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Cardiologia

Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?

A frequência cardíaca normal, em repouso, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Quando os batimentos cardíacos estão acelerados, acima de 100 bpm, a pessoa está com taquicardia. Uma frequência cardíaca baixa, inferior a 60 bpm, é considerada bradicardia.

Para saber se os seus batimentos cardíacos estão normais, basta medir a sua pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, ainda deitado, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, já que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A frequência cardíaca varia conforme a idade e o condicionamento físico. Quanto menor a idade, maior a frequência cardíaca. Em geral, pessoas adultas sedentárias têm uma frequência cardíaca de 70 a 100 batimentos por minuto, enquanto que aquelas bem condicionadas fisicamente podem apresentar uma frequência cardíaca de 50 bpm ou ainda menos.

Veja também: Coração acelerado: O que pode ser e o que fazer?

Isso indica que o coração de um indivíduo que pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, trabalha menos. 

O coração é um órgão musculoso e fica mais forte com a prática regular de atividade física. Logo, não precisa bater tantas vezes para levar o sangue para o resto do corpo, já que os seus batimentos são fortes e eficientes. 

Já o coração de uma pessoa sedentária é mais fraco e por isso precisa bater mais vezes para conseguir bombear o sangue.

Ter uma frequência cardíaca de repouso baixa protege o coração, pois menos batimentos por minuto significa menos desgaste com o passar do tempo. Essa é uma das razões por que a prática regular de exercícios físicos ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.

Consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou cardiologista se verificar que a sua frequência cardíaca de repouso está acima ou abaixo dos valores considerados normais. Tanto a taquicardia como a bradicardia podem ser um sinal de arritmia cardíaca e precisam ser investigadas.

Saiba mais em:

Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?

Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?

Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

Sinto pontadas no peito. O que pode ser?

​Pontadas no peito normalmente não estão relacionadas com o coração. Podem ser sinal de gases intestinais, ansiedade, doenças pulmonares e digestivas, entre outras causas. A dor no peito causada pelo infarto tem características diferentes.

As pontadas no peito podem ser causadas por irritação da pleura, uma membrana dupla de tecido conjuntivo que recobre os pulmões e a parte interna do tórax.

A dor pleurítica é súbita, em pontada, e surge ou piora com a respiração, tosse ou bocejo. As pontadas são bem localizadas e parecem vir diretamente do coração.

Dentre as doenças ou condições que podem afetar a pleura e causar pontadas no peito estão a tuberculose, o câncer de pulmão, a pneumonia, o derrame pleural (excesso de líquido entre o pulmão e as costelas)e o pneumotórax (escape ou entrada de ar no espaço pleural que provoca um colapso total ou parcial do pulmão).

Quando a dor no peito é sintoma de infarto, a pessoa geralmente sente uma dor ou desconforto no peito que pode irradiar para a mandíbula e para o braço esquerdo. É uma dor intensa e prolongada, acompanhada por uma sensação de peso ou aperto no peito.

Saiba mais em: Quais os sintomas de um ataque cardíaco?

Consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família em caso de pontadas no peito para que a origem da dor seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Qual é o tratamento para aorta dilatada?

O tratamento para a aorta dilatada depende dos sintomas apresentados pelo paciente, do grau de dilatação da aorta e da velocidade da sua progressão. O tratamento definitivo é o cirúrgico, mas conforme as condições físicas do paciente, como a necessidade de tratar outros problemas antes da realização da cirurgia, pode-se realizar o tratamento clínico com o objetivo de controlar a progressão da dilatação e complicações da sua possível ruptura.

A aorta é a maior artéria do corpo humano, ela sai do coração, atravessa o tórax, o abdômen e ramifica-se dando origem a outras artérias. Sua função é transportar o sangue oxigenado vindo do lado esquerdo do coração para todo o corpo. Uma dilatação da aorta significa que há um alargamento ou aumento do seu diâmetro, em determinada região do vaso, causando uma fragilidade de suas paredes e podendo levar à um extravasamento de sangue através delas. 

A dilatação da aorta, também chamada de aneurisma da aorta, pode ser torácica, quando a aorta está dilatada na região do tórax, ou abdominal, quando isso ocorre na região do abdômen, sendo esta a mais comum.

