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Lúpus

Quais são os sintomas do lúpus?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Os principais sintomas do lúpus são febre, mal estar, fraqueza, dores e inchaço nas articulações, problemas respiratórios, aparecimento de gânglios pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e feridas na boca. Em casos mais graves, pode haver comprometimento renal com alterações urinárias, complicações cardíacas, confusão mental, convulsões e até mesmo morte.

Os sintomas do lúpus eritematoso sistêmico podem ser decorrentes de inflamações na pele, articulações, nervos, cérebro, rins, pleura (pulmão) e pericárdio (coração). Há ainda sintomas que surgem devido à redução do número de glóbulos brancos (células de defesa) e vermelhos do sangue.

Contudo, as manifestações do lúpus eritematoso variam muito em cada caso, de acordo com a fase da doença (ativa ou inativa). No início, diversos desses sintomas apresentados podem não estar presentes, podendo ainda haver outras manifestações. Os sinais e sintomas podem surgir isolados, em conjunto ou sequencialmente.

O lúpus é uma doença inflamatória autoimune, de causa desconhecida, provocada por anticorpos produzidos pelo corpo e que atacam os vários órgãos do próprio indivíduo.

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Manchas vermelhas na pele

As lesões na pele surgem em grande parte dos casos, à medida que o lúpus evolui. As lesões aparecem sob a forma de manchas vermelhas na pele que não deixam cicatrizes, principalmente no rosto e nariz, que são áreas mais expostas à luz.

As manchas causadas pelo lúpus não provocam dor, ficam diferentes com o passar do tempo, não causam muita coceira e podem surgir em qualquer parte do corpo, apesar de serem mais frequentes na face. O lúpus pode afetar somente a pele, se for do tipo cutâneo, ou atingir órgãos internos, se for o eritematoso sistêmico.

Leia também: O que pode causar manchas vermelhas na pele?

Vasculite

A vasculite é uma inflamação dos vasos sanguíneos que dificulta o fluxo sanguíneo para diversas partes do corpo, levando ao aparecimento de manchas dolorosas vermelhas ou arroxeadas nas pontas dos dedos das mãos ou dos pés. 

Trata-se de uma complicação do lúpus que pode causar diversos sinais e sintomas, como febre, dores musculares, articulares e abdominais, cansaço, escurecimento da urina, perde do apetite, emagrecimento, fraqueza, entre outros.

Veja também: O que é vasculite?

Sensibilidade ao Sol

O lúpus provoca uma sensibilidade exagerada ao sol. Poucos minutos de exposição à claridade ou luz solar já podem ser suficientes para desencadear o aparecimento de sintomas como febre, fadiga ou manchas na pele. 

Queda de cabelo

É muito comum pessoas com lúpus terem queda de cabelo, sobretudo quando a doença está ativa. Contudo, em grande parte dos casos tratados, os fios voltam a crescer normalmente.

Saiba mais em: Estou com muita queda de cabelos, o que eu faço?

Dor nas articulações

Quase todos os pacientes com lúpus irão apresentar em algum período da doença dores nas articulações das mãos, joelhos e pés. A dor costuma ser intensa e pode vir acompanhada de inchaço e tendinite (inflamação no tendão), alternando períodos de melhoria e piora.

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Dor no peito e falta de ar

Outra complicação comum do lúpus é a pericardite e a pleurite. A primeira é uma inflamação do pericárdio, uma membrana que recobre o coração, enquanto que a segunda é uma inflamação da pleura, um mesmo tipo de membrana que recobre os pulmões.

Essas inflamações podem ser leves e não causar sintomas ou, em outros casos, pode provocar dor no peito. Na pericardite, a dor pode ser acompanhada por aumento dos batimentos cardíacos e falta de ar. Na pleurite, a pessoa sente dor no peito ao respirar e pode apresentar ainda falta de ar e tosse seca.

