Perguntar
Fechar

Alcoolismo

Bebida alcoólica corta o efeito da pílula anticoncepcional?

A bebida alcoólica não corta o efeito da pílula anticoncepcional.  

Porém, o uso intensivo da bebida alcoólica juntamente com hormônios presentes na pílula pode aumentar o risco de algumas patologias como osteoporose e alguns tipos de câncer. 

Tomar bebida alcoólica de forma moderada não interfere na eficácia da pílula anticoncepcional. 

O uso intensivo e rotineiro pode acarretar problemas de saúde diversos além de favorecer o aparecimento de algumas doenças.

Veja aqui o que pode cortar o efeito do anticoncepcional.

Beba sempre com moderação e respeite os limites de ser corpo.

Posso tomar benzetacil ou amoxicilina com bebida alcoólica?

Desde que seja uma quantidade pequena de bebida, não há problemas graves em tomar benzetacil ou amoxicilina com bebida alcoólica, embora o ideal seja evitar ingerir álcool enquanto estiver tomando antibiótico.

A bebida alcoólica aumenta a eliminação de urina e pode acelerar a excreção do antibiótico, o que pode tornar o intervalo prescrito do medicamento inadequado.

Por exemplo, se o paciente estiver tomando benzetacil, amoxicilina ou qualquer outro antibiótico, de 8 em 8 horas, pode ser que depois de 8 horas ele já não tenha quantidade suficiente de medicamento na corrente sanguínea, caso tenha bebido álcool.

Além disso, a ingestão de bebida alcoólica com antibióticos pode reduzir o tempo de eliminação do álcool, aumentando a sua toxicidade no cérebro, fígado e aparelho digestivo. Pode inclusive causar vômitos e impedir, desta forma, a absorção das próximas doses do medicamento.

Outra razão para evitar essa combinação é que, assim como os antibióticos, o álcool também é metabolizado no fígado, sobrecarregando o órgão e prejudicando o processamento do medicamento.

Para maiores informações sobre a ingestão de bebidas alcoólicas com benzetacil ou amoxicilina, fale com o/a médico/a que receitou o medicamento.

A bebida alcoólica corta o efeito dos antibióticos?

Sim, bebidas alcoólicas podem reduzir a efetividade de alguns antibióticos e provocar diversos efeitos colaterais. Quando chegam as duas demandas no fígado, principal órgão responsável pela metabolização de drogas do organismo, o órgão não sabe qual metabolizar primeiro, consequentemente acaba não exercendo seu papel por completo e uma das metabolizações é prejudicada. Como o álcool é geralmente consumido em maior quantidade, o fígado, ao invés de metabolizar o medicamento, tenta metabolizar o álcool primeiro, o que acaba reduzindo a eficiência da medicação. O fígado também não é capaz de absorver o álcool por completo e parte dele fica na corrente sanguínea por mais tempo, potencializando o estado de embriaguez. Alguns antibióticos que causam tais efeitos são: cetoconazol, itraconazol, fluconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida - perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.

Alguns antibióticos, por sua vez, podem gerar efeitos colaterais extremamente desagradáveis quando associados ao álcool. São:

  • Metronidazol (Flagyl®)
  • Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim®)
  • Tinidazole (Tindamax®)
  • Griseofulvin (Grisactin®)

O álcool pode ser o vilão mais conhecido, mas não é o único. Certas drogas não devem ser ingeridas com alimentos, por diminuição na absorção e, consequentemente, no efeito. Também é comum a interação com outros medicamentos utilizados pelo paciente. Assim sendo, é importante que você pergunte ao médico se há interação com outros medicamentos e como deve ser utilizado o antibiótico. Outra opção é ler na bula do medicamento as orientações para o seu uso adequado.

Não há relatos de interação relacionados com outros antibióticos. Porém, deve-se lembrar que o álcool inibe o sistema imune e dificulta o combate contra agentes infecciosos, pelo que não é muito sensato beber quando se tem uma infecção.

Também pode lhe interessar: Existe alguma comida que corta o efeito do antibiótico?

Depois de quanto tempo posso beber após tomar antibiótico?

Idealmente, não se deve beber álcool durante todo o curso do tratamento com um antibiótico. Além de haver o risco de menor efetividade do remédio (por competição do metabolismo do álcool com o do medicamento, no fígado) ou efeitos colaterais extremamente desagradáveis, o álcool pode prejudicar o sistema imune e a recuperação eficaz da infecção que está sendo tratada.

Em caso de dúvidas sobre tratamento com antibióticos, consulte seu médico.

Quem tem epilepsia pode beber álcool?

Beber uma pequena quantia de álcool pode não afetar as pessoas que tem epilepsia sob controle. O consumo moderado a pesado de bebidas alcoólicas aumenta o risco de precipitar as crises, principalmente no período de 7 a 48 horas após a ingestão de álcool.

A epilepsia é uma doença que possui tratamento e, ao realizar corretamente, oferece uma boa qualidade de vida à/ao paciente. Estando numa fase de controle das crises e num período estável do tratamento, a ingestão de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas é permitida. Deve-se ressaltar que cada pessoa apresenta um limiar diferente e uma sensibilidade distinta.

