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Exames de Sangue

O que pode significar nível alto ou baixo de TGO e TGP?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

Níveis altos ou baixos de TGO e TGP podem ter várias causas. As principais doenças que causam elevação das transaminases (TGO e TGP) são: necrose aguda de células do parênquima, congestão, doenças musculares, infarto agudo do miocárdio, pancreatite aguda, injúria intestinal (cirurgia, infarto), injúria por irradiação local (radioterapia), infarto pulmonar, infarto cerebral, anemia hemolítica, queimaduras e eclâmpsia.

A necrose aguda de células do parênquima pode ocorrer principalmente por: hepatites virais (elevação de TGO e TGP de 20 a 100 vezes), hepatite alcoólica, hepatite medicamentosa (lesão do fígado por drogas e medicamentos, geralmente paracetamol).

A congestão pode ser causada por hepatite isquêmica, câncer hepático primário ou metastático, cirrose hepática e esteato-hepatites.

Mais raramente, pode-se citar a doença de Wilson, a hemocromatose, a deficiência de alfa-1-antitripsina e a hepatite autoimune.

Aumento dos valores de TGO e TGP em até três vezes podem significar lesão em outros órgãos que não o fígado, tais como lesões musculares e hipotireoidismo, ou lesões restritas às vias biliares.

TGO e TGP acima de 160 U/L, indicam doença hepática, com grande probabilidade. Já aumentos acima de 1000 U/L são geralmente causadas por hepatites virais, isquêmica ou por drogas.

TGO e TGP baixos, o que pode ser?

A diminuição de TGO pode ser causada por azotemia e diálise renal crônica. Uma redução dos níveis de TGP pode ser sinal de infecção do trato urinário e malignidades.

Além do valor absoluto das transaminases, outra dica é comparar a relação entre os valores de TGO e TGP, ou seja, dividir o valor de TGO pelo valor de TGP. O índice NORMAL é de 0,7 a 1,4.

Se os resultados estiverem aumentados, pode ser sinal de hepatotoxicidade por drogas (> 2), hepatite alcoólica (> 2 é altamente sugestiva, podendo chegar até 6,0), cirrose (1,4 - 2,0), colestase intra-hepática (> 1,5), carcinoma hepatocelular e hepatite crônica (levemente aumentada: 1,5).

No caso do resultado estar abaixo do normal, pode ser sinal de hepatite viral aguda (com TGO aumentada de 3 a 5 vezes o limite superior normal) e colestase extra-hepática (normal ou levemente diminuída; 1,3).

É importante ressaltar que é possível ter uma doença hepática crônica e possuir transaminases normais. Isso é comum em indivíduos com hepatite C crônica, por exemplo. Portanto, a ausência de alterações na TGO e TGP não descarta doenças do fígado.

O que são TGO e TGP?

A TGO e a TGP são enzimas encontradas no interior de várias células do corpo. TGO é a sigla para transaminase glutâmico-oxalacética, também conhecida como AST (aspartato aminotransferase), enquanto que TGP é a sigla para transaminase glutâmico-pirúvica, também conhecida por ALT (alanina aminotransferase).

A TGO pode ser encontrada no fígado, coração, músculos, pâncreas, rins e glóbulos vermelhos do sangue, enquanto que a TGP está presente quase que exclusivamente nas células do fígado, que atuam no metabolismo de certas proteínas.

Para que serve o exame de TGO e TGP?

As enzimas TGO e TGP são indicadores de lesão no fígado. Por isso, o exame de TGO e TGP serve principalmente para avaliar o funcionamento do fígado. Quando os níveis de TGO e TGP estão alterados, pode ser um sinal de lesão nas células hepáticas.

O exame de TGO e TGP também é usado para detectar lesões no pâncreas, enquanto que os valores de TGP auxiliam no diagnóstico de infarto do miocárdio e doenças cardíacas.

Os valores de referência de TGO e TGP variam de acordo com o laboratório, mas, em geral, são os seguintes: TGO = 5 a 40 U/L e TGP = 7 a 56 U/L.

