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Diabetes

Sou diabético e sinto muita dor nos pés e dormência?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Esse pode ser um problema neurológico chamado neuropatia diabética e está intimamente relacionada com o controle do diabetes, precisa reduzir os níveis de glicemia e tratar a neuropatia com remédios específicos, o médico que está fazendo o tratamento do diabetes pode também fazer o manejo da neuropatia diabética.

Tenho sentido um tremor e formigação nas pernas e pés...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seu peso está dentro do esperado, os seus outros sintomas são compatíveis com ansiedade ou problemas de circulação, mas como sua urina está doce o ideal é em primeiro lugar ir a um médico contar isso a ele e fazer exames para ver se não tem diabetes. E depois de ver o resultado dos exame ver o que fazer.

Exame de dosagem de insulina alterado o que significa?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Este exame não serve para diagnóstico de diabetes. O resultado significa que está aumentado (mais insulina que o esperado) pode significar uma resistência periférica à insulina (é um estado que pode anteceder o diabetes).

Como é feito o diagnóstico do diabetes?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O diagnóstico do pré-diabetes e do diabetes pode ser feito através dos seguintes exames:

  • Exame de glicemia em jejum (pré-diabetes ou diabetes): É o mais utilizado para diagnosticar o diabetes. Nele, a glicose no sangue é medida após um período de jejum de pelo menos 8 horas;
  • Teste oral de tolerância à glicose (pré-diabetes ou diabetes): Mede-se a glicose sanguínea após 8 horas de jejum e também 2 horas após a ingestão de um líquido com glicose;
  • Teste aleatório de glicose plasmática (diabetes): Este teste analisa a glicose sem considerar a última refeição e o seu resultado é avaliado juntamente com os sintomas do paciente;
  • Hemoglobina Glicada (HbA1c): Reflete o histórico da glicemia nos últimos 120 dias e os valores mantêm-se estáveis depois da coleta.
Valores de Referência para Diagnosticar o DiabetesExame de Glicemia em Jejum
  • Glicemia entre 100 mg/dl e 125 mg/dl: Pré-diabetes (propensão para desenvolver diabetes tipo 2);
  • Glicemia igual ou superior a 126 mg/dl: Diabetes. O diagnóstico é confirmado após repetição do exame em um outro dia.

Veja também: Quais são os sintomas do pré-diabetes?

Teste Oral de Tolerância à Glicose:
  • Glicemia entre 140 mg/dl e 199 mg/dl: Pré-diabetes;
  • Glicemia igual ou superior a 200 mg/dl: Diabetes. O diagnóstico é confirmado após repetição do exame num outro dia.
Teste Aleatório de Glicose Plasmática (Exame de Glicose Random)

Pode haver diagnóstico de diabetes se a glicemia for igual ou superior a 200 mg/dl e estiver associada a algum dos seguintes sintomas:

  • Aumento do volume de urina;
  • Sede excessiva;
  • Fome excessiva;
  • Emagrecimento sem motivo aparente;
  • Cansaço;
  • Visão turva;
  • Feridas que demoram para cicatrizar.

O diagnóstico é confirmado após a realização de um exame de glicemia em jejum ou exame oral de tolerância à glicose, em outro dia.

Hemoglobina Glicada 
  •  HbA1c superior a 6,5% (com confirmação posterior) = Diabetes, sendo que a confirmação se torna desnecessária se houver sintomas ou o paciente apresentar glicemia superior a 200 mg/dl;
  • HbA1c entre 5,7 e 6,4 %: Risco elevado de desenvolver diabetes.

Saiba mais em: Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

O diagnóstico do diabetes deve ser feito pelo/a médico/a endocrinologista.

Estou com 114 de glicemia, já é diabete?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Não. Valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 (este valor ainda é discutível), mas é o que eu costumo usar na minha prática do consultório, são valores considerados com um estágio "pré-diabetes", porém precisa ser tratado.

Resultado 132 de glicemia já pode-se considerar diabetes?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Um único exame com esse valor não indica diabetes, mas é um sinal de alerta para essa doença, isso é importante e deve ser levado a sério.

Diabetes podem alterar o resultado dos exames TGO e TGP?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, Diabetes pode alterar o resultado dos exames TGO e TGP.

A diabetes tipo 2 pode causar um tipo de inflamação no fígado chamada esteatose hepática. Isso pode causar uma elevação no valor das enzimas hepáticas e alterar o resultado do exame de TGP e TGO.

O exame de TGP é um exame laboratorial que avalia a presença de alguma inflamação no fígado. Em algumas hepatites, no entanto, o resultado do exame pode estar normal e haver inflamação no fígado na mesma.

As doenças hepáticas e condições que aumentam os níveis de TGP são:

  • Alcoolismo;
  • Hepatites virais; Hepatites não-alcoólicas;
  • Cirrose;
  • Colestase;
  • Hemocromatose.

O exame de TGO também serve para detectar inflamação no fígado. Pode estar normal em algumas hepatites, e, ainda assim, existir inflamação no fígado.

