoscopia, a cirurgia de retirada do apêndice é feita por meio de 3 ou 4 pequenos furinhos feitos no abdômen, com no máximo 2 cm de diâmetro cada um. Depois, nesses orifícios, o médico introduz um tubo com uma câmera acoplada na ponta e também os instrumentos cirúrgicos que irá usar.

Cirurgia aberta

Já a cirurgia aberta é considerada mais segura em casos de apendicite na gravidez. No procedimento cirúrgico para retirar o apêndice pelo método aberto, ou, laparotomia, é necessário realizar uma incisão maior no abdômen. 

O tempo de recuperação nesses casos, bem como o retorno às atividades diárias, é mais demorado. 

A remoção cirúrgica do apêndice (apendicectomia) é a única forma de tratar a apendicite e deve ser realizada em regime de urgência.. 

Se não for tratada a tempo, a apendicite por provocar o rompimento do apêndice, levando ao extravasamento de pus e fezes para a cavidade abdominal. Tal complicação pode desencadear infecções generalizadas que podem ser fatais.

Portanto, o tempo necessário para a recuperação no pós-operatório e para a retomada das atividades normais varia de pessoa para pessoa, conforme a capacidade de recuperação de cada organismo, sendo o gastrocirurgião o responsável por essa orientação.

Dores no abdômen, febre, vômito e enjoos, o que fazer?

Dores no abdômen, febre, vômito e enjoos podem ser sintomas de dengue, intoxicação alimentar (virose), apendicite, entre outras doenças. O melhor a fazer nesses casos é não se automedicar e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

No caso da dengue, a pessoa pode apresentar os seguintes sintomas:

  • Febre alta, em torno de 40ºC;
  • Dores musculares;
  • Dor nas articulações;
  • Dor abdominal;
  • Dor de cabeça e nos olhos;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Indisposição;
  • Manchas vermelhas no corpo.

Leia também: Sintomas que qualificam os casos como suspeitos de Dengue

Já a intoxicação alimentar é um tipo de virose do aparelho digestivo, que pode ser causada por vírus (enterovírus) ou bactérias, como a Escherichia coli. São mais comuns no verão e podem causar sintomas como:

  • Diarreia;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Mal estar;
  • Cólicas intestinais.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de uma virose?

As dores no abdômen, a febre, o vômito e os enjoos também podem ser sinais de apendicite e, neste caso, o paciente deve ser submetido a uma cirurgia de emergência o mais rápido possível.

Se o apêndice (porção do intestino que está inflamada) "romper", pode haver extravasamento de fezes para a cavidade abdominal evoluindo com sepse, conhecida por infecção generalizada que pode levar à morte.

Os sintomas típicos da apendicite são:

  • Dor abdominal, por vezes localizada no lado inferior direito (mas nem sempre);
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Perda de apetite.

Porém, a apendicite também pode provocar outros sintomas, como:

  • Dor na "boca do estômago" ou ao redor do umbigo;
  • Gases;
  • Indigestão;
  • Diarreia ou prisão de ventre;
  • Mal estar geral;
  • A febre pode não estar presente no início dos sintomas, mas pode ocorrer com a evolução do problema.

Veja também: Quais são os sintomas da apendicite?

Por isso, devemos ressaltar que nesse caso o mais adequado é procurar atendimento médico o mais rápido possível para identificar e tratar a causa desse problema.

O que posso comer após cirurgia da apendicite?

Após a cirurgia de apendicite você deve comer alimentos leves, fazendo uma dieta baseada em alimentos cozidos (legumes, carne branca, peixes). A ingestão de líquidos é permitida, devendo evitar bebidas alcoólicas e com gás.

O ideal é que nas primeiras 24 horas depois da cirurgia você tome líquidos (água e sucos) e coma apenas alimentos pastosos ou semissólidos, como mingau, iogurtes e cremes.

Depois do primeiro dia de pós-cirúrgico, o mais importante é evitar doces e alimentos gordurosos, como carne vermelha, frituras, chocolate, bolacha, sorvete, queijos, molhos, entre outros.

Coma alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, aveia, cereais integrais, pois favorecem o funcionamento do intestino.

É importante também manter uma boa hidratação para que o intestino trabalhe adequadamente, principalmente se aumentar a ingestão de fibras. Por isso, procure beber pelo menos 2 litros de água por dia.

As refeições devem ser fracionadas e pequenas. Não repita o prato. O ideal é fazer 6 refeições ao longo do dia, procurando comer a cada 3 horas: Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar, ceia.