Os resultados do exame de TGO e TGP devem ser avaliados pelo médico que solicitou o exame. Para maiores esclarecimentos, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

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Para que servem os exames de TGO e TGP?

Proteína C reativa: O que é o exame PCR e para que serve?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O exame que mede a dosagem de proteína C reativa (PCR) serve para investigar o estado inflamatório do indivíduo e avaliar o risco de doença cardiovascular, como infarto e derrame cerebral. A proteína C reativa, produzida no fígado, é o principal marcador de fase aguda de processos inflamatórios e necróticos (morte do tecido) que ocorrem no organismo, principalmente processos inflamatórios associados a infecções bacterianas.

O exame de proteína C reativa é usado ainda para detectar manifestações exacerbadas de doenças inflamatórias, como artrite reumatoide, lúpus ou vasculite. Através dos níveis de PCR, também é possível saber se o anti-inflamatório usado para tratar alguma doença ou condição está sendo eficiente ou não.

O exame PCR é realizado através da coleta de sangue. Trata-se de um método preciso, rápido, seguro e econômico, mas é também um método inespecífico, ou seja, não é suficiente para diagnosticar qualquer doença. O exame pode revelar que a pessoa tem alguma inflamação no corpo, mas não é capaz de indicar a sua localização exata.

Isso porque a PCR pode estar elevada no sangue devido a qualquer situação de inflamação no corpo. A condição que levou a esta inflamação (doenças reumatológicas, autoimunes, entre outras) deve ser investigada mais a fundo pelo médico, com outros exames.

O exame de PCR normalmente é realizado com o exame que mede a taxa de sedimentação dos glóbulos vermelhos (VHS) ou com o exame de eritrossedimentação, que também são usados para detectar inflamações.

Para que serve o exame PCR ultrassensível?

Para avaliar o risco de doença cardiovascular é feito o exame de PCR ultrassensível, que faz uma dosagem mais precisa de proteína C reativa. Muitas doenças cardiovasculares resultam de dois fatores:

1. Inflamação constante nas paredes dos vasos sanguíneos;

2. Acúmulo de colesterol na parede desses vasos.

Por isso, os valores de PCR estão relacionados com os principais fatores de risco de doenças cardiovasculares, podendo refletir o papel que tais fatores exercem no desenvolvimento de inflamações nos vasos sanguíneos.

Pessoas com níveis de PCR persistentemente acima de 0,3 mg/dL (3 mg/L) apresentam alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Com esses valores, a proteína C reativa indica que há um processo inflamatório discreto, porém contínuo, ocorrendo no organismo.

O risco cardiovascular é considerado médio quando o resultado do exame PCR ultrassensível apresentar valores entre 0,1 mg/dL (1 mg/L) e 0,3 mg/dL (3 mg/L).

Se os níveis de PCR estiverem abaixo de 0,1 mg/dL (1 mg/L), significa que a pessoa tem um baixo risco de desenvolver doença cardiovascular.

Contudo, níveis baixos de PCR nem sempre indicam que não existe uma inflamação no corpo. Pessoas com artrite reumatoide e lúpus podem apresentar níveis normais de proteína C reativa. A razão para isso não é conhecida.

PCR alto pode ser câncer?

Sim, um nível alto de PCR pode ser sinal de câncer, especialmente linfoma. Contudo, nem todo tipo de câncer provoca um aumento dos valores de PCR, por isso o exame não é usado para diagnosticar a doença. Portanto, é muito mais provável que alguém com PCR alto tenha um processo inflamatório ocorrendo no corpo do um câncer.