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Nefrite

A nefrite é uma inflamação nos rins. Afeta aproximadamente metade das pessoas com lúpus eritematoso sistêmico, sendo uma das complicações mais graves da doença. Nos casos severos, pode causar sinais e sintomas que incluem aumento da pressão arterial, inchaço nos membros inferiores e redução do volume de urina, que fica espumosa.

Sem um tratamento rápido, a nefrite pode afetar seriamente o funcionamento dos rins, levando à insuficiência renal. Nesses casos, pode haver necessidade de se fazer um transplante de rim ou tratamento com diálise.

Saiba mais em: O que é pielonefrite e quais os sintomas?

Alterações no sistema nervoso

Embora seja menos comum, o lúpus também pode afetar o sistema nervoso e causar convulsões, depressão, mudanças de humor ou comportamento, além de prejudicar a medula espinhal e os nervos.

Anemia, hemorragias e baixa imunidade

O lúpus é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico desenvolve anticorpos contra as células do sangue do próprio corpo, causando a destruição das mesmas.

Assim, pode haver anemia devido à redução do número de hemácias (glóbulos vermelhos), diminuição da imunidade pela destruição de glóbulos brancos (células de defesa) e hemorragias devido à destruição de plaquetas, que são responsáveis pela coagulação sanguínea.

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O tratamento envolve uso de medicações que controlam a produção e a ação desses anticorpos, e deve ser acompanhado por um reumatologista.

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Dra. Janyele Sales
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Medicina de Família e Comunidade

Não, lúpus não é contagioso, o que significa que não se pega, nem se transmite. Pessoas com lúpus eritematoso sistêmico desenvolvem a doença porque o seu sistema imunológico produz anticorpos que atacam o seu próprio corpo. A causa do lúpus é desconhecida, embora já se saiba que a genética, bem como fatores hormonais e ambientais podem favorecer o aparecimento da doença.

Por isso, o lúpus não é contagioso, já que não é causado por vírus, bactérias ou qualquer micro-organismo que possa ser transmitido de pessoa para pessoa.

A produção anormal de anticorpos ocorre devido a uma predisposição genética associada a outros fatores, como exposição ao sol e infecções. Como resultado, esses anticorpos atacam o tecido conjuntivo do próprio indivíduo, que faz com que o lúpus se manifeste em qualquer parte do corpo que tenha tecido conjuntivo, como pele, nariz, orelhas, articulações, pulmões, entre outras.

Os principais sintomas do lúpus eritematoso sistêmico incluem febre, mal estar, inflamações e dores articulares, manchas na pele, distúrbios respiratórios, feridas na boca e presença de nódulos ou caroços pelo corpo.

Veja também: Quais são os sintomas do lúpus?

O tratamento do lúpus é feito com medicamentos corticoesteroides e imunomoduladores. O diagnóstico e o acompanhamento da doença é da responsabilidade do médico reumatologista.

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Dra. Janyele Sales
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Não, lúpus não é câncer. Trata-se de uma doença inflamatória em que o sistema imunológico produz anticorpos que atacam os órgãos do própria pessoa. Apesar de não ser câncer nem ter risco de evoluir para um tumor maligno, sabe-se que pessoas com lúpus eritematoso sistêmico podem ter um risco ligeiramente maior de desenvolver alguns tipos de câncer, como o linfoma não-Hodgkin.

Portanto, o lúpus é uma doença inflamatória autoimune e não um tipo de câncer. Sua causa não é conhecida, mas o desenvolvimento da doença pode ser desencadeado por fatores genéticos, hormonais e ambientais.

A produção anormal de anticorpos provoca um ataque ao tecido conjuntivo da própria pessoa, podendo atingir a pele e órgãos internos como pulmões e coração, bem como qualquer parte do corpo que tenha cartilagem, como as articulações, as orelhas e o nariz.

Os sintomas do lúpus dependem do local da inflamação e variam muito de acordo com o caso e a fase de atividade da doença (ativa ou inativa).

