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Cirurgia Plástica

Pomada para tirar queloide

As pomadas para tirar queloide são as à base de corticosteroides, que devem ser prescritas pelo médico. Mas o tratamento para a queloide depende da sua localização no corpo e de seu tamanho. Pode ser realizado por vários métodos, como o uso de placas de silicone, radioterapia local, pomadas, fitas oclusivas ou injeções de corticosteroides, crioterapia, cirurgia e terapia fotodinâmica.

A cicatriz é o resultado final do processo de cicatrização ou fechamento da pele após um ferimento, queimadura ou incisão cirúrgica. No processo de cicatrização há uma multiplicação de células para que haja o fechamento necessário da pele. Algumas vezes a cicatriz aumentada (cicatriz hipertrófica) pode ser confundida com a queloide. No entanto esse tipo de cicatriz não ultrapassa o tamanho do ferimento e pode reduzir naturalmente ou por meio de tratamentos mais simples.

Nos casos de queloide há uma multiplicação exagerada de células que resulta em uma cicatriz elevada, às vezes, ultrapassando os limites do ferimento. A queloide ocorre mais em pessoas negras e algumas pessoas têm maior predisposição genética para desenvolvê-las. Inicialmente tem coloração avermelhada , tornando-se mais escura e da cor da pele com o passar do tempo, pode coçar ou ser dolorida.

O cirurgião plástico e o dermatologista são os especialistas indicados para tratar desse problema.

O que é seroma e como é o tratamento?

Seroma é o acúmulo de líquido embaixo da pele, durante o pós-operatório de uma cirurgia, deixando a área da cicatriz mais alta que o normal. O seroma se forma devido ao extravasamento de plasma sanguíneo ou linfa (fluido que circula nos vasos linfáticos), surgindo nas primeiras semanas de pós-operatório.

A formação de seroma pode acontecer em qualquer cirurgia. Contudo, ele é mais frequente em operações que envolvem grandes descolamentos de tecidos, como as cirurgias plásticas de abdominoplastia, lipoaspiração, implante de prótese de silicone, redução mamária, entre outras.

Os sinais e sintomas do seroma incluem abaulamento local (região da cicatriz fica mais elevada que a pele ao redor), flutuação na área da cicatriz, sensação de líquido se deslocando na área da cirurgia, extravasamento de um líquido esbranquiçado através da cicatriz.

Outra característica do seroma é a ausência de sinais de inflamação, como dor e vermelhidão. Porém, se houver infecção, esses sinais poderão estar presentes e o líquido terá um odor característico. Também pode haver febre nesses casos.

O líquido também pode assumir uma coloração avermelhada se estiver misturado com sangue, enquanto que seromas crônicos podem apresentar um tom mais achocolatado.

O tratamento do seroma pode ser necessário quando há dor e desconforto, e ele torna-se demasiadamente grande. Geralmente se realiza a aspiração do líquido acumulado através da aspiração com uma agulha de grosso calibre e seringa, ou através da colocação de um dreno, nos casos em que o seroma é mais extenso.

O médico pode prescrever antibióticos para prevenir possíveis infecções decorrentes da punção. Se o seroma estiver infeccionado, o tratamento também irá incluir o uso de antibióticos.

O tratamento do seroma deve ser efetuado, preferencialmente, pelo médico que realizou a cirurgia.

O que fazer para aumentar meus seios, bumbum e coxas?

Para aumentar os seios é preciso colocar uma prótese de silicone ou engordar, enquanto que o bumbum (glúteos) e as coxas podem aumentar com exercícios físicos, implantes (silicone) ou outras técnicas de cirurgia plástica.

Os seios são constituídos por gordura. É ela que lhes dá mais ou menos volume. Por isso, é impossível aumentá-los com exercícios para o músculo peitoral, que aumentam ou tonificam o músculo e não a mama, que está apenas apoiada nele. 

O máximo que se pode conseguir ao trabalhar essa musculatura é levantar ligeiramente o seio. Porém, o que sustenta e dá firmeza à mama é a pele, ou seja, não é possível manter os seios firmes com exercícios.

