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Posso tomar vacina da gripe se eu estiver gripado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, desde que não esteja com febre, pode tomar a vacina da gripe se estiver gripado. Porém, é importante lembrar que a vacina não vai aliviar os sintomas da gripe já instalada, nem curá-la.

O objetivo de tomar a vacina contra a gripe é prevenir novos casos quando houver um surto. Se a pessoa já estiver contaminada com o vírus, a dose não vai fazer efeito contra essa infecção.

A vacina da gripe também não provoca gripe. Ela é produzida com vírus mortos, incapazes de causar a doença. Portanto, se a pessoa estiver gripada, não apresentar febre e decidir tomar a vacina, ela não vai ficar mais doente por isso.

Veja também: Vacina da gripe: quem pode ou não pode tomar?

A vacina contra a gripe é contraindicada para pessoas alérgicas à proteína do ovo, que é usada na sua fabricação. Indivíduos que já tiveram uma reação alérgica depois de comer ovo não devem se vacinar. No entanto, esse tipo de alergia é bastante raro.

Quem já teve reações adversas a algum dos componentes da vacina também não deve se vacinar. Nestes casos, é recomendável uma avaliação médica para saber se é seguro ou não tomar a vacina.

Leia mais sobre o assunto em: Vacina da gripe: quais as possíveis reações ou efeitos colaterais?

Em todo caso, para avaliar o risco benefício de tomar a vacina da gripe estando gripado, o melhor é falar com o/a médico/a de família ou clínico/a geral.

Também pode lhe interessar: Tomar sorvete faz mal para quem está gripado ou com a garganta inflamada?

Quem deve tomar a vacina contra HPV?

A vacina contra HPV é indicada para mulheres e homens entre os 9 e 26 anos de idade. Contudo, a vacina gratuita contra o HPV, disponibilizada pelo Ministério da Saúde, tem como público alvo apenas meninas dos 9 aos 13 anos.

Isso porque a vacina é altamente eficaz nas mulheres com essa faixa etária, uma vez que a maioria delas ainda não iniciou a vida sexual e não foi exposta ao vírus HPV.

O resultado é uma produção de anticorpos 10 vezes superior do que aquela verificada em mulheres que já tiveram contato com o HPV.

Por isso, é muito importante que todas as meninas dos 9 aos 13 anos recebam as 3 doses da vacina quadrivalente, que protege contra o HPV 6, 11, 16 e 18, e previne até 70%  dos casos de câncer de colo de útero.

Leia também: Como tomar a vacina contra HPV?

Por que os homens não recebem a vacina gratuita contra o HPV?

Como o objetivo da campanha de vacinação é diminuir os casos de câncer de colo de útero, a vacina gratuita está disponível apenas para mulheres.

Porém, a vacinação do grupo feminino acaba por proteger indiretamente os homens heterossexuais, uma vez que as mulheres deixam de transmitir o HPV.

Tal medida reduz drasticamente o aparecimento de verrugas genitais entre a população masculina.

Veja também os artigos: Toda verruga é HPV?; O que é o HPV e como se transmite?

Mas é importante lembrar que a vacina contra o HPV também está indicada para homens dos 9 aos 26 anos, embora não seja oferecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde.

Quem mais deve tomar a vacina contra o HPV? Existe alguma indicação especial?

Além de homens e mulheres entre 9 e 26 anos, a vacina contra o HPV também é indicada para:

  • Pessoas com HIV ou AIDS;
  • Pacientes submetidos a tratamentos que diminuem a imunidade ou que tenham doenças que afetam a resposta imune;
  • Homens homossexuais;
  • Indivíduos que apresentam infecções recorrentes pelo HPV, como, por exemplo, pacientes com papilomatose recorrente laríngea da infância.
A vacina contra o HPV tem contraindicações?

Sim, a vacina contra o HPV não deve ser administrada nas seguintes situações:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou qualquer componente da vacina;
  • Histórico de Guillain Barré;
  • Desenvolvimento de sintomas que indicam hipersensibilidade grave depois de tomar uma dose da vacina contra o HPV;
  • Gravidez, pois ainda não há estudos conclusivos sobre o efeito da vacina durante a gestação; se a menina engravidar depois de já ter recebido alguma dose da vacina, as demais doses devem ser adiadas para o período pós-parto;

Pode também lhe interessar o artigo: HPV durante a gravidez: quais os riscos e como tratar?

Mulheres que estão amamentando podem tomar a vacina quadrivalente contra o HPV.

