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Sinusite crônica tem cura? Qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sinusite crônica pode ter cura. O tratamento vai depender das características de cada pessoa, podendo ser com uso de medicamentos orais e tópicos, ou através de uma cirurgia corretiva.

Para casos de sinusite crônica por problemas físicos de obstrução, como um desvio importante de septo, por exemplo, a correção cirúrgica pode ser a medida principal no tratamento definitivo. Nos casos de doença por alergia crônica, viroses ou exposição a temperaturas extremas, o tratamento deve se basear em aplicação de spray nasal, medicamentos orais e mais raramente, indicação de cirurgia. Além das orientações gerais pelo médico otorrinolaringologista.

Por vezes, o principal objetivo do tratamento da sinusite crônica será de prevenir novas crises.

Enquanto a sinusite aguda, na maioria das vezes, resolve-se de maneira espontânea, a sinusite crônica exige maiores cuidados e apresenta pior resposta ao tratamento, nem sempre é alcançada a cura definitiva. Contudo, mesmo que apenas para aliviar os sintomas e manter a doença sob controle, já representa importante melhora na qualidade de vida dessas pessoas.

A sinusite aguda deve ser tratada por 10 a 14 dias. O tratamento da sinusite crônica geralmente é mantido por 3 a 4 semanas, ou mais.

Qual remédio posso usar para tratar sinusite crônica?

Nos casos de sinusite crônica de causa alérgica, o tratamento pode ser feito com vacina antialérgica específica, associada a spray nasal à base de antialérgicos e corticoides.

Se a sinusite crônica for causada por infecção fúngica, o tratamento inclui medicamentos antifúngicos. Contudo, a maioria das sinusites decorrentes de infecções provocadas por fungos necessita de cirurgia.

Geralmente as sinusites crônicas não são causadas por infecções bacterianas, portanto o uso de antibióticos não é útil nesses casos. Os antibióticos podem ser prescritos para:

  • Crianças com corrimento nasal e tosse que não melhora após 2 a 3 semanas;
  • Febre superior a 39°C;
  • Dor de cabeça ou dor no rosto;
  • Inchaço ao redor dos olhos.

É preciso ter cuidado com o uso de descongestionantes nasais como oximetazolina® ou neo-sinefrina®. Eles podem ajudar no início da crise, mas usá-los por mais de 3 a 5 dias pode piorar a congestão nasal.

Quando a cirurgia é indicada para tratar sinusite crônica?

A cirurgia pode ser indicada nos casos de :

  • Problemas físicos (desvio de septo importante, presença de pólipos nasais);
  • Refratário ao medicamento oral e tópico, quando os sintomas não desaparecem depois de 3 meses de tratamento;
  • Casos com mais de duas ou 3 crises de sinusite aguda por ano.

A cirurgia consiste em aumentar a abertura dos seios paranasais, além de limpar e drenar os mesmos, quando houver secreção.

Veja também: Sinusite tem cura?

Contudo, mesmo após a cirurgia, a maioria dos pacientes necessita de tratamento de manutenção, para evitar o retorno da sinusite crônica.

O que posso fazer em casa para tratar a sinusite crônica?

Algumas medidas indicadas para diminuir a falta de ventilação nos seios paranasais:

  • Aplicar panos úmidos e quentes no rosto várias vezes ao dia;
  • Beber bastante líquido para diluir o muco;
  • Inspirar vapor 2 a 4 vezes por dia (pode ser feito no banho, ligando a água quente);
  • Usar solução nasal salina várias vezes ao dia;
  • Usar umidificador de ar nos ambientes.

Para aliviar a dor ou a pressão nos seios paranasais:

  • Evitar andar de avião quando enquanto os seios estiverem congestionados;
  • Evitar temperaturas extremas, mudanças bruscas de temperatura e inclinar a cabeça para frente e para baixo;
  • Fazer uso de anti-inflamatórios (sob orientação médica).
Como prevenir as crises de sinusite crônica?

A melhor maneira de prevenção é manter medidas de higiene ambiental, além de evitar fatores que sabidamente estimulam as crises, como: poeira, fumaça de cigarro, poluição, temperaturas extremas e corantes alimentares.

Podemos indicar como medidas de higiene ambiental:

  • Evitar contato com fumaça de cigarro e outros tipos de poluentes ambientais;
  • Manter o quarto bem ventilado;
  • Evitar ao máximo o acúmulo de poeira;
  • Usar colchão e travesseiro com capa protetora;
  • Remover o mofo do ambiente;
  • Evitar o frio, odores irritantes e corantes artificiais;
  • Beber bastante líquido para aumentar a hidratação do corpo e a umidade dos seios paranasais;
  • Tratar as alergias de forma adequada e rápida;
  • Usar um umidificador de ar para aumentar a umidade dos seios.

Seja qual for a causa da sinusite crônica, é mandatório o cuidado e a prevenção de crises.

O que é sinusite?

A sinusite ocorre quando a mucosa que reveste os seios paranasais fica inflamada devido a uma infecção por vírus, bactérias ou fungos.

Existem 2 tipos de sinusite:

Sinusite aguda: os sintomas estão presentes durante no máximo 4 semanas. É causada por bactérias que se proliferam nos seios paranasais.

