Perguntar
Fechar
Estou com a barriga inchada, dor e pontadas. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Barriga inchada e dolorida, com dor em pontadas, é causada na maioria das vezes por gases ou intestino preso (prisão de ventre). Essas são as principais causas de barriga inchada, dura e dolorida em mulheres jovens.

Os gases são provocados principalmente por determinados alimentos que produzem muitos gases durante a digestão, como feijão, repolho, couve-flor, leite, ovos (clara do ovo), batata, entre outros.

Além dos alimentos, os gases podem ser causados por intolerância à lactose, intestino "preguiçoso" e ansiedade.

A prisão de ventre pode ter como causa poucas fibras na alimentação, baixa ingestão de água, falta de atividade física, ansiedade, menstruação e gravidez.

Outras causas de barriga inchada e dolorida

Além dos gases e da prisão ventre, barriga inchada e dura acompanhada de dores abdominais também pode ser:

Síndrome do intestino irritável

Deixa a barriga inchada e pode causar diarreia ou prender o intestino logo depois das refeições, além de provocar dores abdominais, gases e cólicas.

Vermes

Além da barriga inchada, podem causar dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, prisão de ventre, fraqueza, emagrecimento, aumento ou perda de apetite.

Menstruação

Nos dias que antecedem a menstruação e durante os dias em que está menstruada, a mulher pode ficar com a barriga inchada devido à retenção de líquidos que ocorre nessa fase.

O que fazer para acabar com a barriga inchada e dolorida?

O tratamento para a barriga inchada e dolorida depende da causa.

Gases

Alguns alimentos podem aumentar a produção de gases, como por exemplo: feijão, ervilha, grão-de-bico, repolho, brócolis, clara de ovo, batata, couve-flor, doces, cerveja, leite e refrigerantes. Evitar alguns deles pode diminuir a quantidade de gases presentes no intestino. Também é importante mastigar devagar e evitar conversar muito quando estiver comendo.

Intestino preso

Beba pelo menos 2 litros de água por dia e aumente a ingestão de alimentos ricos em fibras, como verduras, frutas, aveia e outros cereais. Além disso, pratique exercícios físicos.

Síndrome do intestino irritável

Evite os alimentos que produzem gases e mastigue bem o alimento antes de engolir. Também é importante evitar gorduras, bebidas alcoólicas, café e refrigerantes, bem como diminuir as doses das refeições.

Também é recomendável aumentar a ingestão de fibras, praticar atividades físicas, não fumar e controlar o estresse e a ansiedade.

Vermes

Nesses casos é necessário fazer tratamento com remédios vermífugos, prescritos pelo/a médico/a.

Saiba mais em: Qual o tratamento para quem tem vermes?

Menstruação

Realize atividade física, como a caminhada, que ajuda na eliminação dos gases e beba alguns chás para combater a retenção de líquidos e diminuir o inchaço da barriga e do corpo.

Se a sua barriga continuar inchada e dolorida, procure o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família para avaliar o caso e detectar a origem do problema.

O que é a síndrome do intestino irritável?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A síndrome do intestino irritável é uma alteração da motilidade do tubo digestivo caracterizada clinicamente por anormalidades do hábito intestinal (constipação e/ou diarreia) e dor abdominal, na ausência de patologia orgânica demonstrável.

O diagnóstico é baseado no preenchimento dos Critérios de Roma III, que são citados abaixo:

  • Dor ou desconforto abdominal recorrente durante mais de três dias no mês, nos últimos três meses, com duas de três características:
  1. alívio com a defecação;
  2. início associado à alteração na frequência das evacuações (mais de três vezes/dia ou menos de três vezes/semana);
  3. início associado à alteração na forma (aparência) das fezes (fezes endurecidas, fragmentadas, em “cíbalos” ou “caprinas” e fezes pastosas e/ou líquidas).

Outros sintomas podem estar presentes a auxiliar no diagnóstico, como:

  • esforço excessivo durante a defecação;
  • urgência para defecar;
  • sensação de evacuação incompleta;
  • eliminação de muco durante a evacuação;
  • sensação de plenitude ou distensão abdominal;
  • antecedentes de sintomas anteriores sem explicação médica;
  • agravamento depois das refeições;
  • sintomas com duração superior a seis meses;
  • piora com o estresse;
  • acompanhado de ansiedade e/ou depressão.

