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Plaquetas altas, como diminuir?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A plaquetose (aumento no número das plaquetas) muitas vezes não requer tratamento e é temporária. As plaquetas altas muitas vezes estão associadas a alguma doença ou condição, pelo que para baixar as plaquetas é necessário tratar o problema de base.

Em alguns casos, especialmente se o número de plaquetas for superior a 1.000.000/mm3, pode ser necessário o uso de ácido acetilsalicílico pelo risco de trombose, e hidroxiureia, um agente citorredutor que diminui a contagem das células do sangue.

Não há evidências de que seja necessário evitar ou preferir alimentos ou que a prática de outras modalidades de tratamento seja benéfica.

Dentre as patologias ou situações que podem aumentar o número de plaquetas no sangue estão:

  • Policitemia vera;
  • Mielofibrose;
  • Inflamações;
  • Anemias;
  • Câncer;
  • Uso de Corticoides.

A avaliação da causa da plaquetose e da necessidade de tratamento deverá ser feita pelo médico hematologista.

Leia também: Qual a quantidade normal de plaquetas?

Casal com o mesmo tipo de sangue a criança nasce com problema?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não. Quando o casal tem o mesmo tipo sanguíneo não existe nenhum risco para o bebê, em relação a este fator.

A complicação mais temida durante uma gestação, quando os pais têm tipos sanguíneos diferentes, ocorre quando a mãe é RH negativo e o pai RH positivo, porque assim o bebê pode ser RH positivo como o pai, e o organismo da mãe pode produzir anticorpos que ultrapassam a placenta e causam destruição das células sanguíneas do feto. Esses anticorpos são produzidos por não conhecer o fator RH, o qual não existe no organismo da mãe.

Como consequências pode ocorrer anemia, icterícia ou até complicações cardíacas para o bebê no nascimento. Entretanto, quando a mulher está dentro de um programa adequado de pré-natal, esse quadro é facilmente evitado, ou controlado porque já existe tratamento específico.

Portanto, quando o casal tem o mesmo sangue não correm esse risco, embora toda gravidez tenha riscos quando não é devidamente acompanhada.

Se estiverem planejando uma gestação ou se estiver grávida, o mais importante é que mantenha as consultas com seu médico ginecologista/obstetra, e siga as orientações dadas para que sua gestação se desenvolva da maneira mais saudável e prazerosa possível.

Leia também:

Quais os sintomas da leucopenia?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

A leucopenia não tem sintomas específicos, já que por si só não é uma doença, mas sim uma alteração laboratorial, vista no exame de sangue.

Em alguns casos, pode ser apenas uma variação normal relacionada à época da vida do indivíduo. Mas pode ser sinal de algum problema de saúde, e nesse caso, os sintomas serão aqueles da doença causadora.

Por exemplo, se for uma infecção, poderá haver febre, fraqueza e sintomas respiratórios; se for um tumor, pode haver emagrecimento; se for consequência de hipotireoidismo, pode haver sonolência excessiva, lentidão para as atividades. E assim por diante.

A leucopenia precisa ser investigada pelo médico que inicialmente solicitou o hemograma. Quando necessário, ele poderá encaminhar a algum especialista.

Leia também: Qual o tratamento no caso de leucócitos baixos?

O que é CKMB e quais os valores de referência?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

CKMB é uma das 3 formas em que a enzima CK (creatinoquinase) é encontrada no sangue: CKMM, CKBB e CKMB. A isoenzima MB é um marcador utilizado na prática médica para o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio (IAM) e miocardites, pois está presente principalmente no músculo cardíaco. 

O valor de referência de CKMB é de até 5,0 ng/ml. Nos casos de lesão do músculo cardíaco, seus valores se elevam dentro de 3 a 8 horas da lesão, atingindo pico máximo em 24 h. 

Quando há suspeita de lesão aguda do miocárdio, a dosagem dessa enzima é feita por três vezes dentro das primeiras 12 h do início dos sintomas; no caso de os três exames estarem com valores dentro da normalidade, o infarto pode ser descartado.

A CKMB também apresenta papel fundamental no monitoramento da terapia trombolítica (tratamento com anti coagulação para casos de Acidente vascular cerebral (AVC) e IAM. 

O médico que solicitou o exame é o responsável por analisar o seu resultado e passar as devidas orientações ao paciente que foi submetido ao exame.

O que é linfoma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Linfoma é um câncer do sistema linfático. O principal sinal da doença é o aumento dos gânglios linfáticos, também conhecidos como linfonodos, principalmente nas regiões do pescoço, clavículas, axilas e virilhas.

