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Plaquetas

Qual a quantidade normal de plaquetas?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O valor normal de plaquetas no sangue do adulto é, em média, de 150.000 a 350.000 por microlitro de sangue. Os valores considerados normais podem variar dependendo do método que o laboratório de análises clínicas utiliza para fazer a contagem de plaquetas. Esse valor vem escrito no resultado de exame fornecido pelo laboratório como "valor de referência" ou VR, normalmente ao lado do resultado encontrado.

As plaquetas são células do sangue, produzidas na medula óssea, e que participam do processo de coagulação sanguínea (formação de um coágulo que interrompe o sangramento). O exame de contagem de plaquetas é geralmente pedido para identificar se há algum problema em relação à coagulação sanguínea ou doenças que podem ter aumento ou diminuição de plaquetas.

O hematologista é o especialista responsável por diagnosticar e tratar alterações no sangue.

Plaquetas altas, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As causas de plaquetas altas podem ser:

  • fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da plaquetose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Quais as causas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetopenia (plaquetas em nível inferior a 150.000/mm3) pode ter várias causas:

  • doenças que levam à diminuição da produção das plaquetas na medula óssea: aplasia medular, fibrose ou infiltração por células malignas (câncer visceral ou hematológico, como linfomas e leucemias), quimioterapia. O diagnóstico é feito através da biopsia de medula óssea.
  • doenças que cursam com aumento do baço (esplenomegalia), com sequestro e destruição das plaquetas: hipertensão portal (pode ocorrer na cirrose hepática, esquistossomose, trombose da veia porta); infiltração de células tumorais no baço, nas leucemias e linfomas e ainda na doença de Gaucher.
  • aumento da destruição plaquetária, pela presença de vasos anormais, próteses vasculares e trombos, que ocorrem nas seguintes doenças: púrpura trombocitopênica trombótica, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, coagulação intravascular disseminada e próteses cardíacas.
  • efeito colateral de medicamentos:

    • diuréticos tiazídicos, estrogênios e fármacos mielossupressores induzem diminuição da produção das plaquetas na medula óssea.
    • sedativos, hipnóticos, anticonvulsivantes, alfa-metildopa, sais de ouro e heparina podem induzir destruição imunológica das plaquetas.
  • doenças infecciosas, como dengue, AIDS, hepatite C, febre maculosa, leptospirose, febre amarela e septicemia grave.
  • doenças imunológicas, em que ocorre a destruição das plaquetas no sangue (intravascular), como na púrpura trombocitopênica imunológica e algumas doenças reumatológicas, como no lupus eritematosos sistêmico.

É importante frisar que há doenças em que as plaquetas estão em níveis normais, porém sua função está deficiente, como na insuficiência renal crônica com uremia, por exemplo.

Leia também: Que exames servem para diagnosticar leucemia?

Em caso de plaquetopenia sem sintomas hemorrágicos, deve ser procurado um hematologista para adequados diagnóstico e tratamento. Se houver manifestações hemorrágicas, deve ser procurado um pronto atendimento.

Quais são os sintomas de plaquetas baixas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os sintomas de plaquetopenia (plaquetas baixas) dependem do quão baixas estão as plaquetas. Considera-se plaquetopenia quando as plaquetas estão abaixo de 150.000/mm3.

As plaquetas são células produzidas na medula óssea, que possuem a propriedade de coagular o sangue e de ajudar que uma ferida pare de sangrar.

Os sintomas mais comuns são sangramentos cutâneo-mucosos, que ocorrem espontaneamente quando as plaquetas estão abaixo de 30.000/mm3. Podem ocorrer:

  • pequenos pontinhos avermelhados no corpo (petéquias ou hemorragias puntiformes);
  • sangramentos pelas gengivas (gengivorragia);
  • sangramento menstrual abundante;
  • sangramento na urina ou nas fezes;
  • sangramento de maior intensidade quando ocorre um ferimento;
  • sangramento pelo nariz (epistaxe).

É importante frisar que as plaquetas não são as únicas envolvidas da cascata de coagulação. Sendo assim, outras doenças podem levar a sangramentos, sem que ocorra alteração na contagem das plaquetas.

Também é importante ver a evolução da contagem das plaquetas por um período de tempo, pois há variações consideradas normais. Porém contagem baixa de plaquetas persistente deve ser melhor investigada por um clínico geral ou hematologista.

Plaquetas baixas o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Somente o resultado de plaquetas baixas, pode não representar nada. É necessário que haja um exame clínico e a realização de outros exames para se fazer um diagnóstico.

Existem algumas doenças ou situações que podem provocar plaquetas baixas como as leucemias, a púrpura trombocitopênica idiopática, o mieloma múltiplo, válvulas cardíacas metálicas,o lúpus eritematoso sistêmico, alguns medicamentos, entre outras causas.

