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Dor na nuca, o que pode ser?

Dor na nuca pode ter várias causas, sendo que as mais comuns são tensão muscular e pressão alta (hipertensão arterial). Pode também ser um sintoma de doença neurológica, como a meningite, mas nesse caso, geralmente aparece acompanhada de outros sinais e sintomas como enjoos, vômitos e febre.

A tensão muscular resulta de vários fatores como má postura, contração muscular por estresse ou esforços físicos. Nesse caso, a dor pode irradiar para outras regiões do corpo como a cabeça, ombros e braços. O seu tratamento baseia-se na correção da postura, na realização de exercícios físicos adequados ao problema, redução do estresse e uso de analgésicos e relaxantes musculares.

Outra causa para a dor na nuca é a elevação repentina da pressão arterial (hipertensão arterial sistêmica). No entanto, a maioria das pessoas com pressão alta não apresenta nenhum sintoma, porque à medida que os níveis de pressão sobem, no decorrer do tempo, o organismo tende à adaptar-se à essa situação, levando à alterações no funcionamento de vários órgãos, mas sem causar dor ou outras queixas.

A hipertensão arterial não tem cura mas tem tratamento, que deve ser feito sem interrupções e durante a vida toda, de forma a evitar complicações cardiovasculares e renais 

Algumas medidas para o tratamento e controle da hipertensão arterial:

  • manter uma alimentação saudável com frutas, verduras e fibras, evitando alimentos industrializados, gordurosos e muito calóricos,
  • reduzir a ingestão de sal e de bebidas alcoólicas,
  • praticar atividades atividades físicas regulares, 30 minutos diários, 5 dias por semana, com orientação médica,
  • tomar os medicamentos prescritos sempre, mesmo quando a pressão estiver boa,
  • procurar reduzir o nível de estresse, mudando hábitos de vida e com o auxílio de atividades ou técnicas para esse fim,
  • manter o peso adequado à altura,
  • realizar técnica de respiração lenta, com 10 respirações por minuto durante 15 minutos por dia,
  • não fumar.

O clínico geral pode diagnosticar e orientar o tratamento para a dor na nuca.

Dor nos bicos dos seios. O que pode ser?

Dor nos mamilos (bicos dos seios) podem ter várias causas, normalmente associadas a um aumento dos hormônios estrogênio e progesterona circulantes, ou a alterações locais. Abaixo, cita-se algumas dessas causas:

  • gravidez
  • período pré- e pós-menstrual
  • pré-menopausa e menopausa
  • uso regular de contraceptivos orais, drogas terapia de reposição hormonal e alguns tipos de antidepressivos
  • seios muito grandes
  • irritação local pelo uso de sabonetes e detergentes irritantes à pele do mamilo e aréola
  • amamentação, quando ocorrem fissuras nos mamilos
  • infecções, como micoses.

É importante ficar atenta a alguns outros sintomas, que, se associados, podem indicar doença potencialmente grave:

  • Prurido e edema no mamilo
  • Formação de fissuras
  • Hemorragia (sangramento)
  • Aparecimento de caroços ou inchaços ao redor da aréola
  • Descarga de secreção espontaneamente pelo mamilo

Para uma melhor avaliação, é necessário consultar médico ginecologista ou mastologista.

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Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza, dor de cabeça. Posso estar grávida?

Mal-estar, tontura, náuseas, fraqueza e dor de cabeça não são propriamente sintomas de gravidez. Até porque, se não houve penetração e o seu namorado estava de cueca e você com short e calcinha, as chances de você estar grávida são praticamente nulas, mesmo que tenha havido ejaculação.

Se tudo aconteceu da maneira como você disse, é quase impossível que os espermatozoides tenham conseguido chegar até ao canal vaginal para poderem gerar uma gravidez. 

Além disso, os primeiros sintomas de gravidez não surgem dois dias depois da relação, mas a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. O primeiro deles é o atraso da menstruação, que vem acompanhado de:

  • Mamas doloridas e inchadas;
  • Escurecimento dos mamilos;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço;
  • Sonolência.

Veja aqui com quantos dias aparecem os sintomas de gravidez.

Procure um médico clínico geral ou médico de família se esses sintomas não passarem, pois eles devem ter outra causa que precisa ser diagnosticada.

Saiba mais em: Sintomas de Gravidez

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar, o que pode ser?