Leia também: Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

Alguns sintomas e condições devem ser "alertas" para uma investigação mais acurada, para descartar outros diagnósticos. São eles:

  • Aparição dos sintomas depois dos 50 anos de idade;
  • Sintomas de aparição recente
  • Perda de peso não-intencional
  • Sintomas noturnos
  • Antecedentes familiares de câncer de cólon, doença celíaca, doença inflamatória intestinal
  • Anemia
  • Sangramento retal
  • Uso recente de antibióticos
  • Tumorações abdominais/retais
  • Elevação de marcadores inflamatórios
  • Febre

O diagnóstico e o tratamento devem ser feitos pelo médico gastroenterologista.

Síndrome do intestino irritável tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A cura para a síndrome do intestino irritável é controversa. Muitos pacientes terão recidivas dos sintomas e alguns não terão mais sintomas após algum tempo. A evolução com o tratamento é imprevisível, mas se sabe que alguns fatores trazem pior prognóstico:

  • Persistência de uma vida cronicamente estressante;
  • Comorbidade psiquiátrica;
  • Sintomas de longa data;
  • Ansiedade excessiva.

O tratamento da síndrome do intestino irritável deverá ser individualizado, de acordo com o predomínio de sintomas diarréicos ou de constipação. As opções de tratamento são citadas abaixo:

  • Apoio psicológico: os pacientes são geralmente ansiosos, tensos, deprimidos e às vezes repletos de “fobias”. Um bom relacionamento médico-paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. É importante explicar o diagnóstico, tanto o caráter funcional e recorrente da doença, como a sua não evolução para câncer. O objetivo principal da abordagem psicológica é fazer com que a pessoa reconheça o seu problema e os fatores que o provocaram e que aprenda a lidar com eles. Podem ser utilizados antidepressivos, especialmente para controle da dor abdominal. Outras técnicas podem ser úteis, como psicoterapia, técnicas de relaxamento e hipnose;
  • Orientação alimentar: deve-se adotar dieta rica em fibras e evitar legumes, repolho, rabanete, café, refrigerante e laticínios;
  • Antidiarreicos: indicados quando há predomínio de diarreia. Loperamida ou difenoxilato, um comprimido, por via oral, a cada 6h ou 8h, são os mais indicados;
  • Antiespasmódicos: incluem os anticolinérgicos, os bloqueadores dos canais de cálcio, os relaxantes da musculatura intestinal sem ação colinérgica e outros que são úteis nos casos de reflexos gastrocólico exagerados (vontade de defecar logo após as refeições);
  • Pró-cinéticos: incluem cisaprida e domperidona e devem ser empregados naqueles pacientes em que predomina a constipação;
  • Anti-inflamatórios para controle da dor abdominal;
  • Probióticos, como a cepa Bifidobacterim infantis e Bifidobacterium lactis.

Também pode lhe interessar: O que fazer para recuperar a flora intestinal?

O tratamento deverá ser prescrito pelo médico gastroenterologista.

Aveia prende ou solta o intestino?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A aveia ajuda a soltar o intestino, por ser um alimento rico em fibras. As fibras favorecem a passagem do bolo fecal pelo intestino, melhorando o trânsito intestinal e prevenindo a prisão de ventre. Porém, o consumo de aveia em flocos, farelo ou farinha deve se acompanhado por uma boa hidratação. Caso contrário, as fezes ficam secas e endurecidas e ocorre o efeito contrário, ou seja, o intestino fica “preso”.

Também é importante ressaltar que existem dois tipos de fibras: solúveis (dissolvem-se em água) e insolúveis (não se dissolvem em água). A aveia é uma excelente fonte de fibras solúveis, principalmente o farelo de aveia, que tem mais fibras que os grãos e muito mais que a farinha.

Apesar dessas fibras serem muito benéficas para a saúde, não são as mais indicadas para soltar o intestino. Para isso, são recomendadas as fibras insolúveis, presentes em alimentos como feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, arroz e pão integrais, farelo de trigo, verduras folhosas, brócolis, couve-flor, casca e bagaço de frutas.

