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Um abscesso é contagioso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Não. O abscesso não é contagioso nem é transmitido de pessoa para pessoa. Ele pode ser consequência de alguma infecção que se restrinja àquela localidade ou ser provocado por alguma infecção generalizada no sangue.

Em qualquer uma dessas formas, não é possível haver transmissão da infecção de uma pessoa para outra. Por isso, o abscesso não é contagioso.

Portanto, a pessoa com abscesso pode se relacionar normalmente com outras pessoas sem risco de contágio da infecção.

O que é um abscesso?

Um abscesso é uma coleção de pus localizada em algum tecido do corpo. O mais conhecido é o abscesso localizado embaixo da pele e nas suas camadas mais profundas.

Contudo, o abscesso também pode estar presente em outros órgãos, como cérebro, pulmão, fígado, mamas, entre outros.

No local do abscesso, pode-se observar alguns sinais e sintomas como inchaço, dor, vermelhidão e aumento da temperatura local. A porção central do abscesso é amarelada, o que indica a presença de pus.

Em grande parte dos casos, o pus é uma consequência de alguma infecção sanguínea que se manifesta na pele.

Qual é o tratamento para abscesso?

O abscesso requer tratamento específico. O tratamento depende da localização e extensão do abscesso, podendo necessitar de retirada cirúrgica para drenar o pus presente no local.

Normalmente, os abscessos na pele são tratados através de uma incisão no local para drenar o pus e fazer uma limpeza.

O tratamento do abscesso também pode incluir o uso de medicamentos antibióticos, como em casos de imunodeficiência ou quando os abscessos são recorrentes. 

Quando o abscesso está localizado dentro de algum órgão, pode haver necessidade de removê-lo cirurgicamente.

O tratamento do abscesso é escolhido pelo/a médico/a, que irá avaliar a história do/a paciente e as possíveis causas do abscesso.

Minha menstruação já acabou e meus seios continuam inchados e doloridos, o que pode ser?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Seios inchados e doloridos a seguir a menstruação é uma ocorrência muito comum e geralmente está relacionado com alterações hormonais, anticoncepcionais orais e injetáveis também podem causar esse tipo de situação. Caso seja a primeira vez que aconteceu, geralmente é algo que dura alguns dias e passa, porém se vem acontecendo com frequência ou começou e não para mais, deve procurar um ginecologista.

Analgésico, compressas mornas e dieta com muito pouco sal e rica em frutas podem aliviar os sintomas até você ir ao médico.

Anticoncepcional pode causar dor e inchaço nas mamas?

Sim. Todas as marcas, algumas mais outras menos, porém depende mais da reação individual da mulher a determinado anticoncepcional do que do próprio anticoncepcional em si.

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Nódulos e caroços em mamas?

Antes de menstruar sinto dores e um queimor no corpo, isso é normal?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pode ser algo considerado normal se não estiver causando comprometimento na sua vida, quando esses sintomas passam a dificultar o dia-a-dia da mulher pode tratar-se da Síndrome Pré-menstrual, o que pode exigir em alguns casos tratamento e orientação médica.

Os sintomas pré-menstruais são muito comuns, cerca de 80% das mulheres já tiveram sintomas pré-menstruais na vida e podem variar de mulher para mulher. Existem mais de 150 sintomas psicológicos, físicos e comportamentais relacionados ao período pré-menstrual, as dores e a sensação no corpo de calor estão entre esses sintomas, embora sejam menos comuns. 

Quando os sintomas pré-menstruais passam a causa comprometimento na vida da mulher a ponto de ela não conseguir realizar suas tarefas diárias ou ter que faltar ao trabalho tem-se a Síndrome Pré-Menstrual. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Humor deprimido;
  • Irritabilidade;
  • Fadiga;
  • Dor nas mamas;
  • Distensão abdominal; 
  • Dor de cabeça;
  • Inchaço;
  • Ganho de peso;
  • Acne.

Caso esteja apresentando sintomas muito intensos e impeditivos durante o período pré-menstrual procure o seu médico ginecologista ou médico de família.

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O que é um abscesso?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Abscesso é uma coleção de pus localizada em algum tecido, o mais conhecido é o abscesso localizado embaixo da pele e nas suas camadas mais profundas. Trata-se de um processo inflamatório agudo com acúmulo de pus em alguma parte do corpo.

A região acometida pelo abscesso pode ficar inchada, dolorida, avermelhada, quente e com a parte central amarelada, demonstrando a presença do pus. Na maioria das vezes, o pus decorre de alguma infecção sanguínea que se expressa na pele.

O abscesso é diferente do furúnculo e pode ocorrer inclusive em alguns órgãos como no pulmão, no cérebro, nas mamas, no fígado, entre outros.

Abscesso

Na maioria dos casos, o abscesso é causado por infecções bacterianas. O pus acumulado é formado por bactérias e células de defesa mortas durante o ataque do sistema imunológico aos micro-organismos invasores.

