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Dor na Relação

Tenho dores na relação e não sinto prazer...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pela sua descrição seu problema está relacionado, provavelmente, com o lado emocional e psicológico do sexo. A relação sexual para a mulher é muito mais complexa que para o homem, existem muitos fatores que interferem no desejo sexual feminino (aspectos culturais, religiosos, filhos, o parceiro, suas experiências anteriores em relação ao sexo, traumas de infância e assim por diante). Precisa de ajuda especializada: um ginecologista e um psicólogo.

Dor pélvica na mulher, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor pélvica na mulher pode ser devido a uma série de causas. Corresponde a um terço das queixas nos consultórios médicos e desvendar suas causas é um grande desafio para os profissionais, pois requer uma investigação profunda e detalhada do problema.

A dor pélvica normalmente é sentida no baixo ventre e como se manifesta normalmente no “pé da barriga”. Fazem parte da pelve o útero, os ovários, as tubas uterinas, a vagina, o reto e a bexiga, além de diversos músculos, nervos e ossos, portanto as causas que geram a dor pélvica podem ser as mais diversas e para seu diagnóstico correto deve ser feita uma anamnese detalhada, um exame físico bem feito e exames complementares quando necessários.

Na investigação, é fundamental saber a sua idade, sexo, antecedentes pessoais e características específicas da dor pélvica (onde exatamente dói (aponte)? qual o tipo da dor - pontada, peso, pulsação, aperto, queimação? é intensa? quão intensa (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior)? é a mais forte da vida? chega a despertar do sono ou vomitar nas crises? irradia ("espalha") para algum lugar ou é restrita a essa região específica? há quanto tempo está com dor? ela é cíclica (vai e volta) ou contínua, durando dias? quando vem a dor dura quanto tempo? você já teve antes? é comum? tem algum horário do dia ou do mês em que acontece com mais frequência? melhora com alguma coisa? está piorando, ao longo do tempo, ou apresentando novos sintomas concomitantes? piora nas relações sexuais? tem relação com o período menstrual? tem corrimento vaginal? ardência ao urinar? está indo mais vezes ao banheiro e fazendo pouco xixi? qual a sua frequência sexual? pratica sexo anal? tem mais de um parceiro? sente tontura ou enjoo juntos com a dor? etc.), início dos sintomas, concomitância dos sintomas com febre/sangramentos ou outros sinais/sintomas de gravidade, etc.

Dores agudas que surgem repentinamente na região pélvica e são progressivas necessitam de um atendimento médico emergencial, pois pode se tratar de problemas mais sérios como apendicite, ruptura de uma gravidez tubária e requerem intervenção cirúrgica, outras doenças mais sérias têm entre seus sintomas dores pélvicas, como a vulvodínia, endometriose e fibrose uterina, por isso sempre que sentir algo diferente em seu corpo, procure logo a ajuda de um médico, preferencialmente um ginecologista (que abrange a maioria das causas de dor pélvica - se não for o seu caso, ele poderá encaminhá-la ao especialista correto, seja um gastroenterologista, proctologista, urologista, ortopedista ou neurologista).

Depois de fazer sexo pela primeira vez irá doer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Depois de fazer sexo pela primeira vez, pode haver ardência nos órgãos genitais, tanto na vagina quanto no pênis.

Pela fricção que ocorre durante o ato sexual, é normal arder nos primeiros dias. Essa ardência, em geral, deixa de existir após passar esses primeiros dias e nas próximas relações.

O ato sexual pode provocar esse ardor principalmente quando não há tanta lubrificação dos órgãos genitais. Para isso, é importante estar com o desejo sexual preservado e se sentir à vontade com a pessoa. Nos momentos iniciais da relação, as pessoas podem fazer carícias e outras ações que estimulam a lubrificação e garantem uma comodidade maior no momento da penetração.

Com relação à dor, isso é algo relativo, pois cada pessoa tem uma percepção diferente da dor. Porém, a relação sexual não deve ser dolorosa nem causar dor nos primeiros dias.

