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Úlcera gástrica tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Úlcera gástrica tem cura e o tratamento é feito com medicamentos que interrompem a produção de ácido pelo estômago, antibióticos para matar a bactéria H. pylori (uma mas principais causas de úlcera gástrica) e mudanças na alimentação. Alguns casos podem necessitar de cirurgia.

Dependendo dos sintomas da úlcera gástrica, o paciente pode precisar tomar um ou mais destes medicamentos durante algumas semanas. Eles irão interromper a dor e ajudar na cicatrização do estômago. 

As úlceras gástricas demoram algum tempo para cicatrizar e curar, por isso os medicamentos devem ser mantidos, mesmo que já não haja dor.

A alimentação deve seguir uma dieta apropriada durante um período mínimo de 4 semanas, em que o paciente deve evitar alguns alimentos e bebidas, tais como álcool, café, chá, refrigerantes, sucos cítricos, frutas cítricas, hortelã, mostarda, vinagre, alimentos gordurosos, frituras, pimentas e molhos vermelhos.

Além disso, as refeições devem ser feitas em porções pequenas e várias vezes ao dia, evitando ficar muito tempo em jejum.

É importante também parar de fumar, pois o fumo dificulta a cicatrização da úlcera gástrica. O uso de anti-inflamatórios não hormonais também deve ser abandonado durante o tratamento, uma vez que a utilização frequente desses medicamentos é a 2ª maior causa de úlcera gástrica.

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A cirurgia pode ser necessária se a úlcera não cicatrizar, voltar constantemente, perfurar, sangrar ou obstruir o estômago ou duodeno.

​​Nestes casos, a cirurgia pode retirar a úlcera gástrica, diminuir a quantidade de ácido produzida pelo estômago ou fechar a perfuração e interromper a hemorragia.

O/a médico/a responsável pelo tratamento da úlcera gástrica é o/a gastroenterologista.

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

A úlcera gástrica não se transforma em câncer, embora a principal causa de formação de úlceras seja a presença da bactéria Helicobacter pylori, e esta bactéria sim, está comprovadamente reconhecida como um dos fatores de alto risco para o câncer gástrico.

A Helicobacter pylori é uma bactéria que causa gastrites e úlceras no estômago, mas que está presente em quase metade da população e nem todos evoluem com câncer, o que comprova que outros fatores também influenciam nesse resultado.

Os fatores de maior risco para a evolução de um câncer no estômago são a presença de H.Pylori, gastrite atrófica (GA) e a metaplasia intestinal (IM), evidenciadas em exames de endoscopia. Outros fatores descritos são: Uso excessivo de sal na alimentação, obesidade, história familiar de câncer de estômago, alcoolismo e tabagismo. 

Em relação ao tratamento, atualmente o mais indicado é a erradicação da bactéria assim que diagnosticado úlcera gástrica, para reduzir o risco de câncer associado a acompanhamento médico regular.

Para maiores esclarecimentos sobre as possíveis complicações da sua úlcera, tratamento e acompanhamento, agende consulta com seu médico gastroenterologista.

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O que é úlcera gástrica e quais os sintomas?

Úlcera gástrica é uma ferida localizada na parede do estômago, cujo principal sintoma é uma dor em queimação. Se a lesão for no duodeno (porção inicial do intestino delgado), ela é denominada úlcera duodenal. A úlcera pode atingir ainda o esôfago (porção do trato digestivo anterior ao estômago).

Uma úlcera é o resultado dos danos provocados pelo ácido gástrico na parede do estômago, já que a acidez do ácido estomacal destrói com alguma profundidade o revestimento mucoso da parede interna do órgão.

A maior parte das úlceras gástricas não têm mais que 2 cm de diâmetro, embora possam causar dor e desconforto significativos. Uma das principais causas é o uso de medicamentos anti-inflamatórios, sendo mais comum em pessoas com mais de 60 anos e mulheres.

