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Tuberculose

O que é tuberculose pleural?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tuberculose pleural é um tipo de tuberculose extrapulmonar que acomete a pleura, uma membrana fina que reveste os pulmões. A tuberculose pleural é a forma de tuberculose extrapulmonar mais observada em pacientes imunocomprometidos, sobretudo com AIDS.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais comum em adultos jovens entre os 20 e 40 anos.

O bacilo de Koch, causador da tuberculose, pode atingir a pleura pelo sangue, mas a tuberculose pleural também pode surgir devido à hipersensibilidade à bactéria.

O bacilo pode ainda chegar à pleura pela via direta, ou seja, através do rompimento de algum foco de tuberculose pulmonar na cavidade pleural. Quando isso acontece, o bacilo de Koch pode estar presente no líquido pleural ou nas secreções respiratórias.

A tuberculose pleural pode se manifestar através de sinais e sintomas inespecíficos como febre, prostração, inapetência e emagrecimento. Pode ocorrer ainda tosse seca persistente e falta de ar, especialmente nos casos aonde evolui com derrame pleural.

Saiba mais em: O que é derrame pleural e quais os sintomas?

Contudo, o sintoma respiratório mais característico da tuberculose pleural é a dor torácica do tipo pleurítica. A dor pleurítica começa subitamente, é intensa e em forma de “pontadas”. Geralmente é bem localizada e se manifesta apenas em um lado do tórax. A dor piora com a tosse ou inspiração profunda e melhora se o paciente ficar sem respirar por instantes.

O diagnóstico da tuberculose pleural é confirmado pelo raio-x de tórax, análise do líquido pleural e tecidos da pleura (biópsia).

O/A médico/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da tuberculose pleural é o/a pneumologista ou infectologista.

Leia também: 

Tuberculose pleural é contagiosa? Como se transmite?

Tuberculose pleural tem cura? Como é o tratamento?

Tuberculose óssea tem cura? Como é o tratamento?

Sim, tuberculose óssea tem cura. O tratamento geralmente é feito com esquemas de até 4 medicamentos antibióticos, tomados por via oral: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. O tratamento da tuberculose óssea tem uma duração mínima de 6 meses e pode ser prolongado por mais 6 ou 9 meses.

Pacientes com tuberculose nas vértebras da coluna (mal de Pott) podem necessitar de tratamento cirúrgico se houver deformidades, comprometimento neurológico ou destruição significativa dos ossos. Também pode ser necessário imobilizar a coluna externamente com órteses ou coletes.

As cirurgias nos casos de tuberculose vertebral normalmente são indicadas para drenar grandes abscessos, descomprimir a medula espinhal, corrigir deformidades ósseas e estabilizar a coluna.

O tratamento cirúrgico da tuberculose óssea na coluna é indicado sobretudo quando há destruição óssea progressiva e comprometimento neurológico.

A complicação mais grave da tuberculose na coluna é a perda dos movimentos ou da força das pernas devido à compressão da medula espinhal. 

Contudo, desde que não haja comprometimento neurológico ou deformidades, a resposta da tuberculose óssea ao tratamento conservador com antibióticos geralmente é boa. As cirurgias ficam reservadas apenas aos casos mais avançados.

O médico ortopedista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da tuberculose óssea.

Saiba mais em:

O que é tuberculose óssea e quais são os sintomas?

Tuberculose tem cura? Qual o tratamento?

Quais são os sintomas da tuberculose pulmonar e como é o tratamento?

Tuberculose pleural tem cura? Como é o tratamento?

Sim, tuberculose pleural tem cura. O tratamento geralmente é feito com esquemas de até 4 medicamentos antibióticos, tomados por via oral: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

O tratamento da tuberculose pleural tem uma duração mínima de 6 meses, podendo ser prolongado por até 12 meses, dependendo do caso.

Pacientes que nunca receberam qualquer tratamento para tuberculose ou que tomaram os remédios por menos de 30 dias, são tratados com o esquema 1, que inclui 3 antibióticos:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase (4 meses): Rifampicina + Isoniazida.

Se a evolução não for favorável, a segunda fase pode ser prolongada por mais 3 meses. A chance de cura da tuberculose pleural com esse esquema é de 98%, desde que o tratamento seja feito corretamente e não seja interrompido.

Pacientes que já foram curados de tuberculose com o esquema 1 e voltam a ter a doença ou que abandonaram o tratamento anteriormente são tratados com o esquema 1R (reforçado), que inclui 4 antibióticos:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol.

⇒ 2ª fase (4 meses): Rifampicina + Isoniazida + Etambutol.

Quando os esquemas 1 e 1R não resultam, é adotado o esquema 3, que têm uma duração de 12 meses e também inclui 4 medicamentos:

⇒ 1ª fase (3 meses): Estreptomicina + Etionamida + Etambutol + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase (9 meses): Etionamida + Etambutol.

A estreptomicina é o único medicamento administrado por injeção ou soro. Todos os outros antibióticos usados para tratar a tuberculose pleural são tomados por via oral.

A taxa de cura do esquema 3 varia 55 e 65%. Além dos medicamentos serem menos eficazes, os efeitos colaterais e a necessidade de ter que tomar injeções por 3 meses (estreptomicina) aumentam a taxa de abandono desse tratamento.

O tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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HIV e Tuberculose: Quais os riscos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal risco de uma pessoa com HIV contrair tuberculose é que nos casos de coinfecção (HIV + tuberculose) a tuberculose pode se manifestar de forma menos típica, mais grave e com um diagnóstico mais difícil, o que pode ser potencialmente fatal.

Outra complicação da tuberculose é que ela pode se desenvolver no cérebro (neurotuberculose), sendo a 3ª causa de complicações neurológicas em pacientes HIV positivos. Na maioria dos casos, a doença provoca meningite.