A pessoa deve observar a ardência e a dor. Caso elas fiquem incomodando e causando desconforto, é recomendável procurar um serviço de saúde para uma avaliação.

Tive relação e durante senti uma dor na urina...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pequenos traumatismos podem ocorrer na uretra durante a relação sexual, inclusive com pequenos sangramentos, normalmente não são graves e melhoram sozinhos, mas se os sintomas permanecerem ou forem intensos precisa procurar um médico. Sempre existe também a possibilidade de infecção urinária, muito comum em mulheres com vida sexual ativa e pode estar relacionada com o ato sexual.

Toda dor ao ter relação pode ser endometriose?

Não, nem toda dor durante a relação sexual é causada por endometriose, apesar dessa ser uma causas comum da dispareunia. Sentir dor na relação também pode estar relacionado com:

  • Falta de lubrificação: Pode causar dor no momento da penetração, pois o atrito pode provocar microfissuras na mucosa da vagina se ela não estiver com a lubrificação adequada. Como a dor diminui a excitação e o prazer, a lubrificação fica ainda mais reduzida, o que cria um ciclo;
  • Cistite (infecção urinária na bexiga): Pode causar ardência, incômodo ou dor durante ou após a relação sexual devido à proximidade entre a vagina e a bexiga;
  • Candidíase: Normalmente provoca dor intensa na hora da penetração. A candidíase é uma infecção causada por um fungo e que geralmente está associada a um corrimento branco, podendo também causar coceira (saiba mais em: Quais são os sintomas da candidíase?);
  • Vaginismo: Provoca dor durante a tentativa de penetração. A dor é decorrente de um espasmo muscular do assoalho pélvico, que fecha a entrada da vagina e impede a penetração. O vaginismo pode ter origem fisiológica ou psicológica (veja também: O que é vaginismo e quais os sintomas?).

Outras causas frequentes de dor durante a relação sexual incluem:

  • Foliculites, furúnculos;
  • Bartolinites (inflamação das glândulas de Bartholin - leia também: O que é bartolinite? Tem cura?);
  • Inflamações no útero;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Aderências pélvicas;
  • Retroversão uterina;
  • Cistos, tumores e inflamação dos ovários.

O tratamento da dispareunia depende da doença ou condição responsável pelo problema. Causas físicas podem ser tratadas com medicamentos e cirurgias. Se a origem da dispareunia for psicológica, é indicada terapia sexual.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e deverá conduzir ou indicar o tratamento mais adequado, de acordo com o caso.

Depois da primeira relação sexual é normal fazer mais xixi?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim, depois da primeira relação sexual é normal fazer mais xixi. Embora isso não ocorra sempre, pode ser causado pela irritação do canal do xixi (uretra) devido à sua proximidade com a vagina que sofreu o atrito com o pênis. Isso pode provocar um estímulo para fazer xixi,  às vezes em pequenas quantidades, e acompanhada de dor e ardência.

Essa sensação geralmente desaparece depois de alguns dias sem relações sexuais. Quando esses sintomas não desaparecem pode significar a presença de uma infecção urinária, que será preciso tratar com medicamentos. Os sinais e sintomas que podem estar presentes em uma infecção urinária são: dor e ardência para urinar, vontade de urinar com frequência, urinar em pequenas quantidades, sensação de urgência para urinar, dores nas costas, febre, calafrios, enjoos, mal-estar geral.

Para evitar as infecções urinárias é importante manter uma boa higiene, tomar líquidos, evitar prender a urina por muito tempo e procurar urinar após a relação sexual. O ginecologista é o médico indicado para orientar as dúvidas em relação a atividade sexual e diagnosticar as alterações surgidas delas.

Dor na barriga do lado esquerdo durante a gravidez, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

As dores na barriga durante a gravidez podem ter variadas causas,  principalmente à partir do 2º trimestre, e atingem a região inferior do abdômen, o lado esquerdo e o lado direito. Essas dores geralmente estão relacionadas com a compressão das estruturas internas do abdômen causadas pelo aumento do volume do útero e pelo estiramento dos ligamentos pélvicos.