Tratamento clínico da dilatação ou aneurisma da aorta:

  • uso de medicamentos para um rigoroso controle da pressão arterial, da frequência cardíaca e do níveis de colesterol,
  • suspensão do tabagismo, quando necessário,
  • evitar prática de exercícios físicos sem a orientação médica devido ao risco de causarem aumento da pressão intratorácica e da pressão arterial.

A presença de sintomas como dificuldade para engolir (disfagia), insuficiência respiratória, tosse e distúrbios na voz (disfonia) são relacionados à pressão causada pelo aneurisma à áreas vizinhas. Esses sintomas indicam a necessidade de cirurgia, independentemente do diâmetro da dilatação, devido ao maior risco de ruptura.

Já o tratamento cirúrgico preventivo para a correção do aneurisma da aorta, mesmo sem a presença de sintomas, pode ser realizado dependendo da avaliação médica, visando evitar a sua ruptura e o extravasamento de sangue e suas consequências.

A cirurgia pode ser feita por meio de incisão no abdome ou tórax (cirurgia aberta) ou por cirurgia endovascular, com implante de uma prótese, chamada stent, que é introduzida pela artéria femoral, na região inguinal. Nesse procedimento o sangue passa a fluir através da prótese, excluindo o aneurisma da circulação. 

O aneurisma pode ter uma evolução lenta, permanecendo sem sintomas durante muito tempo, sendo que algumas vezes ele pode ser diagnosticado por acaso, durante um exame de tomografia computadorizada ou uma ultrassonografia realizadas para esclarecer outro problema.

O cirurgião vascular é o especialista a ser consultado para o diagnóstico  tratamento do aneurisma da aorta.

Coração acelerado: o que pode ser e o que fazer?

Sentir o coração acelerado é normal em situações de nervosismo, ansiedade, estresse, emoções fortes, esforço físico, entre outras condições que podem deixar os batimentos cardíacos acelerados.

Porém, se o coração estiver acelerado em repouso, com mais de 100 batimentos por minuto e sem um motivo aparente, pode ser sinal de alguma doença cardíaca ou outro problema que precisa ser investigado.

A taquicardia (frequência cardíaca acima de 100 bpm) é uma reação natural do organismo em situações em que corpo precisa de mais oxigênio para executar determinadas ações, como "fugir" ou "lutar", por exemplo.

Na atividade física, o coração precisa bater mais vezes para irrigar os músculos com nutrientes e oxigênio. O estresse e a ansiedade também provocam uma reação de alerta no corpo, que responde aumentando a frequência cardíaca.

Dentre as diversas causas da taquicardia, as mais comuns são as arritmias, ansiedade, estresse, fatores genéticos, consumo de bebidas estimulantes (café, chá, energéticos), ingestão excessiva de álcool, fumo, uso de certas drogas e medicamentos, desidratação, hipoglicemia, anemia, hipertireoidismo, infecções, febre e doenças reumáticas.

Para saber se o seu coração está acelerado, permaneça em repouso durante pelo menos 5 minutos e verifique a sua pulsação. Se possível, deite-se ou sente-se confortavelmente enquanto repousa.

A pulsação é medida colocando suavemente a ponta dos dedos indicador e médio sobre o pulso oposto, de maneira que se consiga sentir os batimentos cardíacos pela pulsação da artéria que passa pelo punho.

Para isso, movimente ou pressione os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Depois, marque o tempo com um relógio ou cronômetro e conte as pulsações durante 1 minuto.

No adulto, a frequência cardíaca de repouso considerada normal varia de 60 a 100 batimentos por minuto (bpm). Se os batimentos cardíacos estiverem acima de 100 por minuto, significa que o seu coração está acelerado.

Procure um médico clínico geral ou médico de família se notar que o seu coração dispara sem motivo aparente. Alterações no ritmo cardíaco sem estímulos internos ou externos podem ser sinal de arritmia cardíaca. O diagnóstico pode ser feito clinicamente ou com auxílios de exames como o eletrocardiograma.

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Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

Bradicardia Sinusal, o que é?

