Umbigo

Sai do umbigo uma secreção com mau cheiro, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sair uma secreção com mau cheiro do umbigo pode ter várias causas, desde uma inflamação local, uma infecção (foliculite), uma reação a um corpo estranho (piercing), até a persistência do úraco, que é uma estrutura embrionária em forma de tubo que liga o umbigo à bexiga.

Durante a formação do nosso corpo, ainda dentro do útero materno, várias estruturas se formam e se modificam até o desenvolvimento estar completo. Após o nascimento, o úraco se fecha e forma um ligamento entre o umbigo e a bexiga. Quando isso não ocorre, forma-se uma espécie de canal entre abexiga e o umbigo. Durante o crescimento, podem se formar secreções dentro dele que são eliminadas pela cicatriz umbilical, principalmente quando ocorrem infecções locais.

Outra problema raro que pode estar presente no umbigo é um foco de endometriose, que é o desenvolvimento das células do endométrio (camada interna do útero) fora da cavidade uterina.

Como as causas e os tratamentos podem ser muito variados, deve-se sempre consultar um médico nessas situações. O clínico geral é o profissional indicado para tratar ou realizar o encaminhamento a outros especialistas.

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Umbigo inflamado: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Umbigo inflamado pode ter como causa um piercing ou outro corpo estranho, uma endometriose (desenvolvimento das células da camada interna do útero fora da cavidade uterina), uma foliculite (inflamação do folículo capilar), ou pode ser ainda devido à persistência do úraco (estrutura embrionária que liga o umbigo à bexiga).

Um inflamação no umbigo normalmente provoca dor e pode haver presença de alguma secreção no local.

O umbigo do/a bebê recém-nascido/a também pode inflamar. Os pais devem estar atentos a sinais como secreção esbranquiçada, vermelhidão e inchaço, que podem indicar um infecção. Nesses casos, o bebê precisa ser visto pelo/a pediatra.

A onfalite (infecção do coto umbilical) pode evoluir para infecção generalizada. Embora seja rara em países industrializados, a onfalite continua sendo uma causa de morte comum em regiões menos desenvolvidas.

Como uma inflamação no umbigo pode ter várias causas, deve-se consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família nessas situações, que irá tratar ou encaminhar para outro/a especialista.

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Dor no umbigo: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Dor no umbigo pode ser sinal de apendicite, prisão de ventre, hérnia e de outras doenças e condições como a gravidez. Normalmente está relacionada a processos inflamatórios e infecciosos.

Quando a dor é leve e temporária pode indicar um mal-estar passageiro. Entretanto, se a dor for intensa e frequente pode trazer sérias complicações. Por este motivo, é importante que você não se automedique e procure um médico para avaliação da dor.

1. Apendicite

A apendicite consiste na infecção e inflamação do apêndice. Costuma se manifestar através de uma dor abdominal que pode ter início ao redor do umbigo e depois passar para a região inferior direita do abdômen. Inicialmente a dor é leve e se torna intensa com o passar das horas.

Algumas pessoas podem apresentar somente dor abdominal, entretanto outras podem apresentar dor juntamente com os seguintes sintomas:

  • Náuseas e vômitos: estes sintomas podem ocorrer juntos ou pessoa pode apresentar apenas um deles. Ocorre porque o processo inflamatório e infeccioso do apêndice provoca redução dos movimentos peristálticos (movimentos involuntários de contração do sistema digestivo que possibilitam a deglutição);
  • Perda de apetite: a infecção do apêndice produz alterações gastrointestinais que levam à perda de apetite;
  • Febre: ocorre devido à tentativa do organismo de preservar a sua integridade perante o quadro de infecção e inflamação do apêndice;
  • Gases intestinais: acontecem pela perda dos movimentos intestinais;
  • Má digestão: é um sintoma que ocorre em consequência da diminuição dos movimentos peristálticos;
  • Diarreia ou prisão de ventre: estes dois sintomas ocorrem pelo comprometimento do funcionamento do sistema digestivo em função da infecção do apêndice;
  • Mal-estar geral: acontece nos processos infecciosos como consequência da febre e do comprometimento do sistema gastrointestinal.
O que devo fazer?