Veja também: Quais são os sintomas do lúpus?

O tratamento do lúpus inclui medicamentos corticoides e imunossupressores, que controlam a produção e a ação dos anticorpos.

O diagnóstico e tratamento do lúpus é da responsabilidade do médico reumatologista. 

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Dr. Gabriel Soledade
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Médico

Não, mas tem tratamento.

O lúpus é uma doença inflamatória crônica, causada por anticorpos que o corpo produz e que atacam o próprio organismo da pessoa.

O tratamento envolve uso de medicações do tipo corticoide e imunossupressores, que agem controlando a produção e a ação desses anticorpos.

Com tratamento adequado, é possível ter uma vida praticamente normal, e nem sempre o uso das medicações precisa ser para a vida toda.

Porém, a partir de alguns estímulos como estresse, problemas emocionais, alterações na imunidade e exposição ao sol, novas crises podem se desencadear, exigindo novos ciclos de tratamento.

O acompanhamento dessa doença é feito por médico reumatologista.

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Quem tem escoliose pode fazer exercício físico?
Dra. Janyele Sales
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Sim, quem tem escoliose pode fazer qualquer tipo de exercício físico, pois não existem restrições para a prática de atividades físicas nesse tipo de alteração postural da coluna. Uma pessoa com escoliose pode fazer abdominais, agachamento, caminhadas, zumba, correr e até levantar peso.

Apesar de não haver propriamente contraindicações quanto a um tipo específico de atividade física, vale lembrar que, para fins de tratamento, os exercícios orientados e a autocorreção ativa são mais eficazes para a escoliose do que os exercícios tradicionais feitos na academia ou ao ar livre.

Também é bom frisar que a atividade física deve ser orientada por um profissional habilitado. A execução correta dos exercícios é importante para evitar dores, tendinites, além de problemas nas articulações e na coluna.

Se tem escoliose e pretende fazer exercícios físicos, procure um profissional de educação física qualificado e peça a elaboração de um plano de exercícios. 

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Quem tem lúpus pode engravidar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
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Sim, quem tem lúpus pode engravidar, embora seja considerada uma gravidez de alto risco. Porém, desde que seja feito um acompanhamento adequado antes e durante a gestação, é possível ter uma gravidez sem complicações.

O ideal é que a mulher só engravide quando o lúpus estiver totalmente controlado durante pelo menos 6 meses. Isso porque já se sabe que o lúpus na gravidez aumenta os riscos de:

  • Abortamento;
  • Parto pré-maturo;
  • Baixo peso ao nascimento;
  • Morte fetal;
  • Pré-eclâmpsia.

Outra complicação que pode surgir, embora mais rara, é o desenvolvimento de um bloqueio cardíaco, que faz com que o coração do bebê tenha batidas mais lentas. Esse problema está relacionado com a presença de um anticorpo no sangue da mãe, que atravessa a placenta e afeta o coração do feto.

Esse anticorpo também é responsável pelo chamado lúpus neo-natal, uma condição em que o bebê nasce ou desenvolve manchas na pele, semelhantes àquelas do lúpus. Contudo, as manchas desaparecem e a criança não desenvolve a doença. De fato, a grande maioria dos filhos de mulheres com lúpus não irá desenvolver lúpus.

Portanto, uma mulher com lúpus que pretende engravidar deve planejar bem a sua gravidez e falar com antecedência com o seu médico reumatologista, pois é preciso suspender o uso de alguns remédios antes de engravidar.

O pré-natal deve começar logo que a gravidez seja descoberta. Também é importante que haja um companhamento da mulher durante o pós-parto.

Desde que sejam tomados todos os devidos cuidados, há uma grande chance da gestação ser bem sucedida, com bons resultados para a mãe e para o bebê.

Se você têm lúpus e quer engravidar, fale com o seu médico reumatologista e ginecologista.

