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HIV

Estou com muitos sintomas e suspeito de HIV?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

É um quadro compatível com uma infecção viral aguda e não dá para descartar a possibilidade de HIV agudo, precisa ir ao médico. Toda relação sexual desprotegida tem algum risco de contaminação pelo vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Na dúvida é importante a realização de um teste sorológico, os exames mais modernos como o Elisa de 4º geração já conseguem detectar o HIV mesmo na sua infecção aguda. Mesmo que o exame venha negativo está indicado a sua repetição após cerca de 30 dias da sua realização.

Quais são os sintomas da infecção aguda pelo HIV?

A infecção aguda por HIV, também chamada de síndrome retroviral aguda, pode causar alguns sintomas inespecíficos, sendo por isso em algumas situações difícil de suspeitar dessa síndrome. Os sintomas podem surgir entre 5 a 30 dias após a contaminação e durar de 3 a 4 semanas, podendo desaparecer espontaneamente.

Entre os sintomas que podem estar presentes, tem-se:

  • Febre;
  • Inchaço e aumento dos gânglios (ínguas);
  • Dor de garganta;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça;
  • Sintomas digestivos como náuseas, vômitos e diarreia;
  • Suores noturnos;
  • Rash cutâneo (manchas avermelhadas na pele).

Vale ressaltar que nem sempre a infecção pelo HIV causa sintomas, cerca de 50 a 90% das pessoas contaminadas desenvolvem a síndrome retroviral aguda e apenas metade das pessoas desenvolvem sintomas logo após a contaminação pelo vírus, por isso, a realização da sorologia é importante na suspeita de contaminação pelo HIV.

Além disso, os sintomas acima descritos podem ser causados por outras doenças infecciosas como mononucleose, gripe entre outras, por isso é essencial procurar um médico para orientação e avaliação diagnóstica.

Meu namorado é soropositivo. Podemos ter filhos?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, casais em que o homem é soropositivo e a mulher é soronegativa podem ter filhos. Assim como casais aonde a mulher é soropositiva ou ambos.

O método mais indicado é recorrer à inseminação artificial ou fertilização in vitro (bebê de proveta). Assim, o risco de contaminação do bebê cai de 20% para aproximadamente 2%, ou até menos, segundo alguns estudos.

No caso da fertilização in vitro, é realizada lavagem do sêmen, com a eliminação do HIV do esperma do pai e junta-se o esperma livre de vírus com o óvulo da mãe, tudo feito em laboratório. Depois que ocorre a fecundação, o embrião é introduzido no útero e a gravidez prossegue normalmente.

Já na inseminação artificial, o esperma sem HIV é introduzido no útero durante o período fértil e a fecundação ocorre no corpo da mulher.

Contudo, esses métodos de reprodução assistida em casos de pai, mãe ou ambos serem soropositivos, só estão disponíveis em algumas clínicas especializadas em inseminação artificial.

É importante lembrar que as relações sexuais entre casais em que um dos parceiros é portador do vírus HIV devem ser sempre com camisinha.

Mesmo que o casal seja soropositivo, as relações devem ser protegidas sempre, pois os vírus podem sofrer mutações ou apresentarem cargas diferentes em cada indivíduo, podendo haver reinfecção.

Consulte um médico ginecologista e exponha a situação. Ele poderá, juntamente com o médico infectologista, orientar o melhor método para engravidar sem colocar em risco a sua saúde e a do bebê.

Leia também: Meu namorado tem HIV, tive relação sexual com ele e a camisinha estourou. Posso ter contraído o vírus?

Estou com medo de ter pego HIV?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Deve fazer os exames de sangue específicos para pesquisa do vírus HIV, o quanto antes, assim como para outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). Além disso, mesmo que o teste seja negativo, é importante que o exame seja repetido após 6 meses, pois pode inicialmente não haver resposta imunológica suficiente para ser detectada no exame.