Neste caso, você deve buscar o mais rapidamente possível um serviço de emergência para avaliação dos sintomas e indicação do tratamento adequado que consiste em com cirurgia e uso de antibióticos. Pode ser necessário efetuar ultrassonografia abdominal ou tomografia de abdome.

Quando a cirurgia é feita precocemente a recuperação é tranquila e os riscos de complicações são menores. A demora para iniciar o tratamento adequado pode trazer sérios riscos à saúde, por este motivo não protele a ida à emergência

Ruptura do apêndice

Nos casos em que a apendicite permanece sem tratamento, o apêndice pode sofrer ruptura e trazer consequências graves à saúde, inclusive com risco de morte. Um apêndice infectado pode apresentar ruptura em menos de 36 horas após o surgimento dos sintomas.

A inflamação e a infecção podem se espalhar pelo abdome ou as bactérias podem migrar para corrente sanguínea e provocar a infecção generalizada.

A ruptura de apêndice é tratada com uso de antibiótico e várias cirurgias podem ser necessárias. Por este motivo é importante buscar rapidamente um serviço de emergência quando os sintomas de apendicite, especialmente a dor em volta do umbigo ou na região inferior direita do abdome, se iniciam.

Leia também: como identificar uma crise de apendicite?

2. Prisão de ventre

A prisão de ventre está entre as causas mais comuns de dor no umbigo. Nestes casos, a dor se manifesta em volta do umbigo, é intermitente (dor que vai e volta) e pode ser intensa.

O acúmulo de fezes ou gases distende o intestino, que pode pressionar algum nervo que passa pela região do umbigo, causando dor.

O que devo fazer?

O uso de medicamentos laxantes é indicado tratamento da prisão de ventre e somente devem ser administrados após avaliação e orientação médica.

Para evitar que a prisão de ventre ocorre é necessário adotar uma alimentação rica em fibras e ingerir em torno de 2 litros de água por dia.

Uma vez que a dor no umbigo pode ter diversas causas, sendo algumas delas graves, é importante procurar um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação se a dor continuar ou vier acompanhada de outros sinais e sintomas.

3. Hérnia umbilical

A hérnia é o extravasamento de uma parte de um órgão (geralmente o intestino) através de uma região mais enfraquecida da parede abdominal ou do tecido gorduroso do abdômen. Isso pode ocorrer na região do umbigo (hérnia umbilical), causando dor.

A dor provocada pela hérnia umbilical é localizada na região do umbigo e pode ser persistente e se tornar bastante intensa. Geralmente se agrava ao tossir, se curvar para frente, carregar peso ou fazer exercícios. Em alguns casos, a dor no umbigo pode surgir ao urinar.

O que devo fazer?

É preciso se dirigir ao hospital para avaliação por um cirurgião geral. Há casos nos quais a hérnia regride sozinha e há casos que é necessário tratamento cirúrgico, porém mesmo em casos de regressão espontânea da hérnia é necessária a avaliação cirúrgica.

Saiba mais em: como saber se tenho uma hérnia?

4. Gravidez

A dor ou desconforto no umbigo pode ocorrer em qualquer período da gestação e se torna mais intensa nos seus últimos meses.

É causada pela distensão de um ligamento do abdômen. O estiramento é decorrente do crescimento do útero e chega a separar em dois o músculo reto abdominal, podendo levar ao desenvolvimento de hérnia umbilical. Esse enfraquecimento da parede abdominal pode causar dor na região do umbigo.

O que devo fazer?

Se a dor for leve ou suportável, orienta-se observar, pois a tendência é que ela desapareça sem que sejam necessárias intervenções. Caso a dor se torne mais forte, é possível fazer uso de medicamentos analgésicos somente sob orientação médica.

Outros sintomas como inchaço, vermelhidão, secreção no umbigo ou dor muito intensa podem indicar infecção e precisam da avaliação médica o quanto antes.

Leia mais: É normal o umbigo mudar durante e após a gravidez?

5. Endometriose umbilical

A endometriose umbilical provoca dor e sangramento no umbigo. A dor ocorre durante a menstruação e por este motivo é chamada de dor cíclica.

