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Dor na Relação

Porque sinto tanta dor em minha barriga depois da relação?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que você tem é "dor pélvica crônica" é uma das situações de maior dificuldade de se encontrar uma cura em ginecologia, não é grave (depende da doença de base). A maioria dos colegas médicos nem sabe como lidar com essa situação. Tanto doenças físicas como emocionais podem causar dor pélvica. O ideal é uma avaliação num bom ginecologista para saber a causa e para o adequado tratamento. No seu caso remédios para as relações (evitar a dor depois), remédios para depois da relação (controlar a dor) e remédios de longo prazo (tentar "curar" ou melhorar o problema), serão necessários.

É normal ter cólica depois da relação sexual?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Cólica depois da relação sexual é normal.

Com o orgasmo, ocorre a contração do útero e da musculatura da região pélvica, o que pode gerar essa cólica de pequena a moderada intensidade.

Durante o ato sexual ocorre a estimulação de diversas regiões sensíveis, o que pode resultar em contrações e gerar as cólicas.

Além disso, dependendo da posição sexual e do tamanho do pênis, o colo do útero pode ser facilmente alcançado. Assim, penetrações fortes e excessivas podem causar desconforto e provocar cólica após a relação sexual.

Contudo, ter cólicas ou dor abdominal durante ou após a relação sexual não é normal e pode ser sintoma de alguma infecção vaginal que deve ser investigada e tratada.

Caso você sinta cólicas fortes ou dor abdominal após as relações sexuais, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologia para obter um diagnóstico adequado.

Por que o esperma sai fora da vagina ao levantar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O esperma sai da vagina ao levantar por ação da gravidade.

Durante o ato sexual, quando não há uso de preservativo, o esperma resultante da ejaculação será depositado na vagina. A vagina é composta por vários músculos. Após a relação, o esperma irá sair aos poucos pela vagina.

Quando a mulher se levanta, com a ação da gravidade do planeta, a quantidade de esperma que sai da vagina será maior, pois isso ela pode ter uma percepção diferente de quando ela permanece deitada.

Mesmo com a saída de determinada quantidade de esperma pela vagina, a quantidade que entrou durante a relação sexual, é suficiente para possibilitar uma gravidez.

A mulher que não queira engravidar e que queira se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis deve usar preservativo feminino ou masculino em todas as relações sexuais. 

Quais são os sintomas da candidíase?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Os sintomas da candidíase variam de acordo com a região do corpo onde ocorre a infecção. A candidíase é uma infecção causada por um fungo, geralmente a Candida albicans, que pode atingir várias regiões do corpo como boca, esôfago, vagina, vulva e pele.  As candidíases mais comuns são as que ocorrem na vagina e na boca (ou oral). Os homens também podem ter candidíase, embora ela seja mais comum nas mulheres. A candidíase ou monilíase oral pode ter sintomas diferenciados dependendo da sua causa e é muito comum em idosos com prótese dentária (dentadura) e pessoas com higiene oral deficiente.

Sinais e sintomas da monilíase ou candidíase oral: 

  • manchas avermelhadas, dolorosas e inchadas na língua e na mucosa oral,
  • manchas brancas (placas) na língua, mucosas da boca, céu da boca (palato) e na região da garganta (orofaringe), podendo ser dolorosas ou não e, em alguns casos, podem sangrar ao serem removidas (veja também: Língua branca é sinal de doença?).

Veja também: Sapinho na boca: Quais os sintomas e como tratar?

Sinais e sintomas da candidíase em mulheres e em gestantes:

  • coceira (prurido), muitas vezes intensa, na vagina, podendo atingir também a vulva, períneo e ânus,  
  • ardência ou dor para urinar,
  • corrimento branco, grumoso, sem cheiro, podendo ter aspecto de leite coalhado (caseoso),
  • vermelhidão (hiperemia), inchaço (edema) vulvar,
  • dor na relação sexual,
  • sensação de irritação na vulva e nas áreas próximas. 

  Sinais e sintomas da candidíase genital no homem:

  •  vermelhidão na glande (cabeça do pênis) e em regiões próximas a ela,
  •  lesões com aspecto de pequenos pontos vermelhos na glande e em regiões próximas a ela,
  •  coceira.

A cândida está presente no corpo, normalmente sem causar algum problema ou sintoma. Porém, em algumas situações, como na gestação, nos períodos de muito estresse, na queda da imunidade (portadores de AIDS, carcinomas, uso de corticoides em doses elevadas) ou durante o uso de antibióticos, a sua quantidade pode sofrer um aumento, causando a infecção. Pessoas com diabetes mellitus também têm maior risco para a candidíase.

O ginecologista, o urologista ou o infectologista são os especialistas indicados para diagnosticar e tratar pacientes com candidíase.