A única forma de confirmar a infecção pelo vírus é através do exame. Os sinais e sintomas de contaminação são semelhantes a uma virose, e o tempo de incubação do vírus, ou seja, do contágio até o início dos sintomas variam muito de pessoa para pessoa. Algumas apresentam logo nos primeiros 5 a 30 dias após o contágio, outras após anos e existem ainda casos que nunca apresentam sintomas, até que seja descoberta a doença acidentalmente. Entretanto, durante todo esse tempo, são transmissores do vírus HIV.

Saiba mais: Portador do vírus hiv pode não apresentar sintomas?

Sintomas iniciais de contaminação por HIV

Os sintomas iniciais de contaminação pelo HIV são: febre (entre 38º e 40ºC), dor de cabeça, dores articulares, mal-estar, náuseas, vômitos, aumento de gânglios (ínguas) principalmente na região do pescoço, tosse, dor de garganta, inapetência, perda de peso e fadiga.

Após alguns anos, em média 9 anos, começa a apresentar sinais de baixa imunidade, com infecções de repetição, meningite, tuberculose, candidíase e doenças típicas da AIDS (sigla em inglês para Síndrome da Imunodeficiência adquirida). São exemplos, a neurotoxoplasmose e sarcoma de kaposi. Nessa fase a doença já está avançada e o prognóstico reservado.

Qual é o tratamento para contaminação por HIV?

Apesar de não haver tratamento definitivo para o vírus HIV, existem diversos tratamento bastante eficazes atualmente, com objetivo de retardar a evolução da doença e ou controlar os sintomas da AIDS, para os portadores do vírus.

Saiba mais sobre o assunto: Qual o tratamento do HIV?

Também existem tratamentos e cura para algumas das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), quando são diagnosticadas e tratadas de forma precoce.

Por isso procure um atendimento médico, converse sobre sua situação, para possibilitar uma investigação completa e tratamento adequado.

Leia também: Como é feito o diagnóstico do HIV? e Como saber se tenho uma DST?

É possível pegar HIV através de uma mordida de pessoa infetada?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não. O vírus HIV não é transmitido pela saliva, portanto não pode ser transmitido por uma mordida de pessoa infectada.

Apesar de testes recentes serem capazes de identificar anticorpos contra HIV na mucosa da boca e saliva, estudos comprovam que a quantidade desse vírus é baixa e outros fatores como o contato constante com ar, alimentos e presença de enzimas digestivas, impedem a transmissão do HIV.

Entretanto vale ressaltar, que o número de pessoas contaminadas pelo vírus HIV vem aumentando mais uma vez no Brasil. Esse tema está sendo discutido, principalmente para que novas campanhas sejam iniciadas e efetivas, tanto para esclarecimentos e incentivo na prevenção, como para estabilizar mais uma vez os índices de contaminação no país.

As formas de contaminação de HIV são:

  • Relações sexuais desprotegidas;
  • Transfusão de sangue;
  • Transmissão de mãe para filha/o durante gestação, parto, ou aleitamento materno;
  • Compartilhamento de agulhas ou
  • Acidente de trabalho com material perfuro-cortante (agulhas e seringas) contaminado.

Portanto, atualmente está indicado a realização do teste anti-HIV para todas as pessoas, principalmente sexualmente ativas, ou com comportamento de maior risco, por exemplo, quem não usa regularmente preservativos ou usuário de drogas injetáveis.

O teste é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba mais em:

Como pode ocorrer a transmissão do HIV?

Como é feito o exame do HIV?

Como é feito o diagnóstico do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O diagnóstico do HIV é feito a partir do resultado do exame de sangue específico.

Há vários tipos de testes disponíveis: teste de triagem, teste confirmatório, testes moleculares. Nesses testes, o/a paciente realiza a coleta de sangue em laboratório e o resultado é liberado em média após 4 horas.

