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Qual a alimentação ideal para quem está amamentando?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A mulher que está amamentando precisa de uma alimentação equilibrada que deve incluir:

  • frutas,
  • verduras,
  • legumes,
  • ovos,
  • queijos,
  • alguns peixes,
  • carne,
  •  frango,
  • alta ingestão de água.

A suplementação vitamínica é indicada apenas em mulheres veganas (fazem dieta vegetariana estrita) com vitamina B12 e em mulheres anêmicas com ferro.

O que deve ser evitado?

Alguns peixes (tubarão, peixe-espada, cavala, pirá ) devem ser evitados pois contém alta concentração de mercúrio e podem prejudicar o desenvolvimento cerebral do bebê. Outros peixes e frutos do mar com menor concentração de mercúrio (camarão, atum, salmão, badejo, cação, robalo listrado e marlim) podem ser consumidos no máximo 2 vezes por semana.

A cafeína (café, chá preto, refrigerante cola) não deve exceder 3 xícaras por dia, pois pode provocar no bebê agitação e problemas para dormir.

O cigarro é proibido porque reduz a quantidade de leite e causa inúmeros prejuízos para o bebê como problemas respiratórios, infecções nos pulmões e ouvidos.

O álcool pode ser consumido bem raramente e, de preferência, logo após a mamada pois demora cera de 2 horas para ser eliminado pelo organismo da mãe.

A amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses, se você tem dúvidas procure o médico de família ou o pediatra.

Leia também: Amamentar aumenta o apetite?

Amamentar corta o efeito da pílula do dia seguinte?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. A amamentação não corta o efeito da pílula do dia seguinte.

A mulher que amamenta pode utilizar a pílula do dia seguinte e continuar amamentando.

O uso desse medicamento não está indicado para mulher em amamentação no período das 6 semanas primeiras semanas após o parto. A pílula do dia seguinte traz uma concentração hormonal muito alta, por isso aumenta os riscos de distúrbios tromboembólicos, como trombose venosa profunda e tromboembolismo.

Para o bebê, não existem estudos científicos que comprovem riscos ou malefícios, apesar de saber que a substância pode alcançar, em pequena quantidade o leite materno.

A mulher que amamenta deve tomar cuidado com uso de qualquer medicação e fazer uso de contraceptivo adequado a esta fase da vida; para isso deve se informar durante a consulta seu médico/a ginecologista e definir o tratamento mais indicado.

Caso você queira utilizar métodos contraceptivos de longo prazo, converse com o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para escolherem juntamente com você o método mais adequado nesse período da amamentação.

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Quais os riscos para o bebe de tomar pilula do dia seguinte enquanto estiver amamentando

Estou amamentando. Posso tomar nimesulida?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Ainda não há comprovação científica no Brasil, quanto a excreção de nimesulida® no leite materno, por isso, a medicação é contraindicada para mulheres que estão amamentando.

Pela FDA (Food and Drug Administration), agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o medicamento é considerado altamente contraindicado durante a amamentação, pelo risco de toxicidade hepática para o bebê.

A Nimesulida® tem ação analgésica, anti-inflamatória e antipirética (reduzir a febre), ações que podem ser efetuadas por outros medicamentos, considerados seguros nessa fase da mulher, como por exemplo o ibuprofeno®.

Portanto, recomendamos procurar seu médico ginecologista, ou pediatra, que poderá dependendo do seu problema, prescrever outro anti-inflamatório ou analgésico seguro para mãe e bebê.

Contraindicações de nimesulida

Nimesulida é contraindicado em casos de:

  • Alergia à nimesulida ou qualquer outro componente da fórmula;
  • Pessoas com idade inferior a 12 anos;
  • Histórico de reações alérgicas ao ácido acetilsalicílico (AAS) ou a outros anti-inflamatórios;
  • Pessoas com úlcera péptica ativa, úlceras recorrentes ou hemorragias digestivas;
  • Portadores de distúrbios de coagulação;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas com insuficiência cardíaca grave;
  • Portadores de insuficiência renal e/ou hepática.

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Parei de amamentar, mas o Norestin ainda não acabou. Devo parar ou continuar tomando?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O Norestin é uma pílula anticoncepcional composta apenas por progestágeno. Ela pode ser usada pelas mulheres não apenas durante a amamentação. Por isso, mesmo tendo parado de amamentar, a mulher pode continuar o uso do Norestin normalmente.

A medicação deve ser tomada em 1 comprimido por dia sempre no mesmo horário.