Tenho dores na relação e não sinto prazer...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pela sua descrição seu problema está relacionado, provavelmente, com o lado emocional e psicológico do sexo. A relação sexual para a mulher é muito mais complexa que para o homem, existem muitos fatores que interferem no desejo sexual feminino (aspectos culturais, religiosos, filhos, o parceiro, suas experiências anteriores em relação ao sexo, traumas de infância e assim por diante). Precisa de ajuda especializada: um ginecologista e um psicólogo.

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ter cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal, dependendo da sua causa. A cólica pode ser considerada "normal", por exemplo, se ela for causada pela ovulação. Nesses casos, a dor abdominal geralmente é observada em mulheres que têm ciclos regulares e cólicas menstruais.

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio.

No entanto, ter cólicas fora do período menstrual também pode ser sintoma de problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético.

As principais causas de dor abdominal aguda fora do período menstrual são:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Gravidez ectópica;
  • Apendicite;
  • Torção de ovário;
  • Endometriose;
  • Infecção urinária.

Já as dores abdominais crônicas fora do período menstrual podem ter como causas:

  • Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
  • Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
  • Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
  • Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

A dor pélvica crônica caracteriza-se por sensação dolorosa na região inferior do abdômen ou da pelve, que pode ir e vir ou ser constante, podendo ser cíclica ou não, durante pelo menos 6 meses.

O que se deve fazer em caso de cólica fora do período menstrual é consultar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da dor seja devidamente diagnosticada e receba um tratamento correto.

Leia também: Pontadas na barriga, o que pode ser?

Ardência no órgão genital depois da relação é normal? O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ardência no órgão genital depois da relação pode ser normal. Porém, é importante detectar a presença de alguma infecção vaginal, peniana ou urinária que podem agravar a sensação de ardência.

Pela fricção que ocorre durante o ato sexual, pode haver uma ardência logo após a relação. Essa ardência, em geral, deixa de existir depois do ato sexual.

O ato sexual pode provocar esse ardor principalmente quando não há tanta lubrificação dos órgãos genitais. Para isso, é importante estar com o desejo sexual preservado e se sentir à vontade com a pessoa. Nos momentos iniciais da relação, as pessoas podem fazer carícias e outras ações que estimulam a lubrificação e garantem uma comodidade maior no momento da penetração.

Outros fatores que podem causar ardência genital são as infecções tanto vaginal, peniana e urinária. Na presença de alguma infecção como candidíase, gonorreia, clamídia, entre outras, a pessoa pode sentir ardor nos órgãos genitais ou ardência ao urinar.

Essas infecções têm tratamento e com o uso da medicação indicada, é possível acabar com a ardência.

A pessoa deve observar essa ardência. Caso o incômodo continue presente, é recomendável procurar um serviço de saúde para uma avaliação e devido tratamento específico a depender da infecção.

Como saber se o hímen foi rompido?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, quando o hímen é rompido, pode ocorrer um sangramento vaginal leve. Esse sangramento não é obrigatório acontecer, pois o hímen é uma membrana muito fina e em algumas situações quando é rompido, essa membrana se adapta à mucosa da vagina.

Pelo exame do introito vaginal, o/a médico/a pode observar a presença, ausência ou ruptura recente do hímen. Algumas mulheres podem apresentar uma complacência do hímen e, dessa forma, fica difícil de detectar a ruptura.

O hímen é rompido com o ato sexual vaginal ou por traumas vaginais.

Leia também:

O que é hímen complacente?

Como posso saber se tenho hímen complacente?

Quais os sintomas do hímen imperfurado e como é o tratamento?

Dor pélvica na mulher, o que pode ser?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Dor pélvica na mulher pode ser devido a uma série de causas. Corresponde a um terço das queixas nos consultórios médicos e desvendar suas causas é um grande desafio para os profissionais, pois requer uma investigação profunda e detalhada do problema.

A dor pélvica normalmente é sentida no baixo ventre e como se manifesta normalmente no “pé da barriga”. Fazem parte da pelve o útero, os ovários, as tubas uterinas, a vagina, o reto e a bexiga, além de diversos músculos, nervos e ossos, portanto as causas que geram a dor pélvica podem ser as mais diversas e para seu diagnóstico correto deve ser feita uma anamnese detalhada, um exame físico bem feito e exames complementares quando necessários.

