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Omeprazol: para que serve e quais os efeitos colaterais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O omeprazol é uma medicação que serve principalmente para tratar ou prevenir úlceras no estômago e intestino, doença do refluxo gastroesofágico, azia e síndromes causadas pelo aumento de ácido no estômago. Ele pode ter outras funções que seu médico poderá explicar em consulta.

A eficácia do omeprazol no tratamento das úlceras duodenais (porção inicial do intestino) é de quase 100%, sendo mais eficiente nesses casos do que quando comparado com o seu uso nas úlceras gástricas (estômago). Os resultados podem ser notados em até 4 semanas após o início do tratamento com o medicamento.

Sabe-se, através de estudos, que o omeprazol também é eficaz para tratar úlceras de estômago e intestino que são resistentes a outros tipos de medicação.

Já o tratamento do refluxo é mais prolongado, embora as taxas de cura nesses casos ultrapassaram os 80% depois da quarta semana de uso de omeprazol.

O omeprazol também serve para auxiliar no tratamento de erradicação a bactéria Helicobacter pylori, que pode causar gastrite, úlcera e até câncer de estômago.

O omeprazol pode servir ainda como protetor da mucosa do estômago contra os danos provocados por medicamentos anti-inflamatórios.

Quais os efeitos colaterais do omeprazol?Efeitos colaterais comuns

Os efeitos colaterais do omeprazol considerados comuns, ou seja, que ocorrem em até 10% dos casos, incluem dor de cabeça, diarreia, prisão de ventre, dores abdominais, náuseas, vômitos, gases intestinais, regurgitação, infecções respiratórias, tosse, tontura, aparecimento de manchas vermelhas na pele e dor nas costas.

Efeitos colaterais pouco comuns

Outros efeitos secundários do omeprazol foram observados em menos de 1% das pessoas que tomaram o medicamento. Dentre essas reações estão formigamentos, alterações no sono (insônia ou sonolência), vertigem, coceiras pelo corpo e mal-estar.

Efeitos colaterais raros

Já as reações adversas consideradas raras, que ocorrem em menos de 0,1% dos casos, incluem agitação, depressão, confusão mental, agressividade, alucinações, crescimento das mamas em homens, boca seca, diminuição das plaquetas, hepatite, insuficiência hepática, dores articulares e musculares, fraqueza muscular, sensibilidade à luz, febre, aumento da transpiração, inchaço em mãos e pés, visão turva, alterações no paladar, entre outras.

O omeprazol pode causar ainda encefalopatia hepática em pessoas com insuficiência hepática grave. Trata-se de uma perda das funções cerebrais devido à não eliminação das toxinas do sangue pelo fígado.

É importante ressaltar que o uso prolongado do omeprazol pode ter várias consequências à saúde. Por isso, apenas tome medicação com indicação e receita médica.

Caso você tenha alguma dessas reações descritas acima, pare de tomar o omeprazol e procure um/a médico/a.

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Meus peitos estão inchados, doloridos e duros há um mês. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Seios inchados, duros e doloridos normalmente podem ser devido às alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual.

As mamas tendem a ficar mais doloridas, duras e inchadas nos dias que antecedem a menstruação, no período pré-menstrual.

O uso de anticoncepcionais hormonais também podem causar inchaço e dor nos seios, sendo uma causa frequente dessa condição.

Quando a dor é intensa e prolongada, é indicado procurar o ginecologista, médico de família ou clínico geral para uma avaliação.

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Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma dor leve no período pré-menstrual é normal. A maioria das mulheres irá apresentar pelo menos uma vez na vida momentos de dor mamária antes da menstruação.

Os seios podem ficar doloridos de 7 a 10 dias antes da menstruação, a dor começa leve e pode se intensificar gradativamente, mas ela tende a aliviar e desaparecer quando ocorre a menstruação.

A dor nos seios que ocorre no período pré menstrual é chamada de mastalgia cíclica. É uma forma de dor relativamente comum, cerca de 60 a 70% das mulheres irão apresentar essa mastalgia pelo menos uma vez na vida.

A mastalgia cíclica atinge geralmente os dois seios, mas também pode acometer apenas uma das mamas. Normalmente é uma dor difusa, podendo atingir qualquer área da mama, inclusive o bico dos seios, axilas e braços.

As mulheres podem também notar que as mamas ficam mais ingurgitadas, como se estivessem inchadas ou maiores durante o período pré-menstrual. O aumento da sensibilidade nos seios e mamilos também é uma queixa frequente antes da menstruação.

Normalmente, a mastalgia cíclica é leve ou moderada, não interferindo nas atividades diárias das mulheres. Contudo, cerca de 10 a 15% das mulheres que apresentam mastalgia cíclica podem queixar-se de uma dor intensa e severa, podendo impossibilitar as atividades do dia-a-dia e levando a necessidade de uso de medicamentos para controle da dor.

A causa da dor na mama antes do período menstrual se deve as oscilações hormonais que ocorrem no organismo feminino, associadas à ovulação, que estimulam a proliferação do tecido glandular normal da mama e resultam em dor.

A dor mamária cíclica atinge principalmente mulheres entre os 30 e os 40 anos, mas pode atingir também outras faixas etárias.

Caso apresente dor nas mamas de forte intensidade ou outros sintomas e alterações na mama como vermelhidão, nódulos ou inchaço, consulte um ginecologista ou médico de família para uma avaliação.