As fibras insolúveis deixam as fezes mais macias (desde que haja uma boa ingestão de água), aumentam o volume das fezes, os movimentos intestinais e o número de evacuações. Por isso, os alimentos ricos nesse tipo de fibra são indicados em casos de prisão de ventre.

Quais são os benefícios da aveia?

A aveia é rica em fibras solúveis, sendo a principal delas o beta-glucano. Essas fibras formam uma espécie de gel no estômago, tornando o esvaziamento gástrico mais lento e prolongando assim a sensação de saciedade. Por isso, a aveia muitas vezes está incluída nas dietas para emagrecer.

O beta-glucano da aveia também reduz a absorção de gorduras, açúcar e toxinas cancerígenas pelo intestino. Assim, a aveia é indicada para auxiliar o controle do diabetes e do colesterol, além de ajudar a prevenir câncer de intestino.

As fibras da aveia também sofrem um processo de fermentação, que favorece o desenvolvimento de bactérias no intestino que são importantes para as defesas do organismo.

Portanto, o consumo de aveia pode trazer diversos benefícios à saúde. Mas para soltar o intestino, as fibras insolúveis, presentes em outros alimentos, são mais indicadas. Ainda assim, vale lembrar que a ingestão de aveia deve ser acompanhada por um consumo adequado de água para não causar prisão de ventre.

Dor abdominal quando quero soltar um pum, o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Podem ser cólicas. As cólicas são dores abdominais que ocorrem por distensão das vísceras ocas, nesse caso, as alças intestinais. E a distensão das vísceras acontece pelo aumento do acúmulo de gases no trato digestivo.

O flato (popularmente conhecido por "pum"), é o resultado dos gases produzidos pelas bactérias normalmente encontradas no intestino. O excesso da produção desses gases, seja por má alimentação, hábitos de vida ou doenças crônicas, causa uma distensão das alças, com isso os sintomas de flatulência e eructações (conhecidos por "arrotos").

A distensão das alças resulta ainda em má digestão, alterações nos trânsito intestinal, sensação de empanzinamento e náuseas ou vômitos.

O que pode causar aumento de flatos?

Existem diversos fatores que aumentam a produção de gases, mas dentre as mais comuns estão:

  • Alimentação inadequada
  • Doenças crônicas
  • Medicamentos
Alimentação inadequada

Os alimentos associados a maior produção de gases, são aqueles compostos por carboidratos de difícil digestão, como os repolhos, leguminosas, ainda, certas frutas, alimentos com teor elevado de açúcar e alimentos gordurosos.

Podemos citar como exemplos, os refrigerantes e bebidas gaseificadas em geral, cerveja, feijão, repolho, couve-flor, adoçantes artificiais alho e batata.

Doenças crônicas

As doenças que costumam causar dificuldade na digestão e ou absorção, consequentemente o aumento de flatos são: doença celíaca, intolerância a lactose, síndromes de má absorção, síndrome do intestino irritável, gastroenterites, deficiência pancreática e transtornos psicológicos como a ansiedade e estresse.

Medicamentos

Existem ainda medicamentos que podem apresentar como efeitos colaterais esse aumento de acúmulo de gases, com isso a flatulência, por exemplo alguns hipoglicemiantes e antibióticos.

Como tratar a flatulência?

Para tratar a flatulência é fundamental definir a causa ou as causas do seu problema. Na maioria das vezes basta orientações alimentares e hábitos de vida saudáveis, como atividade física regular e aumento da ingesta hídrica.

Entretanto, outras vezes pode ser necessário tratamento específico, como nos casos de síndromes gastrointestinais.

Por isso recomendamos que procure um médico gastroenterologista para avaliação e conduta.

Pode lhe interessar: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Pólipo no intestino pode ser câncer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Nem todo pólipo no intestino pode ser câncer

Os pólipos tipo adenoma têm o potencial de se tornarem cancerosos, porém os outros tipos geralmente não se transformam em câncer.

