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O que é anemia hemolítica e qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Anemia hemolítica é uma anemia em decorrência da destruição prematura dos glóbulos vermelhos do sangue sem ser possível uma reposição em quantidade adequada pela medula óssea.

A anemia hemolítica pode ocorrer em determinadas situações como:

  • Uso de certas medicações;
  • Condições adquiridas geneticamente;
  • Processos crônicos e agudos;
  • Resposta errada do sistema imunológico;
  • Picada de cobra;
  • Distúrbios da coagulação;
  • Reação após transfusão sanguínea;
  • Malária.

O diagnóstico de anemia hemolítica é feito a partir da história clínica, exame físico e comprovação de exames de sangue laboratoriais.

O tratamento da anemia hemolítica é realizado a partir da detecção da causa específica. Por isso, o tratamento será orientado após o reconhecimento da situação que está acarretando a anemia hemolítica. Isso poderá incluir:

  • Suspensão de certas medicações;
  • Transfusão sanguínea;
  • Retirada do baço;
  • Uso de medicações.

Saiba mais em: 

Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

Hemácias normocíticas e normocrômicas é anemia?

O que é anemia de Fanconi, quais são os sintomas e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A anemia de Fanconi é um tipo de anemia aplástica de origem hereditária caracterizada pela redução das células do sangue: glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Na anemia de Fanconi, a criança nasce com aplasia de medula além de outras anomalias, como malformações urológicas e nos rins, microcefalia, atraso no desenvolvimento.

Os sintomas da anemia de Fanconi podem ser:

  • Palidez cutânea;
  • Cansaço;
  • Taquicardia;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Falta de ar
  • Taquicardia
  • Predisposição às infecções;
  • Facilidade em sangramentos;
  • Hematomas.

A anemia de Fanconi pode ser tratada com:

  • Uso de medicações;
  • Quimioterapia;
  • Transfusão de sangue;
  • Uso de antibióticos para tratar possíveis infecções;
  • Transplante de medula óssea.

O diagnóstico de anemia de Fanconi é feito a partir da avaliação médica e da realização de alguns exames de sangue.

Leia também:

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O que é anemia aplástica e quais são os sintomas?

O que é anemia aplásica e como tratar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Anemia aplásica é uma doença grave e rara caracterizada pela redução de produção de células vermelhas pela medula óssea. Ela é hereditária e, portanto, transmitida de pais para filhos.

Ela ocorre devido à desregulação do sistema imunológico que ataca as células iniciais na medula óssea.

A pessoa com anemia aplásica poderá apresentar sangramentos e hematomas com facilidade, fadiga frequente além de aumentar o risco de infecções. Outros sintomas podem estar presentes como:

  • Cansaço;
  • Perda de apetite;
  • Perda de pso;
  • Palidez;
  • Taquicardia.

O tratamento da anemia aplásica consiste em:

  • Transfusão de sangue;
  • Uso de imunossupressores;
  • Uso de antibióticos;
  • Transplante de medula óssea.

O/a médico/a hematologista é o responsável em acompanhar o/a paciente com diagnóstico de anemia aplásica.

Saiba mais em: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

O que é anemia sideroblástica e qual é o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Anemia sideroblástica é um tipo de anemia que ocorre o acúmulo de ferro dentro de determinadas células da medula óssea. Em consequência disso, a produção de hemoglobina fica comprometida e insuficiente.

Os sintomas da anemia sideroblástica podem ser:

  • Fraqueza;
  • Taquicardia;
  • Palidez cutânea;
  • Dificuldade respiratória;
  • Taquicardia.

O diagnóstico da anemia sideroblástica é realizado por meio da análise das células da medula óssea com o exame chamado mielograma além da realização de outros exames de sangue.

O tratamento da anemia sideroblástica consiste:

  • Correção da anemia;
  • Reposição de vitamina B6;
  • Uso de ácido fólico;
  • Transplante de medula óssea.

Saiba mais em: Quais são os tipos de anemia e seus sintomas?

Quais são os sintomas da anemia falciforme?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas da anemia falciforme podem ser:

  • Crises dolorosas provocadas pela oclusão dos vasos sanguíneos;
  • Dor articular;
  • Falta de ar;
  • Palidez;
  • Cansaço;
  • Icterícia;
  • Febre;
  • Taquicardia;
  • Úlceras nas pernas;
  • Priapismo (ereção peniana não relacionada ao estímulo prazeroso);
  • Redução da acuidade visual, podendo levar à cegueira;
  • Inchaço nas mãos e pés, principalmente em crianças;
  • Aumento do baço;
  • Desmaio;
  • Atraso no crescimento e maturação sexual;
  • Infecções diversas;
  • Acidente Vascular Cerebral (AVC);
  • Problemas neurológicos, cardiovasculares, renais e pulmonares;
  • Cálculos biliares.

Anemia falciforme é uma doença hereditária que afeta as células vermelhas do sangue.

O teste do pezinho que é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma importante ferramenta de detecção precoce da anemia falciforme.

Leia também:

O que é anemia falciforme?

Minha namorada está com anemia muito profunda e os médicos não acham o que ela tem, o que faço?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Ela deve procurar um médico hematologista (Hematologia) que vai conduzir a investigação e o tratamento. Não tenho muito o que dizer a esse respeito já que o principal é descobrir a causa, qual doença está causando essa anemia e isso geralmente o hematologista consegue descobrir, com o diagnóstico em mãos é só fazer tratamento adequado.

Ferritina baixa é grave? Quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Depende. A ferritina baixa é um sinal de falta de ferro e pode ser grave, dependendo da sua causa. Se for provocada, por exemplo, por um sangramento, é considerada uma condição grave.

No entanto, a causa mais comum de ferritina baixa é a anemia por carência de ferro, encontrada em pessoas que se alimentam mal. Trata-se de um problema simples, que se resolve com orientação alimentar.

A ferritina é uma proteína produzida pelo fígado, responsável por armazenar ferro. Conforme o ferro reduz no sangue, o organismo consome mais ferritina. Sabendo que o ferro é essencial para a produção das hemácias, os níveis baixos de ferro e ferritina levam ao quadro de anemia.

Os valores normais de ferritina no sangue são:

  • Homens: 23 a 336 ng/mL;
  • Mulheres: 11 a 306 ng/mL.

Estes valores podem variar de acordo com o laboratório.

Quais os sintomas de ferritina baixa?

Os sintomas mais comuns de ferritina baixa, lembrando que é bastante associada aos quadros de anemia, incluem:

  • Cansaço
  • Queda de cabelo
  • Palidez
  • Fraqueza
  • Tontura
  • Dores de cabeça
  • Dificuldade para respirar
  • Batimento cardíaco acelerado
  • Insuficiência cardíaca
  • Síndrome das pernas inquietas (sensação de desconforto nas pernas que provoca uma vontade incontrolável de movimentá-las)
Quais as causas de ferritina baixa?

As principais causas de ferritina baixa são:

  • Anemia ferropriva (anemia por deficiência de ferro)
  • Alimentação pobre em ferro e vitamina C
  • Sangramento menstrual intenso
  • Hipotiroidismo
  • Tumor
  • Sangramento gastrointestinal (sangramento no esôfago, estômago ou intestinos)
Quando devo fazer o exame de ferritina?

A dosagem de ferritina no sangue não costuma fazer parte dos exames de rotina. De forma geral o médico solicita o exame quando suspeita de deficiência de ferro como, por exemplo, nos casos de fraqueza, cansaço, queda de cabelo ou insônia, sem uma causa aparente.

Pode ser solicitada também, quando o paciente apresenta um hemograma (exame de sangue) com níveis baixos de hemoglobina ou alteração nas hemácias (glóbulos vermelhos do sangue).

O exame é feito a partir de uma amostra de sangue e não é necessário jejum ou qualquer outro preparo para a sua realização. Frequentemente é solicitado em conjunto com o hemograma e com a dosagem de ferro na circulação sanguínea (ferro sérico).

Qual o tratamento para ferritina baixa?

O tratamento para ferritina baixa depende da sua causa, mas a alimentação adequada é recomendada para todas as situações.

A alimentação equilibrada e rica em ferro, é essencial para auxiliar na reposição da ferritina. Entretanto, dependendo dos valores de ferro e ferritina no sangue, pode não ser suficiente porque demora mais a alcançar os valores ideais.

O suplemento de sulfato ferroso combinado com vitamina C, é uma opção de tratamento com resposta mais rápida, pelas concentrações das substâncias nos comprimidos. O comprimido deve ser tomado após as refeições, junto com água ou suco de frutas, para melhor absorção. Nunca tomar com leite ou bebidas alcoólicas.

Para casos de anemia devido ao fluxo menstrual volumoso, vale a pena avaliar com a ginecologista, as possibilidades de suspender a menstruação, com o uso constante de anticoncepcionais ou usar sulfato ferroso durante esse período.

Por fim, nos casos de tumores ou sangramentos do sistema digestivo, o tratamento costuma ser cirúrgico, por vezes de urgência, para cessar o sangramento. Após o tratamento definitivo, a reposição de ferro e suplementos deverá ser avaliada pelo médico clínico geral ou hematologista.

O tratamento deve ser mantido durante aproximadamente 6 meses depois de o exame de sangue mostrar que os níveis de ferritina e ferro no organismo se encontram normais.

Quais são os alimentos ricos em ferro?

A alimentação rica em ferro, inclui principalmente:

  • Carne vermelha;
  • Miúdos da galinha;
  • Feijão,
  • Vegetais verde-escuros como o agrião, espinafre, couve e brócolis,
  • Alimentos enriquecidos com ferro como leite, iogurte, pães e cereais.

Além disso, alimente-se com produtos ricos em vitamina C como laranja, limão, goiaba, pimentão, morango e vegetais verde-escuros (agrião, espinafre), pois auxiliam na absorção do ferro pelo organismo.

É normal ter ferritina baixa durante a gravidez?

Sim, é normal que as mulheres grávidas apresentem taxas baixas de ferritina. Isto acontece porque durante a gravidez, embora a quantidade de sangue da mulher aumente, grande volume de ferro passa para o bebê através da placenta.

O acompanhamento dos níveis de ferro e ferritina são feitos durante o pré-natal e, se necessário, são efetuados ajustes na alimentação ou suplementação com ferro.

O médico que solicitou o exame de ferritina é o responsável pela interpretação dos resultados e indicação do melhor tratamento.

Referências:

  • Centers for Disease Control and Prevention: Iron
  • Iron Disorders Intitute
Para que serve e como devo usar Noripurum® injetável (intramuscular)? Quais os efeitos colaterais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Noripurum® injetável por via intramuscular é utilizado para combater as anemias causadas por deficiência de ferro. Inclui também o tratamento de anemias nutricionais. De modo geral, é prescrito quando se pretende rápida e eficiente reposição de ferro.

Indicações de Noripurum® intramuscular

A medicação intramuscular é indicada em casos de anemias ferropênicas (anemias por deficiência de ferro) nas seguintes anemias:

  • Anemias que ocorrem após hemorragias ou cirurgias (anemias ferropênicas graves);
  • Anemia acompanhada de distúrbios de absorção gastrointestinal;
  • Anemias diagnosticadas antes de cirurgias de grande porte;
  • Anemia associada por insuficiência renal crônica;
  • Impossibilidade de receber o tratamento para anemia por via oral;
  • Inviabilidade de tratar a anemia por via endovenosa.
Como usar Noripurum® intramuscular

Nessa apresentação intramuscular, como o nome já diz, o medicamento só deve ser administrado por via intramuscular.

De preferência, a primeira dose deve ser feita em unidades de saúde que tenham medicamentos e equipamentos disponíveis para tratar possíveis reações alérgicas.

Antes de iniciar a primeira dose é realizada uma dose de teste que consiste na administração de metade da dose prescrita. Se não ocorrer nenhuma reação adversa nos 30 minutos seguintes à administração da metade da dose, o restante do medicamento pode ser administrado.

A prescrição médica de Noripurum® intramuscular deve ser obedecida.

Cuidados na administração de Noripurum® intramuscular

Noripurum® deve ser administrado puro. Não pode haver mistura com outros medicamentos.

Observe se a solução no interior da ampola está homogênea, sem danos e sedimentos.

A administração da medicação deve ocorrer imediatamente após a abertura da ampola.

É obrigatória a aplicação profunda na região glútea utilizando-se a técnica em “Z”. (O profissional de saúde está capacitado a realizá-la.)

Após a aplicação é indicado movimentar-se.

O líquido não deve extravasar para a pele, pois este contato do medicamento com a pele pode provocar manchas escurecidas e difíceis de retirar.

Procure profissional de saúde para realizar a aplicação de Noripurum® intramuscular com segurança.

Contraindicações e cuidados para a administração de Noripurum® intramuscular

Noripurum® intramuscular é contraindicado em casos de:

  • Pessoas alérgicas a medicamentos à base de ferro e demais componentes da fórmula;
  • Fase aguda de infecção renal;
  • Asma brônquica;
  • Poliartrite crônica;
  • Cirrose hepática descompensada;
  • Hiperparatireoidismo não controlado;
  • Hepatite infecciosa;
  • Sobrecarga férrica;
  • Crianças com menos de 4 meses de vida;
  • Mulheres no primeiro trimestre de gestação.
Efeitos colaterais de Noripurum® intramuscular injetável

De forma geral, Noripurum® intramuscular injetável é bem tolerado e as reações adversas são incomuns (ocorre em 0,1% a 1% das pessoas que utilizam o medicamento), são elas:

  • Reações locais como dor no local da injeção ou manchas de longa duração na pele;
  • Dor nas articulações;
  • Ínguas (aumento de linfonodos);
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Tontura;
  • Distúrbios gastrintestinais;
  • Enjoos e vômitos;
  • Gosto metálico na boca;
  • Formigamento;
  • Dores musculares;
  • Hipotensão (pressão baixa);
  • Urticária;
  • Vermelhidão;
  • Sensação de calor;
  • Edema nas mãos e nos pés.
  • Muito raramente ocorrem reações alérgicas.

O Noripurum® intramuscular nunca pode ser administrado por via endovenosa.

Não utilize o medicamento sem prescrição médica.

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