Caso você pretenda mudar de método anticoncepcional, é recomendado uma consulta com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação e ponderação de qual método é mais adequado à você.

Enquanto estava amamentando o médico receitou Cerazette...
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não há necessidade de trocar de anticoncepcional, ele pode ser usado para quem não amamenta também.

O Cerazette é uma pílula anticoncepcional composto apenas por desogestrel, um progestógeno de 3ª geração. Por não conter estrógeno é uma pílula que pode ser usada durante todo o período de amamentação e por aquelas mulheres que não podem fazer uso de estrógeno.

Quando a mulher para de amamentar, pode ser recomendada a mudança de pílula anticoncepcional para uma que seja combinada (contendo progestágeno e estrógeno).

Os anticoncepcionais só de progestógenos em baixas doses podem ocasionar mudanças no padrão menstrual levando a irregularidades no fluxo menstrual.

São pílulas que apresentam uma eficácia maior quando usadas por mulheres que estão amamentando e se forem usadas corretamente, ou seja, se forem tomadas todos os dias no mesmo horário, sem nenhum esquecimento.

O uso do Cerazette pode levar a alterações do padrão menstrual podendo causar sangramento irregular, com maior ou menor frequência ou levar a amenorreia (ausência de menstruação), principalmente em mulheres que estão amamentando.

Outros efeitos esperados são a presença de dores de cabeça, tontura,náuseas, dores abdominais, sensibilidade no seios e alterações no humor.

Para mais informações realize uma consulta com o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologista.

Estou amamentando e minha menstruação ainda não desceu, isto é normal?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Sim. Normalmente enquanto a mulher amamenta, a menstruação costuma não descer.

Como fica a menstruação amamentando e usando anticoncepcional?

Pode ficar sem menstruação, pode vir regularmente, assim como pode vir de forma irregular (várias vezes por mês ou demorar bem mais de 1 mês para descer.

Quem amamenta pode tomar Gripeol?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O ideal é não associar esse remédio com a amamentação, em principio existe uma contra-indicação relativa ao uso desse medicamento nesta situação (isso significa que o benefício deve ser maior que o risco), no caso como ele é um remédio para gripes e resfriados, o benefício trazido para você, não justifica o risco para o bebê.

Amamentar realmente diminui o risco de engravidar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A mulher que amamenta jamais deve tomar a pílula do dia seguinte. A mulher que amamenta normalmente não ovula, não fica fértil e portanto não engravida (em teoria), precisa usar outro método anticoncepcional e nunca, jamais a pílula do dia seguinte amamentando A eficácia da pílula do dia seguinte não se altera por causa dessas situações.

Benzetacil amamentando
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não precisa nem parar de amamentar. A mulher que amamenta e precisa tomar Benzetacil, pode continuar amamentando de forma contínua e normal sem necessidade de pausa.

A Benzetacil não é contra-indicada durante a amamentação e não vai prejudicar o bebê.

Caso a medicação tenha sido prescrita pelo/a profissional de saúde e você não tenha alergia à penicilina, você pode fazer uso da injeção Benzetacil mesmo estando amamentando. Não há necessidade de interromper a amamentação para tomar a injeção. A amamentação deve ser continuada normalmente sem nenhuma interferência.

Benzetacil é um antibiótico da família da penicilina, bastante usado no combate a algumas infecções, como amigdalite bacteriana comunitária (dor de garganta adquirida fora do ambiente hospitalar), infecções respiratórias e de pele, sífilis, tratamento de longo prazo para prevenção da febre reumática, entre outras.

A Benzetacil começa a fazer efeito de 15 a 30 minutos após a injeção e a sua ação se prolonga por um período que vai de 1 a 4 semanas. Trata-se de um antibiótico seguro para ser usado em bebês, crianças e adultos.

A única forma de tomar Benzetacil é através de injeção intramuscular. O local de aplicação recomendado é na parte superior lateral da nádega. Em crianças pequenas e bebês, a injeção geralmente é aplicada na coxa.

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A benzetacil leva quantos dias para fazer efeito?

Quando devo parar de amamentar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A Organização Mundial da Saúde recomenda a amamentação pelo menos até os 2 anos da criança, sendo que nos primeiros 6 meses de vida, o aleitamento materno deve ser exclusivo como única fonte de nutrição do/a bebê.

Após os 6 meses de idade, a mãe continuará amamentando, mas deve introduzir outros alimentos e líquidos na rotina alimentar da criança. 

