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Plaquetas Altas

Plaquetas altas, como diminuir?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetose (aumento no número das plaquetas) muitas vezes não requer tratamento e é temporária. As plaquetas altas muitas vezes estão associadas a alguma doença ou condição, pelo que para baixar as plaquetas é necessário tratar o problema de base.

Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetilsalicílico pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor que diminui a contagem das células do sangue.

Não há evidências de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

Dentre as patologias ou situações que podem aumentar o número de plaquetas no sangue estão:

  • Policitemia vera;
  • Mielofibrose;
  • Inflamações;
  • ​Anemias;
  • Câncer;
  • Uso de Corticoides.

A avaliação da causa da plaquetose e da necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Plaquetas altas, o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

As causas de plaquetas altas podem ser:

  • fisiológicas (não denotam doenças): exercício, trabalho de parto, uso de epinefrina, após hemorragia;
  • infecciosas e/ou inflamatórias: retocolite ulcerativa, poliarterite nodosa, artrite reumatóide, sarcoidose, cirrose hepática;
  • distúrbios do baço: após esplenectomia (retirada cirúrgica do baço), atrofia ou agenesia do baço, trombose da veia esplênica;
  • neoplasias: carcinomas, linfomas;
  • doenças hematológicas: síndromes mieloproliferativas, trombocitose familiar, anemia ferropriva (por deficiência de ferro), anemias crônicas, hemofilia, mieloma múltiplo;
  • miscelânea: após procedimentos cirúrgicos e traumas, doenças renais, síndrome de Cushing e uso de medicamentos (epinefrina, isotretinoína, vincristina).

Plaquetas altas podem não causar sintomas ou podem ocorrer náuseas, vômitos, perda de noção espacial (labirintite) e formigamento nas extremidades.

A avaliação da causa da plaquetose e se será necessário tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Minha filha fez hemograma e deu plaquetas elevadas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O aumento das plaquetas pode estar relacionado com muitas doenças e situações médicas, algumas são simples e algumas são grave (algumas muito graves). O ideal é sua filha fazer acompanhamento com pediatra e se ele achar necessário procurar um Hematologista.

Hemograma do meu filho deu plaquetas altas?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

As plaquetas estão um pouco aumentadas, esse resultado isolado não tem nenhum significado clínico (pode até significar algo, porém depende do restante: história, exame físico, hipóteses diagnósticas, resultados dos exames, provas terapêuticas e assim por diante...)

Qual o significado de trombocitose no hemograma?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Isoladamente esse resultado não significa nada, trombocitose aparece em muitas situações e doenças, inclusive pode aparecer em pessoas "normais".

Plaquetas baixas o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Somente o resultado de plaquetas baixas, pode não representar nada. É necessário que haja um exame clínico e a realização de outros exames para se fazer um diagnóstico.

Existem algumas doenças ou situações que podem provocar plaquetas baixas como as leucemias, a púrpura trombocitopênica idiopática, o mieloma múltiplo, válvulas cardíacas metálicas,o lúpus eritematoso sistêmico, alguns medicamentos, entre outras causas.

No entanto, os sinais mais comuns quando o número de plaquetas está muito baixo são as hemorragias na pele, nas gengivas, sangramentos menstruais abundantes ou cortes na pele que demoram muito para parar de sangrar.

O clínico geral ou o hematologista são os médicos que podem orientar o diagnóstico no caso do resultado de exame com presença de plaquetas baixas.

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O que fazer para aumentar a contagem de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

O que pode ser feito para aumentar a contagem de plaquetas, em muitos casos, é receber uma transfusão de plaquetas usando o próprio sangue ou o sangue de doadores. A estratégia para aumentar as plaquetas irá depender da causa da sua redução. Diferentes problemas de saúde podem levar a plaquetopenia, que é a redução das plaquetas, desde doenças infecciosas, doenças hematológicas, abuso de álcool, deficiência de vitaminas, realização de quimioterapia, entre outras causas. Geralmente, a abordagem deve-se voltar para o tratamento das doenças.