A presença de quantidade moderada e excessiva de álcool na corrente sanguínea afeta o limiar no qual pode-se desencadear uma nova crise convulsiva. Por isso, para pacientes com epilepsia recomenda-se evitar bebidas alcoólicas ou fazer uso do álcool com moderação e em pequenas quantidades.

Procure realizar o tratamento de forma constante e correta, realizando com continuidade o acompanhamento médico. 

Também pode lhe interessar:

Epilepsia pode matar?

Quais são os sintomas de epilepsia?

Mei pai é alcoólatra há anos e fez alguns exames...

O resultados desses exames significam que ele tem uma inflamação no fígado (hepatite) provavelmente pela ingestão de bebidas alcoólicas.

Também pode lhe interessar: Alcoolismo: Como identificar e tratar?

Quais são os malefícios do álcool?

Os malefícios do álcool para o organismo podem ir desde distúrbios da conduta a doenças de diversos órgãos, podendo levar ao coma e à morte. São provocados pelo consumo de bebidas alcoólicas em excesso ou com regularidade. Alguns desses malefícios: 

  • Pancreatite - processo inflamatório grave do pâncreas;
  • Hepatite - processo inflamatório do fígado;
  • Câncer de boca, laringe, garganta, esôfago, fígado e vesícula;
  • Cirrose hepática - doença crônica do fígado que provoca uma cicatrização do mesmo, impedindo o seu funcionamento adequado;
  • Fígado gordo;
  • Perda da memória e dificuldade de concentração;
  • Úlcera, gastrite;
  • Problemas cardíacos;
  • Apatia, depressão;
  • Morte.

Além disso, o álcool está associado a casos de violência, desordens familiares, sociais e profissionais, acidentes de trabalho e de trânsito.

Sabe-se que o consumo de 10 a 20 g de álcool por dia pode ser benéfico para o coração, desde que a quantidade ingerida fique dentro desses limites. Para se ter uma ideia:

  • 1 lata (350 ml) de cerveja = 13 g de álcool;
  • 1 dose (50 ml) de bebida destilada = 14 g de álcool;
  • 1 taça de vinho (120 ml) = 11 g de álcool.

Portanto, o limite teoricamente tolerável de álcool seria de aproximadamente uma dose e meia por dia. Porém, esses limites não levam em consideração as particularidades individuais da pessoa e o que é tolerável para alguns pode ser demais para outros. 

Malefícios do Álcool na Gravidez

O consumo de álcool durante a gestação é a maior causa de alterações no desenvolvimento fetal e defeitos ao nascimento. 

O álcool ingerido pela gestante atravessa a placenta e chega ao feto com as mesmas concentrações da bebida. 

Porém, a exposição do feto ao álcool é maior e mais prejudicial por não possuir enzimas e mecanismos capazes de degradar a substância.

Veja também: Alcoolismo: Como identificar e tratar?

Alcoolismo: Como identificar e tratar?

Os principais sintomas do alcoolismo são o consumo compulsivo de grandes quantidades de bebidas alcoólicas e o desejo incontrolável de beber álcool. Além disso, quando fica sem beber, a pessoa alcoolista manifesta sinais da síndrome de abstinência, como irritabilidade, tremores, suor, ansiedade e náuseas.

O que caracteriza uma pessoa alcoolista não é o tipo de bebida ou a quantidade de álcool que ela consome, mas sim a sua necessidade incontrolável de beber. 

Pessoas que sofrem de alcoolismo normalmente perdem o controle quando começam a beber e não conseguem parar. Se ficam muito tempo sem consumir bebidas alcoólicas, apresentam os sinais e sintomas de abstinência, que refletem a dependência física do álcool.

Com o tempo, a pessoa alcoolista vai se tornando cada vez mais tolerante aos efeitos do álcool e precisa de doses cada vez maiores para ficar embriagada.

O tratamento do alcoolismo pode incluir medicamentos para parar de beber, desintoxicação, aconselhamento em grupo e ainda psicoterapia.

Os remédios normalmente diminuem a vontade de beber e os efeitos agradáveis do álcool. Há ainda medicamentos que potencializam os efeitos da ressaca, inibindo psicologicamente o consumo de bebidas alcoólicas. 

A desintoxicação consiste na retirada do álcool com acompanhamento médico, de maneira que os sintomas da síndrome de abstinência fiquem controlados.

Um dos programas de aconselhamento em grupo mais conhecidos é o dos Alcoólicos Anônimos (AA). Trata-se de um grupo de autoajuda, com larga experiência na reabilitação de casos de alcoolismo.

A psicoterapia tem como objetivo abordar os motivos psicológicos que possam estar por trás da dependência do álcool, além de ajudar o alcoolista com estratégias de mudanças comportamentais e criação de mecanismos defensivos em situações de pressão interior e exterior que o levem a beber.

Contudo, para começar a tratar o alcoolismo é fundamental que a pessoa reconheça o seu vício. Alguns programas de reabilitação dispõem de aconselhamento conjugal e terapia familiar, uma vez que o envolvimento da família pode ajudar muito na recuperação.

O tratamento do alcoolismo é multidisciplinar, podendo envolver médico/a de família, clínico/a geral, psiquiatra, psicológico/a, aconselhamentos e serviços sociais.

Saiba mais em: Quais são os malefícios do álcool?