O valor de PCR também pode estar alto em diversas doenças e condições, tais como:

  • Doença do tecido conjuntivo, infarto, infecção bacteriana;
  • Doença inflamatória intestinal, lúpus, pneumonia;
  • Artrite reumatoide, febre reumática, tuberculose;
  • Pancreatite aguda, apendicite, queimaduras;
  • Doença inflamatória no intestino, derrame cerebral;
  • Doença inflamatória pélvica, artrite reumatoide;
  • Sepse (infecção generalizada), Pós-operatório de alguma cirurgia (3 primeiros dias);
  • Uso de medicamentos (anti-inflamatórios não-esteroides, aspirina, corticoides, estatinas, betabloqueadores, pílula anticoncepcional);
  • Terapia de reposição hormonal, uso de dispositivo intrauterino (DIU);
  • Exercício físico intenso, gravidez, obesidade.
O que significa PCR positivo?

PCR positivo era a forma como o resultado do exame era apresentado anteriormente quando o valor de proteína C reativa estava superior a 0,1 mg/dL (1 mg/L). O exame de PCR dava apenas resultados “positivo” ou “negativo”, sem medir especificamente a quantidade de proteína C reativa.

O que é a proteína C reativa?

A proteína C reativa é uma proteína produzida pelo fígado, cujos níveis aumentam de valor quando há alguma inflamação no corpo. A PCR é considerada uma reagente de fase aguda, ou seja, aumenta em resposta à inflamação.

A PCR responde a proteínas inflamatórias chamadas citocinas, que são produzidas pelos glóbulos brancos (células de defesa) durante o processo inflamatório.

A interpretação dos resultados do exame PCR deve ser realizada pelo médico que o solicitou, em conjunto com a história e o exame clínico do paciente.

Gama-GT alterado
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Existem muitas causas para o Gama-GT estar alterado a mais frequente e mais importante é a inflamação (hepatite) no fígado decorrente de uso ou abuso de substâncias químicas, sendo o álcool (abuso de bebidas alcoólicas) o mais importante (qualquer droga ou remédio pode causar).

Quanto mais alto o valor de Gama-GT maior é o grau de inflamação hepática (refere-se a gravidade da lesão, mas não é uma escala linear).

Valores de referência para Gama-GT (pequenas variações dos valores podem ocorrer nos diferentes laboratórios):

  • Homem: 08 a 61 U/L;
  • Mulher: 05 a 36 U/L.

Valores pouco aumentados (baixos) tendem a não ter muito significado (menores que 100), valores mais altos tendem sim a ter uma importância, mas o mais importante é a união do resultado do exame com o quadro clínico e só o medico que solicitou vai conseguir fazer essa correlação.

Gama GT aumentado (alto), como fazer para abaixar?

Para baixar os níveis de Gama GT precisa tratar a causa do aumento.

Veja também: Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Existe algum remédio para baixar Gama GT?

Existem remédios e medicamentos que ajudam a reduzir os níveis de Gama GT, mas o mais importante é tratar a causa básica do aumento.

Como baixar o Gama-GT?

Deve-se tratar o problema que causou o aumento do Gama-GT, se foi álcool, parar de tomar, se foi medicamento suspender o uso (com orientação médica, geralmente substituindo a medicação), se foi por causa de alguma doença deve tratar a doença.

Quais remédios diminuem o Gama-GT?

O uso de azatioprina, estrógenos, clofibrato e metronidazol reduzem os níveis sanguíneos de Gama-GT.

Posso estar grávida mesmo com o exame dando negativo?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível estar grávida com o exame negativo. Os níveis do hormônio hCG começam a subir depois de 8 dias que ocorreu a fecundação, logo após a implantação do óvulo fecundado no útero. Se o exame de gravidez for feito antes dessa fase, o resultado poderá ser um falso negativo. Isso porque ainda não há uma quantidade de hormônio circulante que seja suficiente para ser detectada pelo exame.

Por isso, para evitar um resultado falso negativo, é necessário esperar pelo menos 7 dias após a relação para fazer o exame Beta-hCG. Qualquer exame de gravidez, seja o teste de farmácia ou o exame Beta-hCG, feito antes desse período, pode dar negativo e a mulher estar grávida.

Porém, no seu caso, que já está com 2 meses de atraso da menstruação, se o exame de gravidez deu negativo, é muito provável que você não esteja grávida e o atraso menstrual tenha uma outra causa. O melhor é repetir o exame Beta-hCG. Se continuar negativo, consulte um médico ginecologista para que a causa do seu atraso menstrual seja devidamente diagnosticada.

Com quanto tempo de gravidez o exame dá positivo? Teste de gravidez de farmácia

O teste de gravidez de farmácia pode dar positivo logo no 1º dia de atraso menstrual. Contudo, para o teste não falhar, é necessário que os níveis de Beta-hCG estejam altos o suficiente para serem detectados na urina. Por isso, recomenda-se fazer o teste de gravidez de farmácia com 15 dias de atraso menstrual, quando a sua eficácia é de 99%.

Se a mulher não souber a data prevista para vir a menstruação, recomenda-se fazer o teste de farmácia 21 dias depois que ocorreu a última relação desprotegida.

Os testes de gravidez de farmácia (Beta-hCG qualitativo), feitos com urina, demoram um pouco mais para acusar positivo, uma vez que a concentração do hormônio na urina é bem menor que no sangue.

Os exames de Beta-hCG qualitativo não mostram a quantidade de hormônio encontrada no sangue. Esses testes dizem apenas "positivo" ou "negativo"

Exame Beta-hCG

Já o exame de sangue Beta-hCG pode detectar uma gravidez ainda antes da menstruação atrasar. O exame pode dar positivo depois de 8 dias que ocorreu a concepção (união do óvulo com o espermatozoide).

Os exames quantitativos de beta-hCG são mais precisos, pois eles indicam a quantidade da subunidade "beta" do hCG presente no sangue. Esses testes podem detectar uma gravidez depois de apenas uma semana que se iniciou a gestação, mesmo quando a menstruação ainda não está atrasada.

Na presença de atraso menstrual e outros sintomas de gravidez, é recomendado a repetição do exame depois de 14 dias. Se fizer novamente o teste e continuar negativo, consulte com a/o ginecologista, médica/o de família ou clínica/o geral para que esses sintomas sejam devidamente investigados.

Exames VDRL, HIV e ANTI-HCV não reativo o que significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame com resultado "não reativo" significa que ele é negativo para aquela doença investigada.

Esses exames são úteis para detectar as seguintes infecções sexualmente transmissíveis (ISTs):

  • Sífilis;
  • Sida (Síndrome da Imuno Deficiência Adquirida);
  • Hepatite C.

O exame VDRL é um  teste de sangue para detectar a infecção sexualmente transmissível (IST) chamada Sífilis. O exame anti-HIV detecta a presença do vírus HIV no organismo. O exame anti-HCV detecta a Hepatite C.

Em alguns casos, estes exames podem ser apenas uma das etapas de diagnóstico da doença. Além do mais, um exame de sangue deve ser sempre interpretado em conjunto com os sinais e sintomas apresentados por cada pessoa e associado a outros exames. O/a médico/a é responsável por fazer a interpretação do exame conjuntamente com esses aspectos globais do/a paciente.

Alguns exames podem resultar em "falsos negativos", ou seja, apresentam um resultado não reativo (negativo), mas isso não significa ausência de doença. Isso pode ocorrer em estágios bem iniciais da doença ou na chamada "janela imunológica".

Todo exame deve ser apresentado ao/à médico/a que solicitou para que ele/ela efetue a devida interpretação, correlacione com os aspectos clínicos da pessoa e dê sequência ao tratamento recomendado.

Leia também:

O que significa VDRL não reativo?

O exame de TGP da minha filha está 73, o que isto significa?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Exame de TGP com resultado 73 significa que o TGP está levemente elevado, o que pode ser sinal de algum tipo de inflamação, problema no fígado ou normalidade.

Os valores de referência para o TGP normal são de 7 a 56 unidades por litro de soro, embora esses valores variem conforme o fabricante do teste.

Os valores de TGP para serem considerados elevados e preocupantes devem ultrapassar 5 vezes o valor normal da referência. Por isso, esse resultado de exame deve ser comparado com outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico da paciente.

TGP alto: o que pode ser?

Níveis altos de TGP são encontrados em desordens do fígado que causam a morte de muitas células hepáticas, o que acontece nas seguintes situações e doenças: hepatite aguda A ou B, dano hepático causado por toxinas e privação de oxigênio e nutrientes por diminuição ou interrupção da circulação sanguínea.

Outras causas de TGP alto incluem congestão, doenças musculares, infarto do miocárdio, pancreatite, danos no intestino, radioterapia, infarto pulmonar, câncer hepático, derrame cerebral, anemia hemolítica, queimaduras e eclâmpsia.

As hepatites causadas por vírus podem aumentar os valores de TGP de 20 a 100 vezes. Além das hepatites virais, as hepatites provocadas pelo abuso de bebidas alcoólicas e uso de drogas e medicamentos, bem como a hepatite isquêmica e autoimune, também podem aumentar os níveis de TGP.

O aumento da TGP também pode ocorrer, em casos mais raros, na doença de Wilson, na hemocromatose e na falta de alfa-1-antitripsina.

Quando os valores de TGP estão até 3 vezes acima do normal, pode ser sinal de lesões em outros órgãos e tecidos, como músculos, tireoide e vias biliares.

TGP alto, acima de 160, é um indicativo forte de doença no fígado. Se o resultado do exame de TGP estiver acima de 1000, as causas prováveis incluem hepatite viral, isquêmica ou hepatite provocada pelo uso de drogas.

Existem também alguns medicamentos que podem deixar o TGP alto, como: analgésicos, antibióticos, remédios para o colesterol, medicamentos para problemas cardiovasculares e antidepressivos.

Contudo, elevações moderadas de TGP são comuns, mesmo em pessoas saudáveis. Nesses casos, a causa mais comum é o fígado gordo (esteatose hepática), provocado na maioria das vezes pelo abuso de álcool. A gordura no fígado também pode ser causada por diabetes, obesidade e hepatite C.

O que é TGP?

O TGP é uma enzima que serve para indicar danos no fígado em diferentes tipos de doenças. Contudo, ter níveis elevados de TGP não significa que a pessoa tenha uma doença hepática estabelecida.

A TGP (transaminase glutâmico-pirúvica) ou ALT (alanina aminotransferase), também conhecida como enzima transaminase ou aminotransferase, está presente quase que exclusivamente nas células do fígado. A função dessa enzima é participar no metabolismo de algumas proteínas.

Os valores normais de referência da TGP devem estar entre 7 e 56 U/L. Além de ser usado para detectar doenças do fígado e da vesícula biliar, o exame de TGP também serve para identificar infarto do miocárdio e doenças musculares.

A interpretação do resultado do exame de TGP depende do quadro clínico geral da paciente e da correlação com outros exames, o que deve ser feito pelo/a médico/a que solicitou os exames.

Para que serve o exame CEA e como é feito?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O exame CEA é um exame de sangue feito para identificar a presença do Antígeno Carcinoembrionário (CEA em inglês). Esse antígeno é uma proteína presente no tecido fetal ou embrionário e que normalmente desaparece após o nascimento, mas alguma quantidade pode estar presente no cólon.

Por isso o exame CEA geralmente serve para monitorar o tratamento do câncer, especialmente o câncer de cólon ou colorretal

Por ser pedido juntamente com outros exames, é recomendado um jejum de 8 horas antes de realizar o exame CEA.

Contudo, o CEA é um marcador tumoral que pode estar elevado em outros tipos de câncer, como o de mama, ovário, tireoide, pâncreas e pulmão e em outras situações, como inflamações, pancreatite, infecções pulmonares, cirrose hepática, pessoas que fumam, entre outras doenças e condições.

Uma vez que o hábito de fumar pode elevar os níveis de CEA, o resultado do exame pode dar "falsos positivos", ou seja, valores altos de CEA podem não indicar necessariamente a presença de câncer ou outras doenças.

