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Auréola coçando pode ser sinal de gravidez?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A auréola coçando não é, por si só, um sinal de gravidez. Porém, algumas mulheres podem apresentar maior sensibilidade em toda a região do mamilo e das mamas durante o início da gravidez.

A sensibilidade nas auréolas pode provocar maior irritação na pele principalmente se houver contato com roupas que apertam ou sejam feitas de tecidos que incomodem a pele. A irritação por sua vez pode provocar coceira em toda a região do mamilo.

De qualquer forma, se existir atraso menstrual é importante realizar um teste de gravidez para descartar ou confirmar esta possibilidade. Também é essencial estar atento a outros sintomas de gravidez mais típicos como náuseas, vômitos, sonolência, inchaço ou desconforto pélvico.

Consulte o seu médico de família ou ginecologista para mais orientações.

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O que é um abscesso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Abscesso é uma coleção de pus localizada em algum tecido, o mais conhecido é o abscesso localizado embaixo da pele e nas suas camadas mais profundas. Trata-se de um processo inflamatório agudo com acúmulo de pus em alguma parte do corpo.

A região acometida pelo abscesso pode ficar inchada, dolorida, avermelhada, quente e com a parte central amarelada, demonstrando a presença do pus. Na maioria das vezes, o pus decorre de alguma infecção sanguínea que se expressa na pele.

O abscesso é diferente do furúnculo e pode ocorrer inclusive em alguns órgãos como no pulmão, no cérebro, nas mamas, no fígado, entre outros.

Na maioria dos casos, o abscesso é causado por infecções bacterianas. O pus acumulado é formado por bactérias e células de defesa mortas durante o ataque do sistema imunológico aos micro-organismos invasores.

Pacientes com diabetes apresentam abscessos com mais frequência. Por essa razão, pessoas que apresentam abscessos recorrentemente ou dificuldade de cicatrização devem consultar um médico para despistar a possibilidade de diabetes.

O abscesso requer tratamento específico a depender de sua localização e extensão, podendo necessitar de retirada cirúrgica para drenar o pus presente no local.

Como identificar um abscesso?

Os principais sinais e sintomas de um abscesso são a dor, a vermelhidão, o inchaço e o aumento da temperatura local, que são os sinais típicos de uma inflamação.

Os sintomas do abscesso se agravam conforme o abscesso estica o tecido e começa a rompê-lo, como observado nos abscessos da pele.

A dor causada pelo abscesso é provocada pela pressão que o pus exerce sobre as terminações nervosas. Daí o alívio da dor quando ocorre a ruptura ou a drenagem do abscesso.

Quando o abscesso surge no interior do corpo, outros sintomas podem se manifestar, como febre.

Existem ainda abscessos que se formam lentamente, sem manifestação dos sinais e sintomas que caracterizam o abscesso, como dor, aumento da temperatura local e vermelhidão.

Esses abscessos são causados, na maioria das vezes, pela bactéria causadora da tuberculose e podem surgir em qualquer parte do corpo, embora sejam mais frequentes na coluna, no quadril, nos linfonodos (gânglios linfáticos) e na região genital.

Qual é o tratamento para abscesso?

O tratamento do abscesso depende da sua localização e do seu tamanho. O principal objetivo do tratamento é drenar o pus para aliviar a dor e amenizar a infecção. Podem ser indicados medicamentos analgésicos para aliviar a dor. O tratamento de alguns abscessos é feito através de cirurgia para drenar o pus.

A aplicação de compressas quentes sobre a pele, nesses tipos de abscessos, pode ajudar a drenagem, mas aumenta os riscos da infecção se disseminar para os tecidos vizinhos. Nesses casos, recomenda-se que a área afetada permaneça em repouso. Quando pus começar a sair, deve-se cobrir o local com um curativo seco.

Para maiores esclarecimentos, consulte um clínico geral ou um médico de família.

Um abscesso é contagioso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O abscesso não é contagioso nem é transmitido de pessoa para pessoa. Ele pode ser consequência de alguma infecção que se restrinja àquela localidade ou ser provocado por alguma infecção generalizada no sangue.

Em qualquer uma dessas formas, não é possível haver transmissão da infecção de uma pessoa para outra. Por isso, o abscesso não é contagioso.

Portanto, a pessoa com abscesso pode se relacionar normalmente com outras pessoas sem risco de contágio da infecção.

O que é um abscesso?

Um abscesso é uma coleção de pus localizada em algum tecido do corpo. O mais conhecido é o abscesso localizado embaixo da pele e nas suas camadas mais profundas.

Contudo, o abscesso também pode estar presente em outros órgãos, como cérebro, pulmão, fígado, mamas, entre outros.

No local do abscesso, pode-se observar alguns sinais e sintomas como inchaço, dor, vermelhidão e aumento da temperatura local. A porção central do abscesso é amarelada, o que indica a presença de pus.

Em grande parte dos casos, o pus é uma consequência de alguma infecção sanguínea que se manifesta na pele.

Qual é o tratamento para abscesso?

O abscesso requer tratamento específico. O tratamento depende da localização e extensão do abscesso, podendo necessitar de retirada cirúrgica para drenar o pus presente no local.

Normalmente, os abscessos na pele são tratados através de uma incisão no local para drenar o pus e fazer uma limpeza.

O tratamento do abscesso também pode incluir o uso de medicamentos antibióticos, como em casos de imunodeficiência ou quando os abscessos são recorrentes. 

Quando o abscesso está localizado dentro de algum órgão, pode haver necessidade de removê-lo cirurgicamente.

O tratamento do abscesso é escolhido pelo/a médico/a, que irá avaliar a história do/a paciente e as possíveis causas do abscesso.

Quetiapina (hemifumarato de quetiapina): quais os efeitos colaterais e que cuidados preciso ter quanto ao seu uso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Hemifumarato de quetiapina é um antipsicótico utilizado para tratar transtornos mentais como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar em seus episódios de mania e de depressão.

Efeito colaterais de quetiapina

Os efeitos colaterais muito frequentes do hemifumarato de quetiapina, que ocorrem em 1 de cada 10 utilizadores desse medicamento, são:

  • Boca seca
  • Ganho de peso
  • Tontura
  • Sonolência
  • Dores de cabeça
  • Sensação de sonolência
  • Sintomas de descontinuação (sintomas que ocorrem após a suspensão abrupta do medicamento): insônia, náusea, cefaleia, diarreia, vômito, tontura e irritabilidade.

Outros efeitos frequentes, que ocorrem de 1 a 10 pessoas em cada 100 utilizadores desse medicamento, são:

  • Taquicardia (aumento na frequência dos batimentos do coração) e palpitações
  • Visão borrada
  • Constipação (prisão de ventre) e dispepsia (má digestão)
  • Astenia leve (sensação de fraqueza), que pode levar a quedas
  • Edema periférico (inchaço nas extremidades)
  • Disartria (dificuldade na fala)
  • Aumento do apetite
  • Congestão nasal
  • Hipotensão ortostática (queda da pressão arterial na posição em pé), pode causar tontura ou desmaior
  • Sonhos anormais e pesadelos
  • Sintomas extrapiramidais: movimentos involuntários (tremores, contrações musculares, entre outros), dificuldade de andar, lentificação dos movimentos, inquietude.
Efeitos colaterais em crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)

Neste grupo etário as reações adversas são as mesmas apresentadas pelos adultos. Entretanto, as que ocorrem com mais frequência são:

  • Aumento do apetite
  • Aumento na pressão arterial
  • Vômito
  • Rinite
  • Síncope (desmaio)
  • Raramente ocorrem: inchaço dos seios e produção inesperada de leite em meninos e meninas e, nas meninas, os ciclos menstruais podem não ocorrer ou ocorrerem de forma irregular.
Precauções quanto ao uso de quetiapina

Hemifumarato de quetiapina deve ser usado com cautela em caso de:

  • Presença de sinais e sintomas de infecção
  • Diabéticos ou pessoas com risco de desenvolver diabetes
  • Pessoas que sabem ter triglicérides ou colesterol elevado
  • Portadores de doenças cardíacas ou doenças cerebrovasculares
  • Pessoas com tendência à redução de pressão arterial
  • Portadores de apneia do sono
  • Pacientes em uso de medicamentos depressores do sistema nervoso central
  • Pessoas com risco de pneumonia por aspiração
  • Pacientes com história de convulsões
  • Portadores de discinesia tardia (alterações de movimentos)
  • Pessoas com distúrbios urinários, prostáticos ou intestinais
  • Pacientes com síndrome neuroléptica maligna (se caracteriza por alteração do estado mental, rigidez muscular, elevação da temperatura corporal e hiperatividade autonômica: diminuição da senso-percepção acompanhada de tremores, suor excessivo, ansiedade, agitação, insônia, náuseas e vômitos).

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Quetiapina (hemifumarato de quetiapina): para que serve, como usar e quais as suas contraindicações?

O consumo de álcool não é recomendado enquanto você estiver em tratamento com hemifumarato de quetiapina.

Esta medicação pode reduzir a sua capacidade de atenção e sua habilidade motora. Por este motivo, não conduza veículos ou opere máquinas quando estiver utilizando hemifumarato de quetiapina.

Hemifumarato de quetiapina somente deve ser usado sob orientação médica.

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Dor no seio: as 10 causas mais comuns e o que fazer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor nos seios, chamada cientificamente de mastalgia, é comum nos períodos de puberdade, período pré-menstrual, durante a gravidez, amamentação e na pré-menopausa.

Porém pode ocorrer ainda em situações de mastite, presença de nódulos, cistos ou uso de medicamentos.

Embora na maior parte dos casos a dor nos seios não indique a presença de doenças graves, é preciso buscar um médico de família ou ginecologista para avaliação, nos casos de dor persistente.

1. Puberdade

Quando os seios começam a crescer, as meninas podem queixar-se de dor leve ou desconforto nas mamas em desenvolvimento.

A variação de idade normal para o crescimento dos seios vai dos 8 aos 14 anos, com média em torno dos 11 anos de idade.

O crescimento dos seios é o primeiro sinal da puberdade e quando começa em meninas com idade inferior a 8 anos, é preciso procurar um ginecologista para investigar puberdade precoce.

O que posso fazer?

Não há um tratamento específico para dor nos seios durante a puberdade, entretanto o uso de sutiã adequado ao tamanho do seio é importante para promover conforto.

2. Tensão Pré-Menstrual e Menstruação

Quando a dor no seio ocorre durante o período pré-menstrual e a menstruação, chama-se mastodinia. Se caracteriza por dores em pontadas, de intensidade leve a moderada. A mama se torna mais sensível especialmente na região dos mamilos.

Normalmente a dor nos seios dura de 1 a 4 dias e, de acordo com a sua intensidade, pode interferir nas atividades sociais, sexuais e na rotina diária da mulher, como a prática de exercícios físicos.

O que posso fazer?

Utilize sutiãs esportivos para uma melhor sustentação dos seios. Normalmente não é necessário o uso de medicações, pois a dor cessa logo nos primeiros dias de menstruação.

Entretanto, se dor interferir de maneira importante na sua rotina, converse com o ginecologista para avaliar o uso de analgésicos para o alívio dos sintomas da menstruação.

3. Gravidez

O crescimento dos seios durante a gravidez e aumento das taxas de hormônios, com estímulo dos ductos mamários, provoca uma maior sensibilidade no bico dos seios, especialmente no início e no final da gestação.

O que posso fazer?

Para aliviar a dor e o desconforto, você pode tomar um banho morno, massagear as mamas e/ou fazer compressas mornas. É importante também hidratar a pele dos seios.

4. Amamentação

Um dos motivos de dor nas mamas durante a amamentação é o enchimento excessivo dos seios pelo leite materno. Neste caso, os principais sintomas são seios endurecidos e doloridos.

A constante sucção do bebê também pode causar fissuras no bico do seio, levando a dor e ardência na região, até a adaptação do bebê e da mãe, a este novo período.

O que posso fazer?

Para aliviar estas sensações de enchimento excessivo dos seios se recomenda dar de mamar mais vezes ou esvaziar os seios retirando o leite com uma bombinha, por exemplo.

5. Mastite

A mastite é a inflamação das glândulas mamárias que acontece em mulheres com maior frequência, durante a fase de amamentação, mas pode ocorrer em outros períodos, embora seja mais raro.

Os sintomas de mastite puerperal incluem endurecimento em um ponto da mama (leite empedrado), febre alta, vermelhidão e calor local.

A mastite da amamentação costuma acometer somente um dos seios (mama direita ou esquerda). A infecção nas duas mamas ao mesmo tempo, é bastante rara.

Nos casos mais graves podem ocorrer fissuras nos mamilos e abscessos (bolsas de pus) na mama.

O que posso fazer?

Hidrate-se bem, beber bastante líquido ajuda o corpo a eliminar o agente causador da infecção. Faça aplicação de compressas mornas e massagens no seio afetado, para ajudar na remoção do leite empedrado e aliviar a dor. E procure fazer uso de sutiãs que sustentem de forma eficaz os seios, para promover maior conforto.

Mantenha a amamentação, pois efetuar o esvaziamento do seio neste momento evita a piora da inflamação. A amamentação, além de ajudar no tratamento da inflamação reduz o risco de ter um abscesso de mama. Se não conseguir amamentar esvazie o seio utilizando bombinha de amamentação.

Busque um ginecologista ou mastologista para avaliar a necessidade do uso antibióticos.

6. Nódulos ou cistos nas mamas

De forma geral, as mulheres têm nódulos e/ou cistos na mama, benignos, que se localizam na parte superior externa do seio, próximo à axila.

Durante o ciclo menstrual os níveis dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, que estimulam os ductos mamários, com objetivo de aumento das glândulas mamárias e produção de leite. Com isso, provoca a retenção de líquidos nos seios, o que os deixa mais sensíveis e inchados. Os seios voltam ao normal quando os níveis de hormônios diminuem.

O que posso fazer?

Não há um tratamento específico para estes nódulos ou cistos. Para aliviar a dor e o desconforto, você pode usar um sutiã macio que dê uma boa sustentação aos seios. Se necessário, é também possível usar analgésicos como paracetamol para amenizar a dor.

A avaliação de um ginecologista ou mastologista pode ser importante, caso a dor seja persistente para avaliar a possibilidade de retirada do nódulo.

7. Alergia

Os produtos de higiene e de beleza, como sabonetes e cremes para o corpo, podem causar uma reação alérgica na pele, dependendo da sua composição, levando a pequenas feridas, dor e incômodo no seio. Neste caso, os sintomas são de ardência, vermelhidão, coceira e pequenas bolinhas na região.

O que posso fazer?

O tratamento deve ser feito com a suspensão desses produtos, pomadas à base de corticoides e medicamentos antialérgicos quando preciso.

8. Uso de medicamentos

Os medicamentos que contém hormônios, certos antidepressivos, metronidazol, espironolactona, metronidazol, entre outros, são remédios que podem causar dor nos seios, como efeito colateral.

O que posso fazer?

Converse com o médico que orientou o uso do medicamento, para avaliar o ajuste da dosagem ou mesmo a troca da medicação.

9. Traumas nos seios

Lesões ou traumas na mama podem provocar dor no seio afetado. Os seios são áreas muito sensíveis do corpo da mulher. Procure sempre protegê-los de traumas e pancadas.

O que posso fazer?

Em caso de dor intensa provocadas por traumas nos seios é preciso consultar um ginecologista ou mastologista para identificar uma possível lesão mamária e tratá-la adequadamente.

10. Seios muito grandes

O tamanho dos seios pode provocar dor nas mamas e nas costas pelo peso excessivo. Mamas muito grandes são normalmente pesadas, o que causa estiramento do ligamento de Cooper. É este ligamento que sustenta os seios e, quando o peso é excessivo, pode causar dor.

O que posso fazer?

O uso de sutiãs esportivos de alta sustentação podem promover maior conforto. Porém, pode ser importante conversar com o ginecologista ou mastologista para avaliar a necessidade de redução cirúrgica das mamas.

Dor nos seios pode ser um sinal de câncer de mama?

Na maior parte dos casos, não. A dor nos seios está normalmente relacionada a alterações benignas na mama.

Menos de 3% das mulheres que apresentam dor nos seios como sintoma único constatam por meio de exames que a dor estava relacionada ao câncer de mama (tumor maligno de mama).

Quando devo me preocupar?

Você deve permanecer alerta e procurar um médico se:

  • A dor nos seios for muito forte ou tiver mais de 10 dias de duração,
  • Na presença de secreção clara ou sanguinolenta pelo mamilo,
  • Apresentar vermelhidão, calor e/ou pus no seio,
  • Modificações na pele, seja na coloração ou espessura da pele e
  • Na presença de nódulo palpável na mama.

Nestes casos você deve buscar um médico de família, ginecologista ou mastologista. Pode ser necessária a realização de exames como ultrassom de mama, mamografia (especialmente se houver casos de câncer de mama na família).

Não utilize medicamentos sem prescrição médica, especialmente se você estiver grávida ou amamentando.

Faça sempre o auto exame das mamas e busque um ginecologista pelo menos uma vez ao ano para exame periódico que ajuda a prevenir doenças de mama e aparelho reprodutor.

Leia também:

Quais os sintomas de câncer de mama?

Dor nos seios pode estar relacionado com a menopausa?

Referência:

FEBRASGO - Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

A camisinha estourou, quando posso fazer o exame de gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Recomenda-se fazer o teste de gravidez pelo menos 1 semana após a concepção, o que pode equivaler a 1 ou 2 semanas de atraso menstrual.

Por isso, a mulher deve aguardar o atraso da menstruação para fazer o exame de detecção da gravidez.

Quando o teste de gravidez é feito antes desse período e há suspeita de gravidez, deve-se aguardar mais 1 semana para repetir o teste.

O hormônio beta-hCG pode ser detectado no sangue ou na urina da mulher após a implantação do ovo (a união do espermatozoide com o óvulo) no útero. Essa implantação geralmente ocorre 7 dias após a fecundação. Por isso, nas primeiras semanas de gestação, ainda não há quantidade suficiente desse hormônio na circulação da mulher capaz de dar positivo o exame.

Se após a repetição o teste continuar negativo e houver sintomas de gravidez, deve-se consultar o/a médico/a clínico geral, ginecologista ou médico/a de família para uma avaliação.

Antes de menstruar sinto dores e um queimor no corpo, isso é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode ser algo considerado normal se não estiver causando comprometimento na sua vida, quando esses sintomas passam a dificultar o dia-a-dia da mulher pode tratar-se da Síndrome Pré-menstrual, o que pode exigir em alguns casos tratamento e orientação médica.

Os sintomas pré-menstruais são muito comuns, cerca de 80% das mulheres já tiveram sintomas pré-menstruais na vida e podem variar de mulher para mulher. Existem mais de 150 sintomas psicológicos, físicos e comportamentais relacionados ao período pré-menstrual, as dores e a sensação no corpo de calor estão entre esses sintomas, embora sejam menos comuns. 