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Dra. Nicole Geovana
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Medicina de Família e Comunidade

Seios inchados e doloridos são queixas frequentes de mulheres em qualquer idade. A maioria desses problemas é explicada pelas flutuações hormonais ao longo do ciclo menstrual. Em geral, a época em que esses sintomas ficam mais intensos é na fase pré-menstrual, ou seja, dias antes de começar a menstruação.

Os outros tipos de dores ou sensibilidade nos seios são bem raros e podem acontecer não necessariamente vinculadas ao ciclo menstrual, e afetar apenas uma mama ou uma região dela. Nesse caso, havendo presença de outros sintomas como secreção mamilar, alteração da pele da mama, vermelhidão, coceira, nódulo ou caroço, é recomendada a consulta com o/a médico/a para avaliação e exame físico das mamas. 

O auto exame e observação do próprio corpo é muito importante para a compreensão do funcionamento de cada organismo e da percepção de alterações.

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Como posso saber se o anticoncepcional está fazendo efeito?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não existem sinais ou sintomas que permitam determinar se o anticoncepcional está a fazer efeito ou não, a única forma de garantir que ele irá fazer efeito é tomá-lo corretamente, sem esquecimentos.

Se o anticoncepcional for tomado diariamente, sem esquecimentos e sem nenhum outro fator que interfira na sua eficácia, como o uso de certos tipos de medicamentos ou episódios de vômito e diarreia, ele irá funcionar e irá proteger contra a gravidez.

A presença ou ausência de sangramentos, ou irregularidade menstrual não se relacionam diretamente a eficácia do anticoncepcional.

Portanto, não significa que pelo fato de a mulher apresentar sangramento de escape ou irregularidade menstrual que o anticoncepcional esteja perdendo o efeito.

Por isso, não há uma forma especifica de saber se o anticoncepcional está funcionando.

Quando o anticoncepcional começa a fazer efeito? Posso engravidar na primeira cartela?

Alguns médicos orientam o uso de preservativo durante toda a primeira cartela do anticoncepcional, de modo a reduzir ao máximo a chance de gravidez no começo do uso da pílula.

No entanto, atualmente, as pílulas já garantem proteção logo no primeiro dia de uso, caso se comece a tomar o anticoncepcional até 5 dias depois do início da menstruação.

Se tiver começado após 5 dias do primeiro dia da menstruação deve-se fazer uso da camisinha por uma semana, esse é o tempo que o anticoncepcional começará a fazer efeito.

Caso contrário corre-se o risco de engravidar durante o uso da primeira cartela do anticoncepcional.

O que corta o efeito do anticoncepcional?

Os principais fatores que cortam o efeito do anticoncepcional ou podem diminuir sua eficácia, aumentando assim o risco de uma gravidez indesejada são:

Esquecimentos

O uso irregular, com esquecimentos frequentes é uma importante causa de redução do efeito da pílula, quantos mais dias se esquece menor a eficácia e maior é a chance de uma gravidez inesperada.

Por isso, é importante criar-se um hábito tomando a pílula, de preferência, sempre no mesmo horário de forma a criar o costume diário de sempre tomar o comprimido do anticoncepcional.

Medicamentos

Os principais medicamentos que podem reduzir o efeito do anticoncepcional são:

  • Anticonvulsivantes (Carbamazepina, Topiramato, Oxcarbazepina, Fenitoína e Fenobarbital);
  • Rifampicina;
  • Rifabutina;
  • Primidona;
  • Anabolizantes;
  • Alguns anti retrovirais como o Ritonavir.

Leia também: 5 coisas que podem cortar o efeito do anticoncepcional

Vômitos ou diarreia

Já a presença de vômito ou diarreia pode cortar o efeito da pílula anticoncepcional, se ocorrerem em até 4 horas após ter tomado a pílula ou caso esses sintomas persistam por mais de 24 horas.

Caso apresente vômitos até 4 horas da ingesta da pílula deve tomar outra novamente.

Leia também: Vômito e diarreia podem cortar o efeito do anticoncepcional?

O que corta o efeito do anticoncepcional injetável?

Em relação aos anticoncepcionais injetáveis a principal causa de perda de efeito é o uso concomitante de medicamentos que interferem da eficácia do anticoncepcional. Entre eles estão:

  • Fenitoínas;
  • Barbitúricos;
  • Primidona;
  • Carbamazepina;
  • Rifampicina;
  • Oxcarbazepina;
  • Topiramato;
  • Felbamato;
  • Griseofulvina;
  • Erva de São João.

No caso da injeção anticoncepcional a presença de vômitos ou diarreia não reduzem o efeito contraceptivo.

Leia também: Dúvidas sobre anticoncepcional injetável

Antialérgico corta o efeito do anticoncepcional?

Não, medicamentos antialérgicos e anti-histamínicos como a loratadina, a desloratadina, fexofenadina, hidroxizina, dexclorfeniramina, entre outros, não interferem no efeito da pílula anticoncepcional.

São poucos os medicamentos que de fato podem reduzir o efeito da pílula, na dúvida consulte o seu médico.

Como saber se o anticoncepcional está fazendo mal?

Algumas mulheres podem considerar que o anticoncepcional está fazendo mal quando passam a sentir algum dos efeitos adversos da pílula, algo que é muito comum.

Contudo, a presença de efeitos adversos não necessariamente indicam um mal maior ao organismo.

