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Qual o risco de ter o colesterol HDL (colesterol bom) abaixo do ideal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Ter o colesterol HDL (colesterol bom) abaixo do ideal aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame. Isso porque o bom colesterol (HDL) recolhe o colesterol ruim (LDL) depositado nos vasos sanguíneos, prevenindo a formação de placas de gordura na parede das artérias que podem provocar um entupimento das mesmas (aterosclerose).

Em outras palavras, o colesterol HDL ajuda a manter as artérias abertas, reduzindo o risco de ataques cardíacos e derrames. Ter altos níveis de HDL pode ser tão importante como manter baixos os níveis de LDL.

Pessoas que apresentam taxas de colesterol bom abaixo do normal devem incluir algumas mudanças no estilo de vida, tais como praticar exercícios físicos regularmente, perder peso e não fumar.

Alimentação inadequada, excesso de peso, diabetes, tabagismo e pressão alta são alguns dos fatores que provocam um aumento do colesterol ruim (LDL).

É importante lembrar que o principal determinante dos níveis de colesterol é o fator genético. Isso significa que um indivíduo pode ter uma alimentação rica em gorduras e apresentar níveis sanguíneos de colesterol ruim baixos, porque o seu fígado é capaz de eliminar o excesso adequadamente.

Por outro lado, uma pessoa com uma dieta equilibrada pode ter altos níveis de mau colesterol porque o seu organismo não consegue eliminar tão bem as gorduras. Isso explica por que pessoas magras também podem ter colesterol alto e não somente os obesos.

Saiba mais em:

O que é o colesterol HDL?

HDL é a sigla em inglês para "Lipoproteína de Alta Densidade" (High Density Lipoprotein). O colesterol HDL é uma gordura de alta densidade, ou seja, ele é “pesado” e por isso não flutua na superfície do sangue.

Por isso o HDL é conhecido como “bom colesterol”, pois a sua alta densidade faz com que ele afunde no sangue e não se deposite na parede das artérias, evitando a formação de placas de gordura. Além disso, ele arrasta o mau colesterol (LDL), removendo-o da circulação sanguínea.

Por outro lado, o colesterol LDL é uma lipoproteína de baixa densidade (Low Density Lipoprotein), o que faz com que flutue na superfície do sangue e se deposite na parede das artérias. Por isso o LDL é conhecido como “mau colesterol” ou “colesterol ruim”, por levar à formação de placas de gordura nas artérias.

Isso explica por que ter o colesterol HDL baixo aumenta o risco de derrame cerebral e infarto. O HDL é o único colesterol cujos níveis devem estar acima dos valores de referência, com valores superiores a 40 mg/dl.

Como aumentar o colesterol HDL?

Para aumentar o colesterol HDL, recomenda-se incluir na dieta alimentos ricos em gorduras “saudáveis”, como salmão, atum, sardinha, cavala, sementes de linhaça, azeite de oliva, castanhas, nozes, amêndoas, avelãs e abacate.

Pessoas com níveis de colesterol HDL abaixo do normal devem consultar um médico clínico geral ou cardiologista.

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Distúrbio no ramo direito do coração, é grave?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Geralmente distúrbios no ramo direito do coração isoladamente não representam gravidade, podem inclusive aparecer em pessoas assintomáticas e aparentemente saudáveis, contudo esse tipo de distúrbio também podem ser sinal de alguma doença cardíaca preexistente que exige maior atenção e cuidado.

O distúrbio da condução do ramo direito se refere a interrupção parcial do impulso elétrico que percorre o ramo direito do feixe de His, que é um conjunto de fibras que transmitem os impulsos elétricos do nó atrioventricular até os ventrículos. Quando ocorre interrupção total da transmissão desse impulso elétrico tem-se o bloqueio completo do ramo direito. 

Algumas doenças que podem estar relacionadas ao bloqueio de ramo direito são:

  • Cardiopatia hipertensiva
  • Infarto agudo do miocárdio
  • Doença de Chagas
  • Cardiomiopatia dilatada idiopática

Consulte o seu médico de família, clínico geral ou cardiologista, para que ele possa fazer uma melhor análise dos sintomas, sinais e resultados de exames e assim fazer o diagnóstico mais adequado.

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O que são triglicerídeos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os triglicerídeos ou triglicérides, como também são conhecidos, são gorduras ingeridas através da alimentação, mas que também podem ser produzidas pelo nosso organismo. Os triglicerídeos servem para armazenar energia, sendo utilizados pelo corpo quando necessário.

Os triglicerídeos não representam um problema para a saúde, desde que os seus níveis estejam dentro do normal. No entanto, quando essa fonte de energia não é usada devido à falta de atividade física, os níveis de triglicerídeos no sangue se elevam e eles começam a se acumular na parede das artérias, o que aumenta os risco de infarto.

Além disso, os triglicerídeos altos geralmente vêm acompanhados de níveis baixos de HDL, o chamado "bom colesterol". O HDL também é um tipo de gordura, porém é considerado "bom" pois retira as gorduras "más" (triglicerídeos e colesterol LDL) da circulação, impedindo que elas formem placas de gordura que podem obstruir as artérias.

O risco de doenças cardiovasculares é ainda maior se o colesterol bom (HDL) estiver baixo e o colesterol mau (LDL) estiver alto, bem como na presença de diabetes tipo 2.

Nível de triglicerídeos alto. O que pode ser?

Os níveis de triglicerídeos no sangue podem se elevar com a ingestão de gorduras, doces e bebidas alcoólicas, daí ser necessário fazer o exame de sangue com 12 horas de jejum. O nível desejável de triglicerídeos deve ser inferior a 150 mg/dl.

Valores altos de triglicerídeos podem indicar ainda a presença de doenças como diabetes ou hipotireoidismo ou ainda ser um efeito colateral de certos medicamentos, como os imunossupressores e os anti-hipertensivos.

Quando os triglicerídeos estão muito altos, acima de 400 mg/dl, podem provocar inflamação do pâncreas. O tratamento nesses casos deve ser imediato e intenso, com dieta, exercícios e medicamentos.

Como baixar os triglicerídeos?Cuide da alimentação

A dieta para baixar os triglicerídeos deve ser saudável, diversificada e balanceada, rica em frutas, legumes e vegetais, com 5 a 6 refeições por dia.

Emagreça ou controle o peso

O controle de peso e o emagrecimento são muito importantes para baixar um nível de triglicerídeos alto. Dieta balanceada e pobre em calorias associada à prática regular de atividade física são a forma mais indicada de emagrecer e baixar os triglicerídeos.

Evite gorduras de origem animal

Carnes gordas, carne vermelha, queijos e laticínios em geral são fontes de gordura de origem animal, que podem aumentar os níveis de triglicerídeos. Recomenda-se evitar o consumo desse tipo de gordura, dando preferência a gorduras de origem vegetal (nozes, amêndoas, avelãs, azeite), peixes e carnes magras como frango ou peru.

Aumente o consumo de peixes

Recomenda-se aumentar o consumo de peixes ricos em ômega 3, como salmão, sardinha, atum e cavala. O ômega 3 é uma gordura “saudável”, que ajuda a controlar os níveis de mau colesterol e triglicerídeos.

Evite açúcar e farinha refinada

Doces e refrigerantes devem ser evitados, bem como pães brancos e massas que não são integrais. O consumo de carboidratos em geral (pães, arroz, massa, batata) deve ser reduzido e o açúcar deve ser substituído por adoçante, de preferência estévia.

Aumente o consumo de alimentos ricos e fibras

O aumento da ingestão de alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais e cereais integrais, ajuda a baixar os níveis de triglicerídeos.

Evite bebidas alcoólicas

O álcool interfere de forma significativa nos valores de triglicerídeos, por isso as bebidas alcoólicas devem ser evitadas para baixar os níveis dessa gordura.

Pratique atividade física

Os exercícios físicos são uma excelente forma de queimar mais calorias, levando o corpo a utilizar os triglicerídeos para obter energia e impedindo assim que os mesmos se acumulem no sangue.

O tratamento para triglicerídeos altos pode ser realizado pelo/a clínico/a geral, médico/a de família, endocrinologista ou cardiologista.

Saiba mais em: Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?

Comer ovo aumenta o colesterol?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Comer ovo pode ou não aumentar o colesterol. Tudo depende da capacidade do organismo em absorver o colesterol. Sabe-se que cerca de 80% da população é pouco sensível às concentrações de colesterol na alimentação, ou seja, o impacto do consumo de ovos e outros alimentos ricos em colesterol é muito pequeno.

Durante décadas acreditou-se que comer ovo aumentava o LDL (colesterol ruim) e a recomendação era para que o consumo não ultrapassasse os 2 ovos por semana, uma vez que a gema é rica em colesterol, com cerca de 200 mg.

Porém, atualmente, os médicos e os nutricionistas já admitem o consumo de 4 ovos por semana. Se for cozido, a maioria das pessoas pode até comer 1 ovo por dia, sem prejuízos para o colesterol. 

Os estudos científicos verificaram que as doenças cardiovasculares estão mais associadas a fatores hereditários e ao consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas (laticínios, carne vermelha, embutidos, alimentos industrializados...) do que com os níveis de colesterol dos ovos.

