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Menstruação Escassa

Com quantas semanas é possível ouvir o coração do bebê?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

É possível ouvir o coração do bebê cerca de 22 dias após a concepção, ou seja, por volta da quinta semana após a última menstruação, através de um Doppler fetal, ultrassom vaginal e abdominal ou um fetoscópio.

Ultrassom vaginal: O batimento cardíaco fetal pode ser visto através de um ultrassom vaginal cerca de 6 semanas após a DUM.

Ultrassom abdominal: Os ultrassons abdominais normalmente detectam o batimento cardíaco fetal por volta de 7 a 8 semanas de gravidez.

Doppler fetal: Pode-se ouvir o coração do bebê com 12 semanas de gestação, desde que a mulher tenha pouca gordura abdominal.

Fetoscópio: Próximo da vigésima semana de gestação, um fetoscópio pode detectar um batimento cardíaco fetal.

Detecção tardia: Se a mulher tiver a placenta unida à parte anterior útero e gordura abdominal, pode interferir a detecção dos batimentos do coração do feto, podendo atrasá-la por 7 ou 14 dias. Contudo, esses fatores não interferem quando é feita uma ecografia vaginal.

Toda e qualquer gestação deve ser acompanhada por um ginecologista. Ele poderá ajudá-la a sanar quaisquer dúvidas adicionais sobre sua gestação.

Menstruação diferente e pouca pode ser gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em uma relação sexual desprotegida em que ocorre o coito interrompido há chance de ocorrer a gravidez.

coito interrompido não é uma técnica indicada enquanto método contraceptivo. O coito interrompido, caracterizado pela ejaculação fora da vagina, pode apresentar falhas no tempo em que a ejaculação ocorre, além de poder conter esperma no líquido pré-ejaculatório. Sendo assim, a taxa de falha do coito interrompido é em torno de 20%.

Após uma relação havendo coito interrompido, a mulher pode engravidar

O sangramento descrito pode ser considerado a menstruação, mas pode se tratar de outros tipos de sangramento.

Por isso, diante um atraso menstrual, é recomendado a realização de um teste de gravidez para saber melhor se a mulher está grávida ou não. No período em que realizou o teste de farmácia foi um período muito próximo para dar resultado positivo. Então, é recomendado repetir o teste para saber se está grávida ou não.

Como o ciclo menstrual é desregulado e não há desejo de gravidez, seria importante escolher um método contraceptivo eficaz e seguro para o casal. Procure um serviço de saúde para uma consulta de planejamento familiar e avaliação do método contraceptivo mais apropriado na situação de vocês. 

Saiba mais em: Menstruação na gravidez é possível?

Infecção urinária (cistite) pode atrasar a menstruação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Muito raramente a infecção urinária atrasa a menstruação.

Cistite é a infecção urinária baixa que atinge a bexiga. A infecção é causada por bactérias, em geral a Escherichia coli, que provoca dor ao urinar, aumento da frequência urinária e saída de pouca urina.

A menstruação é um processo fisiológico caracterizado pela redução do nível de alguns hormônios no sangue e, consequentemente, descamação da camada interna do útero.

Esses dois processos são independentes e raramente a cistite interfere no ciclo hormonal. Alguns medicamentos usados no tratamento da cistite podem provocar o atraso menstrual, sendo também uma situação rara.

Caso o atraso menstrual seja superior a 1 semana da época prevista para vir a menstruação, é importante procurar uma Unidade de Saúde para investigação desse atraso e realização de teste de gravidez para afastar essa hipótese principal.

Leia também: Infecção urinária pode alterar a pressão arterial?

Tive uma menstruação tipo borra de café e não veio mais...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Pode ser gravidez, alguma alteração hormonal, ou outra situação ou doença que posso estar causando esses sintomas (até problemas emocionais podem causar isso).

Menstruação pouca e escura pode ser gravidez?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Menstruação em pequena quantidade e escura pode ser gravidez. Além de gravidez, pode ter outras causas:

  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • miomas uterinos;
  • endometriose;
  • inflamação uterina;
  • alterações hormonais;
  • alteração do anticoncepcional;
  • uso da pílula do dia seguinte;
  • efeito colateral de algum medicamento.