Algumas doenças que provocam alteração nos níveis de TGO:

  • Hepatite alcoólica: Os níveis de TGO se elevam e chegam a ser duas vezes maiores que os de TGP;
  • Casos especiais de anemia, como quando os glóbulos vermelhos do sangue são destruídos;
  • Doenças cardíacas, como o infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco).

TGP e TGO são indicadores sensíveis de danos no fígado em diversos tipos de doenças.

No entanto, é importante lembrar que níveis mais altos que o normal dessas enzimas não indicam, necessariamente, que você tenha uma doença hepática já estabelecida.

Isso pode indicar algum problema ou não. A interpretação do resultado dos exames de TGO e TGP depende do quadro clínico geral do/a paciente e da correlação com outros exames e deve ser feita pelo/a médico/a que está acompanhando o/a paciente.

Pré-diabetes sempre evolui para diabetes? Em quanto tempo isso pode acontecer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, pré-diabetes nem sempre evolui para diabetes. O paciente pode inclusive permanecer nessa situação a vida toda e não chegar a desenvolver diabetes.

O pré-diabetes é um estado intermediário entre a normalidade e o diabetes tipo 2 e indica que a pessoa tem um risco elevado de desenvolver diabetes, o que pode acontecer a qualquer momento.

Não existe um tempo determinado para o pré-diabetes evoluir para diabetes. A evolução vai depender de um tratamento adequado e também de fatores como a genética e a idade. Há casos em que, mesmo tomando todos os cuidados, o paciente acaba desenvolvendo diabetes.

O importante é detectar e tratar o pré-diabetes o mais cedo possível. O tratamento inclui:

  • Mudanças no estilo de vida - reduzem em até 40% o risco do pré-diabetes evoluir para diabetes:

    • Dieta adequada;
    • Perda de peso;
    • Exercício físico regular;
  • Medicamento (metformina) - reduz em 20% o risco do pré-diabetes evoluir para diabetes.

Embora nem sempre a medicação esteja indicada, para pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35, a metformina tem se mostrado bastante eficaz no tratamento.

O pré-diabetes é uma condição séria que deve ser tratada, não só para prevenir a evolução para o diabetes mas também para evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Cabe ao médico endocrinologista avaliar a condição do paciente e prescrever o tratamento mais adequado.

Saiba mais em: Quais são os sintomas do pré-diabetes?

Hemoglobina glicada, o que é?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A hemoglobina glicada, também abreviada como HbA1c, é uma forma de hemoglobina presente naturalmente nos glóbulos vermelhos (hemácias). Resulta da reação entre a glicose do sangue e a proteína hemoglobina que está presente nos glóbulos vermelhos.

Nos 90 dias de vida da hemácia, a hemoglobina vai assimilando glicose, graças à concentração que existe desse açúcar na corrente sanguínea. Se as taxas de glicose estiverem altas durante esses 90 dias, a hemoglobina glicada também aumentará.

Glóbulos vermelhos (hemácias)

Também conhecida como glicohemoglobina, a hemoglobina glicada engloba vários componentes da hemoglobina, que se formam lentamente por meio de uma reação entre a hemoglobina e a glicose. Quanto mais hemoglobina glicada tiver o glóbulo vermelho, maior é a concentração de glicose (açúcar) no sangue.

Por isso, o exame de hemoglobina glicada é útil para controlar o diabetes a médio e longo prazo, sendo indicado para todas as pessoas diabéticas.

Para que serve o exame de hemoglobina glicada?

A hemoglobina glicada pode ser dosada no sangue e resume, para o médico e para o paciente, como foi o controle do diabetes nos últimos 60 a 90 dias. Ao analisar quanta glicose a hemoglobina assimilou durante o seu tempo de vida, é possível ter uma clara noção da média das taxas de glicose no período.

Além de ser usada para controle do diabetes, a hemoglobina glicada também pode ser utilizada para o diagnóstico da doença.

Quais são os valores de referência da hemoglobina glicada?

Para fazer o exame de hemoglobina glicada, não é necessário estar em jejum. O exame é feito através da coleta de uma pequena amostra de sangue.

O resultado dos valores de hemoglobina glicada são medidos em porcentagem. Para diagnóstico do diabetes, os valores de referência são:

  • Valores menores que 5,7%: risco baixo de diabetes;
  • Valores entre 5,7% e 6,4%: pré-diabetes;
  • Valores maiores ou iguais a 6,5%: diabetes, que deve ser confirmado com um segundo exame.

Para o controle do diabetes, valores abaixo de 7% indicam um menor risco de complicações vasculares, enquanto que valores superiores a 7% indicam que o diabetes está descompensado.

No acompanhamento do diabetes, a hemoglobina glicada geralmente é medida a cada 3 meses, embora a periodicidade do exame possa variar.

Para diagnóstico e tratamento do diabetes, é necessário procurar um médico clínico geral, médico de família ou endocrinologista.

Diabético pode beber bebida alcoólica?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, pessoas com diabetes podem beber bebida alcoólica, desde que seja com moderação e com muito atenção para que não se aumente o risco de hipoglicemia (diminuição do açúcar no sangue).