Efeitos adversos como alterações no padrão menstrual, náuseas, alterações no peso, entre outros não indicam necessariamente que o anticoncepcional esteja a fazer mal ao organismo, geralmente tendem a melhora com o decorrer do tempo.

Caso os efeitos adversos persistam ou aumentem de intensidade precisam ser avaliados por um médico.

Além disso, quando se usa qualquer tipo de medicamento, incluindo os anticoncepcionais, deve-se ficar atenta a possíveis sintomas novos que podem surgir e não estavam presentes antes de começar a tomar o medicamento.

O anticoncepcional de fato pode fazer mal quando está diretamente relacionado a eventos tromboembólicos e cardiovasculares, no entanto, esses eventos são raros.

Os efeitos adversos mais comuns com o uso dos anticoncepcionais hormonais são as alterações no padrão menstrual, como:

  • Sangramento em menor quantidade e menos dias de sangramento,
  • Sangramento irregular,
  • Sangramento ocasional,
  • Ausência de menstruação.

Essas alterações no padrão menstrual não indicam que o anticoncepcional esteja a fazer mal ao organismo, geralmente tendem a melhora com o decorrer do tempo.

Outros efeitos adversos que podem ocorrer com o uso do anticoncepcional hormonal são:

  • Dores de cabeça
  • Tontura
  • Náusea
  • Sensibilidade das mamas
  • Alteração do peso
  • Alterações de humor
  • Acne (pode melhorar ou piorar)
  • Aumento da pressão arterial.

Os eventos de maior gravidade associados ao anticoncepcional são a trombose venosa profunda, o tromboembolismo pulmonar, o acidente vascular encefálico e o infarto agudo do miocárdio.

Na trombose venosa profunda, os principais sintomas são:

  • Dor e inchaço nos membro afetado (geralmente pernas ou pés)
  • Mudança da cor da pele (fica mais vermelha ou azulada)

No tromboembolismo pulmonar o principal sintoma é a falta de ar repentina e progressiva, que se inicia subitamente.

Na presença de sintomas sugestivos de evento tromboembólico um médico deve ser imediatamente consultado.

Para mais esclarecimentos sobre anticoncepcionais consulte o seu ginecologista ou médico de família.

Minha namorada está com os seios bem inchados mas sem atraso menstrual. Pode ser gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os seios inchados podem ser sintomas de gravidez, sim. Porém, o principal sinal de que uma mulher está grávida é o atraso menstrual. Se a menstruação veio normalmente, então as mamas provavelmente estão inchadas por outra razão.

Além disso, os primeiros sintomas de gravidez começam a aparecer no final do primeiro mês e início do segundo mês de gestação.

A principal causa de inchaço e dor nos seios quando a mulher não está grávida são as alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual. Esses sintomas tendem a piorar nos dias que antecedem a menstruação, na fase pré-menstrual.

Os próprios anticoncepcionais hormonais também podem deixar os seios inchados, sendo outra causa comum de inchaço nas mamas. Saiba mais em: Anticoncepcional deixa os seios inchados?

O importante nesse caso é fazer um teste de gravidez para saber ao certo se ela está grávida ou não. Após isso, ela deve escolher o método anticoncepcional que seja mais adequado e fazer o uso correto dele. Se a opção for a pílula anticoncepcional, ela deve tomar 1 comprimido por dia sempre no mesmo horário para que a medicação faça efeito.

Procure o/a médico/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para uma avaliação completa e para ajudar na escolha do melhor método anticoncepcional.

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Sintomas de TPM após a menstruação é normal? O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não, continuar com os sintomas da TPM após a menstruação não é normal, mas pode eventualmente acontecer, por mais alguns dias. Isso pode ser sinal de alguma desordem hormonal, que fez com que as condições da fase pré-menstrual permanecessem no seu corpo mesmo depois da menstruação acontecer.

A TPM ocorre devido ao aumento acentuado dos níveis de hormônio luteinizante durante a ovulação. Há também um aumento da progesterona seguido por uma diminuição do mesmo para que haja menstruação.

Já a fase pós-menstrual é marcada pelo hormônio estrógeno, que melhora o humor e ameniza os sintomas da TPM.

O que é TPM?

A TPM (Tensão Pré-Menstrual) é uma síndrome que envolve manifestações físicas, emocionais e comportamentais que ocorre em mulheres em fase reprodutiva.

Os sintomas da TPM surgem após a ovulação e desaparecem ou diminuem significativamente após a menstruação. 

Leia também: Quais são os sintomas de TPM?

Qual o tratamento para TPM?

Mulheres com sintomas leves devem mudar o estilo de vida, com uma alimentação saudável, prática de atividade física e redução do estresse.

Quando os sintomas são mais intensos, o tratamento pode incluir medicamentos analgésicos, antidepressivos, anticoncepcionais, suplementos, vitaminas, além das mudanças no estilo de vida.

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Consulte um médico ginecologista para fazer um exame de dosagem hormonal e iniciar um tratamento para a TPM.

Tomar anticoncepcional faz aumentar os seios?
Dra. Nicole Geovana
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Medicina de Família e Comunidade

O uso de anticoncepcional pode ocasionar retenção de líquidos e, consequentemente, uma sensação de tensão mamilar e aumento nos seios. Isso é mais frequente acontecer durante o uso de anticoncepcionais contendo estrogênio.

A sensação de aumento nos seios não deve ser um impedimento para continuar o uso do anticoncepcional. Normalmente, essa situação é adaptável após os primeiros meses do uso da medicação.

