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Cisto no rim: O que é e quais são os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Cisto renal é uma espécie de bolsa arredondada, geralmente cheia de líquido, que se desenvolve no rim. O cisto pode surgir em várias doenças renais, como na Doença Renal Policística, que caracteriza-se pelo aparecimento de múltiplos cistos no rim que levam à insuficiência renal.

Os cistos renais simples são benignos, com paredes finas, regulares e sem septos. Não apresentam calcificações no seu interior, que é preenchido com líquido. Esses cistos são mais comuns em pessoas com mais de 50 anos e não há risco de evoluírem para câncer.

Os cistos simples podem aparecer em apenas um ou nos dois rins, podendo ser únicos ou múltiplos. Normalmente não provocam sintomas. Contudo, se o cisto estiver infectado por bactérias, pode causar dor nos rins, pequenos sangramentos observados na urina, febre, além de retenção da urina no rim, que provoca inchaço renal e dor.

Cistos maiores podem ser palpados através do abdômen. O diagnóstico é feito através de exames de imagem como ultrassom ou tomografia.

Já os cistos renais complexos possuem características sugestivas de tumor e precisam ser acompanhados de perto. Suas paredes são grossas, irregulares e com septos. O seu interior possui calcificações ou conteúdo sólido.

Veja também: Cisto no rim pode virar câncer?

O diagnóstico pode ser feito por ultrassom, embora a tomografia seja mais indicada para observar as suas características.

Cistos renais simples que não causam sintomas não precisam de tratamento. Cistos grandes ou que provoquem dor podem ser drenados através de cirurgia ou punção. Já os cistos renais complexos malignos precisam ser retirados cirurgicamente com urgência.

O/a médico/a nefrologista é o/a especialista indicado para diagnosticar e indicar o tratamento adequado em caso de cisto no rim.

Saiba mais em: Qual é o tratamento para cisto no rim?

Qual é o tratamento para cisto no rim?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tratamento para cisto no rim depende dos sinais e sintomas que a pessoa apresenta. Em geral, cistos renais simples que não causam sintomas não precisam de tratamento, apenas acompanhamento. Cistos grandes ou que causam dor podem ser drenados através de cirurgia ou punção. Já os cistos renais complexos malignos precisam ser retirados cirurgicamente com urgência.

A maioria dos casos de cisto renal simples (Bosniak I e II) precisa apenas de um acompanhamento regular com exames de imagem. O tratamento só é indicado se houver sintomas ou surgir alguma complicação, como sangue na urina, cálculo renal ou infecção.

O tratamento pode ser feito através da drenagem do conteúdo do cisto por meio de uma agulha (punção), introduzida através da pele. Em alguns casos, o esvaziamento do cisto precisa ser feito através de cirurgia, geralmente por videolaparoscopia.

Se o cisto estiver infeccionado devido a bactérias, é necessário realizar um tratamento com antibióticos antes de fazer a drenagem cirúrgica do mesmo.

Cistos renais complexos do tipo Bosniak IIF devem ser investigados minuciosamente. Na maioria dos casos é feito um acompanhamento regular com exames de imagem. Contudo, em algumas situações, pode ser necessário remover o cisto cirurgicamente.

Já os cistos complexos dos tipos Bosniak III e IV normalmente precisam de tratamento cirúrgico. Nesses casos, é feita a remoção completa do cisto renal com uma margem de segurança, já que esses cistos podem apresentar células cancerígenas.

O especialista responsável pelo tratamento do cisto no rim é o médico nefrologista.

Saiba mais em:

Cisto no rim pode virar câncer?

Cisto no rim: O que é e quais são os sintomas?

Como aliviar a dor nos rins?

Para aliviar a dor nos rins pode-se utilizar remédios anti-inflamatórios, antiespasmódicos e analgésicos. Se a cólica renal for causada por pedra nos rins, além de usar os medicamentos, é importante aumentar a ingestão de água e outros líquidos para facilitar a passagem do cálculo.

Muitas vezes as pedras nos rins são eliminadas espontaneamente pela urina, o que alivia imediatamente a dor. Em outros casos, os cálculos precisam ser retirados.

Quando a pedra é volumosa e não consegue atravessar o canal da urina, outros procedimentos podem ser necessários, como cirurgia para retirar o cálculo ou aplicação de laser para quebrar a pedra.

Os remédios usados para aliviar a dor nos rins irão depender da intensidade da cólica. A pessoa pode, a princípio, utilizar anti-inflamatórios comuns, porém, em alguns casos, há necessidade de internamento hospitalar provisório para administração de medicação intravenosa capaz de controlar a dor.

A dor no rim causada por cálculo renal é aguda e intensa, deixa a pessoa agitada e pode inclusive provocar náuseas e vômitos. A cólica não piora nem melhora se a pessoa mudar de posição.

Veja também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Procure um médico clínico geral ou médico de família para receber uma avaliação detalhada da origem da cólica renal, bem como indicação das medicações apropriadas.

