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Qual é o tratamento para aorta dilatada?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

O tratamento para a aorta dilatada depende dos sintomas apresentados pelo paciente, do grau de dilatação da aorta e da velocidade da sua progressão. O tratamento definitivo é o cirúrgico, mas conforme as condições físicas do paciente, como a necessidade de tratar outros problemas antes da realização da cirurgia, pode-se realizar o tratamento clínico com o objetivo de controlar a progressão da dilatação e complicações da sua possível ruptura.

A aorta é a maior artéria do corpo humano, ela sai do coração, atravessa o tórax, o abdômen e ramifica-se dando origem a outras artérias. Sua função é transportar o sangue oxigenado vindo do lado esquerdo do coração para todo o corpo. Uma dilatação da aorta significa que há um alargamento ou aumento do seu diâmetro, em determinada região do vaso, causando uma fragilidade de suas paredes e podendo levar à um extravasamento de sangue através delas. 

A dilatação da aorta, também chamada de aneurisma da aorta, pode ser torácica, quando a aorta está dilatada na região do tórax, ou abdominal, quando isso ocorre na região do abdômen, sendo esta a mais comum.

Tratamento clínico da dilatação ou aneurisma da aorta:

  • uso de medicamentos para um rigoroso controle da pressão arterial, da frequência cardíaca e do níveis de colesterol,
  • suspensão do tabagismo, quando necessário,
  • evitar prática de exercícios físicos sem a orientação médica devido ao risco de causarem aumento da pressão intratorácica e da pressão arterial.

A presença de sintomas como dificuldade para engolir (disfagia), insuficiência respiratória, tosse e distúrbios na voz (disfonia) são relacionados à pressão causada pelo aneurisma à áreas vizinhas. Esses sintomas indicam a necessidade de cirurgia, independentemente do diâmetro da dilatação, devido ao maior risco de ruptura.

Já o tratamento cirúrgico preventivo para a correção do aneurisma da aorta, mesmo sem a presença de sintomas, pode ser realizado dependendo da avaliação médica, visando evitar a sua ruptura e o extravasamento de sangue e suas consequências.

A cirurgia pode ser feita por meio de incisão no abdome ou tórax (cirurgia aberta) ou por cirurgia endovascular, com implante de uma prótese, chamada stent, que é introduzida pela artéria femoral, na região inguinal. Nesse procedimento o sangue passa a fluir através da prótese, excluindo o aneurisma da circulação. 

O aneurisma pode ter uma evolução lenta, permanecendo sem sintomas durante muito tempo, sendo que algumas vezes ele pode ser diagnosticado por acaso, durante um exame de tomografia computadorizada ou uma ultrassonografia realizadas para esclarecer outro problema.

O cirurgião vascular é o especialista a ser consultado para o diagnóstico  tratamento do aneurisma da aorta.

Pontada no coração ao respirar. O que pode ser e o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A pontada no coração ao respirar pode ser causada por fadiga muscular, tensão muscular decorrente de estresse ou ainda excesso de gases. A dor no peito também pode ter como causa a irritação da pleura, uma membrana dupla de tecido conjuntivo que recobre os pulmões e a parte interna do tórax.

Se a pontada no peito for provocada por fraqueza ou fadiga muscular, a origem da dor pode ter diversas causas. Dentre elas estão doenças neurológicas (esclerose lateral amiotrófica, esclerose múltipla…), compressão de algum nervo, acidente vascular cerebral (AVC), poliomielite, falta de vitamina B12, distrofias musculares, doenças metabólicas, entre outras.

A fadiga muscular pode ter ainda como causa depressão, fibromialgia, anemia, intoxicação por veneno ou alimento, entre outras doenças e condições.

Pontada no coração pode ser estresse?

O estresse, assim como a histeria, também pode causar pontadas no coração ao respirar devido a tensão muscular. Apesar de ser um sintoma psicológico, o estresse pode desencadear sintomas físicos. 

Além da tensão muscular, pode haver cansaço, formigamentos, boca seca, aumento da frequência cardíaca e respiratória, bem como da pressão arterial, diarreia, náuseas, gastrite, úlcera, coceiras pelo corpo, entre outros sinais e sintomas.