Caso essa situação esteja lhe incomodando, consulte o/a clínico geral, médico/a de família ou ginecologista para avaliar uma possível troca de método ou medicação anticoncepcional.

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Quais são os sintomas da sinusite crônica?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas da sinusite crônica podem incluir dor facial, sensação de peso na face, dor de cabeça, congestão nasal com secreção, diminuição do olfato, tosse (geralmente piora à noite), espirros, inchaço e dor ao redor dos olhos, ouvido entupido e mau hálito. São os mesmos sintomas da sinusite aguda, porém mais leves e persistentes.

Quando os sintomas da sinusite persistem por mais de 12 semanas seguidas, mesmo com tratamento, ela é classificada como sinusite crônica.

A dor facial é um dos principais sintomas da sinusite crônica e ocorre principalmente ao abaixar a cabeça ou caminhar. Normalmente é sentida atrás dos olhos, ao redor do nariz ou ainda nos dentes, podendo ser mais forte em um lado do rosto. 

A sinusite crônica normalmente está relacionada com desvio de septo ou pólipos nasais. Ambos obstruem a comunicação entre os seios faciais e o nariz, dificultando a cura da sinusite e favorecendo a sua cronicidade.

A sinusite crônica também pode ter origem em sinusites causadas por fungos, doença do refluxo gastroesofágico, alergias, HIV, asma e fibrose cística.

Em geral, a sinusite aguda resolve-se espontaneamente em poucos dias, enquanto que a sinusite crônica exige maiores cuidados. Com o tratamento adequado, é possível aliviar os sintomas e manter a doença sob controle.

Casos de sinusite crônica devem ser avaliados por um médico otorrinolaringologista, que irá indicar o tratamento mais adequado, de acordo com o caso.

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Dor no pé da barriga: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no pé da barriga pode ser causada por várias doenças e condições. Também chamada de dor pélvica ou dor no baixo ventre, é uma dor abdominal inferior, localizada abaixo do umbigo, que pode indicar um problema no trato urinário, nos órgãos reprodutivos ou no aparelho digestivo. O pé da barriga, baixo ventre ou pelve, é a região entre o abdômen e as coxas. Inclui a parte inferior do abdômen, a virilha e os órgãos genitais. Homens e mulheres podem sentir dor nessa parte do corpo.

Algumas causas de dores no pé da barriga, incluindo cólicas menstruais em mulheres, são normais e não são motivo de preocupação. Outras podem ser sérias e graves, necessitando de tratamento urgente e específico.

O que pode causar dor no pé da barriga? 1. Infecção do trato urinário

A infecção urinária pode ocorrer em qualquer parte do trato urinário. Isso inclui uretra, bexiga, ureteres e rins. As infecções urinárias afetam sobretudo as mulheres, mas também podem ocorrer em homens. A bexiga costuma ser o órgão mais acometido, o que chamamos de cistite.

Os sinais e sintomas de infecção urinária incluem dor no pé da barriga, sensação de pressão ou peso no baixo ventre, urina turva, escura ou com mau cheiro, vontade frequente de urinar, presença de sangue na urina e dor ou ardência ao urinar.

A maioria das infecções urinárias afeta a bexiga. Além das infecções bacterianas, a cistite também pode ser causada por reação a medicamentos ou a produtos químicos, radioterapia e uso prolongado de cateter.

2. Infecção sexualmente transmissível

Uma infecção sexualmente transmissível é uma infecção transmitida por contato sexual. Dentre as mais comuns estão a clamídia e a gonorreia. Essas infecções são causadas por bactérias e geralmente aparecem juntas.

Em muitos casos, a gonorreia e a clamídia não causam sintomas, porém quando causam dor, nas mulheres a queixa é localizada no pé da barriga, especialmente ao urinar ou evacuar. Nos homens, a dor pode se localizar nos testículos.

Além da dor pélvica e da dor abdominal, os sintomas de uma infecção sexualmente transmissível podem incluir: secreção pela uretra, dor ou queimação ao urinar, sangramentos entre os ciclos menstruais, corrimento, dor ou sangramento no reto, pus na urina, aumento da frequência urinária, dor durante as relações sexuais, sensibilidade e inchaço nos testículos (homens).

3. Hérnia

O tipo mais comum de hérnia é a hérnia inguinal, que ocorre quando o intestino empurra o músculo abdominal e uma parte do órgão extravasa através de uma área enfraquecida do músculo.

As hérnias inguinais frequentemente afetam os homens. A hérnia pode ser sentida através de um caroço doloroso na porção inferior do abdômen ou na virilha. O caroço desaparece quando o indivíduo se deita e pode ser empurrado de volta para dentro da cavidade abdominal.

Os sinais e sintomas da hérnia inguinal incluem dor no pé da barriga, que piora ao rir, tossir ou inclinar-se para frente; fraqueza na virilha; presença de protuberância que cresce lentamente na parede do abdômen (ou virilha) e sensação de plenitude (“barriga cheia”).

4. Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável é um distúrbio gastrointestinal que afeta o funcionamento do intestino grosso. A causa exata não está clara, mas parece estar relacionada a distúrbios psicológicos, associado a problemas nos músculos intestinais e presença de bactérias intestinais.

A síndrome do intestino irritável causa problemas digestivos, incluindo dores no pé da barriga, dor abdominal, cólicas, alteração no trânsito intestinal (diarreia / prisão de ventre), inchaço abdominal, gases e presença de muco branco nas fezes.