Os testes rápidos ganharam visibilidade pela facilidade na realização, acessibilidade e a rapidez na liberação do resultado que pode demorar menos de meia hora. Eles podem ser feitos a partir de uma gota de sangue retirada do dedo da pessoa ou a partir da saliva captada por um dispositivo. Os testes rápidos são disponibilizados em unidades móveis e em algumas unidades de saúde e hospitais.       

Apesar de atualmente ser rara, falha no diagnóstico pode ocorrer e, em alguns casos, pode ser necessária a repetição com outros testes para confirmação. Outra consideração que deve ter é a questão da janela imunológica, o período no qual há presença do vírus no organismo da pessoa, porém ainda não houve uma resposta do sistema imune capaz de ser detectada nos testes.  

Todos esses testes são gratuitos e podem ser feitos a qualquer momento nas Unidades de Testagem Móvel ou nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Leia também: Para que serve o exame ELISA?

Tenho 23 anos, virgem e medo de pegar HIV...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sua preocupação é válida uma vez que instrumentos cortantes utilizados por barbeiros/cabeleireiros podem apresentar riscos de transmitir infecções como o vírus HIV e hepatites.

A pessoa que frequenta barbeiros deve ter o cuidado de saber se os instrumentos utilizados são devidamente esterilizados.

Quando esses instrumentos, como a navalha, são efetivamente esterilizados a cada utilização, a pessoa pode realizar os procedimentos estéticos sem receios.

Essa forma de transmissão é rara de acontecer comparativamente às outras possíveis como relação sexual desprotegida, compartilhamento de agulhas contaminadas e de mãe para filho/a.

Leia também:

Como pode ocorrer a transmissão do HIV?

Mesmo assim, é preciso tomar cuidado e procurar saber as práticas de higienização e esterilização utilizadas pelo profissional da estética.

O teste de HIV é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em casos de dúvidas, procure uma Unidade de Saúde mais próxima de você.

Há alguns meses venho suspeitando ter adquirido o HIV!
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O hemograma, nem a presença de linfócitos atípicos são capazes de sugerir ou confirmar a infecção pelo HIV, por isso nenhuma alteração neste exame pode sugerir a doença.

O único modo de confirmar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é através dos testes disponíveis na rede de saúde para pesquisa de anticorpos contra o vírus ou na pesquisa de RNA do HIV.

Quais são os testes para HIV?

Os testes para diagnóstico de HIV disponíveis são:

Testes de triagem. Aonde é colhida uma gota de sangue, em geral na ponta do dedo, ou também uma quantidade pequena de saliva, através de um dispositivo, os quais são colocados em um solvente que sinaliza a presença dos anticorpos contra HIV em menos de 30 minutos.

O exame é gratuito e pode ser realizado em postos de saúde e unidades básicas de saúde. Para saber aonde pode realizar o teste basta ligar para o Disque Saúde (136).

Como o teste é de triagem, em casos positivos, o paciente é encaminhado para realizar o exame confirmatório.

Saiba mais: Teste rápido de HIV é confiável? Como funciona e onde posso fazer?

Teste de ELISA (anti-HIV). Um teste mais específico, altamente sensível, aonde a amostra de sangue é colhida em laboratório e o resultado leva em média 4h para ser liberado.

Teste de RNA (para HIV). Esse é o teste definitivo, também colhida amostra de sangue em laboratório, que confirma a presença do vírus através da detecção do próprio RNA.

Entretanto, é importante lembrar que existe uma janela imunológica, período que o vírus leva para se multiplicar e o organismo produzir os anticorpos contra o HIV, possibilitando sua detecção nos exames.

Em média, essa janela imunológica dura 30 dias. Portanto, antes desses 30 dias pós exposição, ou evento que considere de risco, não é recomendado realizar os testes, visto que pode gerar um falso negativo, e não ser útil. Alguns serviços mostram que os resultados são mais fidedignos após 1 a 3 meses de infecção.