A neurotuberculose é altamente letal e, mesmo com uma boa adesão ao tratamento, cerca de metade das pessoas com HIV que desenvolvem essa forma de tuberculose morre.

Qual a relação entre HIV e tuberculose?

A tuberculose é a principal doença oportunista entre os indivíduos HIV positivos, ou seja, ela se aproveita do sistema imunológico debilitado para se desenvolver.

Além disso, o HIV é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da tuberculose. 

A prevenção e o diagnóstico precoce da tuberculose em pacientes soropositivos/as são fundamentais para evitar mortes e complicações.

A identificação dos casos de coinfecção por tuberculose torna-se mais difícil, uma vez que o exame de escarro em pessoas com HIV pode dar negativo com mais frequência do que naquelas que não têm o vírus.

Como é o tratamento em casos de tuberculose com HIV?

O tratamento da tuberculose em pacientes infectados/as pelo HIV é um desafio devido às interações medicamentosas entre os remédios usados para tratar a tuberculose e o HIV, além dos efeitos colaterais a ambos os tratamentos.

Enquanto que o tratamento do HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, o da tuberculose é feito com antibióticos, uma vez que a doença é causada por bactéria (bacilo de Koch).

Em geral, pessoas com o sistema imune muito suprimido pelo HIV podem apresentar melhora dos sintomas da tuberculose ao início do tratamento, seguida de piora dos sintomas.

Isso porque, enquanto o tratamento do HIV melhora a imunidade, o organismo começa a combater a tuberculose. Essa "luta" contra a infecção pode aumentar a inflamação e piorar os sintomas que estavam melhorando. Contudo, trata-se de uma piora transitória, que reflete a melhora da imunidade.

Por isso é fundamental tratar o HIV para manter uma boa imunidade, pois assim o risco de contrair tuberculose diminui. Além disso, a tuberculose tem cura, mesmo em pacientes com HIV.

O tratamento da tuberculose e do HIV são da responsabilidade do médico infectologista.

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Qual o tratamento do HIV?

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Tuberculose miliar é contagiosa? Como se transmite?

Não, a tuberculose miliar não é contagiosa. Trata-se de um tipo de tuberculose extrapulmonar, portanto não é transmitida de pessoa para pessoa através das secreções respiratórias. Pacientes com tuberculose miliar não são capazes de transmitir a bactéria ao falar, tossir ou espirrar, como ocorre nos casos de tuberculose pulmonar. 

A tuberculose miliar é um tipo de tuberculose em que as bactérias estão disseminadas na corrente sanguínea. A doença provoca lesões em vários tecidos e órgãos do corpo e o risco de meningite é elevado, sendo uma das formas mais graves de tuberculose.

Apesar da gravidade, a tuberculose miliar não é transmissível. Os pacientes não precisam ficar em isolamento e podem entrar em contato com outras pessoas pois não existe risco de contágio.

Já a tuberculose pulmonar, que é a forma mais comum da doença, é contagiosa. Quando alguém com tuberculose pulmonar ativa espirra, tosse ou fala, liberta gotículas de secreção respiratória contaminadas com a bactéria. A transmissão para outras pessoas ocorre pelas vias respiratórias, através da inalação dessas gotículas de secreção que ficam suspensas no ar.

Veja também: Tuberculose é contagiosa? Como se transmite?

Vale lembrar que um paciente com tuberculose miliar pode transmitir a doença se estiver também com a forma pulmonar da tuberculose.

O tratamento da tuberculose miliar pode ser iniciado mesmo que ainda não haja um diagnóstico definitivo, uma vez que a taxa de mortalidade é alta se o tratamento não for iniciado precocemente.

Saiba mais em:

O que é tuberculose miliar? Quais os sintomas?

Tuberculose miliar tem cura? Como é o tratamento?

Tuberculose miliar tem cura? Como é o tratamento?

Sim, tuberculose miliar tem cura, mas é muito importante iniciar o tratamento o mais rápido possível, caso contrário a doença pode ser fatal. O tratamento da tuberculose miliar pode inclusive ser iniciado antes de haver um diagnóstico definitivo, uma vez que a taxa de mortalidade é alta sem um tratamento precoce.

O tratamento da tuberculose miliar segue o mesmo esquema da tuberculose pulmonar, com 4 medicamentos antibióticos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

A primeira fase do tratamento tem uma duração de 2 meses e pode incluir todas as medicações ou apenas a rifampicina, a isoniazida e a pirazinamida. A segunda fase do tratamento dura 4 meses e inclui apenas a rifampicina e isoniazida. Todas as medicações são tomadas por via oral.

Pacientes que nunca receberam qualquer tratamento para tuberculose ou que abandonaram o tratamento em menos de 30 dias, são tratados com o esquema 1:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase (4 meses): Rifampicina + Isoniazida.

Já os pacientes que voltam a ter tuberculose depois de serem curados com o esquema 1 ou que abandonaram o tratamento depois de tomar as medicações por mais de 30 dias, são tratados com o esquema 1 reforçado (1R):

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol.

⇒ 2ª fase (4 meses): Rifampicina + Isoniazida + Etambutol.

Dependendo da gravidade do caso ou se houver ausência de resposta aos esquemas 1 e 1R, o tratamento da tuberculose miliar pode ser prolongado com outras combinações de medicamentos.

Lembrando que o tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Tenho tosse com sangue durante a noite, o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O que você tem é tosse com sangue; é um sintoma único e importante, mas com um único sintoma, mesmo que seja um sintoma tão peculiar, não dá para fazer diagnóstico, vá a um médico o mais breve possível, você precisa ser examinado e fazer exames.