As coxas e os glúteos (bumbum) podem aumentar de volume através de exercícios físicos específicos para ganhar massa muscular. Avanço, agachamento, extensão e flexão de joelhos, são alguns dos exercícios que trabalham esses músculos.

No entanto, o resultado varia de acordo com o biotipo de cada um. Algumas vezes para alcançar a forma "desejada" será preciso uma avaliação profissional, que irá avaliar e definir seus desejos e objetivos, traçando um plano de treinos ou tratamento, em busca de uma meta.  

Lembrando que toda cirurgia apresenta riscos, portanto essa deve ser uma decisão cuidadosa e criteriosa.

Caso opte pelos exercícios, é fundamental seguir a orientação de um educador físico ou fisioterapeuta para atingir os resultados desejados. Já para tratamentos cirúrgicos, esses são da responsabilidade do médico cirurgião plástico.

Qual o tempo de recuperação da rinoplastia?

O tempo de recuperação da rinoplastia normalmente é de 7 a 15 dias para poder voltar ao trabalho e de 4 semanas para retornar aos exercícios físicos. Esportes ou atividades com risco de traumatismo nasal devem ser evitados por pelo menos 3 meses.

O pós-operatório da rinoplastia costuma ser doloroso logo após a cirurgia mas a dor e o desconforto tende a passar com o decorrer dos dias. O desconforto ocorre devido ao inchaço interno do nariz na fase inicial, de 2 a 3 semanas após a cirurgia, mas melhora facilmente com analgésicos e anti-inflamatórios, prescritos pelo médico.

Em média, dois meses após a rinoplastia, grande parte do inchaço já regrediu. O resultado final da cirurgia pode ser observado depois de 1 ano, ou 2 anos no caso de pessoas com pele mais espessa.

A recuperação da rinoplastia é lenta e gradual e o nariz pode continuar se recuperando ao longo da vida, pelo que pequenas mudanças podem ocorrer com o passar do tempo.

Converse com o seu cirurgião para maiores esclarecimentos e siga atentamente todas as orientações e recomendações fornecidas pelo médico para um melhor resultado.

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É possível aumentar os seios de forma natural, sem cirurgia?

É possível aumentar o volume dos seios de forma natural se houver aumento da gordura mamária devido ao ganho de peso e/ou aumento da massa muscular da região mamária (músculo peitoral) por meio de exercícios físicos localizados.

Os seios crescem e se desenvolvem durante a evolução da puberdade. Algumas mulheres apresentam um desenvolvimento mamário discreto e as mamas parecem ter parado de crescer num estadio infantil. Em alguns casos,  o uso de hormônios femininos presentes em algumas pílulas pode estimular um maior desenvolvimento dos seios.

Outras práticas como a aplicação de produtos nos seios, embora muito divulgadas, não têm comprovação de segurança e eficácia.

O ginecologista e o endocrinologista são os especialistas a serem consultados nessas situações.

Cisto pilonidal pode virar câncer?

Sim, cisto pilonidal pode virar câncer mas é muito raro, ocorrendo sobretudo em casos crônicos e recorrentes. O risco do cisto pilonidal evoluir para carcinoma epidermoide, um tipo de câncer de pele, é de apenas 0,02% a 0,1%.

Apesar do carcinoma epidermoide ou espinocelular, como também é conhecido, ser o mais frequente nesses casos, o cisto pilonidal também pode evoluir para outros tipos de câncer, como carcinoma basocelular, sarcoma e melanoma.

A malignização do cisto pilonidal é desencadeada pelo processo inflamatório crônico. Trata-se de uma evolução tardia e rara desses cistos, observada tipicamente em situações negligenciadas, em que os cistos não foram tratados e permaneceram inflamados por muito tempo.

O carcinoma espinocelular tem um crescimento lento, mas o seu comportamento é agressivo, com alto índice de recidivas e metástases (desenvolvimento do câncer em órgãos distantes da origem do tumor).

Por isso, o diagnóstico da doença deve ser precoce. O tratamento é cirúrgico e consiste na remoção do tumor, incluindo uma ampla área ao seu redor.

Em alguns casos, o câncer só é detectado quando a doença já invadiu estruturas vizinhas, dificultando as chances de cura.

Para evitar uma eventual "transformação" do cisto pilonidal em câncer, recomenda-se realizar um tratamento efetivo e precoce do cisto, principalmente se ele estiver constantemente inflamado.

Para maiores esclarecimentos, consulte o/a médico/a da Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica ou Dermatologia.

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Cisto pilonidal tem cura? Qual o tratamento?

Cisto pilonidal pode voltar após cirurgia?

Cisto pilonidal tem cura? Qual o tratamento?

Cisto pilonidal tem cura através de tratamento cirúrgico, no qual o cisto pilonidal é removido e o local é suturado ("costurado"). Porém, o fechamento cirúrgico da lesão só pode ser feito se o cisto não estiver inflamado ou infeccionado.

Por isso, o melhor momento para a realização da cirurgia é quando a lesão não apresenta sinais ou sintomas de inflamação, como dor, vermelhidão e inchaço.

Na presença de infecção, realiza-se primeiro um tratamento com antibióticos e uma drenagem parcial do cisto, deixando a cirurgia para uma outra fase.

Após a remoção cirúrgica do cisto pilonidal, a área operada deve ser bem higienizada e desinfetada. Também pode ser necessário remover os pelos próximos ao local para que não entrem na ferida.

O cisto pilonidal é uma bolsa de pele preenchida com pelos, restos celulares, glândulas sebáceas e sudoríparas, que ocorre na região do cóccix.

Quando o cisto está inflamado, pode formar pus e vazar, causando bastante dor quando a pessoa está sentada.

A remoção cirúrgica é indicada quando ocorrem inflamações constantes e aumento de tamanho do cisto, causando muito incômodo. Mesmo após a operação, o cisto pode voltar em cerca de 12% dos casos.

Saiba mais em: Cisto pilonidal pode voltar após cirurgia?

O tratamento do cisto pilonidal é da responsabilidade da equipe médica cirúrgica (Cirurgia Geral ou Cirurgia Plástica) ou da equipe da Dermatologia.

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Cisto pilonidal pode voltar após cirurgia?

Sim, o cisto pilonidal pode voltar após a cirurgia. As chances de recidiva variam entre 2% e 27%, de acordo com a técnica cirúrgica utilizada:

  • Marsupialização: 4%;
  • Eletrocauterização: 2% a 12%;
  • Incisão e curetagem: 10% a 27%;
  • Ressecção com fechamento primário (cirurgia fechada com pontos): 0% a 20%;
  • Ressecção com fechamento secundário (cirurgia aberta, a ferida cicatriza sozinha, sem pontos ): 12% a 16%;
  • Retalho cutâneo de Limberg: 2% a 5%.

A cirurgia fechada com retalhos cutâneos ("pedaços de pele") parece ter os melhores resultados gerais no pós-operatório, com pouca dor, retorno rápido às atividades diárias, poucas complicações e baixo risco do cisto pilonidal voltar.

A técnica consiste na remoção do cisto e fechamento do local da lesão com retalhos cutâneos, associando procedimentos de cirurgia plástica aos métodos cirúrgicos tradicionais.

Esse procedimento diminui o longo tempo de cicatrização das cirurgias abertas e elimina as complicações comuns dos métodos fechados. Suas principais vantagens são:

  • Baixas taxas de recidiva: A chance do cisto pilonidal voltar é de cerca de 12%;
  • Método pouco doloroso: A maioria dos pacientes não precisa tomar analgésicos pós-operatório;
  • Poucas chances de complicações: Cerca de 70% dos casos não apresentam complicações após a cirurgia;
  • Rápida recuperação: Permite andar e retornar às atividades habituais precocemente.

O tratamento cirúrgico do cisto pilonidal é a única forma de curar definitivamente o problema, mas existe muita discussão quanto à melhor técnica que deve ser utilizada.

Cabe à equipe médica cirúrgica ou dermatológica esclarecer o/a paciente quanto à técnica empregada, bem como as suas vantagens e desvantagens.

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