O leite materno é de extrema importância para o desenvolvimento e crescimento da criança, além de ser um potente protetor contra infecções inoportunas

A escolha de quando parar de amamentar deve ser feita em um momento de segurança da mãe, considerando aspectos do vínculo estabelecido com o/a bebê e sua vida pessoal/profissional, podendo ser um processo lento, gradual que permita uma decisão baseada na confiança desse binômio.

O aleitamento materno não tem um limite máximo recomendado a partir do qual não se deve mais amamentar. Após o segundo ano de vida, o/a bebê pode continuar em amamentação normalmente. Esse momento deve ser prazeroso para a mãe e o/a bebê, ajudando no fortalecimento do vínculo e continuando na oferta dos nutrientes presentes no leite materno. 

Em algumas poucas situações o aleitamento materno deve ser suspenso temporariamente:

  • Lesão de Herpes na mama - a mulher pode oferecer a outra mama e esperar resolver as lesões da mama afetada para voltar a amamentar;
  • Tuberculose ativa - aguardar duas semanas de início do tratamento e, depois desse tempo, pode voltar a amamentar;

Além dos benefícios a curto e a longo prazo para a criança, o aleitamento materno apresenta inúmeras vantagens para a mulher e sua família.

Frequente as consultas de puericultura e converse com o/a profissional de saúde sobre suas dúvidas. 

Anticoncepcional durante a amamentação: o que e quando usar em segurança?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Existem diferentes métodos contraceptivos eficazes e seguros, que podem ser usados por mulheres que amamentam. Destacam-se as pílulas e injeções contraceptivas contendo progesterona, o dispositivo intrauterino (DIU) e o método da amenorreia lactacional. Este último é um método que consiste em usar o aleitamento materno exclusivo como forma de impedir a ovulação nos primeiros seis meses após o parto.

Outras possibilidades são: o uso de métodos de barreira, como os preservativos e diafragma ou a cirurgia de esterilização, caso haja indicação.

Além desses métodos, caso durante a amamentação se tenha relação sexual desprotegida e não se esteja usando nenhum anticoncepcional, é possível tomar a pílula do dia seguinte, desde que já se tenha passado 6 semanas do parto.

Vejamos as diferentes possibilidades de métodos anticoncepcionais que podem ser utilizados pelas puérperas e são considerados seguros para a mãe e o bebê.

Contraceptivos hormonais permitidos durante a amamentação

Há duas composições de anticoncepcionais: uma que inclui dois hormônios, o estrogênio e a progesterona e outra que inclui apenas a progesterona.

Durante os primeiros seis meses de amamentação está recomendado usar pílulas que contém apenas progesterona, caso o leite materno seja a principal fonte nutricional do bebê. Isto porque, a progesterona isoladamente não interfere na amamentação e não aumenta o risco de trombose significativamente.

Durante o período de aleitamento materno, é possível a utilização dos anticoncepcionais a base de progesterona através de pílula com progestágeno isolado em baixa dose (minipílula), pílula com progestágeno isolado em alta dose, injeção ou implante subcutâneo.

Pílulas com progestágenos isolados (Minipílula)

Nomes comerciais: Norestin, Micronor

Essas pílulas são compostas por progestógenos em baixas doses. São usadas continuamente, sem pausa, e também são conhecidas como minipílulas.

As minipílulas apenas são eficazes para mulheres que estão amamentando exclusivamente até 6 meses após o parto. Quando se cessa a amamentação a sua eficácia diminui e deixam de ser um método contraceptivo seguro.

  • Quando usar? Podem ser usadas entre a 6º semana e 6 meses após o parto.
Pílula com progestágeno em doses maiores

Nomes comerciais: Cerazzete, Nactali, Juliet

São pílulas que contém uma maior quantidade de progesterona (75 mcg de desogestrel), por isso são mais eficaz que as minipílulas. Também são de uso contínuo, como as minipílulas. Podem ser usadas mesmo com o término do aleitamento materno exclusivo e após 6 meses do parto.

  • Quando usar? Podem ser iniciadas a partir da 6º semana após o parto e permanecer o uso por tempo indeterminado.
Injeção trimestral de medroxiprogesterona

Nomes comerciais: Contracep, Depo-provera

A medroxiprogesterona é um progestágeno que atua no organismo durante três meses, por isso, a aplicação da injeção é trimestral. É um método muito eficaz.

  • Quando usar? Pode-se iniciar a aplicação das injeções trimestrais a partir de 6 semanas após o parto e manter o uso por tempo indeterminado.
Implante subdérmico

Nome comercial: Implanon

Os implantes subdérmicos são métodos seguros, compostos por progestágeno. Não interferem durante a amamentação e permitem contracepção de longa duração (3 anos).