Portanto, o exame CEA é utilizado para monitorar o tratamento e o reaparecimento do câncer de cólon, estômago, pâncreas, mama, entre outros citados anteriormente, após o tratamento ou a cirurgia para retirada do tumor.

Resultados e valores de referência

Os valores de referência do CEA não devem ultrapassar os 9 ng/mL. Em grande parte das pessoas que não fumam, os valores variam entre 0 e 3 ng/mL, mas podem chegar aos 10 ng/mL, em casos mais raros.  

Se os valores de CEA não voltarem ao normal após o tratamento cirúrgico, pode indicar que ainda existem células cancerígenas no corpo, localizadas no local do tumor ou disseminadas pelo corpo ou em outros órgãos (metástase).

Quando o exame CEA apresenta valores extremamente altos, pode ser um sinal de metástase nos ossos ou no fígado. No entanto, há ainda outras doenças e condições que podem elevar os níveis de CEA, como pancreatite, doença pulmonar crônica, insuficiência renal, entre outras citadas anteriormente.

Por ser um exame com uma baixa especificidade, já que os valores podem ficar altos devido a outros fatores, o CEA não pode ser usado como único teste para diagnosticar o câncer, sendo necessário para isso outros exames.

 Leia mais em:

Entendendo os valores do CEA

Exame de sangue Gama GT alterado, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

exame de sangue Gama GT (Gama Glutamil Transferase) mede o nível sanguíneo dessa enzima presente no fígado, pâncreas, rins, baço, coração e cérebro.

Um valor do exame alterado pode indicar algumas doenças do fígado, pâncreas e vias biliares como, por exemplo, alterações hepáticas, hepatite, cirrose,  câncer no fígado e pancreatite.

Outras situações que levam à alteração da gama GT são: consumo de bebidas alcoólicas e uso de alguns medicamentos.

Veja também: Quais são os valores de referência do Gama GT?; Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Todo exame de sangue deve ser interpretado pelo/a médico/a responsável pelo cuidado do/a paciente e será correlacionado com a história clínica, pessoal e o exame clínico.

Fiz exame de sangue Beta-HCG e deu negativo, estou grávida?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Se o beta-hcg é negativo então (a princípio) não está grávida, os outros exames são exames de hormônios (todos dentro do limite da normalidade) e não se usa eles para ver se está ou não grávida, para isso existem exames de gravidez. Se a dúvida continua consulte um ginecologista e faça um ultrassom transvaginal.

Meu exame de Gama-GT deu 250, está muito alto?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Com um valor isolado de Gama GT não é possível estabelecer diagnóstico algum.

Este valor mencionado (255) está acima do valor de referência e, portanto a sua enzima Gama GT apresenta elevada.

aumento de valores de Gama GT podem acontecer em pessoas que ingeriram quantidade elevada de bebida alcoólica ou em quem usa medicamentos como Fenobarbital e Fenitoína.

Esse aumento deve ser correlacionado com o valor das outras enzimas hepáticas e com o quadro clínico do/a paciente para poder estabelecer uma explicação correta.

Todos os exames de sangue e outros solicitados pelo/a médico/a deve ser apresentado na consulta de retorno para que ele/ela explique o real motivo desse valor.

Leia também:Exame de sangue Gama-GT alterado o que pode ser?

Quais são os valores de referência do Gama-GT?

Gama-GT de 255 como está o meu fígado?

Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Quais são os principais tipos de exame de sangue e para que servem?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Existem vários tipos de exame de sangue e cada um deles serve para avaliar diferentes parâmetros. Os exames de sangue são usados para avaliar o funcionamento de órgãos e glândulas como pâncreas, fígado e rins, detectar doenças como câncer, anemia e diabetes, avaliar os níveis de colesterol, glicose, ácido úrico, entre muitas outras indicações.

Dentre os tipos de exame de sangue mais usados estão o hemograma, colesterol, triglicerídeos, glicemia, ácido úrico, ureia, creatinina, HIV e PSA.

