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Quando deitada e levanto minha vista escurece...
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Uma das causas de vista escura após se levantar é a hipotensão ortostática ou postural, mas existem diversas outras causas para esse sintoma.

O mais adequado é que procure um médico clínico geral ou médico da família para uma avaliação criteriosa e dar início a investigação diagnóstica, com posterior tratamento.

Hipotensão ortostática ou postural

A hipotensão ortostática ou postural se caracteriza pela queda na pressão arterial:

Sistólica ("máxima") - de pelo menos 20 mmHg, ou 30 mmHg em pacientes hipertensos; e/ou

Diastólica ("mínima") - de pelo menos 10 mmHg.

Portanto, uma pessoa com a pressão habitualmente de 120 x 80 mmhg, apresentar queda da pressão para 100 x 70 mmhg, já é suficiente para definir a hipotensão ortostática e com isso, desenvolver os sintomas de tontura, mal-estar ou visão escura.

As causas comuns dessa hipotensão são uso crônico de medicamentos anti-hipertensivos ou ansiolíticos; doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson; ou situações que interfiram na circulação sanguínea cerebral, por exemplo placas de gordura na artéria carótida.

O colesterol aumentado com consequente "entupimento" das carótidas, representa uma parcela considerável dessa patologia, especialmente se a queda da pressão acontece quando a pessoa passa um tempo deitado ou abaixado e se levanta rapidamente, pela dificuldade do sangue retornar ao cérebro em pouco tempo e com a placa de gordura no caminho.

Os sintomas mais prevalentes estão relacionados a hipoperfusão cerebral, sendo eles, a tontura, síncope, náuseas, visão escura e quedas.

O médico cardiologista é o responsável pelo diagnóstico e tratamento da hipotensão postural.

Outras causas de "vista escura"

Além da hipotensão postural, outras situações podem causar a sensação de vista escura, ou mesmo alteração visual permanente, como:

  • Pressão arterial alta;
  • Hipoglicemia;
  • Crise de enxaqueca;
  • Degeneração macular;
  • Lesão no olho, por trauma por exemplo;
  • Infecção ou lesão da córnea;
  • Glaucoma, aumento da pressão no olho;
  • Descolamento de retina: Descolamento súbito da camada do olho sensível à luz;
  • Neurite óptica: Inflamação do nervo óptico.

Leia também: Visão turva ou embaçada: o que pode ser e o que fazer?

O médico clínico geral ou médico da família deve ser procurado para dar início a avaliação e investigação diagnóstica, seguido do tratamento ou encaminhamento ao especialista quando achar necessário.

Quais os riscos da cirurgia de ponte de safena?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os riscos e as complicações da cirurgia de ponte de safena estão relacionados com a seleção do paciente e à experiência cirúrgica da equipe. A cirurgia de revascularização do miocárdio apresenta muitos riscos, mas pode ser a única forma de tratamento para alguns pacientes.

A cirurgia de ponte de safena é o método de tratamento mais comum e duradouro das formas complexas de doença coronariana. A equipe de cirurgia cardíaca deve indicar e explicar ao pacientes os riscos e benefícios do procedimento.

Os riscos e as complicações da cirurgia de revascularização do miocárdio incluem:

Mortalidade imediata

Varia de 1 a 10%, dependendo das características do paciente. Os principais fatores associados a um mau desfecho são: idade avançada, cirurgia prévia, disfunção do ventrículo esquerdo, cirurgia de emergência, choque cardíaco e presença de outras doenças.

Infecções

Podem ocorrer mediastinite (infecção do mediastino, local onde fica o coração), além de infecção da incisão no peito, principalmente se a pessoa for obesa, tiver diabetes ou já realizou essa cirurgia anteriormente.

Síndrome do baixo débito cardíaco

Caracteriza-se pela incapacidade do coração em fornecer fluxo sanguíneo adequado aos outros órgãos.

Complicações pulmonares

Atelectasias (ocorre quando uma região do pulmão para de funcionar), insuficiência respiratória, aumento de secreção pulmonar, broncoespasmo (chiado), pneumotórax (entrada de ar entre a parede torácica e os pulmões), paralisia diafragmática (quando um dos pulmões não expande).

Outras possíveis complicações
  • Derrame cerebral;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Arritmias;
  • Insuficiência renal;
  • Depressão e alterações de humor;
  • Febre leve;
  • Cansaço e dor no peito (síndrome pós-pericardiotomia, que pode durar até 6 meses);
  • Perda de memória, perda de clareza mental ou pensamento confuso.
O que é a cirurgia de ponte de safena e quando é indicada?

A cirurgia de ponte de safena é uma técnica cirúrgica usada para revascularização do miocárdio (músculo do coração). A cirurgia é indicada quando a artéria coronária, que irriga o miocárdio, está obstruída.

O procedimento consiste na colocação de um enxerto de vaso sanguíneo entre a artéria aorta e a artéria coronária, abaixo do local da obstrução.

Portanto, a cirurgia de revascularização do miocárdio serve essencialmente para melhorar a circulação no coração, garantindo a irrigação sanguínea e o aporte de oxigênio e nutrientes ao miocárdio.

Se a cirurgia de ponte de safena não for realizada e o fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco não for restabelecido, o coração deixa de receber oxigênio e a pessoa pode sofrer um infarto.

Como é a recuperação da cirurgia de ponte de safena?

A recuperação da cirurgia de revascularização do miocárdio leva tempo, sendo necessários de 3 a 6 meses para serem observados os benefícios da operação. Porém, o retorno a algumas atividades e o programa de reabilitação cardíaca podem começar poucos dias após a cirurgia.

O resultado a longo prazo da cirurgia de ponte de safena depende de vários fatores, como extensão da doença coronariana (grau e quantidade de coronárias obstruídas), resultado da cirurgia, progressão da obstrução nos vasos coronarianos e impacto de doenças não cardíacas, como diabetes, doença pulmonar, insuficiência renal, entre outras.

Na maioria das pessoas submetidas à cirurgia de ponte de safena, os enxertos permanecem abertos e funcionam bem por muitos anos.

Contudo, é importante ressaltar que a ponte de safena não impede uma nova obstrução da artéria coronária. Por isso, até 30% dos pacientes submetidos à cirurgia passam por um segundo procedimento dentro de 10 anos.

Vale lembrar que a cirurgia de ponte de safena é realizada há muitos anos e suas indicações e seus riscos estão bem estabelecidos.

Sendo assim, sempre será realizada uma avaliação pré-operatória pela equipe de cirurgia cardíaca e anestésica, de modo a conhecer as outras doenças do paciente e determinar se o benefício da cirurgia supera o risco, quando, então, será indicada a operação.

O cirurgião cardíaco é o especialista responsável pela indicação e realização da cirurgia de ponte de safena.

Pressão 14x10 é perigoso?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

A pressão 14x10 pode ser perigosa quando não é uma medida isolada. Quando a pressão arterial se mantém acima de 14x9 em várias medições, ela é considerada alta e pode ser um sinal de hipertensão.

Os riscos associados à hipertensão arterial são:

  • Morte súbita;
  • Acidente vascular encefálico (derrame);
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doença arterial periférica;
  • Doença renal crônica fatal e não fatal.

Os riscos são maiores na presença de outros problemas de saúde, como dislipidemias (triglicérides ou colesterol alto são exemplos), obesidade abdominal ou diabetes. O controle da pressão e dessas condições é importante para diminuir os riscos.

Consulte um médico de família ou um cardiologista para investigar as causas e iniciar o tratamento adequado. O tratamento normalmente inclui alteração de hábitos, com uma alimentação com menos sal e gordura, exercício físico e, em alguns casos, medicamentos.

Leia também:

Referência:

7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2016; 107(3, Suplemento 3): 1-5

Qual o tratamento para triglicerídeos altos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para triglicerídeos altos consiste principalmente de mudanças no estilo de vida, como mudanças na dieta, prática de exercícios físicos e perda de peso. Tais medidas incluem:

  • Atingir e se manter no seu peso adequado;
  • Ingerir alimentos com baixo teor de gordura saturada, trans e colesterol;
  • Aumentar o consumo de fibras alimentares pode reduzir em até 20% os níveis de triglicerídeos;
  • Praticar pelo menos 30 minutos de atividade física por dia;
  • Não fumar;
  • Restringir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Reduzir a ingestão de carboidratos, principalmente açúcar branco e doces. 

Muitas pessoas com triglicerídeos elevados têm doenças de base ou desordens genéticas, como diabetes e obesidade, o que torna fundamental manter essas doenças/desordens sob controle.

Se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para baixar os triglicerídeos elevados, o médico poderá prescrever medicamentos como o gemfibrozil, que atua sobre os triglicerídeos e ao mesmo tempo também aumenta os níveis de colesterol HDL, o chamado “colesterol bom”.

O tratamento para triglicerídeos altos pode ser prescrito pelo/a clínico/a geral, médico/a de família, endocrinologista ou cardiologista.

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Qual a frequência cardíaca normal por idade?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A frequência cardíaca normal na maioria das pessoas, varia entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm), porém esse valor pode oscilar de acordo com a idade, devido às necessidades e metabolismo.

Frequência cardíaca normal por idade

Os batimentos cardíacos se alteram de acordo com a idade, atividade que esteja praticando, situações de saúde e estilos de vida, no entanto, existe uma tabela que indica a variação considerada normal, segundo a faixa etária.

Tabela de batimentos cardíacos por idade:
Faixa etária mínima média máxima
Crianças 80 bpm 110 bpm 140 bpm
Adolescente 70 bpm 90 bpm 110 bpm
Adultos 60 bpm 80 bpm 100 bpm
Idosos 50 bpm 70 bpm 90 bpm
Frequência cardíaca normal em repouso

A frequência durante o repouso tende a ser mais baixa, porque exige menos trabalho do coração, a média estimada para cada faixa etária é de:

  • Criança - 80 a 90 bpm
  • Adolescente - 70 a 75 bpm
  • Adulto - 60 a 70 bpm
  • Idoso - 60 bpm
Atletas e praticante de atividade física regularmente

A frequência cardíaca normal em repouso para pessoas que praticam atividade física é mais baixa do que a média por idade, nesses casos a frequência de 50 bpm ou menos, é totalmente normal. Isso ocorre devido ao bom condicionamento do músculo cardíaco, que precisa de menos batimentos para exercer as suas funções. Com menos trabalho, o coração se mantém mais saudável por mais tempo.

Pessoas sedentárias

A frequência cardíaca de pessoas que não praticam atividades físicas, é mais alta, variando entre 90 a 100 bpm. O coração precisa bombear mais vezes para manter a circulação do sangue eficaz para o corpo. O sedentarismo é comprovadamente um fator de risco para as doenças cardíacas e vasculares, como o infarto do coração e o AVC.

Pessoas tabagistas

Na pessoa que fuma, a frequência cardíaca normal esperada também é mais elevada, se mantém entre 90 e 100 bpm, devido aos efeitos nocivos dos produtos que compõe o cigarro. O tabaco é uma das principais causas de arritmia cardíaca.

Frequência cardíaca normal durante uma atividade física

Durante uma atividade física, os músculos principalmente, precisam de maior volume de sangue para a oxigenação e seu bom funcionamento, por isso é natural e esperado, uma frequência mais elevada. Em média, os valores se distribuem da seguinte forma:

  • Criança - 130 a 140 bpm
  • Adolescente - 110 a 120 bpm
  • Adulto - 100 a 110 bpm
  • Idoso - 90 a 100 bpm
Qual é o valor máximo que a frequência cardíaca pode chegar?