  • Quando usar? Pode ser aplicado a partir da sexta semana após o parto e pode ser mantido por até 3 anos. Pode ser retirado antes, caso se deseje.
Pílulas combinadas com estrogênio e progesterona

Nomes comerciais: Diane 35, Ciclo 21, Yasmin, entre outras

Durante a amamentação evita-se o uso de contraceptivos contendo estrógenos, devido ao aumento do risco de trombose e formação de coágulos e pelo risco de interferência na amamentação, visto que o estrogênio pode interferir na qualidade e quantidade de leite materno.

Por isso, os anticoncepcionais combinados estão indicados apenas após 6 meses de vida do bebê. Após esse período, as mulheres, se desejarem, podem voltar a usar a pílula que usavam antes da gravidez.

  • Quando usar? Os anticoncepcionais hormonais combinados podem ser usados a partir do sexto mês de vida do bebê ou quando o leite materno já não for o alimento principal do bebê.
Dispositivo intrauterino

O dispositivo intrauterino é um método prático, altamente eficaz, duradouro e reversível, sendo seguro durante o período de amamentação. Consiste na introdução dentro do útero de uma haste em T, contendo ou cobre, ou hormônio, que são capazes de impedir por diferentes mecanismos a fecundação.

Existem dois modelos mais utilizados, o DIU de cobre, com eficácia de 10 anos, e o hormonal (Mirena), com eficácia de 5 anos.

Quando se pode começar a usar o dispositivo intrauterino?

Há dois períodos em que se pode fazer a inserção do DIU dentro do útero: em até 48 horas após o parto ou depois de 4 semanas após o parto. Em algumas maternidades ou casas de parto é possível inserir o DIU logo após o nascimento do bebê.

Se passar mais de dois dias do parto, deve-se aguardar então pelo menos um mês para colocá-lo.

Método da amenorreia lactacional

O processo de sucção do bebê durante a amamentação causa o aumento de um hormônio chamado prolactina. Quando a prolactina está alta interfere no eixo hormonal que leva a ovulação, impedindo que a mulher ovule e torne-se fértil enquanto amamenta.

Portanto, o aleitamento materno exclusivo pode ser considerado uma forma de contracepção. Porém, para que a amamentação de fato seja considerada um método seguro, a ponto de impedir eficazmente uma gravidez, duas condições devem ser cumpridas:

  1. O aleitamento deve ser exclusivo, ou seja, a mãe deve ofertar apenas leite materno para o bebê a livre demanda durante os seis primeiros meses. Se a criança consumir fórmulas infantis ou outros alimentos, a frequência das amamentações diminui e o efeito contraceptivo do aleitamento perde eficácia.
  2. A puérpera não pode ter menstruado ainda. Caso ocorra a primeira menstruação após o parto, o método da amenorreia lactacional deixa de ser considerado eficaz para a proteção contra a gravidez.
Quando se pode usar o método da amenorreia lactacional?

O método da amenorreia lactacional está indicado desde o retorno a atividade sexual até 6 meses após o parto, depois desse período perde-se a eficácia.

Métodos de barreira (camisinha e diafragma)

Os métodos de barreira são métodos seguros durante o puerpério, não interferem com a amamentação e podem ser eficazes se usados corretamente. Entre os métodos de barreira mais conhecidos estão a camisinha feminina, a camisinha masculina e o diafragma.

Além disso, os preservativos, tanto o masculino quanto o feminino, são capazes de proteger durante doenças sexualmente transmissíveis.

Os métodos de barreira são eficazes se forem usados em todas as relações sexuais durante todo o ato sexual, caso contrário pode-se atingir um grande índice de falha.

Quando se pode usar os métodos de barreira?

Os preservativos masculino e feminino podem ser usados a partir do retorno as atividades sexuais por tempo indefinido.

O diafragma só pode ser utilizado após 6 semanas do parto, que é o tempo para o útero e canal de parto voltarem à conformação antes da gravidez.

Quem amamenta pode tomar pílula do dia seguinte?

Sim, quem amamenta pode tomar pílula do dia seguinte desde que já tenham passadas 6 semanas do parto.

A pílula do dia seguinte apresenta em sua composição um progestágeno em alta dose, que não interfere na amamentação, por isso pode ser usada em segurança durante o período de aleitamento.

Caso apresente mais dúvidas sobre a escolha do melhor método contraceptivo durante a amamentação, consulte o seu médico de família ou ginecologista.