Saiba mais em: Estresse e nervosismo podem causar manchas roxas no corpo?

As reações no corpo causadas pelo estresse são desencadeadas pelo hormônio adrenalina, que é despejado na corrente sanguínea em maiores quantidades em situações de estresse.

Sentir pontadas no coração pode ser gases?

Sim. A presença de gases intestinais pode causar pontadas ou dor no meio do tórax, o que faz a pessoa suspeitar que está com algum problema no coração. Também pode haver dores abdominais, flatulência e o abdômen pode estar mais inchado. 

Os gases são produzidos durante a digestão por bactérias que habitam o intestino. Suas principais causas estão relacionadas com a ingestão de determinados alimentos e bebidas, como ovo, feijão, grão-de-bico, batata, brócolis, repolho, couve-flor, cebolas, carne de porco, bebidas com gás, cerveja, leite entre outros. 

Os gases também podem ser produzidos em excesso e provocar dor no peito em casos de prisão de ventre, intolerância à lactose, falta de atividade física, ansiedade, entre outras condições.

Veja também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Pontada no coração pode ser problema pulmonar?

Pode. A dor pode ser causada por irritação da pleura, uma membrana que recobre os pulmões e a parte interna do tórax. A dor na pleura (dor pleurítica) é súbita, em pontada ou punhalada, que surge ou piora ao respirar, tossir, espirrar ou bocejar. Além disso, a dor é bem localizada.

Algumas doenças ou condições que podem afetar a pleura e causar uma dor torácica em pontada, que piora com a respiração, incluem tuberculose, câncer de pulmão, pneumonia, derrame pleural e pneumotórax (escape ou entrada de ar no espaço pleural que provoca um colapso total ou parcial do pulmão).

No entanto, existem várias outras doenças ou situações que provocam dor no peito ao respirar, embora nesses casos a dor nem sempre é em pontada ou agulhada. Alguns exemplos:

  • Embolia pulmonar;
  • Costela fraturada;
  • Costocondrite (inflamação da articulação de uma costela com o osso esterno, localizado no centro do peito);
  • Pericardite (inflamação da membrana que reveste o coração).

Se a pontada ou a dor no peito persistir, procure um médico clínico geral ou médico de família, para receber uma avaliação e, se necessário, o tratamento adequado.

Leia também: O que fazer no caso de dor no peito?

Quais são as causas e consequências da bradicardia sinusal?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

A bradicardia sinusal (frequência cardíaca abaixo de 60 batimentos por minuto, comandada pelo nó sinusal, confirmada por eletrocardiograma) pode ser devida a diversas causas, cardíacas ou não cardíacas, além de várias consequências que serão detalhadas abaixo.

Causas não cardíacas
  • A bradicardia sinusal (BS) pode ocorrer em situações fisiológicas (sem que a pessoa esteja doente) em atletas (ou pelo menos praticantes regulares de exercícios físicos), ou em pessoas vagotônicas (pessoas que têm a ação do sistema nervoso parassimpático intensificada, sendo que a ação do sistema nervoso parassimpático diminui a frequência cardíaca). Nas situações descritas acima a Bradicardia Sinusal não é indicativo de doença propriamente dita;
  • Hipotireoidismo (deficiência da glândula tireoide);
  • Uso de certos medicamentos (antiarrítmicos - amiodarona, propafenona, sotalol, entre outros) ou anti-hipertensivos (betabloqueadores ou bloqueadores dos canais de cálcio, como o verapamil e o diltiazem);
  • Síncopes neuromediadas (vaso-vagal, neurocardiogênica e situacional), podem ocorrer com crises intensas de bradicardia sinusal, acompanhadas de síncope (desmaios e tonturas).
  • Síndrome do seio carotídeo (o seio carotídeo é uma estrutura no pescoço que participa ajuda a controlar a pressão arterial e os batimentos cardíacos, e é parte integrante do sistema nervoso autônomo). Esta é uma doença rara, em que certos movimentos bruscos do pescoço (ou se houver compressão deste, no caso de uma gravata muito apertada, por exemplo), podem provocar a queda da pressão arterial e uma diminuição da frequência dos batimentos do coração.
  • Desnutrição (Marasmo).
​​Causas cardíacas
  • Idade (fibrose do nó sinoatrial que ocorrem naturalmente com o envelhecimento);
  • Fibrilação atrial com resposta ventricular lenta;
  • Miocardiopatias / miocardites / pericardite;
  • Distrofias musculares;
  • Síndrome do seio enfermo (ou disfunção do nódulo sinusal) - o "marca passo" cardíaco não está funcionando corretamente;
  • Bloqueio cardíaco (o pulso elétrico que viaja das câmaras superiores às inferiores do coração é irregular ou está bloqueado) - pode ser causado, dentre várias outras causas, por Doença de Chagas;
  • Doenças das artérias coronárias (a artéria coronária direita irriga o nó sinoatrial, se houver comprometimento da irrigação por obstrução geralmente superior a 70% ou total, pode haver BS);
  • Lesão do sistema elétrico do coração por cirurgias;
  • Cardiopatias congênitas (erros de formação no coração do bebê durante a gravidez);
  • Infarto do miocárdio (ataque cardíaco) que afeta a região inferior do coração costuma cursar com BS em sua fase aguda.
Consequências da Bradicardia Sinusal