Os sintomas de úlcera gástrica mais comuns são as dores abdominais em forma de queimação. Em geral, a dor surge algumas horas após as refeições na "boca do estômago". Se o estômago estiver vazio, as dores podem ser mais intensas e ocorrer durante a noite. Nesses casos, é possível aliviar a dor comendo e tomando antiácidos.

Pessoas com úlcera no estômago também referem outros sintomas, como má digestão, sensação de não ter se alimentado, dor ao comer, náuseas, vômitos, falta de apetite e emagrecimento.

Quando a úlcera evolui ao ponto de perfurar a parede do estômago, o que ocorre nos casos mais graves, as dores são bastante fortes, o abdômen fica rígido e a pessoa perde sangue pelas fezes ou pelos vômitos. Esses sinais e sintomas são indicativos de uma emergência médica e o paciente necessita urgentemente ser levado para um hospital.

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O médico gastroenterologista é o especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento da úlcera gástrica.

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Qual o tratamento para úlcera varicosa?

O tratamento para úlcera varicosa inclui o uso de meias elásticas, repouso, elevação das pernas, curativos e cirurgia.

As meias elásticas de média e alta compressão aumentam a taxa de cicatrização das úlceras varicosas, por isso devem ser usadas de modo consistente. 

Apesar da compressão elástica poder controlar ou diminuir a insuficiência venosa, ela só deve ser usada para cicatrizar úlceras varicosas não complicadas. Além disso, as meias elásticas são contraindicadas em casos de insuficiência arterial, carcinoma e trombose venosa profunda.

O curativo é essencial no tratamento da úlcera varicosa, pois acelera o processo de cura e evita que a lesão volte a aparecer. Contudo, é importante lembrar que os curativos devem ser feitos com o máximo de cuidado e higiene.

Os curativos têm como principais objetivos manter a ferida limpa, retirar o excesso de secreção da ferida, permitir a "respiração" do local, promover isolamento térmico, tornar a ferida impermeável às bactérias e deixar a úlcera livre de partículas e tóxicos que a possam contaminar.

A cirurgia pode ser necessária em alguns casos de úlcera varicosa. O tratamento cirúrgico pode ser indicado para úlceras grandes, que duram muito tempo ou que não respondem aos demais tratamentos.

Normalmente a úlcera varicosa é recorrente e, se estiver aberta, pode permanecer por períodos que vão de semanas a vários anos.

As complicações mais graves da úlcera venosa incluem celulite (infecção da pele), osteomielite (infecção do osso) e até mesmo transformação maligna, ou seja, a úlcera varicosa pode evoluir para câncer. O risco da ferida se transformar em câncer é maior nas úlceras grandes e de duração prolongada.

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O tratamento da úlcera varicosa é realizado pelo médico angiologista ou cirurgião vascular e também pelos enfermeiros.

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Sim, quem tem úlcera varicosa pode e deve comer peixe, pois é um alimento rico em proteínas, essencial para o processo de cicatrização, e zinco, que fortalece o sistema imunológico, ajudando a prevenir e combater infecções.

Além disso, peixes como salmão, sardinha, atum, bacalhau, arenque e cavala são excelentes fontes de ômega 3, que é muito benéfico para quem tem úlcera varicosa.

Dentre os benefícios do ômega 3 estão a propriedade anti-inflamatória, a ajuda na prevenção de trombos, o fortalecimento do sistema imunológico, o aumento do colesterol bom (HDL) e a redução do colesterol ruim (LDL).

Pessoas com úlcera venosa devem ter uma alimentação saudável e balanceada, rica em proteínas (clara de ovo, carnes magras, feijão, lentilha, grão-de-bico, leite e derivados), zinco (ostras, camarão, peixes, carne de frango e vaca, castanhas, legumes) e vitamina C (acerola, pimentão amarelo cru, caju, goiaba, morando, kiwi, laranja).

Deve-se evitar alimentos gordurosos, excesso de sal, doces, adoçantes e bebidas alcoólicas.