Isso ocorre devido à presença de tecido da parede interna do útero (endométrio) na região do umbigo, o que causa dor e sangramento durante a menstruação. Além disso, pode-se observar a presença de um nódulo azulado ou acastanhado no umbigo.

O que devo fazer?

Nestes casos, é preciso efetuar avaliação médica, pois o tratamento é efetuado por meio de cirurgia.

6. Gastroenterite

A gastroenterite é a inflamação do revestimento do estômago e dos intestinos. É caracterizada por dor em volta do umbigo, normalmente em cólicas, que se espalha pela região abdominal e diarreia.

Além da dor e da diarreia, pode ocorrer:

  • Perda de apetite;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre (duração média de 3 a 7 dias);
  • Mal-estar;
  • Dor muscular;
  • Prostração (sensação de fraqueza e cansaço).
O que devo fazer?

O tratamento da gastroenterite depende da sua causa. É importante fazer repouso, hidratar-se e ingerir alimentos leves. Antidiarreicos e antibióticos podem ser utilizados no tratamento.

A hidratação deve ser efetuada por meio da ingestão de bastante água, água de coco ou soro caseiro. Evite café, refrigerantes, sucos industrializados e bebidas alcoólicas.

A alimentação deve incluir pequenas quantidades de alimentos de fácil digestão como arroz, macarrão, sopa de frango, hortaliças e frutas sem casca. Maçã, banana e goiaba são as mais indicadas. Leite e derivados, frituras e alimentos gordurosos devem ser evitados.

Medicamentos antidiarreicos e/ou antibióticos devem sem administrados conforme orientação médica.

7. Pancreatite

A pancreatite consiste na inflamação do pâncreas e, geralmente, ocorre devido a presença de cálculos biliares ou ao consumo excessivo de álcool.

É caracterizada por uma dor súbita, intensa e persistente na região acima do umbigo e que pode irradiar para as costas. Quando provocada pelo consumo excessivo de álcool a dor se desenvolve ao longo de alguns dias.

A tosse, respiração profunda e movimentos súbitos podem acentuar a dor. A posição sentada pode reduzi-la. É comum que a dor venha acompanhada de náuseas e vômitos.

O que devo fazer?

O melhor a fazer é dirigir-se à um pronto-socorro. Estes casos exigem avaliação médica para definir o melhor tratamento que pode ser feito com hidratação na veia, restrição alimentar e medicamentos (analgésicos e/ou antibióticos).

Nas situações mais graves e em pessoas que apresentam complicações, como perfuração, pode ser indicado tratamento cirúrgico.

8. Doenças intestinais inflamatórias

Nas doenças intestinais inflamatórias ocorre a inflamação do intestino que se caracteriza principalmente por dor abdominal e diarreia recorrentes. Os dois principais tipos de doenças intestinais inflamatórias são a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

De forma geral, a doença de Crohn pode afetar qualquer parte do sistema digestivo, enquanto a colite ulcerativa acomete quase sempre apenas o intestino grosso.

A dor de intensidade variada, nestas duas doenças, ocorre com maior frequência na região inferior do umbigo e pode vir acompanhada de diarreia. Por vezes, a diarreia pode conter sangue.

O que devo fazer?

O controle do estresse e uma alimentação equilibrada são importantes para melhorar os sintomas destas doenças. O tratamento adequado das doenças intestinais inflamatórias inclui o uso de medicamentos e, às vezes, cirurgia.

9. Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é caracterizada por desconforto ou dor abdominal recorrente que diminui após as evacuações. O hábito intestinal pode alternar entre diarreia e prisão de ventre.

A dor é predominante na região abaixo do umbigo, mas pode se espalhar por toda a região abdominal e se apresenta constante ou em cólicas.

O que devo fazer?

É importante estabelecer uma alimentação equilibrada e evitar alimentos que produzem gases ou provoquem diarreia. Nos casos de prisão de ventre, se recomenda dieta rica em fibras.

Uma avaliação médica é necessária para que o tratamento medicamentoso seja adequado aos sintomas.

Veja também: O que é a Síndrome do Intestino Irritável?

10. Diverticulite

Diverticulite é a inflamação e/ou infecção de um ou mais divertículos (bolsas em formato de balão que se formam no intestino grosso).