​​As consequências mais comuns da BS são: 

  • Fraqueza;
  • Cansaço fácil com tarefas que antes não o deixavam cansado;
  • Falta de ar com tarefas que antes eram realizadas sem sintomas;
  • Dor no peito (em queimação ou aperto, que se localiza em uma região grande e não apenas em um ponto, piora com esforço e melhora com repouso);
  • Desmaios;
  • Perda de memória;
  • Perda de vontade;
  • Tonturas;
  • Mal estar.

É importante ressaltar que um médico clínico geral ou preferencialmente um cardiologista deve ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário, caso a caso.

Bradicardia Sinusal, o que é?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Bradicardia sinusal é quando o ritmo do coração, em repouso, é mais lento que o normal,  abaixo de 60 batimentos por minuto. O ritmo normal do coração é, em média, de 80 batimentos por minuto e é comandado pelo nó sinoatrial ou sinusal, que é o marcapasso natural do coração. Existem algumas situações em que há uma bradicardia sinusal, mas que não significam uma doença, como no caso das pessoas que praticam exercícios físicos frequentes, como os atletas.

No entanto, a bradicardia sinusal pode ocorrer devido a distúrbios surgidos no coração ou no organismo como no caso de medicamentos usados para a hipertensão arterial, medicamentos usados para arritmias cardíacas, hipotiroidismo, doença de Chagas, doenças do sistema nervoso autônomo, infarto do miocárdio e doença do nó sinusal.

O diagnóstico da bradicardia sinusal é feito, geralmente, pelo cardiologista através do exame clínico e de outros exames como o eletrocardiograma e o Holter, que é um exame eletrocardiográfico em que o paciente é monitorizado durante 24 horas. O tratamento da bradicardia vai depender da sua causa e das suas consequências.

Saiba mais em: Como é o exame holter 24 horas?

Sinto coração acelerado e falta de ar, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Coração acelerado e falta de ar, sem motivo aparente, podem ser sintomas de doenças cardíacas ou respiratórias, como arritmia, insuficiência cardíaca, bronquite, asma, entre outras. Contudo, o aumento da frequência cardíaca e a falta de ar podem ter diversas causas e nem sempre indicam a presença de alguma doença ou problema de saúde.

O coração pode bater mais acelerado devido ao estresse, ansiedade, emoções fortes, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas ou estimulantes, fumo, desidratação, exercício físico, entre outras situações. 

Já a falta de ar pode ser decorrente de ansiedade, angústia, síndrome do pânico, falta de condicionamento físico ou ainda fraqueza muscular.

No entanto, existem várias doenças e condições que podem causar aumento da frequência cardíaca (taquicardia), tais como arritmias, fatores genéticos, desidratação, falta de açúcar no sangue (hipoglicemia), febre, anemia, hipertireoidismo, infecções, entre outras. Nesses casos, o coração pode disparar mesmo quando a pessoa está em repouso, sem estímulos internos ou externos.