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Norestin é eficaz contra gravidez?

Dúvidas sobre anticoncepção e amamentação: Posso engravidar amamentando?

Referências bibliográficas

1 Departamento de Saúde Reprodutiva e Pesquisa (SRP) da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Escola Bloomberg de Saúde Pública/Centro de Programas de Comunicação (CPC) da Universidade Johns Hopkins, Projeto INFO. Planejamento Familiar: Um Manual Global para Prestadores de Serviços de Saúde. Baltimore e Genebra: CPC e OMS, 2007.

2 Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Amamentação. Série Orientações e Recomendações. São Paulo 2018.

Como a ocitocina, hormônio do amor, funciona durante o parto e amamentação?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A ocitocina é o principal hormônio envolvido no trabalho de parto e no processo de amamentação. Produzido no hipotálamo e armazenado na hipófise, glândula localizada no cérebro, este hormônio também ajuda a melhorar o humor, cria e fortalece os laços afetivos, atua sobre a relações sociais, auxilia na redução do estresse e melhora a libido e o desempenho sexual, tanto em homens como em mulheres.

Ocitocina e o trabalho de parto Trabalho de parto normal

As contrações uterinas são promovidas pela produção e liberação da ocitocina na corrente sanguínea da mulher durante o trabalho de parto. Estas contrações ritmadas provocam a dilatação do colo uterino e a passagem do bebê pelo canal vaginal, na pelve feminina.

Para favorecer a ação da ocitocina é preciso que o ambiente no qual ocorrerá o parto seja preparado com medidas simples como manter a privacidade e interferir o menos possível no trabalho de parto. Estudos sugerem que estas ações aumentam a ação da ocitocina nas fibras musculares do útero e, deste modo, intensificam as contrações uterinas fazendo com que elas se tornem mais efetivas para a expulsão do bebê da cavidade uterina.

Ocitocina e a amamentação

Durante a amamentação, é a ocitocina que atua para que ocorra liberação do leite materno pelas glândulas mamárias. Além de promover a contração das glândulas mamárias para a ejeção do leite durante a amamentação, a ocitocina provoca a sensação de prazer e o relaxamento da mãe favorecendo a criação dos laços entre mães e bebês.

Sabe-se que o processo de amamentação é delicado e nem sempre é fácil para todas as mulheres. Para as mães que têm dificuldade de amamentar, pode ser utilizada a ocitocina sintética de 2 a 5 minutos antes das mamadas ou mesmo da retirada manual do leite. Neste caso, a ocitocina deve ser prescrita adequadamente pelo/a médico/a assistente.

Uso da ocitocina sintética durante o trabalho de parto

A ocitocina sintética é bastante utilizada em obstetrícia para induzir o trabalho de parto. Pode ser benéfico para as mulheres que possuem doenças graves e por isso necessitem do fim da gravidez, para casos em que o parto excedeu o tempo previsto ou mesmo quando está ocorrendo de forma muito demorada.

Nestes casos, as mulheres que fazem uso da ocitocina sintética podem passar pelo trabalho de parto de forma muito semelhante às mulheres que entram em trabalho de parto espontaneamente.

Entretanto, o uso indiscriminado da ocitocina sintética para este fim pode ser arriscado. Ao mesmo tempo em que pode auxiliar em partos mais complicados, pode provocar distúrbios em partos que ocorreriam normalmente apenas pela ação da ocitocina produzida pelo corpo da mulher. O uso indiscriminado da ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto pode causar:

  • Aumento das complicações pós-cirúrgicas;
  • Aumento das complicações durante o parto: aumento do risco de alterações na frequência cardíaca e oxigenação do bebê;
  • Redução da sensação de prazer que as mulheres sentem após o parto uma vez que elas não produziram endorfina, adrenalina e outros hormônios que são produzidos juntos com a ocitocina para causar esta sensação;
  • Lentidão na capacidade da mulher de vencer o cansaço e o sono nos momentos iniciais de cuidados com o recém-nascido, pois esta habilidade sofre influência da ocitocina que ela mesma produziria para o seu trabalho de parto;
  • Dificuldades no processo de amamentação;
  • Aumento dos índices de depressão pós-parto.

A ocitocina é um hormônio importante tanto para a reprodução humana como para mediar as relações sociais no que se refere à criação e formação das ligações afetivas e produção das sensações de bem-estar e de felicidade. Nós todos somo capazes de produzi-la sem recorrer ao hormônio sintético.

Não utilize ocitocina artificial sem orientação médica.

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