A frequência máxima que pode chegar durante a atividade física, sem causar maiores preocupações, pode ser calculada por diferentes métodos, sendo o método de Astrand um dos mais utilizados.

O método se baseia em uma subtração simples: Para as mulheres, diminui o número 226 da idade, para os homens, são 220 menos a idade.

Por exemplo:

  • Mulher de 40 anos; 226-40 = 186.
    • 186 bpm é a frequência máxima para essa mulher durante uma atividade física.
  • Homem de 40 anos; 220–40 = 180.
    • 180 bpm é frequência máxima para esse homem durante uma atividade física.

Sabendo que essa é apenas uma média de valores. Esse método não deve ser usado em todas as pessoas, por exemplo, uma pessoa cardiopata não poderá atingir uma frequência tão elevada, apenas por ter 40 anos. Com certeza a sua avaliação dependerá de diferentes análises e critérios, e não apenas um número universal como o utilizado nesse caso.

Especialmente para pessoas com doenças crônicas, cardiopatas, tabagistas ou acima de 50 anos de idade, o mais recomendado é que a sua frequência cardíaca máxima seja definida por um cardiologista, durante uma consulta médica.

Em caso de falta de ar, tontura, mal-estar ou sensação de fraqueza durante uma atividade física, pare imediatamente o exercício e procure ajuda.

Se for preciso reavalie a intensidade do seu treino com um especialista, o médico do esporte.

Como medir a frequência cardíaca?

Os batimentos podem ser medidos manualmente, ou por aparelhos eletrônicos, cada vez mais confiáveis.

Com exceção de pessoas com arritmia cardíaca, que devem ser avaliadas manualmente. Isso porque podem haver variação no ritmo do coração, alterando a frequência, e os aparelhos não são capazes de detectar essas situações.

Medir a frequência manualmente

Importante que esteja o mais relaxado possível, para palpar o seu pulso de forma correta. Coloque as pontas de dois dedos, de maneira leve, mas que consiga sentir bem a pulsação em cima de uma das artérias. Separe um relógio e deixe marcando um minuto. Durante um minuto inteiro, conte quantas vezes a artéria pulsa.

Pulso radial

Contar durante 30 segundos e multiplicar por dois não é tão confiável, especialmente nos casos de ritmo cardíaco irregular. Por isso o recomendado é sempre contar durante um minuto inteiro.

Medir a frequência por aparelhos eletrônicos

Medir através de aparelhos sem dúvida é uma maneira mais simples, rápida e amplamente utilizada. Pode ser usada, apenas com o cuidado em pessoas portadoras de arritmia cardíaca.

Para maiores esclarecimentos, converse com o seu médico da família ou o especialista, nesse caso o cardiologista.

Leia também:

Referência:

Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Pressão 13x10 é perigosa?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

A pressão 13x10 é um valor ligeiramente aumentado. Isso porque a pressão é considerada normal quando as medidas realizadas em consultório são menores ou iguais a 12x8.

Uma medida isolada em que a pressão dê 13x10 pode acontecer no caso de ansiedade ou até por comer algo mais salgado, por exemplo. Porém, quando o valor se repete recorrentemente, isso pode sinalizar que se está desenvolvendo um quadro de pré-hipertensão. Pessoas com pré-hipertensão têm maior probabilidade de se tornarem hipertensas e de desenvolverem problemas cardiovasculares.

A pré-hipertensão não é tratada com medicamentos, sendo recomendado adotar uma dieta com menos sal e fazer exercício físico regularmente (ao menos 20 minutos de caminhada 3 vezes na semana). Isso ajuda a reduzir a pressão arterial e evita o desenvolvimento de hipertensão.