Quando os sintomas pré-menstruais passam a causa comprometimento na vida da mulher a ponto de ela não conseguir realizar suas tarefas diárias ou ter que faltar ao trabalho tem-se a Síndrome Pré-Menstrual. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Humor deprimido;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Dor nas mamas;
  • Distensão abdominal; 
  • Dor de cabeça;
  • Inchaço;
  • Ganho de peso;
  • Acne.

Caso esteja apresentando sintomas muito intensos e impeditivos durante o período pré-menstrual procure o seu médico ginecologista ou médico de família.

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O que é filariose e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Filariose é uma doença parasitária crônica, causada por vermes nematoides denominados filárias. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito Culex quinquefasciatus (pernilongo) infectada com larvas do parasita. Nos seres humanos, a filária responsável pela filariose linfática (elefantíase), a forma mais comum de filariose, é o nematoide Wuchereria bancrofti.

Existem 8 espécies de filárias que podem infectar o ser humano, podendo causar 3 tipos de filariose, de acordo com a localização dos vermes:

  • Filariose subcutânea: afeta a camada de gordura localizada logo abaixo da pele;
  • Filariose linfática: os vermes alojam-se sobretudo nos vasos linfáticos;
  • Filariose de cavidade serosa: afeta principalmente a cavidade abdominal.
Mosquito Culex

Quando adulto, o Wuchereria bancrofti macho mede cerca de 4 cm de comprimento e 0,1 mm de diâmetro, enquanto que a fêmea pode chegar aos 10 cm de comprimento e 0,3 mm de largura.

Os vermes podem alojar-se no sistema linfático, no sangue, na pele ou abaixo da pele, nos pulmões ou nos olhos, causando lesões, inflamações, obstruções e alergias.

O período de incubação, ou seja, o tempo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos vermes na circulação periférica varia entre 6 e 12 meses. Contudo, antes disso, cerca de 1 mês depois da picada, podem surgir sinais de alergia.

Quais são os sintomas da filariose? Sintomas agudos da filariose

A maioria das pessoas com filariose não apresenta nenhum sintoma da doença. Quando presentes, na fase aguda, os sintomas da filariose podem incluir inflamação dos vasos e gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça e mal-estar.

Pode haver aumento dos gânglios linfáticos, que se manifesta pela presença de nódulos compactos e com superfície irregular, principalmente na região inguinal e nas axilas.

A dilatação dos vasos linfáticos pode ser notada através da palpação. Nos homens, os parasitas adultos localizam-se preferencialmente nos vasos do saco escrotal.

Quando o verme adulto morre, espontaneamente ou devido ao tratamento, pode provocar a formação de nódulos ou processos inflamatórios nos gânglios ou nos vasos linfáticos. Nesses casos, pode-se notar o aumento do gânglio ou a presença de um nódulo no trajeto do vaso.

Sintomas crônicos na filariose

Posteriormente, após meses ou anos, pode ocorrer:

  • Inchaço nos membros e/ou mamas, no caso das mulheres;
  • Elefantíase da bolsa escrotal;
  • Inchaço nos testículos por retenção de líquido, no caso dos homens;
  • Doenças infecciosas da pele;
  • Presença de gordura na urina;
  • Urina com aspecto semelhante ao leite;
  • Lesões verrucosas na pele;
  • Lesões descamativas na pele;
  • Úlceras (raramente).

Também é comum haver mau cheiro, causado pelas infecções frequentes que pioram ainda mais o inchaço e o quadro geral.

Os sintomas da filariose variam conforme o estágio de crescimento do verme, a resposta imunológica da pessoa, a quantidade de parasitas adultos, a localização dos vermes no sistema linfático e a realização de tratamento anterior com medicamentos contra filárias.

Quando o verme adulto alcança vasos linfáticos de pequeno calibre, pode causar uma interrupção parcial da circulação ou provocar danos permanentes no vaso linfático, mesmo quando o nematoide é eliminado. Como resultado, a circulação linfática na região do vaso danificado fica comprometida, causando congestão e estagnação da linfa.

Elefantíase

Nas fases mais avançadas da filariose, o inchaço torna-se permanente e dificilmente se reverte. Nesses casos, as dobras da pele são profundas e difíceis de serem visualizadas. A pele pode ficar com aspecto verrucoso. A piora contínua do inchaço provoca a elefantíase.

Com o tempo, a filariose pode evoluir para formas graves e incapacitantes de elefantíase, caracterizada pelo aumento excessivo do tamanho dos membros.

Existe alguma prevenção contra a filariose?

A melhor forma de prevenir a filariose é proteger-se contra a picada do mosquito que transmite a doença, através do uso de repelentes, telas de proteção contra insetos e uso de roupas compridas. Pessoas que vivem em locais afetados pela filariose devem tomar medicação de prevenção contra a doença.

Qual é o tratamento para filariose?

O tratamento da filariose normalmente é feito com o medicamento Dietilcarbamazina. Outra medicação utilizada é a Ivermectina. Em alguns casos, são usadas as duas medicações combinadas. Também podem ser necessários outros medicamentos e tratamentos, de acordo com o quadro clínico resultante da infecção pelos vermes adultos.

O tratamento da filariose é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fases do ciclo menstrual: o que você precisa saber
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

O ciclo menstrual começa com o primeiro dia da menstruação e acaba quando a menstruação seguinte se inicia. De forma geral, o ciclo menstrual é composto de seis fases:

  1. Menstruação
  2. Fase folicular
  3. Fase proliferativa
  4. Ovulação
  5. Fase lútea
  6. Fase secretora

Algumas destas fases ocorrem ao mesmo tempo: duas delas, a fase proliferativa e secretora, acontecem no útero. Já as fases folicular e lútea, ocorrem nos ovários.

O ciclo menstrual completo dura de 24 a 38 dias e pode variar de ciclo para ciclo e se modificar ao longo dos anos.

Fases do ciclo menstrual: o ciclo uterino é composto pela menstruação, fase proliferativa, ovulação e fase secretora. No ciclo ovariano, a fase folicular (crescimento folicular) e fase lútea (formação do corpo lúteo). 1. Menstruação

A menstruação marca o início do ciclo menstrual e se caracteriza pelo período de sangramento. É a fase em que o sangue e o tecido que revestem internamente o útero, descamam e saem para o exterior do corpo através da vagina.

O período menstrual termina quando o sangramento cessa. A menstruação pode durar até 8 dias, mas em média, dura entre 5 e 6 dias.

2. Fase folicular

Ao mesmo tempo em que menstruação começa a acontecer no útero, a fase folicular se inicia nos ovários. Então, a fase folicular dura do começo da menstruação até a ovulação. Nesta fase os ovários trabalham para preparar o óvulo que será liberado durante a ovulação.

3. Fase proliferativa

A fase proliferativa começa com o fim da menstruação e termina quando acontece a ovulação. Nesta fase o útero produz um tecido interno mais espesso para substituir o tecido que descamou com a menstruação. Isto é feito com a ajuda do estrogênio.

Esta fase é chamada de proliferativa porque é nela o que endométrio (revestimento interno do útero) se prolifera, aumenta o número de células e se prepara para receber o óvulo, caso aconteça a fecundação.

4. Ovulação

A ovulação é a liberação do óvulo pelo ovário. Ela corresponde mais ou menos à metade do ciclo menstrual, em torno de 13 a 15 dias após o início da menstruação.

A fase da ovulação corresponde ao período fértil. É neste período que a gravidez ocorre. Nele a mulher pode perceber no seu corpo sinais como:

  • secreção vaginal transparente e elástica semelhante à clara de ovo,
  • aumento da temperatura corporal,
  • aumento da libido e do apetite e
  • dor no baixo ventre.

Estes são sinais de que você está fértil e pode engravidar se tiver relações sexuais neste período.

Saiba como calcular o seu período fértil neste artigo: Como calcular o Período Fértil?

5. Fase lútea

A fase lútea é o período entre a ovulação e o início da próxima menstruação. A sua duração tem em média, 9 a 16 dias. Quando a ovulação acontece, o folículo que continha o óvulo se transforma em uma estrutura chamada de corpo lúteo. O corpo lúteo começa então a produção de estrogênio e progesterona.

Nesta fase, devido a alterações hormonais, você pode sentir sintomas semelhantes aos sintomas pré-menstruais como: sensação de inchaço, maior sensibilidade nos seios, mudanças de humor e dores de cabeça.

O corpo lúteo é responsável pela produção de progesterona suficiente para sustentar a fase inicial da gravidez. Por volta do 9º e 11º dia após a ovulação, o corpo lúteo começa a se dissolver, os níveis de estrogênio e progesterona caem e a menstruação acontece novamente, o que dá início ao novo ciclo.

6. Fase secretora

A fase secretora começa após a ovulação e dura até o início da próxima menstruação. Nesta fase o tecido do útero secreta substâncias que auxiliam na fixação do óvulo fecundado na parede do útero (endométrio), na fase inicial da gravidez.

Se a gravidez não ocorrer, estas mesmas substâncias causam a contração do útero e ajudam o endométrio a descamar provocando a menstruação. Nesta fase, algumas mulheres podem sentir as cólicas menstruais, tanto no início como durante todo o período menstrual.

É importante que você conheça o seu ciclo menstrual, pois normalmente ele produz mudanças no seu corpo. Algumas mulheres sentem as modificações no humor, na pele, além de dores de cabeça, sensação de inchaço e no desejo sexual.

Conhecer o ciclo é também útil para as pessoas que querem engravidar ou evitar a gravidez.

