Sífilis

Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada.

Esses exames são úteis para detectar as seguintes infecções sexualmente transmissíveis (ISTs):

  • Sífilis;
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida);
  • Hepatite C.

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a infecção sexualmente transmissível (IST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C.

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente.

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica".

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sífilis é uma DST (Doença Sexualmente Transmissível) que tem um tempo de incubação de aproximadamente 14 dias e a lesão inicial é um cancro (ferida) no local do contato, mas como você só tem tido relações com camisinha e o sintoma descrito por você não parece ser a lesão típica da Sífilis, ao que tudo indica não é sífilis.

Procure um médico Urologista que examinará a lesão, fará o correto diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: 

Como ocorre a transmissão da sífilis?

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Tenho feridas na boca, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem várias doenças e condições que causam ferida na boca.

Algumas são condições agudas, como pequenos traumas, aftas e infecção local, outras são relacionadas a doenças sistêmicas, como doenças autoimunes, reumáticas ou pode ainda representar um problema mais grave, como o câncer de boca.

Causas de ferida na boca
  • Aftas,
  • Herpes labial,
  • Estomatite,
  • Câncer de boca,
  • Doenças sistêmicas,
  • Leucoplasia e
  • Infecções.
Aftas

As aftas são feridas comumente encontradas na gengiva ou mucosa interna da boca. Trata-se de uma lesão de origem inflamatória, superficial, bastante dolorosa, de bordos elevados, coloração avermelhada com a região do centro mais pálida (esbranquiçada) e tamanhos variados.

Pode ser causada por pequenos traumas, mordeduras, consumo de alimentos ácidos, uso de medicamentos, infecções e viroses.

A afta não é contagiosa e costuma desaparecer espontaneamente. Pode surgir devido à falta de nutrientes na alimentação, baixa imunidade, estresse, infecções ou ainda doenças autoimunes.

Veja também: Quais são as principais causas de aftas e o que fazer para evitá-las?

Herpes labial

O herpes labial, outra doença comum na população, se apresenta inicialmente com coceira e sensação de queimação na região da boca, até que surgem as vesículas (pequenas bolhas), que se rompem no decorrer de poucos dias, dando lugar a uma ferida.

O lábio é a região mais acometida.

O herpes é altamente contagioso, principalmente na fase em que a lesão está liberando a secreção (líquido do interior das bolhas).

Leia também: Como controlar Herpes Labial?

Estomatite

A estomatite, é uma inflamação ou infecção na boca secundária a traumas, vírus ou fungos. Pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, embora seja mais frequente em crianças, visto que estão mais expostos a essas situações, além disso, possui um sistema imunológico em amadurecimento.

As feridas e irritação na boca, melhoram espontaneamente após a cicatrização ou término do ciclo normal da virose.

Câncer de boca

As feridas na boca causadas pelo câncer de boca, se caracterizam pela dificuldade na cicatrização e normalmente aumentam de tamanho com o tempo. Ao contrário dos outros machucados na boca, o câncer bucal geralmente não provoca dor ou qualquer outro sintoma.

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Doenças sistêmicas

Algumas doenças sistêmicas, como doenças reumáticas, hematológicas ou autoimunes, podem apresentar como um dos seus sinais e sintomas, as feridas ou machucados frequentes dentro da boca. Como o pênfigo, o lúpus, a Doença de Behçet, entre outras.

O pênfigo é uma doença autoimune que provoca lesões dolorosas na boca, podendo se manifestar também na pele. No início, surgem pequenas bolhas que rapidamente se rompem, transformando-se em feridas. A deglutição dos alimentos pode inclusive ser prejudicada, conforme o tamanho das lesões.

Veja também: O que é pênfigo?

Leucoplasia

A leucoplasia é uma ferida encontrada na região interna da boca, acometendo também a língua, de coloração esbranquiçada, associada ao tabagismo, mordeduras na parte interna da boca, ou problemas nas próteses dentárias.

Importante identificar essas feridas, porque uma porcentagem delas pode evoluir para o câncer de boca. Sendo assim, o quanto antes for detectado e tratado, evita uma evolução desfavorável.

As feridas costumam desaparecer quando o hábito de fumar é interrompido, ou a causa resolvida, seja ajuste de próteses ou tratamento das feridas por mordedura.

Infecções

Há ainda o "sapinho", ou candidíase na boca. Uma infecção causada pelo fungo Candida Albicans. Os sintomas são de lesões esbranquiçadas, amareladas ou mesmo avermelhadas, superficiais, na mucosa interna da boca.

As crianças, pessoas imunodeprimidas ou em uso de certos medicamentos, como corticoides e antibióticos, são mais propensos a essa infecção. Por isso devem ter ainda maior cuidado com a higiene bucal durante esse período.

Para detectar as doenças no início, principalmente o câncer bucal, é importante estar atento ao aparecimento de feridas na boca. Lembrando que o câncer geralmente não provoca dor, o que torna esse "autoexame" ainda mais decisivo no diagnóstico precoce da doença.

A presença de qualquer ferida suspeita na boca deve ser avaliada por um médico/a da família ou dentista especialista em estomatologia.

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Quais os sintomas e tratamento da sífilis?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os primeiros sinais e sintomas da sífilis são pequenas feridas que surgem nos órgãos genitais e o aparecimento de caroços nas virilhas (ínguas). As manifestações da sífilis primária costumam surgir de 7 a 20 dias depois de uma relação sexual desprotegida com alguém infectado.

As ínguas e as feridas não causam dor, não coçam, não ardem e não produzem pus. As feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, mesmo sem tratamento.

Os sintomas então desaparecem e a pessoa pensa que está curada. Porém, apesar da sífilis permanecer adormecida durante meses ou anos, a bactéria continua circulando no sangue.

Na mulher, a sífilis pode se manifestar na região dos grandes lábios, vagina, região entre ânus e vagina, clitóris e colo do útero. No homem, a doença se manifesta no órgão genital, geralmente na glande e na pele que a recobre.

Quais os sintomas da sífilis secundária?

Depois de um tempo, geralmente 1 ou 2 meses, podem surgir manchas nos troncos e extremidades do corpo (palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelo, perda de peso, febre, mal-estar e dor de cabeça.

As manchas e os demais sintomas também desaparecem espontaneamente. Contudo, após alguns anos, começam a surgir complicações graves, como paralisia, cegueira, doenças neurológicas, problemas cardíacos, doenças ósseas, podendo provocar inclusive a morte do paciente.

Qual é o tratamento para sífilis?

O tratamento da sífilis é simples e é feito com antibiótico, normalmente a penicilina. O tempo de duração do tratamento varia entre 7 e 14 dias, de acordo com a fase da doença.

O parceiro ou a parceira da pessoa que está em tratamento deve fazer os exames necessários para diagnosticar a sífilis. Se o resultado for positivo, ele ou ela também deverá realizar o tratamento.

É importante usar preservativos nas relações sexuais para prevenir a transmissão da doença, mesmo durante o tratamento.

No caso da sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto, o tratamento também é feito com penicilina. Entretanto a criança precisa ficar internada para uma investigação sobre possíveis complicações, e deverá ser acompanhada até os 18 meses.

Vale ressaltar que a sífilis é facilmente tratada, sobretudo no início dos sintomas. Por isso, pessoas que tiveram relações sexuais sem proteção e apresentam algum dos sintomas característicos da sífilis, devem procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para investigar a causa, receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Saiba mais sobre o assunto nos links:

Como ocorre a transmissão da sífilis?
Dra. Nicole Geovana
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Medicina de Família e Comunidade

A transmissão da sífilis ocorre através de relação sexual sem proteção com uma pessoa infectada, podendo também ser transmitida para o bebê durante a gestação ou no momento do parto. A sífilis não é transmitida pelo uso de talheres, roupas compartilhadas ou vaso sanitário.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão sexual ocorre devido ao contato com as lesões genitais da pessoa infectada durante o sexo vaginal, anal ou oral.

Mulheres com sífilis que engravidam ou adquirem a infecção durante a gravidez e não fazem o tratamento adequado, podem transmitir a sífilis para o feto durante a gestação ou no ato do parto, causando assim a sífilis congênita.

A sífilis congênita pode provocar malformações, morte fetal e aborto espontâneo. A maioria dos sintomas se manifesta logo nos primeiros meses de vida do bebê, podendo incluir pneumonia, feridas no corpo, perda de audição e visão, problemas ósseos e comprometimento neurológico.

O uso correto do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais é uma medida importante para prevenir a transmissão da sífilis. A infecção também é facilmente tratada, principalmente no início das lesões.

É importante lembrar que a sífilis pode se manifestar de formas diferentes (sífilis primária, secundária, latente e terciária), sendo que nas fases primária e secundária, o risco de transmitir a infecção é maior. As feridas nem sempre estão facilmente visíveis, podendo estar localizadas na vagina, pênis, ânus ou boca.

Caso você apresente alguma lesão genital ou tenha tido relações sexuais desprotegidas, procure um/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação.

VDRL deu reagente 1/32, estou com Sífilis?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa levar o exame ao seu médico que ele terá que pedir um exame confirmatório específico para sífilis, tendo em vista que o VDRL pode dar alterado em várias doenças além da sífilis (porém a sífilis é o mais comum).

Sífilis tem cura ou volta outra vez?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sífilis adequadamente tratada é curada e não volta mais, o problema é que pode pegar novamente se tiver relação com uma pessoa com a doença e não usar camisinha, essa é a importância do uso da camisinha.

Saiba mais em:

Quais os sintomas e tratamento da sífilis?

Sífilis congênita tem cura? Qual o tratamento?

O que significa VDRL não reativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O VDRL é um teste de sangue para a doença sexualmente transmissível chamada Sífilis. Quando o resultado do teste é "não reativo" significa que há grande chance da pessoa nunca ter entrado em contato com o agente que causa a doença, ou seja, significa que a pessoa não está com sífilis.

Este teste é um teste simples mas não é completamente específico, ele serve apenas na triagem inicial da doença. Caso o resultado seja "reativo", o/a médico/a pode solicitar outros testes para confirmação da doença.

Há uma pequena porcentagem do teste ser falso negativo, ou seja, apresentar o resultado "não reativo" mas na verdade o/a paciente está com a doença. Isso ocorre na fase inicial da doença em que a pessoa já está com alguns sintomas, os anticorpos (células protetoras) já estão elevados, mas o teste ainda está negativo.

A interpretação completa e correta do teste VDRL deve ser feita pelo/a médico/a que avaliará o paciente de uma forma global, examinando fisicamente e correlacionando o resultado do exame com a história pessoal pregressa do/a doente.

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