O médico de família ou o médico ginecologista poderá esclarecer eventuais dúvidas sobre a vacina contra o vírus HPV.

Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?

Sim, a vacina contra meningite B, conhecida como Bexsero®​, pode provocar reações e efeitos colaterais. Em bebês e crianças com menos de 2 anos de idade, as reações mais comuns são: dor, inchaço e vermelhidão no local da injeção, febre e irritabilidade.

Em adolescentes e adultos, os efeitos colaterais mais observados são: dor no local da aplicação, mal-estar e dor de cabeça.

Nos bebês e nas crianças de até 2 anos, a vacina para meningite B pode ser administrada isoladamente ou em conjunto com outras vacinas.

Quando administradaisoladamente, a frequência de febre é semelhante às outras vacinas de rotina para crianças nessa faixa etária. 

Quando administrada com outras vacinas, aumentam as chances de reações adversas como febre, irritação, mudança nos hábitos alimentares, sonolência e sensibilidade no local da injeção.

A febre normalmente desaparece no dia seguinte à vacinação. Para amenizar ou até prevenir a febre, pode-se utilizar paracetamol. Este medicamento não interfere na eficácia da vacina contra meningite B.

Além da Bexsero®​, que previne contra a meningite meningocócica tipo B, há também a vacina meningocócica conjugada ACWY, que protege contra meningite meningocócica dos tipos A, C, W e Y.

Ambas as vacinas só estão disponíveis em clínicas privadas e não fazem parte do calendário básico de vacinação do SUS.

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Que tipos de reação a vacina da febre amarela pode causar?

Os principais tipos de reação que a vacina da febre amarela pode causar incluem febre, dor local, dor de cabeça e dores musculares. Contudo, a vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e os seus efeitos colaterais normalmente são leves.

Algumas reações, tais como dor, vermelhidão, endurecimento e inchaço local, não estão relacionadas com a vacina propriamente dita, mas sim com a injeção. Esses sinais e sintomas costumam aparecer entre as 24 horas e as 48 horas seguintes à aplicação e costumam durar de 1 a 2 dias.

Reações leves

Já a vacina em si pode causar reações leves ou graves. Os efeitos colaterais leves da vacina da febre amarela normalmente surgem depois de 3 dias da aplicação e podem durar até 3 dias. Dentre eles estão: dor, vermelhidão e inchaço no local, dor de cabeça, febre, mal-estar, dor e fraqueza muscular.

Reações graves

As reações alérgicas estão entre os efeitos adversos mais graves da vacina contra a febre amarela. O início da reação é rápido. Os sinais e sintomas nesses casos começam a se manifestar nas primeiras duas horas após a injeção, podendo incluir: urticária, dificuldade respiratória e inchaços.

A ocorrência de choque anafilático é bastante rara, já que o risco é de 1 caso para cada 5.000.000 de pessoas que recebem a vacina. Nesse tipo de reação, pode ocorrer doenças neurológicas, falência aguda de órgãos e até morte súbita. Os sintomas nessas situações começam a surgir em até 10 dias após a aplicação da vacina.

Sinais e sintomas de febre amarela

Uma vez que a vacina é produzida com o próprio vírus da febre amarela, algumas pessoas podem desenvolver a doença. Nos casos em que a pessoa desenvolve a própria febre amarela em consequência da vacina, as reações são os próprios sinais e sintomas da doença, o que pode incluir: febre, dor de cabeça, fadiga intensa, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal

À medida que a doença evolui, o paciente pode apresentar icterícia (pele e olhos amarelados), problemas hepáticos e renais, redução do número de plaquetas, diminuição da pressão arterial, hemorragias, insuficiência respiratória, destruição geral dos músculos e estreitamento dos vasos sanguíneos.

Veja também: Quais são os sintomas da febre amarela? Como ocorre a transmissão?

Doenças neurológicas

A ocorrência de doenças neurológicas decorrentes da vacina contra a febre amarela é muito rara, com cerca de 1 caso em cada 25.000.000 de pessoas vacinadas. As reações nesses casos podem se manifestar sob a forma de dores de cabeça, febre, alterações de consciência, meningite, paralisia muscular, convulsões, alterações na coordenação motora, encefalite (inflamação no cérebro) e morte súbita.

