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Varizes

O que é varicocele?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Varicocele são varizes nos testículos. Consiste na dilatação anormal das veias testiculares do cordão espermático (que drenam o sangue dos testículos), devido à dificuldade no retorno venoso.

A incidência de varicocele varia com a idade, sendo de 7,2% em indivíduos entre 2 e 19 anos (média de incidência para várias faixas etárias compreendidas neste intervalo), chegando a 14,1% dos 15 aos 19 anos. Após os 20 anos, a incidência varia de 10 a 25%. Quando a varicocele tem início depois dos 40 anos, é essencial verificar se existe um tumor intra-abdominal que esteja apertando e dilatando a veia testicular. 

É a causa primária tratável mais comum de infertilidade masculina. É uma doença frequente em parentes de primeiro grau de portadores de varicocele e tende a ser mais incidente em pessoas com IMC baixo (relação inversa entre IMC e incidência). Na maioria das vezes, a varicocele ocorre no lado esquerdo da bolsa escrotal, acometendo o testículo esquerdo, devido a anatomia característica do homem, em que a veia testicular direita desemboca na calibrosa veia cava em um ângulo de 45º e a veia testicular esquerda drena para a veia renal esquerda, de menor calibre, e com uma angulação de 90º, o que dificulta o escoamento do sangue.

É importante ressaltar, entretanto, que ter varicocele não indica esterilidade, ou seja, impossibilidade absoluta de ter filhos. Muitos homens com varicocele, principalmente em graus mais leves, podem ter filhos normalmente sem precisarem recorrer a inseminação artificial ou outras abordagens.

Leia também: Varicocele causa infertilidade e impotência?

As causas de varicocele podem ser diversas, incluindo ausência ou incompetência congênita das válvulas da veia espermática interna e dificuldade da drenagem venosa por obstrução ou compressão do sistema venoso. Ocorre alteração na espermatogênese, com diminuição da fertilidade por oligospermia (menor número de espermatozoides) e alterações na morfologia (forma) dos espermatozoides, levando a diminuição da motilidade. Os motivos destas alterações ainda não foram claramente elucidados, mas acredita-se que podem incluir hipertermia (aumento da temperatura na bolsa escrotal - sendo que a espermatogênese deve ocorrer a temperaturas mais baixas, em torno de 35º), hipoxia (diminuição de oxigênio nos testículos), diminuição do fluxo sanguíneo intratesticular e no epidídimo, alterações hormonais intratesticulares, estresse oxidativo e refluxo de metabólitos do rim e suprarrenal.

Os sintomas incluem prurido (coceira), dor, peso ou desconforto na bolsa escrotal, mas geralmente é assintomática. Também não é comum a presença de disfunção erétil (impotência), apenas em casos de varicocele bilateral e grau III, rara (veja os graus abaixo). Nos casos de maior gravidade, se não for feito o tratamento, os testículos podem atrofiar, havendo a redução da produção de testosterona, o que muitas vezes causa a impotência. Os sintomas são agravados quando o paciente está em pé, porque a drenagem sanguínea fica dificultada ou quando faz esforços físicos, principalmente quando contrai os músculos do abdome.

O diagnóstico é feito através do exame físico, com o paciente em posição ortostática (de pé) e examinado em sala aquecida, idealmente, mas tem sensibilidade e especificidade de apenas 70%.  Pode-se fazer o auto-exame, procurando varizes palpáveis ou visíveis, mas idealmente deve-se passar com um urologista. Existe uma graduação da varicocele, para aquelas diagnosticadas com o exame físico (varicocele clínica):

  • Grau I – Varicocele pequena, sendo palpável apenas com aumento da pressão abdominal. (tossir ou assoprar contra uma resistência - "manobra da Valsalva");
  • Grau II – varizes palpáveis sem o auxílio da manobra de Valsalva;
  • Grau III – varizes visíveis através da pele do escroto.

O exame complementar padrão-ouro para o diagnóstico do refluxo venoso no plexo pampiniforme (varicocele clínica e subclínica) é a venografia de veia espermática. Também podem ser feitos ultrassonografia com doppler colorido, termografia escrotal e cintilografia.

O tratamento da varicocele é indicado naqueles que apresentam sintomas (prurido intenso, dor, inchaço importante), infertilidade ou sinais de atrofia do testículo. Homens mais velhos, que não apresentam sintomas e não desejam mais ter filhos não precisam ser operados.

Existem duas opções para a correção da varicocele:

  • Ligadura cirúrgica das veias varicosas (pode ser realizada por diversas vias: retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica. A via subinguinal com magnificação óptica aumenta a probabilidade de preservação dos vasos arteriais e linfáticos, reduzindo significativamente o risco de recorrência da varicocele em relação à laparoscopia e cirurgias sem magnificação). É feita rapidamente (45 minutos, em média), com anestesia geral, e o paciente tem alta em um a dois dias, mas deve evitar esforços físicos por duas a quatro semanas e relações sexuais por dez dias.
  • Embolização percutânea (oclusão da veia espermática interna - está associada a taxas de recidiva superiores aos métodos cirúrgicos convencionais, além de complicações relacionadas ao método).

A correção da varicocele melhora o espermograma e corrige a infertilidade em 50% dos casos (grau de evidência B). As chances de gravidez convencional podem aumentar até 2,8 vezes após o tratamento cirúrgico. Porém, a infertilidade pode ser multifatorial, o que faz com que a correção da varicocele em alguns pacientes apenas atenue o problema, sem resolvê-lo por completo. 

A varicocele não é uma doença grave, e se tratada corretamente e no momento adequado, não traz grandes consequências. Entretanto, em caso de suspeita de varicocele, um urologista deverá ser consultado para avaliação e tratamento correto, se necessário.

Tenho uma veia na lateral da testa e queria saber o porque?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Porque você tem uma veia onde não gosta eu não sei, tem que perguntar para seu pai e sua mãe foram eles que fizeram você. Deixa sua veia quieta se ela não está incomodando (saúde) não precisa fazer nada, agora se ela está incomodando (estética) ai pode tentar: em casos de veia muito pequenas um procedimento de laser pode resolver e se for uma veia maior não há o que fazer além da retirada cirúrgica, mas não sei se este tipo de cirurgia é feito na face. Procure um cirurgião vascular que ele poderá te orientar melhor.

Quem tem varizes pode viajar de avião?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Quem tem varizes pode viajar de avião, porém deve seguir algumas medidas para melhorar a circulação sanguínea das pernas e dos pés durante o voo. Quem tem varizes mais grossas (calibrosas) deve evitar ficar muito tempo em pé, sentado ou parado porque essas situações fazem com que o sangue não circule adequadamente nas pernas e pés, provocando o surgimento de inchaços (edemas), aumentando a possibilidade de formação de coágulo dentro dos vasos sanguíneos (trombo) e o seu deslocamento, o que pode causar uma embolia pulmonar.

Alguma medidas de prevenção de problemas circulatórios durante o voo:
  • andar no corredor sempre que possível,
  • movimentar joelhos, barriga da perna (panturrilha), tornozelo e dedos dos pés,
  • não sentar sobre as pernas ou cruzá-las,
  • não usar roupas e meias apertadas,
  • ingerir bastante líquido. 

As pessoas com problemas circulatórios devem consultar o cirurgião vascular antes de uma viagem prolongada de muitas horas, quer seja de avião ou por outro transporte, para que ele oriente a prevenção necessária, inclusive em relação ao uso de meias elásticas medicinais para melhorar o fluxo sanguíneo e o de medicação para prevenir a trombose.

Varizes no testículo vão me deixar infértil em quanto tempo?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A infertilidade é uma das possíveis consequências do seu problema de "varizes no testículo", mas é uma possibilidade, pode até não acontecer mesmo se você não operar, é apenas uma possibilidade. Não existe um tempo, para alguns homens é muito rápido (dentro de poucos anos ficam estéreis) e para alguns nunca acontece.

Varizes podem causar trombose?

Sim, varizes podem causar trombose, pois o fluxo sanguíneo fica mais lento dentro dessas veias dilatadas, o que favorece a formação de coágulos. Essa formação de coágulos sanguíneos dentro das veias é chamada de trombose venosa.

Se o coágulo se desprender da veia e cair na circulação sanguínea, pode chegar ao pulmão e provocar uma embolia pulmonar, que pode levar à morte.

Veja também os artigos O que é trombose venosa profunda?; Veias saltadas é normal?

Além da trombose venosa, as varizes podem trazer também outras complicações a longo prazo, como:

  • Inchaço;
  • Dor;
  • Cãibras;
  • Sensação de peso nas pernas;
  • Manchas na pele;
  • Atrofia da pele da perna;
  • Erisipela;
  • Coceira;
  • Descamação;
  • Úlceras varicosas.

Leia também: O que é úlcera varicosa?

Se não forem tratadas, as varizes podem deixar de ser apenas um problema estético. Por isso é importante procurar um tratamento com um médico angiologista.