A dor é localizada na região inferior do umbigo do lado esquerdo e é associada à febre e sensibilidade da região abdominal.

O que devo fazer?

A avaliação médica é imprescindível para um diagnóstico seguro. Pessoas com sintomas leves de diverticulite são tratadas com repouso, dieta líquida e às vezes, com o uso de antibióticos.

Àquelas que apresentam sintomas severos precisam de hospitalização para administração de antibióticos na veia. Nestes casos, existe a possibilidade de realização de procedimento cirúrgico.

11. Colecistite

A colecistite é uma inflamação da vesícula biliar que ocorre, normalmente, pela obstrução de um duto biliar. Pode ser aguda ou crônica.

A colecistite aguda tem início súbito com dor grave na região acima do umbigo que se espalha por todo o abdome superior e dura mais do que 6 horas. Na colecistite crônica ocorrem crises de dor que acontecem quando o duto é bloqueado temporariamente.

O que devo fazer?

Você deve buscar um hospital, pois o tratamento da colecistite é cirúrgico e consiste na retirada da vesícula biliar.

12. Isquemia intestinal

A isquemia intestinal (isquemia mesentérica aguda) é um bloqueio súbito da circulação sanguínea para uma determinada parte do intestino. Esta interrupção do fluxo de sangue pode provocar morte do tecido intestinal (gangrena) e perfuração.

A dor abdominal grave nos casos de isquemia intestinal surge abruptamente e se torna mais grave quando ocorre a necrose da parte do intestino que não recebe o fluxo sanguíneo.

O que devo fazer?

É urgente buscar atendimento em emergência hospitalar, pois o tratamento deve ser imediato e feito através de angiografia ou cirurgia.

13. Inflamação do umbigo

A inflamação local no umbigo (cicatriz umbilical) pode ter como causa a colocação de um piercing, presença de corpo estranho, endometriose umbilical, foliculite (inflamação do folículo capilar) ou ainda devido à persistência do úraco, estrutura embrionária que liga o umbigo à bexiga.

O que devo fazer?

Você pode higienizar o umbigo com água e sabão neutro ou mesmo soro fisiológico. Procure um médico para adequada avaliação. O uso de anti-inflamatórios ou antibióticos pode ser indicado.

Outras condições de saúde que podem provocar dor no umbigo

A dor no umbigo pode indicar problemas em diversos locais da região abdominal, pois há nela uma variedade grande de órgãos: estômago, fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, vias urinárias (ureteres) intestino delgado e grosso, útero, ovários, tubas uterinas.

  • Infecção de bexiga;
  • Úlcera gástrica;
  • Infecção gástrica.
Sintomas associados à dor no umbigo

Busque urgentemente atendimento médico se a dor no umbigo estiver associada a:

  • Dor intensa que o impede de ficar de pé normalmente. Você só encontra conforto ao curvar-se;
  • Inchaço abdominal;
  • Febre;
  • Pele amarelada;
  • Vômito com sangue ou persistente;
  • Dor ao urinar, micção frequente ou urgente;
  • Sangue nas fezes;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Acidente, lesão ou trauma.

A dor no umbigo desaparece quando a sua causa específica é tratada. Algumas doenças que provocam dor no umbigo são graves, exigem intervenções rápidas e podem trazer complicações sérias à sua saúde.

Em caso de dor no umbigo ou dor abdominal persistente procure um médico ou busque diretamente o serviço de emergência. Não use analgésicos ou antibióticos sem orientação médica.

Laqueadura pelo umbigo é segura?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim, a laqueadura feita através do umbigo (laparoscopia) é segura.

Nessa cirurgia o médico introduz um aparelho, chamado laparoscópio, pelo umbigo e faz o fechamento (laqueamento) dos canais que ligam os ovários ao útero (trompas de Falópio), impedindo a gravidez, pois os óvulos não conseguem chegar ao útero, não havendo a fecundação.

As vantagens desse tipo de cirurgia são várias, entre elas, a recuperação mais rápida da mulher, menor tempo de internação, menores riscos do que numa cirurgia normal, além de não interferir nas relações sexuais.

O obstetra é o médico especializado na realização da laqueadura.