Sinais de alerta

Se a pessoa apresentar os seguintes sinais e sintomas em até 30 dias após ter tomado a vacina contra a febre amarela, ela deve ser levada a um serviço de urgência o mais rápido possível:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Sangramentos;
  • Escurecimento da urina;
  • Redução do volume de urina;
  • Vômitos;
  • Alterações de consciência;
  • Dores abdominais.

Vale lembrar que a vacinação contra a febre amarela é importante e necessária, pois protege contra uma doença que pode ser fatal. Porém, existem grupos de risco que nem sempre podem receber a vacina ou necessitam de atenção especial, por isso é importante seguir as orientações dos profissionais de saúde.

Saiba mais em:

Quando devo tomar a vacina contra febre amarela?

Qual é o tratamento para febre amarela?

Vacina da gripe: quais as possíveis reações ou efeitos colaterais?

As possíveis reações adversas ou efeitos colaterais da vacina da gripe são:

  • Dor, vermelhidão e endurecimento no local injeção: Ocorrem em 15% a 20% das pessoas que tomam a vacina da gripe e geralmente desaparecem espontaneamente em 48 horas;
  • Abscessos: Normalmente estão associados a uma infecção secundária ou a erros técnicos de aplicação da vacina;
  • Febre, mal estar e dor muscular: Ocorrem em menos de 1% das pessoas vacinadas. Podem surgir de 6 a 12 horas após a aplicação e persistir durante 1 ou 2 dias. São mais frequentes em indivíduos que não tiveram um contato anterior com os antígenos da vacina da gripe. Os antígenos são as substâncias responsáveis pela formação de anticorpos específicos no organismo. No caso da vacina da gripe, os antígenos são vírus mortos;
  • Reações anafiláticas (hipersensibilidade): São extremamente raras e podem ser causadas por qualquer componente da vacina. Algumas vacinas da gripe podem ter uma quantidade mínima de proteína do ovo, o que pode provocar reações alérgicas imediatas em pessoas com alergia grave a essa proteína.

É importante lembrar que a vacina da gripe não provoca gripe. Nem mesmo uma "gripezinha". Os vírus utilizados na vacina estão mortos e não são capazes de causar qualquer infecção.

Veja também: Posso tomar vacina da gripe se eu estiver gripado?

A vacina da gripe é segura e bem tolerada pela grande maioria das pessoas. No entanto, deve-se ter algumas precauções em determinadas situações:

  • Em caso doença febril moderada ou grave, recomenda-se adiar a vacinação até a cura completa do quadro, para que as manifestações da doença não sejam atribuídas à vacina;
  • Pessoas alérgicas a ovo de galinha que apresentam apenas urticária depois de comerem ovo, podem tomar a vacina da gripe, desde que sejam tomadas medidas de segurança. Neste caso, a pessoa deve ser observada durante pelo menos 30 minutos após a vacinação, num local com condições de atendimento em caso de reação anafilática.

O médico de família ou um clínico geral podem esclarecer eventuais dúvidas sobre a vacina da gripe e alertar sobre os seus possíveis efeitos colaterais.

Para que serve a vacina Matergam?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A injeção Matergam serve para proteger mulheres que são Rh negativas e seus/suas futuros/as filhos/as.

A Matergam é uma Imunoglobulina Humana usada profilaticamente com fins de prevenir a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh positivos em pessoas Rh negativas. Com isso, ela evita o aparecimento da doença hemolítica do recém nascido em gestações posteriores.

A injeção é aplicada antes do parto (entre a 28ª e 30ª semana de gestação) ou nas primeiras 72 horas após o parto.

Ela também deve ser aplicada após a ocorrência de aborto espontâneo ou provocado, gestação ectópica, mola hidatiforme, aminiocentese ou trauma abdominal.  

Para saber se você precisa tomar a injeção de Matergam, você deve realizar as consultas de rotina do pré-natal e fazer os exames solicitados pelo/a médico/a. Esses exames irão informar seu tipo sanguíneo, fator Rh e a presença de anticorpos fundamentais para decidir a necessidade de tomar a injeção. 

Existe algum medicamento que pode tirar o efeito da vacina da gripe?

Os medicamentos imunossupressores, ou seja, que baixam a imunidade, podem reduzir ou cortar o efeito da vacina da gripe.

Isso porque o objetivo de qualquer vacina é ativar uma resposta do sistema imunológico contra uma determinada doença, para prevenir futuras infecções.

Assim, tomar um medicamento que inibe o sistema imune certamente irá influenciar na eficácia da vacina da gripe.

Depois de interrompido o tratamento imunossupressor, o organismo pode demorar de 3 meses a 1 ano para recuperar a sua capacidade de responder a uma vacina.