Em casos de maior gravidade, ou de urgência é comum haver a necessidade de transfusão. Na transfusão de plaquetas, o sangue é centrifugado para separar os seus componentes, obtendo-se assim o plasma rico em plaquetas, que pode ter até 8 vezes mais plaquetas que o plasma comum. O plasma é a parte líquida que compõe o sangue e que permanece depois que as células são retiradas.

Outros tratamentos utilizados para aumentar as plaquetas variam conforme a causa da plaquetopenia, entre eles tem-se:

  • Corticosteroides: podem aumentar a contagem de plaquetas, embora esse aumento possa ser passageiro, geralmente usados no tratamento da Purpura Trombocitopênica Idiopática ou PTI.
  • Medicamentos, como a azatioprina, que suprimem o sistema imunológico, também podem ser usados em casos de PTI refratária ao tratamento;
  • Administração intravenosa de altas doses de imunoglobulina por via intravenosa.

Quanto à alimentação, não há alimentos que possam fazer subir a contagem das plaquetas, embora seja importante ter uma alimentação rica em nutrientes para garantir o bom funcionamento da medula óssea, que produz as plaquetas sanguíneas.

Alimentos fontes de vitamina K, como fígado, ovos, vegetais folhosos verde-escuros ajudam no controle de hemorragias, uma vez que reduzem a quantidade de plaquetas necessárias para a coagulação do sangue, evitando assim grandes reduções nos níveis dessas células.

Para maiores esclarecimentos consulte um médico, nos casos de doenças hematológicas pode ser necessário o acompanhamento por um hematologista.

Guia de Especialidades Médicas
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A partir dessa lista os pacientes terão uma noção de qual especialidade médica devem procurar. No guia constam as principais especialidades que são atualmente reconhecidas no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina. As especialidades médicas estão dispostas em ordem alfabética e apresentam uma explicação geral sobre a área de atuação de cada especialidade médica.

Acupuntura: ramo da Medicina tradicional chinesa que se utiliza de pontos de energia presentes sobre a superfície corporal para o tratamento das mais diversas enfermidades, mobiliza-se esses pontos energéticos com o uso de agulhas. Muito utilizada no tratamento da dor crônica.

Alergologia e Imunologia: diagnóstico e tratamento das doenças alérgicas e do sistema imunológico.

Anestesiologia: estudo da dor e anestesia.

Angiologia: é a área da medicina que estuda o tratamento das doenças do aparelho circulatório, tratamento das veias e artérias.

Cancerologia ou Oncologia: é a especialidade que estuda os tumores malignos ou câncer.

Cardiologia: estudo das doenças relacionadas com o coração.

Cirurgia Cardiovascular: Tratamento cirúrgico de doenças do coração.

Cirurgia da Mão: tratamento cirúrgico de doenças das mãos.

Cirurgia de Cabeça e Pescoço: tratamento cirúrgico de doenças da cabeça e do pescoço.

Cirurgia do Aparelho Digestivo: atua na cirurgia dos órgãos do aparelho digestivo, como o esôfago, estômago, intestinos, fígado e vias biliares, e pâncreas.

Cirurgia Geral: é a área que engloba todas as áreas cirúrgicas. Pode ser dividida nas várias sub-especialidades.

Cirurgia Pediátrica: Cirurgia geral em crianças.

Cirurgia Plástica: tratamento para correção das deformidades, má formação ou lesões que comprometem funções dos órgãos através de cirurgia de caráter reparador. Cirurgias estéticas.

Cirurgia Torácica: atua na cirurgia que envolva a caixa torácica, principalmente cirurgia dos pulmões.

Cirurgia Vascular: tratamento das veias e artérias, através de cirurgia.

Clínica Médica ou Medicina Interna: é a área que engloba todas as áreas não cirúrgicas, sendo subdividida em várias outras especialidades.

Coloproctologia ou Proctologia: é a parte da medicina que estuda e trata os problemas do intestino grosso (cólon), sigmóide e doenças do reto, canal anal e ânus.

Dermatologia: é o estudo da pele, anexos da pele e suas doenças.

Endocrinologia e Metabologia: é o tratamento das glândulas e disfunções dos hormônios.

Endoscopia: diagnóstico médico através da endoscopia.

Cirurgia Abdominal: tratamento cirúrgico das doenças relacionadas com o abdômen.

