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Tuberculose

Tuberculose óssea tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, tuberculose óssea tem cura.

O tratamento se baseia no uso de esquema antibiótico com 4 medicamentos, tomados por via oral: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, durante 6 meses, sendo 2 meses os 4 medicamentos juntos, seguidos de mais 4 meses com apenas Rifampicina e isoniazida. O esquema pode ser alterado ou até prolongado por mais 6 ou 9 meses, dependendo da resposta clínica.

Pacientes com tuberculose nas vértebras da coluna (mal de Pott) podem também, além da medicação, necessitar de tratamento cirúrgico, como nos casos de deformidades, formação de abscessos, comprometimento neurológico ou destruição significativa dos ossos. Também pode ser necessário imobilizar a coluna com órteses ou coletes.

A complicação mais grave da tuberculose na coluna é a perda dos movimentos ou da força das pernas devido à compressão da medula espinhal. Outra sequela comum, é a dor crônica.

Contudo, desde que não haja complicações como as descritas, a resposta ao tratamento com antibióticos costuma ser suficiente e satisfatória. As cirurgias ficam realmente reservadas apenas aos casos mais graves ou complicados.

O tratamento completo está garantido pelo sistema único de saúde (SUS).

O/A médico/a da família, ou ortopedista, podem confirmar o diagnóstico, definir o tratamento e fazer o acompanhamento mais adequado para os casos de tuberculose óssea.

Saiba mais em:

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O que é tuberculose pleural?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tuberculose pleural é um tipo de tuberculose extrapulmonar que acomete a pleura, uma membrana fina que reveste os pulmões. A tuberculose pleural é a forma de tuberculose extrapulmonar mais observada em pacientes imunocomprometidos, sobretudo com AIDS.

A doença pode ocorrer em qualquer idade, embora seja mais comum em adultos jovens entre os 20 e 40 anos.

O bacilo de Koch, causador da tuberculose, pode atingir a pleura pelo sangue, mas a tuberculose pleural também pode surgir devido à hipersensibilidade à bactéria.

O bacilo pode ainda chegar à pleura pela via direta, ou seja, através do rompimento de algum foco de tuberculose pulmonar na cavidade pleural. Quando isso acontece, o bacilo de Koch pode estar presente no líquido pleural ou nas secreções respiratórias.

A tuberculose pleural pode se manifestar através de sinais e sintomas inespecíficos como febre, prostração, inapetência e emagrecimento. Pode ocorrer ainda tosse seca persistente e falta de ar, especialmente nos casos aonde evolui com derrame pleural.

Saiba mais em: O que é derrame pleural e quais os sintomas?

Contudo, o sintoma respiratório mais característico da tuberculose pleural é a dor torácica do tipo pleurítica. A dor pleurítica começa subitamente, é intensa e em forma de “pontadas”. Geralmente é bem localizada e se manifesta apenas em um lado do tórax. A dor piora com a tosse ou inspiração profunda e melhora se o paciente ficar sem respirar por instantes.

O diagnóstico da tuberculose pleural é confirmado pelo raio-x de tórax, análise do líquido pleural e tecidos da pleura (biópsia).

O/A médico/a especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da tuberculose pleural é o/a pneumologista ou infectologista.

Leia também: 

Tuberculose pleural é contagiosa? Como se transmite?

Tuberculose pleural tem cura? Como é o tratamento?

Tuberculose pleural tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, tuberculose pleural tem cura.

O tratamento é baseado no conjunto de antibióticos, conhecido por esquema básico, assim como o tratamento para casos de tuberculose pulmonar. Seguindo o protocolo estipulado pelo Ministério da Saúde, deve ser administrado em duas fases:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol, seguido pela

⇒ 2ª fase (mais 4 meses): Rifampicina + Isoniazida.

(em crianças menores de 10 anos, a única diferença é que o Etambutol não deve ser incluído).

Se a evolução não for favorável, a segunda fase pode ser prolongada por mais 3 meses, totalizando 7 meses.

Alguns serviços optam por uma quinta medicação, que seria o corticoide, para acelerar a resolução do quadro, porém há controversas por falta de evidências científicas que comprovem seus benefícios a longo prazo.

A chance de cura da tuberculose pleural com esse esquema é de 98%, desde que o tratamento seja feito corretamente e não seja interrompido.

Tratamento em casos específicos

Alguns casos específicos, que demostram resistência ou reações adversas ao esquema básico, inicial, podem ter a opção de substituir a Rifampicina e Isoniazida pela Estreptomicina e Etionamida, constituindo o esquema abaixo, porém neste caso, a duração deve ser de 12 meses:

⇒ 1ª fase (3 meses): Estreptomicina + Etionamida + Etambutol + Pirazinamida.

⇒ 2ª fase (9 meses): Etionamida + Etambutol.

A estreptomicina é o único medicamento administrado por via venosa, seja direto por injeção ou diluído no soro. Todos os outros antibióticos usados para tratar a tuberculose pleural são tomados por via oral.

A taxa de cura desse esquema varia entre 55 e 65%. Além dos medicamentos serem menos eficazes, os efeitos colaterais e a necessidade de ter que tomar injeções por 3 meses (estreptomicina) aumentam a taxa de abandono desse tratamento.

Existem ainda outras opções de antibióticos, para casos de reação ou resistência, entretanto esses casos são avaliados em serviços terciários, com profissionais especializados na área.

O tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente, e também todas as suas orientações e acompanhamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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Tuberculose miliar é contagiosa? Como se transmite?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, a tuberculose miliar não é contagiosa. Trata-se de um tipo de tuberculose extrapulmonar, portanto não é transmitida de pessoa para pessoa através das secreções respiratórias. Pacientes com tuberculose miliar não são capazes de transmitir a bactéria ao falar, tossir ou espirrar, como ocorre nos casos de tuberculose pulmonar.

A tuberculose miliar é um tipo de tuberculose em que as bactérias estão disseminadas na corrente sanguínea, por isso alcançam outros tecidos e órgãos do corpo, causando lesões e sintomas de acordo com a região acometida.

As regiões mais comuns de tuberculose extrapulmonar são os gânglios periféricos, pleura, ossos e meninge. O risco de meningite é elevado, sendo uma das formas mais graves de tuberculose.

Apesar da gravidade, a tuberculose miliar não é transmissível. Os pacientes não precisam ficar em isolamento e podem entrar em contato com outras pessoas pois não existe risco de contágio.

Já a tuberculose pulmonar, que é a forma mais comum da doença, é altamente contagiosa. Quando alguém com tuberculose pulmonar ativa espirra, tosse ou fala, libera gotículas de secreção respiratória contaminadas com o bacilo, que gera a contaminação.

Veja também: Tuberculose é contagiosa? Como se transmite?

Vale lembrar que um paciente com tuberculose miliar pode transmitir a doença se estiver também com a forma pulmonar da tuberculose.

O tratamento da tuberculose miliar pode ser iniciado mesmo que ainda não haja um diagnóstico definitivo, uma vez que a taxa de mortalidade é alta se o tratamento não for iniciado precocemente.

O/A médico/a da família ou infectologista é o responsável pelo tratamento e acompanhamento nesses casos.

Saiba mais em:

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HIV e Tuberculose: Quais os riscos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O principal risco de uma pessoa com HIV contrair tuberculose é que nos casos de coinfecção (HIV + tuberculose) a tuberculose pode se manifestar de forma menos típica, mais grave e com um diagnóstico mais difícil, o que pode ser potencialmente fatal.

Outra complicação da tuberculose é que ela pode se desenvolver no cérebro (neurotuberculose), sendo a 3ª causa de complicações neurológicas em pacientes HIV positivos. Na maioria dos casos, a doença provoca meningite.

A neurotuberculose é altamente letal e, mesmo com uma boa adesão ao tratamento, cerca de metade das pessoas com HIV que desenvolvem essa forma de tuberculose morre.

Qual a relação entre HIV e tuberculose?

A tuberculose é a principal doença oportunista entre os indivíduos HIV positivos, ou seja, ela se aproveita do sistema imunológico debilitado para se desenvolver.

Além disso, o HIV é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento da tuberculose. 

A prevenção e o diagnóstico precoce da tuberculose em pacientes soropositivos/as são fundamentais para evitar mortes e complicações.

A identificação dos casos de coinfecção por tuberculose torna-se mais difícil, uma vez que o exame de escarro em pessoas com HIV pode dar negativo com mais frequência do que naquelas que não têm o vírus.

Como é o tratamento em casos de tuberculose com HIV?

O tratamento da tuberculose em pacientes infectados/as pelo HIV é um desafio devido às interações medicamentosas entre os remédios usados para tratar a tuberculose e o HIV, além dos efeitos colaterais a ambos os tratamentos.

Enquanto que o tratamento do HIV é feito com medicamentos antirretrovirais, o da tuberculose é feito com antibióticos, uma vez que a doença é causada por bactéria (bacilo de Koch).

Em geral, pessoas com o sistema imune muito suprimido pelo HIV podem apresentar melhora dos sintomas da tuberculose ao início do tratamento, seguida de piora dos sintomas.

Isso porque, enquanto o tratamento do HIV melhora a imunidade, o organismo começa a combater a tuberculose. Essa "luta" contra a infecção pode aumentar a inflamação e piorar os sintomas que estavam melhorando. Contudo, trata-se de uma piora transitória, que reflete a melhora da imunidade.

Por isso é fundamental tratar o HIV para manter uma boa imunidade, pois assim o risco de contrair tuberculose diminui. Além disso, a tuberculose tem cura, mesmo em pacientes com HIV.

O tratamento da tuberculose e do HIV são da responsabilidade do médico infectologista.

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Tuberculose miliar tem cura? Como é o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, tuberculose miliar tem cura, mas é muito importante iniciar o tratamento o mais rápido possível, caso contrário a doença pode ser fatal. O tratamento da tuberculose miliar pode inclusive ser iniciado antes de haver um diagnóstico definitivo, uma vez que a taxa de mortalidade é alta sem um tratamento precoce.

O tratamento da tuberculose miliar segue o mesmo esquema da tuberculose pulmonar, com o uso de 4 medicamentos antibióticos: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.

A primeira fase do tratamento tem uma duração de 2 meses e inclui a rifampicina, a isoniazida, a pirazinamida e o etambutol. A segunda fase do tratamento dura 4 meses e inclui apenas a rifampicina e isoniazida. Todas as medicações são tomadas por via oral. O tratamento pode durar mais tempo caso haja acometimento do sistema nervoso central.

Pacientes que nunca receberam qualquer tratamento para tuberculose ou que abandonaram o tratamento em menos de 30 dias, são tratados com o seguinte esquema:

⇒ 1ª fase (2 meses): Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol

⇒ 2ª fase (4 meses): Rifampicina + Isoniazida.

Dependendo da gravidade do caso ou se houver ausência de resposta a esse esquema terapêutico, o tratamento da tuberculose miliar pode ser prolongado com outras combinações de medicamentos.

Lembrando que o tratamento da tuberculose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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