A Sociedade Americana de Diabetes recomenda que o consumo diário não ultrapasse 1 dose (1 copo de vinho ou 1 cerveja, por exemplo) para as mulheres e 2 doses para os homens.

O álcool afeta os níveis de glicose no sangue, porque dificulta a regulação pelo fígado da quantidade de açúcar no sangue. Isso ocorre porque quando se ingere álcool o fígado fica mais ocupado com a metabolização do álcool e não consegue regular a glicose paralelamente. Esse processo aumenta o risco de hipoglicemia.

Por isso, se for beber, o paciente diabético deve seguir as seguintes orientações:

  • Não beber álcool com o estômago vazio;
  • Não beber se o nível de glicose no sangue estiver baixo (o consumo de álcool é permitido se a glicemia estiver entre 100 e 140 mg/dL);
  • Beber lentamente e não ultrapassar a quantidade máxima diária;
  • Beber sempre água quando estiver bebendo álcool, para manter a hidratação;
  • Como os sintomas de hipoglicemia e embriagues são muito parecidos, é importante nunca ultrapassar o limite máximo de bebida.

Essas recomendações servem tanto para aqueles pacientes diabéticos com Diabetes tipo 1 ou Diabetes tipo 2 que façam uso de insulina ou não.

Se é diabético e pretende consumir bebida alcoólica, fale com o seu médico de família, clínico geral ou endocrinologista para maiores esclarecimentos.

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Levedo de cerveja é bom para o Diabetes?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O levedo de cerveja não é indicado para o tratamento do diabetes. Extraído da cevada, o levedo de cerveja é usado como suplemento alimentar, é rico em vitaminas do complexo B, mas não tem efeitos diretos no tratamento do diabetes.

Para um bom controle do diabetes deve-se:

  • manter o peso saudável e adequado para a altura: Índice de Massa Corpórea (IMC) entre 20 e 25 Kg/m². Para o cálculo do IMC: peso (Kg) dividido pela altura x altura (metros). Exemplo: Peso: 65 Kg; Altura: 1,70 m;  65 Kg : 1,70 m x 1,70 m = 65 Kg : 2,89 = 22,49 Kg/m²,
  • praticar exercícios físicos regularmente, 5 dias por semana,
  • alimentar-se com uma dieta equilibrada (consultar o endocrinologista ou a nutricionista),
  • não deixar de tomar as medicações prescritas (medicamentos orais e/ou insulinas),
  • manter controladas as taxas de açúcar no sangue (glicemia em jejum entre 70 mg/dl e 110 mg/dl e abaixo de 140 mg/dl 2 horas após a refeição),
  • não fumar,
  • visitar regularmente o médico.

Leia também: Como reduzir o nível de açúcar no sangue?

O tratamento adequado do diabetes evita as complicações futuras da doença. Deve ser realizado pelo clínico geral ou por um endocrinologista e, sempre que possível, contando com a orientação de outros profissionais como a nutricionista, o psicólogo e o preparador físico.

Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A maioria das pessoas com diabetes tipo 2 não apresenta nenhum sintoma. Quando presentes, os sintomas podem incluir necessidade de urinar frequentemente, sede constante e borramento visual.

Com o passar do tempo, caso não haja tratamento adequado da doença, a pessoa poderá apresentar complicações diversas como insuficiência renal, problemas visuais e cegueira, infarto, dor ou perda de sensibilidade nas mãos e pés e ainda necessidade de amputação.

O aumento da frequência urinária e da sede são os principais sintomas para se suspeitar de diabetes tipo 2. A sede é muito frequente e mesmo depois de beber água ela não passa.

Pessoas com diabetes tipo 2 também sentem vontade de urinar constantemente. A urina costuma ser bem clara.

Os sintomas do diabetes tipo 2 estão relacionados com os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Dessa forma, as manifestações podem estar associadas ao aumento da quantidade de glicose (hiperglicemia) ou à redução dos níveis de glicose sanguínea (hipoglicemia).

Sintomas de diabetes tipo 2 relacionados à hipoglicemia

Os principais sintomas da hipoglicemia incluem cansaço, tontura, visão turva e dificuldade de raciocínio.

A hipoglicemia é mais comum em pessoas com diabetes que utilizam medicamentos para controlar a doença. A hipoglicemia pode ser provocada por uso excessivo ou incorreto da medicação, jejum prolongado ou atividade física inadequada.

Os níveis de glicose no sangue não devem ficar abaixo de 70 mg/dl. Por isso, quando se utiliza medicamentos para controlar o diabetes tipo 2, é muito importante ter atenção com a medicação, para que os níveis de açúcar não fiquem muito baixos.

Sintomas de diabetes tipo 2 relacionados à hiperglicemia

Os sintomas do diabetes tipo 2 causados por hiperglicemia incluem visão turva, sensação de boca seca, aumento da transpiração e cansaço. A hiperglicemia pode ocorrer em pessoas com diabetes mal controlado ou quando ocorre uma grande ingestão de carboidratos (açúcar).

Em caso de sintomas de diabetes, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou endocrinologista para receber diagnóstico e tratamento adequados.