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11 Mudanças que Acontecem no seu Corpo Durante a Gravidez
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Algumas mudanças que acontecem no corpo durante a gravidez podem ser visíveis logo nas primeiras semanas de gestação, como mamas inchadas e escurecimento dos mamilos. À medida que a gravidez avança, outras alterações vão surgindo no corpo da gestante.

Veja 11 mudanças que ocorrem no seu corpo durante a gravidez:

  1. Seios doloridos e inchados: Logo no início da gravidez, as mamas ficam mais sensíveis e inchadas devido às alterações hormonais;
  2. Escurecimento dos mamilos e aréola: O escurecimento dessas áreas serve para deixar pele mais resistente;
  3. Inchaço: Durante a gravidez o corpo retém mais líquido e por isso fica mais inchado; além disso, conforme a barriga cresce, o útero começa a pressionar a veia cava, que traz o sangue do corpo para o coração, provocando inchaço em pernas e pés;
  4. Aparecimento de estrias: Podem surgir no abdômen, seios, coxas, nádegas, quadris, braços e costas; o aparecimento de estrias na gravidez está relacionado com fatores genéticos e ganho de peso durante a gestação;
  5. Aumento ou queda de cabelo: As alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez podem provocar queda ou aumento da quantidade de cabelos;
  6. Ganho de peso: Em geral, as mulheres engordam de 9 a 12 Kg durante a gestação; o ideal é que esse ganho de peso não seja maior que 10 Kg;
  7. Gengiva inchada: Na boca, além de aumento da salivação, ocorre inchaço da gengiva, que pode sangrar;
  8. Obstrução e sangramento nasal: Como os vasos sanguíneos estão mais dilatados, o nariz pode ficar entupido e sangrar;
  9. Alteração na curvatura do globo ocular: Essa mudança pode alterar o grau das lentes ou dos óculos, caso a gestante já tenha problemas de visão;
  10. Aparecimento de espinhas e manchas escuras no rosto: Pode ocorrer aumento da oleosidade da pele, com consequente aparecimento da acne; já as manchas no rosto, também conhecidas como melasmas, podem regredir até um ano depois do parto, embora em alguns casos as áreas com mais pigmentação não desaparecem por completo;
  11. Alterações no órgão genital: A vulva e o períneo (região entre o ânus e a vagina) costumam ficar mais escuros, a acidez vaginal sofre alteração e há um aumento da lubrificação.

Após a gravidez, grande parte das mudanças que ocorrem no corpo da gestante desaparece espontaneamente ou pode ser revertida com um tratamento adequado.

Para maiores esclarecimentos, fale com o seu médico obstetra durante o pré-natal.

Fiquei menstruada duas vezes e continuo com sintomas de TPM. É normal? O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Menstruar duas vezes no mesmo mês é relativamente comum e não significa propriamente que haja algum problema de saúde. Além disso, o uso de anticoncepcionais hormonais, por exemplo, pode provocar pequenos escapes que podem ser confundidos com menstruação.

O fato de você ainda estar com os seios inchados e o peso não ter voltado ao normal pode estar relacionado com as variações hormonais que ocorrem no período menstrual, que nesse mês ficou desregulado.

As irregularidades menstruais normalmente só devem ser motivo de preocupação se o sangramento durar muitos dias ou se essas irregularidades se repetirem com frequência.

Algumas situações que podem fazer a mulher menstruar duas vezes no mesmo mês:

  • Estresse e alterações emocionais;
  • Uso de alguns medicamentos;
  • Anticoncepcionais;
  • Ovários policísticos;
  • Mioma, pólipos ou câncer;
  • Distúrbios da coagulação;
  • Distúrbios da tireoide;
  • Endometriose;
  • Distúrbios hipofisários;
  • Gravidez.

A presença de sangramentos excessivos e frequentes ao longo do ciclo menstrual deve ser avaliado por um médico de família, clínico geral ou ginecologista.

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Há duas semanas tenho estes sintomas: pode ser gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Seios doloridos, barriga inchada e vontade de comer coisas diferentes podem ser sintomas de gravidez. Se a sua menstruação estiver com mais de 15 dias de atraso, então é provável que esteja grávida.

