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Quais são os valores de referência de creatinina?

Os valores de referência de creatinina, um exame muito utilizado como reflexo da função dos rins, variam conforme a técnica de análise de cada laboratório, mas, em média, são:

  • Crianças de 1 a 5 anos: 0,3 a 0,5 mg/dL;
  • Crianças de 5 a 10 anos: 0,5 a 0,8 mg/dL;
  • Adultos homens: 0,7 a 1,2 mg/dL;
  • Adultos mulheres: 0,5 a 1,1 mg/dL.

O laboratório em que é feita a análise do sangue do paciente deve informar os valores de referência e é importante ficar atento às unidades nas quais são liberados os resultados, pois há grande variação (por exemplo, um valor de 1,2 mg/dL equivale a 106µmol/L de creatinina).

Creatinina: o que é, valores de referência e para que serve o exame

Creatinina baixa: o que pode ser?

Valores de creatinina abaixo da referência podem refletir: baixa estatura, pouca massa muscular, doença avançada do fígado e desnutrição.

Vale lembrar que valores baixos de creatinina não indicam necessariamente que os rins não estão funcionando bem. Muitas vezes, esses valores abaixo do normal apenas são um reflexo da quantidade de massa muscular ou da dieta da pessoa.

Creatinina alta: o que pode ser?

Valores de creatinina acima da referência podem refletir: ingestão de carne, doenças dos músculos (polimiosite, dermatomiosite, paralisias e distrofias), uso prolongado de cortisona, hipertireoidismo (glândula tireóide hiperfuncionante), uso de medicamentos (metildopa, trimetoprim, cimetidina, salicilatos).

Resultados do exame com valores altos de creatinina indicam que os rins já não têm a mesma capacidade de filtrar o sangue.

Contudo, é preciso levar em consideração que a creatinina é um produto da degradação da creatina encontrada nos músculos. Assim, pessoas que têm mais massa muscular ou que praticam atividade física regularmente podem ter a creatinina alta, mesmo sem qualquer alteração da função renal.

Como baixar a creatinina?

Não há um tratamento ou medicamento específico para baixar a creatinina. Os valores de creatinina apenas voltarão ao normal quando os rins voltarem a filtrar o sangue de forma adequada.

Se a lesão renal for passageira, como na insuficiência renal aguda, os rins podem ser capazes de recuperar a sua função por completo. O tratamento para esses casos é direcionado para a causa da lesão renal.

Por outro lado, em casos de insuficiência renal crônica, as lesões renais já são irreversíveis e os rins já não são capazes de recuperar completamente a sua função.

Quando a doença renal crônica está no início, os rins podem se recuperar e a creatina pode baixar. Contudo, para que isso aconteça, é muito importante controlar fatores de risco, como diabetes e pressão alta, bem como utilizar e ajustar medicamentos.

No entanto, nos estágios finais da doença renal crônica, torna-se muito difícil recuperar a função dos rins. Dependendo do grau da lesão, os valores de creatinina só ficam mais baixos através de hemodiálise.

O que é creatinina e para que serve o exame?

A creatinina é uma substância resultante do metabolismo da fosfocreatina, encontrada nas proteínas dos músculos. A creatinina é produzida constantemente pelo organismo, em quantidades proporcionais à massa muscular de cada um, ou seja, quanto mais músculos a pessoa tiver, mais altos serão os valores de creatinina.

A análise dos valores de creatinina no sangue e na urina serve para avaliar se os rins estão desempenhando adequadamente a sua função de filtrar o sangue. Quando a filtração dos rins não está adequada, os valores de creatinina no sangue aumentam. Por isso, o exame de creatinina é utilizado para avaliar a função dos rins.

Porém, o resultado do exame de creatinina só se altera se as estruturas que filtram o sangue, os néfrons, já estiverem destruídas. Dessa forma, o exame não é o mais indicado para detectar doenças renais na fase inicial.

A interpretação dos exames laboratoriais é da responsabilidade do médico que os solicitou e deve ser feita em conjunto com a história e o exame clínico. Para maiores esclarecimentos, deve-se procurar um clínico geral ou médico de família.