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 Ginko biloba: para que serve? Seu uso corta o efeito do anticoncepcional?

Dra. Juliana Guimarães
Dra. Juliana Guimarães
Doutora em Saúde Pública

O Ginko Biloba é um dos fitoterápicos mais utilizados no mundo por ter efeitos antioxidantes. Seu uso é popularmente associado às alegadas propriedades benéficas, principalmente, para o tratamento de problemas de memória, demência de Alzheimer e outras funções cognitivas.

É também utilizado para reduzir a falta de concentração e energia, melhorar a impotência sexual, labirintopatias (zumbidos e vertigens) e dores de cabeça. Sua utilização não afeta o efeito de anticoncepcionais.

Os flavonóides e os terpenos são as substâncias que provocam os efeitos comumente associados ao Ginko Biloba no nosso organismo.

Embora tenha efeito antioxidante, a ação do ginko biloba sobre o Alzheimer, perda de memória e outras condições de perda da função cognitiva, ainda não foram comprovadas por meio de pesquisas.

Leia mais: Alzheimer tem cura? Qual o tratamento?

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Folhas de Ginko Biloba

Em casos de impotência sexual, o uso de ginko biloba pareceu melhorar a função sexual. Em pessoas com problemas de vertigem observou-se uma redução dos sintomas. Para esclarecer e assegurar estes resultados outros estudos maiores precisam ser feitos.

Veja também: Impotência sexual tem cura? Como é o tratamento?

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Não há evidências de que a interação do ginko biloba com medicamentos anticoncepcionais diminuam seus efeitos.Portanto, pode ser usado por mulheres que fazem uso de drogas contraceptivas.

A baixa taxa de efeitos colaterais é uma característica importante do ginko biloba. Náuseas, diarreia, dor abdominal e dor de cabeça são os mais comuns. Também podem ser observados:

  • Aumento do risco de sangramento: o ginko biloba pode interferir na coagulação sanguínea, o que pode favorecer sangramentos em algumas situações. Deste modo, não deve ser usado por pessoas com elevados riscos de hemorragias. Em pessoas que se submeterão a procedimentos cirúrgico, seu uso deve ser suspenso pelo menos 36 horas antes da cirurgia;
  • A combinação do ginko biloba com outras ervas como gengibre, alho e ginseng, deve ser evitada, pois podem aumentar sangramentos;
  • Não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas com histórico de crise convulsiva ou epilepsia não devem usar ginko biloba. Há relatos de que seu uso pode desencadear crises convulsivas.
  • Não deve ser utilizado por pessoas que fazem uso de medicamentos anticonvulsivantes: o ginko biloba pode interagir com estes medicamentos e reduzir os seus efeitos.

Antes de iniciar o uso de ginko biloba, procure um/a médico/a para esclarecer suas dúvidas.