No entanto, os sinais mais comuns quando o número de plaquetas está muito baixo são as hemorragias na pele, nas gengivas, sangramentos menstruais abundantes ou cortes na pele que demoram muito para parar de sangrar.

O clínico geral ou o hematologista são os médicos que podem orientar o diagnóstico no caso do resultado de exame com presença de plaquetas baixas.

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A quantidade de plaquetas altera no caso de dengue?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim. Pacientes com dengue geralmente possuem uma redução na taxa de plaquetas.

A dengue é uma infecção viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que se manifesta classicamente com os sintomas: febre, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dor no corpo, muscular e nas articulações, e, em alguns casos como Dengue Hemorrágica, manifestando com sangramentos.

Durante a dengue, algumas alterações sanguíneas são detectadas por exame de laboratório. Uma dessas alterações é a redução na contagem das plaquetas no Hemograma. Isso se deve ao fato da presença de anticorpos produzidos pelo sistema imune no combate ao vírus. Como consequência, a pessoa pode observar pequenas manchas avermelhadas na pele (petéquias), além de manchas arroxeadas (equimoses).

Leia também: Qual exame detecta a dengue?

A pessoa com dengue deve procurar um serviço de saúde para os cuidados devidos e orientações. Alguns exames poderão ser solicitados de acordo com a necessidade e o quadro clínico de cada pessoa. 

Que exames servem para diagnosticar leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os exames que servem para diagnosticar leucemia são o hemograma (exame de sangue) e o exame da medula óssea (mielograma).

Porém, o diagnóstico da leucemia só é confirmado após o exame da medula óssea. O exame consiste na retirada de uma pequena quantidade do material esponjoso de dentro do osso e na análise das células ali encontradas.

Podem ainda ser necessários mais estudos para classificar a leucemia quanto ao seu subtipo e risco, como os exames de biologia molecular.

O tratamento da leucemia vai depender do tipo de leucemia, para onde a doença se espalhou, da idade da pessoa, bem como da presença de outros problemas de saúde. O tratamento pode incluir:

  • Quimioterapia: Grupo de medicamentos capazes de matar as células cancerosas;
  • Radioterapia: Radiação usada para destruir as células cancerígenas;
  • Transplante de medula óssea: O tratamento consiste na substituição das células da medula óssea mortas na quimioterapia ou radioterapia. A doação dessas células pode vir:
    • Do próprio paciente: Retiram-se as células da medula óssea do paciente antes do tratamento ser concluído e colocam-nas de volta depois de ter concluído o tratamento de quimioterapia ou radioterapia;
    • De pessoas relacionadas com o paciente, normalmente irmão de mesmo pai e mesma mãe, e cujo sangue seja correspondente ao dele;
    • De pessoas sem parentesco com o paciente, mas que têm sangue correspondente ao dele;
    • Do cordão umbilical de um bebê recém-nascido, desde que o sangue corresponda ao do paciente;
  • Cirurgia: O tratamento pode incluir a remoção cirúrgica do baço.

É importante lembrar que não existe maneiras de prevenir ou diagnosticar precocemente a leucemia.

Mesmo os casos crônicos da doença podem não manifestar sintomas. No hemograma verifica-se uma alteração no sangue, mas o paciente pode não apresentar nenhum sintoma.

O diagnóstico e tratamento da leucemia é da responsabilidade dos médicos hematologista e oncologista.

Saiba mais em:

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RDW baixo no hemograma, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

RDW baixo no hemograma é um sinal de que os glóbulos vermelhos do sangue apresentam pouca variação de tamanho entre eles, o que pode descartar a presença de anemia, já que nesses casos os valores de RDW costumam estar altos.

O RDW serve para medir a variação de tamanho entre os eritrócitos, também conhecidos como glóbulos vermelhos ou hemácias. A sigla RDW significa Red Cell Distribution Width, que em português quer dizer Amplitude de Distribuição dos Glóbulos Vermelhos.

A classificação da anemia é feita mediante a análise dos valores de RDW e VCM (Volume Corpuscular Médio) em conjunto, sendo este último usado para medir o tamanho do eritrócito. Os valores de referência de RDW para adultos vão de 11% a 14%, podendo variar conforme o laboratório.

Se o RDW estiver baixo e o VCM também, pode indicar anemia causada por doenças crônicas ou ainda talassemia heterozigótica. Valores de RDW abaixo do normal com VCM alto é sinal de anemia aplástica ou doença hepática crônica, podendo ainda ser decorrente de tratamentos com quimioterapia ou medicamentos antivirais, bem como abuso de bebidas alcoólicas.

Lembrando que os resultados do hemograma devem ser interpretados pelo/a médico/a que solicitou o exame, que levará em consideração outros fatores como a história e o exame clínico do/a paciente.

Saiba mais em:

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Uma gripe pode fazer descer o nível de plaquetas?