Alguns exemplos de medicamentos imunossupressores (mais utilizados):

  • Azatioprina (Imuran);
  • 6-Mercaptopurina (Puri-Nethol);
  • Metotrexate (Metotrexate);
  • Ciclosporina (Sandimmun).

No caso dos corticoides, se estiverem sendo utilizados há menos de duas semanas ou por vias que não baixem o sistema imunológico, não irão cortar ou influenciar o efeito da vacina da gripe.

Se a pessoa estiver tomando corticoides há mais tempo, deve adiar a vacinação.

Medicamentos antibióticos, como Benzetacil por exemplo, não cortam nem interferem na resposta à vacina da gripe, podendo ser tomados sem problemas.

O mais indicado, se o paciente estiver tomando qualquer medicamento e decidir tomar a vacina da gripe, é informar o médico que prescreveu o remédio, pois ele pode ter que alterar a prescrição ou orientar sobre outras precauções.

Vacina da gripe: quem pode ou não pode tomar?

Todas as pessoas com mais de 6 meses de idade podem tomar a vacina da gripe. Quem não pode tomar são os indivíduos alérgicos à proteína do ovo, que é usada na fabricação da vacina.

Pessoas que tiveram reações adversas a doses anteriores da vacina da gripe ou são alérgicas a algum dos seus componentes, devem consultar um médico para avaliar o risco benefício de se vacinar.

Apesar de praticamente todas as pessoas poderem tomar a vacina contra a gripe (salvo as exceções explicadas anteriormente), há determinados grupos de risco que têm preferência nas campanhas de vacinação.

Esses grupos, determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentam risco de contraírem a forma mais grave da gripe, que pode evoluir para pneumonia e até mesmo provocar a morte. Fazem parte desse público-alvo:

  • Crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos;
  • Indivíduos com 60 anos ou mais;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Povos indígenas;
  • Grávidas;
  • Puérperas (mulheres no período de até 45 dias depois do parto);
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais (problemas respiratórios, cardíacos, renais, hepáticos e neurológicos, diabetes, obesidade, baixa imunidade, transplantados).

Também podem lhe interessar os artigos: Posso tomar vacina da gripe se eu estiver gripado?; Vacina da gripe: quais as possíveis reações ou efeitos colaterais?; Existe algum medicamento que pode tirar o efeito da vacina da gripe?

O objetivo da vacina da gripe é evitar os casos graves e as mortes, e não eliminar a transmissão do vírus. Daí a prioridade em vacinar os grupos mais vulneráveis a complicações e óbitos.

A maioria dos casos de gripe são leves e resolvem-se espontaneamente, sem sequelas ou maiores problemas. Entretanto, nesses grupos de risco, o quadro pode complicar e evoluir para outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

O médico de família ou um clínico geral poderá esclarecer maiores dúvidas e orientar o paciente quanto à necessidade de tomar ou não a vacina da gripe.

Fazer duas vezes no ano a vacina da febre amarela?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A vacina de febre amarela tem uma validade de 10 anos e não deve ser repetida antes desse prazo. A repetição em poucos dias ou meses pode levar ao risco de efeitos adversos, alguns graves e eventualmente podendo chegar ao óbito.

Vacina contra sarampo: qual a reação?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) que faz parte do calendário vacinal é geralmente bem tolerada, mas podem, raramente, acontecer algumas reações que necessitam atendimento médico, como:

  • dificuldade em respirar ou engolir;
  • erupção na pele e coceira;
  • inchaço nos olhos, na face ou na parte interna do nariz;
  • cansaço ou fraqueza repentinos e muito intensos (hipotensão);
  • convulsões;
  • confusão mental;
  • febre alta (acima de 39,4ºC);
  • dor de cabeça intensa e contínua;
  • irritabilidade ou sonolência incomum;
  • vômito; 
  • dor, aumento da sensibilidade ou inchaço nos testículos e saco escrotal.

Sintomas menos graves e que geralmente não precisam de atendimento médico podem surgir, tais como:

  • Febre baixa ou moderada (entre 37,7ºC e 39,4ºC);
  • Dor de cabeça leve;
  • Erupção na pele semelhante ao sarampo ou rubéola;
  • Inchaço dos gânglios linfáticos;
  • Inchaço das glândulas salivares, principalmente das parótidas;
  • Náusea;
  • Mal estar geral;
  • Dores articulares.