Saiba mais em: Dor nos rins: o que pode ser e o que fazer?

Cisto no rim pode virar câncer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os cistos renais são em sua maioria benignos, ou seja, não têm chances de virar câncer. Contudo, alguns cistos podem, sim, evoluir para câncer de rim.

Para determinar o risco de malignidade de um cisto no rim, criou-se uma classificação (Bosniak) que divide os cistos renais em simples ou complexos, conforme as características observadas nos exames de tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Os cistos dos tipos Bosniak I e II são definidos como cistos renais simples, enquanto que os dos tipos Bosniak IIF, III e IV são classificados como cistos renais complexos.

Os cistos renais simples são benignos, com paredes finas, regulares e sem septos (reentrâncias da parede no interior do cisto). Também não apresentam calcificações no seu interior, que é preenchido com líquido. Esses cistos não apresentam risco de evoluírem para câncer.

Já os cistos renais complexos (Bosniak III e IV) possuem características sugestivas de tumor e muitas vezes precisam ser removidos cirurgicamente. Suas paredes são grossas, irregulares, com septos e o seu interior possui calcificações ou conteúdo sólido.

Os cistos renais complexos tipo Bosniak IIF têm características difíceis de serem incluídas nas categorias II ou III. Possuem múltiplos septos e a sua parede ou os septos apresentam calcificações. Pode ou não evoluir para câncer, por isso esses cistos devem ser acompanhados regularmente com exames de imagem.

Portanto, o risco de um cisto renal ser maligno está diretamente relacionado com a classificação de Bosniak. Quanto mais grossas forem as paredes do cisto, quanto mais septos ele apresentar e quanto mais calcificações houver no seu interior, maior é o seu número na classificação e maior é o risco de estar associado ao câncer.

Saiba mais em: 

Qual é o tratamento para cisto no rim?

Cisto no rim: O que é e quais são os sintomas?

Hipertrofia Coluna de Bertin e bifidez renal tem que operar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

A hipertrofia na Coluna de Bertin é uma variação anatômica e geralmente não está associada a nenhum problema. A bifidez renal é uma alteração anatômica que pode estar associada a estenose do ureter (obstrução do fluxo de urina) e aumento da incidência de infecção urinária. Operar ou não operar tudo vai depender do grau de alteração e das consequências dessas alterações.

O rim pode deslocar, quais os sintomas e tratamento?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

O rim pode deslocar sim em traumas de grande impacto na região renal. Os sintomas basicamente se limitam a muita dor no local do rim e trajeto de vias urinárias (dorso e lateral do corpo na altura do cotovelo e eventualmente sangue na urina. O tratamento depende do tipo de lesão.

Importante: a maioria das dores que as pessoas acreditam serem oriundas dos rins são na verdade dores osteomusculares por causa de problemas de coluna, o que é o mais provável no caso da sua mãe, também.

Só tenho 1 rim tem algum cuidado especial que devo tomar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Uma vida saudável sem vícios, com uma alimentação equilibrada (muitos vegetais e líquidos e pouco sal) e exercícios físicos regulares vão garantir uma vida longa, plena e com boa saúde. Não pode seu rim para ninguém.

Devido a uma forte pancada o rim pode secar?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

No caso de um trauma pode ocorrer um atrofia renal, ele diminui de tamanho e para de funcionar, mas não desaparece. Provavelmente seu filho já nasceu sem o rim esquerdo, isso é um problema chamado agenesia renal. Ele pode ter um a vida normal e viver plenamente bem com apenas um rim.

Quem fez transplante de rim pode engravidar?

Sim, quem fez transplante de rim pode engravidar, embora a gravidez nesse caso seja considerada de alto risco. As complicações mais observadas são a hipertensão arterial (pressão alta) e o parto pré-termo.

Porém, apesar da frequência de complicações ser mais alta, o transplante de rim não é por si só uma contraindicação para a gravidez.

O sucesso da gestação em uma mulher que fez transplante renal depende de um planejamento minucioso antes de engravidar, baseado na sua saúde geral, histórico de rejeição, pressão arterial, entre outros fatores.

O tempo médio de espera entre o transplante e a gravidez é de aproximadamente 3 anos. Cerca de 70% dos bebês nascidos dessas gestações nascem com vida.

As complicações são mais frequentes porque cerca de metade das mulheres que fazem transplante de rim desenvolvem hipertensão arterial leve, que é um fator de risco para pré-eclampsia.

O risco de pré-eclâmpsia também é maior nas gestantes transplantadas, podendo ocorrer em até 20% das gestações.

O transplante de rim também aumenta as chances de hemorragia e infecção urinária, além de deixar o organismo da grávida mais fragilizado e suscetível aos riscos da própria gestação, que também sobrecarrega os rins.

O grande desafio de uma gravidez após um transplante de rim é preservar a saúde materna e fetal durante todo o período gestacional, o que requer um planejamento e aconselhamento rigoroso, que devem começar antes mesmo da mulher tentar engravidar.