No entanto, é importante lembrar que a gema do ovo é rica em colesterol e o seu consumo em excesso pode sim, aumentar o colesterol. Assim, indivíduos que têm colesterol elevado devem limitar o seu consumo a 2 ovos por semana.

Pacientes com colesterol elevado devem consumir ovos de acordo com a orientação de um médico clínico geral, endocrinologista ou nutrólogo.

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O que é dispneia e quais são as causas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

Dispneia é a sensação de falta de ar, dificuldade de respirar ou respiração incompleta. Geralmente essa sensação é originada por doenças cardíacas e/ou pulmonares, mas pode ser causada por diversas outras condições.

A dispneia pode ser classificada em aguda, crônica, dispneia de esforço, de repouso e suspirosa.

Tipos de dispneia Dispneia aguda (ou súbita)

A dispneia é chamada de aguda quando acontece de maneira súbita, é mais intensa e preocupante. Costuma ser desencadeada por quadro de infecção, trauma ou obstrução da via respiratória.

Dispneia crônica

A dispneia é chamada de crônica, quando o sintoma já tem mais de 3 meses, sempre com a mesma intensidade, ou com piora lenta e progressiva. Está mais associado a doenças crônicas, como enfisema, nos tabagistas, asma crônica ou insuficiência cardíaca.

Dispneia de esforço

Nome dado a falta de ar relacionada com a prática de esportes ou um esforço físico, por exemplo, em atividades esportivas de alto rendimento.

Dispneia de repouso

Sensação de dificuldade respiratória, mesmo durante o repouso. Essa situação é comum em pacientes idosos, com doenças cardíacas graves, como a insuficiência cardíaca congestiva, problemas pulmonares, como crise de asma, câncer de pulmão ou enfisema pulmonar.

Dispneia suspirosa

A dispneia suspirosa se caracteriza pela sensação de falta de ar com ritmo respiratório normal, e inspirações profundas. Comum nas crises de ansiedade ou emoção forte.

Causas de dispneia

A dificuldade em respirar pode ser decorrente de fatores como:

  • Baixa concentração de oxigênio no ar, como em grandes altitudes;
  • Obstrução das vias aéreas;
  • Doença cardíaca;
  • Problemas no pulmão;
  • Doenças neurológicas;
  • Medicamentos;
  • Entre outras que levam a incapacidade do sangue carrear o oxigênio pelo corpo, como na anemia grave, sangramentos e doenças hematológicas.

Baixa concentração de oxigênio no ar

Comum em locais de grandes altitudes. Por isso as pessoas que praticam montanhismo e alpinismo são treinadas e orientadas quanto a baixa oxigenação. Quais os sintomas de alerta e o que fazer nesses casos.

Obstrução das vias aéreas

A obstrução pode ser devido a um objeto ou alimento, que interrompa a passagem de ar, ou por doenças crônicas como a asma, fibrose cística, enfisema, síndrome de Loëffler (causada por verminose), câncer de laringe ou faringe e edema da laringe (reação alérgica).

Doenças cardíacas e cardiovasculares

As doenças cardíacas enfraquecem o músculo do coração, dificultando o fluxo sanguíneo, que não consegue levar sangue oxigenado para os tecidos. As mais frequentes na nossa população são a cardiomiopatia, as arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, doenças coronárias, como o infarto agudo do miocárdio, pericardite, prolapso de valva, hipertensão arterial sistêmica e embolia pulmonar.

Problemas pulmonares

Doenças pulmonares impedem a troca dos gases (gás carbônico e oxigênio), diminuindo a oxigenação no organismo.

Podem ser doenças contagiosas, como a pneumonia, tuberculose, outras infecções pulmonares, ou não contagiosas, como a fibrose pulmonar, atelectasia, pneumonite, tromboses, câncer de pulmão, derrame pleural, pneumotórax, edema pulmonar não cardiogênico e sarcoidose.

Doenças neurológicas

Algumas doenças neurológicas, afetam os nervos e músculos responsáveis pela respiração, levando a sensação de falta de ar, e por vezes, ao quadro de dificuldade respiratória real.

Como a Esclerose lateral amiotrófica, síndrome de Guillain-Barré, esclerose múltipla, miastenia gravis ou síndrome da Fadiga Crônica.

Doenças psicológicas

Transtorno de ansiedade e emoções fortes causam a contração muscular e liberação de neurotransmissores estimuladores, que acabam por levar À sensação de dificuldade respiratória, sem alterar a oxigenação do corpo.