Saiba mais sobre o assunto no artigo: O que é a síndrome do intestino irritável?

5. Apendicite

Apendicite é uma inflamação do apêndice. O apêndice é um pequeno saco em forma de dedo anexado à primeira parte do intestino grosso. Está localizado no lado inferior direito do abdômen, ou seja, no pé da barriga do lado direito.

A apendicite pode causar dor abdominal intensa, que geralmente começa no umbigo e depois irradia para a porção inferior direita do abdômen. A dor tende a piorar, especialmente ao tossir ou espirrar.

Os sintomas da apendicite incluem forte dor no pé da barriga do lado direito, perda de apetite, prisão de ventre, diarreia, náusea, vômito, inchaço abdominal, febre baixa e incapacidade de eliminar gases.

A apendicite é uma urgência cirúrgica! Na sua suspeita, procure imediatamente um atendimento médico.

6. Cálculo renal (pedra no rim)

Os cálculos renais são pedras formadas por depósitos minerais que se desenvolvem no trato urinário. As pedras podem se formar nos rins ou na bexiga. Também é possível que pequenas pedras nos rins entrem na bexiga.

Os cálculos renais e da bexiga nem sempre causam sintomas, mas podem causar dor abaixo do umbigo (dor pélvica, dor no baixo ventre ou no pé da barriga), dor nas laterais do tronco e nas costas (abaixo das costelas), dor ao urinar, micção frequente, sangue na urina e escurecimento da urina.

7. Aprisionamento do nervo pudendo

O nervo pudendo é o principal nervo pélvico. O aprisionamento do nervo pudendo ou neuralgia do pudendo ocorre quando o nervo pudendo está irritado ou danificado. O sintoma inicial é a dor pélvica constante, que pode piorar ao se sentar.

A dor no pé da barriga pode ser sentida em queimação, aperto, formigamento ou tipo "facadas". Outros sintomas incluem dormência, aumento da sensibilidade à dor na pelve, micção frequente, desejo repentino de urinar, dor durante as relações e disfunção erétil.

8. Aderência abdominal

As aderências abdominais são bandas fibrosas de tecido cicatricial que se formam no abdômen. As bandas podem se desenvolver entre as superfícies dos órgãos ou entre os órgãos e a parede abdominal. Essas aderências podem torcer, puxar ou pressionar os órgãos próximos, localizados na pelve.

Geralmente, a aderência abdominal ocorre em pessoas que fizeram cirurgia no abdômen. A maioria das aderências não causam sintomas. Contudo, quando presentes, causam dor abdominal que se espalha para o baixo ventre.

As aderências abdominais podem levar à obstrução intestinal. Nesses casos, além de causar dor no pé da barriga, pode haver inchaço abdominal, prisão de ventre, náusea, vômito, retenção de gases e interrupção dos movimentos intestinais.

O que pode causar dor no pé da barriga em homem?

A dor no pé da barriga em homem pode ser causada por problemas urinários, reprodutivos ou intestinais. Contudo, existem muitas causas possíveis para a dor no baixo ventre em homem. É importante observar outros sintomas, que podem ajudar a determinar a causa da dor.

Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata. A próstata é uma glândula que produz o líquido que compõe o sêmen. A prostatite pode ser causada por infecção bacteriana ou por danos nos nervos do trato urinário inferior. Às vezes, a inflamação não tem uma causa aparente.

Além de dor no pé da barriga, os sinais e sintomas da prostatite incluem:

  • Dor genital (pênis e testículos);
  • Dor abdominal ou na região lombar;
  • Dor entre o saco escrotal e o reto;
  • Sangue na urina;
  • Urina turva;
  • Micção frequente;
  • Dor ao urinar;
  • Ejaculação dolorosa;
  • Sintomas gripais (prostatite bacteriana).
Estenose uretral

Nos homens, a uretra é um tubo fino que leva a urina da bexiga para o exterior do corpo, além de transportar o sêmen. A uretra pode desenvolver cicatrizes devido a inflamação, infecção ou lesão. As cicatrizes estreitam o tubo, o que reduz o fluxo de urina. Isso é chamado de estenose uretral.

A dor no pé da barriga é um sintoma comum da estenose uretral. Pode também haver dor ao urinar, urina com sangue ou escura, fluxo lento de urina, perda de urina, pênis inchado e sangue no sêmen.

Hiperplasia prostática benigna

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é um aumento benigno da próstata, ou seja, não é um câncer. Uma próstata aumentada pode pressionar a uretra e a bexiga. Isso reduz o fluxo de urina e causa dor no pé da barriga e na pelve.

Outros sintomas da HPB incluem dor ao urinar, micção frequente (especialmente durante a noite), vontade constante de urinar, com sensação de esvaziamento incompleto, fluxo de urina fraco, urina com mau cheiro e dor após a ejaculação.

Síndrome da dor pélvica crônica

A síndrome da dor pélvica crônica é uma causa comum de dores no pé da barriga em homens. É frequentemente chamada de prostatite não bacteriana crônica, porque torna a próstata sensível, mas não é causada por bactérias.

A síndrome da dor pélvica crônica geralmente causa dor intermitente. Outros sintomas incluem dor na região lombar, dor nos órgãos genitais, micção frequente, dor ao urinar ou evacuar, piora da dor durante relações sexuais e disfunção erétil.

