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Pediatria

Bebê não defeca, o que fazer?

Se o bebê não defeca por algum tempo pode ser resultado de uma fase normal de adaptação do seu intestino ao leite ou a outros alimentos e, geralmente, não é preciso fazer nada

Bebês que são alimentados com outros leites, como o de vaca e leite em pó (fórmulas lácteas) ou que já comem outros tipos de alimentos, têm geralmente mais dificuldades para evacuar.

É frequente ficarem 1 ou 2 dias sem defecar e depois quando o fazem, o cocô sai pastoso ou liquido.

Nesses casos pode-se ajudar o bebê fazendo massagens suaves em sua barriga e dobrando gentilmente suas pernas e coxas sobre o abdômen.

Quantos dias o bebê pode ficar sem fazer cocô?

A frequência com que o bebê faz cocô varia muito desde o seu nascimento até cerca de 1 ano de idade.

Isso ocorre porque o seu intestino está se adaptando ao leite e a outros alimentos que vão sendo introduzidos na sua dieta. As cólicas até os 3 meses de idade também são resultado dessa fase.

Geralmente, nos primeiros 14 dias de vida, o bebê evacua de 2 a 7 vezes por dia. Essa frequência vai reduzindo até chegar ao 5º mês, para 1 a 3 vezes ao dia, podendo mudar até 1 ano de idade.

Existem situações, que são consideradas normais, em que o bebê alimentado somente com o leite materno pode ficar períodos de 4 a 10 dias, ou até mais, sem evacuar, mas quando evacua seu cocô sai normal (pseudoconstipação).

Porém, é importante observar as seguintes características para saber se o bebê está realmente tendo obstipação, para que sejam tomados os cuidados necessários: 

  • Faz cocô duro e ressecado;
  • Faz esforços para evacuar, às vezes ficando vermelho;
  • Tem dor e dificuldade para evacuar;
  • Há presença de sangue no cocô;
  • Não ganha peso.

Essa situação deve ser analisada pelo pediatra, que possivelmente orientará mudanças nos hábitos alimentares, como a ingestão de líquidos e fibras alimentares, alterações no leite em pó e até o uso de medicamentos laxantes.

Leia também:

Para que serve e como usar o supositório de glicerina?

Cólicas no bebê: o que fazer?

Bebê com remela e lacrimejando, o que fazer?

Se o bebê tem os olhinhos com remela e lacrimejando deve-se limpá-los suavemente com um pano macio e água filtrada morna. Quando a secreção for amarelada poderá ser uma conjuntivite, que é uma inflamação na parte branca dos olhos, contagiosa, que pode ser causada por vírus ou bactéria, e que deverá ser tratada por medicamentos receitados pelo médico.

Alguns bebês ao nascer não tem o seu canal lacrimal totalmente aberto, o que provoca lacrimejamentos e acúmulo de remela (secreção). Essa situação geralmente se resolve sozinha durante o primeiro ano de vida. Nesse período deverá ser feita a limpeza dos olhos sempre que preciso e o médico poderá orientar a realização de massagens nos olhos para tentar desentupir o canal lacrimal.

Caso o lacrimejamento e acúmulo de secreção seja muito frequente ou não melhore até que o bebê complete um ano de idade é provável que seja necessária uma pequena cirurgia para abrir o canal lacrimal. O pediatra é o médico que deve ser consultado nos casos de problemas com os olhos do bebê. Ele dará as orientações necessárias para o tratamento e encaminhamento ao oftalmologista, se for necessário.

O que é meningite?

Meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As meningites são causadas principalmente por vírus (meningite viral) e bactérias (meningite bacteriana), embora também sejam provocadas por:

  • Fungos (meningite fúngica);
  • Parasitas;
  • Lesões físicas;
  • Infecções, como otites, por exemplo;
  • Câncer;
  • Uso de medicamentos.

Nem todas as meningites são contagiosas ou transmissíveis, pois isso depende da sua causa. Se a doença for provocada por um traumatismo craniano, por exemplo, ela não é transmissível.