Para esclarecer mais dúvidas sobre esse assunto, converse com um ginecologista.

Referência:

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
Tira minha dúvida se estou grávida ou não!
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Se a menstruação está atrasada pode sim estar grávida, procure um médico ginecologista para realizar o exame clínico e fazer o pedido do exame de Beta HCG no sangue. Só dessa maneira poderá ter certeza ou não da gravidez.

O teste de gravidez da farmácia também pode ser realizado, preferencialmente a partir de 15 dias de atraso, com alta eficácia. Para realização desse teste não é preciso pedido médico.

Quais são os sintomas de gravidez?

O primeiro sinal de gravidez é mesmo o atraso menstrual. Sempre que houver relação no período fértil, ou próximo dele, sem uso de contraceptivos, o risco de engravidar é alto.

Veja aqui Como calcular o Período Fértil?.

Portanto, havendo essa possibilidade e após a relação acontecer o atraso menstrual, a primeira hipótese será a gestação. Depois, em torno da segunda ou terceira semana de gestação, pode haver sintomas de náuseas e vômitos, principalmente matinais.

Por volta da 5ª ou 6ª semanas de gestação, são percebidos outros sintomas, como maior sensibilidade nas mamas, sonolência, inchaço abdominal, alterações no apetite, constipação intestinal, azia, desconforto na região pélvica e alterações do humor.

A cólica também pode acontecer nas primeiras semanas, devido à implantação do óvulo fecundado, na parede do útero. Pode inclusive haver pequeno sangramento, que por vezes é confundido com menstruação, devido a essa penetração do óvulo e formação da sua rede de vascularização e nutrição. A esse sangramento damos o nome de sangramento de nidação.

Saiba mais em: Dá para confundir sangramento de nidação com menstruação escura?

Importante lembrar que para uma gestação evoluir de maneira saudável para a mãe e para o bebê, é fundamental um acompanhamento adequado de pré-natal. Sendo assim, o mais recomendado é que procure o quanto antes um posto de saúde para realizar o teste e se for positivo, seguir os protocolos ortientados.

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Mastite: o que é, sintomas, como tratar e prevenir
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A mastite é a inflamação da mama, que pode ser acompanhada por infecção bacteriana ou não. Esse quadro atinge principalmente mulheres na faixa etária do 15 aos 45 anos e é mais frequente em mulheres que estão amamentando (lactantes).

Quando atinge puérperas que amamentam chama-se mastite lactacional ou puerperal, aparecendo geralmente nos primeiros três meses após o parto. A mastite pode causar grande dificuldade de amamentação e cuidados ao recém-nascido.

O que causa a mastite?

Todos os fatores que contribuem para a estagnação do leite materno podem aumentar o risco de ingurgitação mamária, caracterizada pelo acúmulo de leite nas mamas, e assim levar ao quadro de mastite.

Algumas situações aumentam o risco de apresentar mastite durante a amamentação, como:

  • Produção de leite maior do que a demanda de amamentação do bebê;
  • Começar tardiamente a amamentar;
  • Restrição de horários de amamentação;
  • Intervalos longos entre uma mamada e outra;
  • Dificuldade de sucção do bebê;
  • Traumas mamilares, que ocorrem principalmente quando o bebê é mal posicionado durante a amamentação;
  • Não esvaziamento da mama;
  • Separação da mãe e do bebê;
  • Dor ao amamentar;
  • Problemas emocionais.
Quais os sintomas da mastite?

A mastite causa sintomas variados decorrentes da inflamação ou infecção das estruturas que compõem a mama como os ductos e glândulas mamárias.

Os sintomas iniciais da mastite são: dor, vermelhidão e inchaço da mama. A mama pode tornar-se endurecida e com o tecido distendido. A dor da mastite costuma ser muito intensa, causando desconforto e dificuldade de realizar as atividades diárias.

Em situações em que ocorre infecção pode acontecer episódios de febre, mal-estar e prostação. A chance de infecção da mama é maior quando ocorrem fissuras e escoriações decorrentes da amamentação.

Em algumas situações a mastite infecciosa pode formar um abcesso mamário, que se apresenta como um nódulo endurecido na mama.

Em situações mais graves de infecção da mama é possível ocorrer septicemia, que consiste em um quadro infeccioso com repercussão em todo o organismo, levando a necessidade de internação hospitalar para tratamento.

Qual é o tratamento da mastite?

O tratamento da mastite lactacional é feito basicamente através do esvaziamento da mama, uso de antibióticos e cuidados locais.

1. Esvaziamento da mama

O esvaziamento mamário é a principal medida no tratamento da mastite. Preferencialmente, deve ser o próprio bebê que está sendo amamentado a esvaziar a mama, portanto durante o episódio de mastite é essencial tentar manter a amamentação.

Mesmo que a mãe esteja com mastite infecciosa não há nenhum risco para o recém-nascido ou criança que esteja sendo amamentada em consumir o leite da mama com mastite.