Bradicardia sinusal é quando o ritmo do coração, em repouso, é mais lento que o normal,  abaixo de 60 batimentos por minuto. O ritmo normal do coração é, em média, de 80 batimentos por minuto e é comandado pelo nó sinoatrial ou sinusal, que é o marcapasso natural do coração. Existem algumas situações em que há uma bradicardia sinusal, mas que não significam uma doença, como no caso das pessoas que praticam exercícios físicos frequentes, como os atletas.

No entanto, a bradicardia sinusal pode ocorrer devido a distúrbios surgidos no coração ou no organismo como no caso de medicamentos usados para a hipertensão arterial, medicamentos usados para arritmias cardíacas, hipotiroidismo, doença de Chagas, doenças do sistema nervoso autônomo, infarto do miocárdio e doença do nó sinusal.

O diagnóstico da bradicardia sinusal é feito, geralmente, pelo cardiologista através do exame clínico e de outros exames como o eletrocardiograma e o Holter, que é um exame eletrocardiográfico em que o paciente é monitorizado durante 24 horas. O tratamento da bradicardia vai depender da sua causa e das suas consequências.

Saiba mais em: Como é o exame holter 24 horas?

Quais são as causas e consequências da bradicardia sinusal?

A bradicardia sinusal (frequência cardíaca abaixo de 60 batimentos por minuto, comandada pelo nó sinusal, confirmada por eletrocardiograma) pode ser devida a diversas causas, cardíacas ou não cardíacas, além de várias consequências que serão detalhadas abaixo.

Causas não cardíacas
  • A bradicardia sinusal (BS) pode ocorrer em situações fisiológicas (sem que a pessoa esteja doente) em atletas (ou pelo menos praticantes regulares de exercícios físicos), ou em pessoas vagotônicas (pessoas que têm a ação do sistema nervoso parassimpático intensificada, sendo que a ação do sistema nervoso parassimpático diminui a frequência cardíaca). Nas situações descritas acima a Bradicardia Sinusal não é indicativo de doença propriamente dita;
  • Hipotireoidismo (deficiência da glândula tireoide);
  • Uso de certos medicamentos (antiarrítmicos - amiodarona, propafenona, sotalol, entre outros) ou anti-hipertensivos (betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio, como o verapamil e o diltiazem);
  • Síncopes neuromediadas (vaso-vagal, neurocardiogênica e situacional), podem ocorrer com crises intensas de bradicardia sinusal, acompanhadas de síncope (desmaios e tonturas).
  • Síndrome do seio carotídeo (o seio carotídeo é uma estrutura no pescoço que participa ajuda a controlar a pressão arterial e os batimentos cardíacos, e é parte integrante do sistema nervoso autônomo). Esta é uma doença rara, em que certos movimentos bruscos do pescoço (ou se houver compressão deste, no caso de uma gravata muito apertada, por exemplo), podem provocar a queda da pressão arterial e uma diminuição da frequência dos batimentos do coração.
  • Desnutrição (Marasmo).
​​Causas cardíacas
  • Idade (fibrose do nó sinoatrial que ocorrem naturalmente com o envelhecimento);
  • Fibrilação atrial com resposta ventricular lenta;
  • Miocardiopatias / miocardites / pericardite;
  • Distrofias musculares;
  • Síndrome do seio enfermo (ou disfunção do nódulo sinusal) - o "marca passo" cardíaco não está funcionando corretamente;
  • Bloqueio cardíaco (o pulso elétrico que viaja das câmaras superiores às inferiores do coração é irregular ou está bloqueado) - pode ser causado, dentre várias outras causas, por Doença de Chagas;
  • Doenças das artérias coronárias (a artéria coronária direita irriga o nó sinoatrial, se houver comprometimento da irrigação por obstrução geralmente superior a 70% ou total, pode haver BS);
  • Lesão do sistema elétrico do coração por cirurgias;
  • Cardiopatias congênitas (erros de formação no coração do bebê durante a gravidez);
  • Infarto do miocárdio (ataque cardíaco) que afeta a região inferior do coração costuma cursar com BS em sua fase aguda.
Consequências da Bradicardia Sinusal

​​As consequências mais comuns da BS são: 

  • Fraqueza;
  • Cansaço fácil com tarefas que antes não o deixavam cansado;
  • Falta de ar com tarefas que antes eram realizadas sem sintomas;
  • Dor no peito (em queimação ou aperto, que se localiza em uma região grande e não apenas em um ponto, piora com esforço e melhora com repouso);
  • Desmaios;
  • Perda de memória;
  • Perda de vontade;
  • Tonturas;
  • Mal estar.