O que é escleroterapia e para que serve?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Escleroterapia é uma técnica não cirúrgica usada para tratar varizes. O procedimento consiste na aplicação ou injeção de uma substância esclerosante que provoca a formação de uma cicatriz na veia varicosa, obstruindo a circulação sanguínea no local. O sangue é então obrigado a buscar novas veias para voltar a fluir naquela área. O resultado é o desaparecimento da varicose e uma melhoria do aspecto estético.

O esclerosante utilizado pode ser em forma de líquido, espuma ou laser. O objetivo é provocar o fechamento do vaso sanguíneo danificado.

Na escleroterapia convencional são injetadas substâncias químicas esclerosantes, como o polidocanol e a glicose hipertônica, por meio de uma pequena e fina agulha. Podem surgir lesões arroxeadas (hematomas) após o procedimento, que são absorvidas com o passar dos dias. A sensação causada é de uma pequena picada e ardência leve, principalmente nas regiões mais sensíveis da perna.

Na crioescleroterapia, o procedimento realizado é semelhante ao da escleroterapia convencional, porém a substância injetada é resfriada, visando provocar um resultado mais rápido, com menos possibilidade de ocorrência de hematomas e com menos dor que na técnica convencional.

Na escleroterapia a laser, o processo de esclerose do vaso ocorre por meio da emissão de ondas de luz que promovem o aumento da temperatura no interior do vaso e uma reação inflamatória.

Alguns tipos de pele, mais escuras ou bronzeadas, podem não ser adequadas ao tratamento com laser. Pode ser um pouco dolorido e provocar uma leve sensação de ardência local durante algumas horas após o tratamento. Utiliza-se, geralmente, um aparelho que resfria a pele com um jato de ar frio para evitar a dor durante o procedimento.

A escleroterapia é feita sem necessidade de internação hospitalar e a paciente pode voltar para casa logo após o procedimento.

No caso de surgirem hematomas deve-se evitar a exposição ao sol até que eles desapareçam. Alguns médicos orientam o uso de meias elásticas ou o enfaixamento da perna com faixa elástica após o procedimento.

A/o cirurgiã/o vascular é o médica/o responsável pela realização da escleroterapia.

Saiba mais em: Como é feita a escleroterapia com espuma? Quais são os riscos?

Quais os sintomas da insuficiência venosa?

Um dos principais sinais de insuficiência venosa é o aparecimento de veias elevadas e dilatadas (varizes), principalmente nas pernas. Essas veias têm trajetos tortuosos e coloração azulada, podendo levar anos para se tornarem evidentes.

Outros sinais e sintomas da insuficiência venosa incluem dor, peso ou cansaço nas pernas, além de inchaço nos membros inferiores, principalmente durante a tarde.

O sangue circulante no corpo desce até os pés quando é bombeado pelo coração. Porém, para descer, o sangue é auxiliado pela gravidade. Para voltar ao coração, ele precisa de uma ajuda, que vem da contração dos músculos das panturrilhas.

Além dessas contrações musculares, existem válvulas muito pequenas na parede das veias que executam um trabalho fundamental no retorno sanguíneo. Essas válvulas atuam abrindo-se e fechando-se constantemente, impulsionando o sangue para o coração.

Na insuficiência venosa, esse funcionamento complexo é afetado e o sangue acumula-se nas pernas. O acúmulo de sangue ocorre nos locais em que as válvulas não estão funcionando. Logo, há um aumento de pressão no interior das veias que dilata os vasos sanguíneos, levando ao aparecimento de varizes.

A insuficiência venosa e as varizes são mais comuns nas mulheres devido à ação do hormônio progesterona, que deixa as paredes das veias mais fracas e mais fáceis de se dilatarem. Com paredes mais frágeis, as veias não fornecem um bom suporte para impulsionar o sangue de volta para o coração.

O diagnóstico e tratamento da insuficiência venosa é da responsabilidade do médico angiologista ou cirurgião vascular.

Saiba mais em:

Quais as causas da insuficiência venosa?

Insuficiência venosa tem cura? Como é o tratamento?

Insuficiência venosa tem cura? Como é o tratamento?

O tratamento da insuficiência venosa varia de acordo com a causa, podendo incluir escleroterapia, laser e cirurgia.

Na escleroterapia, aplica-se um líquido no interior dos vasos sanguíneos por meio de agulhas bem finas. Esse líquido esclerosante destrói e cicatriza o vaso doente. 

A escleroterapia é indicada somente para casos de insuficiência venosa em vasos de pequeno calibre, pois pode causar manchas e complicações nos vasos sanguíneos maiores. 