Sim, uma gripe pode baixar o nível de plaquetas no sangue. Doenças virais, como gripe, dengue, AIDS, hepatite C, febre amarela, entre outras, são causas comuns de plaquetas baixas em adultos.

Porém, apesar das plaquetas poderem estar baixas na gripe, elas não ficam tão baixas como na dengue, por exemplo, em que a queda dos níveis de plaqueta é muito mais acentuada.

As plaquetas são as células do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa, como ocorre na dengue, existe o risco de hemorragias (dengue hemorrágica).

Esses sangramentos podem ser simples e ocorrer apenas no nariz e na gengiva, ou graves, sendo visíveis na urina, fezes e vômito, podendo levar à morte.

Contudo, na gripe, embora o nível de plaquetas possa estar mais baixo que o normal, a queda não é acentuada o bastante para causar hemorragias.

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O que fazer em caso de plaquetas baixas?

Casos de plaquetas baixas devem ser avaliados por um médico hematologista.

Não consigo aumentar nível das plaquetas. O que fazer?

A forma mais eficaz de aumentar o nível das plaquetas é através de uma transfusão de plaquetas, o que pode ser feito utilizando o próprio sangue do paciente. O procedimento consiste em centrifugar o sangue para separar os seus componentes e obter assim o plasma com uma concentração muito mais alta de plaquetas.​

Também é possível aumentar a contagem de plaquetas com medicamentos corticoides, embora neste caso o aumento geralmente não é duradouro, ou azatioprina, que suprime o sistema imunológico. Outro tratamento que pode ser utilizado é a administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina ou fator anti- Rh.

Mesmo tendo cuidado com a alimentação, não é possível elevar o nível das plaquetas com os alimentos. Contudo, é importante ter uma dieta saudável e equilibrada, que forneça as vitaminas, minerais e proteínas necessárias para o bom funcionamento da medula óssea, responsável pela produção das plaquetas.

Alimentos ricos em vitamina K, como fígado, leite e gema de ovo, podem ajudar a evitar quedas acentuadas no nível de plaquetas em casos de hemorragia, uma vez que a vitamina K diminui a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação sanguínea.

Consulte um médico hematologista para avaliar o caso do seu filho e indicar o tratamento mais adequado.

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O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O que pode ser feito para aumentar a contagem de plaquetas, em muitos casos, é receber uma transfusão de plaquetas usando o próprio sangue ou o sangue de doadores. A estratégia para aumentar as plaquetas irá depender da causa da sua redução. Diferentes problemas de saúde podem levar a plaquetopenia, que é a redução das plaquetas, desde doenças infecciosas, doenças hematológicas, abuso de álcool, deficiência de vitaminas, realização de quimioterapia, entre outras causas. Geralmente, a abordagem deve-se voltar para o tratamento das doenças.

Em casos de maior gravidade, ou de urgência é comum haver a necessidade de transfusão. Na transfusão de plaquetas, o sangue é centrifugado para separar os seus componentes, obtendo-se assim o plasma rico em plaquetas, que pode ter até 8 vezes mais plaquetas que o plasma comum. O plasma é a parte líquida que compõe o sangue e que permanece depois que as células são retiradas.

Outros tratamentos utilizados para aumentar as plaquetas variam conforme a causa da plaquetopenia, entre eles tem-se:

  • Corticosteroides: podem aumentar a contagem de plaquetas, embora esse aumento possa ser passageiro, geralmente usados no tratamento da Purpura Trombocitopênica Idiopática ou PTI.
  • Medicamentos, como a azatioprina, que suprimem o sistema imunológico, também podem ser usados em casos de PTI refratária ao tratamento;
  • Administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina por via intravenosa.

Quanto à alimentação, não há alimentos que possam fazer subir a contagem das plaquetas, embora seja importante ter uma alimentação rica em nutrientes para garantir o bom funcionamento da medula óssea, que produz as plaquetas sanguíneas.

Alimentos fontes de vitamina K, como fígado, ovos, vegetais folhosos verde-escuros ajudam no controle de hemorragias, uma vez que reduzem a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação do sangue, evitando assim grandes reduções nos níveis dessas células.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico, nos casos de doenças hematológicas pode ser necessário o acompanhamento por um hematologista.

Plaquetas altas, como diminuir?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetose (aumento no número das plaquetas) muitas vezes não requer tratamento e é temporária. As plaquetas altas muitas vezes estão associadas a alguma doença ou condição, pelo que para baixar as plaquetas é necessário tratar o problema de base.

Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetilsalicílico pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor que diminui a contagem das células do sangue.

Não há evidências de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

Dentre as patologias ou situações que podem aumentar o número de plaquetas no sangue estão:

  • Policitemia vera;
  • Mielofibrose;
  • Inflamações;
  • ​Anemias;
  • Câncer;
  • Uso de Corticoides.

A avaliação da causa da plaquetose e da necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.