Sai do meu umbigo um líquido pastoso com um odor forte. O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Umbigo vazando líquido pastoso com odor forte ou a presença de mau cheiro no umbigo e secreção podem ser sinais de umbigo inflamado ou infeccionado. Sujeira, bactérias, fungos podem ficar alojados dentro do umbigo e começar a se multiplicar ou acumular. Isso pode causar uma infecção ou inflamação no umbigo.

Nesses casos, é observada uma secreção com mau cheiro no umbigo. A secreção de odor desagradável pode ter coloração branca, amarela, marrom ou vermelha.

A presença de secreção com mau cheiro no umbigo pode ter ainda como causas a realização de cirurgia e a presença de cistos.

Um umbigo com mau odor pode ser sinal de uma condição que precisa de atenção médica, como uma infecção ou um cisto. Por isso, deve-se procurar outros sinais e sintomas que acompanham essas condições, como:

  • Secreção branca, amarela ou verde saindo do umbigo;
  • Inchaço e vermelhidão;
  • Coceira;
  • Dor;
  • Formação de crosta ao redor do umbigo;
  • Febre;
  • Presença de caroço no abdômen.
Quais as possíveis causas de secreção com mau cheiro no umbigo? Infecção bacteriana

O umbigo é o lar de quase 70 tipos diferentes de bactérias. Se a pessoa não souber como limpar o umbigo adequadamente, essas bactérias podem causar uma infecção. Piercings no umbigo também podem ser infectados.

Infecção por fungos

A candidíase é uma infecção por fungos causada por Candida, um tipo de fungo que normalmente cresce em áreas úmidas e escuras do corpo. Pode ocorrer entre as dobras da pele, como na região da virilha e nos braços. O fungo também pode habitar o umbigo, principalmente se a pessoa não secar e limpar o umbigo adequadamente.

A candidíase deixa o umbigo vermelho e provoca coceira no umbigo, que pode ficar vazando uma secreção espessa e branca.

Diabetes

Pessoas com diabetes têm maior probabilidade de contrair infecções fúngicas, inclusive no umbigo. Isso ocorre porque o fungo se alimenta de açúcar e o alto nível de açúcar no sangue é um sinal característico de diabetes mal controlado.

Cirurgia

Quem passou por cirurgia abdominal recentemente, como reparo de hérnia, pode notar a presença de pus no umbigo. A presença desse tipo de secreção pode ser sinal de infecção, que precisa ser tratada.

Cisto de úraco

Durante o desenvolvendo do bebê dentro do útero, a sua bexiga é conectada ao cordão umbilical por um pequeno tubo chamado úraco. É assim que a urina é drenada do corpo do feto. Normalmente, o úraco fecha antes do nascimento. Porém, às vezes não fecha corretamente.

Em alguns casos, pode ocorrer o crescimento de um cisto, que é uma bolsa cheia de líquido, no úraco. O cisto pode ser infectado. Um sinal dessa infecção é a presença de um líquido cinzento ou sanguinolento que vaza do umbigo.

Outros sinais e sintomas dos cistos de úraco incluem: dor abdominal, febre, caroço no abdômen e dor ao urinar.

Cisto sebáceo

O cisto sebáceo se forma a partir das glândulas que liberam óleo na pele, chamadas glândulas sebáceas. Se o cisto estiver infectado, libera uma secreção espessa, amarela e com mau cheiro. O umbigo também pode ficar vermelho e inchado devido à presença do cisto.

Qual é o tratamento para secreção com mau cheiro no umbigo?

O tratamento depende da causa da secreção e do mau cheiro no umbigo. Para tratar uma infecção, recomenda-se manter a pele do umbigo limpa e seca.

Para tratar uma infecção causada por fungo, é indicado o uso de um pó ou creme antifúngico. Também recomenda-se limitar o açúcar da dieta. Para uma infecção bacteriana, pode ser usada uma pomada com antibiótico.

Quem tem diabetes deve falar com o endocrinologista para garantir que o nível de açúcar no sangue esteja bem controlado.

