Perguntar
Fechar

Asma e Bronquite

Tosse, falta de ar e um catarro branco que parece cola. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tosse, falta de ar e catarro podem ser sintomas de asma, pneumonia ou ainda outro problema respiratório de origem alérgica ou viral.

A asma é uma doença inflamatória crônica que atinge as vias áreas. Também conhecida como bronquite alérgica, a asma deixa as vias respiratórias inchadas e mais estreitas, dificultando a passagem do ar.

Os principais sintomas da asma são:

  • Tosse que piora à noite ou após esforço físico;
  • Chiado no peito;
  • Falta de ar;
  • Cansaço;
  • Respiração curta.

Veja também: Como identificar uma crise de asma?

O tratamento da asma é feito com broncodilatadores (“bombinhas”), fisioterapia respiratória e com o afastamento dos alérgenos que desencadeiam as crises.

Já a pneumonia é uma inflamação dos pulmões de causa infecciosa, que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas.

Os sintomas mais frequentes da pneumonia são:

  • Febre;
  • Tosse com ou sem catarro;
  • Dificuldade para respirar;
  • Respiração acelerada;
  • Dor no tórax.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de uma pneumonia?

O tratamento da pneumonia inclui:

  • Fornecer oxigênio, quando necessário;
  • Hidratação;
  • Medicamentos antibióticos, antivirais, antifúngicos ou antiparasitários, dependendo da origem da infecção;
  • Medicações anti-inflamatórias ou ainda outras, dependendo do caso.

Para saber a causa da sua tosse e falta de ar, consulte o/a médico/a de família, clínico/a geral ou pneumologista para receber um diagnóstico e tratamento adequados.

Também pode lhe interessar: Tenho dificuldade para respirar, o que pode ser?

Faz dias que surgiu uma tosse seca com ansia de vômito. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tosse seca representa um sintoma muito frequentemente encontrado em reações alérgicas, crises de asma, rinite, sinusite, o uso crônico de cigarro e estresse. Entretanto outras doenças também devem ser investigadas.

A ânsia de vômito pode ocorrer em qualquer um dos casos de tosse seca persistente, secundário ao aumento da pressão intra-abdominal e estímulo do nervo vago, responsável pelo reflexo da tosse, controle de vômito e deglutição.

Causas de tosse seca

As causas mais comuns de tosse seca são:

  • Asma, bronquite, sinusite, rinite
  • Alergia
  • Virose, resfriado
  • Infecção pulmonar (pneumonia)
  • Tuberculose
  • Coqueluche
  • DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
  • Doença do refluxo gastro esofagiano
  • Câncer de pulmão
  • Estresse, ansiedade.

A asma, assim como a bronquite, são doenças inflamatórias crônicas do aparelho respiratório, que causam edema das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar, por isso desenvolve a tosse seca. Por vezes a tosse seca vem acompanhada de "chiado" e aperto no peito.

A alergia, a pólen, poeira, pelo de animais ou substâncias químicas, pode causar tosse seca associada a irritação na garganta, coriza e lacrimejamento. Os sintomas são bem semelhantes a tosse causada por virose ou resfriados.

No caso de pneumonia, a infecção no parênquima pulmonar, a tosse costuma ser produtiva, com catarro, associada a febre, dor no peito, falta de apetite e cansaço. Mas no início da doença pode sim se manifestar apenas com tosse seca.

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa, ainda bastante comum na nossa população, causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Os sintomas iniciais mais comuns são febre baixa, suores noturnos, tosse seca, falta de apetite e mal-estar.

Saiba mais em: Tuberculose tem cura? Qual o tratamento?

Uma doença infecciosa aguda, transmissível e de distribuição universal, hoje menos falada mais ainda prevalente é a coqueluche. Causada pelo bacilo Bordetella pertussis, tem como principal característica a tosse seca, seguida por episódios de vômitos.

Pacientes tabagistas desenvolvem com o uso crônico do cigarro, uma doença crônica, pulmonar obstrutiva, conhecida por DPOC, ou ainda, enfisema pulmonar. O sinal típico da DPOC é a tosse seca, voz rouca e fadiga crônica.

Outra situação a ser investigada, é a doença do refluxo gatroesofagiano, doença em que existe uma incompetência da válvula distal do esôfago, permitindo que parte do conteúdo gástrico retorne ao órgão. O suco gástrico na parede do esôfago, causa uma irritabilidade, resultando na tosse seca, principalmente quando se deita após alimentação. O diagnóstico pode ser feito através de uma endoscopia digestiva alta.

Um diagnóstico menos comum nos casos de tosse seca é o câncer de pulmão, mas que deve sempre ser investigado devido ao alto risco de óbito se não tratado precocemente. Pode se apresentar com tosse seca, emagrecimento e/ou febre baixa. Nessas situações é fundamental um exame de imagem para descartar a doença.

Por fim, não devemos esquecer que situações de estresse, emoções fortes e ansiedade, devido a descarga de neurotransmissores, pode causar episódios prolongados de tosse seca, ainda, tremores e sudorese.

No caso de tosse seca persistente, procure um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a da família para avaliação e orientações.

Pode lhe interessar também:

Como identificar uma crise de asma?

O que é sinusite alérgica e quais os sintomas?

Qual é o tratamento para enfisema pulmonar?

Pelo de gato dá asma ou bronquite?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Não exatamente o pelo, mas a saliva do gato pode provocar crises de asma. Ela contém uma proteína capaz de desencadear crises de asma em pessoas previamente suscetíveis.

O problema é que quem já observou um gato sabe que ele fica o dia todo lambendo as patas e os pelos. Desse modo, ele consegue espalhar essa substância por todo lugar onde pisa, e os pelos a levam consigo quando caem. E estudos puderam demonstrar que ela pode ser detectada no ambiente até seis meses depois que o gato passou, mesmo com higienização adequada da casa.

Leia também: Bronquite é contagiosa?

Sendo assim, faz parte do tratamento da asma evitar contato com esses animais e com os ambientes onde eles vivem.

Saiba mais em: 

O que pode causar asma?

Existe tratamento para a asma? Tem cura?

Qual a diferença entre bronquite e asma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A bronquite é uma infecção nos brônquios, localizados nos pulmões. Os principais sintomas da bronquite são a tosse (com duração superior a 5 dias) e a expectoração. Já a asma é uma doença pulmonar crônica, caracterizada por tosse, chiado no peito e falta de ar.

A bronquite pode se apresentar de forma aguda ou crônica. A forma aguda é autolimitada e dura entre uma e três semanas.

A bronquite crônica está presente na doença pulmonar obstrutiva e caracteriza-se por uma tosse que dura mais de 3 meses durante pelo menos 2 anos seguidos.

A inflamação dos brônquios provoca um estreitamento dessas vias aéreas, o que dificulta a respiração e provoca os sintomas da doença, como a tosse.

A bronquite pode ser causada por vírus, bactérias, tabagismo e inalação de pó ou outros agentes poluentes.

Asma

A asma é uma doença das vias aéreas ou dos brônquios, causada por inflamação das vias aéreas. Os sintomas da asma incluem: falta de ar ou dificuldade para respirar, sensação de aperto no peito, tosse e chiado no peito.

Os sintomas da asma podem piorar à noite ou de madrugada, podendo também se agravar com a prática de atividade física. Ao longo do tempo, os sintomas da asma também podem variar de forma significativa, podendo desaparecer espontaneamente.

Contudo, mesmo na ausência de sintomas, a pessoa continua tendo asma, já que se trata de uma doença que não tem cura.

Em geral, as crises de asma são desencadeadas por alguns fatores que são particulares para cada pessoa. A asma exige um tratamento contínuo e principalmente cuidados para prevenir as crises.

Pacientes com asma podem apresentar uma infecção das vias aéreas superiores e, posteriormente, ter episódio de bronquite aguda.

A bronquite é diferenciada da asma de acordo com a história e o exame físico do/a paciente realizado durante a consulta médica.

O que fazer em caso de edema de glote?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

No caso de suspeita de edema de glote:

  • chame o atendimento de emergência e monitore os sinais vitais da vítima (frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, se possível);
  • se a vítima entrar em parada cardiorrespiratória, iniciar a reanimação imediatamente.