No entanto, é importante observar se há a presença de outros sinais e sintomas que acompanhem essas dores, como sangramentos ou febre. Além disso, deve ser realizado um exame clínico a fim de avaliar outras causas de dores abdominais, como as dores devido à contrações uterinas, constipação intestinal, formação de gases, presença de vermes intestinais, pedras nas vias urinárias ou diverticulose 

O obstetra deve ser consultado nos casos de dúvidas em relação ao desenvolvimento normal da gravidez

O que é vaginose e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Vaginose é uma infecção na vagina e a causa mais comum de corrimento vaginal na mulher em idade fértil.

Na vaginose bacteriana, a maioria das mulheres não apresenta sintomas. As que apresentam, percebem um corrimento vaginal acinzentado com odor a peixe que fica mais evidente após o sexo. Algumas podem sentir coceira vaginal. Não é comum ter dor ao urinar nem dor durante o ato sexual.

A vaginose citolítica é uma síndrome rara de hiperacidez vaginal por aumento de lactobacilos. A mulher apresenta um corrimento pastoso, coceira vaginal, dor na relação sexual e ardor ao urinar.

Em caso de apresentar esses sintomas, procure um médico (clínico geral, médico de família ou ginecologista) para orientar um tratamento adequado.

Dor nos testículos, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Existem muitas causas possíveis para dores nos testículos, desde um simples desconforto gerado por uma roupa mais apertada, traumas, hérnias, inflamações (orquites e epididimites), varicocele e problemas ligados à irrigação sanguínea, como a torção testicular.

Outra causa comum entre adolescentes em início de namoro é a congestão prolongada das veias do epidídimo e testículos provocada por horas de estímulo sem que haja relação sexual, a famosa "dor do namoro".

A avaliação adequada não só da dor e de suas características, bem como de outros sinais e sintomas que podem estar presentes e a realização de exames laboratoriais e radiológicos, é que definirão o diagnóstico e o tratamento mais adequado.

Leia também: Pancada nos testículos pode causar infertilidade?

Essa avaliação poderá ser realizada pelo médico clínico geral ou por um especialista (urologista).

Dor no testículo após relação, é normal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, dor no testículo após uma relação sexual não é normal e deve ser investigada. Uma possível causa é a torção do testículo, que, se não for diagnosticada e tratada adequadamente, pode levar à falência do órgão reprodutor masculino.

Uma dor no testículo que pode ser considerada "normal" é aquela que ocorre depois de um longo período de excitação, em que não há ejaculação.

Essa dor é causada por uma espécie de "cãibra" na musculatura que sustenta os testículos, mas que resolve-se espontaneamente. Se a dor persistir depois da relação, a situação deve ser avaliada.

Quais as possíveis causas de dor no testículo?
  • Torção ou hérnia encarcerada: Em geral, dor de início súbito acompanhada de aumento de volume do testículo pode ser uma torção do testículo ou uma hérnia encarcerada. A torção é mais comum em adolescentes e adultos jovens;
  • Inflamação ou infecção: Se a dor estiver associada a sintomas urinários, pode ser um processo inflamatório ou infeccioso. Sentir ardência para urinar, por exemplo, pode estar relacionado com o início de uma DST, que se não for tratada pode evoluir e atingir o testículo.;
  • Uretrite (inflamação da uretra): A inflamação pode atingir o epidídimo (tecido acima do testículo) e causar dor, febre e vermelhidão local.

Veja também: Dor nos testículos, o que pode ser?

Torção do Testículo

Afastadas as hipóteses de DST ou uretrite, a hipótese da torção deve ser considerada. É preciso lembrar que o testículo está praticamente "pendurado" dentro do saco escrotal, suspenso pelo canal deferente e pelas suas artérias e veias.

Além disso, a presença de líquidos internos que atuam como lubrificantes dão ao testículo uma certa mobilidade para girar em torno dos seus eixos.