Contudo, as meningites virais e bacterianas são altamente contagiosas e podem provocar surtos e epidemias.

A meningite meningocócica, por exemplo, é um tipo de meningite bacteriana, causada pela bactéria meningococo. Além de ser muito contagiosa, provoca um quadro grave e de evolução rápida.

Saiba mais em: O que é meningite meningocócica e quais os sintomas?

Já a meningite viral é menos grave e mais comum que a meningite bacteriana e melhora sem um tratamento específico.

Qualquer pessoa pode contrair meningite, mas sabe-se que a doença atinge sobretudo crianças com menos de 5 anos.

Saiba mais sobre as diferenças entre meningites virais e bacterianas em: Qual a diferença entre meningite viral e bacteriana?

Quais são os sintomas da meningite?
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Rigidez ou dor na nuca;
  • Náuseas e vômitos;
  • Manchas vermelhas ou roxas na pele (meningite meningocócica).
  • Confusão mental;
  • Sonolência;
  • Dificuldade para acordar.

Veja também: Como saber se tenho meningite?

Quais os sintomas da meningite em bebês?
  • Febre;
  • Irritação;
  • Cansaço;
  • Falta de apetite;
  • Moleira dura ou elevada;
  • Gemido ao ser tocado;
  • Inquietação e choro agudo;
  • Rigidez ou moleza corporal.
Qual é o tratamento para meningite?

O tratamento da meningite depende do agente causador (vírus, bactéria, fungo). As meningites bacterianas necessitam de tratamento imediato com antibióticos específicos para o tipo de bactéria e o/a paciente precisa ficar internado/a.

Já o tratamento das meningites virais incluem repouso, cuidados gerais e medicamentos para aliviar os sintomas. Os antibióticos não são necessários. Pode, ou não, haver necessidade de internação, dependendo do caso.

Leia também: Meningite tem cura? Qual o tratamento?; Meningite fúngica tem cura? Qual o tratamento?

Como a meningite é transmitida?

A meningite viral pode ser transmitida pela saliva (fala, tosse, espirro, beijo) ou pelas fezes. A meningite bacteriana geralmente é transmitida de pessoa para pessoa através do contato com a saliva (tosse, espirro, fala, beijo) da pessoa doente ou portadora da bactéria.

É importante lembrar que a maioria das pessoas já está imune contra muitos dos vírus e bactérias que podem causar meningites.

Veja também:

Meningite é contagiosa? Como ocorre a transmissão?

É possível ter meningite mais que uma vez?

É possível prevenir a meningite? Existe alguma vacina?

Sim, existe vacina contra certos tipos de meningite meningocócica (tipos A, C, W135 e Y). Contudo, essas vacinas não são eficazes em crianças com menos de 18 meses.

Para crianças com mais de 18 meses e adultos, a vacina confere entre 1 e 4 anos de proteção contra esses tipos de meningite meningocócica.

Outras formas de prevenir a meningite incluem cuidados como:

  • Evitar aglomerações;
  • Manter os ambientes ventilados;
  • Higienizar adequadamente os ambientes (casa, escolas, hospitais, creches...).

Procure o/a médico/a clínico geral ou médico/a de família o mais rápido possível na presença de sinais e sintomas de meningite. O diagnóstico e tratamento precoce pode evitar sequelas e complicações que podem inclusive provocar a morte do/a paciente.

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Vacina para meningite B provoca alguma reação ou efeito colateral?

Quais são os tipos de meningite?

Criança com dor na nuca, o que pode ser?

Dor na nuca em criança pode ter muitas causas como um torcicolo, uma lesão por queda ou, até mesmo, uma meningite. Na suspeita de meningite, somente a dor na nuca não é suficiente para identificar o problema, sendo importante observar se existem outros sintomas como febre, enjoo, vômitos, dor de cabeça, dificuldade ou dor para movimentar o pescoço e inclinar a cabeça.