Síndrome da dor pós-vasectomia

A vasectomia é um método anticoncepcional definitivo masculino. Trata-se de um procedimento cirúrgico no qual o ducto deferente (tubos que transportam os espermatozoides) são cortados ou bloqueados. Até 2% dos homens que fazem vasectomia desenvolvem dor crônica. Isso é chamado de síndrome da dor pós-vasectomia.

A síndrome causa dor genital que se espalha para a pelve e para o abdômen. Outros sintomas incluem: dor durante a relação, na ereção e ejaculação, além de disfunção erétil.

O que pode causar dor no pé da barriga em mulheres?

Existem muitas causas de dor no pé da barriga em mulheres. A dor pélvica pode ser aguda ou crônica. Uma dor aguda refere-se a uma dor súbita ou nova. A dor crônica refere-se a uma condição duradoura, que pode permanecer constante ou ir e vir, há mais de 3 meses.

Doença inflamatória pélvica (DIP)

A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. Geralmente é causada por uma infecção sexualmente transmissível não tratada, como clamídia ou gonorreia. As mulheres geralmente não apresentam sintomas quando são infectadas pela primeira vez.

Se não tratada, a DIP pode causar complicações sérias, incluindo dor crônica e intensa na pelve (pé da barriga) ou no abdômen. Outros sintomas podem incluir sangramento durante a relação sexual, febre, corrimento vaginal intenso com odor desagradável, dificuldade ou dor para urinar.

A doença inflamatória pélvica requer atenção médica imediata para evitar complicações adicionais, como gravidez ectópica, cicatrizes nos órgãos reprodutivos, abscessos e infertilidade.

Endometriose

A endometriose pode ocorrer em qualquer mulher em idade reprodutiva. É causada pelo crescimento de tecido uterino fora do útero. Porém, esse tecido continua a agir da maneira que faria se estivesse dentro do útero, incluindo espessamento e descamação com sangramento durante a menstruação.

A endometriose geralmente causa graus variados de dor pélvica, que variam de leve a debilitante. Essa dor no baixo ventre costuma ser mais forte durante a menstruação. Também pode ocorrer durante a relação sexual e com os movimentos intestinais ou da bexiga. A dor geralmente é localizada no pé da barriga, mas pode se estender para o abdômen.

Além da dor pélvica, a endometriose também pode causar fluxos menstruais mais intensos, náusea e inchaço. A endometriose é uma das causas mais comuns de infertilidade.

Ovulação

Algumas mulheres experimentam dores no pé da barriga agudas e temporárias durante a ovulação, quando um óvulo é liberado de um ovário. Essas dores geralmente duram apenas algumas horas.

Menstruação

A dor pélvica pode ocorrer antes e durante a menstruação e é geralmente descrita como cãibras na pelve ou no pé da barriga. A intensidade da dor pode variar de mês para mês.

Além de dor no baixo ventre, a menstruação pode provocar inchaço, irritabilidade, insônia, ansiedade, aumento da sensibilidade das mamas, mudanças de humor, dor de cabeça e dor nas articulações. Esses sintomas geralmente desaparecem quando vem a menstruação.

A dor no pé da barriga durante a menstruação é chamada dismenorreia. Essa dor pode parecer com cãibras no abdômen ou se manifestar como uma dor persistente nas coxas e na região lombar. Pode ser acompanhada por náusea, dor de cabeça, tontura e vômito.

Torção ovariana

Se o ovário torcer repentinamente sobre o seu eixo, pode haver uma dor imediata, aguda e insuportável no pé da barriga. Às vezes, a dor pélvica é acompanhada de náusea e vômito. Essa dor também pode começar dias antes como cólicas intermitentes.

A torção ovariana é uma emergência médica que geralmente requer cirurgia imediata.

Cisto no ovário

Cistos no ovário geralmente não causam sintomas. Contudo, se forem grandes, a mulher pode sentir uma forte dor no quadrante inferior esquerdo ou direito do abdômen e dor abdominal difusa. Também pode haver inchaço e sensação de peso no baixo ventre. Se o cisto se romper, pode haver uma dor repentina e aguda no pé da barriga.

Mioma uterino

Miomas uterinos são tumores benignos do útero. Os sintomas variam de acordo com o tamanho e a localização, ou nem causam sintomas.

Porém, miomas grandes podem causar sensação de pressão ou dor abaixo do umbigo, sangramento durante a relação sexual, períodos menstruais intensos, problemas com a micção, dor na perna, prisão de ventre e dor nas costas. Miomas também podem dificultar uma gravidez.

Câncer ginecológico

O câncer ginecológico pode surgir no útero, no endométrio (camada interna do útero), no colo do útero ou nos ovários. Os sinais e sintomas variam, mas geralmente incluem dor abaixo da barriga ou dor abdominal difusa, dor durante a relação sexual e corrimento vaginal.

Síndrome de congestão pélvica

A síndrome de congestão pélvica caracteriza-se pelo desenvolvimento de varizes nos ovários. Ocorre quando as válvulas que normalmente mantêm o sangue fluindo na direção correta pelas veias não funcionam mais. Isso faz com que o sangue retorne nas veias, que incham.

A dor no pé da barriga é o principal sintoma da síndrome de congestão pélvica. A dor muitas vezes piora durante o dia, especialmente se a mulher estiver sentada ou em pé por muito tempo. Também pode haver dor durante a relação sexual e na época da menstruação.

Outros sintomas incluem diarreia, prisão de ventre, varizes nas coxas e dificuldade em controlar a micção.