Gastroenterologia: é o tratamento do aparelho digestivo.

Genética médica: é o estudo dos genes e de seu papel na herança das características paternais e maternais pela prole. A grande questão da genética nos dias de hoje e da medicina em geral são as células tronco e a clonagem humana.

Geriatria: é o estudo das doenças do idoso.

Ginecologia e Obstetrícia: é o estudo do sistema reprodutor feminino. E acompanhamento e tratamento na gestação e parto.

Hematologia e Hemoterapia: é o estudo dos elementos figurados (células) do sangue (hemácias, leucócitos, plaquetas) e da produção desses elementos nos órgãos hematopoiéticos (medula óssea, baço, linfonódos). Doenças: Anemias.

Homeopatia: é a prática médica baseada na Lei dos Semelhantes. Utiliza-se de remédios homeopáticos para o tratamento das mais diversas doenças e enfermidades.

Infectologia: estudo das causas e tratamentos de infecções (causadas por vírus, bactérias e fungos).

Mastologia: tratamento de doenças da mama.

Medicina de Família e Comunidade: é a área da medicina que se propõe a estudar o indivíduo enquanto ser inserido num contexto familiar e comunitário, nomeadamente integrado na sua família. Procura entender como este indivíduo se relaciona com os grupos sociais e estuda as doenças que o acometem através deste prisma. Trabalha preferencialmente com atividades de prevenção, mas também de uma Medicina de abordagem geral. Idealmente consegue resolver a vasta maioria das doenças de alta prevalência, seu principal objeto.

Medicina do Trabalho: trata das doenças causadas pelo trabalho ou com este relacionadas.

Medicina do Tráfego: manutenção do bem estar físico, psíquico e social do ser humano que se desloca, qualquer que seja o meio que propicie a sua mobilidade, cuidando também das interações deste deslocamento e dos mecanismos que o propiciam com o homem.

Medicina Esportiva: trata da abordagem do atleta de uma forma global, suas áreas estendem-se desde a fisiologia do exercício à prevenção de lesões, passando pelo controlo de treino e resolução de todo e qualquer problema de saúde que envolva o praticante de desporto ou simplesmente, exercício físico.

Medicina Física e Reabilitação: diagnóstico e terapêutica de diferentes entidades tais como doenças traumáticas, do sistema nervoso central e periférico, orto-traumatológica, cardio-respiratória.

Medicina Intensiva: é o ramo da medicina que se ocupa dos cuidados dos doentes graves ou instáveis, que emprega maior número de recursos tecnológicos e humanos no tratamento de doenças ou complicações de doenças, congregando conhecimento da maioria das especialidades médicas e outras áreas de saúde.

Medicina Legal (ou medicina forense): é a especialidade que aplica os conhecimentos médicos aos interesses da Justiça, na elaboração de leis e na adequada caracterização dos fenômenos biológicos que possam interessar às autoridades no sentido da aplicação das leis. Assim a Medicina Legal caracteriza a lesão corporal, a morte (sua causa, o momento em que ocorreu, que agente a produziu), a embriaguez pelo álcool ou pelas demais drogas, a violência sexual de qualquer natureza, etc.

Medicina Nuclear: é o estudo imagem ou terapia pelo uso de radiofármacos.

Medicina Preventiva e Social: se dedica à prevenção da doença ao invés de seu tratamento.

Nefrologia: é a parte da medicina que estuda e trata clinicamente as doenças do rim.

Neurocirurgia: atua no tratamento de doenças do sistema nervoso central e periférico passíveis de abordagem cirúrgica.

Neurologia: é a parte da medicina que estuda e trata o sistema nervoso.

Nutrologia: diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças do comportamento alimentar.

Oftalmologia: é a parte da medicina que estuda e trata os distúrbios dos olhos.

Ortopedia e Traumatologia: é a parte da medicina que estuda e trata as doenças do sistema locomotor e as fraturas.

Otorrinolaringologia: é a parte da medicina que estuda e trata as doenças da ouvido, nariz, garganta, seios paranasais, faringe e laringe.

Patologia: (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática.

Pediatria: é a parte da medicina que estuda e trata o ser em desenvolvimento, as crianças.

Neonatologia: é o ramo da Pediatria que estuda e cuida dos recém-nascidos, do nascimento até os 28 dias de idade. É um ramo da pediatria.

Pneumologia: é a parte da medicina que estuda e trata o sistema respiratório.

Psiquiatria: é a parte da medicina que previne e trata ao transtornos mentais emocionais e comportamentais. Doenças: Depressão.

Radiologia e Diagnóstico por Imagem: realização e interpretação de exames de imagem como raio-X, ultrassonografia, doppler colorido, tomografia computadorizada, ressonância Magnética, entre outros.

Radioterapia: Tratamento empregado em doenças várias, com o uso de raio X ou outra forma de energia radiante.

Reumatologia: é a especialidade médica que trata das doenças do tecido conjuntivo, articulações e doenças auto-imunes. Diferente do senso comum o Reumatologista não trata somente "reumatismo".

Urologia: é a parte da medicina que estuda e trata cirurgicamente e clinicamente os problemas do sistema urinário e do sistema reprodutor masculino.

Quem não pode tomar ômega 3?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem não deve tomar ômega 3 são as grávidas, pessoas que façam usam de anticoagulantes ou que tenham algum distúrbio de coagulação e pessoas alérgicas a frutos do mar.

As gestantes devem avaliar junto ao se obstetra a indicação e benefícios do uso de ômega-3, principalmente a partir do 8º mês de gravidez até ao parto, pois o ômega 3 dilata os vasos sanguíneos e deixa o sangue menos viscosos ("afina o sangue"), o que pode aumentar o sangramento no momento do parto.

Pessoas que tomam medicamentos anticoagulantes devem usar as cápsulas de ômega 3 em doses reduzidas, pois uma das propriedades do ômega 3 é diminuir a agregação plaquetária, ou seja, o próprio suplemento também ação anticoagulante e antitrombótica, além de diminuir a viscosidade do sangue. 

E pessoas que sabidamente apresentam alergia a peixes, camarão e crustáceos em geral, também não devem fazer uso de ômega-3, devido ao risco de reações alérgicas. 

O ômega 3 está presente principalmente em peixes como salmão, atum, sardinha, truta, cavala e arenque. O consumo diário deve ser superior a 1,8 g, o equivalente a 300 gramas de peixe por semana.

A utilização de cápsulas de ômega 3 deve ser indicada por um médico ou nutricionista, que dispondo do histórico do paciente e as suas necessidades, poderá indicar dose, quanto tempo e como deve fazer uso do suplemento.

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Ômega 3 aumenta o colesterol?

Endoscopia: como é feita e qual é o preparo?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A endoscopia digestiva alta é feita com um aparelho chamado endoscópio. O aparelho consiste de um tubo flexível com cerca de 1 metro de comprimento e 1 cm de diâmetro. Na sua extremidade está instalada uma micro câmera que transmite imagens para um monitor e permite ao médico visualizar o interior do tubo digestivo.

Como é o preparo para a endoscopia?

O preparo para a endoscopia é orientado por cada serviço com seus pormenores, no entanto, em geral as orientações são:

  • Jejum de pelo menos 8 horas, alguns serviços estipulam 12 horas, inclusive de água;
  • Suspensão de medicamentos como anti-inflamatórios, antiagregantes plaquetários e anticoagulantes 7 dias antes;
  • Evitar consumo de bebida alcoólica 24 horas antes;
  • Levar um acompanhante;
  • Comunicar qualquer tipo de alergia que possua. 
Como é feita a endoscopia?

No exame, a pessoa fica deitada de lado, sobre o lado esquerdo do corpo, e são então aplicados os sedativos e os analgésicos diretamente na veia. Um bocal de plástico é colocado entre os dentes do paciente e um cateter de oxigênio é instalado no nariz.

Endoscopia

Em seguida, o médico introduz o endoscópio no tubo digestivo através do bocal, na boca, e as imagens internas começam a ser transmitidas pela câmera. O tempo de duração da endoscopia varia entre 5 e 30 minutos. A duração do exame depende também da necessidade de realizar outros procedimentos, como uma biópsia, por exemplo.