Hemograma

O hemograma serve para analisar as células do sangue, ou seja, os leucócitos (glóbulos brancos), as hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas. O exame é usado para auxiliar o diagnóstico e acompanhar doenças como anemia, leucemia, infecções e inflamações, problemas de imunidade, entre outras.

Hemácias

As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos ou eritrócitos, transportam o oxigênio através da circulação sanguínea.

Quando o nível de hemácias está alto, o sangue pode ficar mais "grosso" e prejudicar o funcionamento das outras células sanguíneas. Por outro lado, se houver uma redução do número de glóbulos vermelhos, pode ser um sinal de hemorragia ou anemia.  

Leucócitos

Os leucócitos ou glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico do corpo. São células de defesa que protegem o corpo contra doenças, inflamações e infecções.

Se o hemograma detectar níveis elevados de leucócitos (leucocitose), pode ser um indício de algum processo infeccioso, câncer (leucemia), ataque cardíaco ou ainda morte de algum tecido do corpo.

Já a leucopenia caracteriza-se por um número baixo de leucócitos (leucopenia) e pode ter diversas causas, como infecções virais, tratamento para câncer, ingestão de mercúrio, febre tifoide, sarampo, hepatite, rubéola, entre outras.

Plaquetas

As plaquetas atuam na coagulação sanguínea. A análise dessas células no hemograma serve para verificar a capacidade que o sangue tem de coagular quando há sangramentos, além de detectar as causas de um aumento ou diminuição do número dessas células.

Veja também: Que doenças o hemograma pode detectar?

HIV

O exame de sangue para detectar o vírus HIV, causador da AIDS, detecta anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Quando o resultado do exame é "não reativo", significa que não foram encontrados anticorpos contra o vírus no sangue do indivíduo. Portanto o resultado nesse caso é "negativo" para HIV.

Contudo, o fato do resultado dar negativo não significa que a pessoa não tenha a doença. Os resultados falso-negativos ocorrem sobretudo na fase inicial da doença ou no período da janela imunológica do HIV.

Saiba mais em: O que é janela imunológica do HIV?

Quando o resultado do exame é positivo, costuma-se realizar um outro exame de sangue anti-HIV para confirmar o diagnóstico. Esse exame é mais preciso, pois não detecta anticorpos, mas sim o material genético do vírus.

Leia também: Como é feito o exame do HIV?

Colesterol

O exame de sangue de colesterol analisa 3 tipos de colesterol VLDL, LDL e HDL. Os dois primeiros são considerados "mau colesterol", enquanto que o HDL é conhecido como "colesterol bom". 

Quado os níveis de LDL e VLDL (mau colesterol) estão altos, pode haver formação de placas de gordura dentro das artérias que podem obstruir o fluxo sanguíneo, aumentando o risco de derrames e infarto. 

Já o HDL é considerado "bom colesterol" porque não forma placas de gordura e pode remover da circulação o LDL.

Saiba mais em: Qual a diferença entre colesterol VLDL, LDL e HDL?

Triglicerídeos

Os triglicerídeos são gorduras provenientes da alimentação e que também são produzidas pelo organismo. O exame de triglicerídeos é importante para avaliar o risco de doenças cardiovasculares, já que quando os seus níveis estão altos também pode haver formação de placas de gordura na parede interna das artérias, assim como ocorre com o colesterol.

Se os triglicérides, como também são conhecidos, estiverem muito elevados, pode haver inclusive inflamação do pâncreas.

Também pode lhe interessar: O que são triglicerídeos?

Glicemia

O exame de sangue de glicemia serve para avaliar os níveis de glicose (açúcar) na circulação sanguínea, sendo usado para diagnosticar diabetes e outras alterações metabólicas.

Quando a glicemia está acima dos valores de referência (hiperglicemia), pode ser um sinal de diabetes. Já a hipoglicemia caracteriza-se pela pouca quantidade de glicose na circulação e na maioria dos casos trata-se de um efeito colateral de tratamentos com insulina ou hipoglicemiantes orais.