Pacientes com diabetes apresentam abscessos com mais frequência. Por essa razão, pessoas que apresentam abscessos recorrentemente ou dificuldade de cicatrização devem consultar um médico para despistar a possibilidade de diabetes.

O abscesso requer tratamento específico a depender de sua localização e extensão, podendo necessitar de retirada cirúrgica para drenar o pus presente no local.

Como identificar um abscesso?

Os principais sinais e sintomas de um abscesso são a dor, a vermelhidão, o inchaço e o aumento da temperatura local, que são os sinais típicos de uma inflamação.

Os sintomas do abscesso se agravam conforme o abscesso estica o tecido e começa a rompê-lo, como observado nos abscessos da pele.

A dor causada pelo abscesso é provocada pela pressão que o pus exerce sobre as terminações nervosas. Daí o alívio da dor quando ocorre a ruptura ou a drenagem do abscesso.

Quando o abscesso surge no interior do corpo, outros sintomas podem se manifestar, como febre.

Existem ainda abscessos que se formam lentamente, sem manifestação dos sinais e sintomas que caracterizam o abscesso, como dor, aumento da temperatura local e vermelhidão.

Esses abscessos são causados, na maioria das vezes, pela bactéria causadora da tuberculose e podem surgir em qualquer parte do corpo, embora sejam mais frequentes na coluna, no quadril, nos linfonodos (gânglios linfáticos) e na região genital.

Qual é o tratamento para abscesso?

O tratamento do abscesso depende da sua localização e do seu tamanho. O principal objetivo do tratamento é drenar o pus para aliviar a dor e amenizar a infecção. Podem ser indicados medicamentos analgésicos para aliviar a dor. O tratamento de alguns abscessos é feito através de cirurgia para drenar o pus.

A aplicação de compressas quentes sobre a pele, nesses tipos de abscessos, pode ajudar a drenagem, mas aumenta os riscos da infecção se disseminar para os tecidos vizinhos. Nesses casos, recomenda-se que a área afetada permaneça em repouso. Quando pus começar a sair, deve-se cobrir o local com um curativo seco.

Para maiores esclarecimentos, consulte um clínico geral ou um médico de família.

O que é cirrose hepática e quais as causas?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Cirrose hepática é uma fibrose que ocorre no fígado, caracterizada por uma desorganização estrutural e vascular do órgão, que leva a morte de células e prejuízo nas suas funções.

Um fígado normal tem a superfície lisa, enquanto o fígado com cirrose apresenta nódulos e rigidez, devido a inflamação crônica.

Quais são as causas da cirrose?

Há diversas causas para a cirrose. Dentre as mais comuns estão o consumo excessivo de álcool e as hepatites B e C, infecções do fígado causadas por vírus.

A cirrose também pode ser causada por doenças do fígado relacionadas à obesidade, doença auto imune (cirrose biliar primária), hepatite autoimunes, doença de Wilson, entre outras.

Quais são os sintomas da cirrose?

Os sintomas da cirrose podem ser muito variados e são provocados pela perda das funções do fígado. Quando presentes, os sintomas incluem cansaço, falta de energia, falta de apetite, perda de peso, náuseas, dor abdominal, sangramentos, aparecimento de manchas negras na pele e aparecimento de pequenos vasos no tórax.

Quando a doença já está mais avançada outros sinais e sintomas podem surgir, como:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados), ascite (aumento do volume abdominal);
  • Inchaço nos membros inferiores, presença de sangue nos vômitos ou nas fezes;
  • Descoloração das fezes, confusão mental, agressividade;
  • Infecções, alterações hormonais, crescimento das mamas nos homens, perda de pelos;
  • Coma.

A cirrose também pode evoluir para o câncer de fígado.

Qual é o tratamento para cirrose?

O tratamento da cirrose depende da sua causa. Contudo, a única forma de cura, é com o transplante hepático, embora seja recomendado apenas para casos selecionados, pois oferece riscos potencialmente graves.

Se a origem da doença for a hepatite C, são usados medicamentos para eliminar o vírus e impedir que a cirrose evolua, podendo em alguns casos regredir o quadro.

No caso da hepatite B, o tratamento é feito com medicamentos antivirais e moduladores do sistema imunológico. Já na hepatite autoimune, são usados corticoides.

Na suspeita de cirrose hepática, procure um médico gastroenterologista ou hepatologista.

Leia também:

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Íngua na axila: o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Íngua na axila pode ter muitas causas. A presença de um nódulo ou caroço na axila pode ser sinal de inchaço dos gânglios linfáticos (linfonodos), infecções ou cistos.

Os gânglios linfáticos são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo, como axilas, virilha e pescoço. Os linfonodos atuam como filtros que podem reter micro-organismos invasores (vírus, fungos, bactérias) ou células cancerígenas. Quando isso acontece, os gânglios aumentam de tamanho, dando origem à íngua, que pode ser sentida sob a forma de um caroço ou nódulo na axila.

Existem diversas doenças e condições que podem deixar os linfonodos aumentados e causar íngua na axila. Dentre elas estão:

  • Infecção no braço ou na mama;
  • Infecções sistêmicas, como mononucleose, AIDS ou herpes;
  • Câncer, como linfoma e câncer de mama.

A presença de cistos ou abscessos subcutâneos também podem produzir ínguas grandes e dolorosas na axila. Podem ser causados por depilação com lâmina e uso de antitranspirantes (não desodorantes). Esses nódulos ocorrem com mais frequência em adolescentes, quando começam a se depilar.

A presença de íngua na axila pode ser causada ainda por:

  • Doença da arranhadura do gato;
  • Lipomas (tumores gordurosos benignos);
  • Uso de certos medicamentos ou vacinas.

O tratamento da íngua na axila depende da causa. No caso das mulheres, o caroço pode ser sinal de câncer de mama, o que requer atenção especial e uma avaliação imediata por um médico.

Uma vez que a presença de caroços ou nódulos na axila pode indicar a presença de doenças graves, é altamente recomendável que na presença de ínguas nesse local, seja consultado um médico clínico geral ou médico de família para que a causa seja devidamente diagnosticada e tratada.

Como saber se houve fecundação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, a fecundação é identificada com o atraso menstrual superior a 2 semanas

Juntamente com o atraso menstrual, a mulher pode sentir náuseas com ou sem vômitos, tensão nas mamas, cansaço e aumento da frequência urinária. Além disso, inchaço abdominal, azia, constipação, congestão nasal e alteração de humor são sintomas frequentes. 

Para confirmar a fecundação, é recomendada a realização do exame Beta-hCG na urina ou no sangue. 

Ao confirmar a fecundação, a mulher deve se dirigir à unidade de saúde para iniciar o acompanhamento pré-natal com a realização de consultas frequentes e exames a serem solicitados pelo/a profissional assistente. 

Quetiapina (hemifumarato de quetiapina): quais os efeitos colaterais e que cuidados preciso ter quanto ao seu uso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Hemifumarato de quetiapina é um antipsicótico utilizado para tratar transtornos mentais como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar em seus episódios de mania e de depressão.

Efeito colaterais de quetiapina

Os efeitos colaterais muito frequentes do hemifumarato de quetiapina, que ocorrem em 1 de cada 10 utilizadores desse medicamento, são:

  • Boca seca
  • Ganho de peso
  • Tontura
  • Sonolência
  • Dores de cabeça
  • Sensação de sonolência
  • Sintomas de descontinuação (sintomas que ocorrem após a suspensão abrupta do medicamento): insônia, náusea, cefaleia, diarreia, vômito, tontura e irritabilidade.

Outros efeitos frequentes, que ocorrem de 1 a 10 pessoas em cada 100 utilizadores desse medicamento, são:

  • Taquicardia (aumento na frequência dos batimentos do coração) e palpitações
  • Visão borrada
  • Constipação (prisão de ventre) e dispepsia (má digestão)
  • Astenia leve (sensação de fraqueza), que pode levar a quedas
  • Edema periférico (inchaço nas extremidades)
  • Disartria (dificuldade na fala)
  • Aumento do apetite
  • Congestão nasal
  • Hipotensão ortostática (queda da pressão arterial na posição em pé), pode causar tontura ou desmaior
  • Sonhos anormais e pesadelos
  • Sintomas extrapiramidais: movimentos involuntários (tremores, contrações musculares, entre outros), dificuldade de andar, lentificação dos movimentos, inquietude.
Efeitos colaterais em crianças e adolescentes (10 a 17 anos de idade)

Neste grupo etário as reações adversas são as mesmas apresentadas pelos adultos. Entretanto, as que ocorrem com mais frequência são:

  • Aumento do apetite
  • Aumento na pressão arterial
  • Vômito
  • Rinite
  • Síncope (desmaio)
  • Raramente ocorrem: inchaço dos seios e produção inesperada de leite em meninos e meninas e, nas meninas, os ciclos menstruais podem não ocorrer ou ocorrerem de forma irregular.
Precauções quanto ao uso de quetiapina

Hemifumarato de quetiapina deve ser usado com cautela em caso de:

  • Presença de sinais e sintomas de infecção
  • Diabéticos ou pessoas com risco de desenvolver diabetes
  • Pessoas que sabem ter triglicérides ou colesterol elevado
  • Portadores de doenças cardíacas ou doenças cerebrovasculares
  • Pessoas com tendência à redução de pressão arterial
  • Portadores de apneia do sono
  • Pacientes em uso de medicamentos depressores do sistema nervoso central
  • Pessoas com risco de pneumonia por aspiração
  • Pacientes com história de convulsões
  • Portadores de discinesia tardia (alterações de movimentos)
  • Pessoas com distúrbios urinários, prostáticos ou intestinais
  • Pacientes com síndrome neuroléptica maligna (se caracteriza por alteração do estado mental, rigidez muscular, elevação da temperatura corporal e hiperatividade autonômica: diminuição da senso-percepção acompanhada de tremores, suor excessivo, ansiedade, agitação, insônia, náuseas e vômitos).

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Quetiapina (hemifumarato de quetiapina): para que serve, como usar e quais as suas contraindicações?

O consumo de álcool não é recomendado enquanto você estiver em tratamento com hemifumarato de quetiapina.

Esta medicação pode reduzir a sua capacidade de atenção e sua habilidade motora. Por este motivo, não conduza veículos ou opere máquinas quando estiver utilizando hemifumarato de quetiapina.

Hemifumarato de quetiapina somente deve ser usado sob orientação médica.

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Para que serve e como usar espironolactona?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Espironolactona tem função anti-hipertensiva e diurético poupador de potássio. Tem como principais indicações:

  • Hipertensão essencial (elevação da pressão arterial sem causa definida),
  • Edema (inchaço) ou ascite (acúmulo de líquido no abdome) decorrentes de insuficiência cardíaca, cirrose hepática e ou síndrome nefrótica,
  • Edema idiopático (edema sem causa esclarecida),
  • Tratamento da hipertensão arterial maligna (um tipo grave de hipertensão arterial),
  • Prevenção de hipopotassemia (redução dos níveis de potássio sanguíneo) e hipomagnesemia (diminuição dos níveis sanguíneos de magnésio) em pessoas que tomam diuréticos ou quando outros tratamentos forem inadequados ou impróprios.

Além disso, pode ser prescrito para o diagnóstico e tratamento de hiperaldosteronismo primário (aumento dos níveis sanguíneos de um hormônio renal chamado aldosterona) e tratamento pré-operatório de hiperaldosteronismo primário.

Como usar espironolactona?

A espironolactona tem como apresentações: comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

A dosagem a ser utilizada depende da indicação da medicação.

A dose total diária pode ser feita em dose única, ou fracionadas durante o dia.

É importante que a medicação seja administrada diariamente nos mesmos horários e que o tratamento não seja interrompido sem orientação médica.

Contraindicações de espironolactona

Espironolactona é contraindicada em casos de:

  • Alergia à espironolactona ou aos demais componentes da fórmula;
  • Mulheres grávidas ou que estão amamentando;
  • Pessoas que apresentam redução significativa da função renal;
  • Portadores de insuficiência renal aguda;
  • Pessoas que apresentam anúria (redução ou ausência de urina);
  • Portadores de doença de Addison (um distúrbio hormonal);
  • Pessoas que apresentam hipercalcemia (aumento do cálcio no sangue).
Efeitos colaterais de espironolactona

O uso de espironolactona pode provocar:

  • Náusea;
  • Mal-estar;
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Tonturas;
  • Prurido (coceira);
  • Urticária (alergia na pele);
  • Confusão mental;
  • Sonolência;
  • Febre;
  • Alteração da libido;
  • Impotência;
  • Distúrbios menstruais;
  • Câimbras;
  • Alopecia (queda de cabelos);
  • Hipertricose (crescimento anormal de pelos);
  • Dor ou nódulos nos seios;
  • Leucopenia (redução da quantidade de glóbulos brancos no sangue);
  • Trombocitopenia (diminuição na contagem de plaquetas no sangue);
  • Anormalidades na função hepática (função do fígado);
  • Insuficiência renal aguda.

Qualquer uma destas reações deve ser comunicada ao/à médico/a.

Ao iniciar o uso de qualquer medicamento, siga as orientações de maneira rigorosa, para alcançar os resultados esperados, e evitar efeitos colaterais

No caso dúvidas, entre em contato com seu médico assistente.

Dor no peito do lado direito: o que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A dor no peito ou dor torácica, localizada no lado direto, pode representar diversas situações, sendo as mais comuns:

  • Problemas pulmonares à direita,
  • Excesso de gases,
  • Dor muscular,
  • Inflamação na vesícula e
  • Problemas psicológicos.

Outras doenças como doenças na mama (à direita), herpes zoster, infarto do coração, embolia pulmonar e aneurisma de aorta, também podem causar sintomas no lado direito do peito, embora seja menos frequente.

Portanto, na presença de dor no peito, mesmo que a direita, é importante procurar um atendimento médico, para a correta avaliação e orientações.

Causas de dor no peito do lado direito 1. Problemas pulmonares Asma

A asma é uma doença crônica dos pulmões, que provoca o estreitamento da via respiratória, causando dor ou sensação de aperto no peito, falta de ar, cansaço e sibilos (chiados no peito).

A doença não tem cura, mas tem tratamento com boa resposta, para a fase aguda e ainda, para prevenir as crises. O médico pneumologista é o responsável por esse acompanhamento.

Saiba mais: Existe tratamento para a asma? Tem cura?

Pneumonia à direita

A pneumonia é uma infecção do pulmão, que apresenta como sintomas a dor no peito, do lado direito, nesse caso, associada a tosse seca ou com catarro, febre, mal-estar e indisposição.

A doença deve ser tratada rapidamente com antibióticos, hidratação e repouso, para não evoluir com piora ou complicações, sendo as mais comuns, o derrame pleural e abscesso pulmonar.

Leia também: Pneumonia é contagiosa?

Pneumotórax

O pneumotórax é a presença de ar entre as pleuras do pulmão. As pleuras são duas membranas finas que recobrem e protegem o pulmão. Habitualmente estão "coladas", mas se houver um trauma, inflamação ou infecção local, que permita a entrada de ar entre elas, provoca uma dor intensa, do tipo "pontada ou agulhada", que dificulta a respiração profunda e os movimentos.

O tratamento varia de acordo com o volume de ar encontrado. Nos casos de grande volume de ar, é indicado drenagem cirúrgica de urgência, ou pode ser apenas acompanhado com repouso e orientações.

O cirurgião geral e/ou pneumologista, são os responsáveis pela avaliação desses casos.

Derrame pleural

O derrame pleural é o acúmulo de líquido entre as pleuras. Assim como no pneumotórax, a separação das pleuras desencadeia uma dor intensa no tórax, do lado acometido, que dificulta a respiração, principalmente a respiração profunda e aumenta a dor em cada movimentação.

O tratamento é quase sempre cirúrgico, mas também deve ser avaliado caso a caso, pelo médico cirurgião geral ou pneumologista.

2. Excesso de gases

O excesso de gases pode ocorrer em qualquer região do abdômen e não é incomum a irradiação para a região torácica. A dor pode ser tão intensa que leva o paciente a um serviço de emergência, acreditando estar sofrendo um infarto agudo do coração.

Os sintomas associados são de dores em pontadas, muito intensas, mas que vão e vem, ainda, inchaço na barriga e dificuldade para respirar.

O tratamento é feito com massagens abdominais, exercícios físicos, alimentação balanceada e se preciso, medicamentos para auxiliar a eliminação dos gases, como o Luftal®.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

3. Dor muscular

A dor muscular na região do tórax ou peitoral, é comum em pessoas que frequentam academias, praticam atividades físicas, ou de trabalho, que exigem grande esforço ou ainda, após um trauma local. A história ajuda o médico a definir a causa.

Os sintomas típicos são de dor localizada no músculo afetado, com intensidade variada e piora da dor com o movimento e com a palpação do local.

O tratamento é feito com repouso, compressa morna, e se preciso, o uso de medicamento relaxante muscular. O médico clínico geral poderá orientar a melhor opção para cada caso.

4. Inflamação na vesícula

Embora a vesícula seja um órgão da cavidade abdominal, fica localizada logo abaixo das costelas, por isso biotipo da pessoa, não é incomum a queixa de dor na base do tórax, à direita, nos casos de inflamação (colescistite).

A queixa é de dor intensa do tipo "cólica", associada a náuseas, vômitos e por vezes, febre. A alimentação gordurosa pode precipitar ou piorar de forma importante todos esses sintomas.

O tratamento depende da gravidade da crise e da presença ou não de cálculos na vesícula, podendo ser indicado apenas anti-inflamatórios e antibióticos, até a retirada da vesícula em caráter de urgência.

O médico cirurgião geral ou gastroenterologista é o responsável pela avaliação e tratamento desses casos

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

5. Problemas psicológicos

Além das possibilidades descritas, as causas psicológicas devem ser sempre investigadas, a ansiedade e o estresse têm como caraterísticas, a tensão muscular e palpitação, o justifica a dor no peito.

A dor no peito por causas psicológicas não obedece a um padrão típico. Pode se associar a dificuldade respiratória, dificuldade de engolir ("bolo na garganta"), palpitações, sudorese, tontura, náuseas ou vômitos.

Portanto, é um diagnóstico de exclusão. Todos os exames e avaliações devem ser realizadas, para evitar um erro diagnóstico e prejuízos a saúde da pessoa.

No caso de dores no peito à direita, à esquerda ou no meio do peito, procure um médico clínico geral, ou médico da família para avaliação.

Dor do lado direito do peito: quando procurar a emergência?

Procure um serviço de emergência nos casos de:

  • Dor forte no peito que não melhora após 20 minutos,
  • Dor no peito, associada a febre, sudorese, náuseas ou vômitos,
  • Dor no peito de início súbito, com dificuldade para respirar ou
  • História prévia de infarto do coração ou embolia pulmonar.

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Dor no seio: as 10 causas mais comuns e o que fazer
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
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Clínica médica e Neurologia

A dor nos seios, chamada cientificamente de mastalgia, é comum na puberdade, período pré-menstrual e durante a menstruação. Além disso, pode ocorrer por causa da gravidez, por inflamações na mama, presença de nódulos, cistos ou uso de medicamentos.