Leia também: O que é meningite?

Deve-se procurar o pediatra ou o serviço de saúde se a criança tiver dores na nuca sem causa aparente ou na suspeita de meningite.

Criança piscando sem parar, o que pode ser? O que fazer?

A criança piscando sem parar pode acontecer devido à um tique nervoso, uma irritação ou falta de umidade no olho. As crianças podem piscar mais em situações de concentração como quando ficam por muito tempo diante da televisão, do computador ou do videogame e tendem a sentir um ressecamento nos olhos. O ato de piscar tem como objetivo lubrificar o olho, espalhando a lágrima pela superfície ocular

Uma irritação no olho causada por um cisco ou sujeira (corpo estranho) também pode estimular o ato de piscar mais.

Uma outra causa do aumento da frequência das piscadas, que atinge cerca de 10% das crianças em idade escolar, é o tique nervoso, que é um movimento independente da vontade da pessoa, que ajuda a aliviar a tensão. Geralmente, os tiques acabam desaparecendo com o tempo, conforme a criança for superando as situações de ansiedade e tensão.

O pediatra ou o oftalmologista poderão orientar o tratamento adequado nas situações em que a criança pisca mais frequentemente que o normal.

Supositório de glicerina pode ser usado em bebês?

Sim, o supositório de glicerina pode ser usado em bebês.

O supositório de glicerina pediátrico é mais fino e comprido, sendo anatomicamente feito para ser usado em crianças. Deve ser aplicado um supositório por dia quando necessário, ou usar de acordo com as instruções do médico. Deve-se introduzir o supositório por via retal pela parte mais achatada e segurar com a ponta dos dedos a outra ponta até que seja alcançado o fluxo fecal.

A prescrição deve ser feita pelo médico pediatra, que avaliará a necessidade do uso do supositório e associação com outras medicações.

Sangue nas fezes de bebê, o que pode ser?

A presença de sangue nas fezes do bebê pode ter várias causas dependendo da idade do bebê. Uma das mais frequentes ocorre devido à dificuldade para evacuar (constipação) que pode surgir em bebês que ainda estão mamando, mas que geralmente ocorre quando há a introdução de novos alimentos na sua dieta, além do leite materno. As fezes ressecadas e o esforço para evacuar podem causar uma pequena lesão (fissura) na região anal, provocando sangramento em pequena quantidade.

Outra situação menos frequente da presença de sangue nas fezes decorre da colite alérgica, na qual a criança tem cólicas devido à alergia a alguns dos alimentos ingeridos. Sangue nas fezes de recém-nascidos não é normal e pode significar um problema mais grave, assim como a presença de sangue nas fezes acompanhada de dor e inchaço abdominal (distensão) nos bebês.

Em qualquer situação de presença de sangue nas fezes do bebê, independente da idade, deve-se consultar o pediatra para a realização do diagnóstico do problema e seu tratamento.

Fezes com muco em bebês e crianças é grave? O que pode ser?

Fezes com muco em bebês e crianças podem não representar uma doença grave. Em bebês, quando ocorre a dentição, por conta da deglutição da saliva, um potencial irritante intestinal, pode haver evacuação com muco. Outras causas de evacuação com muco são:

  • infecções intestinais, causadas por vírus, bactérias ou protozoários, que normalmente se associam a um aumento no número das evacuações e dor abdominal. Estas doenças, se causadas por bactérias ou protozoários, muitas vezes requerem tratamento com medicações específicas;
  • doenças inflamatórias intestinais, como doença de Crohn e retocolite ulcerativa, que normalmente se associam a evacuações com sangue, aumento no número de evacuações e dor abdominal. Estas doenças requerem tratamento específico;
  • síndrome do intestino irritável que usualmente se associa a dor abdominal e alternância entre diarréia e constipação.

Para uma melhor avaliação do hábito intestinal e para determinar se será necessário tratamento, você deve procurar um pediatra.