Veja também: Como é feito o diagnóstico do diabetes?

Ácido úrico

O ácido úrico é um produto metabólico das purinas, uma substância presente nas células e que fazem parte do material genético das mesmas.

Uma ingestão excessiva de carne e bebidas alcoólicas pode aumentar os níveis de ácido úrico, podendo causar episódios de gota. Se o ácido úrico estiver alto, também pode levar à formação de pedra nos rins.

Leia também: Quais os valores de referência do ácido úrico?

Ureia

A ureia é um produto do metabolismo das proteínas. É produzida no fígado e eliminada na urina. O exame de sangue de ureia ajuda a avaliar o funcionamento dos rins, já que níveis altos de ureia podem indicar que os rins perderam a capacidade de filtrar o sangue adequadamente, levando a um acúmulo de ureia na circulação.

Contudo, o exame de ureia não é muito exato para avaliar a função renal, já que a ureia pode se elevar conforme a alimentação e o nível de hidratação do indivíduo, bem como em caso de infecções, doenças hepáticas, gravidez, entre outras doenças e condições.

Quando os resultados do exame de ureia estão abaixo dos valores de referência, pode ser um sinal de desnutrição, baixa ingestão de proteínas, insuficiência hepática, gestação, outras doenças e condições.

Uma vez que os níveis de ureia no sangue podem estar altos ou baixos em diversas situações, é comum pedir esse exame juntamente com o exame de creatinina, que é mais preciso para avaliar a função renal.

Leia também: Qual o valor de referência da ureia?

Creatinina

A creatinina é resultante da degradação de uma substância presente nos músculos. Quanto mais massa muscular tiver a pessoa, maior é a quantidade de creatinina na circulação.

Boa parte da creatinina é filtrada nos rins, por isso esse exame de sangue serve para avaliar a capacidade de filtração dos rins. Se a função renal estiver reduzida, os resultados irão apresentar níveis de creatinina elevados.

Também pode ser do seu interesse: Quais são os valores de referência de creatinina?

PSA

O exame de sangue de PSA serve para detectar doenças ou alterações na próstata, tais como câncer, infecções, aumento de tamanho da glândula e traumas.

PSA é a sigla para Antígeno Prostático Específico. É produzido na próstata e está normalmente presente na circulação sanguínea. Quando há alguma alteração na glândula, os níveis de PSA ficam altos.

O exame de PSA associado ao toque retal é a forma mais eficaz de detectar o câncer de próstata nas fases iniciais.

Saiba mais em: Quais são os valores de referência do PSA?

Todos os exames de sangue devem se interpretados pelo médico que os solicitou, juntamente com os sinais e sintomas apresentados, a história clínica e outros exames, quando necessários.

O que significa monocitose confirmada em hemograma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Monocitose num hemograma significa que houve um aumento do número de monócitos no sangue, um tipo de glóbulos branco, as células de defesa que desempenham uma importante função no combate a fungos, vírus e bactérias, além de participarem nos processos inflamatórios.

São várias as doenças e condições que podem causar monocitose. Entre elas estão:

  • Vários tipos de câncer:

    • Leucemia;
    • Mielodisplasia;
    • Mieloma;
    • Doença de Hodgkin;
  • Doenças infecciosas:
    • Tuberculose, Endocardite, Salmonelose;
    • Sífilis; Infecções fúngicas; Recuperação de infecções agudas;
    • Varicela; Malária; Leishmaniose;
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa.
  • Outras causas de monocitose:
    • Doenças gastrointestinais; Doença inflamatória intestinal; Colite granulomatosa;
    • Cirrose hepática; Pós-esplenectomia; Sarcoidose;
    • Quimioterapia; Doenças do tecido conjuntivo; Gestação;
    • Depressão; Uso de corticoides.

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A monocitose isolada sem associação com algum sintoma não é uma situação comum. Nesses casos, recomenda-se acompanhamento médico para uma avaliação pormenorizada e, por ventura, repetição do exame.

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