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Câncer

O que significa ter sangramento durante a relação sexual?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

De uma forma geral, sangramento durante relação sexual está associado a algum tipo de lesão em colo uterino ou parede da vagina; em mulheres jovens as causas inflamatórias (inflamação, infecção e DSTs) são as mais comuns e em mulheres menos jovens as causas inflamatórias dividem espaço com lesões do tipo pré-cancerígena em colo uterino ou câncer de colo de útero.

Leia também: É normal o homem sangrar durante ou depois da relação sexual?

O que é neoplasia? É câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Neoplasia é uma proliferação anormal, autônoma e descontrolada de um determinado tecido do corpo, mais conhecida como tumor. Uma neoplasia pode ser benigna ou maligna. Um câncer é uma neoplasia maligna.

A neoplasia ocorre devido a uma alteração celular, que faz com que uma célula do organismo comece a se multiplicar de forma desordenada e descontrolada.

Todos os dias as células do corpo se multiplicam (com exceção das células nervosas) para formar, fazer crescer ou regenerar tecidos saudáveis do corpo.  

Porém, uma célula normal possui mecanismos de defesa que impõem um limite sobre a sua replicação para não gerar um tumor. Quando, por diversos fatores genéticos ou adquiridos, esse limite é comprometido, surge então uma neoplasia.

Num exame, como o papanicolau por exemplo, a indicação de "negativo para neoplasia" no resultado significa ausência de células cancerígenas.

Principais diferenças entre uma neoplasia benigna e maligna (câncer):

  • Neoplasia benigna:

    • É constituída por células que crescem lentamente e que são muito semelhante àquelas do tecido normal;
    • Pode ser totalmente removida através de cirurgia e o paciente fica completamente curado, na maioria dos casos;
    • Não há risco de se espalhar para outras partes do corpo (metástase);
  • Neoplasia maligna (câncer):
    • Possui células que se multiplicam rapidamente e que podem se infiltrar em estruturas próximas ao tumor;
    • Há risco de metástase, que é a disseminação e o crescimento das células cancerosas em órgãos distantes da sua origem;
    • A cura depende de um diagnóstico precoce e do tratamento realizado.
Como e por quê surge uma neoplasia?

As células do corpo estão constantemente se multiplicando. Devido a diversos fatores hereditários ou adquiridos, como alimentação inadequada e tabagismo, algumas células sofrem mutações.

Em geral, num sistema saudável, essas células são eliminadas pelo sistema imunológico. Quando isso não ocorre, essas células mutantes multiplicam-se de forma descontrolada e desordenada.

No caso do câncer, esse crescimento é acelerado, sendo o tumor alimentado por nutrientes e oxigênio transportados por vasos sanguíneos.

Linfonodos aumentados pode ser câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, linfonodos aumentados pode ser sinal de câncer. Porém, na maioria dos casos, o aumento dos linfonodos está relacionado com inflamações ou infecções localizadas próximas aos gânglios.

Se a causa da linfonodomegalia (aumento do linfonodo) for câncer, os linfonodos aumentam de tamanho, ficam endurecidos, mas geralmente não causam dor. Em geral, o crescimento é lento, a pele não fica avermelhada, não há aumento da temperatura local e a superfície é irregular. Nesses casos, o gânglio tem mais de 2 cm.

Quando o linfonodo está aumentado devido a uma inflamação, o seu crescimento é rápido, há dor no local, a pele que recobre o gânglio fica avermelhada e a sua superfície é regular e lisa. Normalmente o linfonodo não tem mais que 2 cm nesses casos.

Os sinais de alarme que podem indicar que o aumento dos linfonodos é causado por câncer ou alguma infecção grave, como tuberculose, incluem:

  • Aumento progressivo dos linfonodos;
  • Linfonodos que não diminuem de tamanho em 4 semanas;
  • Gânglios linfáticos com consistência dura;
  • Emagrecimento, falta de apetite ou aumento da transpiração;
  • Presença de sinais e sintomas de inflamação, como dor, vermelhidão, aumento da temperatura local ou pus, acompanhados ou não de febre;
  • Linfonodos aumentados na clavícula ou nas axilas;
  • Linfonodos aumentados em mais de duas áreas diferentes do corpo.
Linfonodos aumentados no pescoço

Linfonodos aumentados no pescoço podem indicar a presença de câncer na cabeça ou no pescoço, ou ser sinal de linfoma (câncer do sistema linfático que se origina na maioria das vezes nos linfonodos).