Em caso de cisto de úraco, pode ser necessário tratar primeiro a infecção com antibióticos. O cisto pode precisar ser drenado. Depois que a infecção desaparece, o tratamento envolve a remoção do cisto com cirurgia laparoscópica, realizada através de uma pequena abertura no abdômen.

Para tratar um cisto sebáceo, podem ser injetados medicamentos no cisto para diminuir o inchaço ou pode ser feito um pequeno corte no cisto para drenar o líquido. Outra opção é remover o cisto inteiro com cirurgia ou laser.

Consulte um médico clínico geral ou médico de família se tiver algum sinal e sintoma de infecção, como vermelhidão, inchaço e secreção com mau cheiro no umbigo.

Como cuidar do umbigo do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Veja como cuidar do umbigo do bebê recém nascido, antes e depois de cair o coto umbilical:

Antes de cair o coto:

  1. Lave bem as mãos antes de iniciar a limpeza do coto umbilical;
  2. Retire a fralda do bebê e umedeça as duas extremidades de um cotonete com álcool a 70%;
  3. Com uma das partes umedecidas, limpe ao redor do umbigo, de preferência com um único movimento circular e suave em torno do coto, pois assim evita espalhar a sujeira;
  4. Com o outro lado do cotonete, limpe também o coto umbilical;
  5. Utilize a quantidade necessária de cotonetes e álcool, até que o umbigo fique completamente limpo;
  6. Depois da limpeza, seque bem toda a área com um cotonete limpo e seco;
  7. Faça uma dobra na fralda do bebê para não tapar o umbigo. O coto deve ficar exposto até secar por completo, evitando a umidade e proliferação de micro-organismos.

Veja também: Com quantos dias cai o umbigo do bebê?

Depois que o coto cair:

  • Continue limpando o umbigo do bebê com álcool a 70%, várias vezes ao dia, até que esteja completamente cicatrizado;
  • Depois que cai o coto umbilical, o umbigo demora mais 7 a 10 dias para cicatrizar por completo;
  • Pequenos sangramentos são normais;
  • Pode surgir também uma carne esponjosa no umbigo do bebê, mas que não deve ser motivo de preocupação se não houver sinais de infecção, como vermelhidão e secreção com mau cheiro.

Algumas recomendações importantes em relação aos cuidados com o umbigo do bebê:

  • Limpe o umbigo do recém nascido sempre que mudar a fralda e após o banho, para evitar infecção;
  • Não use faixas, curativos oclusivos ou nenhum outro tipo de produto para cobrir o umbigo do bebê;
  • Nunca, em hipótese alguma, puxe o coto umbilical para tentar arrancá-lo, mesmo que ele pareça estar praticamente solto;
  • Entre em contato com o médico pediatra se a pele ao redor do umbigo estiver com vermelhão ou liberando secreção com mau cheiro ou pus.

Cuidar adequadamente do umbigo do bebê recém nascido é muito importante para evitar infecções, e o tétano umbilical, também conhecido como "mal dos 7 dias". 

Trata-se de uma doença gravíssima adquirida através da contaminação do coto umbilical, que provoca um comprometimento progressivo do sistema nervoso central, culminando em parada respiratória e morte.

A limpeza e os cuidados com o umbigo do recém nascido devem começar no momento do parto e continuar até à cicatrização completa do umbigo, após a queda do coto umbilical.

Para maiores esclarecimentos sobre como cuidar do umbigo do bebê, fale com o médico pediatra.

Dor e sangramento no umbigo: o que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Dor e sangramento no umbigo pode ser sinal de endometriose umbilical. A endometriose é a presença de endométrio (tecido que reveste a parte interna do útero) fora da cavidade uterina. No caso da endometriose umbilical, o endométrio se desenvolve na região do umbigo, causando dor e sangramento durante o período menstrual.

O sangramento é percebido durante a menstruação porque o endométrio é o tecido uterino que descama e sangra na fase menstrual. Portanto, o mesmo estímulo que o endométrio sofre no útero durante a menstruação, também ocorre nas regiões afetadas pela endometriose.

A endometriose é mais comum na cavidade pélvica, afetando muitas vezes os ovários, o intestino e os ligamentos uterinos. Contudo, ela também pode surgir fora da pelve em cerca de 12% dos casos, desenvolvendo-se na região umbilical, pele e tecido subcutâneo, períneo (região entre ânus e vagina), pleura (membrana que reveste o pulmão) e parede de hérnias.