Sinusite crônica: Ocorre quando o inchaço dos seios paranasais está presente por mais de 3 meses. Pode ser causada por bactérias, reação alérgica ou fungos.

Quais as causas da sinusite?

Os seios paranasais são espaços cheios de ar no crânio. Eles estão localizados atrás da testa, dos ossos do nariz, das bochechas e dos olhos. Seios saudáveis não contêm bactérias ou outros micro-organismos infecciosos. Além disso, a parede desses seios produz um muco para sua defesa, porém o ar passa livremente por essas cavidades, o ar pode circular através delas.

Quando os seios paranasais ficam bloqueados ou há excesso de muco, pela reação inflamatória ou reação alérgica, as bactérias e outros micro-organismos podem se multiplicar mais facilmente, dando origem à sinusite.

A sinusite pode ocorrer quando:

  • Os cílios dos seios paranasais não conseguem remover o muco adequadamente;
  • Ocorre excesso de produção de muco e obstrução dos seios paranasais em resfriados e alergias;
  • A abertura dos seios paranasais fica bloqueada em caso de desvio de septo nasal ou presença de pólipos nasais.

Os seguintes fatores podem aumentar o risco de sinusite em adultos e crianças:

  • Rinite alérgica;
  • Fibrose cística;
  • Frequentar creches (contaminação viral);
  • Mudanças de altitude ou pressão (voar ou mergulhar);
  • Adenoides grandes;
  • Tabagismo (ativo ou passivo);
  • Sistema imunológico enfraquecido por HIV ou quimioterapia;
  • Estruturas anormais dos seios paranasais.
Quais são os sintomas da sinusite aguda e crônica?Sintomas de sinusite em adultos
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Congestão nasal;
  • Coriza;
  • Dor semelhante à pressão, atrás dos olhos ou sensibilidade facial;
  • Mau hálito;
  • Perda do olfato;
  • Tosse que geralmente piora à noite (pelo gotejamento da secreção ao se deitar);
  • Fadiga e sensação de desconforto geral;
  • Dor de garganta.

Os sintomas da sinusite aguda em adultos geralmente surgem após um resfriado que não melhora ou piora, passados 5 a 7 dias. Já os sintomas da sinusite crônica tendem a ser mais leves que os da sinusite aguda e duram mais de 3 meses.

Sintomas de sinusite em crianças
  • Doenças respiratórias ou resfriados que estão melhorando e começam a piorar;
  • Febre alta associada à secreção nasal escura por pelo menos 3 dias;
  • Corrimento nasal, com ou sem tosse, por mais de 10 dias.

Embora sejam raros, alguns casos de sinusite podem evoluir com complicações como a formação de abscesso, infecção óssea (osteomielite), meningite e infecção cutânea ao redor dos olhos (celulite).

Em geral, as sinusites são curadas com o tratamento médico e os cuidados pessoais. Episódios recorrentes de sinusite devem ser avaliados por um otorrinolaringologista, para investigar causas secundárias, como pólipos nasais ou outros problemas, como alergias.

Casos de sinusite crônica também devem ser avaliados por um médico otorrinolaringologista, que irá indicar o tratamento mais adequado, de acordo com cada caso.

Sinusite é contagiosa?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, a sinusite não é contagiosa e não se transmite de pessoa para pessoa. Embora gripes e resfriados sejam contagiosos e estejam entre as causas da sinusite, a sinusite por si só não é transmissível.

A sinusite é uma inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais, que são cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz e atrás da maçã do rosto, da testa e dos olhos.

Dentro dos seios paranasais é produzido muco, que é escoado para o nariz através de pequenos túneis. Quando esses túneis ficam obstruídos por secreção, inchaço da mucosa ou outra causa qualquer, os seios da face perdem a comunicação com o nariz, ficando selados e sem ventilação.

Assim, o muco produzido pela mucosa fica acumulado e facilita a infecção por micro-organismos, dando origem à sinusite.

As causas mais comuns de sinusite são os distúrbios que provocam inchaço da mucosa, como rinite alérgica e infecções respiratórias causadas por vírus, pois o inchaço impede que o muco seja drenado normalmente para o nariz.

A sinusite pode ser causada por gripes e resfriados, alergia respiratória, desvio de septo nasal, rinite, asma, bronquite, amigdalite e faringite.

Qualquer situação que possa obstruir a comunicação entre os seios faciais e o nariz pode causar sinusite. Porém, uma vez com sinusite, o indivíduo não pode transmiti-a.

Consulte um médico de família ou clínico geral caso apresente sintomas de sinusite.

Saiba mais em:

O que é sinusite e quais as causas?

Sinusite tem cura?

Dor nos ossos: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A dor nos ossos é um sintoma menos frequente do que a dor na articulação e a dor muscular, e deverá ser diferenciada destes outros tipos de dor.

 A dor óssea pode ocorrer com muitas lesões ou condições, tais como:

  • Câncer nos ossos (malignidade primária), quando pode associar-se a inchaço da região;
  • Câncer quer se espalha para os ossos (malignidade metastática), comum nos casos de mieloma múltiplo, câncer de mama e de próstata;
  • Diminuição do fluxo sanguíneo para os ossos, como na anemia falciforme;
  • Osteomielite (infecção óssea), quando poderá estar presente febre;
  • Lesão ou fratura óssea;
  • Leucemia;
  • Perda de mineralização (osteoporose);
  • Fratura por estresse, mais comum na criança menor de 2 anos.