Linfonodos aumentados nas axilas

Linfonodos aumentados nas axilas também podem ser um sinal linfoma ou de câncer de mama.

Linfonodos aumentados na virilha

Na virilha, o aumento dos linfonodos pode estar relacionado com linfomas ou metástases de melanoma (câncer de pele) e câncer ginecológico.

O que são linfonodos?

Os linfonodos ou gânglios linfáticos, são pequenos órgãos de defesa localizados no trajeto dos vasos linfáticos. Eles filtram a linfa, podendo reter, destruir ou retardar a proliferação de micro-organismos (bactérias, vírus, protozoários) e células cancerígenas pelo organismo.

Os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças. Por isso, eles podem aumentar de tamanho e ficar doloridos quando há alguma doença ou infecção, pois estão reagindo aos micro-organismos invasores ou aos agentes agressores.

O aumento dos linfonodos é muito comum em crianças com menos de 2 anos de idade, embora esse aumento não indique nada de grave na maioria dos casos.

Em geral, os gânglios estão aumentados em tamanho e número, sendo facilmente palpáveis. Os locais em que os linfonodos ficam aumentados com mais frequência são no pescoço, nas axilas e na região da virilha.

Nesses casos específicos, o aumento dos gânglios linfáticos pode ser decorrente dos estímulos que o sistema imunológico vai recebendo, à medida que a criança vai entrando em contato com o ambiente e ganhando anticorpos.

Contudo, na grande parte dos casos, os linfonodos aumentados são uma resposta imunológica temporária do organismo a infecções ou inflamações benignas, como amigdalite, otite, entre outras.

Apenas uma biópsia poderá determinar se o linfonodo aumentado é ou não câncer.

Se notar a presença de nódulos no corpo que não desaparecem em até duas semanas, procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para fazer uma avaliação e receber um diagnóstico adequado.

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HPV tem cura e quando pode levar ao câncer do útero?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O HPV (papilomavírus humano) pode ter cura, porque em algumas pessoas o sistema imunológico consegue combater e eliminar completamente o vírus, o que ocorre mais frequentemente em pessoas jovens e com imunidade íntegra. Além disso, muitos indivíduos infectados com HPV não manifestam sintomas. Porém, não existe uma cura definitiva para o HPV, uma vez que não há medicamentos ou tratamentos capazes de eliminar o vírus por completo.

Quando a infecção persiste, se tornando crônica, ocorre uma multiplicação desordenada das células, podendo evoluir para células precursoras de câncer.

O tipo de câncer mais relacionado a infecção por HPV é o câncer de colo de útero.

Dentro os 150 tipos conhecidos de HPV, apenas 12 deles estão comprovadamente relacionados ao desenvolvimento de câncer, seja ele de colo de útero ou de outros locais da mesma forma contaminados, como boca, ânus, pênis e vagina. 

Câncer de útero

O tratamento, ou a "cura" do HPV é temporária, ou seja, quando são retiradas as lesões. A destruição das verrugas é o objetivo do tratamento, que pode incluir o uso de medicamentos aplicados no local, cauterização ("queimar" a lesão), crioterapia (congelamento) ou ainda remoção através de cirurgia.

Por isso, a infecção por HPV na mulher merece muita atenção, já que praticamente todos os casos de câncer de colo de útero estão associados ao HPV.

Leia também: HPV tem cura definitiva?

Todo HPV vira câncer?

As infecções por HPV são muito frequentes, mas são passageiras e regridem espontaneamente na maioria das pessoas. No entanto, uma pequena parcela das mulheres manifesta infecções que persistem, geralmente decorrentes de tipos específicos de HPV altamente cancerígenos.

São essas lesões persistentes que podem vir a desenvolver uma lesão pré-cancerígena, que se não for detectada e tratada a tempo, pode se transformar em um tumor maligno.

A maioria dos cânceres de colo uterino, inclusive, são causados pelo HPV (99%). Os tipos de vírus são divididos em baixo-risco (HPVs tipo 6, 11, 40, 42, 43, 44, 54, 61, 70, 72, 81, e CP6108), encontrados geralmente em pacientes com verrugas genitais, e de alto risco (16, 18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 66, 68, 73 e 82), sendo os tipos 16 e 18 relacionados com aproximadamente 70% dos casos de câncer cervical invasivo e mais de 90% das lesões intraepiteliais graves.

Veja também: Toda verruga é HPV?

Quando o HPV pode causar câncer de colo de útero?

O HPV pode causar câncer de colo de útero se o vírus em causa for específico para esta doença, já que das centenas de tipos de HPV, apenas cerca de 5% deles estão associados ao câncer de colo uterino, principalmente os tipos 16 e 18.

Também pode lhe interessar: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

O HPV é um vírus muito comum em pessoas sexualmente ativas, podendo estar presente em 70 a 80% dessa população. Na maioria dos casos, as infecções são passageiras. Porém, algumas mulheres apresentam infecção persistente, que podem vir a desenvolver lesões pré-cancerígenas no colo do útero.

A maior parte dos casos de câncer de colo de útero são desencadeados pelos HPV 16 e 18. A vacina, que faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, está disponível gratuitamente através do SUS para meninas entre 9 e 13 anos de idade e protege contra esses vírus, além de outros tipos de HPV (6 e 11) que provocam verrugas genitais.

Veja também:

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

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Quais são os fatores de risco para câncer de útero?

Além do HPV, existem outros fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da doença, tais como imunidade, fatores genéticos, comportamento sexual (número elevado de parceiros), tabagismo, idade acima dos 30 anos, vida sexual com início precoce, gestações, o uso de pílula anticoncepcional.

Como ocorre a transmissão do HPV?

A transmissão do HPV se dá por via sexual, usualmente, mesmo com o uso de preservativos, sem a necessidade de penetração (com a masturbação ou o contato genital externo já pode ocorrer), mas existe também a possibilidade de transmissão vertical (da mãe para o feto), de auto-inoculação e ainda sem confirmação científica e bastante controversa, a transmissão por inoculação através de objetos contaminados com o HPV.

Leia também: HPV: o que é e como se transmite?

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico é feito mais facilmente em homens (lesões geralmente visíveis na pele e órgãos sexuais). Em alguns casos deve ser feita uma anuscopia (geralmente em casos de relações sexuais anais) para observação das lesões. 

Nas mulheres, porém, além das lesões em pele, vulva e ânus, podem ocorrer em todo o trato genital até alcançarem o colo do útero, portanto o diagnóstico só é possível através da colpocitologia oncótica, colposcopia ou anuscopia. Também podem ser realizados exames de biologia molecular (hibridização in situ, PCR e captura híbrida).

Veja também: O que é o exame de captura híbrida?

Quais são os sintomas do HPV?

Os sintomas podem ser inexistentes ou o surgimento de verrugas com aspecto de couve-flor na pele e/ou mucosas. Se as alterações forem discretas, serão detectadas apenas em exames específicos. Se forem graves, pode ocorrer invasão de tecidos vizinhos com o surgimento de um tumor maligno como o câncer do colo uterino e do pênis.

Saiba mais em:

Quais são os sintomas do HPV?

HPV na garganta: Quais os sintomas e como tratar?

Qual é o tratamento para HPV?

São diversos tipos, com o objetivo principal de eliminar as lesões condilomatosas. Não há evidências que estes tratamentos eliminem ou alterem o curso natural da infecção pelo HPV.

Mesmo sem tratamento, as lesões podem desaparecer, ficarem inalteradas ou aumentarem de tamanho e número. Vários fatores devem ser levados em consideração: tamanho, número e local das lesões, opções do paciente, recursos disponíveis e experiência do profissional.

Os medicamentos e tratamentos usados para tratar o HPV incluem:

  • Podofilina 15% em solução alcoólica;
  • Ácido tricloroacético (ATA) 70% a 90% em solução aquosa;
  • Podofilotoxina 0,15% creme;
  • Imiquimod 5% creme;
  • Eletrocauterização (ou eletrocoagulação / eletrofulguração);
  • Criocauterização (ou crioterapia / criocoagulação);
  • Vaporização a laser;
  • Exérese cirúrgica;
  • CAF (cirurgia de alta frequência).

Veja também: Qual é o tratamento para HPV?

Recomendações:

  • É preciso destacar que o HPV pode ser transmitido na prática de sexo oral;
  • Informe seu parceiro (a) se o resultado do seu exame para HPV for positivo - ambos precisarão de tratamento;
  • O parto normal (vaginal) não é indicado para gestantes portadoras do HPV com lesões ativas;

Leia também: Qual é o tratamento para HPV?

Em caso de suspeita de HPV, um médico clínico geral, dermatologista, urologista (homens) ou ginecologista (mulheres) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, caso a caso.

Nunca faça tratamentos por conta própria, sem antes consultar um médico. O exame colpo citopatológico (Papanicolau) deve ser realizado em mulheres de 25 a 64 anos de idade (ou mais jovens, que já tenham iniciado atividade sexual), uma vez ao ano. Após dois exames anuais negativos, pode ser feito a cada três anos. 

Mesmo os tipos de HPV que causam câncer têm tratamento na maioria dos casos. Contudo, é importante que a doença seja diagnosticada precocemente para que as lesões pré-cancerígenas sejam tratadas antes de evoluírem para tumores malignos.

Saiba mais em:

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Nódulo dolorido em mama é sinal para câncer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Nódulo dolorido em mama não é sinal positivo para câncer de mama, a maioria dos nódulos de mama benignos são doloridos, em contrapartida os nódulo de mama que são malignos, geralmente no começo, são indolores, quando começam a doer pode ser um sinal de estágio avançado do câncer.

Gastrite pode evoluir para câncer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Alguns tipos de gastrite têm um risco maior de evoluir para o câncer, como a gastrite crônica atrófica, a metaplasia intestinal e as gastrites com a presença da bactéria Helicobacter pylori.

Quando for identificada a presença da Helicobacter pylori no estômago, a gastrite deverá ser tratada com antibióticos a fim de eliminar a bactéria e interromper a inflamação do estômago.

Já a gastrite crônica é caracterizada pela presença constante de inflamações na mucosa que acabam provocando atrofia da mucosa e metaplasia epitelial, uma lesão que pode evoluir progressivamente para uma lesão cancerígena.

A gastrite crônica atrófica indica que há uma alteração no revestimento interno do estômago, a mucosa gástrica, que também pode ser causada pela Helicobacter pylori. Nesse caso, o médico definirá o tipo de tratamento necessário e a repetição periódica de exames.

H. pylori pode causar câncer?

Sim, uma das principais causas de câncer de estômago é a presença da bactéria H. pylori, que está relacionada a formação de úlceras e feridas que originam a gastrite. O micróbio causa uma inflamação crônica no estômago que aumenta as chances dessa ferida, ou úlcera se modificar e iniciar o processo de multiplicação desordenada de células, o câncer de estômago.

Contudo, somente uma parcela muito pequena das pessoas portadoras de H. pylori irão desenvolver um tumor maligno. A bactéria é muito comum e está presente em praticamente metade da população, sem manifestar qualquer sintoma.

Veja também: O que é H. pylori?

Quais as causas da gastrite?

Algumas causas para a gastrite podem incluir: uso prolongado do ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios (AINEs), gastrite autoimune (quando o organismo produz anticorpos contra a própria mucosa gástrica), tabagismo, obesidade, além de ingestão abusiva e prolongada de bebidas alcoólicas.

Saiba mais em: 

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Quais são os sintomas da gastrite?

Os sintomas da gastrite podem ser queimação (pirose), azia, sensação de empanzinamento e peso no estômago, dor, náusea, vômitos, falta de apetite e perda de peso. 

As manifestações podem ser causadas por uma irritação aguda da mucosa gástrica devido à ingestão abusiva de bebidas alcoólicas, estresse excessivo, consumo exagerado de café e chá preto ou causadas por hérnia de hiato e refluxo gastroesofágico (esofagite de refluxo).

O que é gastrite?

A gastrite é uma inflamação na parte interna do estômago que só pode ser confirmada através do exame de endoscopia com biópsia. Com o resultado desse exame e a história clínica do paciente, o médico pode diagnosticar o tipo de gastrite presente.

O gastroenterologista é o especialista capacitado para diagnosticar e tratar doenças gástricas.

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H. pylori positivo é sinal de câncer de estômago?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, H. Pylori positivo não é sinal de câncer de estômago, mas sim um fator de risco para desenvolver a doença. Ainda não se sabe ao certo por que a presença dessa bactéria contribui para o aparecimento do câncer de estômago, mas acredita-se que o H. Pylori provoque uma inflamação crônica no estômago que aumenta a predisposição para o desenvolvimento da doença.

Contudo, o Helicobacter Pylori não é por si só a causa do câncer de estômago. Existem outros fatores de risco que também devem ser considerados, como histórico de câncer na família, hábitos alimentares, fatores ambientais, entre outros. O conjunto dos fatores predisponentes é que poderão favorecer o surgimento do tumor.

Além de câncer de estômago, o H.pylori está associado a outras doenças gástricas como úlceras e gastrites. No entanto, é importante lembrar que a bactéria vive no estômago de mais de metade da população sem causar nenhum tipo de sintoma. Dentre os portadores do H. Pylori, apenas 1% deles, em média, irá desenvolver câncer.

Saiba mais em: Quais os sintomas do H. pylori?

O tratamento para erradicar o H. Pylori normalmente inclui 3 medicamentos: 1 inibidor da produção de ácido gástrico e 2 antibióticos, que devem ser administrados entre 10 a 14 dias.

Veja também: H. pylori tem cura? Qual é o tratamento?

Para maiores esclarecimentos, fale com o seu médico de família ou clínico geral.

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Adenoma tubular com displasia de baixo grau pode virar câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Apesar do adenoma tubular com displasia de baixo grau não ser um câncer, ele pode se transformar em um tumor maligno e, consequentemente, "virar" câncer. Por isso, é recomendado a retirada mesmo nesse estágio de benignidade.

O adenoma tubular em geral é assintomático e pode ser descoberto na colonoscopia de rotina, exame realizado para avaliar presença de alterações no intestino.

O adenoma tubular é responsável pela maioria dos adenomas intestinais e pode ser evitado com:

  • Dieta: redução da ingesta de gorduras, aumento da ingesta de frutas, vegetais e fibras;
  • Atividade física regular;
  • Manter o peso ideal adequado para a sua altura;
  • Evitar uso de álcool em excesso;
  • Evitar tabagismo.

O adenoma tubular pode ser retirado durante a colonoscopia e o/a paciente poderá precisar de acompanhamento a ser realizado com futuras colonoscopias.

Quais os sintomas de câncer no colo do útero?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sinais e sintomas do câncer no colo do útero normalmente são observados quando o câncer já está em uma fase mais avançada. Um dos sintomas mais comuns do câncer de colo de útero é o sangramento vaginal ou corrimento vaginal com presença de sangramento logo após a relação sexual, após a menopausa ou de forma espontânea.

Outros sintomas que podem estar incluídos:

  • Sangramento vaginal durante ou após as relações sexuais;
  • Sangramentos vaginais após a menopausa;
  • Sangramento excessivo durante a menstruação;
  • Dor durante as relações sexuais;
  • Sensação de peso na região entre o ânus e a vagina (períneo);
  • Corrimento vaginal mucoso, que pode ser avermelhado e ter mau cheiro;
  • Dor pélvica ou abdominal;
  • Presença de sangue na urina.

Nos casos mais avançados, os sintomas podem vir acompanhados de alterações urinárias ou intestinais.

Porém, vale lembrar que no início, o câncer no colo do útero geralmente não apresenta sintomas. O desenvolvimento desse tipo de câncer é lento e os sinais tendem a surgir com a evolução do quadro.

Quais são os fatores de risco para câncer no colo do útero?

A causa do câncer de colo uterino não está totalmente definida. Porém, sabe-se que o principal fator de risco para o câncer no colo do útero é a infecção pelo vírus HPV, que pode ser transmitido sexualmente e pode ser prevenido. A infecção por HPV provoca modificações nas células do colo do útero que podem evoluir para câncer.

Há ainda outros fatores que podem aumentar as chances da mulher desenvolver esse tipo de câncer, tais como: ter muitos filhos, ter vários parceiros sexuais, início precoce da vida sexual, fumar, história de infecções sexualmente transmissíveis, ter mais de 40 anos de idade e tomar pílula anticoncepcional durante 5 anos ou mais.

Como é feito o diagnóstico do câncer no colo do útero?

O diagnóstico do câncer de colo de útero é feito pelo exame físico e confirmado por uma biópsia. Os exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada são importantes para definir o grau de avanço do câncer e detectar possíveis comprometimentos de outros órgãos.

O diagnóstico precoce do câncer de colo de útero pode ser feito através do exame preventivo papanicolau, que detecta o HPV e a presença de células anormais, uma vez que a infecção pelo vírus é o principal fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

Se o papanicolau detectar a presença de alterações nas células, o tratamento pode incluir crioterapia, procedimentos para queimar a lesão, retirada da lesão e ainda medicamentos.

Câncer no colo do útero tem cura? Como é o tratamento?

Sim, câncer no colo do útero tem cura. Se for diagnosticado precocemente, as chances de cura são de aproximadamente 90%. O tratamento depende do grau de avanço da doença.