Uma semana após a cirurgia de apendicite, a alimentação já pode voltar ao normal. Contudo, é recomendável que a reintrodução de carne vermelha e outros alimentos mais gordurosos seja feita aos poucos.

Para mais informações, converse com o/a médico/a cirurgiã/o que vai lhe acompanhar para realização da cirurgia e pós operatório.

Cirurgia de apêndice, quanto tempo posso ter relações?

Após a cirurgia de apendicite é preciso esperar em média 30 dias para voltar a ter relações sexuais, mas ainda com algum cuidado. Depois de 60 dias, em geral, já não há restrições.

O tempo de recuperação da cirurgia de apendicite depende de alguns fatores e um deles é a técnica cirúrgica adotada: laparotomia ou laparoscopia.

Cirurgia de apendicite por laparotomia

Na cirurgia de apendicite feita por laparotomia (cirurgia com corte no abdômen), os/as pacientes normalmente ficam internados/as por 2 dias e retomam as suas tarefas diárias depois de 15 a 20 dias.

O retorno às atividades físicas que exigem esforço, como as sexuais, só é permitido depois de um período que varia entre 30 e 40 dias.

Cirurgia de apendicite por laparoscopia

Já a cirurgia de apendicite feita por laparoscopia (cirurgia realizada com microcâmera e pinças através de orifícios no abdômen), permite uma recuperação mais rápida.

O/a paciente recebe alta hospitalar após 24 horas, retorna às suas atividades diárias depois de 7 a 10 dias e já pode levar uma vida normal, inclusive com esforço físico e relações sexuais, após 15 a 20 dias.

A retirada do apêndice vermiforme, que durante a apendicite encontra-se inflamado, não traz nenhum prejuízo para a saúde do indivíduo.

É importante lembrar que o tempo de retorno às atividades diárias, físicas e sexuais é estipulado pelo/a médico/a cirurgião/ã.

Fiz uma cirurgia de apêndice há 30 dias e estou com dores, fisgadas na barriga e dor para evacuar. O que pode ser?

Após a cirurgia de apendicite é normal sentir alguma dor e fisgada no local da cirurgia pois a região da cicatriz pode ficar sensível.

Além disso, o processo de cicatrização pode formar cicatrizes internas que unem partes diferentes do intestino (bridas intestinais), causando desconforto, dores e dificuldade para evacuar.

Contudo, sintomas como diarreia, dor para evacuar e urinar, além da dor nas pernas, trinta dias depois da cirurgia de apendicite, devem ser avaliados por um/a médico/a da urgência, pois podem indicar alguma infecção ou complicação decorrente da operação.

Algumas das complicações que podem ocorrer durante ou após uma apendicectomia são:

  • Hemorragia;
  • Infecção no local do corte ou no abdômen;
  • Lesões na bexiga, no intestino, em vasos sanguíneos ou nos nervos próximos ao local da cirurgia.

Se as dores abdominais forem muito fortes e não houver alívio com os medicamentos prescritos, procure o/a seu/sua médico/a ou vá a um serviço de urgência.

Leia também:

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Estou com dores do lado direito depois da cirurgia de apendicite. Apendicite pode voltar?

O que é apendicite supurada e quais os riscos?

Apendicite supurada é o rompimento do apêndice inflamado, o que aumenta muito os riscos de complicações que podem, inclusive, levar à morte.

A apendicite supurada ocorre quando a cirurgia não é realizada a tempo e o apêndice supura, ou seja, expele pus, carregado com bactérias e fluidos inflamatórios na cavidade abdominal. Há também o risco de haver extravasamento de fezes com a supuração do apêndice.

A pior e mais temida complicação no caso de uma apendicite supurada é a peritonite, que é uma infecção generalizada no abdômen.

Se não for tratada, a peritonite pode evoluir para sepse (infecção generalizada por todo o corpo) e provocar a falência de múltiplos órgãos, causando a morte do/a paciente.

Para prevenir uma apendicite supurada, é preciso procurar um serviço de urgência assim que surgirem os primeiros sintomas de apendicite, que são:

  • Sintomas específicos (são típicos e ocorrem em quase todos os casos):

    • Dor no lado inferior direito do abdômen;
    • Náuseas;
    • Vômitos;
    • Perda de apetite;
  • Sintomas inespecíficos (podem ser confundidos com outras doenças e nem sempre estão presentes):
    • Dor na "boca" do estômago ou ao redor do umbigo;
    • Gases intestinais;
    • Indigestão;
    • Diarreia ou prisão de ventre;
    • Mal-estar geral.