Embora na maior parte dos casos a dor nos seios não indique a presença de doenças graves, é preciso buscar um médico de família ou ginecologista se a dor for persistente.

Quais as 10 causas mais frequentes de dor no seio? 1. Puberdade

Quando os seios começam a crescer, as meninas podem queixar-se de dor leve ou desconforto nas mamas em desenvolvimento.

A variação de idade normal para o crescimento dos seios vai dos 8 aos 14 anos de idade, com média em torno dos 11 anos.

O crescimento dos seios é o primeiro sinal da puberdade e quando começa em meninas com idade inferior a 8 anos, é preciso procurar um ginecologista para investigar puberdade precoce.

O que posso fazer?

Não há um tratamento específico para dor nos seios durante a puberdade, entretanto o uso de sutiã adequado ao tamanho do seio é importante para promover conforto.

2. Tensão Pré-Menstrual e Menstruação

Quando a dor no seio ocorre durante o período pré-menstrual e a menstruação, chama-se mastodinia. Se caracteriza por dores em pontadas, de intensidade leve a moderada. A mama se torna mais sensível especialmente na região dos mamilos.

Normalmente a dor nos seios dura de 1 a 4 dias e, de acordo com a sua intensidade, pode interferir nas atividades sociais, sexuais e na rotina diária da mulher, como a prática de exercícios físicos.

Se a dor persistir por mais de 10 dias e irradiar-se para axila ou para o braço, é importante procurar um ginecologista ou mastologista.

O que posso fazer?

Utilize sutiãs esportivos para uma melhor sustentação dos seios. Normalmente não é necessário o uso de medicações, pois a dor cessa logo nos primeiros dias de menstruação.

Entretanto, se dor interferir de maneira importante na sua rotina, converse com o ginecologista para avaliar o uso de analgésicos para o alívio dos sintomas da menstruação.

3. Gravidez

O crescimento dos seios durante a gravidez pode provocar sensibilidade no início e no final da gestação. Seios doloridos ocorrem também devido à produção do leite materno.

O que posso fazer?

Para aliviar a dor e o desconforto, você pode tomar um banho morno, massagear as mamas e/ou fazer compressas mornas. É importante também hidratar a pele dos seios.

4. Dor nos seios durante a amamentação

Um dos motivos de dor nas mamas durante a amamentação é o enchimento excessivo dos seios pelo leite materno. Neste caso, os principais sintomas são seios endurecidos e doloridos.

Esta dor que ocorre pelo excesso de leite é diferente da mastite de amamentação.

O que posso fazer?

Para aliviar estas sensações de enchimento excessivo dos seios se recomenda dar de mamar mais vezes ou esvaziar os seios retirando o leite com a bombinha.

5. Inflamação das mamas na amamentação

A inflamação das glândulas mamárias que acontece em mulheres durante a fase de amamentação é chamada de mastite da amamentação ou mastite puerperal.

Os sintomas de mastite puerperal incluem endurecimento em um ponto da mama (leite empedrado), vermelhidão e calor local, dor, cansaço, calafrios e febre (normalmente acima de 38°C).

A mastite da amamentação costuma acometer somente um dos seios (mama direita ou esquerda). A infecção nas duas mamas ao mesmo tempo, é bastante rara.

Nos casos mais graves podem ocorrer fissuras nos mamilos e abscessos (bolsas de pus) na mama.

O que posso fazer?

Hidrate-se bem. Nos casos de inflamação das mamas, beber bastante líquido ajuda o corpo a eliminar o agente causador da infecção.

Mantenha a amamentação do seu bebê, pois efetuar o esvaziamento do seio neste momento evita a piora da inflamação. A amamentação, além de ajudar no tratamento da inflamação reduz o risco de ter um abscesso de mama.

Se não conseguir amamentar esvazie o seio utilizando bombinha de amamentação.

Busque um ginecologista ou mastologista para avaliar a necessidade do uso de analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos.

A aplicação de compressas de água morna e massagens no seio afetado ajuda a remover o leite empedrado e aliviar a dor. Além disso, utilize sutiãs que sustentem de forma eficaz os seios e promovam conforto.

Leia também: Mastite na amamentação é perigoso?

6. Nódulos ou cistos nas mamas

De forma geral, as mulheres têm nódulos e/ou cistos na mama que se localizam na parte superior externa do seio, próximo à axila. Estes nódulos e cistos são benignos e não são decorrentes de câncer.

Durante o ciclo menstrual os níveis dos hormônios femininos, estrogênio e progesterona, variam e por este motivo, os nódulos, cistos e dor nos seios podem ocorrer.

Estas alterações hormonais também causam o aumento das glândulas mamárias, dos ductos que conduzem o leite e provocam a retenção de líquidos nos seios, o que os deixa mais sensíveis e inchados. Os seios voltam ao normal quando os níveis de hormônios diminuem.