O sistema linfático é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo. A sua função é recolher o líquido que extravasou dos capilares sanguíneos (linfa), filtrá-lo e conduzi-lo de volta à circulação sanguínea.

O sistema linfático também faz parte do sistema imune do organismo, uma vez que os linfonodos armazenam e produzem glóbulos brancos, células de defesa que combatem infecções e doenças.

O linfoma é um tipo de câncer que começa nos linfócitos, um tipo de glóbulo branco encontrado principalmente nos gânglios linfáticos.

Veja também: Quais os tipos de câncer no sangue e os seus sintomas?

Existem 2 tipos de linfoma: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin. Nos linfomas de Hodgkin, os gânglios linfáticos crescem lentamente, enquanto que nos linfomas não-Hodgkin o crescimento dos gânglios é rápido.

Em geral, os linfomas não deixam os linfonodos doloridos. O diagnóstico é feito através do exame físico associado à história clínica do/a paciente. A confirmação do diagnóstico é obtida com a biópsia do gânglio comprometido.

Saiba mais em:

Quais são os sinais e sintomas do linfoma?

Linfoma tem cura?

Linfonodo e linfoma são a mesma coisa?

Linfoma de Hodgkin é câncer?

Anemia pode virar leucemia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não, anemia não pode virar leucemia. Mesmo que a pessoa não receba tratamento, não existe risco de uma anemia evoluir para leucemia. Entretanto, existe uma relação entre as duas doenças, já que a anemia pode ser causada pela leucemia. A pessoa descobre que tem anemia e mais tarde é diagnosticada a leucemia, o que pode fazê-la pensar que a primeira virou a segunda, quando na realidade já era um sinal da leucemia.

A anemia é a redução da concentração de hemoglobina nos glóbulos vermelhos do sangue. A hemoglobina é uma proteína que se liga ao oxigênio para que o sangue possa levar o oxigênio dos pulmões para todo o corpo. Por isso uma pessoa que tem anemia ter uma menor oxigenação do organismo.

Existem diversas causas para a anemia, que podem incluir hemorragias intensas, doenças crônicas, doenças da medula óssea como a leucemia, doenças genéticas (anemia falciforme), deficiência de vitaminas e sais minerais, além de deficiência de ferro (anemia ferropriva), que é a causa mais comum da anemia.

Já a leucemia é um tipo de câncer que afeta os glóbulos brancos do sangue conhecidos como leucócitos. A doença começa quando algumas dessas células sofrem mutações e começam a se multiplicar de forma descontrolada na medula óssea, substituindo as células sanguíneas normais.

A medula óssea, também conhecida como tutano, é o local no interior do osso onde são formadas as células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas).

A leucemia caracteriza-se pelo acúmulo de leucócitos jovens anormais na medula óssea, que substituem as células normais do sangue, podendo então causar anemia devido à deficiência na produção de eritrócitos (glóbulos vermelhos). Portanto, a anemia é um dos sintomas da leucemia.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da leucemia?

Os sinais e sintomas da anemia podem incluir fadiga, aumento dos batimentos cardíacos, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, falta de ar aos esforços físicos, desejos alimentares específicos ou estranhos como vontade de comer terra, queda de cabelos, palidez, entre outros.

Veja também: Anemias Causas, Sintomas e Tratamentos – Anemia Ferropriva

O/a médico/a hematologista é especialista indicado/a para diagnosticar e tratar tanto a anemia como a leucemia.

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Anemia: Sintomas, Causas e Tratamento
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A anemia, sobretudo a ferropriva, é um problema de saúde muito comum tanto entre as crianças como em adultos, ocorrendo também com muita frequência durante a gravidez. Anemia significa redução da concentração de hemoglobina nos eritrócitos, que são as células vermelhas do sangue.

A hemoglobina é uma proteína especial. Além de dar a cor vermelha ao sangue, é responsável pela ligação com o oxigênio para que o sangue possa levar o gás dos pulmões para todo o corpo. Quando a pessoa tem anemia, ela terá uma menor oxigenação do organismo.

Eritrócitos, também conhecidos como hemácias (glóbulos vermelhos do sangue) Quais são os sintomas de anemia?

Os principais sintomas de anemia são: fraqueza, dor de cabeça, irritabilidade, cansaço, falta de ar ou dificuldade para realizar atividade física e palidez.

Pessoas com anemia podem apresentar ainda fadiga, aumento da frequência cardíaca, palpitações, falta de apetite, desânimo, falta de atenção, baixo rendimento escolar, dor abdominal em crianças, desejos alimentares específicos ou estranhos como desejo de comer gelo ou terra, queda de cabelos, língua lisa, unhas quebradiças e feridas nos cantos da boca.