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Dra. Janyele Sales
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Lúpus discoide não tem cura. Contudo, com o tratamento adequado, é possível controlar a doença e os sintomas, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Trata-se de uma doença crônica autoimune, o que significa que o sistema imunológico ataca o algumas células do próprio organismo. Para curar o lúpus discoide seria necessário interromper essa reação autoimune definitivamente, o que ainda não é possível.

O tratamento do lúpus discoide pode incluir um, dois ou até mais medicamentos na fase ativa da doença, enquanto que nos períodos de remissão pode não ser necessário nenhum medicamento específico.

Em geral, os medicamentos usados para controlar o lúpus discoide são os corticoides, que têm uma forte ação anti-inflamatória, e os imunossupressores, que diminuem a atividade do sistema imunológico.

O uso de protetor solar (fator de proteção acima de 30) diariamente é muito importante no tratamento do lúpus discoide pois ajuda a prevenir crises agudas da doença. O filtro deve ser aplicado em todas as áreas do corpo expostas à luz solar e reaplicado ao longo do dia.

Em alguns casos, podem ser indicados cremes com corticoides para serem aplicados nas lesões da pele. Para aliviar os sintomas mais leves, podem ser usados analgésicos, anti-inflamatórios ou ainda doses baixas de corticoides.

Durante o tratamento com imunossupressores é preciso ter atenção ao risco de infecções, já que esses medicamentos diminuem a capacidade do organismo se defender contra outras doenças.

Além do tratamento medicamentoso, pessoas com lúpus discoide devem ter alguns cuidados especiais com a alimentação, repousar adequadamente, evitar estresse, além de ter uma atenção com a higiene e ambientes com aglomerações de pessoas devido ao risco de infecções.

Também é recomendado suspender os anticoncepcionais com estrogênio e parar de fumar, pois ambas as condições pioram os sintomas do lúpus.

Outra medida muito importante é proteger-se contra o sol, evitando a claridade e a exposição à luz solar diretamente na pele.

Quanto mais cedo o lúpus discoide for diagnosticado e tratado, melhores são as chances de controlar a doença. O especialista indicado para detectar o lúpus e prescrever o tratamento mais adequado é o médico reumatologista.

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Médico

Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune, ou seja, em que o organismo produz anticorpos que atacam a si próprio. A causa dessa produção anormal de anticorpos é desconhecida, e eles podem afetar diversas partes do corpo.

Aparece em cerca de 1 para cada 2 mil pessoas, é mais frequente em mulheres do que em homens, e tem início principalmente entre os 20 e 40 anos.

É cerca de 10 vezes mais frequente quando há algum familiar portador de lúpus, mas a herança não é necessariamente direta de pai ou mãe para filho.

Não é contagioso, ou seja, não se "pega" de outra pessoa. E não é um câncer, embora aumente o risco para surgimento de alguns tipos de câncer, em especial o linfoma não-Hodgkin.

Os principais sintomas costumam ser febre, mal estar inespecífico, inflamação e dor em articulações, problemas respiratórios, aparecimento de gânglios pelo corpo, manchas avermelhadas na pele e feridas na boca.

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Entretanto, a apresentação da doença é muito variada de uma pessoa para outra, sendo que vários desses sintomas podem não estar presentes no início, e pode haver ainda diversos outros sintomas.

Quando não tratado, pode levar a graves consequências para os pulmões, coração, rins, fígado, vasos sanguíneos, cérebro e outros órgãos. Em casos graves, pode inclusive levar à morte.

Leia também: Quem tem lúpus pode engravidar?

O diagnóstico é feito pela clínica, isto é, pelos sintomas que o paciente apresenta, juntamente com alguns exames de sangue.

O tratamento envolve o uso de corticoides e medicações imunomoduladoras, que controlam a produção desses anticorpos anormais. Esses remédios geralmente têm efeitos colaterais importantes, inclusive a queda da imunidade e maior suscetibilidade a infecções.

O acompanhamento deve ser feito por um médico reumatologista.

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