Contudo, no caso de forte suspeita de infecção, como uma relação com pessoas sabidamente portadoras de HIV, sem proteção, você deve procurar dentro das primeiras horas, um atendimento médico, para fazer uso da profilaxia da infecção.

Tenho como prevenir a infecção por HIV após o contato?

Sim. Existe hoje um tratamento conhecido por profilaxia pós-exposição (PEP), aonde são prescritos medicamentos antirretrovirais, para pessoas que foram expostas ao vírus, dentro das primeiras 72h do contato.

Quanto antes for tomada a medicação, maior a chance de prevenir a infecção, visto que o vírus leva de 24 a 48 horas para alcançar os gânglios linfáticos e 72 horas, para se disseminar no sangue.

Saiba mais no artigo: Como funciona a PEP? É eficaz?

Qual a importância do diagnóstico precoce de infecção pelo HIV?

A importância do diagnóstico precoce da infecção por HIV, permite que o paciente inicie rapidamente um tratamento direcionado, possibilitando a interrupção da infecção ou controle da multiplicação do vírus.

O tratamento proporciona melhor qualidade de vida, além de retardar ou até impedir, a evolução da infecção para a síndrome do HIV, a AIDS.

Leia também: O que é AIDS e quais os seus sintomas?

Ser portador de HIV pode diminuir a libido?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A pessoa portadora de HIV pode ter uma diminuição da libido. Isso pode ocorrer por  alterações psicológicas causadas pelo fato de saber que é portador do HIV ou devido ao uso de medicamentos que provocam distúrbios endocrinológicos. O diagnóstico da presença do vírus (HIV) causa um enorme impacto psicológico na pessoa podendo levar a vários distúrbios como depressão, estresse, ansiedade e perda ou diminuição da libido.

O HIV provoca uma perda na capacidade de reação do organismo aos agentes causadores das doenças (bactérias, fungos e vírus). Alguns dos medicamentos usados no seu tratamento (terapia antirretroviral) podem causar distúrbios hormonais que afetam a libido e a capacidade de ereção (disfunção erétil). Os medicamentos usados para tratamento da depressão e das alterações dos triglicérides também podem causar a redução do desejo sexual.

A perda da libido é um sintoma comum nas pessoas portadoras do HIV, por isso esse problema deve ser discutido com o médico infectologista e a equipe multidisciplinar, que poderão auxiliar na resolução desse problema.

Tive relação sexual sem proteção... queria fazer exames!
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O vírus HIV pode ser adquirido pelo sexo oral desprotegido.

Quando houve risco de transmissão do vírus, a pessoa pode realizar o exame de sangue para detecção do vírus HIV.

Esse teste é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e também pode ser feito de forma paga nos laboratórios privados.

Durante uma relação sexual desprotegida, outras doenças podem ser transmitidas como a sífilis, hepatite, gonorreia, etc.

Por isso, é muito importante se prevenir utilizando o preservativo em todas as relações sexuais.

Caso você apresente alguma alteração como corrimento genital, coceira, aparecimento de verrugas, inchaço na virilha ou gânglios, procure o/a médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação.

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Onde posso fazer o exame do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame do HIV pode ser feito gratuitamente nas Unidades de Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), Maternidades, Hospitais e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA).

O exame também pode ser feito nos laboratórios privados, mas nesse caso não é gratuito.

O exame do HIV pode ser feito de forma anônima e o resultado é exclusivamente de acesso pessoal e intransferível. O exame pode ser feito inclusive sem a solicitação médica.

O vírus HIV pode ser transmitido a partir de relações sexuais desprotegidas (não usando preservativo), ao compartilhar agulhas e seringas contaminadas e instrumentos cortantes não esterilizados, em acidentes de trabalho dos profissionais de saúde, de mãe para filho e em transfusão de sangue.

Prevenir-se é a melhor forma de evitar a contaminação com o vírus do HIV.

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Como é feito o exame do HIV?