O que posso fazer?

Não há um tratamento específico para estes nódulos ou cistos. Para aliviar a dor e o desconforto, você pode usar um sutiã macio que dê uma boa sustentação aos seios. Se necessário, é também possível usar analgésicos como paracetamol para amenizar a dor.

A avaliação de um ginecologista ou mastologista pode ser importante, caso a dor seja persistente para avaliar a possibilidade de retirada do nódulo.

7. Mastite

A mastite é uma inflamação dolorosa da mama e é, geralmente, causada por infecção bacteriana.

Os sintomas característicos de mastite são febre alta, endurecimento de uma das mamas, eritema (vermelhidão na pele), edema (inchaço), sensibilidade e dor na mama afetada e calor ao toque.

O que posso fazer?

Aumente a ingestão de líquidos e busque um ginecologista ou mastologista para efetuar o tratamento adequado que, normalmente envolve o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos para alívio da dor.

8. Uso de medicamentos

Alguns medicamentos como antidepressivos, metronidazol, espironolactona, metronidazol, entre outros, podem causar dor nos seios.

Além destes, os medicamentos que contém hormônios como os anticoncepcionais também podem provocar dor nas mamas.

O que posso fazer?

Converse com o médico que orientou o uso do medicamento, para avaliar o ajuste da dosagem ou mesmo a troca da medicação.

9. Traumas nos seios

Lesões ou traumas na mama podem provocar dor no seio afetado. Os seios são áreas muito sensíveis do corpo da mulher. Procure sempre protegê-los de traumas e pancadas.

O que posso fazer?

Em caso de dor intensa provocadas por traumas nos seios é preciso consultar um ginecologista ou mastologista para identificar uma possível lesão mamária e tratá-la adequadamente.

10. Seios muito grandes

O tamanho dos seios pode provocar dor nas mamas e nas costas pelo peso excessivo. Mamas muito grandes são normalmente pesadas, o que causa estiramento do ligamento de Cooper. É este ligamento que sustenta os seios e, quando o peso é excessivo, pode causar dor.

O que posso fazer?

O uso de sutiãs esportivos de alta sustentação podem promover maior conforto. Porém, pode ser importante conversar com o ginecologista ou mastologista para avaliar a necessidade de redução cirúrgica das mamas.

Dor nos seios pode ser um sinal de câncer de mama?

Na maior parte dos casos, não. A dor nos seios está normalmente relacionada a alterações benignas na mama.

Menos de 3% das mulheres que apresentam dor nos seios como sintoma único constatam por meio de exames que a dor estava relacionada ao câncer de mama (tumor maligno de mama).

Leia também: Quais os sintomas de câncer de mama?

Quando devo me preocupar?

Você deve permanecer alerta e procurar um médico se:

  • A dor nos seios for muito forte ou tiver mais de 10 dias de duração,
  • Na presença de secreção clara ou sanguinolenta no mamilo,
  • Apresentar vermelhidão, calor e/ou pus no seio e
  • Aparecer algum nódulo que some logo após o período menstrual.

Nestes casos você deve buscar um médico de família, ginecologista ou mastologista. Pode ser necessária a realização de exames como ultrassom de mama, mamografia (especialmente se houver casos de câncer de mama na família).

Não utilize medicamentos sem prescrição médica, especialmente se você estiver grávida ou amamentando.

Faça sempre o autoexame das mamas e busque um ginecologista pelo menos uma vez ao ano para exame periódico que ajuda a prevenir doenças de mama e aparelho reprodutor.

Leia também:

Como tratar os diferentes tipos de micose na pele?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

As micoses são um conjunto de doenças causadas por fungos que podem atingir a pele, as unhas e os cabelos. Quando atingem a pele causam sintomas de vermelhidão, coceira e descamação.

Os principais tipos de micose são: a Pitiríase Versicolor, a Tínea, a candidíase e a onicomicose (infecção fúngica das unhas).

1. Pitiríase Versicolor (Pano branco)

A pitiríase versicolor é uma doença causada por fungos do gênero Malassezia, esse é um fungo que habita a pele e quando encontra condições favoráveis, como umidade constante e queda da imunidade, se prolifera e dá origem a pitiríase.

O pano branco uma doença muito frequente, que atinge principalmente crianças e jovens. As lesões são mais comuns em peles oleosas.

A pitiríase causa manchas brancas irregulares, chamadas popularmente de pano branco. A pitiríase versicolor pode apresentar também coloração marrom ou vermelha, por isso, chama-se versicolor.

As manchas costumam coçar e apresentar uma leve descamação.

Pitiríase Versicolor Como tratar?

O tratamento da Pitiríase Versicolor é feito principalmente com shampoos e loções antifúngicas de uso tópico, como o cetoconazol.

Esses shampoos são aplicados no cabelo ou na pele geralmente durante o banho durante um período que pode variar de 1 a 4 semanas e permite a regressão das lesões com eficácia.