O objetivo da dieta é estimular e favorecer a cicatrização da ferida, manter uma boa imunidade e reduzir os riscos de infecção.

O médico angiologista poderá dar algumas orientações quanto ao que pode ou não comer. Para ter um plano alimentar personalizado, específico para o seu caso, consulte um nutricionista.

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O que é úlcera varicosa?

Úlcera varicosa ou venosa é uma ferida difícil de cicatrizar, causada por insuficiência venosa crônica. A falta de circulação faz com que pequenas feridas cresçam e se juntem, formando a úlcera, que pode surgir devido a traumas ou espontaneamente.

Portanto, a úlcera varicosa é uma complicação da insuficiência venosa crônica. Representa o estágio final das varizes, já que tende a surgir vários anos após o aparecimento das mesmas.

As úlceras venosas são superficiais, têm formato irregular e surgem em locais de proeminência óssea, principalmente na extremidade da perna, próxima à parte interna do tornozelo. 

Geralmente as úlceras não provocam muita dor e possuem um fundo avermelhado, sendo rodeadas por uma mancha escura na pele.

Juntamente com a úlcera podem ocorrer também varicosidades nas extremidades dos membros inferiores, inchaço e dermatite venosa.

Dentre as possíveis causas das úlceras venosas estão os processos inflamatórios que ativam os leucócitos (células de defesa), provocam danos nos tecidos, favorecem a formação de coágulos e causam inchaço nas células.

A úlcera varicosa ocorre principalmente em pessoas com idade avançada, excesso de peso, história de ferimentos nas pernas, flebite (inflamação da veia) e trombose venosa profunda.

Dentre as complicações mais graves das úlceras varicosas estão a celulite (infecção da pele), a osteomielite (infecção do osso) e até mesmo a transformação maligna, ou seja, existe risco de evoluir para câncer, sobretudo as úlceras grandes e de duração prolongada.

Veja também: Uma úlcera pode virar câncer?

O tratamento da úlcera varicosa é difícil e a sua cicatrização é lenta. O tratamento inclui curativos, repouso, elevação das pernas, compressão elástica e cirurgia.

O curativo acelera a cura da úlcera varicosa e evita que a lesão volte a aparecer. As meias elásticas também favorecem a cicatrização e devem ser usadas sempre que possível. Contudo, a compressão elástica só é indicada para cicatrizar úlceras em estágios iniciais, que não estejam complicadas.

Já o tratamento cirúrgico pode ser indicado em alguns casos de úlcera varicosa. Através de técnicas específicas de cirurgia vascular, é possível remover ou fechar a veia doente.

O responsável pelo tratamento da úlcera varicosa é o médico angiologista ou cirurgião vascular.

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Alguns remédios podem causar úlceras? O que fazer para evitar?

Sim, existem remédios que podem causar úlceras, como os anti-inflamatórios não-hormonais(AINHs), que incluem a aspirina e o ibuprofeno. De fato, a irritação no estômago provocada pelo uso regular desses medicamentos é a segunda maior causa de úlcera gástrica.

Para evitar esse efeito colateral dos AINHs, o paciente deve utilizar medicamentos alternativos sempre que possível ou adicionar algum outro remédio para ser usado com o anti-inflamatório a fim de prevenir a formação de úlceras. Se os remédios forem a causa da úlcera, é necessário parar de tomá-los.

Existem também combinações de medicamentos que podem provocar úlceras, como o uso combinado de anti-inflamatórios com ácido acetilsalicílico (aspirina) ou corticoides, que pode irritar a parede interna do estômago, causar sangramentos e aumentar o risco de gastrites e úlceras.

Leia também: Úlcera gástrica tem cura? Qual o tratamento?

Caso você esteja usando um anti-inflamatório não-hormonal (AINHs) há algum tempo e com frequência, fale com o seu médico e esclareça as suas dúvidas sobre as chances do remédio causar úlceras e outros problemas gastrointestinais.

O médico gastroenterologista é o especialista indicado para diagnosticar e tratar úlcera gástrica.

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