Qual o tratamento do HIV?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento do HIV é feito com medicações antirretrovirais em formato de comprimidos que a pessoa faz uso diariamente, também conhecidas como Terapia Antirretroviral.

A quantidade de comprimidos usada pela pessoa será de acordo com os tipos de medicações escolhida.  

O objetivo do tratamento é aumentar a sobrevida dos portadores do vírus HIV impedindo a multiplicação do vírus no organismo e melhorando o sistema imune da pessoa. O HIV/AIDS ainda não tem cura, mas havendo um acompanhamento correto do tratamento, a pessoa pode viver com uma boa qualidade de vida.

HIV é o vírus que afeta o sistema imune das pessoas podendo causar a AIDS, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Nem toda pessoa que tem o vírus HIV irá desenvolver a AIDS. Isso pode ser manejado com o controle e acompanhamento do tratamento.

Durante o tratamento, a pessoa é acompanhada pela equipe de infectologia e realizará exames frequentes para avaliar a resposta do seu sistema de defesa, bem como monitorar a carga do vírus.

Em alguns casos, a pessoa que está em tratamento pode apresentar algumas complicações, como a elevação do colesterol e da glicemia. Essas complicações serão tratadas de acordo com a necessidade de cada paciente.

Além disso, quando a imunidade está baixa, podem aparecer infecções oportunistas, como a herpes e a toxoplasmose, devendo realizar tratamentos preventivos específicos para cada situação.

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HIV tem cura?

HIV e Tuberculose: Quais os riscos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal risco de uma pessoa com HIV contrair tuberculose é que nos casos de coinfecção (HIV + tuberculose) a tuberculose pode se manifestar de forma menos típica, mais grave e com um diagnóstico mais difícil, o que pode ser potencialmente fatal.

Outra complicação da tuberculose é que ela pode se desenvolver no cérebro (neurotuberculose), sendo a 3ª causa de complicações neurológicas em pacientes HIV positivos. Na maioria dos casos, a doença provoca meningite.

A neurotuberculose é altamente letal e, mesmo com uma boa adesão ao tratamento, cerca de metade das pessoas com HIV que desenvolvem essa forma de tuberculose morre.

Qual a relação entre HIV e tuberculose?

A tuberculose é a principal doença oportunista entre os indivíduos HIV positivos, ou seja, ela se aproveita do sistema imunológico debilitado para se desenvolver.

Além disso, o HIV é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da tuberculose. 

A prevenção e o diagnóstico precoce da tuberculose em pacientes soropositivos/as são fundamentais para evitar mortes e complicações.

A identificação dos casos de coinfecção por tuberculose torna-se mais difícil, uma vez que o exame de escarro em pessoas com HIV pode dar negativo com mais frequência do que naquelas que não têm o vírus.

Como é o tratamento em casos de tuberculose com HIV?

O tratamento da tuberculose em pacientes infectados/as pelo HIV é um desafio devido às interações medicamentosas entre os remédios usados para tratar a tuberculose e o HIV, além dos efeitos colaterais a ambos os tratamentos.

Enquanto que o tratamento do HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, o da tuberculose é feito com antibióticos, uma vez que a doença é causada por bactéria (bacilo de Koch).

Em geral, pessoas com o sistema imune muito suprimido pelo HIV podem apresentar melhora dos sintomas da tuberculose ao início do tratamento, seguida de piora dos sintomas.

Isso porque, enquanto o tratamento do HIV melhora a imunidade, o organismo começa a combater a tuberculose. Essa "luta" contra a infecção pode aumentar a inflamação e piorar os sintomas que estavam melhorando. Contudo, trata-se de uma piora transitória, que reflete a melhora da imunidade.

Por isso é fundamental tratar o HIV para manter uma boa imunidade, pois assim o risco de contrair tuberculose diminui. Além disso, a tuberculose tem cura, mesmo em pacientes com HIV.

O tratamento da tuberculose e do HIV são da responsabilidade do médico infectologista.

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Sintomas da Tuberculose