A endometriose umbilical é bastante rara e representa, em média, apenas 0,7% dos casos de endometriose. O seu principal sintoma é a presença de um nódulo no umbigo, de coloração acastanhada, avermelhada ou arroxeada, que incha, sangra e dói durante a menstruação.

Porém, há casos em que os sintomas não se manifestam ou surgem também fora do período menstrual. Cerca de 25% das mulheres com endometriose umbilical também têm endometriose na cavidade pélvica simultaneamente.

Leia também: O que é endometriose?

O diagnóstico pode ser feito através de exame ginecológico, ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O tratamento é cirúrgico, com remoção da lesão nodular. Nódulos menores podem ser tratados com medicamentos hormonais. A terapia hormonal também pode ser indicada para reduzir o tamanho dos nódulos maiores antes da cirurgia.

É importante lembrar que a dor e o sangramento no umbigo podem ter várias causas, além da endometriose, como por exemplo:

  • Prisão de ventre;
  • Apendicite;
  • Hérnia umbilical;
  • Inflamação do umbigo;
  • Diverticulite;
  • Gastroenterite;
  • Pancreatite;
  • Úlcera gástrica;
  • Colecistite;
  • Síndrome do Intestino Irritável;
  • Doença Inflamatória Intestinal;
  • Isquemia Intestinal.

Saiba mais em:

Dor no umbigo: o que pode ser?

Por isso, o mais indicado é consultar um médico clínico geral ou médico de família, que poderá diagnosticar e tratar o problema ou encaminhar para um outro especialista.

Leia também:

Umbigo inflamado: o que pode ser?

Sai do umbigo uma secreção com mau cheiro, o que pode ser?

Venho sentindo uma dor no lado esquerdo do umbigo...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser algum problema da parte urinária, mas o mais provável é que seja intestinal, pode procurar um clínico geral mesmo, que ele começará a sua investigação e tratamento e caso haja necessidade encaminhará você a outro especialista.

Com quantos dias cai o umbigo do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O umbigo (coto umbilical) do bebê recém-nascido normalmente cai entre o 5º e o 15º dia de nascimento. Em alguns casos, o coto pode cair antes ou depois desse prazo e não há problemas se isso acontecer.

O pediatra irá avaliar se está tudo bem com o coto umbilical logo na primeira consulta do bebê.

No início, o coto tem um aspecto amolecido e gelatinoso. Com o passar dos dias, ele vai se tornando gradativamente mais escuro e seco, até finalmente cair.

Em casa são necessários alguns cuidados com o coto umbilical do recém-nascido, que deve ser limpo após cada mudança de fralda e depois do banho para evitar infecção. Manter esse região limpa e seca, sem preocupação com machucar o bebê, pois a limpeza não provoca dor no bebê. 

Atenção, caso a pele ao redor do umbigo apresentar vermelhidão, mal cheiro, ou secreção amarelada, o bebê deve ser visto por um médico pediatra o mais rápido possível, pois possivelmente o coto estará infeccionado e deve receber tratamento.

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Dr. Charles Schwambach
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Médico

É um caso bem interessante e difícil, se já consultou um urologista e fez exame de ultrassom abdômen e próstata ou urografia excretora e nada foi encontrado pode optar por uma tentativa com a homeopatia, remédios homeopáticos podem te ajudar.

É normal o umbigo mudar durante e após a gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é normal o umbigo mudar durante e após a gravidez. 

A gravidez é uma fase em que ocorrem várias mudanças no corpo da mulher, que irá se moldar para sustentar o feto. Essa adaptação envolve o aumento do útero e a distensão da região abdominal. Em consequência disso, o umbigo pode protruir-se, dando a sensação de que ele está para fora. 

Após a gestação, o útero reduz de tamanho até alcançar seu tamanho habitual. A região abdominal fica menos tensa e, portanto, o umbigo volta a sua configuração inicial. 

É normal sentir essa mudança no umbigo durante e após a gravidez. Isso faz parte da modelação do corpo da mulher em decorrência da gestação. 

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