Sensação de queimação ou ferroadas, enduração, coceira, inchaço, vermelhidão e/ou aumento da sensibilidade são manifestações que podem ocorrer no local da injeção.   

Como tomar a vacina contra HPV?

É preciso tomar 3 doses da vacina contra o HPV para completar o esquema normal de vacinação (0, 2 e 6 meses):

  • 1ª dose;
  • 2ª dose: depois de 2 meses;
  • 3ª dose: após 6 meses.

Porém, a vacina gratuita contra o HPV, fornecida pelo Ministério da Saúde, segue o chamado esquema estendido (0, 6 e 60 meses):

  • 1ª dose;
  • 2ª dose: após 6 meses;
  • 3ª dose: 5 cinco anos após a 1ª dose.

Esta vacina faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente nas Unidades de Saúde do SUS, mas apenas para meninas entre os 9 e os 13 anos de idade.

Mulheres com mais de 13 anos e menos de 27 que queiram tomar a vacina contra o HPV devem recorrer às clinicas particulares.

Vale lembrar que os homens também podem tomar a vacina contra HPV pela rede particular, uma vez que a vacinação é indicada para homens e mulheres entre os 9 e os 26 anos de idade.

Leia também: Quem deve tomar a vacina contra HPV?

Como faço para tomar a vacina contra o HPV pelo SUS?

Para receber gratuitamente a vacina contra o vírus HPV, basta comparecer a uma Unidade de Saúde do SUS e apresentar o cartão de vacinação e um documento de identificação.

Lembrando que o SUS só disponibiliza a vacina para pessoas do sexo feminino que tenham entre 9 e 13 anos.

O Ministério da Saúde escolheu essa faixa etária porque a vacina é muito mais eficaz se for administrada nessa idade, uma vez que grande parte dessa meninas ainda não foi exposta ao vírus HPV através de relações sexuais.

O resultado é uma produção de anticorpos 10 vezes maior do que a resposta natural do organismo, observada em mulheres que já foram infectadas pelo HPV.

É necessário fazer o diagnóstico do HPV ou ir ao médico antes de tomar a vacina?

Não. Os testes para detectar o HPV não são exigidos para poder tomar a vacina. Também não é necessário passar por uma consulta médica para receber a vacina contra HPV.

Existem quantos tipos de vacina contra HPV?

2 tipos de vacina contra o vírus HPV: 

  • Bivalente (nome comercial Cervarix), da empresa GlaxoSmithKline:

    • Protege contra o HPV 16 e 18;
    • Indicada para mulheres com mais de 9 anos de idade;
    • Administrada em 3 doses (0, 1 mês e 6 meses);
  • Quadrivalente (nome comercial Gardasil), da empresa Merck Sharp & Dohme:
    • Confere imunidade contra HPV 6, 11, 16 e 18;
    • Indicada para homens e mulheres entre os 9 e 26 anos;
    • Administrada em 3 doses (0, 2 meses e 6 meses);
    • É a vacina contra HPV utilizada pelo Ministério da Saúde.
A vacina contra HPV provoca algum efeito colateral?

Os efeitos colaterais mais comuns são:

  • Mal estar geral, parecido com uma gripe;
  • Dor fraca ou moderada no local da injeção.
Quem não pode tomar a vacina contra o HPV? Existem contraindicações?

A vacina contra HPV não deve ser tomada em casos de:

  • Hipersensibilidade ao princípio ativo ou qualquer outra substância presente na vacina;
  • História pregressa de Síndrome de Guillain Barré;
  • Sintomas que indicam hipersensibilidade grave após tomar uma dose da vacina;
  • Gravidez (se a mulher engravidar após ter recebido alguma dose da vacina, as doses restantes deverão ser tomadas depois do parto).

É importante lembrar que mulheres que estão amamentando podem tomar a vacina contra HPV.

Para maiores esclarecimentos sobre a vacinação contra o vírus HPV, fale com o seu médico de família, ginecologista (mulheres) ou urologista (homens).

A vacina HPV tem efeitos secundários?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Assim como toda vacina, a vacina HPV pode sim ter alguns efeitos colaterais leves, tais como:

  • febre baixa e dor no corpo;
  • vermelhidão;
  • inchaço;
  • coceira e dor no local da aplicação.

Estes efeitos secundários da vacina HPV são de aparecimento raro e costumam desaparecer sozinhos, sem necessidade de tratamento.

Saiba mais em: HPV: o que é e como se transmite?