Prolapso de órgão pélvico

Os órgãos pélvicos femininos permanecem no lugar devido a uma rede de músculos e outros tecidos que os sustentam. Devido ao parto e à idade, esses músculos podem enfraquecer e permitir que a bexiga e o útero caiam.

O prolapso de órgão pélvico pode afetar mulheres de qualquer idade, mas é mais comum em mulheres mais velhas. Esta condição pode causar uma sensação de pressão ou peso no baixo ventre. A mulher também pode sentir um caroço saindo da vagina.

Gravidez

Dor no pé da barriga pode ser gravidez. A dor pélvica é comum durante a gestação. À medida que o corpo da mulher se ajusta e cresce, seus ossos e ligamentos se esticam. Isso pode causar dor ou desconforto.

Porém, uma dor pélvica na gravidez acompanhada de outros sintomas, como sangramento vaginal, ou se não desaparecer ou durar um longo período de tempo, deve ser avaliada pelo médico obstetra.

Algumas possíveis causas de dor no pé da barriga durante a gravidez incluem:

Contrações de Braxton-Hicks

Essas contrações ocorrem com mais frequência no 3º trimestre de gravidez, causando dores no pé da barriga. Elas podem ser provocados por esforço físico, movimentos do bebê ou desidratação.

As contrações de Braxton-Hicks não são uma emergência médica, mas a gestante deve informar o médico na próxima consulta pré-natal.

Aborto espontâneo

Um aborto espontâneo é a perda de uma gravidez antes da 20ª semana de gestação. A maioria dos abortos ocorre durante o 1º trimestre, antes da 13ª semana de gravidez. Eles são frequentemente acompanhados por: Sangramento vaginal, cólicas abdominais, dores no pé da barriga, dor abdominal ou na região lombar e fluxo de fluidos ou tecidos pela vagina.

Trabalho de parto prematuro

O trabalho de parto que ocorre antes da 37ª semana de gravidez é considerado trabalho de parto prematuro. Os sintomas incluem:

  • Dor abaixo do umbigo, que pode parecer contrações agudas e cronometradas;
  • Dor na região lombar;
  • Fadiga;
  • Corrimento vaginal mais intenso que o normal;
  • Cãibras no estômago com ou sem diarreia;
  • Saída do tampão mucoso;
  • Febre (se o parto estiver sendo causado por uma infecção).
Descolamento da placenta

A placenta se forma e se liga à parede uterina no início da gravidez. Ela foi projetada para fornecer oxigênio e nutrir o bebê até o momento do parto. Em situações raras, a placenta se descola parcialmente ou totalmente da parede do útero.

O descolamento da placenta pode causar sangramento vaginal, acompanhado por súbitas sensações de dor ou sensibilidade no abdômen ou nas costas. É mais comum no 3º trimestre, mas pode ocorrer a qualquer momento após a 20ª semana de gravidez.

Gravidez ectópica

A gravidez ectópica ocorre se um óvulo fecundado se implantar em uma das trompa ou em outra parte do aparelho reprodutivo que não seja o útero. Esse tipo de gravidez nunca é viável e pode resultar em ruptura da trompa de Falópio e sangramento interno, com risco de morte para a mãe.

Os principais sintomas são a dor aguda e intensa no pé da barriga e o sangramento vaginal. A dor pode ocorrer no abdômen ou na pelve, pode irradiar para o ombro ou pescoço se houver sangramento interno e o sangue se acumular sob o diafragma.

Em caso de dor no pé da barriga intensa ou que não passa, acompanhada ou não de outros sinais e sintomas, procure um atendimento de emergência para avaliação.

Saiba mais em:

O que é bom para dor de barriga?

Dor pélvica na mulher, o que pode ser?

Dor no útero: 7 causas mais comuns e o que fazer

Dor abdominal: o que pode ser?

Dor no pé da barriga pode ser gravidez?

As 5 principais causas de dor abaixo do umbigo e o que fazer

Referências

FBG. Federação Brasileira de Gastroenterologia.

FEBRASGO. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

SBU. Sociedade Brasileira de Urologia.

Posso tomar injeção 2 vezes ao mês já que desce 2 vezes ao mês?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Não. Deve tomar a injeção (Perlutan®) apenas uma vez ao mês, mantendo 28 a 30 dias de intervalo entre cada injeção.

O uso de contraceptivos, pode ter como efeito colateral, um sangramento no meio do ciclo, que não é considerado "normal", mas é comum. Esse sangramento não é uma nova menstruação, mas um sangramento de "escape", e ocorre por questões hormonais de adaptação ao medicamento. Inclusive se esse efeito for recorrente, acaba por ser uma indicação de troca de contraceptivo.

Se sua menstruação acontece duas vezes ao mês independente do uso do contraceptivo, deve ser avaliada por um/a médico/a ginecologista, antes de iniciar qualquer contraceptivo hormonal.

Indicações de Perlutan®

O medicamento é indicado como contraceptivo injetável mensal, ou ainda, para casos de irregularidade menstrual.

Como usar o Perlutan®?

O Perlutan® deve ser aplicado via intramuscular, por um profissional da saúde, apenas 1x ao mês de preferência no 8º dia do ciclo, podendo ser usado entre o 7º e 10º dia. O primeiro dia do ciclo é o primeiro dia da menstruação.

Recomenda-se ainda, não massagear o local após a aplicação e manter uma compressa limpa por um tempo, para evitar perda da medicação.