Se o câncer estiver numa fase inicial, é feita uma cirurgia, que pode ou não ser complementada com radioterapia ou quimioterapia. A associação de radioterapia e quimioterapia permite manter o câncer de colo de útero bem controlado em casos mais avançados.

Nos casos mais graves de câncer de colo uterino, é feito primeiro o tratamento com quimioterapia e radioterapia, que permite depois a realização da cirurgia. O procedimento cirúrgico pode remover o útero, as trompas e o ovário.

A radioterapia pode ser aplicada externamente ou internamente:

Na radiação externa, utiliza-se um aparelho que emite um feixe de radiação para a área a ser tratada. Nesses casos, geralmente são feitas 5 sessões de radioterapia, durante um período que varia entre 5 e 7 semanas.

Na radioterapia aplicada internamente, a radiação é administrada pela colocação de implantes com substâncias radioativas na vagina. Os implantes permanecem no corpo durante algumas horas ou até por 3 dias. Essa forma de radioterapia necessita de internamento hospitalar e o tratamento pode precisar ser repetido, às vezes por algumas semanas.

Se o câncer já tiver alcançado outros órgãos, o tratamento com quimioterapia terá como objetivo tentar conter a doença e melhorar os sintomas.

Quanto mais cedo o câncer no colo do útero for detectado, maiores são as chances de cura. Por isso é muito importante visitar regularmente a/o médico/a de família ou ginecologista e fazer o exame preventivo papanicolau com a regularidade indicada pelo/a médico/a.

Quais são os sintomas de câncer na garganta?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal sintoma de câncer na garganta (laringe) é a rouquidão. Outros sinais e sintomas incluem dificuldade para engolir e respirar, alterações na voz, sensação de "bolo" na garganta, dor na garganta que pode irradiar para o ouvido, presença de nódulos no pescoço e sangramento ao tossir.

Vale lembrar que esses sinais são muito comuns em outras situações e, na maioria das vezes, não são causados por câncer na garganta. Contudo, a presença de um ou mais desses sintomas durante mais de duas semanas deve ser avaliada pelo/a médico/a otorrinolaringologista ou médico/a de família, principalmente se a pessoa for fumante e tiver o hábito de beber bebidas alcoólicas regularmente.

O câncer de laringe é mais frequente em homens e representa cerca de 25% dos tumores malignos que acometem a região da cabeça e pescoço. Mais da metade dos casos ocorre nas cordas vocais, enquanto que aproximadamente 33% dos tumores afetam a laringe acima das cordas vocais.

O diagnóstico do câncer na garganta é feito através de biópsia. O procedimento pode ser realizado sob anestesia local ou geral.

O tratamento do câncer de laringe depende das características e da fase em que está o tumor. Dependendo da localização e da extensão, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia. 

Quanto mais cedo o tumor for diagnosticado, maiores são as chances de evitar problemas nos dentes, na fala e na deglutição causados pelo tratamento. A retirada total da laringe leva à perda da voz e requer a abertura de um orifício definitivo na traqueia (traqueostomia).

Algumas técnicas cirúrgicas já permitem preservar a função da laringe. Também é possível reabilitar a voz através de próteses específicas, mesmo nos pacientes que foram submetidos à remoção total do órgão.

A associação de cigarro com bebidas alcoólicas aumenta em mais de 40 vezes as chances de desenvolver câncer na garganta. Quem fuma já tem 10 vezes mais chances de ter a doença do que quem não fuma. 

Além disso, má alimentação (alimentos muito temperados ou gordurosos), estresse, usar a voz de forma inadequada e ingerir bebidas muito quentes ou muito frias também aumentam o risco de câncer de laringe.

O/a otorrinolaringologista é o/a especialista indicado/a para diagnosticar e tratar câncer na garganta.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de câncer de boca?

Exame de sangue deu gama-gt 645,00 é câncer de fígado?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Câncer não sei (até pode ser mas não é a primeira opção), esse exame demonstra que você tem uma atividade inflamatória intensa no seu fígado, leve o exame de volta para seu médico assim que possível.

Nódulo na mama que doí muito é câncer?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Você já deve ter feito exames para avaliar o tipo de nódulo que você tem na mama e ele provavelmente não é câncer, mas para saber só fazendo os exames. Na sua idade os nódulos são, geralmente benignos. Dieta para nódulo de mama "é novidade para mim".