Quando o testículo excede o movimento em torno do seu eixo ocorre a torção e as suas estruturas de sustentação ficam comprometidas, com consequente diminuição do fluxo sanguíneo.

Há pacientes que referem a atividade física ou o ato sexual antes do início da dor, enquanto outros dizem que foi durante o sono.

Normalmente a torção está relacionada com uma falha de fixação do testículo no interior da bolsa escrotal. Trata-se de um defeito embrionário.

A torção provoca uma dor intensa que não melhora com nada e pode evoluir para a necrose (morte) do testículo devido à ausência de fluxo sanguíneo.

O tratamento é feito através de cirurgia, cujo objetivo é tentar desfazer a torção e fixar o testículo nas paredes internas do saco escrotal para não acontecer novamente.

Qualquer caso de dor no testículo que não passa deve ser avaliado pelo/a médico/a urologista.

Leia também os artigos:

Pancada nos testículos pode causar infertilidade?

Dor no pênis. O que pode ser?

Logo após a relação sexual tenho dor de cabeça. O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É preciso observar se a dor de cabeça começa mesmo logo após a relação sexual ou se ela tem início durante o ato. Existem muitos tipos de dor de cabeça (cefaleia) e um deles está relacionado ao orgasmo (cefaleia orgástica).

Este tipo de dor de cabeça atinge homens e mulheres, podendo acontecer antes do orgasmo (menos comum), no início da excitação ou da relação sexual, com aumento progressivo à medida que a pessoa vai se excitando. No entanto, o mais comum é que essa dor de cabeça aconteça durante o orgasmo, no momento do clímax.

Caracteriza-se como uma dor explosiva, sentida em toda a cabeça ou apenas na nuca. Este tipo de cefaleia pode durar até 2 dias, podendo desaparecer em até uma hora se o indivíduo interromper a atividade sexual. Pode ter intensidade tão forte que em muitos casos é preciso interromper a relação sexual.

A principal causa dessa dor de cabeça ainda não é conhecida. Pode estar relacionada com o aumento da pressão sanguínea durante a relação sexual, enxaquecas ou até estresse.

O melhor é procurar um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação inicial. Em casos de maior gravidade, quando as crises são muito intensas e frequentes, pode ser necessário o acompanhamento pelo neurologista para uma investigação mais aprofundada da causa dessa cefaleia após as relações sexuais.

Também pode ser do seu interesse:

Dor de cabeça frequente: o que pode ser?

Enxaqueca e cefaleia

Quais os sintomas da gonorreia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da gonorreia manifestam-se entre 2 e 8 dias depois da relação sexual. A doença provoca ardência e dificuldade para urinar, podendo ainda ser observado um corrimento amarelado ou esverdeado saindo pelo canal da uretra (homem) ou pela vagina (mulher). Nas mulheres, os sinais e sintomas da gonorreia são marcados por coceira na vagina, presença de corrimento amarelado, dor ou ardência ao urinar, dor no baixo ventre e dor ou sangramento durante a relação sexual.

Nos homens, a gonorreia pode causar sensação de ardor e calor ao urinar, além de corrimento ou pus no pênis.

A gonorreia pode infectar o pênis, o colo uterino, o canal anal, a garganta e os olhos. Se não for devidamente tratada, pode causar diversos danos à saúde, como infertilidade, dor nas relações sexuais, gravidez nas trompas, entre outros.

A transmissão da gonorreia ocorre principalmente através de relações sexuais sem proteção. A gonorreia também pode ser transmitida para o bebê durante a gravidez ou no momento do parto.

Saiba mais em: Só se pega gonorreia ao fazer sexo ou há outras maneiras?

É muito comum a pessoa estar doente e não manifestar sintomas, pelo que é necessário usar preservativo em todas as relações sexuais para não transmitir a doença.

O tratamento da gonorreia é feito com medicamentos antibióticos. É importante que o casal faça o tratamento, mesmo que o parceiro ou a parceira não apresentem sintomas da doença.

Na presença desses sintomas, consulte o/a médico/a clínico/a geral, médico/a de família, ginecologista ou urologista.