Dor no maxilar ao abrir a boca e ao mastigar pode ter como primeira hipótese diagnóstica distúrbios da articulação temporomandibular (DATM), mas pode ocorrer devido a várias causas, tais como neuralgia do trigêmeo, fibromialgia, sinusite, mastoidite, otite, etc.

Discutiremos aqui os DATM, causa mais comum dos sintomas mencionados, para não tornar a resposta muito ampla, mas é fundamental consultar um médico para que ele possa, através de sua história detalhada, exame físico e complementares (quando necessários), determinar a causa exata da sua dor.

O profissional mais habilitado a tratar estes distúrbios (quando corretamente diagnosticados) é o cirurgião-dentista com especialização em oclusão dentária que trata adequadamente cada causa específica.

Causas

As principais causas dos DATM são aquelas que alteram os músculos faciais, espasmos nos músculos mastigatórios desencadeados por tensão ou estresse, depressão e ansiedade, artrites ou fixações na articulação temporomandibular, traumatismos na mandíbula, má oclusão dentária (mordida com defeitos), bruxismo (ranger dos dentes ao dormir), morder objetos estranhos, roer unhas, mastigar chicletes em excesso, tumores e problemas de crescimento na mandíbula.

Sintomas

Os principais sinais e sintomas (não é preciso que todos estejam presentes) compreendem principalmente dor facial (que piora ou só aparece ao abrir e fechar a boca, seja falando, bocejando ou ao se alimentar, que pode espalhar para qualquer lugar da face, ouvido, pescoço ou nuca), dificuldade para abrir a boca (com contraturas musculares e calcificações articulares), som de estalido ou rangido ao morder, sensação de mordida torta ou cruzada, desvio da mandíbula para um dos lados, edema (inchaço) em face, otalgia (dor no ouvido), surdez momentânea, vertigem ou zumbidos, ouvido "tampado" e perturbações visuais, além de cefaleias frequentes (dor de cabeça). Desse modo, o otorrinolaringologista é, frequentemente procurado, devendo estar familiarizado com o diagnóstico e tratamento.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por um médico ou cirurgião dentista que palpa, observa e ouve a movimentação da mandíbula; sente o estado das articulações, dos músculos, dos ligamentos, a oclusão dos dentes (a mordida e correta coaptação das arcadas dentárias superiores e inferiores). São feitas perguntas ao paciente em busca de informações que possam ser a causa da dor e de outros sintomas, tais como traumas, hábitos orais, tratamentos médicos e dentais prévios. ​Podem ser solicitados exames de imagem da mandíbula e da movimentação da articulação em estágios variados (abertura total, média e fechamento total). Foram desenvolvidas uma variedade de outras técnicas para diagnosticar DATM, inclusive para localizar as contrações musculares, chamada de eletromiografia de superfície, sonografia (SonoPak), termografia e cinesiografia. São exames que detalham com precisão as estruturas afetadas.​

Tratamento

O tratamento é inicialmente clínico; apenas em casos mais graves ou não responsivos à terapia conservadora deve-se recorrer a técnicas cirúrgicas. Os objetivos do tratamento são reduzir a dor, restabelecer função mandibular confortável, limitar a recorrência da dor e restabelecer o padrão de vida normal, o mais rapidamente possível.

Inicialmente, na fase aguda, pode-se utilizar analgésicos simples e aplicação de bolsas de água quente com massagens na região afetada. Também é importante evitar dietas que demandem mastigação excessiva (carnes) ou abrir muito a boca (maçãs inteiras, por exemplo). Alguns pacientes podem precisar de antidepressivos, anticonvulsivantes ou analgésicos mais potentes (mas sempre deve-se começar o tratamento com os analgésicos mais fracos, e ir subindo gradualmente de intensidade se não houver melhora dos sintomas). Há evidências de que técnicas de relaxamento diminuem o sofrimento em casos de dor crônica. Respire lenta e profundamente, enrijeça e relaxe seus músculos alternadamente. A ioga e/ou hipnose são úteis para algumas pessoas.

Em casos mais graves, existem as seguintes opções:

  • Terapia de aplicação ortopédica (placa estabilizadora);
  • Terapia oclusal (ortodontia, reabilitação oral, etc...);
  • Correção de problemas dentários;
  • Cirurgia

Em caso de dor no maxilar ao abrir a boca e mastigar, um médico deverá ser consultado para avaliação, tratamento e/ou encaminhamento a um cirurgião bucomaxilofacial ou otorrinolaringologista, se necessário (distúrbios da ATM).

Dor no pé da barriga durante a gravidez, o que pode ser?

A dor no pé da barriga ou na região inferior da barriga durante a gravidez é comum, principalmente a partir do 2º trimestre e deve-se, geralmente, à compressão das estruturas internas do abdômen causadas pelo aumento do volume do útero e pelo estiramento dos ligamentos pélvicos.

É importante observar se há outros sinais e sintomas associados a essa dor, como sangramentos ou febre, por exemplo.

Também deve ser realizado um exame clínico para avaliar outras possíveis causas para as dores abdominais, como contrações uterinas, constipação intestinal, formação de gases, verminoses, cálculos nas vias urinárias ou infecção urinária. 

É preciso estar atenta a dores no pé da barriga parecidas com uma cólica menstrual forte, pois podem ser sinal de contrações uterinas.

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O/a médico/a obstetra, clínico/a geral ou médico/a de família deve ser consultado/a sempre que houver dúvidas em relação ao desenvolvimento da gravidez.

O que pode ser dor de cabeça na nuca, enjoo e tontura?

Dor de cabeça na nuca, enjoo e tontura são sintomas muito inespecíficos e podem ocorrer nas mais diversas doenças (ou mesmo em pessoas perfeitamente saudáveis, na gravidez ou desidratação, entre outras causas).

Geralmente, nestes casos, quando não há quaisquer outros sintomas de gravidade, o tratamento é sintomático (dos sintomas), sendo a investigação feita em casos recorrentes ou sem melhora clínica com uso de remédios. É fundamental saber a sua idade, sexo, antecedentes pessoais e características específicas da dor de cabeça (onde exatamente dói (aponte)? qual o tipo da dor - pontada, peso, pulsação, aperto, queimação? é de um lado da cabeça, cabeça toda ou só na nuca mesmo? é intensa? quão intensa (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior)? é a mais forte da vida? chega a despertar do sono ou vomitar nas crises? irradia ("espalha") para algum lugar ou é restrita a essa região específica? há quanto tempo está com dor? ela é cíclica (vai e volta) ou contínua, durando dias? quando vem a dor dura quanto tempo? você já teve antes? é comum? tem algum horário do dia ou do mês em que acontece com mais frequência? piora com luz, som ou determinados alimentos? melhora com alguma coisa? está piorando, ao longo do tempo, ou apresentando novos sintomas concomitantes? e na família? é frequente? a tontura e o enjoo vêm juntos com a dor, ou são independentes dela? etc.), início dos sintomas, concomitância dos sintomas com febre ou outros sinais/sintomas de gravidade, etc.

Se houver apenas os sintomas citados na pergunta, simultaneamente, pode ser cefaléia tensional, migrânea (enxaqueca) - nestas duas primeiras possibilidades, a tontura e o enjoo viriam junto com a dor, labirintopatia ("labirintite"), problemas de visão ou uso de óculos inadequados ao seu grau, mas também podem ser condições muito mais graves, como meningite, aneurismas / tumores cerebrais, se houver outros sintomas concomitantes, enfim; é impossível dar o diagnóstico apenas com esses dados.

Neste caso, um médico clínico deverá ser consultado para avaliação (com anamnese completa, e exame físico detalhado) e exames complementares se julgar necessário. Com base nas informações obtidas, poderá fazer o diagnóstico e tratamento corretos, caso a caso.

Dor nas costas ao respirar, o que pode ser?

Dor nas costas ao respirar pode ter várias origens, mas a maioria destas é de origem muscular, ou seja, relacionada a algum mau jeito, a carregamento de peso excessivo ou postura inadequada. Dor que aparece somente ao respirar pode ainda ser sintoma de uma lesão das costelas, desde que haja história de alguma pancada intensa na região do tórax.

Além disso, as pessoas costumam associar esse tipo de sintoma a doenças pulmonares como a pneumonia. Essa relação até pode ser verdadeira, mas em geral o paciente vai apresentar não somente a dor isolada, mas também outros sintomas, como por exemplo febre, tosse e falta de ar.

De qualquer modo, somente um médico poderá examinar e determinar a causa exata e o tratamento necessário para o alívio dessa dor.

Dor na panturrilha, o que pode ser?

É bastante comum a ocorrência de dores nas panturrilhas ("batatas das pernas") e há algumas causas possíveis.

Se a dor for aguda, iniciada após atividade física, é mais provável que seja resultado de uma distensão do músculo da panturrilha (gastrocnêmio). Em algumas ocasiões será necessário o uso de relaxante muscular e/ou anti-inflamatório, além de repouso, para melhora dos sintomas. Outra causa de dor aguda são as cãibras, quando o músculo fica contraído durante alguns minutos, associadas a bastante dor. Normalmente são auto-limitadas e não necessitam tratamento, exceto se a dor permanecer mesmo após resolução da cãibra. Para evitá-las, é importante realização de alongamento e musculação 3x/semana, além de alimentação e hidratação adequadas durante a prática de atividade física. E, após uma rotina de exercícios, descansar por um dia, pelo menos.

Contudo, há doenças que podem causar dores nas panturrilhas e os pacientes devem estar atentos a elas:

  • insuficiência venosa: especialmente comum nas mulheres, nas pessoas que ficam muitas horas em pé e idosos. Usualmente, a dor nas panturrilhas é uma dor em peso (as pernas ficam "pesadas"), mais comum no final do dia e podem estar presentes inchaço, "vasinhos" (teleangiectasias) e varizes. O tratamento consiste no uso de meias elásticas, prática regular de exercícios físicos e, algumas vezes, será necessária cirurgia para remover as veias que ficaram dilatadas e disfuncionantes. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular;
  • insuficiência arterial (claudicação intermitente): comum em idosos e especialmente em tabagistas. Usualmente, a dor é forte, em pontada, e ocorre após andar alguns quarteirões ou ao subir uma rua ou escada. É característico que o paciente necessita interromper a caminhada em virtude da dor, e o repouso durante alguns minutos, resolve os sintomas. Contudo, retornando a caminhada, ressurge a dor. A quantidade de metros caminhados para iniciar a dor é variável conforme cada paciente e tende a ser menor conforme a gravidade da obstrução arterial. O tratamento consiste no uso de medicamentos e muitas vezes é necessária uma cirurgia para desobstrução da artéria acometida, e é importante e fundamental interromper o tabagismo. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico cirurgião vascular;
  • cisto de Baker: algumas pessoas podem apresentar um cisto na região do joelho e, se o cisto estourar, pode ocorrer dor nas panturrilhas e inchaço no joelho. Em algumas ocasiões pode ser necessária retirada cirúrgica. O diagnóstico e seguimento deverá ser feito por médico ortopedista ou reumatologista.

Se a dor nas panturrilhas for recorrente, é importante procurar avaliação médica especializada.

Dor nos olhos, o que pode ser?

Dor nos olhos pode ser uma série decorrente de diversas causas, dentre as quais podemos citar:

  • Traumas diretos nos olhos (quedas, pancadas, queimaduras, substâncias irritantes como ácidos ou bases, etc. Pode haver úlcera/abrasão de córnea no processo);
  • Corpos estranhos (fragmentos de sujeira, poeira, madeira ou metais, plantas, lentes de contato, etc - podem causar abrasão de córnea com o atrito, com dor intensa associada);
  • Inflamações e infecções (geralmente acompanhadas de vermelhidão e lacrimejamento, além da dor. Exemplos: uveítes - inflamação intraocular; esclerites - inflamação da esclera; ceratoconjuntivite - inflamação da córnea)
  • Blefarite (inflamação comum e persistente das pálpebras). Produz sintomas como irritação, coceira, prurido e, em alguns casos, olho vermelho. Esta doença afeta frequentemente as pessoas que têm tendência a apresentar pele oleosa e/ou secura ocular. A blefarite pode começar na infância, causando granulação nas pálpebras e continuar por toda a vida como uma afecção crônica, ou iniciar apenas na fase adulta;
  • Hordéolo (conhecido popularmente como terçol, terçolho) é um pequeno abscesso que acomete a borda das pálpebras, causado por uma inflamação das glândulas sebáceas. Embora não seja grave, pode ser muito doloroso. A inflamação é normalmente causada por uma infecção bacteriana e acontece mais frequentemente em crianças. Na maioria dos casos, o terçol pode ser combatido com maior rapidez através de compressas de água quente ou morna. Quando tratados, desaparecem após mais ou menos uma semana. Em casos mais graves, os médicos podem utilizar uma agulha para drenar o pus acumulado. Existem também pomadas elaboradas especificamente para tratá-los, normalmente compostas por eritromicina;
  • Aumento da pressão intra ocular (pode ser um início de glaucoma e neste caso pode vir acompanhado de dor de cabeça). No glaucoma, há dor intensa, mais do que a dor de uma cefaléia usual, e não melhora com analgésicos comuns. O olho fica vermelho, como em uma conjuntivite, e a visão pode ficar turva. Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma diminuição progressiva do campo visual, que pode resultar em cegueira;
  • Defeitos ópticos (hipermetropia ou astigmatismo); 
  • Cefaléia retro-ocular ("atrás dos olhos") - comum na dengue, mas também pode ser sintoma de cefaléia comum. Deve-se distinguir a dor que ocorre em um olho, ambos, ou alternando os olhos. A dor que alterna lados normalmente deriva de uma cefaleia primária como a migrânea (enxaqueca) ou cefaleia do tipo tensional. A dor em ambos os olhos pode ser devido a uma cefaleia primária (fotofobia, na migrânea) ou secundária (sinusite). A dor ocular unilateral (um só olho) pode ser por uma enxaqueca, cefaleia em salvas, cefaleia idiopática em pontadas, neuralgia do trigêmeo do primeiro ramo ou trigêmino-autonômicas, síndrome SUNCT, hemicranias paroxísticas (episódicas ou crônicas), cefaleia secundária a aneurisma cerebral, tumor cerebral, glaucoma e hemicrania continua. Pode ser acompanhada de lacrimejamento.

A prevenção deve ser realizada com bons cuidados de higiene e proteção no caso de atividades perigosas (trabalhos como soldagem, batida de ferro sobre ferro, serragem de madeira, jardinagem, etc - exigem uso de máscara ou óculos de proteção, dependendo da atividade).

A limpeza dos olhos deve ser feita todos os dias, pela manhã, deve-se atentar para quaisquer mudanças visíveis ou perceptíveis nos olhos. Recomenda-se fazer visitas periódicas a um oftalmologista para detecção de problemas visuais e medida da pressão ocular (idealmente aos 3, 6, 12, 15, 18, 25, 35, 40, 45, 50 e a partir desta idade todos os anos, pois são muitas as doenças oculares que podem ocorrer a partir dos 50 anos de idade).

Se a pessoa usa lentes de contato, deve fazer a correta higiene das mesmas e verificação de mudança de grau.

Em caso de dor nos olhos, um médico (preferencialmente um oftalmologista) deve ser consultado para avaliação e tratamento adequado, se for o caso.

Dor no estômago e diarreia: o que eu faço?

Diarreia associada com dor de estômago está associado, na maioria das vezes, a um quadro de intoxicação alimentar ou infecção gástrica e intestinal.

Quando esses sintomas são transitórios, a pessoa deve se hidratar e repor os líquidos que estão sendo perdidos e evitar alimentação gordurosa e apimentada.

Na presença de fezes com sangue, vômitos e febre, é indicado procurar um serviço de saúde para avaliação.

Se essa situação for constante e durar mais de uma semana, é importante consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para investigação.

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Dor e caroço no local da injeção: o que pode ser e o que fazer?

A ocorrência de dor e caroço no local de injeção intramuscular é relativamente comum e é considerada uma complicação deste procedimento. A reação adversa mais relatada é a dor no local da injeção. Esta ocorre porque a pele e tecido subcutâneo são ricamente inervados e os receptores da dor são estimulados pela agulha, quando penetra e disseca o tecido conectivo. O músculo é menos inervado, mas a infusão de solução pode ser muito dolorosa, pela irritação devida à própria solução e ao pH. A pigmentação da pele e hemorragia ocorrem por extravasamento de sangue após lesão de capilares e vasos. O surgimento de nódulo no local pode corresponder à contratura muscular ou formação de abscesso. O abscesso se associa a aumento da temperatura e vermelhidão local.

Usualmente medidas locais, como o uso de pomadas de anti-inflamatórios, calor local ou aumento dos movimentos é suficiente para resolver as complicações.

Outras complicações das injeções intramusculares são citadas abaixo:

  • diminuição da sensibilidade do membro;
  • formação de abscesso;
  • infarto e necrose local;
  • atrofia da pele e tecido adiposo;
  • contratura muscular;
  • fibrose tecidual;
  • hematoma;
  • lesão do nervo ciático.

A ocorrência de complicações depende de alguns fatores, como:

  • Tipo de medicação introduzida: pode ser irritante, estar diluída em solvente oleoso ou de absorção lenta, alta concentração;
  • Volume injetado incompatível com a estrutura do músculo: pode aumentar a tensão local, compressão vascular; o edema local, juntamente com o efeito tóxico, pode causar infarto muscular, fibrose e necrose;
  • Local de aplicação errado em relação a qualidade da medicação injetada: há medicações que exigem grande massa muscular, uma vez que uma superfície possibilita acentuada velocidade de absorção;
  • Uso inadequado da técnica;
  • Escolha inadequada da agulha e da seringa: a medicação retida no tecido adiposo é muito lentamente absorvida e podem ocorrer nodulações; no paciente emagrecido, pode atingir inervações ou estruturas ósseas. A seringa ou a agulha contaminadas podem conduzir a septicemias;
  • Escolha inadequada da área a ser introduzida a medicação: o músculo deltoide (no braço) constitui o último a ser utilizado devido ao nervo circunflexo e ramificações de vasos na sua porção inferior esquerda;
  • Desconhecimento pelos profissionais da anatomia e farmacologia, bem como falta de prática e habilidade;
  • Múltiplas injeções em um só local: após repetidas injeções no mesmo local, manchas, depressões, fibrose e outras complicações podem ocorrer devido a concentração, pH, natureza química da droga e cinética de absorção.

Se você apresentar complicações após injeção intramuscular, deverá procurar o serviço de saúde em que foi aplicada para maiores orientações.

Dor pélvica na mulher, o que pode ser?

Dor pélvica na mulher pode ser devido a uma série de causas. Corresponde a um terço das queixas nos consultórios médicos e desvendar suas causas é um grande desafio para os profissionais, pois requer uma investigação profunda e detalhada do problema.

A dor pélvica normalmente é sentida no baixo ventre e como se manifesta normalmente no “pé da barriga”. Fazem parte da pelve o útero, os ovários, as tubas uterinas, a vagina, o reto e a bexiga, além de diversos músculos, nervos e ossos, portanto as causas que geram a dor pélvica podem ser as mais diversas e para seu diagnóstico correto deve ser feita uma anamnese detalhada, um exame físico bem feito e exames complementares quando necessários.

Na investigação, é fundamental saber a sua idade, sexo, antecedentes pessoais e características específicas da dor pélvica (onde exatamente dói (aponte)? qual o tipo da dor - pontada, peso, pulsação, aperto, queimação? é intensa? quão intensa (dê uma nota de zero a dez - zero é a dor mais fraca da vida e dez é a pior)? é a mais forte da vida? chega a despertar do sono ou vomitar nas crises? irradia ("espalha") para algum lugar ou é restrita a essa região específica? há quanto tempo está com dor? ela é cíclica (vai e volta) ou contínua, durando dias? quando vem a dor dura quanto tempo? você já teve antes? é comum? tem algum horário do dia ou do mês em que acontece com mais frequência? melhora com alguma coisa? está piorando, ao longo do tempo, ou apresentando novos sintomas concomitantes? piora nas relações sexuais? tem relação com o período menstrual? tem corrimento vaginal? ardência ao urinar? está indo mais vezes ao banheiro e fazendo pouco xixi? qual a sua frequência sexual? pratica sexo anal? tem mais de um parceiro? sente tontura ou enjoo juntos com a dor? etc.), início dos sintomas, concomitância dos sintomas com febre/sangramentos ou outros sinais/sintomas de gravidade, etc.

Dores agudas que surgem repentinamente na região pélvica e são progressivas necessitam de um atendimento médico emergencial, pois pode se tratar de problemas mais sérios como apendicite, ruptura de uma gravidez tubária e requerem intervenção cirúrgica, outras doenças mais sérias têm entre seus sintomas dores pélvicas, como a vulvodínia, endometriose e fibrose uterina, por isso sempre que sentir algo diferente em seu corpo, procure logo a ajuda de um médico, preferencialmente um ginecologista (que abrange a maioria das causas de dor pélvica - se não for o seu caso, ele poderá encaminhá-la ao especialista correto, seja um gastroenterologista, proctologista, urologista, ortopedista ou neurologista).