Os pólipos intestinais são crescimentos anormais da mucosa que reveste a camada mais interna do intestino grosso e do reto. A maioria dos pólipos se apresenta como benignos, não manifesta sintomas e ocorre em torno de 30 a 50% da população sendo mais frequentes em pessoas com mais de 50 anos, especialmente em homens. 

No início, os pólipos possuem apenas alguns milímetros, mas podem crescer e alguns tipos (adenoma) sofrem uma transformação maligna e causam câncer de intestino.

A maioria cresce lentamente, permanecendo benignos por longos períodos (cerca de 10 anos) antes de se transformar em câncer.

Sabe-se que os pólipos intestinais surgem a partir de mutações genéticas que alteram o comportamento das células. Estas modificações podem surgir ao longo da vida ou serem transmitidas como herança genética.

Na maioria dos casos, os pólipos não causam sintomas. Contudo, quando atingem tamanhos maiores, podem provocar sangramento, saída de muco nas fezes e alterações no funcionamento do intestino com obstrução na passagem das fezes.

A principal importância dos pólipos é que eles podem ser prevenidos com uma dieta com pouca gordura, reduzido ou ausente uso de carne vermelha, rica em fibras (frutas, legumes e vegetais), cessação do tabagismo, controle do peso e redução do uso de bebida alcoólica.

Grávida de 9 semanas e sinto muita dor e cólica...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode sim estar relacionado com seu problema de intestino ou ser decorrente da própria gravidez ou até mesmo uma infecção urinária. Remédios somente o que seu obstetra receitou para você.

Colonoscopia pode detectar câncer de intestino?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, a colonoscopia pode detectar câncer de intestino. Com esse exame, é possível avaliar as estruturas do intestino e coletar amostras via biópsia para análise microscópica.

Na colonoscopia, é possível avaliar a presença de pólipos, vegetações e crescimento anormal de células, como o câncer. Ou seja, a colonoscopia é um ótimo exame para rastreamento de câncer de intestino quando sua solicitação é bem indicada.

Algumas pessoas podem ter mais riscos de ter câncer de intestinos e, nesse caso, devem realizar esse exame com frequência indicada pelo/a médico/a.

Em caso de:

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Mudança de hábito intestinal;
  • Dores abdominais;
  • Perda de peso;
  • Anemia;
  • Presença de história familiar de câncer no intestino.

A colonoscopia é um exame realizado com sedação por via retal. Após a sedação, o/a médico/a introduz um fio que possui uma câmera acoplada e transmite as imagens para a tela de um monitor.

Procure uma unidade de saúde para uma avaliação detalhada.

Saiba mais em:

Uso granola para funcionar o intestino, granola engorda?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Qualquer alimento que contenha calorias pode engordar, tudo depende da quantidade que você come, mas fique tranquila que a granola é saudável, faz bem para o intestino e não engorda. Pode continuar comendo sua granola.

Diarreia após comer é normal na síndrome do intestino irritável?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, pessoas com síndrome do intestino irritável podem ter diarreia depois de comer. Indivíduos com essa síndrome podem alternar entre prisão de ventre e diarreia ou, na maioria das vezes, ter apenas uma ou outra condição.

Se a pessoa tiver síndrome do intestino irritável com diarreia, as fezes serão moles e aquosas. Nesses casos, há necessidade urgente de evacuar, o que pode ser difícil de controlar.

Indivíduos que têm a síndrome com constipação (prisão de ventre), apresentam dificuldade para defecar e evacuações menos frequentes. A pessoa pode precisar fazer força para evacuar e ter cólica intestinal. Muitas vezes, as fezes não são eliminadas ou sai apenas uma pequena quantidade.

Quais os sintomas da síndrome do intestino irritável?

Os principais sintomas da síndrome do intestino irritável incluem dor abdominal (cólica intestinal), gases, sensação de plenitude após comer (sensação incômoda de permanência de alimentos no estômago por tempo prolongado), falta de apetite, distensão abdominal, diarreia ou constipação (prisão de ventre).

Uma pessoa tem síndrome do intestino irritável quando os sintomas estão presentes por pelo menos 3 dias por mês, durante um período de 3 meses ou mais.

A dor e os outros sintomas geralmente diminuem ou desaparecem após a evacuação. Porém, os sintomas podem piorar se houver alterações na frequência das evacuações.