Para evitar recidiva da pitiríase é essencial seguir algumas medidas de cuidado, como secar muito bem a pele principalmente áreas de dobra de pele e evitar o uso de roupas de tecido sintético que prejudicam transpiração da pele.

2. Tínea

As tíneas são infecções fúngicas causadas por fungos dermatófitos, que se alimentam da queratina da pele.

Os dermatófitos podem ser transmitidos de pessoa a pessoa através do contato corporal. Também é possível a transmissão através de objetos contaminados como toalhas, pentes e roupas, ou ainda através do contato com animais domésticos e terra.

Tínea corporis

É a tínea que acontece na pele do corpo, formam lesões avermelhadas, arredondadas, de borda bem delimitada, que pode ser escamosa, seca, inchada e ainda coçar.

Tínea corporis Tínea cruris

É a tínea que atinge a região da virilha, causando intensa coceira e vermelhidão.

Tínea pedis

É a infecção fúngica que atinge os pés. Quando atinge a região entre os dedos é chamado de pé de atleta, provoca também descamação e coceira.

Tínea pedis Tínea capitis

Essa tínea atinge o couro cabeludo, além de coceira e descamação pode levar também a queda de cabelos.

Tínea capitis Como tratar?

O tratamento é feito basicamente através do uso de antifúngicos, tanto através de medicamentos, quanto através de loções ou cremes que são aplicados diretamente na lesão de pele causada pelo fungo

O tratamento com cremes e loções antifúngicas é usado quando a lesões da tínea são pequenas e bem localizadas. Podem ser usados antifúngicos como o cetoconazol, tricomazol, miconazol, entre outros.

Já em situações na qual a extensão da tínea é muito grande pode ser necessário o uso de medicamentos que combatam o fungo tomados por via oral, ou seja, através de comprimidos.

O tempo de tratamento da tínea pode variar de 2 a 4 semanas, até as lesões regredirem totalmente, conforme o tamanho das lesões de pele e medicamento utilizado.

Deve-se durante o tratamento e após de forma a impedir uma nova infecção:

  • Evitar compartilhar uso de objetos pessoais como toalhas, pentes, bonés;
  • Usar chinelos em ambiente de balneário, piscina e chuveiros;
  • Secar bem a pele após o banho;
  • Evitar o uso de calçados fechados por longos períodos.
3. Candidíase

A candidíase é a infecção causada pelo fungo Cândida. Pode atingir diferentes partes do corpo como a pele, mucosa oral (sapinho) ou região genital, causando vulvovaginite na mulher ou balanite no homem.

O fungo causador da candidíase se prolifera causando sintomas principalmente quando há redução da imunidade e das defesas do organismo.

Quando atinge a pele, esse fungo causa sintomas como coceira, vermelhidão e forte irritação. É comum atingir áreas de dobras que apresentam maior umidade, como, por exemplo, a região abaixo das mamas em mulheres, região das axilas e virilha.

Nas crianças é muito comum a candidíase atingir a região do períneo e nádegas, decorrente do uso de fraldas, que mantém o ambiente quente e úmido.

Candidíase oral Como tratar?

O tratamento da candidíase varia conforme o local de acometimento da infecção. Quando atinge a pele o tratamento pode ser feito com o uso de cremes e pomadas com antifúngicos, como o cetoconazol, aplicado de 1 a 2 semanas.

Em casos em que a candidíase é disseminada e atinge grandes áreas do corpo pode estar indicado medicamentos antifúngicos também por via oral ou por via intravenosa, o fluconazol é um dos antifúngicos mais utilizados no tratamento dessa infecção.

4. Onicomicose

É a infecção fúngica que atinge as unhas, geralmente causa espessamento, deformações e alterações na cor da unha, em alguns casos a unha pode descolar-se do leito ungueal.

A onicomicose também é causada por fungos dermatófitos, que são adquiridos quando se entra em contato repetidamente com o fungo presente em ambientes úmidos, como banheiros, chuveiros e piscinas.

Onicomicose Como tratar?

Medicamentos tomados por via oral são a forma de tratamento que apresenta a maior eficácia na resolução da micose de unhas. Os antifúngicos comumente utilizados são a terbinafina e o itraconazol. O tratamento dura entre 1 a 4 meses.

A aplicação de antifúngico diretamente nas unhas, através de esmaltes, também é uma possibilidade. O ciclopirox é a formulação mais conhecida, corresponde a um esmalte que é aplicado uma vez por semana na unha acometida, também pode ser necessário o uso desse medicamento por meses.

Durante e após o tratamento é importante manter uma adequada higiene da área das unhas de pés e mãos, evitar o uso compartilhado de objetos de manicura, usar calçados confortáveis e bem ventilados.

Na presença de sintomas sugestivos de micose na pele consulte um médico de família, clínico geral ou dermatologista.