Quando apenas a amamentação não for suficiente para esvaziar completamente a mama, é necessário fazer a retirada manual do leite materno após a amamentação.

A retirada do leite acumulado costuma levar a melhora dos sintomas, em cerca de 12 a 24 horas, por isso, o esvaziamento mamário é uma medida importante a ser feita.

2. Uso de antibióticos

Quando os sintomas são muito importantes desde o início, ou há presença de fissuras e lesões na mama, ou quando não há melhora dos sintomas após o esvaziamento mamário, está indicado o uso de antibióticos, pela possibilidade de haver infecção bacteriana associada a mastite.

Na presença de abcessos mamários, que são coleções de pus dentro da mama, o uso de antibióticos também é necessário, além da drenagem do pus acumulado.

Não se deve suspender a amamentação mesmo que seja necessário o uso de antibióticos, o esvaziamento mamário é importante para o sucesso do tratamento e para a saúde do bebê. No entanto, apenas se deve usar antibióticos sob prescrição médica, já que nem todos são seguros durante a amamentação.

3. Cuidados locais

Alguns cuidados são importantes para a recuperação do quadro:

  • Repouso durante o tratamento da mastite, ingesta de líquidos e alimentação balanceada durante o tratamento.
  • Uso de sutiã firme que garanta a sustentação da mama
  • Uso de analgésicos para aliviar a dor.
Como prevenir a mastite?

A prevenção da mastite lactacional é feita através de medidas que evitam a ingurgitação da mama, devido ao acumulo de leite, além de medidas que evitam a ocorrência de lesões e fissuras durante a amamentação.

Portanto, para prevenir a mastite puerperal é importante:

  • Amamentar em livre demanda. É essencial amamentar frequentemente, mas sem horários estabelecidos ou fixos, conforme a demanda do bebê.
  • Se o bebê não conseguir sugar é importante fazer a ordenha manual da mama para evitar o acúmulo de leite.
  • Se a aréola ou a mama estiverem tensas, antes da amamentação pode-se ordenhá-la manualmente deixando-a macia e facilitando a pega do bebê.
  • Posicionar adequadamente o bebê durante a amamentação. Existem diferentes posições que podem ser tentadas. Alguns pontos chaves são: manter o rosto do bebê de frente para a mama, manter o corpo do bebê bem próximo ao da mãe, manter a cabeça do bebê alinhada com a coluna e deixá-lo bem apoiado.
  • Garantir que o bebê tenha uma pega adequada, fazendo com que a boca do bebê permaneça bem aberta, com o lábio inferior virado para fora e o queixo tocando a mama.
  • Se notar que a mama está ingurgitada, a realização de massagem com movimentos circulares pode estimular a saída do leite.
  • A mama ingurgitada também pode ser aliviada com a aplicação de compressas frias por no máximo 10 minutos. Não ultrapasse esse tempo por risco de efeito rebote. E evite a aplicação de compressas quentes, que podem piorar a ingurgitação.
Outras formas de mastite

Também existem quadros de mastite que ocorrem em mulheres que não estão amamentando, chamadas de mastites não-lactacionais.

As mastites não lactacionais são raras, e existem duas formas principais: a mastite periductal e mastite granulomatosa idiopática.

A mastite periductal corresponde a inflamação dos ductos subareolares, de causa desconhecida, atingindo principalmente mulheres jovens. Já a mastite granulomatosa idiopática é uma doença inflamatória da mama, benigna e também é de causa desconhecida.

Na presença de sintomas sugestivos de mastite contacte o seu médico de família para uma avaliação.

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Referências bibliográficas

1. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2016.

2. Promoção do leite materno na atenção básica. Universidade Federal de Santa Catarina. Organizadores: Marcia Sueli Del Castanhel; Carmem Regina Delziovo; Lylian Dalete de Araújo. Florianópolis: UFSC, 2016.

3. Dixon J. M. Lactational mastitis. Uptodate. 2020

Estradiol engorda?
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

Engordar é um efeito que pode surgir com o uso do estradiol. Além disso, algumas pessoas também podem apresentar inchaço, que é outra reação que pode fazer aumentar o peso.

O estradiol pode ser usado na forma de comprimidos, adesivos ou gel. Com o uso do gel, as reações adversas costumam ser mais raras e mais leves, além de passarem após os primeiros meses de tratamento.

Outras reações adversas frequentes relatadas por quem usa estradiol são:

  • Aumento das mamas, sensibilidade ou dor mamária;
  • Dor de cabeça;
  • Depressão;
  • Dor abdominal, gases e náuseas;
  • Câimbras nas pernas;
  • Piora da diabetes.

O estradiol é indicado para o tratamento dos sintomas de pós-menopausa, como ondas de calor e secura vaginal, e para prevenir a osteoporose.

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Referência:

Estradiol. Bula do medicamento