Se não estiver relacionada a fatores emocionais ou esforço físico, a falta de ar pode ser um sintoma de doenças cardíacas ou respiratórias, como insuficiência cardíaca, gripe, bronquite, asma, enfisema pulmonar, rinite, sinusite.

Veja também: Falta de ar constante: o que pode ser e o que fazer?

Portanto, sentir falta de ar e o coração batendo acelerado pode ser uma reação normal do corpo a determinados estímulos. Todavia, é importante observar se a falta de ar e o aumento do ritmo cardíaco ocorrem em repouso, na ausência de estímulos ou vêm acompanhados de outros sintomas.

Saiba mais em: Como saber se os batimentos cardíacos estão normais?

Os sinais de alerta que podem indicar a presença de algo mais grave incluem dificuldade para falar, aumento da frequência respiratória, esforço respiratório, interrupções do sono, cansaço ao executar tarefas simples, lábios roxos, tosse, chiado no peito ou dor no tórax.

Procure um médico de família ou um clínico geral na presença desses sintomas ou se sentir falta de ar e o coração acelerar sem motivo aparente.

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Bradicardia sinusal é grave? Tem cura?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Bradicardia sinusal (frequência cardíaca abaixo de 60 batimentos por minuto, confirmada por eletrocardiograma), pode ser muito grave ou não trazer nenhuma repercussão clínica, depende do caso. Em casos em que é necessária alguma intervenção, existe tratamento capaz de normalizar a frequência cardíaca.

O tratamento da bradicardia sinusal geralmente não é indicado para aqueles que não apresentam sintomas (falta de ar, fraqueza, cansaço, tontura, mal estar, etc).

Para os que apresentam sintomas, o tratamento deverá ser direcionado para a causa da bradicardia sinusal. Se for causada por algum medicamento, a simples suspensão pode solucionar o problema (a retirada de qualquer medicamento deve ser autorizada pelo médico). Em caso de sintomas após a suspensão, deve-se procurar o pronto socorro imediatamente. Caso não seja possível suspender a medicação, pode ser necessário o implante de um marca-passo artificial.

O marca-passo também pode ser utilizado nas síncopes neuromediadas (vaso-vagal, situacional e neurogênica), associadas a crises de bradicardia intensas e/ou desmaios repetitivos que não respondam a outras modalidades de tratamento, ou na síncope de seio carotídeo.

É importante ressaltar que um médico clínico geral ou preferencialmente um cardiologista deve ser consultado para avaliação e tratamento, se necessário, caso a caso.

Fumar narguilé faz mal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, fumar narguilé faz mal à saúde. A ideia de que o narguilé não faz mal porque inala-se vapor ao invés de fumaça não é verdadeira. Durante uma sessão de uma hora de narguilé, a quantidade de fumaça inalada equivale a fumar entre 100 e 200 cigarros.

Isso porque, ao fumar narguilé, a pessoa fica exposta por muito mais tempo à fumaça do tabaco, uma vez que o tempo de duração de um cigarro é de alguns minutos.

Portanto, assim como o cigarro, o narguilé traz diversos malefícios para a saúde, pois reduz a capacidade respiratória, aumenta o risco de câncer de pulmão, insuficiência respiratória aguda (nos casos mais graves), doenças cardiovasculares (infarto, acidente vascular cerebral), câncer de boca e bexiga, além da dependência química.

Outros males que o uso de narguilé pode trazer para a saúde incluem envelhecimento precoce e falta de fôlego ao realizar esforços físicos.

Ouvi dizer que o narguilé não faz tanto mal à saúde. É verdade?

Uma das justificativas de que o narguilé não faz tanto mal à saúde é de que a água filtra uma parte da nicotina, diminuindo a sua concentração na fumaça. Contudo, com menos nicotina, a pessoa acaba por inalar mais fumaça para que os níveis de nicotina possam ser capazes de saciar a sua dependência.

Dessa forma, fumar narguilé expõe o usuário a níveis mais altos de substâncias cancerígenas e gases tóxicos, como o monóxido de carbono.

