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Esofagite pode virar câncer?

A esofagite de refluxo pode favorecer o desenvolvimento de câncer de esôfago, pois a acidez do refluxo pode provocar alterações celulares no esôfago que, com o tempo, podem evoluir para câncer.

Essa modificação das células do esôfago é conhecida como esôfago de Barrett, uma condição que pode ocorrer a longo prazo na esofagite de refluxo e precisa ser acompanhada de perto.

Pacientes que apresentam alterações no revestimento do esôfago com mais de 2 cm de espessura têm mais chances de desenvolver câncer de esôfago.

O esôfago de Barrett nada mais é do que uma adaptação do órgão para poder tolerar o ácido estomacal trazido pelo refluxo. Apesar de ter evolução lenta, pode causar câncer em até 1% dos casos.

É preciso lembrar que o estômago possui proteção contra o ácido do suco gástrico, mas o esôfago não. Assim, quando as células que revestem o esôfago são continuamente atacadas pelo ácido estomacal, elas sofrem transformações e ficam semelhantes às células do estômago para poderem resistir melhor à acidez.

Por isso, para evitar que uma esofagite "vire" câncer, é preciso controlar o refluxo com medicamentos e mudanças na alimentação. Saiba como em: Refluxo tem cura? Qual o tratamento?

O esôfago de Barrett é detectado pelo exame de endoscopia e pode ser revertido por meio de tratamentos endoscópicos.

Para maiores informações, consulte um médico gastroenterologista, que é o especialista responsável pelo tratamento da esofagite.

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