Leia também: Como identificar uma crise de apendicite?

O tratamento da apendicite é exclusivamente cirúrgico, com a retirada do apêndice inflamado.

Como identificar uma crise de apendicite?

A apendicite caracteriza-se pela dor abdominal aguda. A crise de apendicite é identificada quando há dor no abdômen, que se inicia ao redor do umbigo e depois fica localizada na região inferior direita do abdômen.

Além da dor, a crise de apendicite provoca ainda náuseas e vômito. Após o início desses sintomas, a pessoa apresenta febre.

A evolução de uma crise de apendicite pode ser de poucas horas ou levar até 1 dia para que os sintomas cheguem ao seu ponto máximo, sempre com agravamento progressivo da dor.

No início, a crise de apendicite normalmente se manifesta como uma dor abdominal leve e mal estar. Não costuma haver febre.

Dependendo da localização do apêndice (porção do intestino grosso que fica inflamada na apendicite), a dor pode aparecer também em outros locais do abdômen.

Imagem dos intestinos e apêndice vermiforme

Outros sintomas da apendicite incluem flatulência, indigestão, mudança do hábito intestinal, diarreia e mal estar geral.

Identificar a apendicite no início nem sempre é fácil, já que os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças.

A apendicite na mulher pode ser confundida com problemas no ovário, como inflamações, enquanto que nas crianças os sinais e sintomas podem ser semelhantes aos de uma infecção no intestino.

Veja também: Apendicite durante a gravidez é perigoso?

Quais os sintomas da apendicite em crianças?

Crianças com até 4 anos de idade podem apresentar como primeiro sintoma o vômito, acompanhado de uma ligeira dor abdominal. A criança pode referir no início apenas “dor na barriga”, sem uma localização específica no abdômen.

A crise de apendicite em crianças também pode provocar o amolecimento das fezes, além de febre e náuseas.

Casos de apendicite em bebês e crianças com até 2 anos são raros, mas podem acontecer. Nessas situações, o primeiro sinal costuma ser a distensão do abdômen (“barriga inchada”), que fica doloroso à palpação. A seguir, surgem os vômitos.

As complicações da apendicite em bebês e crianças pequenas são graves e ocorrem com alguma frequência, principalmente pela demora em diagnosticar o problema.

Como diagnosticar e tratar a apendicite?

No serviço de urgência, o/a médico/a realiza o exame físico na pessoa e solicita alguns exames de sangue e/ou ultrassom abdominal.

Após conectar as informações da história pessoal, exame físico e resultados dos exames, o/a médico/a será capaz de efetuar o diagnóstico e em caso de confirmação da apendicite, encaminhará o/a paciente para a cirurgia.

O tratamento cirúrgico, em geral, é feito por laparoscopia. É a única forma de tratar a apendicite, já que nesses casos o apêndice inflamado precisa ser retirado.

Saiba mais em: Qual é o tempo de recuperação de uma cirurgia de apendicite?

A apendicite é uma das principais causas de dor abdominal aguda e uma das causas mais comuns de cirurgia abdominal de emergência.

Se você apresentar os sintomas citados acima, procure o serviço de urgência.

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Apendicite é um processo inflamatório e infeccioso do apêndice, um órgão intestinal localizado na região inferior direita do abdômen. Quando se realiza a cirurgia de apendicite, o apêndice é retirado e, por isso, não é possível haver outro episódio de apendicite.

Após a cirurgia, a região da cicatriz pode ficar sensível e devido ao processo de cicatrização, pode haver formação de bridas intestinais, que ocorrem entre as alças intestinais. Essas bridas pode causar desconforto e dores, o que pode justificar o retorno da dor do lado direito. Porém, essa dor é bem diferente da dor de apendicite e, geralmente, possui menor intensidade além de não vir acompanhada de outros sintomas como vômito, febre, etc.

Outras patologias e situações podem explicar a dor do lado direito inferior do abdômen como por exemplo: ovulação, cisto no ovário, gravidez ectópica, constipação ou infecção intestinal.

Caso essa dor seja persistente, procure um serviço de saúde para uma avaliação.

Leia também: Fiz uma cirurgia de apêndice há 30 dias e estou com dores, fisgadas na barriga e dor para evacuar. O que pode ser?