Os principais sintomas de gravidez são:

  • Enjoo: Varia de mulher para mulher. Enquanto umas podem senti-los logo no início da gravidez, outras só ficam enjoadas depois do 1º trimestre. Os enjoos costumam ser mais fortes pela manhã, mas pode continuar ao longo do dia e pioram quando a mulher está com o estômago vazio;
  • Seios inchados e doloridos: Os seios tendem a ficar bem doloridos logo no início da gravidez e os mamilos também podem ficar mais sensíveis. Esses sintomas normalmente passam assim que o organismo se adapta aos novos níveis hormonais;
  • Vontade de urinar várias vezes: Acontece devido aos hormônios e à pressão que o útero exerce sobre a bexiga quando começa a crescer;
  • Cãibras: A queda da quantidade de cálcio no organismo durante a gravidez pode causar cãibras, principalmente nas coxas, pés e batata da perna;
  • Sonolência e cansaço: Esses sintomas podem acompanhar a mulher ao longo da gravidez;
  • Azia: A válvula do estômago relaxa durante a gravidez, permitindo que o seu conteúdo ácido suba para o esôfago, causando azia e queimação.

Para confirmar se os sintomas são ou não de uma gravidez, consulte o/a médico/a de família, o/a clínico/a geral ou o/a ginecologista.

Sai do seio um líquido azulado, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

A saída de um líquido azulado pelo seio poderá ser uma secreção causada pela toma de algum medicamento, por uma infecção, ou pelas mudanças hormonais normais do ciclo menstrual, que também podem causar dor, inchaço e aparecimento de nódulos nos seios. Esses sinais e sintomas ocorrem  principalmente no período pré-menstrual e melhoram durante a menstruação.

Também é comum sair um líquido do seio durante a gravidez, mas apenas isso não é sinal de gravidez. Embora menos comuns, o papiloma, que é uma lesão benigna, e o câncer de mama podem causar a saída de líquidos dos seios. Nesses casos, o líquido tem um aspecto sanguinolento ou cristalino como água, e sai apenas de um bico de seio (mamilo), de forma espontânea.

Algumas drogas que podem causar a saída de líquidos pelos seios: medicamentos para enjoos, medicamentos para úlcera, medicamentos para a hipertensão arterial, medicamentos para reposição hormonal na menopausa, anticoncepcional oral, medicamentos para ansiedade e depressão, analgésicos como opioides e codeína, drogas ilegais como cocaína e heroína.

O mastologista (especialista em mamas) deverá ser consultado para a realização de exames sempre que houver dúvidas em relação aos problemas nos seios.

Ardência no estômago pode ser gravidez?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim, ardência no estômago pode ser gravidez. As alterações hormonais bruscas que ocorrem no início da gestação podem causar azia e sensação de queimação ou ardência no estômago.

Porém, a ardência no estômago não é considerada um sintoma típico de gravidez. Os principais e mais comuns sinais de uma gravidez são:

  • Atraso da menstruação;
  • Aumento da sensibilidade nas mamas;
  • Dor pélvica;
  • Inchaço;
  • Irritação.

Esses sintomas são semelhantes aos sintomas pré-menstruais, porém mais intensos. Os enjoos e a sonolência só costumam aparecer depois de 15 a 20 dias de gravidez.

Se essa ardência no estômago for mesmo uma gravidez, seguem algumas dicas para aliviar e evitar o desconforto:

  • Diminua as porções das refeições, comendo menos quantidades e mais vezes durante o dia, de 3 em 3 horas é uma boa opção;
  • Não beba líquidos durante as refeições;
  • Evite bebidas com gás ou quentes, pois aumentam a sensibilidade do estômago e podem causar ardência;
  • Beba chá de hortelã, pois não é contraindicado para grávidas e ajuda a aliviar a azia e a queimação;
  • Beba suco de batata, pois é um bom remédio caseiro para azia;
  • Evite dormir logo após as refeições. O ideal é esperar 3 horas para ir se deitar;
  • Evite comer alimentos gordurosos;
  • Eleve a cabeceira da cama, colocando um calço embaixo da cama para manter a cabeça e o corpo mais elevados.

De qualquer forma, para se certificar de que está grávida, consulte um médico ginecologista e faça um exame de gravidez.

Mastite na amamentação é perigoso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

Em caso de mastite, a mulher deve continuar a amamentar. Depois de dar de mamar no lado afetado, ela deve esvaziar manualmente a mama com uma bomba ou com as próprias mãos, até se sentir confortável e obter o esvaziamento completo da mama.

Esvaziar a mama evita o ingurgitamento mamário e permite a melhora mais rápida inflamação, por isso é essencial continuar a amamentação mesmo apresentando sintomas de mastite.

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

Quais as causas de mastite?

A inflamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias.

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Quais são os sintomas de mastite?

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local. A mama também fica mais tensa e pode haver febre.

Qual é o tratamento para mastite?

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de bomba ou da ordenha manual. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada, por no máximo 10 minutos.

Para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar. A mama também pode ser a massageada e realizar a ordenha de um pouco de leite caso haja muito leite ingurgitado.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos quando tem formação de abcesso, para drena-lo..

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, exceto por indicação do médico.

A prevenção da mastite é feita através de uma pega adequada do bebê na hora de amamentar e redução das fissuras.

Casos mais leves de mastite podem ser tratados pelo médico de família ou ginecologista/obstetra, em algumas situações pode ser necessário a avaliação por um mastologista.

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Estou tentando engravidar há quase um ano, tomei Serophene e os meus seios estão inchados. Posso estar grávida?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os seios inchados e doloridos podem ser um sinal de que você está grávida, mas o principal sintoma inicial de gravidez é o atraso ou a ausência de menstruação. Após o atraso menstrual, outros sintomas começam a surgir, tais como:

  • Mamas doloridas e inchadas;
  • Escurecimento dos mamilos;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Enjoos e vômitos;
  • Alterações da pele;
  • Cansaço e sonolência.

Contudo, os seios inchados e doloridos nem sempre indicam que a mulher está grávida. Na ausência de gravidez, a dor e o inchaço das mamas são causados principalmente pelas variações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual.

O próprio Serophene, pode causar alguns efeitos colaterais que podem ser confundidos com gravidez, como:

  • Dor nas mamas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fadiga;
  • Tonturas;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Aumento de peso.

Espere pela menstruação. Se ela atrasar por mais de duas semanas, há uma grande probabilidade de estar grávida. Se isso acontecer, consulte o seu médico ginecologista para que seja feito um exame de gravidez.

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Minha menstruação já acabou e meus seios continuam inchados e doloridos, o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seios inchados e doloridos a seguir a menstruação é uma ocorrência muito comum e geralmente está relacionado com alterações hormonais, anticoncepcionais orais e injetáveis também podem causar esse tipo de situação. Caso seja a primeira vez que aconteceu, geralmente é algo que dura alguns dias e passa, porém se vem acontecendo com frequência ou começou e não para mais, deve procurar um ginecologista.

Analgésico, compressas mornas e dieta com muito pouco sal e rica em frutas podem aliviar os sintomas até você ir ao médico.

Anticoncepcional pode causar dor e inchaço nas mamas?

Sim. Todas as marcas, algumas mais outras menos, porém depende mais da reação individual da mulher a determinado anticoncepcional do que do próprio anticoncepcional em si.

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Apareceu uma veia grossa e dolorida embaixo do seio?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Você deve procurar um atendimento médico, com clínico geral, neurologista ou cirurgião vascular.

Uma veia grossa e dolorido abaixo do seio pode ser apenas uma alteração hormonal, como acontece no período menstrual ou dias antes da menstruação, o que é natural, mas também pode significar um problema mais grave, como trombose venosa ou herpes zoster.

Ambos são emergências médicas, por isso devem ser tratadas rapidamente.

1. Menstruação: No período menstrual ou pré-menstrual, a mulher tem um aumento de hormônios que dilatam as veias, tornando-as mais visíveis e por vezes dolorosa, mas trata-se de uma mudança natural do organismo da mulher. Nesse caso os sintomas desaparecem espontaneamente após o período menstrual. Caso não desapareça, procure um atendimento médico.

2. Trombose venosa: A trombose é o entupimento de uma veia, o que causa dor, vermelhidão e inchaço no local. Essa obstrução pode causar morte celular, necrose ou embolia, pela falta de sangue na região. Portanto, também é uma situação grave, que deve ser diagnosticada e tratada rapidamente, nesse caso pelo médico angiologista ou cirurgião vascular.

3. Herpes zoster: Os sintomas de herpes zoster ou "cobreiro", se caracteriza por vermelhidão, dor tipo queimação, que desenha um trajeto da inervação do local, formação de bolhas e crostas em toda a região. Um dos nervos mais acometidos, é o nervo dorsal, um nervo que se localiza abaixo do seio e segue o sentido da costela, semelhante aos sintomas descrito.

A dor geralmente é tão intensa que impede o uso de roupas principalmente na região dorsal, o uso de sutiã ou camisetas mais justas. O diagnóstico é clínico, e o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, pelo médico neurologista ou dermatologista, visando reduzir o risco de dor crônica e outras sequelas inerentes à doença.

O tratamento se baseia no uso de antivirais, como aciclovir® e valaciclovir®, em comprimido ou pomadas, e analgésicos potentes.

Ainda, outras causas devem ser afastadas, como mastite (caso esteja amamentando), tumor, mais raramente, uma doença reumática ou mesmo reações alérgicas.

Para aliviar a dor, pode recorrer a uma medicação analgésica, como a novalgina ou paracetamol, mas para definir a causa e o tratamento definitivo, procure o quanto antes um atendimento médico.

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Íngua na axila: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Íngua na axila pode ter muitas causas. A presença de um nódulo ou caroço na axila pode ser sinal de inchaço dos gânglios linfáticos (linfonodos), infecções ou cistos.

Os gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo, como axilas, virilha e pescoço. Os linfonodos atuam como filtros que podem reter micro-organismos invasores (vírus, fungos, bactérias) ou células cancerígenas. Quando isso acontece, os gânglios aumentam de tamanho, dando origem à íngua, que pode ser sentida sob a forma de um caroço ou nódulo na axila.

Existem diversas doenças e condições que podem deixar os linfonodos aumentados e causar íngua na axila. Dentre elas estão:

  • Infecção no braço ou na mama;
  • Infecções sistêmicas, como mononucleose, AIDS ou herpes;
  • Câncer, como linfoma e câncer de mama.

A presença de cistos ou abscessos subcutâneos também podem produzir ínguas grandes e dolorosas na axila. Podem ser causados por depilação com lâmina e uso de antitranspirantes (não desodorantes). Esses nódulos ocorrem com mais frequência em adolescentes, quando começam a se depilar.

A presença de íngua na axila pode ser causada ainda por:

  • Doença da arranhadura do gato;
  • Lipomas (tumores gordurosos benignos);
  • Uso de certos medicamentos ou vacinas.

O tratamento da íngua na axila depende da causa. No caso das mulheres, o caroço pode ser sinal de câncer de mama, o que requer atenção especial e uma avaliação imediata por um médico.

Uma vez que a presença de caroços ou nódulos na axila pode indicar a presença de doenças graves, é altamente recomendável que na presença de ínguas nesse local, seja consultado um médico clínico geral ou médico de família para que a causa seja devidamente diagnosticada e tratada.

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Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se a menstruação está atrasada pode sim estar grávida, procure um médico ginecologista para realizar o exame clínico e fazer o pedido do exame de Beta HCG no sangue. Só dessa maneira poderá ter certeza ou não da gravidez.

O teste de gravidez da farmácia também pode ser realizado, preferencialmente a partir de 15 dias de atraso, com alta eficácia. Para realização desse teste não é preciso pedido médico.

Quais são os sintomas de gravidez?

O primeiro sinal de gravidez é mesmo o atraso menstrual. Sempre que houver relação no período fértil, ou próximo dele, sem uso de contraceptivos, o risco de engravidar é alto.

Veja aqui Como calcular o Período Fértil?.

Portanto, havendo essa possibilidade e após a relação acontecer o atraso menstrual, a primeira hipótese será a gestação. Depois, em torno da segunda ou terceira semana de gestação, pode haver sintomas de náuseas e vômitos, principalmente matinais.

Por volta da 5ª ou 6ª semanas de gestação, são percebidos outros sintomas, como maior sensibilidade nas mamas, sonolência, inchaço abdominal, alterações no apetite, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica e alterações do humor.

A cólica também pode acontecer nas primeiras semanas, devido à implantação do óvulo fecundado, na parede do útero. Pode inclusive haver pequeno sangramento, que por vezes é confundido com menstruação, devido a essa penetração do óvulo e formação da sua rede de vascularização e nutrição. A esse sangramento damos o nome de sangramento de nidação.

Saiba mais em: Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?

Importante lembrar que para uma gestação evoluir de maneira saudável para a mãe e para o bebê, é fundamental um acompanhamento adequado de pré-natal. Sendo assim, o mais recomendado é que procure o quanto antes um posto de saúde para realizar o teste e se for positivo, seguir os protocolos ortientados.

Leia também: Descobri que estou grávida tarde e não fiz pré-natal. O bebê corre algum risco? O que devo fazer?

O que é filariose e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Filariose é uma doença parasitária crônica, causada por vermes nematoides denominados filárias. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus (pernilongo) infectada com larvas do parasita. Nos seres humanos, a filária responsável pela filariose linfática (elefantíase), a forma mais comum de filariose, é o nematoide Wuchereria bancrofti.