Leia também:

Referência:

7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2016; 107(3, Suplemento 3): 10

Pressão 15x10 é perigoso?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

A pressão 15x10 é considerada alta, mas nem sempre é perigosa.

Se sua pressão costuma estar normal e deu 15x10 em uma só medição, isso não é grave e pode ter acontecido por ansiedade ou por ter comido algo mais salgado.

Porém, se a pressão estiver 15x10 frequentemente, isso já pode indicar alguma situação mais séria, como a hipertensão, que pode ter complicações perigosas, se não for tratada.

Para saber se tem hipertensão, consulte um médico de família ou um cardiologista. Caso o diagnóstico de hipertensão seja confirmado, o médico irá investigar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

Leia também:

Referências bibliográficas:

7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2016; 107(3, Suplemento 3): 1-11.

Quais os sintomas de arritmia cardíaca?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os sintomas de arritmia cardíaca são variáveis de acordo com a idade da pessoa, podendo incluir: palpitação, taquicardia, sonolência, irritabilidade, transpiração, náuseas, vertigem, falta de ar, dificuldade para respirar, dor no peito, tontura e ansiedade.

Em alguns casos específicos, outros sintomas podem acontecer, como inchaço dos membros, aumento da frequência urinária, alteração visual, desconforto abdominal e desmaio.

O que é arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é uma alteração do ritmo dos batimentos do coração. A arritmia ocorre quando os impulsos elétricos do coração, que controlam os batimentos cardíacos, são emitidos de forma inadequada. Como resultado, o coração pode bater muito rápido, muito devagar ou de forma irregular.

A arritmia pode acontecer em pessoas saudáveis ou em pessoas com problemas cardíacos. Porém, é mais comum em indivíduos com mais de 60 anos, devido à presença de doenças cardíacas e outros problemas de saúde.

Vale lembrar que qualquer pessoa pode apresentar um quadro de arritmia de vez em quando. Contudo, em alguns casos, a arritmia pode trazer risco de morte, pois o coração pode não ser capaz de bombear adequadamente o sangue, podendo danificar tecidos e órgãos como o cérebro e o coração.

Quais são as causas da arritmia cardíaca?

As arritmias cardíacas ocorrem quando os impulsos elétricos que controlam o ritmo cardíaco estão fora de tempo ou bloqueados, ou ainda quando alguma parte do coração deixa de produzir os impulsos elétricos.

Essa alteração dos batimentos cardíacos pode ocorrer em diversas situações e condições. Dentre elas estão: consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou cigarro, estresse, exercício físico, doenças da tireoide, diabetes, obesidade, apneia do sono, choques elétricos, uso de certos medicamentos (principalmente os que são utilizados para tratar doenças pulmonares e pressão alta), consumo de cafeína e drogas ilícitas.

Porém, a principal causa da arritmia são as doenças cardíacas, como doenças das artérias coronárias, infarto, hipertensão arterial, doenças cardíacas congênitas, doenças das válvulas cardíacas e insuficiência cardíaca.

Qual é o tratamento para arritmia cardíaca?

Muitas vezes, não é necessário um tratamento específico, mas, a depender da causa da arritmia e dos sintomas presentes, o tratamento pode ser indicado.

Quando os sintomas são muito difíceis de tolerar ou são de risco, podem ser usados medicamentos.

Outra forma de tratar a arritmia é através da implantação de marcapasso, que são aparelhos eletrônicos capazes de regular os batimentos cardíacos. Esses dispositivos são implantados sob a pele e têm uma duração que varia entre 8 e 10 anos.

A arritmia também pode ser normalizada através da aplicação de choques elétricos no coração, um procedimento conhecido como desfibrilação.

O tratamento para algumas formas de arritmia cardíaca incluem ainda cirurgias e outros procedimentos invasivos, como angioplastia.

O/a médico/a cardiologista é o/a especialista indicado para diagnosticar e tratar a arritmia cardíaca.