O carvão usado para queimar o tabaco elimina substâncias tóxicas como benzeno e alcatrão, o que eleva o grau de toxicidade da "shisha". Portanto, mesmo que a pessoa utilize outras folhas ou ervas ao invés de tabaco, o narguilé continua a ser prejudicial para a saúde, pois não deixará de produzir fumaça e suas substâncias tóxicas.

Narguilé é mais prejudicial que cigarro?

O narguilé possui muitas das substâncias tóxicas do cigarro, como monóxido de carbono, hidrocarbonetos, nicotina, formaldeído, entre outros, o que pode causar bronquite e diminuir a capacidade respiratória após um ano de uso.

Além disso, o tabaco do narguilé possui uma concentração muito maior de nicotina, monóxido de carbono e alcatrão do que o cigarro.

Os malefícios do narguilé podem ser ainda maiores, uma vez que ao fumar narguilé a pessoa inala as toxinas do tabaco e as do carvão, que estão associadas ao desenvolvimento de câncer de pulmão e outras doenças.

Além dos malefícios causados pela fumaça do narguilé, ao compartilhar a "shisha", aumentam as chances de transmissão de doenças como herpes, hepatite, tuberculose, entre outras doenças infectocontagiosas transmitidas através do contato com secreções de uma pessoa infectada.

Fumar narguilé eletrônico faz mal?

Existem raras evidências científicas sobre os malefícios do narguilé eletrônico. Quando não há nicotina, pode haver uma menor possibilidade de causar dependência.

Também não existe a queima do tabaco, que é um dos principais fatores prejudiciais do fumo devido à alta temperatura da fumaça e das substâncias tóxicas que ela contém.

Contudo, é preciso saber ao certo quais as substâncias que estão sendo inaladas no narguilé eletrônico. Muitos estudos recentes têm demonstrado os malefícios dos cigarros eletrônicos, pois além do risco do próprio fumo em si, esses cigarros podem causar outros danos para o corpo.

O que é narguilé?

O narguilé, também conhecido como shisha ou hookah, é um dispositivo usado para fumar tabaco. Nele, o tabaco é queimado, a fumaça produzida é resfriada pela água e depois é inalada pela pessoa através de uma mangueira.

O narguilé pode parecer inofensivo, mas, assim como o cigarro, causa dependência e o seu uso a longo prazo aumenta os riscos de câncer de pulmão, boca e bexiga, além de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 6.000.000 de pessoas morrem todos os anos no mundo devido ao tabagismo. No Brasil, 75% das pessoas que fumam iniciam o hábito antes de completar 18 anos de idade.

Quanto mais a pessoa começar a fumar narguilé ou cigarro, maiores são as chances de desenvolver câncer e outras doenças crônicas e fatais.

O sabor adocicado e aromatizado do tabaco do narguilé, além do cheiro e gosto adocicado da fumaça, ajuda a explicar por que a "shisha" é tão consumida por jovens e adolescentes. São pessoas que provavelmente não fumam nem fumariam cigarro, mas devido a esses fatores “favoráveis”, acabam por fumar narguilé.

Já se sabe que adolescentes que fumam têm mais chances de se tornarem adultos fumantes. O uso precoce de narguilé pode ser o primeiro passo para iniciar o tabagismo e o consumo de outras drogas. Quanto mais cedo a pessoa começar a fumar, maiores são as chances do aparecimento de câncer e outras doenças crônicas, além de morte prematura.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso de narguilé convencional ou eletrônico, fale com o/a seu/sua médico/a de família ou consulte o/a clínico/a geral ou pneumologista.

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O que devo fazer se estiver com Dor no Peito?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Em caso de dor no peito, a primeira coisa a fazer é observar as características dessa dor. A intensidade, localização, duração, verificar se piora ou melhora com o movimento e se existem outros sintomas associados à dor.

Com esses dados consegue considerar alguns dos motivos mais comuns para dor no peito e buscar a emergência nos casos mais graves.

Deve procurar uma emergência imediatamente quando...