Leia também: O que é doença de Paget? Quais os sintomas?

O sintoma de dor óssea sempre deverá ser investigado. Procure um médico clínico geral!

O que é sinusite alérgica e quais os sintomas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sinusite alérgica é uma inflamação dos seios paranasais causada por alergia respiratória.

Os sintomas mais comuns da sinusite alérgica incluem:

  • Dor na face;
  • Sensação de peso facial;
  • Dor de cabeça;
  • Tosse que piora à noite;
  • Secreção nasal;
  • Congestão nasal, sensação de nariz entupido;
  • Edema (inchaço) ao redor dos olhos.

Os seios paranasais são cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz e atrás da maçã do rosto, atrás da testa e dos olhos. Os seios são revestidos por uma mucosa, que produz o muco, que é escoado para o nariz através de pequenos túneis.

Quando esses túneis ficam obstruídos por secreção, edema da mucosa ou outra causa, os seios paranasais perdem a comunicação com o nariz, ficando selados e sem ventilação. O muco fica então acumulado, facilitando inclusive a proliferação de vírus, bactérias ou fungos, por vezes originando quadro de sinusite infecciosa.

Os sintomas da sinusite alérgica também são encontrados nas rinites alérgicas. As alergias provocam com frequência uma reação na mucosa de edema, congestionando os seios, favorecendo a proliferação de germes e consequentemente infecções, ou seja, cria-se um círculo vicioso: a alergia causa sinusite e esta, por sua vez, piora a alergia.

Leia também: Diferenças entre Rinite, Sinusite e Resfriado

A sinusite alérgica não tem cura, uma vez que a alergia é uma herança genética. Por isso é fundamental identificar e afastar-se dos fatores que podem desencadear uma crise alérgica e manter acompanhamento médico regular.

O/A médico/a otorrinolaringologista é o responsável por acompanhar casos de sinusite alérgica.

Saiba mais em:

Sinusite faz o nariz sangrar?

Sinusite dá tontura?

Quais são os sintomas da sinusite?

Qual é o tratamento para sinusite alérgica?

Estou tentando engravidar e meus seios estão inchados. Posso estar grávida?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, se os seus seios estão inchados e você teve relações durante a ovulação, pode ser que esteja grávida. Seios inchados e doloridos são alguns dos sintomas de gravidez.

Outros sinais e sintomas de gravidez incluem:

  • Atraso da menstruação;
  • Cansaço;
  • Tontura;
  • Sonolência;
  • Inchaço abdominal.

Porém, é importante lembrar que seios inchados também podem ser um sinal de que você vai menstruar. É muito comum as mulheres ficarem com os seios inchados e doloridos durante a TPM. Além disso, o próprio uso do anticoncepcional também pode deixar os seios inchados.

Espere pela sua menstruação. Se houver atraso, aguarde uma semana e faça um teste de gravidez de farmácia. Se der positivo, marque uma consulta com a/o ginecologista, médica/o de família ou clínica/o geral para iniciar o acompanhamento pré-natal. Se der negativo, espere mais uma semana e se a menstruação continuar atrasada, repita o teste. 

Dor no osso do meio do tórax: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Dor no osso do meio do tórax pode ter como causa a costocondrite. Trata-se de uma inflamação da cartilagem que une as costelas ao osso esterno, que é o osso localizado no meio do peito. O principal sintoma da costocondrite é a dor no esterno. O paciente geralmente diz que está com “dor no peito”, “dor no osso do peito”, “dor no meio do peito”, “dor no centro do tórax” ou ainda “dor entre os seios”, no caso das mulheres.

A pessoa com costocondrite sente dor durante a palpação da área em que a cartilagem se liga ao osso esterno, no meio do tórax. A dor é aguda e se torna mais intensa quando a pessoa respira fundo ou tosse. A respiração ofegante e o repouso geralmente aliviam a dor no peito.

A dor torácica da costocondrite pode irradiar do meio do peito para as costas ou para o abdômen, podendo ser confundida com a dor de um infarto.

A costocondrite pode ser causada por lesões no tórax, atividade física intensa, trabalho que exige esforço físico, certos tipos de artrite, infecção respiratória, esforço devido a tosse intensa, infecção depois de uma operação ou causada pela administração de medicamentos intravenosos.

Gases podem causar dor no osso do meio do tórax?

Na realidade, gases podem causar dor no peito e não propriamente no osso do meio do tórax (esterno). Isso não significa que a pessoa tenha “gases no peito”. A dor torácica nesses casos é uma dor reflexa, ou seja, tem origem no intestino, mas é sentida no tórax.

Quando a dor no peito é causada por gases, localiza-se abaixo das costelas ou no meio do peito e geralmente piora com os movimentos. Também é comum haver dor abdominal (cólicas), inchaço abdominal e flatulência.

Como aliviar a dor no osso do meio do tórax?

No caso da costocondrite, a dor no esterno normalmente desaparece espontaneamente depois de poucos dias ou algumas semanas. Contudo, algumas pessoas podem continuar sentindo dor no osso do meio do tórax durante meses.

O tratamento da costocondrite tem com principal objetivo aliviar a dor no peito. Para isso, recomenda-se:

  • Aplicar compressas frias e quentes no tórax;
  • Evitar movimentos e atividades que agravam a dor torácica;
  • Tomar analgésicos (ibuprofeno, paracetamol, entre outros).

Se as dores no meio do peito forem intensas, podem ser necessários analgésicos mais fortes. A fisioterapia também pode ser útil no alívio da dor e no controle da inflamação.

O que mais pode causar dor no osso do meio do tórax?

É importante diferenciar a dor no osso esterno da dor no peito. Se a pessoa tiver costocondrite, ela sentirá dor à palpação da região em que as cartilagens costais se ligam ao esterno, ou seja, no centro do tórax. Os pacientes normalmente dizem que estão com “dor no osso do peito” ou “dor no osso do meio do tórax”.

Já a dor no peito pode ter várias causas. Nesses casos, a dor não localiza-se propriamente no osso esterno, mas é sentida de forma difusa no peito e porção superior do abdômen.

Qualquer órgão ou tecido no peito pode ser a fonte da dor torácica, incluindo coração, pulmões, esôfago, músculos, costelas, tendões ou nervos. A dor também pode se espalhar para o peito a partir do pescoço, do abdômen e das costas.

Quais as possíveis causas de dor no peito? Problemas cardiovasculares
  • Angina ou infarto: o sintoma mais comum é a dor no peito que pode ser sentida de forma opressiva ou constritiva ou ainda como uma sensação de pressão no peito. A dor pode irradiar para braço, ombro, mandíbula ou costas;
  • Ruptura da parede da aorta (grande vaso sanguíneo que transporta o sangue do coração para o resto do corpo): causa dor súbita e intensa no peito e na parte superior das costas;
  • Pericardite (inflamação do pericárdio, membrana fina que envolve o coração): causa dor no meio do peito.
Problemas respiratórios
  • Coágulo de sangue no pulmão (embolia pulmonar);
  • Colapso do pulmão (pneumotórax);
  • Pneumonia: causa dor no peito aguda que geralmente piora quando a pessoa tosse ou respira fundo;
  • Inflamação da pleura (pleurite), membrana que recobre os pulmões: pode causar dor no peito, geralmente aguda e que piora ao tossir ou respirar fundo.
Problemas digestivos
  • Espasmos ou estreitamento do esôfago;
  • Cálculos biliares: causam dor que piora após uma refeição, geralmente gordurosa;
  • Acidez gástrica ou refluxo gastroesofágico;
  • Úlcera gástrica ou gastrite.
Outras causas de dor no peito
  • Ataque de pânico: um ataque de ansiedade pode causar dor no peito, que geralmente vem acompanhada de aumento da frequência respiratória;
  • Herpes zoster (“cobreiro”): causam dor aguda com formigamento em apenas um lado do peito, numa faixa que vai do tórax às costas, acompanhada de erupções cutâneas na região;
  • Inchaço dos músculos e tendões localizados entre as costelas.

Procure atendimento médico com urgência se:

  • De repente, sentir uma dor opressiva e esmagadora, com compressão ou pressão no peito;
  • A dor no peito se espalhar para mandíbula, braço esquerdo ou costas, entre as escápulas (omoplatas);
  • Tiver dor no peito acompanhada de náusea, tontura, transpiração, aumento da frequência cardíaca ou dificuldade respiratória;
  • Sabe que tem angina e o desconforto no peito é causado por uma atividade leve e repentinamente se torna mais intenso ou dura mais que o normal;
  • Os sintomas de angina ocorrerem em repouso;
  • Sentir uma súbita e aguda dor no peito e dificuldade para respirar, especialmente após uma longa viagem, um período prolongado de imobilização ou uma permanência longa na cama, como após uma cirurgia. Se uma perna estiver inchada ou mais inchada que a outra, pode ser um pedaço de um coágulo sanguíneo que se desprendeu da perna e chegou aos pulmões;
  • Tiver dor no peito e já teve ataque cardíaco ou embolia pulmonar;
  • Tiver febre ou tosse com catarro verde amarelado;
  • Tiver fortes dores no peito que não desaparecem;
  • Estiver tendo dificuldade para engolir;
  • A dor no peito durar mais de 3 a 5 dias.

Em caso de dor no osso do meio do tórax ou dor no peito, consulte um médico clínico geral ou médico de família para uma avaliação.

Diferenças entre Rinite, Sinusite e Resfriado
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A melhor forma de saber as diferenças entre rinite, sinusite e resfriado é conhecer um pouco de cada doença, o que são, suas causas e sintomas.

Rinite

O que é: Trata-se de um processo inflamatório da mucosa nasal. Pode ter várias causas. A forma mais comum é a rinite alérgica, frequente em pessoas atópicas e desencadeadas por alérgenos. A rinite alérgica está muito associada a fatores genéticos e ambientais.

Quais os sintomas mais comuns da rinite?

Os principais sintomas da rinite incluem coriza, congestão nasal, coceira no nariz, olhos e céu da boca, espirros, lacrimejamento e olheiras.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes: roncos nasais, tosse, falta de ar, respiração oral, dor de cabeça, rouquidão, diminuição do paladar e do olfato.

Os sintomas da rinite se manifestam após a exposição a algum tipo de alérgeno (pó, pólen, fungos, ácaros, pelos de animais), poluentes, como fumaça de cigarro, ou devido a mudanças bruscas de clima.

As infecções virais também podem provocar uma crise ou piorar os sintomas, uma vez que os vírus lesionam e irritam a mucosa que recobre o aparelho respiratório, tornando-a mais sensível aos alérgenos.

Quais as causas da rinite?

A rinite pode ser causada por inalação de alérgenos (ácaros, pó, pólen, pelos, fumaça, perfumes, entre outros), infecções virais, bacterianas ou fúngicas, inalação de irritantes respiratórios e fatores hormonais.

Sinusite

O que é: Inflamação dos seios paranasais, localizados atrás da testa, bochechas, olhos e osso nasal. Normalmente está associada a processos infecciosos causados por vírus, bactérias ou fungos, processos alérgicos ou irritativos.

A sinusite pode ser aguda ou crônica. Na aguda, a inflamação dos seios paranasais é recente, normalmente decorrente de complicações de algum resfriado. Já na sinusite crônica a inflamação dos seios paranasais pode durar meses ou anos.

Veja também: Qual a diferença entre sinusite aguda e sinusite crônica?

Quais os sintomas mais comuns de sinusite?

Os principais sintomas da sinusite incluem dor na face, dor de cabeça, febre, tosse, espirros, secreção, nariz entupido, dificuldade para respirar e inchaço ao redor dos olhos.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da sinusite?

Se a sinusite for causada por bactérias, pode haver ainda mau hálito, perda do apetite e cansaço. Por inclusive haver presença de pus na secreção nesses casos.

Quais as causas da sinusite?

A sinusite tem como principais causas: infecção bacteriana, fúngica ou viral, gripes e resfriados, alergia respiratória e desvio de septo nasal.

Algumas doenças e condições favorecem o desenvolvimento da sinusite, como asma, rinite, bronquite, amigdalite, faringite, gripe ou resfriados.

A sinusite ocorre quando os túneis que escoam o muco produzido nos seios paranasais ficam obstruídos por secreção, inchaço da mucosa ou outra causa. Isso provoca acúmulo desse muco, favorecendo a proliferação de bactérias e causando sinusite.

Por essa razão, a principais causas da sinusite são os distúrbios que causam inchaço da mucosa, como rinite e infecções respiratórias virais.

Resfriado

O que é: Infecção do trato respiratório superior (nariz e garganta), causada por um vírus.

Quais os sintomas mais comuns do resfriado?

O resfriado caracteriza-se pela presença de coriza, congestão nasal, espirros ou tosse, lacrimejamento dos olhos e febre, normalmente baixa.

No início, a pessoa pode apresentar um pouco de dor de garganta. A tosse seca pode ainda permanecer durante semanas após o desaparecimento dos sintomas. A febre em adultos é rara, mas pode ocorrer.

Os sintomas do resfriado geralmente se manifestam entre 24 e 72 horas depois do contágio. O tempo de duração dos sintomas varia entre 5 e 7 dias. Em alguns casos de resfriado, os sintomas podem persistir por até duas semanas.

Qual a causa do resfriado?

Os resfriados são causados por vírus como Rinovírus (RV), Adenovírus e Parainfluenza.

A transmissão do resfriado ocorre pelo contato com vírus presentes em partículas de secreção expelidas por uma pessoa infectada.

Apesar de apresentarem sintomas semelhantes, rinite, sinusite e resfriado são doenças diferentes, mas que podem estar associadas umas às outras.

Caso apresente sintomas de rinite, sinusite ou resfriado, consulte o seu médico de família ou clínico geral para uma avaliação, diagnóstico e tratamento adequados. Em casos de recorrência de sintomas da rinite ou sinusite pode ser necessária uma avaliação pelo médico otorrinolaringologista.

Dor no seio durante a gravidez: o que fazer para aliviar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Para aliviar a dor no seio durante a gravidez, a gestante deve usar sutiãs adequados e mais confortáveis, feitos com tecidos macios, que tenham alças largas e apoio nas costas. Também é importante que o sutiã não tenha nenhuma armação de ferro, sustente bem a mama e tenha um tamanho ajustável.

Aplicar compressas de água morna nos seios também ajudam a amenizar a dor e o desconforto durante a gestação. Hidratantes com elastina e colágeno na composição podem auxiliar no alívio do incômodo, embora não sejam capazes de acabar com a dor.

Na hora do banho, a mulher deve lavar os seios com sabonete neutro, com movimentos circulares e delicados no sentido dos ponteiros do relógio.

No início da gravidez, é normal os seios ficarem mais sensíveis e doloridos devido às alterações hormonais. O aumento do volume da mama também pode causar algum desconforto e provocar dor.

Para maiores informações sobre como aliviar a dor no seio durante a gravidez, fale durante as consultas com o/a médico/a que está acompanhando seu pré-natal.

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Selene: para que serve, como tomar e quais os efeitos colaterais?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O Selene ® é um anticoncepcional que tem como princípios ativos o etinilestradiol e o acetato de ciproterona, dois hormônios sintéticos. O medicamento está indicado como contraceptivo nos casos de alterações hormonais na mulher, como:

  • Tratamento de doenças de origem hormonal na mulher, como acne (sobretudo quando acompanhada de seborreia, inflamações ou formações de nódulos);
  • Crescimento anormal de pelos e
  • Síndrome dos ovários policísticos.

Apesar de ser um anticoncepcional, o Selene ® não é recomendado para uso exclusivo de contracepção. O medicamento é especialmente indicado para mulheres que apresentam acne, excesso de pelos e síndrome dos ovários policísticos.

O uso da medicação no tratamento da acne é indicado quando os cremes, as pomadas ou os medicamentos antibióticos não são os mais apropriados para tratar o problema ou não resultam em melhora.

O tratamento com Selene ® deve ser interrompido depois que a causa que originou a prescrição do medicamento estiver resolvida, após cerca de 3 a 4 ciclos. O uso de Selene ® não é recomendado para uso continuado apenas como anticoncepcional oral.

Como o Selene ® funciona?

O Selene ® é indicado para tratar doenças associadas aos hormônios andrógenos femininos. Cada comprimido de Selene ® possui uma combinação acetato de ciproterona, hormônio sintético com propriedades antiandrogênicas, e etinilestradiol, uma forma sintética do hormônio estrógeno. Trata-se de um anticoncepcional oral com baixas doses hormonais.

O acetato de ciproterona impede a ação dos hormônios andrógenos, por isso sua indicação no tratamento de doenças decorrentes dos efeitos desses hormônios, como a acne.

O Selene ® também diminui o funcionamento excessivo das glândulas sebáceas, responsável pelo aparecimento da acne e da seborreia, apesar de precisar de algum tempo para que a pessoa observe esse efeito. Depois de 3 a 4 meses de uso de Selene ®, as espinhas e os cravos começam efetivamente a desaparecer.

Mulheres em idade fértil que apresentam excesso de pelos (sobretudo na face), uma condição chamada hirsutismo, também têm indicação de tomar Selene ®. Nesses casos, os resultados só podem ser notados depois de vários meses.

Saiba mais em: O que é hirsutismo e qual é o tratamento?

No tratamento da síndrome dos ovários policísticos, o Selene ® ameniza os sinais de androgenização, regula os níveis hormonais, diminui a formação de cistos ovarianos e o tamanho do ovário e ajuda a regular a menstruação.

A combinação dos hormônios sintéticos acetato de ciproterona e etinilestradiol dá ao Selene ® a sua propriedade anticoncepcional. Desde que tomado da maneira correta, as chances de gravidez são muito pequenas. Por isso, durante o tratamento com Selene ®, não é necessário tomar outra pílula anticoncepcional.

Outro efeito benéfico da medicação é a redução de sangramento durante a menstruação, essa ação torna a menstruação menos dolorosa e ajuda a combater a deficiência de ferro.

Como tomar Selene ®?

A dose indicada de Selene ® é de 1 comprimido por dia. Recomenda-se tomar Selene ® preferencialmente à mesma hora, todos os dias, juntamente com meio copo de água.

Cada embalagem de Selene ® possui 21 pílulas anticoncepcionais, com indicações no verso da cartela dos dias da semana que cada comprimido deve ser tomado. Depois, basta seguir a direção das flechas, acompanhando os dias da semana, até tomar todas as 21 pílulas da cartela.

Quando a cartela terminar, a mulher deverá fazer uma pausa de 7 dias antes de iniciar a nova cartela. Durante essa pausa de uma semana, normalmente ocorre um sangramento parecido com a menstruação, em média após 2 a 3 dias da última pílula. A nova cartela de Selene ® deve ser iniciada então no 8º dia, mesmo que o sangramento ainda não tenha cessado.

O Selene ® tem uma eficácia de 99% na prevenção da gravidez. Porém, o medicamento torna-se menos eficaz quando a mulher esquece de tomar a pílula ou não toma o medicamento corretamente. A eficácia do Selene ® também diminui em caso de vômitos que ocorrem 3 a 4 horas após a mulher ter tomado o anticoncepcional, diarreia intensa e uso de certos medicamentos.

Selene ® engorda?

Sim, tomar Selene ® pode engordar. Contudo, isso não acontece em todos os casos. Apesar de ser considerado um efeito colateral comum, o aumento de peso só ocorre em uma a dez mulheres em cada 100 que tomam o medicamento, ou seja, em 1% a 10% dos casos.

Raramente, o uso de Selene ® pode causar efeito contrário, ou seja, pode emagrecer. No entanto, o emagrecimento é considerado um efeito colateral raro, sendo observado em 0,01% a 0,1% das mulheres que tomam Selene ®.

Quais são os efeitos colaterais do Selene ®?

Efeitos colaterais comuns (ocorrem em 1% a 10% dos casos): náuseas, dores abdominais, ganho de peso, dor de cabeça, depressão, mudanças de humor, dor e aumento da sensibilidade na mamas.Efeitos colaterais incomuns (ocorrem em 0,1% a 1% dos casos): Vômitos, diarreia, retenção de líquidos, enxaqueca, diminuição da libido, mamas inchadas, erupções na pele e urticária.Efeitos colaterais raros (ocorrem em 0,01% a 0,1% dos casos): formação de coágulos sanguíneos, rejeição a lentes de contato, reações alérgicas, perda de peso, aumento da libido, secreção vaginal, secreção nas mamas e doenças da pele.