Medicamentos

Fentanil® (fármaco do grupo dos opioides) é uma das substâncias que leva a sensação de respiração incompleta.

Outras causas de dispneia:

Uma situação que exija maior volume de sangue para adequada oxigenação no organismo, como a obesidade, gravidez, sangramentos ou anemia, podem causar a dispneia.

Quais são os sintomas da falta de ar?

A dispneia é um sintoma e não uma doença por si só. A falta de ar pode ser um sinal de que os tecidos do corpo não estão recebendo uma quantidade suficiente de oxigênio.

Os sintomas são de desconforto ou dificuldade para respirar, além cansaço (mesmo ao realizar tarefas leves e simples) e sensação de aperto no peito.

Se as extremidades do corpo, como nariz, lábios ou dedos, ficarem com uma coloração azulada ou arroxeada, é um sinal de que está faltando oxigênio para os tecidos. Nesses casos, deve-se procurar atendimento médico com urgência.

Qual é o tratamento para dispneia?

O tratamento da dispneia dependerá da sua causa. Pode haver indicação de medicamentos, oxigênio, ventilação mecânica, nos casos mais graves ou cirurgia.

Em caso de dispneia, procure um médico clínico geral ou médico de família para avaliação e orientações após o correto e diagnóstico correto, orientar e prescrever o melhor tratamento.

Quais os sintomas da hipertensão arterial?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Na maioria dos casos, a hipertensão arterial não provoca sinais e sintomas. Geralmente eles só se manifestam quando a pressão arterial está muito elevada.

Embora muitas pessoas associem dor de cabeça a pressão alta, dificilmente a dor de cabeça é causada pelo aumento da pressão, isso pode ocorrer apenas quando os valores de pressão arterial estão muito elevados, acima de 200 mmHg de pressão sistólica.

Acima deste valor outros sintomas da pressão alta que podem estar presente são: dor no peito, tonturas, zumbido no ouvido, sangramento nasal, fraqueza, visão embaçada ou presença de pontinhos brilhantes na visão.

Quais são os sintomas da hipertensão arterial maligna?

A hipertensão arterial maligna tem evolução acelerada. Nesses casos, a pressão arterial está muito alta e as crises podem durar minutos ou horas.

Quando isso acontece, a pessoa pode manifestar: sonolência, confusão mental, distúrbio visual, náuseas, vômito, dor de cabeça, ansiedade, palpitação, suor frio, palidez, tremor nas mãos e dor no peito.

Hipertensão arterial provoca sempre dor de cabeça?

Geralmente, dor de cabeça ou na nuca não são sintomas de hipertensão arterial. A dor de cabeça ou na nuca causada pela pressão alta só ocorre quando a pressão arterial está muito elevada, geralmente acima de 200/110 mmHg.

Nervosismo e ansiedade são sintomas de hipertensão arterial?

Nervosismo e ansiedade não são sintomas de hipertensão arterial. Geralmente, o que acontece, é que a pessoa quando está ansiosa fica com a pressão arterial mais elevada. Não é a pressão alta que gera ansiedade, é o oposto.

Hipertensão arterial provoca sangramento nasal?

Na maioria dos casos, o sangramento nasal tem outra causa. Porém, nos casos mais graves de hipertensão arterial, pode haver sangramento pelo nariz.

Tontura é sintoma de hipertensão arterial?

Se a pressão subir muito subitamente para valores muito altos (acima de 200 mmHg na pressão máxima), é possível que o paciente refira algum grau de tontura ou sensação de cabeça leve.

Ondas de calor são sintomas de hipertensão arterial?

Ondas de calor e vermelhidão facial não são sintomas de pressão alta. O aumento da pressão arterial não provoca calores nem deixa a face mais avermelhada. O rubor e o calor facial ocorrem quando os vasos sanguíneos se dilatam no rosto.

Esse quadro pode surgir por diversos fatores, tais como exposição ao sol, calor, frio, alimentos picantes, bebidas quentes, reações a produtos de pele, estresse emocional, consumo de álcool ou exercício físico.

Em caso de suspeita de hipertensão arterial, consulte um médico clínico geral, médico de família ou, preferencialmente, um cardiologista. Ele poderá avaliar detalhadamente, através de anamnese, exame físico e eventuais exames complementares, se este é seu diagnóstico correto, orientar e prescrever o melhor tratamento, caso a caso.

Qual a diferença entre arritmia benigna e maligna?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A diferença entre arritmia benigna e maligna é que as arritmias benignas normalmente não trazem risco de morte, geralmente não causam alterações na função cardíaca e o seu manejo e tratamento é mais simples. Já as arritmias cardíacas malignas representam uma maior gravidade, pois alteram a função e o desempenho cardíaco podendo levar à morte se não tratadas adequadamente.