É importante ressaltar que um médico clínico geral ou preferencialmente um cardiologista deve ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário, caso a caso.

Bradicardia sinusal é grave? Tem cura?

Bradicardia sinusal (frequência cardíaca abaixo de 60 batimentos por minuto, confirmada por eletrocardiograma), pode ser muito grave ou não trazer nenhuma repercussão clínica, depende do caso. Em casos em que é necessária alguma intervenção, existe tratamento capaz de normalizar a frequência cardíaca.

O tratamento da bradicardia sinusal geralmente não é indicado para aqueles que não apresentam sintomas (falta de ar, fraqueza, cansaço, tontura, mal estar, etc).

Para os que apresentam sintomas, o tratamento deverá ser direcionado para a causa da bradicardia sinusal. Se for causada por algum medicamento, a simples suspensão pode solucionar o problema (a retirada de qualquer medicamento deve ser autorizada pelo médico). Em caso de sintomas após a suspensão, deve-se procurar o pronto socorro imediatamente. Caso não seja possível suspender a medicação, pode ser necessário o implante de um marca-passo artificial.

O marca-passo também pode ser utilizado nas síncopes neuromediadas (vaso-vagal, situacional e neurogênica), associadas a crises de bradicardia intensas e/ou desmaios repetitivos que não respondam a outras modalidades de tratamento, ou na síncope de seio carotídeo.

É importante ressaltar que um médico clínico geral ou preferencialmente um cardiologista deve ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário, caso a caso.

Batimentos cardíacos baixos: o que pode ser?

Os batimentos cardíacos são considerados baixos quando a frequência cardíaca é inferior a 60 batimentos por minuto, uma condição chamada bradicardia e que pode ter diversas causas.

Atletas e pessoas bem condicionadas fisicamente podem ter uma frequência cardíaca de repouso baixa, com apenas 50 batimentos por minuto ou ainda menos. Nesses casos, a bradicardia é considerada normal, pois o coração de quem pratica exercícios físicos regularmente é mais eficiente para bombear o sangue e, por isso, precisa de menos contrações.

Contudo, existem diversas doenças e condições que podem deixar os batimentos cardíacos baixos, tais como:

⇒ Arritmia cardíaca;

⇒ Hipotireoidismo;

⇒ Doença de Lyme;

⇒ Febre tifoide;

⇒ Hipotermia (temperatura corporal inferior a 35ºC);

⇒ Hipercalemia (excesso de potássio no sangue).

⇒ Uso de drogas ou alguns medicamentos.

Veja também: Coração acelerado: O que pode ser e o que fazer?

A bradicardia pode causar tonturas, fraqueza e até desmaios, já que os batimentos cardíacos lentos podem não ser capazes de levar todo o sangue com oxigênio necessário para o corpo.

Para saber se os batimentos cardíacos estão baixos, basta medir a pulsação. Para isso, você deve permanecer em repouso, de preferência deitado, durante pelo menos 5 minutos. Depois, coloque as pontas dos dedos indicador, médio e anelar logo abaixo do pulso, na base do polegar.

Pressione ou movimente os dedos para os lados, até sentir a pulsação. Use um relógio ou cronômetro para marcar o tempo e observe quantas vezes o seu coração bate durante 1 minuto.

Vale lembrar que contar as pulsações por 15 segundos e depois multiplicar por 4 para obter o número de batimentos cardíacos por minuto pode dar um resultado que não condiz com a realidade, já que a pulsação nem sempre é regular e pode oscilar.

A bradicardia tende a desaparecer quando a causa é eliminada ou tratada. Se você é uma pessoa sedentária e a sua frequência cardíaca é baixa (inferior a 60 bpm), procure o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a origem da bradicardia seja identificada e tratada.

Saiba mais em:

Batimentos cardíacos acelerados: o que pode ser e o que fazer?

Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?

Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?