Para maiores informações sobre o uso de Selene ®, consulte um médico clínico geral, médico de família ou um ginecologista.

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Dor no peito do lado direito: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no peito ou dor torácica, localizada no lado direto, pode representar diversas situações, sendo as mais comuns:

  • Problemas pulmonares à direita,
  • Excesso de gases,
  • Dor muscular,
  • Inflamação na vesícula e
  • Problemas psicológicos.

Outras doenças como doenças na mama (à direita), herpes zoster, infarto do coração, embolia pulmonar e aneurisma de aorta, também podem causar sintomas no lado direito do peito, embora seja menos frequente.

Portanto, na presença de dor no peito, mesmo que a direita, é importante procurar um atendimento médico, para a correta avaliação e orientações.

Causas de dor no peito do lado direito 1. Problemas pulmonares Asma

A asma é uma doença crônica dos pulmões, que provoca o estreitamento da via respiratória, causando dor ou sensação de aperto no peito, falta de ar, cansaço e sibilos (chiados no peito).

A doença não tem cura, mas tem tratamento com boa resposta, para a fase aguda e ainda, para prevenir as crises. O médico pneumologista é o responsável por esse acompanhamento.

Saiba mais: Existe tratamento para a asma? Tem cura?

Pneumonia à direita

A pneumonia é uma infecção do pulmão, que apresenta como sintomas a dor no peito, do lado direito, nesse caso, associada a tosse seca ou com catarro, febre, mal-estar e indisposição.

A doença deve ser tratada rapidamente com antibióticos, hidratação e repouso, para não evoluir com piora ou complicações, sendo as mais comuns, o derrame pleural e abscesso pulmonar.

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Pneumotórax

O pneumotórax é a presença de ar entre as pleuras do pulmão. As pleuras são duas membranas finas que recobrem e protegem o pulmão. Habitualmente estão "coladas", mas se houver um trauma, inflamação ou infecção local, que permita a entrada de ar entre elas, provoca uma dor intensa, do tipo "pontada ou agulhada", que dificulta a respiração profunda e os movimentos.

O tratamento varia de acordo com o volume de ar encontrado. Nos casos de grande volume de ar, é indicado drenagem cirúrgica de urgência, ou pode ser apenas acompanhado com repouso e orientações.

O cirurgião geral e/ou pneumologista, são os responsáveis pela avaliação desses casos.

Derrame pleural

O derrame pleural é o acúmulo de líquido entre as pleuras. Assim como no pneumotórax, a separação das pleuras desencadeia uma dor intensa no tórax, do lado acometido, que dificulta a respiração, principalmente a respiração profunda e aumenta a dor em cada movimentação.

O tratamento é quase sempre cirúrgico, mas também deve ser avaliado caso a caso, pelo médico cirurgião geral ou pneumologista.

2. Excesso de gases

O excesso de gases pode ocorrer em qualquer região do abdômen e não é incomum a irradiação para a região torácica. A dor pode ser tão intensa que leva o paciente a um serviço de emergência, acreditando estar sofrendo um infarto agudo do coração.

Os sintomas associados são de dores em pontadas, muito intensas, mas que vão e vem, ainda, inchaço na barriga e dificuldade para respirar.

O tratamento é feito com massagens abdominais, exercícios físicos, alimentação balanceada e se preciso, medicamentos para auxiliar a eliminação dos gases, como o Luftal®.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

3. Dor muscular

A dor muscular na região do tórax ou peitoral, é comum em pessoas que frequentam academias, praticam atividades físicas, ou de trabalho, que exigem grande esforço ou ainda, após um trauma local. A história ajuda o médico a definir a causa.

Os sintomas típicos são de dor localizada no músculo afetado, com intensidade variada e piora da dor com o movimento e com a palpação do local.

O tratamento é feito com repouso, compressa morna, e se preciso, o uso de medicamento relaxante muscular. O médico clínico geral poderá orientar a melhor opção para cada caso.

4. Inflamação na vesícula

Embora a vesícula seja um órgão da cavidade abdominal, fica localizada logo abaixo das costelas, por isso biotipo da pessoa, não é incomum a queixa de dor na base do tórax, à direita, nos casos de inflamação (colescistite).

A queixa é de dor intensa do tipo "cólica", associada a náuseas, vômitos e por vezes, febre. A alimentação gordurosa pode precipitar ou piorar de forma importante todos esses sintomas.

O tratamento depende da gravidade da crise e da presença ou não de cálculos na vesícula, podendo ser indicado apenas anti-inflamatórios e antibióticos, até a retirada da vesícula em caráter de urgência.

O médico cirurgião geral ou gastroenterologista é o responsável pela avaliação e tratamento desses casos

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5. Problemas psicológicos

Além das possibilidades descritas, as causas psicológicas devem ser sempre investigadas, a ansiedade e o estresse têm como caraterísticas, a tensão muscular e palpitação, o justifica a dor no peito.

A dor no peito por causas psicológicas não obedece a um padrão típico. Pode se associar a dificuldade respiratória, dificuldade de engolir ("bolo na garganta"), palpitações, sudorese, tontura, náuseas ou vômitos.