Outros efeitos colaterais do Perlutan®

Os efeitos mais comuns relatados pelo uso do medicamento são: cefaleia, dor abdominal, desconforto nas mamas, menstruação irregular.

Outros efeitos menos comuns, são a alterações de peso, distúrbios de humor, tontura, náusea e vômitos. Ainda menos frequente, porém relatados, são a doença cerebrovascular (AVC), comprometimento da visão, comprometimento da audição, tromboses, infarto do miocárdio, neoplasias, acne, coceiras, reação alérgica de pele, edema, ondas de calor, reações no local da injeção (como dor, sangramento, nódulo, coceira, secreção e/ou inchaço) e diminuição da libido.

Cuidados que deve ter com o anticoncepcional

Mulheres tabagistas, com sobrepeso, hipertensas e com história prévia ou familiar de trombose, tromboembolismo e doenças cerebrovasculares, devem evitar o uso de anticoncepcionais hormonais, seja oral ou injetável, a não ser sob avaliação e critério médico.

Leia também: Sangramento de escape pode ser considerado menstruação?

9 Coisas que Você Deve Fazer Antes de Engravidar
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Antes de engravidar é importante que a mulher tenha alguns cuidados para preparar o corpo e proteger o bebê contra diversas doenças. Tomar ácido fólico, fazer exame de sangue, ter uma alimentação saudável e controlar o peso são alguns desses cuidados.

Confira 9 coisas que a mulher deve fazer antes de engravidar:

  1. Consulte o seu médico ginecologista:

    • Faça uma avaliação de rotina, que inclui os exames preventivo, de mama, ginecológico e de imagem;
    • Ao informar o seu médico que pretende engravidar, ele solicitará os exames de pré-natal;
    • Informe ao ginecologista se você tem diabetes, pressão alta, epilepsia, depressão ou qualquer outra doença crônica para que ele faça uma adaptação nos medicamentos usados; não esconda nenhuma doença do seu médico;
    • Certifique-se junto do seu médico se as suas vacinas estão em dia e só tome vacina sob orientação médica;
  2. Tome ácido fólico (vitamina B9):
    • O médico deverá também lhe prescrever o ácido fólico pelo menos 3 meses antes de engravidar;
    • Quando já estiver grávida, tome uma dose diária de ácido fólico de 5 mg durante os primeiros 3 meses de gestação;
    • A vitamina B9 diminui em cerca de 70% o risco do bebê ter problemas no fechamento do tubo neural, além de prevenir problemas no desenvolvimento do cérebro do feto (leia também: Para que serve o ácido fólico?);
  3. Mantenha-se dentro do peso ideal:
    • O sobrepeso aumenta as chances de diabetes gestacional e pressão alta, o que ocasiona problemas na nutrição do bebê e riscos à mãe;
    • Grávidas com excesso de peso podem ter um final de gravidez mais complicado e as chances de parto cesárea são maiores;
    • O ideal é que ao final da gestação a mulher tenha ganho no máximo de 10 a 12Kg, que equivalem ao peso do bebê, água, placenta e à retenção de líquidos (inchaço). Peso além desse na verdade consiste em gordura corporal acumulada, o que não é saudável e difícil de perder depois do parto (leia também: Qual o peso mínimo para poder engravidar?);
  4. Não use drogas:
    • O uso de drogas ilegais pode fazer o bebê nascer com síndrome de abstinência, malformações e dificuldade no relacionamento e a aprendizagem da criança;
    • Sabe-se que o uso de maconha, por exemplo, está associado a baixo peso do bebê ao nascer;
  5. Pare de fumar:
    • Fumar pode causar baixo peso ao nascimento, aumenta o risco de parto prematuro, complicações durante a gestação e síndrome de morte súbita do bebê;
    • Mesmo fumantes passivos também correm esses riscos, por isso, fique longe da fumaça do cigarro;
    • Parar de fumar também pode facilitar a ocorrência da gravidez;
  6. Pratique exercícios físicos:
    • A atividade física regular ajuda a emagrecer, melhora o humor, diminui o estresse, além de melhorar a capacidade física da mulher, fortalecendo o corpo e melhorando o condicionamento cardiorrespiratório;
    • Faça pelo menos 40 minutos de exercícios, 3 vezes por semana;
    • Natação, alongamento e caminhada são excelentes atividades para praticar durante a gravidez;
  7. Tenha uma alimentação saudável:
    • Dê preferência a alimentos como frutas, verduras, legumes e proteínas (carnes, peixes, aves, feijão, grão de bico, lentilha, feijão, ovos, laticínios);
    • Evite comer gorduras, frituras e açúcar;
  8. Cuide dos seus dentes:
    • Marque uma consulta no dentista para fazer um check-up da saúde bucal e faça uma limpeza nos dentes antes de engravidar;
    • Doenças periodontais não são raras durante a gestação e podem provocar aborto ou parto prematuro;
  9. Procure manter-se bem emocionalmente:
    • Tente administrar da melhor forma a frustração e a ansiedade;
    • Tentar engravidar e não conseguir pode gerar um grande estresse, prejudicando o seu bem-estar emocional e o relacionamento conjugal.

O mais importante será uma consulta antes da gestação, para esclarecer suas dúvidas, ajustar medicações que precise, realizar exames de rotina e atualizar as vacinas, antes da gestação.

Fale com o seu médico ginecologista!

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