Nos casos de dor no peito com algumas dessas características abaixo, você deve procurar uma emergência imediatamente, as características são:

  1. Dor que não melhora ou piora com nada;
  2. Tipo aperto ou queimação;
  3. Com irradiação para o braço esquerdo, mandíbula, face ou para as costas;
  4. Com duração de mais de 10 minutos;
  5. Associado a suor frio, mal-estar e/ou tonturas.
Quais são as principais causas de dor no peito? 1. Infarto

Dor no peito, seja qual for a intensidade, que irradia para braço esquerdo, pescoço e queixo, e que não melhora ou piora com o movimento, pode ser sintoma de infarto.

Se a causa da dor no peito for infarto agudo do miocárdio, outros sintomas podem estar presentes, como falta de ar, respiração ofegante, pulsação fraca ou irregular, suor frio, tonteira, mal-estar e dor no estômago.

O que fazer se a dor no peito for sugestiva de infarto?
  • Dirigir-se imediatamente a um serviço de urgência mais próximo ou chamar uma ambulância pelo nº 192;
  • Desapertar a roupa, principalmente no pescoço, peito e cintura;
  • Evitar fazer esforços;
  • Permanecer em local arejado;
  • Respirar profundamente.

Se a pessoa sofrer uma parada cardíaca, o que pode ser verificado pela ausência de pulsação ou respiração, deve ser iniciado imediatamente o que chamamos de reanimação cardiopulmonar, ou a massagem cardíaca.

A realização de massagem cardíaca reduz de forma considerável o risco de morte da pessoa, portanto entenda como realizar uma massagem cardíaca em casos de urgência.

Como fazer massagem cardíaca

1. Deite a pessoa no chão, em local seguro;

2. Fique de joelhos ao lado da vítima;

3. Inicie a massagem com 30 compressões fortes e ritmadas no osso localizado bem no centro do tórax (esterno), afundando o peito pelo menos 5 cm;

Massagem cardíaca

4. Reavalie o paciente, se responde ao chamado ou se já encontra batimentos no pescoço ou no pulso;

Repetir os procedimentos até que chegue auxílio ou a vítima retorne a consciência.

É muito importante pedir ajuda, e sempre que possível revezar com outra pessoa a realização das massagens, para que seja o mais eficaz possível, visto que demanda muito esforço de quem está massageando.

Não pare as compressões até a chegada de ajuda; pois isso possibilitará a manutenção do fluxo de sangue no corpo da vítima, reduzindo a chance de óbito e ou complicações.

2. Angina

Quando a dor no peito aparece após esforço físico intenso, exposição a baixas temperaturas e emoções fortes, a causa provável é a angina, dor causada pela má circulação nas artérias que irrigam o coração. Nesses casos, outros sintomas podem estar associados, como sensação de aperto ou peso no peito, queimação e medo.

O que fazer se a dor no peito for angina?
  • Sentar ou deitar;
  • Descansar (a dor geralmente passa em 10 a 15 minutos);
  • Respirar calmamente;
  • Fazer uso do medicamento vasodilatador, caso tenha sido prescrito pelo médico assistente;
  • No caso de permanência da dor procure um atendimento de urgência imediatamente.

Saiba mais sobre o assunto em: O que é angina e quais os sintomas?

3. Gases

Dor no peito localizada abaixo das costelas pode ser causada por gases. Outros sintomas que costumam estar associados: dor abdominal, barriga dura e inchada, flatulência, cólicas intestinais e piora da dor com o movimento ou respiração profunda.

O que fazer se a dor no peito for gases?
  • Tomar medicamentos para eliminar os gases, como a Dimeticona;
  • Fazer uma massagem na barriga, com movimentos circulares e profundos no sentido dos ponteiros do relógio;
  • Deitar e abraçar os joelhos com as pernas dobradas, puxando contra a barriga.

Além do infarto, da angina e dos gases, a dor no peito pode ter ainda muitas outras causas, como pericardite, pneumonia, câncer no pulmão, embolia pulmonar, herpes-zoster, gastrite, úlcera, lesão em músculos ou costelas, ansiedade, síndrome do pânico, depressão, entre outras.

Nos casos de dor no peito, que sugira problema cardíaco procure imediatamente serviço de emergência; caso contrário, agende uma consulta com Clínico/a Geral, médico/a da família ou Cardiologista.

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