Endoscópio

A biópsia, quando realizada durante a endoscopia, também é feita com o auxílio do endoscópio. O procedimento consiste na coleta de uma amostra de tecido que depois é analisada ao microscópio. As amostras podem ser colhidas do esôfago, do estômago ou da porção inicial do intestino.

A endoscopia não provoca dor, pois são aplicados anestésicos na garganta. Muitas vezes o procedimento é feito sob sedação. Se o paciente preferir, a endoscopia pode ser feita sem sedação. Caso o exame seja feito em crianças, o procedimento é realizado sob anestesia geral.

Como é a recuperação após a endoscopia?

Após a endoscopia, o paciente permanece na sala de recuperação, em repouso, durante 10 a 30 minutos. Pode ter a sensação de garganta "adormecida", o que é normal. Se a pessoa recebeu oxigênio complementar durante o exame, podem ocorrer espirros e congestão nasal.

Não é permitido dirigir após ser submetido ao exame de endoscopia e a alimentação deve ser de preferência leve. Em caso de mal-estar, náusea, vômitos ou sangramento, o paciente deve entrar em contato com o médico ou o setor de endoscopia do hospital, imediatamente.

A endoscopia digestiva alta é um exame que permite visualizar e tratar doenças do esôfago, estômago e porção inicial do intestino. O médico responsável pelo exame é o gastroenterologista.

Não consigo aumentar nível das plaquetas. O que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Existem algumas formas de aumentar as plaquetas, mas o mais importante é definir junto com seu médico assistente qual a causa dessa plaqueta baixa e se existe necessidade de tratamento.

Alguns tipos de tratamentos utilizados na plaquetopenia (plaquetas abaixo de 150 mil), são transfusão de plaquetas, corticoides, azatioprina, imunoglobulinas, plasmaférese, entre outros.

No caso do seu filho, provavelmente essa redução nos valores de plaquetas é justificada pelo uso crônico dos medicamentos anticonvulsivantes, uma causa comum de plaquetopenia, e nesses casos, se não há sinal de sangramento ou outros sinais de gravidade no exame físico e laboratorial dele, não deve ser feito nenhum tratamento, não há necessidade.

No entanto se a causa não for a medicação, mas outro problema, o tratamento deverá ser cuidadoso e baseado na doença, para que não haja piora das plaquetas. Por exemplo, em casos de Púrpura Trombocitopênica Idiopática (PTI), uma transfusão de plaquetas pode piorar o quadro clínico e reduzir ainda mais as plaquetas. Outras causas como doenças na medula óssea já podem ser uma indicação de transfusão.

Casos de tumores ou infecções podem ser necessários antibióticos ou procedimentos cirúrgicos.

Apesar de sabermos que a alimentação balanceada é muito importante para o bom funcionamento do corpo e produção de plaquetas, não é possível elevar o nível das plaquetas apenas com os alimentos.

Portanto, o tratamento será sempre baseado na causa do problema e principalmente, se existe ou não a indicação de tratar essa pequena alteração. Pois não é raro pacientes em uso de medicamentos crônicos apresentarem as plaquetas na faixa de 100 mil, sem que cause qualquer mal à sua saúde.

O mais adequado é que consulte um/a médico/a hematologista para avaliar o caso do seu filho e indicar o tratamento mais adequado.

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Diabético pode doar sangue?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Algumas pessoas com diabetes podem, sim, doar sangue. Se a pessoa estiver controlando apenas com alimentação e/ou hipoglicemiantes orais (medicamentos) e não apresente alterações vasculares, poderá doar (desde que cumpra todos os outros critérios para doação).

Entretanto, caso ela seja insulino-dependente ou tenha utilizado insulina uma única vez, não poderá doar. Esses pacientes têm alterações cardiovasculares importantes e, como consequência, durante ou logo após a doação de sangue, podem manifestar alguma reação que piore seu estado de saúde. É uma maneira de proteger o doador, já que não oferece risco à pessoa que vai receber o sangue.

Doar sangue é uma atitude louvável - todos aqueles que podem doar deveriam fazê-lo. É possível doar até 4 vezes ao ano, e cada doação pode salvar vidas ou ajudar até 30 pessoas. Veja quais são as restrições para saber se você pode doar ou não:

Requisitos básicos:

  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização);
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).