Portanto, é um diagnóstico de exclusão. Todos os exames e avaliações devem ser realizadas, para evitar um erro diagnóstico e prejuízos a saúde da pessoa.

No caso de dores no peito à direita, à esquerda ou no meio do peito, procure um médico clínico geral, ou médico da família para avaliação.

Dor do lado direito do peito: quando procurar a emergência?

Procure um serviço de emergência nos casos de:

  • Dor forte no peito que não melhora após 20 minutos,
  • Dor no peito, associada a febre, sudorese, náuseas ou vômitos,
  • Dor no peito de início súbito, com dificuldade para respirar ou
  • História prévia de infarto do coração ou embolia pulmonar.

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O que é sinusite e quais as causas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sinusite é uma inflamação da mucosa que recobre os seios paranasais, que são cavidades ósseas localizadas ao redor do nariz, na região frontal (testa) e entre os olhos.

A sinusite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou reação alérgica. Algumas condições facilitam o desenvolvimento da sinusite, como o desvio de septo nasal, rinite, asma, bronquite, amigdalite, faringite, gripe ou resfriados.

Nadar ou mergulhar a cabeça na água pode permitir a entrada de água e bactérias para os seios da face, causando irritação e infecção, resultando na sinusite. Até mesmo infecções dentárias podem se alastrar pelos seios da face e infectá-los diretamente, causando sinusite.

Seios Paranasais

Existem 2 tipos de sinusite: aguda e crônica. A sinusite aguda é uma inflamação recente dos seios paranasais, geralmente uma complicação de um resfriado. Já a sinusite crônica é a inflamação dos seios da face que dura meses ou anos.

Como ocorre a sinusite?

Dentro dos seios paranasais é produzido um muco, que é escoado para o nariz através de pequenos túneis. Quando esses túneis ficam obstruídos por secreção, inchaço da mucosa ou outra causa qualquer, os seios da face perdem a comunicação com o nariz, ficando selados e sem ventilação.

Assim, o muco produzido pela mucosa fica acumulado, o que facilita a proliferação de bactérias, dando origem à sinusite.

Por isso, as causas mais comuns de sinusite são os distúrbios que provocam edema, ou inchaço da mucosa, como rinite alérgica e infecções respiratórias causadas por vírus. 

Quais são os sintomas da sinusite?

A sinusite tem como principais sintomas a dor e a sensação de peso no rosto (região frontal). Além desses sinais e sintomas, dependendo da causa, pode haver febre, espirros, coriza, nariz entupido, entre outras manifestações.

Quando a sinusite é causada por bactérias, a pessoa pode apresentar também mau hálito, diminuição do apetite e cansaço. Nesses casos, a secreção nasal pode inclusive vir acompanhada de pus.

Saiba mais em: Quais são os sintomas da sinusite crônica?

Como tratar a sinusite?

O tratamento da sinusite depende da sua causa e do tipo de sinusite (aguda ou crônica).

Em geral são indicados:

  • Medidas gerais, de limpeza e manutenção de ambiente higienizado;
  • Medicamentos tópicos, como spray nasal com antialérgicos e corticoides;
  • Vacinas;
  • Medicamentos orais, como antialérgicos, antifúngicos e corticoides;
  • Cirurgia.

A sinusite aguda melhora espontaneamente em alguns dias, enquanto que na sinusite crônica os cuidados são maiores e o tratamento muitas vezes tem como objetivo apenas controlar os sintomas.

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Sinusite tem cura?

Além dos medicamentos, é importante ter alguns cuidados com o ambiente para evitar alergias e irritação das vias respiratórias. Tais medidas incluem evitar fumaça de cigarro e outros poluentes, manter o quarto bem arejado, limpar e aspirar pó frequentemente, usar capa protetora no colchão e no travesseiro, evitar exposição ao frio, cheiros irritantes e evitar o consumo de alimentos com corantes artificiais.

O diagnóstico e tratamento da sinusite é da responsabilidade do médico otorrinolaringologista.

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Anticoncepcional pára os efeitos da TPM?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O anticoncepcional, especialmente a pílula, são bastante utilizados e, além de evitar a gravidez, também são indicados para diminuir os sintomas de TPM. As pílulas mais novas, que contém o progestágeno drospirenona, foram lançadas com a promessa de acabar com os sintomas da TPM, por proporcionar a estabilidade da flutuação hormonal feminina.

Com o uso da pílula, um grande número de mulheres relatou melhora de: cólicas menstruais, acne e excesso de oleosidade na pele, excesso de peso e inchaço provocados pela retenção de líquido, irritabilidade e depressão.

Além de diminuir os sintomas da TPM, a pílula ainda protege a massa óssea e os cabelos e previne endometriose, anemia, câncer e cistos no ovário.

A pílula anticoncepcional pode começar a ser usada em média dois anos após o inicio do ciclo menstrual. Há contraindicações ao seu uso, como: doenças do fígado que alteram fatores de coagulação, tabagismo, antecedente ou fator de risco para trombose venosa e embolia pulmonar, antecedente pessoal e familiar de câncer de mama ou de ovário.

A escolha do método contraceptivo ou a prescrição do anticoncepcional para amenizar os sintomas da TPM deverá ser feita junto com seu médico ginecologista.