As arritmias malignas geralmente estão associadas a presença de doenças cardíacas, como infarto, doença de Chagas e insuficiência cardíaca.

A arritmia maligna mais grave é a fibrilação ventricular (parada cardíaca), pois provoca morte cerebral em poucos minutos, é uma emergência e exige atendimento imediato.

As arritmias malignas também podem ocorrer devido a problemas genéticos e estruturais do coração, que afetam a condução dos impulsos elétricos cardíacos. Este tipo de arritmia é mais comum em pessoas jovens, que já nascem com o problema.

Uma pessoa com arritmia que tem um coração livre de outras doenças pode ter a sua arritmia tratada ou ainda conviver com ela sem grandes problemas a depender da intensidade e do tipo.

Quais os sintomas da arritmia benigna e maligna?

Muitos tipos de arritmias podem não causar sintomas. Quando presentes, principalmente nas arritmias mais graves, são decorrentes do bombeamento insuficiente de sangue.

Nesses casos, os sinais e sintomas podem incluir: batimentos cardíacos acelerados (“batedeira”), falta de ar, desmaio, tontura, vertigem, náuseas, confusão mental, fraqueza, pressão baixa, dor no peito e morte súbita.

Na presença de algum desses sintomas, a pessoa deve receber atendimento médico com urgência.

O que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é uma alteração dos batimentos do coração. A arritmia surge quando os impulsos elétricos que controlam os batimentos cardíacos são emitidos de forma inadequada, deixando a frequência cardíaca mais alta (taquicardia), mais baixa (bradicardia) ou irregular.

A arritmia pode surgir quando os impulsos elétricos que percorrem o coração e controlam os batimentos cardíacos estão fora do tempo ou bloqueados ou quando alguma parte do coração deixa de produzir esses impulsos.

Os batimentos cardíacos normais variam entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm). Quando a frequência cardíaca está abaixo de 60 bpm, ocorre a chamada bradicardia; acima de 100 bpm é um quadro de taquicardia.

Existem diversos fatores que podem alterar a frequência cardíaca, como atividade física, sedentarismo, ansiedade, estresse, consumo excessivo de cigarro, bebidas alcoólicas ou cafeína, problemas na tireoide, uso de medicamentos, drogas, entre outros.

Pessoas bem condicionadas fisicamente, por exemplo, podem ter uma frequência cardíaca de repouso baixa, já que o coração desses indivíduos é mais eficiente para bombear o sangue e por isso precisa bater menos vezes.

As arritmias passam a ser perigosas e colocam a vida em risco quando o coração deixa de ser capaz de bombear o sangue adequadamente para o resto do corpo, podendo causar danos em órgãos como coração, cérebro, entre outros.

Quais as causas da arritmia cardíaca?

As principais causas de arritmia cardíaca são as doenças cardíacas, como doenças das artérias coronárias, infarto, pressão alta, funcionamento inadequado das válvas cardíacas e insuficiência cardíaca.

As arritmias também podem ser causadas por diabetes, obesidade, apneia do sono ou ainda choque elétrico.

Grande parte dos casos de arritmia cardíaca ocorre em indivíduos com com mais de 60 anos de idade, uma vez que nessa faixa etária as doença cardíacas e outros tipos de doenças podem estar associados à arritmia.

A arritmia cardíaca mais comum é a fibrilação auricular, surgindo principalmente entre os 65 e os 80 anos de idade. Trata-se de uma causa comum de acidente vascular cerebral (derrame) do tipo isquêmico, ou seja, que ocorre devido à interrupção do fluxo sanguíneo numa parte do cérebro.

Qual é o tratamento para arritmia cardíaca?

O tratamento da arritmia cardíaca pode incluir uso de medicamentos, implantação de marca-passos (aparelhos eletrônicos implantados sob a pele que controlam os batimentos cardíacos), cirurgia e aplicação de choques elétricos.

A arritmia cardíaca pode ser tratada. Procure um médico de família ou clínico geral em caso de desmaio, cansaço, tontura ou "batedeiras" sem motivo aparente para uma avaliação inicial. Em muitos casos é necessário o acompanhamento por um cardiologista.

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Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Assim sem ver, examinar, ou acompanhar sua filha fica difícil dizer qualquer coisa, estranho é o diagnóstico de ataque cardíaco, o que na verdade isso significa? Ataque cardíaco é um diagnóstico de qual doença? A maioria absoluta desse casos com sintomas semelhantes ao de sua filha está relacionado com sintomas de esfera emocional, mas com essa história o ideal é voltar ao médico.

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