Impedimentos temporários:

  • Resfriado, gripe, diarreia ou conjuntivite: esperar 7 dias após desaparer os sintomas;
  • Gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
  • Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
  • Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
  • Hipo ou hipertensão no momento da doação;
  • Anemia detectada no teste anterior à doação;
  • Aumento ou diminuição importante dos batimentos cardíacos no momento da doação;
  • Febre no momento da doação;
  • Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses;
  • Restrição por 48 horas: caso tenha recebido vacina preparada com vírus ou bactérias mortos, toxoide ou recombinantes. Ex.: cólera, poliomielite (Salk), difteria, tétano, febre tifoide (injetável), meningite, coqueluche, pneumococo, gripe;
  • Restrição por 2 semanas: após o término do tratamento de infecções bacterianas (como por exemplo amigdalite), após a cura de rubéola e erisipela;
  • Restrição por três semanas: após a cura de caxumba ou varicela (catapora);
  • Restrição por quatro semanas: caso tenha recebido vacina de vírus ou bactérias vivos ou atenuados. Ex.: poliomielite oral, febre tifoide oral, caxumba, febre amarela, sarampo, BCG, rubéola, varicela (catapora), varíola. Além disso, se recebeu soro antitetânico e após a cura de dengue;
  • Restrição por três meses: se foi submetido a apendicectomia, hemorroidectomia, hernioplastia, ressecção de varizes ou amigdalectomia.
  • Restrição por seis meses a um ano: se submeteu-se a alguma cirurgia de grande porte como colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia, colectomia, esplenectomia pós trauma, nefrectomia. Além disso, após a cura de toxoplasmose comprovada laboratorialmente ou após qualquer exame endoscópico (endoscopia digestiva alta, colonoscopia, rinoscopia etc) - se com biópsia, é necessário avaliação do resultado da mesma;
  • Restrição por um ano: se recebeu uma transfusão de sangue, plasma, plaquetas ou hemoderivados, enxerto de pele ou de osso; se sofreu acidente se contaminando com sangue de outra pessoa; se teve acidente com agulha já utilizada por outra pessoa; se teve contato sexual com pessoa que seja profissional do sexo, usuário de drogas endovenosas, que tenha recebido transfusão de sangue ou com HIV/hepatite nos últimos 12 meses; se mora na mesma casa de uma pessoa que tenha hepatite, se fez tatuagem ou piercing (se feito em local sem condições de avaliar a antissepsia: esperar 12 meses após realização; com material descartável e realizado em local adequado: esperar 6 meses após a realização; se efetuado na mucosa oral ou genital: enquanto estiver com o piercing está inapto, tornando-se apto 12 meses depois da retirada do mesmo). Se teve sífilis ou gonorreia e se foi detido por mais de 24 horas.
  • Restrição de 5 anos: após cura de tuberculose pulmonar.

Impedimentos definitivos:

  • Hepatite após os 11 anos de idade;
  • Diabético insulino-dependente;
  • Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
  • Doenças auto-imunes como Tireoidite de Hashimoto ou Lupus;
  • Uso de determinados medicamentos (consulte ao doar);
  • Uso de drogas ilícitas injetáveis;
  • Malária;
  • Recebeu enxerto de dura-máter;
  • Teve algum tipo de câncer, incluindo leucemia;
  • Tem graves problemas no pulmão, coração, rins ou fígado;
  • Tem problema de coagulação de sangue; 
  • Teve tuberculose extra-pulmonar.
  • Já teve elefantíase, hanseníase, calazar (leishmaniose visceral), brucelose;
  • Tem alguma doença que gere inimputabilidade jurídica;
  • Foi submetido a gastrectomia total, pneumectomia, esplenectomia não decorrente de trauma, transplante de órgãos ou de medula.
  • Hepatite após completar 11 anos: Recusa permanente; Hepatite B ou C depois ou ou antes dos 10 anos de idade: Recusa definitiva; Hepatite causada por Medicamento: apto depois de curado e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem;

Intervalos para doação:

  • Homens - 60 dias (4 doações nos últimos 12 meses, nomáximo);
  • Mulheres - 90 dias (3 doações nos últimos 12 meses, no máximo).