A vítima deve ser levada imediatamente a serviço de emergência, onde será realizado o tratamento do edema de glote, que consiste em:

  • levar a vítima à sala de emergência;
  • monitorizar sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, saturação sanguínea);
  • administrar adrenalina endovenosa;
  • administrar corticoesteróides endovenosos, como hidrocortisona ou metilprednisolona;
  • administrar entihistamínicos endovenosos, como difenidramina;
  • fornecer oxigênio;
  • se houver sibilos associados, administrar inalação com beta-agonistas, como fenoterol;
  • na ausência de melhora com as drogas administradas, considerar intubação orotraqueal.

O tratamento do edema de glote deve ser feito em ambiente hospitalar e deve ser instituído o quanto antes, para evitar sequelas potencialmente graves.

Se o paciente já tiver tido edema de glote, deve procurar um médico imunologista para determinar o que desencadeou a reação alérgica e prevenir novos episódios.

Bronquite é contagiosa?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

A bronquite não é contagiosa. A bronquite é classificada em formas aguda e crônica. A forma aguda é uma reação inflamatória dos brônquios, decorrente principalmente de infecção por vírus ou bactérias (bronquite infecciosa). Neste caso, a pessoa contaminada pode transmitir esse vírus ou bactérias. Portanto, o contágio não é da bronquite, mas da "virose" ou infecção adquirida pela pessoa.

Já bronquite crônica não é transmissível, pois neste caso a doença é quase sempre consequência do tabagismo ou outras doenças crônicas.

Raio-x de tórax de paciente com bronquite crônica Quais as causas da bronquite aguda?

A bronquite aguda é, na maioria dos casos, causada por infecções virais ou bacterianas, sendo transmitida da mesma forma que uma gripe: através da inalação de gotículas de saliva ou secreção expelidas pela pessoa infectada ao falar, tossir ou espirrar.

É importante lembrar que a bronquite aguda também pode ser provocada pela inalação de agentes químicos irritantes, como poeira, fumaça, tinta, entre outros. Nestes casos não existe contágio.

Saiba mais em: Pelo de gato dá asma ou bronquite?

Quais as causas da bronquite crônica?

A bronquite crônica, embora possa ser uma extensão da bronquite aguda, quase sempre é provocada pela fumaça do cigarro. Não há agentes infecciosos como vírus e bactérias, portanto ela não é contagiosa.

Como evitar o contágio e a transmissão de viroses que desencadeiam bronquite?
  • Lave as mãos frequentemente com água e sabão;
  • Evite colocar as mãos na boca ou no nariz;
  • Cubra a boca e o nariz quando for tossir ou espirrar, mas não use as mãos e sim o braço para cobrir o rosto; caso contrário, estará apenas evitando propagar os micróbios pelo ar, já que as mãos estarão carregadas de vírus ou bactérias e a doença poderá ser transmitida da mesma forma;
  • Abra portas e janelas para deixar o ar circular;
  • Evite permanecer por muito tempo em lugares fechados ou com grande aglomeração de pessoas.

O tratamento da bronquite é feito principalmente com medicamentos corticoides e broncodilatadores inalatórios.

O médico pneumologista é o responsável pelo tratamento de doenças que atingem o trato respiratório, como a bronquite.

Pode lhe interessar também:

Como identificar uma crise de asma?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A crise de asma pode ser identificada com o aumento progressivo de alguns dos sintomas respiratórios, como tosse seca persistente, falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no peito e incapacidade de falar frases longas.

A crise de asma pode ocorrer em pacientes já asmáticos ou em pessoas que nunca tiveram asma, sendo uma primeira manifestação doença. A crise pode ser classificada como leve, moderada ou grave, podendo ser necessário internação hospitalar e uso de oxigênio.

O que pode causar uma crise de asma?

Em geral, uma crise de asma é uma resposta a algum agente externo ao qual o paciente apresenta uma reação alérgica (vírus, ácaros, mofo, pelos de animais, baratas, pólen, poluentes, fumaça de cigarro, etc). Porém, alguns pacientes podem ter início súbito da crise sem uma clara exposição a um tipo específico de alérgeno.

O paciente com suspeita de crise de asma deverá ser avaliado por um/a médico/a em serviço de urgência e seguir o tratamento ambulatorial para controle da doença. Quem já tem o diagnóstico de asma e possui um plano de auto manejo deve seguir como a recomendação médica.

O que é asma e quais são os sintomas?