Os sintomas da síndrome podem piorar durante algumas semanas ou 1 mês e depois diminuir por algum tempo. Em outros casos, os sintomas estão presentes na maior parte do tempo.

Os sintomas da síndrome do intestino irritável diferem de uma pessoa para outra e podem ser leves ou graves. Contudo, na maioria dos casos, os sintomas são leves.

O que é a síndrome do intestino irritável?

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio que causa dor no abdômen e alterações no funcionamento do intestino.

Quais as causas da síndrome do intestino irritável?

As causas da síndrome do intestino irritável não são totalmente conhecidas. Sabe-se que pode ocorrer após uma infecção intestinal bacteriana ou causada por parasitas. Até mesmo o estresse pode desencadear a síndrome.

O intestino recebe e envia informações ao cérebro através de hormônios e impulsos nervosos, que interferem no funcionamento intestinal e nos sintomas da síndrome. Durante os períodos de estresse, os nervos podem se tornar mais ativos, aumentando a sensibilidade e as contrações do intestino.

A síndrome do intestino irritável pode ocorrer em qualquer idade, mas geralmente começa na adolescência ou no início da idade adulta, sendo duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Adultos com mais de 50 anos têm menos chances de desenvolver a síndrome.

Qual é o tratamento para a síndrome do intestino irritável?

O objetivo do tratamento da síndrome do intestino irritável é aliviar os sintomas. Mudanças no estilo de vida podem ser úteis em alguns casos. Por exemplo, praticar exercícios regularmente e melhorar a qualidade do sono podem reduzir a ansiedade e ajudar a aliviar os sintomas intestinais.

Mudanças na alimentação também podem ajudar, tais como:

  • Evitar alimentos e bebidas que estimulam o intestino, como bebidas com cafeína, chá ou à base de cola;
  • Reduzir a dose das refeições;
  • Aumentar o consumo de fibras (pode aliviar a constipação ou a diarreia, mas piora o inchaço abdominal).

No entanto, não há uma dieta específica indicada para a síndrome do intestino irritável, uma vez que a condição é diferente em cada pessoa.

Alguns medicamentos podem ser indicados, de acordo com cada caso. Dentre eles estão:

  • Medicamentos anticolinérgicos (diciclomina, propantelina, beladona, hiosciamina): devem ser tomados aproximadamente meia hora antes de comer para controlar os espasmos dos músculos intestinais;
  • Loperamida e alossetrona: indicados no tratamento da síndrome do intestino irritável com diarreia;
  • Eluxadolina, lubiprostona;
  • Bisacodil, linaclotídeo: indicados no tratamento da síndrome do intestino irritável com prisão de ventre;
  • Rifaximina (antibiótico).

Psicoterapia ou medicamentos para ansiedade ou depressão também pode ajudar a controlar os sintomas.

A síndrome do intestino irritável pode acompanhar a pessoa até o fim da vida. Em alguns casos, os sintomas são incapacitantes e reduzem a capacidade de trabalhar, viajar e participar de eventos sociais. Contudo, muitas vezes, os sintomas podem ser melhorados ou aliviados com o tratamento adequado.

Vale lembrar que a síndrome não causa danos permanentes no intestino e não há risco de causar doenças graves, como câncer.

O médico gastroenterologista é o especialista indicado para diagnosticar a síndrome do intestino irritável e prescrever o tratamento adequado.

Quando defeco sai um catarro, sinto dor e até sangramento?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Estes são sintomas que indicam a presença de uma inflamação no seu intestino, precisa realmente ir ao médico para o correto diagnóstico e tratamento.

Como é feita a Cirurgia para Intestino Solto?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Eu realmente fiquei um pouco confuso com sua pergunta, este tipo de termo "intestino solto" não é usado da forma como você colocou na pergunta. Acredito que seu problema deva ser algo relacionado com os ligamentos do seu intestino (o local onde eles se apoiam na parede abdominal). Como a cirurgia é feita é o cirurgião que vai explicar para você, mas fique tranquila, o importante é que você descobriu o que você tem e está procurando ajuda para tratar, vai dar tudo certo.