Na investigação, é fundamental saber a sua idade, sexo, antecedentes pessoais e características específicas da dor pélvica (onde exatamente dói (aponte)? qual o tipo da dor - pontada, peso, pulsação, aperto, queimação? é intensa? quão intensa (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior)? é a mais forte da vida? chega a despertar do sono ou vomitar nas crises? irradia ("espalha") para algum lugar ou é restrita a essa região específica? há quanto tempo está com dor? ela é cíclica (vai e volta) ou contínua, durando dias? quando vem a dor dura quanto tempo? você já teve antes? é comum? tem algum horário do dia ou do mês em que acontece com mais frequência? melhora com alguma coisa? está piorando, ao longo do tempo, ou apresentando novos sintomas concomitantes? piora nas relações sexuais? tem relação com o período menstrual? tem corrimento vaginal? ardência ao urinar? está indo mais vezes ao banheiro e fazendo pouco xixi? qual a sua frequência sexual? pratica sexo anal? tem mais de um parceiro? sente tontura ou enjoo juntos com a dor? etc.), início dos sintomas, concomitância dos sintomas com febre/sangramentos ou outros sinais/sintomas de gravidade, etc.

Dores agudas que surgem repentinamente na região pélvica e são progressivas necessitam de um atendimento médico emergencial, pois pode se tratar de problemas mais sérios como apendicite, ruptura de uma gravidez tubária e requerem intervenção cirúrgica, outras doenças mais sérias têm entre seus sintomas dores pélvicas, como a vulvodínia, endometriose e fibrose uterina, por isso sempre que sentir algo diferente em seu corpo, procure logo a ajuda de um médico, preferencialmente um ginecologista (que abrange a maioria das causas de dor pélvica - se não for o seu caso, ele poderá encaminhá-la ao especialista correto, seja um gastroenterologista, proctologista, urologista, ortopedista ou neurologista).

Depois de fazer sexo pela primeira vez irá doer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Depois de fazer sexo pela primeira vez, pode haver ardência nos órgãos genitais, tanto na vagina quanto no pênis.

Pela fricção que ocorre durante o ato sexual, é normal arder nos primeiros dias. Essa ardência, em geral, deixa de existir após passar esses primeiros dias e nas próximas relações.

O ato sexual pode provocar esse ardor principalmente quando não há tanta lubrificação dos órgãos genitais. Para isso, é importante estar com o desejo sexual preservado e se sentir à vontade com a pessoa. Nos momentos iniciais da relação, as pessoas podem fazer carícias e outras ações que estimulam a lubrificação e garantem uma comodidade maior no momento da penetração.

Com relação à dor, isso é algo relativo, pois cada pessoa tem uma percepção diferente da dor. Porém, a relação sexual não deve ser dolorosa nem causar dor nos primeiros dias.

A pessoa deve observar a ardência e a dor. Caso elas fiquem incomodando e causando desconforto, é recomendável procurar um serviço de saúde para uma avaliação.

Tive relação e durante senti uma dor na urina...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pequenos traumatismos podem ocorrer na uretra durante a relação sexual, inclusive com pequenos sangramentos, normalmente não são graves e melhoram sozinhos, mas se os sintomas permanecerem ou forem intensos precisa procurar um médico. Sempre existe também a possibilidade de infecção urinária, muito comum em mulheres com vida sexual ativa e pode estar relacionada com o ato sexual.

Toda dor ao ter relação pode ser endometriose?

Não, nem toda dor durante a relação sexual é causada por endometriose, apesar dessa ser uma causas comum da dispareunia. Sentir dor na relação também pode estar relacionado com:

  • Falta de lubrificação: Pode causar dor no momento da penetração, pois o atrito pode provocar microfissuras na mucosa da vagina se ela não estiver com a lubrificação adequada. Como a dor diminui a excitação e o prazer, a lubrificação fica ainda mais reduzida, o que cria um ciclo;
  • Cistite (infecção urinária na bexiga): Pode causar ardência, incômodo ou dor durante ou após a relação sexual devido à proximidade entre a vagina e a bexiga;
  • Candidíase: Normalmente provoca dor intensa na hora da penetração. A candidíase é uma infecção causada por um fungo e que geralmente está associada a um corrimento branco, podendo também causar coceira (saiba mais em: Quais são os sintomas da candidíase?);
  • Vaginismo: Provoca dor durante a tentativa de penetração. A dor é decorrente de um espasmo muscular do assoalho pélvico, que fecha a entrada da vagina e impede a penetração. O vaginismo pode ter origem fisiológica ou psicológica (veja também: O que é vaginismo e quais os sintomas?).

Outras causas frequentes de dor durante a relação sexual incluem:

  • Foliculites, furúnculos;
  • Bartolinites (inflamação das glândulas de Bartholin - leia também: O que é bartolinite? Tem cura?);
  • Inflamações no útero;
  • Doença inflamatória pélvica;
  • Aderências pélvicas;
  • Retroversão uterina;
  • Cistos, tumores e inflamação dos ovários.

O tratamento da dispareunia depende da doença ou condição responsável pelo problema. Causas físicas podem ser tratadas com medicamentos e cirurgias. Se a origem da dispareunia for psicológica, é indicada terapia sexual.

O médico ginecologista é o responsável pelo diagnóstico e deverá conduzir ou indicar o tratamento mais adequado, de acordo com o caso.