Existem 8 espécies de filárias que podem infectar o ser humano, podendo causar 3 tipos de filariose, de acordo com a localização dos vermes:

  • Filariose subcutânea: afeta a camada de gordura localizada logo abaixo da pele;
  • Filariose linfática: os vermes alojam-se sobretudo nos vasos linfáticos;
  • Filariose de cavidade serosa: afeta principalmente a cavidade abdominal.
Mosquito Culex

Quando adulto, o Wuchereria bancrofti macho mede cerca de 4 cm de comprimento e 0,1 mm de diâmetro, enquanto que a fêmea pode chegar aos 10 cm de comprimento e 0,3 mm de largura.

Os vermes podem alojar-se no sistema linfático, no sangue, na pele ou abaixo da pele, nos pulmões ou nos olhos, causando lesões, inflamações, obstruções e alergias.

O período de incubação, ou seja, o tempo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos vermes na circulação periférica varia entre 6 e 12 meses. Contudo, antes disso, cerca de 1 mês depois da picada, podem surgir sinais de alergia.

Quais são os sintomas da filariose? Sintomas agudos da filariose

A maioria das pessoas com filariose não apresenta nenhum sintoma da doença. Quando presentes, na fase aguda, os sintomas da filariose podem incluir inflamação dos vasos e gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça e mal-estar.

Pode haver aumento dos gânglios linfáticos, que se manifesta pela presença de nódulos compactos e com superfície irregular, principalmente na região inguinal e nas axilas.

A dilatação dos vasos linfáticos pode ser notada através da palpação. Nos homens, os parasitas adultos localizam-se preferencialmente nos vasos do saco escrotal.

Quando o verme adulto morre, espontaneamente ou devido ao tratamento, pode provocar a formação de nódulos ou processos inflamatórios nos gânglios ou nos vasos linfáticos. Nesses casos, pode-se notar o aumento do gânglio ou a presença de um nódulo no trajeto do vaso.

Sintomas crônicos na filariose

Posteriormente, após meses ou anos, pode ocorrer:

  • Inchaço nos membros e/ou mamas, no caso das mulheres;
  • Elefantíase da bolsa escrotal;
  • Inchaço nos testículos por retenção de líquido, no caso dos homens;
  • Doenças infecciosas da pele;
  • Presença de gordura na urina;
  • Urina com aspecto semelhante ao leite;
  • Lesões verrucosas na pele;
  • Lesões descamativas na pele;
  • Úlceras (raramente).

Também é comum haver mau cheiro, causado pelas infecções frequentes que pioram ainda mais o inchaço e o quadro geral.

Os sintomas da filariose variam conforme o estágio de crescimento do verme, a resposta imunológica da pessoa, a quantidade de parasitas adultos, a localização dos vermes no sistema linfático e a realização de tratamento anterior com medicamentos contra filárias.

Quando o verme adulto alcança vasos linfáticos de pequeno calibre, pode causar uma interrupção parcial da circulação ou provocar danos permanentes no vaso linfático, mesmo quando o nematoide é eliminado. Como resultado, a circulação linfática na região do vaso danificado fica comprometida, causando congestão e estagnação da linfa.

Elefantíase

Nas fases mais avançadas da filariose, o inchaço torna-se permanente e dificilmente se reverte. Nesses casos, as dobras da pele são profundas e difíceis de serem visualizadas. A pele pode ficar com aspecto verrucoso. A piora contínua do inchaço provoca a elefantíase.

Com o tempo, a filariose pode evoluir para formas graves e incapacitantes de elefantíase, caracterizada pelo aumento excessivo do tamanho dos membros.

Existe alguma prevenção contra a filariose?

A melhor forma de prevenir a filariose é proteger-se contra a picada do mosquito que transmite a doença, através do uso de repelentes, telas de proteção contra insetos e uso de roupas compridas. Pessoas que vivem em locais afetados pela filariose devem tomar medicação de prevenção contra a doença.

Qual é o tratamento para filariose?

O tratamento da filariose normalmente é feito com o medicamento Dietilcarbamazina. Outra medicação utilizada é a Ivermectina. Em alguns casos, são usadas as duas medicações combinadas. Também podem ser necessários outros medicamentos e tratamentos, de acordo com o quadro clínico resultante da infecção pelos vermes adultos.

O tratamento da filariose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).