Essa forma de tratamento da insuficiência venosa não casa dor forte e precisa de várias sessões para se atingir bons resultados.

Ecoesclerose (espuma)

A ecoesclerose consiste na aplicação de gás carbônico por meio de uma injeção de um produto e forma de espuma. Essa substância espumosa "entope" a veia e a variz não recebe mais sangue.

Laser

A aplicação de laser destrói os vasos sanguíneos de fino calibre afetados pela insuficiência venosa. Tem melhores resultados nas veias finas de coloração roxa, localizadas logo abaixo da pele. 

Contudo, a escleroterapia é mais eficaz para tratar as varizes e o laser não é indicado para todos os tipos de pele.

Cirurgia

O tratamento cirúrgico da insuficiência venosa consiste na remoção do vaso sanguíneo. Na microcirurgia, não é preciso internamento e a cirurgia pode ser feita na clínica, desde que a veia tenha um pequeno calibre.

A microcirurgia é realizada com poucos cortes. Quando necessário, o período de internamento normalmente não é superior a 1 dia. 

Meias elásticas

As meias elásticas são muito usadas para tratar casos de varizes e insuficiência venosa, já que auxiliam o retorno do sangue das veias para o coração.

O uso de meias elásticas é indicado sobretudo ao longo do dia, principalmente se a paciente permanece em pé por longos períodos.

Apesar de ser uma forma simples e prática de tratar a insuficiência venosa, as meias elásticas devem ser prescritas pelo médico responsável pelo tratamento. Se as meias não tiverem o grau de compressão adequado, o seu uso pode causar complicações.

Exercícios físicos

Todos os exercícios que trabalham os músculos das panturrilhas, como andar, correr e andar de bicicleta, favorecem a circulação sanguíneas nos membros inferiores. 

Vale lembrar que a musculatura da "batata da perna", também conhecida como panturrilha, é considerada pelos cardiologistas como o "2º coração" do corpo, tão grande é a importância desses músculos no retorno do sangue para o coração.

Apesar dos benefícios da atividade física no tratamento da insuficiência venosa, a musculação deve ser evitada.

Elevação das pernas

Para ajudar o retorno venoso, é importante que as pernas fiquem acima do nível do coração. Portanto, sentar-se com as pernas elevadas numa cadeira não é tão eficaz.

O ideal é elevar os pés da cama com um calço embaixo dos mesmos. O importante é que o tronco e as pernas fiquem inclinados, o que irá ajudar o sangue a voltar ao coração.

O médico responsável pelo tratamento da insuficiência venosa é o angiologista ou cirurgião vascular.

Saiba mais em:

Quais os sintomas da insuficiência venosa?

Quais as causas da insuficiência venosa?

Quais as causas da insuficiência venosa?

Insuficiência venosa é uma doença caracterizada por uma série de sinais e sintomas decorrentes do refluxo ou obstrução do fluxo sanguíneo dentro das veias. 

A insuficiência venosa acomete principalmente os membros inferiores, podendo ser originada por anormalidades em veias superficiais e profundas.

Dentre os fatores de risco para desenvolver a doença, que é mais comum nas mulheres, estão a idade, o número de gestações, o excesso de peso e a história de insuficiência venosa na família.

Há ainda diversos fatores que favorecem o aparecimento da insuficiência venosa, tais como genética, permanecer em pé várias horas ao longo do dia, celulite, uso de pílula anticoncepcional, obesidade e fumo também contribuem para o problema.

O tabagismo, o uso de pílulas anticoncepcionais e os tratamentos de reposição hormonal não parecem ser causas de insuficiência venosa.

Gravidez

Com o aumento dos níveis de progesterona, como ocorre na gravidez, os vasos tornam-se mais frágeis, aumentando os riscos do desenvolvimento de insuficiência venosa.

Complicações

Sem tratamento, a insuficiência venosa pode trazer diversas complicações, como inchaço, trombose venosa profunda, alterações na pele, erisipela, dermatites e úlceras varicosas.

Prevenção

Para combater e prevenir a insuficiência venosa, recomenda-se evitar manter as pernas para baixo, praticar atividade física aeróbica leve, como andar ou pedalar, manter o peso adequado e usar meias elásticas de compressão.

O tratamento da insuficiência venosa é da responsabilidade do médico angiologista ou cirurgião vascular.

Leia também:

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Varizes no saco escrotal, que especialista devo procurar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

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Posso fazer depilação a laser, se faço secagem de varizes?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
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