Quanto maior o grau da anemia mais intensos tendem a ser os sintomas da anemia. O diagnóstico é realizado através de exame de sangue realizado em laboratório.

Quais as causas da anemia?

Existem muitas causas de anemia: hemorragia intensa, doenças crônicas, doenças da medula óssea (responsável pela produção das células sanguíneas), doenças genéticas (anemia falciforme), deficiência de vitaminas e sais minerais, sendo a causa mais comum de anemia, além de deficiência de ferro, chamada de anemia ferropriva.

O ferro é um mineral muito difundido na natureza e encontrado em quase todos os vegetais. Porém, o organismo humano tem dificuldade de absorver os sais de ferro provenientes dos vegetais e a nossa principal fonte de ferro acaba sendo a carne, principalmente o peixe e a carne vermelha, que têm um tipo de ferro que é mais facilmente absorvido no intestino (ferro heme).

Porém, para a produção da hemoglobina e das células do sangue, outras vitaminas como o ácido fólico e outras vitaminas do complexo B encontrados nos vegetais e cereais, também são necessárias.

Qual é o tratamento para anemia?

O tratamento da anemia depende da sua causa e da gravidade do quadro. Muitas vezes, é possível reverter o quadro apenas com alterações na alimentação. Porém, há casos em que é preciso incluir suplemento de ferro, medicamentos e até transfusão de sangue.

Dentre as diversas medidas dietéticas, recomenda-se:

⇒ Restringir a ingestão de leite para algo em torno de 300 ml ao dia (máximo de 500ml de leite ao dia, pois o leite dificulta a absorção do ferro e compete com os alimentos mais ricos em ferro);

⇒ Aumentar a ingestão de vegetais com folhas verde-escuro como brócolis, couve e espinafre, feijão, cereais e grãos em geral, abóbora, beterraba. Ter uma ingestão moderada de carnes vermelhas (as vísceras como o fígado são ricas em ferro) e peixes.

⇒ Aumentar o consumo de frutas ricas em vitamina C, pois essa vitamina é importante para a absorção do ferro e ajuda também no tratamento e na prevenção da anemia.

A correta avaliação e diagnóstico da anemia deve ser realizada pelo/a médico/a que pode solicitar os exames específicos para anemia e avaliar o grau e tipo de anemia e, a partir deste correto diagnóstico, propor um tratamento adequado.

Saiba mais sobre esse assunto nos artigos:

Referência:

ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular.

Minha hemoglobina está baixa: o que fazer?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Se a sua hemoglobina está baixa, você deve primeiro saber qual é a causa dessa anemia. Se a hemoglobina estiver baixa por falta de ferro e vitaminas, é fundamental comer alimentos ricos em ferro e, junto com eles, incluir alimentos ou sucos com vitamina C, pois esta vitamina aumenta a absorção de ferro pelo organismo.

Os alimentos ricos em ferro indicados em casos de hemoglobina baixa são:

  • Carnes de boi e de porco;
  • Fígado de boi;
  • Miúdos de galinha;
  • Coração;
  • Feijão;
  • Gema de ovo;
  • Cereais matinais;
  • Beterraba;
  • Vegetais verde escuros (agrião, rúcula, espinafre).

É importante lembrar que o ferro das carnes vermelhas é mais facilmente assimilado pelo organismo do que aquele presente nos vegetais.

Além disso, como foi dito no início, é importante associar o consumo dos alimentos ricos em ferro com outros ricos em vitamina C, para potencializar a absorção de ferro pelo corpo.

Alguns alimentos ricos em vitamina C:

  • Acerola pura ou em polpa congelada;
  • Pimentão amarelo cru;
  • Folha de mandioca;
  • Caju;
  • Goiaba;
  • Salsa;
  • Laranja;
  • Cheiro verde;
  • Couve de Bruxelas;
  • Mamão papaia;
  • Kiwi;
  • Morango.

A hemoglobina é a substância que dá cor vermelha ao sangue e que está presente nos glóbulos vermelhos (hemácias).

A hemoglobina baixa pode ter diversas causas e o tratamento deve ser feito de acordo com as mesmas.

Consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para uma consulta detalhada, identificação da possível causa da anemia e indicação do tratamento adequado.

Saiba mais em:

Hemoglobina baixa, o que pode ser?

Eritrócitos baixos no hemograma, o que pode ser?

Para que serve o eritrograma e quais os valores de referência?

Referências

ASH - American Society of Hematology.

SBHH - Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia.