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Cólica

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ter cólica fora do período menstrual pode ou não ser normal, dependendo da sua causa. A cólica pode ser considerada "normal", por exemplo, se ela for causada pela ovulação. Nesses casos, a dor abdominal geralmente é observada em mulheres que têm ciclos regulares e cólicas menstruais.

A dor decorrente da ovulação apresenta as seguintes características:

  • Normalmente é regular, ocorrendo sempre na mesma fase do ciclo menstrual;
  • A cólica geralmente dura apenas algumas horas, podendo ainda persistir por 2 ou 3 dias em algumas mulheres;
  • Também pode ocorrer sangramento vaginal nesse período, provocado por uma queda dos níveis de estrogênio.

No entanto, ter cólicas fora do período menstrual também pode ser sintoma de problemas ou doenças em órgãos do aparelho reprodutor, urinário e gastrointestinal, podendo ainda ter origem no sistema musculoesquelético.

As principais causas de dor abdominal aguda fora do período menstrual são:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Gravidez ectópica;
  • Apendicite;
  • Torção de ovário;
  • Endometriose;
  • Infecção urinária.

Já as dores abdominais crônicas fora do período menstrual podem ter como causas:

  • Ginecológicas: endometriose, adenomioses, pólipos, prolapso genital, varizes no útero, aderências pélvicas, doença inflamatória pélvica;
  • Gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, prisão de ventre crônica, hérnias, doença inflamatória pélvica, câncer;
  • Urinárias: cistite, litíase urinária, câncer;
  • Musculoesqueléticas: espasmo de musculatura do assoalho pélvico, problemas posturais, fibromialgia; hérnia de disco.

A dor pélvica crônica caracteriza-se por sensação dolorosa na região inferior do abdômen ou da pelve, que pode ir e vir ou ser constante, podendo ser cíclica ou não, durante pelo menos 6 meses.

O que se deve fazer em caso de cólica fora do período menstrual é consultar o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa da dor seja devidamente diagnosticada e receba um tratamento correto.

Leia também: Pontadas na barriga, o que pode ser?

Cólica intestinal: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cólica intestinal é causada na maioria das vezes por alimentação inadequada, baixa ingestão de fibras e gases intestinais, mas também podem ser sintoma de infecções, doenças ou problemas no intestino.

Tudo o que possa provocar gases, prisão de ventre ou diarreia pode originar cólicas intestinais, o que pode ser causado por:

  • Dieta pobre em fibras: A falta de fibras na alimentação provoca prisão de ventre, pois as fibras dão consistência ao bolo fecal e favorecem a sua passagem pelo intestino;
  • Falta de água: A água umedece o bolo fecal e facilita a passagem das fezes pelo intestino. Uma dieta rica em fibras, mas com pouca ingestão de água, prende o intestino;
  • Comer em excesso: Comer demais pode alterar as contrações do intestino e causar espasmos, resultando em cólica intestinal;
  • Fermentação de alimentos: Feijões, grão de bico, ervilha, repolho, couve de Bruxelas, refrigerantes, são alguns exemplos de alimentos que provocam gases intestinais e podem causar cólicas;
  • Infecção intestinal: Pode ser causada por alimentos estragados, contaminados ou pesados demais. Provoca diarreia, cólicas e costuma durar uma semana.

Dentre as doenças e problemas no intestino que podem causar cólica intestinal, destacam-se:

  • Síndrome do intestino irritável: Não se trata propriamente de uma doença, mas de uma desordem no funcionamento do intestino que provoca dor abdominal (cólicas), estufamento, "intestino preso" e diarreia. Pode haver presença de muco nas fezes. É comum haver alternância entre diarreia e prisão de ventre (leia também: O que é a síndrome do intestino irritável?);
  • Diverticulose: É a presença de divertículos (pequenas saculações) no intestino grosso, que surgem devido à maior força que o intestino tem que fazer para empurrar fezes endurecidas. Pode causar leves cólicas intestinais, estufamento e constipação intestinal (veja mais em: O que é diverticulose e quais os sintomas?);
  • Diverticulite: Ocorre quando o divertículo é infectado por bactérias ou fica inflamado. O sintoma mais comum é a dor abdominal. Na presença de infecção, pode haver febre, náuseas, vômitos, calafrios, cólicas e prisão de ventre (veja mais sobre o assunto em: O que é diverticulite?);
  • Doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn): Podem causar diarreia contínua (às vezes com sangue), dor abdominal, cansaço e perda de peso. Nos casos mais graves, essas doenças podem levar à incapacitação física e necessitar de cirurgia (saiba mais em: O que é retocolite ulcerativa? Tem cura?; Doença de Crohn tem cura?).

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou gastroenterologista se as cólicas intestinais vierem acompanhadas de:

  • Dores abdominais fortes prolongadas;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Presença de sangue nas fezes;
  • Emagrecimento;
  • Febre;
  • Dor no peito.

Procure também o/a médico/a se as cólicas forem persistentes ou graves ao ponto de interferir no seu dia-a-dia.

Também pode lhe interessar: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

É normal sentir cólicas no início da gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. É normal sentir cólicas leves no início da gravidez. As cólicas do início da gestação são, em geral, de leve intensidade e localizada no baixo ventre ou “pé da barriga”. O desconforto é causado pelo aumento da circulação sanguínea no baixo ventre, necessário para fornecer nutrientes e oxigênio ao bebê e permitir o desenvolvimento da gravidez.

Outro sintoma que pode estar presente no início da gravidez é a sensação de desconforto na pelve, semelhante a uma cólica menstrual leve. Nesses casos, a grávida costuma ter a sensação de que tem algo torcido dentro da barriga.

A intensidade e a forma de percepção da dor ou do desconforto pode variar em cada mulher. É importante observar qual a frequência dessa cólica, a localização e a associação com outros sintomas como constipação intestinal, sangramentos ou febre.

Contudo, as cólicas no início da gravidez também podem ter outras causas, que podem ou não estar relacionadas com a gestação, tais como contrações uterinas, prisão de ventre, gases, vermes, diverticulose, pedras nos canais urinários e infecção urinária.

O início da gravidez é marcado pelo aparecimento de alguns sinais e sintomas como atraso da menstruação, náuseas com ou sem vômitos, cólicas no baixo ventre, tensão nos seios e aumento da frequência urinária.

Quando as cólicas na gravidez podem ser graves?

As cólicas que ocorrem durante a gravidez são mais comuns a partir do segundo trimestre de gestação e ocorrem na região inferior do abdômen (baixo ventre ou pé da barriga). Em alguns casos, a cólica também pode ser sentida no lado direito ou esquerdo da barriga.

Normalmente, essas dores são consideradas “normais” e são causadas pelo estiramento dos ligamentos da pelve e pelo aumento de tamanho do útero, que comprime estruturas da cavidade abdominal.

Porém, cólicas no baixo ventre durante a gravidez, semelhantes a cólicas menstruais intensas, podem ser sintomas de contrações uterinas. Esse tipo de dor requer uma atenção especial, já que as contrações podem provocar aborto ou parto prematuro.

As cólicas que ocorrem durante a gravidez ao fazer esforços físicos, por exemplo, melhoram com o repouso. Se a dor persistir, pode ser sintoma de contrações uterinas.

É importante realizar as consultas de pré-natal para acompanhamento da evolução da gestação e do desenvolvimento do feto.

Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo, portanto, um desafio o diagnóstico quando surge dor nessa região.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, problemas em órgãos situados no tórax também podem ser responsáveis por dor abdominal.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença maligna. Muitas vezes, a dor na barriga é causada por gases ou prisão de ventre que provocam cólica intestinal. Contudo, nos casos mais graves, a dor abdominal pode ser um sintoma de tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos, hemorragias ou inflamações graves.

Quando a dor abdominal é muito forte e vem acompanhada por outros sinais e sintomas, como vômitos, diarreia com sangue e febre, é essencial a intervenção urgente de um médico.

Os órgãos situados dentro do abdômen e que podem causar dor abdominal são: vesícula biliar, fígado, pâncreas, vias biliares, baço, suprarrenais, rins, intestino delgado e intestino grosso, apêndice, estômago e vasos sanguíneos (no caso de isquemia, ruptura ou formação de aneurisma).

Os órgãos dentro da pelve que podem causar dor abdominal são: bexiga, ovários, trompas e útero (nas mulheres), reto, sigmoide e próstata (nos homens).

O local da dor auxilia no diagnóstico, mas nem sempre é suficiente. Outras características são necessárias para o diagnóstico correto, como tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto), duração, sintomas associados (vômitos, diarreia, febre, icterícia), fatores que melhoram e pioram a dor e irradiação da dor abdominal para outra parte do corpo.

Quais as principais causas de dor abdominal? Colecistite e colelitíase (pedras na vesícula biliar)

A dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar para o intestino, devido a presença de uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, as enzimas produzidas na vesícula causam lesão na própria parede, gerando uma inflamação, denominada colecistite. Nesses casos, a dor surge junto com febre e vômitos e não melhora com o passar das horas.

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada no hipocôndrio direito (porção superior direita do abdômen) e na parte superior mediana da barriga. É tipicamente uma cólica que surge logo após a ingestão de alimentos gordurosos.

Gastrite e úlcera péptica

Usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdômen, principalmente na porção mediana. A intensidade da dor abdominal nesses casos é muito variável e não é suficiente para distinguir a úlcera de uma simples gastrite.

Saiba mais em: Quais os sintomas de gastrite?

A presença de sangue nas fezes ou vômitos com sangue indicam uma úlcera sangrante e o tratamento é de urgência, devido aos riscos de morte.

Hepatite aguda

As hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas por intoxicação medicamentosa ou por uso abusivo de álcool.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas da hepatite C?

A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida na porção superior direita do abdômen e está geralmente associada à presença de icterícia (pele e olhos amarelados). Necessita de monitoramento em setor de urgência e emergência, enquanto melhor tratamento é definido.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda costuma surgir de 1 a 3 dias após uma grande ingesta de álcool, embora haja outras causas, como a pancreatite obstrutiva, por presença de cálculos, ambas se apresentam como uma intensa dor em toda região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

A dor da pancreatite aguda dura vários dias, costuma estar acompanhada de vômitos e piora após a alimentação. Necessita de tratamento em ambiente hospitalar, com jejum prolongado e medicações. Raramente é indicado cirurgia nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Pedras nos rins (cálculo renal)

Caracteriza-se por intensa dor na região lombar, em apenas um lado do corpo. Frequentemente a dor irradia para o abdômen, principalmente nos flancos. Pode haver também presença de sangue na urina, mesmo sem dor. É necessário seguimento posterior com urologista.

Leia também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Diverticulite

Na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdômen e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e pode ou não vir acompanhada de febre.

Veja também: Quais os sintomas da diverticulite?

Apendicite

Caracteriza-se por dor em crescendo, que se inicia difusamente, principalmente ao redor do umbigo, indo se localizar no quadrante inferior direito do abdômen. É comum haver febre e vômitos associados. Necessita tratamento de emergência.

Saiba mais em: Como identificar uma crise de apendicite?

Infecção intestinal

A manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada a evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Obstrução, infarto e isquemia intestinal

Causam dor abdominal de forte intensidade, que piora progressivamente e acomete todo o abdômen. Necessita de tratamento de emergência, com alto risco de mortalidade.

Causas ginecológicas

Doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica são causas comuns de dor abdominal na mulher. Nesses casos, a dor abdominal varia conforme a localização do problema, mas em geral está localizada na região inferior do abdômen (pelve). Pode vir associada a alterações menstruais, febre, mal-estar e perda de peso, nos casos de tumores.

Cólica menstrual

As cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdômen e podem irradiar-se para as costas e para as coxas. Sintomas como náuseas, suores, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas frequentemente estão associadas.

Também pode lhe interessar: Como aliviar cólica menstrual?

Infecção urinária

Geralmente a dor abdominal é localizada no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade. Necessita de tratamento com antibiótico.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Peritonite

Dor abdominal difusa e de forte intensidade, que piora com a compressão do abdômen. Também trata-se de um caso de emergência.

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A dor abdominal nessas doenças normalmente está associadas a alterações nas fezes. Na retocolite pode haver comprometimento do ânus, com presença de fissuras e sangramento.

Cetoacidose diabética

Causa dor abdominal difusa, associada a vômitos. Ocorre em pacientes diabéticos com controle alimentar e medicamentoso inadequado.

Veja também: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Em vista de tantas possibilidades para causar uma dor abdominal e devido ao alto risco em algumas situações, sugerimos que na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, ou ainda, associada a outros sintomas como febre, vômitos ou icterícia (pele e olhos amarelados), procure um serviço de pronto atendimento imediatamente.

No caso das dores intermitentes (que vão e vem), de longa duração, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

Como aliviar cólica intestinal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Para aliviar cólica intestinal causada por intestino preso e gases intestinais, siga as seguintes dicas:

  • Faça uma massagem abdominal para estimular o intestino:

    1. Espalhe um pouco de creme por todo o abdômen;
    2. Comece massageando a região inferior esquerda, com movimentos circulares e profundos, no sentido do ponteiro do relógio;
    3. Massageie essa região até senti-la menos dura;
    4. A seguir, faça a mesma massagem na parte inferior direita, superior direita e superior esquerda;
    5. Insista nas partes que estiverem mais endurecidas e doloridas;
    6. Termine a massagem com movimentos amplos e circulares por todo o abdômen, no sentido horário;
  • Beba água: A água deixa as fezes mais moles e favorece a passagem do bolo fecal pelo intestino;
  • Pratique atividade física com regularidade, a prática de exercícios físicos ajuda na movimentação do trânsito intestinal;
  • Beba chá de ervas como: Funcho com erva cidreira, Gengibre, Chá verde e Erva doce: Esses chás ajudam a eliminar os gases intestinais que possam estar causando a cólica;

Veja também: Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?

Se a cólica intestinal vier acompanhada de diarreia, é provável que você esteja com uma infecção. Neste caso, o melhor a fazer é:

  • Procurar um médico para receber um tratamento adequado;
  • Manter uma boa hidratação;
  • Cuidar da alimentação.

Leia mais sobre o assunto em: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Os alimentos indicados em caso de cólica intestinal com diarreia são:

  • Arroz;
  • Caldo de carne magra;
  • Banana-maçã;
  • Torradas.

Alimentos e bebidas que devem ser evitados:

  • Saladas;
  • Bagaço de frutas;
  • Fibras;
  • Café;
  • Leite;
  • Sucos;
  • Frituras;
  • Temperos fortes.

Se as cólicas intestinais não passarem, consulte um médico clínico geral, médico de família ou vá diretamente a um gastroenterologista, principalmente se você também tiver diarreia.

É normal ter cólica depois da relação sexual?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Cólica depois da relação sexual é normal.

Com o orgasmo, ocorre a contração do útero e da musculatura da região pélvica, o que pode gerar essa cólica de pequena a moderada intensidade.

Durante o ato sexual ocorre a estimulação de diversas regiões sensíveis, o que pode resultar em contrações e gerar as cólicas.

Além disso, dependendo da posição sexual e do tamanho do pênis, o colo do útero pode ser facilmente alcançado. Assim, penetrações fortes e excessivas podem causar desconforto e provocar cólica após a relação sexual.

Contudo, ter cólicas ou dor abdominal durante ou após a relação sexual não é normal e pode ser sintoma de alguma infecção vaginal que deve ser investigada e tratada.

Caso você sinta cólicas fortes ou dor abdominal após as relações sexuais, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou ginecologia para obter um diagnóstico adequado.

Quais os remédios para cólicas menstruais?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Alguns dos remédios que podem ser usados para cólicas menstruais são:

  • Ibuprofeno (Buscofem®);
  • Ácido Mefenâmico (Ponstan®);
  • Escopolamina (Buscopan®);
  • Cloridrato de Papaverina (Atroveran®).

O Ibuprofeno e o Ácido Mefenâmico são medicamentos anti-inflamatórios que também trabalham no alívio da dor da cólica menstrual.

Já a Escopolamina e o Cloridrato de Papaverina são remédios antiespasmódicos. O Atroveran® também tem ação analgésica.

O uso de medicamentos anticoncepcionais hormonais, seja em pílula, injeção, DIU (hormonal), anel vaginal ou adesivo transdérmico, também pode aliviar as cólicas menstruais e diminuir o fluxo menstrual.

Leia também: Como aliviar cólica menstrual?; Existem tratamentos naturais para cólicas menstruais?

É normal sentir cólica menstrual forte?

Cólicas menstruaisfortes e persistentes podem ou não serem normais, isto porque tanto podem ser causadas por doenças ginecológicas, quanto podem ser decorrentes do próprio funcionamento normal do útero durante o período menstrual.

A cólica menstrual quando é causada por doenças é chamada de dismenorreia secundária, e pode piorar com a idade. Geralmente, a dor desse tipo de cólica menstrual é severa e persiste durante todos os dias do período, além de estar associada a outros sintomas, como dor durante a relação sexual e sangramento menstrual prolongado. Pode ser causada por problemas como endometriose, pólipos uterinos, doença inflamatória pélvica, leiomioma uterino, entre outros.

Por outro lado, a cólica menstrual típica do período menstrual, que não está relacionada com doenças, é chamada pelos médicos de dismenorreia primária. Pode começar horas antes ou logo noinício do fluxo menstrual e durar algumas horas ou dias. Com o passar da idade, a dismenorreia primária tende a ser menos frequente.

De qualquer forma, casos de cólica menstrual muito forte e persistente devem ser avaliados pelo médico de família ou ginecologista, para que seja feito o diagnóstico mais adequado e decidido qual o melhor tratamento a seguir, seja através de medicamentos ou mesmo de procedimentos.

Existe remédio para aliviar os sintomas da cólica intestinal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os remédios indicados para aliviar a cólica intestinal são os antiespasmódicos, que relaxam os músculos do intestino e diminuem a dor. Um dos mais utilizados tem como principio ativo a escopolamina (ou hioscina), e o seu nome comercial mais conhecido é Buscopan. Mas existem outros antiespasmódicos entre eles o cloridrato de Pargeverina, conhecido comercialmente como Bipasmim. Ainda é possível o uso de formulações, que além de ação antiespasmódica também possuem ação analgésica e antipirética, é o caso do Lisador, que além de combater os espasmos que originam a cólica, alivia também a dor e a febre, quando esta está presente.

Entre os antiespasmódicos, o Bipasmin é um medicamento que atua especificamente na musculatura lisa do intestino, promovendo o relaxamento desses músculos e aliviando os sintomas da cólica intestinal. Já o Buscopan, além dessa ação antiespasmódica, tem também uma ação analgésica, sendo indicado para aliviar rapidamente cólicas intestinais, dores e desconforto abdominal.

Se a causa da cólica intestinal for gases, então deve-se tomar remédios específicos para eliminar os gases intestinais. Um dos mais utilizados é a Dimeticona, indicada para tratar o excesso de gases e aliviar a cólica, o desconforto e outros sintomas. A Dimeticona diminui a tensão na superfície dos sucos digestivos e rompe, assim, as bolhas com os gases que causam a cólica.

Leia também: Como aliviar cólica intestinal?

A maioria dos casos de cólica intestinal é causada por alimentação inadequada, baixa ingestão de fibras e gases intestinais. Contudo, as cólicas também podem ser sintoma de infecções, doenças ou problemas intestinais.

Em caso de cólicas intestinais frequentes, consulte um médico clínico geral ou médico de família, principalmente se você também tiver outros sintomas, como diarreia.

Saiba mais sobre o assunto em: Cólica intestinal: o que pode ser?

Que remédio posso usar para acabar com a cólica do bebê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os remédios que podem ser usados para amenizar as cólicas do bebê devem ser prescritos e orientados pelo/a médico/a pediatra.

Em geral são usados os medicamentos com ação antiespasmódica, como luftal®, milicon® ou a funchicórea®; e os probióticos, que vem se mostrando eficazes, embora não sejam todos.

Antes de prescrever medicamentos, e por vezes mascarar algum problema maior, é fundamental que a criança seja avaliada pelo/a pediatra, para confirmar o diagnóstico de cólica fisiológica do bebê, ou seja, pela imaturidade do seu organismo.

Medidas para aliviar os sintomas de cólica do seu bebê:
  • Procure manter a calma, para acalmar também o bebê;
  • Mantenha o seu bebê aquecido;
  • Coloque o bebê de bruços, no seu colo e embale, massageando a barriguinha;
  • Com o bebê deitado massageia sua barriguinha, em movimentos circulares, no sentido da direita para a esquerda levemente; ou ainda faça exercícios com suas perninhas, dobrando em direção ao abdômen e esticando lentamente, para ajudar a eliminar os gases que porventura estejam aumentando a dor;
  • Coloque compressa morna na barriguinha, sempre com pano, ou bolsa de gel, sempre com muita atenção à temperatura!!
  • Durante a cólica evite a amamentação, pois estimula a peristalse aumentando a dor abdominal.

Os antiespasmódicos são remédios muito usados para aliviar cólicas causadas por gases intestinais. Esses medicamentos ajudam a dissolver as bolhas que retêm os gases no intestino, aliviando as cólicas do bebê.

A funchicórea® é um medicamento fitoterápico, produzido com erva-doce (funcho) e chicória, que ajuda a aliviar a prisão de ventre e a cólica do bebê. Por conter sacarina (adoçante), o seu uso divide a opinião dos pediatras, que questionam se o efeito calmante do remédio não seria devido ao seu sabor adocicado.

E por fim, os probióticos, vem mostrando uma melhora em cerca de 50% dos bebês que fazem uso na dose adequada, acredita-se que por alterar a flora intestinal do bebê, reduzindo a inflamação local e com isso, melhora da dor. Contudo, mais estudos precisam replicar essa resposta e confirmar o mecanismo de ação dos lactobacilos vivos.

O/A pediatra é o/a médico/a indicado/a para diagnosticar as causas das cólicas e prescrever medicamentos ou alterações na alimentação do bebê.

Saiba mais em:

O que pode causar cólicas no bebê?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Cólica, menstruação atrasada e enjoo pode ser gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Esses sintomas (menstruação atrasada, cólicas e enjoos) podem ser indicação de uma gravidez.

início da gravidez é marcado pelo aparecimento de alguns sintomas e sinais como:

  • Atraso da menstruação;
  • Náuseas com ou sem vômitos;
  • Cólicas no baixo ventre;
  • Tensão nos seios;
  • Aumento da frequência urinária.

intensidade e a forma de percepção pode variar em cada mulher.

É importante observar quando os enjoos são mais frequentes, qual a frequência dessa cólica, a localização e a associação com outros sintomas como constipação intestinal.

As cólicas do início da gravidez são, em geral, de leve intensidade e localizada no baixo ventre.

Após a detecção da gravidez, é importante realizar as consultas de pré-natal para acompanhamento da evolução da gestação e do desenvolvimento do feto.

Leia também:

Com quantos dias aparecem os sintomas de gravidez?

É normal sentir cólicas no início da gravidez?

Quando começam os enjoos na gravidez?

Enjoo é sinal de gravidez?

É normal ter cólica fora do período menstrual? O que pode ser e o que fazer?

Quais são os sintomas de uma cólica renal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A cólica renal caracteriza-se como uma dor intensa na região lombar que começa subitamente e pode irradiar para a lateral do abdômen e região genital.

A cólica renal geralmente manifesta-se apenas em um lado do corpo, não piora com os movimentos, nem melhora com o repouso.

A dor é tão forte que pode causar náuseas e vômitos. Também pode haver sangue na urina devido à lesão na uretra causada pela passagem do cálculo renal.

A cólica renal pode ser uma das piores dores na escala de intensidade da dor. 

Os sintomas da cólica renal normalmente têm início quando o cálculo renal sai do rim e obstrui o canal da urina (uretra), causando uma dilatação do rim que provoca dores intensas.

Em caso de cólica renal, deve-se procurar atendimento médico com urgência para receber os medicamentos que irão aliviar a dor além de identificar o melhor tratamento para eliminar o cálculo renal caso seja indicado.

Esse atendimento emergencial pode ser feito pelo/a médico/a clínico/a geral, porém, o seguimento para retirada no cálculo, poderá ser feito com o/a médico/a urologista ou nefrologista a depender da localização do cálculo e das outras comorbidades presentes.

Saiba mais em:

Cálculo renal: como saber se tenho pedra nos rins?

Como eliminar pedras nos rins?

Quais são as causas da cólica renal?

Como aliviar a cólica renal?

Sou laqueada há 9 anos e a minha menstruação está atrasada. Posso estar grávida?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível que você esteja grávida, mesmo que tenha feito laqueadura. Apesar de ser muito pequena, existe sim uma possibilidade da cirurgia reverter, independentemente do tempo que a laqueadura foi feita e da idade da mulher.

O que influencia a eficácia da laqueadura é o momento em que ela é feita. Sabe-se que quando a laqueadura é realizada na cesárea, as chances de reversão são muito maiores do que quando ela é feita bem depois da cirurgia.

Mesmo assim, a probabilidade de engravidar é bem pequena. Se a sua laqueadura foi feita no momento da cesárea, o risco de ficar grávida é de 0,01%. Porém, se fez a laqueadura bem depois da cesárea, a chance de engravidar é 10 vezes menor.

Veja também: É possível engravidar após laqueadura?

Portanto, se você fez laqueadura e está com mais de 15 dias de atraso na menstruação e outros sintomas de gravidez, deve falar com o/a médico/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para fazer um exame de gravidez. Embora não seja comum, você pode estar grávida, mesmo laqueada.