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas definida por um histórico de sintomas respiratórios e uma limitação na expiração do fluxo de ar. As crises de asma geralmente começam na infância, embora a doença possa aparecer em qualquer idade.

Os sintomas incluem tosse, chiado no peito, falta de ar, sensação de aperto no peito com esforços físicos, cansaço e dificuldade em realizar tarefas do dia-a-dia.

Com o passar do tempo, os sintomas da asma podem variar significativamente, podendo inclusive desaparecer espontaneamente. Porém, mesmo sem manifestações, a asma continua estando presente, uma vez que a doença não tem cura.

Qual é o tratamento para asma?

O tratamento da asma é feito com controle dos alérgenos do ambiente e com o uso de medicamentos anti-inflamatórios (sendo os corticoides inalados os mais comuns). O objetivo do tratamento da asma é controlar a inflamação dos brônquios e das vias aéreas. Além dos anti-inflamatórios, podem também ser prescritos medicamentos broncodilatadores e imunomoduladores.

A exacerbação da asma está associada algumas vezes ao não seguimento do tratamento de controle diário que o paciente deve fazer.

Essa piora da doença é um quadro agudo ou subagudo que vai necessitar de uma mudança no esquema de tratamento habitual do paciente.

O tratamento da asma deve ser contínuo e os cuidados para prevenir as crises devem se diários. O diagnóstico precoce e o manejo da crise de asma pode salvar a vida do paciente.

Com o tratamento adequado e a doença controlada, a pessoa com asma pode ter uma vida normal, sem limitações profissionais, esportivas ou nas atividades de vida diária.

Uma crise de asma pode matar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma crise de asma pode matar. Se não for tratada adequadamente, a asma pode levar à morte devido ao bloqueio que provoca nas vias aéreas, dificultando a respiração e a oxigenação dos órgãos do corpo.

Durante uma crise de asma grave, a pessoa pode necessitar do auxílio de aparelhos para respirar. Isso acontece porque o "entupimento" das vias aéreas provocado pela asma prejudica a entrada e a saída de ar dos pulmões, causando falta de ar, tosse e chiado no peito.

Sem tratamento, a asma pode tornar esse bloqueio das vias aéreas irreversível e a pessoa deixa de conseguir enviar a quantidade de oxigênio que os órgãos do corpo necessitam para funcionar adequadamente. Nas crises mais graves, essa falta de oxigênio pode levar à morte.

Como saber se as crises de asma estão controladas?

Para saber se a asma está controlada, deve-se observar os seus sinais e sintomas. Se a pessoa tiver apresentado, pelo menos uma vez nas últimas 4 semanas, algum dos seguintes itens, é possível que a doença não esteja sob controle:

  • Sintomas durante o dia, mais de 2 vezes por semana;
  • Acordar durante a noite por causa da asma;
  • Usar medicamentos para aliviar a falta de ar mais de 2 vezes por semana;
  • Limitação das atividades diárias decorrente da asma.

Nesses casos, o paciente deve procurar o seu médico pneumologista para uma avaliação. Para prevenir as crises de asma que podem matar, é fundamental seguir o tratamento de forma correta e contínua, mantendo sempre o cuidado com o ambiente.

Como identificar uma crise de asma?

A crise de asma caracteriza-se por sintomas respiratórios que pioram progressivamente, como tosse seca, falta de ar, chiado no peito, sensação de aperto no peito e dificuldade de falar frases longas.

Uma crise de asma pode acontecer em pessoas que já têm asma ou em quem nunca manifestou sinais da doença. Neste, caso trata-se de uma manifestação inicial da asma.

A crise de asma pode ser leve, moderada ou grave, podendo ser necessário ficar internado e usar oxigênio.

O que pode causar uma crise de asma?

Uma crise de asma geralmente é uma resposta alérgica a algum agente externo, como vírus, mofo, ácaros, pólen, pelos de animais, poluentes, fumaça de cigarro, entre outros.

Contudo, há crises de asma que são desencadeadas sem uma exposição clara a algum agente alérgeno específico.

Em caso de suspeita de crise de asma, a pessoa deve ser avaliada por um médico pneumologista. Para prevenir as crises de asma que podem matar, é fundamental seguir o tratamento de forma correta e contínua, mantendo sempre o cuidado com o ambiente.