Se você apresentar sangramento fora do período menstrual ou anormal, deve procurar um médico ginecologista para uma melhor avaliação.

Minha menstruação veio parecendo borra de café e bem pouca?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Esse sangramento pode ser algum sangramento de escape que ocorreu durante o ciclo menstrual, mas pode ser outro tipo de sangramento que deve ser devidamente avaliado.

Em geral, a secreção do tipo clara de ovo identifica o período fértil da mulher. A realização de relações sexuais desprotegidas nesse período pode resultar em gravidez.

Os primeiros sintomas de gravidez começam a surgir a partir da 5ª ou 6ª semana de gestação. Em geral, o primeiro sintoma da gravidez é a ausência de menstruação ou atraso menstrual detectado quando a menstruação não vem no período esperado.

Após este sintoma, outros podem ser percebidos no início da gestação como:

  • Náusea e vômitos;
  • Aumento da sensibilidade nas mamas;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Cansaço.

A possibilidade de estar grávida deve ser sempre ponderada nas mulheres em idade fértil que tenham tido relações sexuais desprotegidas.

Por isso, na presença dos sintomas elencados por você, seria indicada a realização do exame de detecção da gravidez, o beta hCG juntamente com a ida à consulta médica para uma avaliação.

Distensão abdominal: Quais as causas e como tratar?

A distensão abdominal tem como principal causa a produção de gases, muitas vezes decorrentes da ingestão de alimentos e bebidas ou má digestão. Contudo, o abdômen também pode ficar distendido em casos de gravidez, prisão de ventre, síndrome do intestino irritável, verminoses, menstruação ou ainda apendicite. É comum a distensão vir acompanhada por dores abdominais.

Gases

Os gases são produzidos sobretudo durante a digestão de determinados alimentos, tais como leguminosas (feijão, ervilha, grão-de-bico), cebola, couve-flor, repolho, brócolis, ovo (clara), carboidratos (pães, batata, massas), carne de porco, doces em geral, além de bebidas como cerveja, refrigerantes e leite.

Tratamento

Se a causa da distensão abdominal for os gases, o tratamento consiste em evitar os alimentos e bebidas que deixam a barriga inchada. Também é importante mastigar lentamente a comida e evitar falar muito na hora das refeições, já que a pressa, a ansiedade e a própria conversa fazem a pessoa engolir ar juntamente com os alimentos.

Leia também: Excesso de gases: o que pode ser e como tratar?

Constipação intestinal (prisão de ventre)

A constipação intestinal é outra causa comum da distensão abdominal. Muitas vezes também está relacionada com a alimentação, sobretudo devido à pouca ingestão de fibras e água. A prisão de ventre também pode ser decorrente de falta de atividade física, ansiedade, gravidez e menstruação.

Tratamento

Algumas medidas podem ser suficientes para estimular o funcionamento do intestino, tais como aumentar o consumo de água para pelo menos 2 litros, ingerir alimentos ricos em fibras (hortaliças, frutas, aveia) e praticar atividade física regularmente. Alguns casos podem necessitar de medicamentos laxantes, que devem ser usados somente sob orientação médica.

Veja também: O que é prisão de ventre e quais são as suas causas?

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável pode causar distensão abdominal, diarreia ou prisão de ventre a seguir às refeições, dor abdominal, gases e cólicas.

Tratamento

O tratamento, mais uma vez, incide sobre as causas da distensão abdominal. Assim, deve-se evitar alimentos e bebidas que provocam gases, mastigar bem os alimentos, evitar comidas gordurosas, álcool, e bebidas com cafeína como café, chá preto e refrigerantes tipo cola.

As porções das refeições devem ser pequenas, lembrando sempre de incluir fibras em todas as refeições do dia. A prática de exercícios físicos também é indicada, bem como o abandono do hábito de fumar e o controle do estresse e da ansiedade.

Também pode lhe interessar: O que é a síndrome do intestino irritável?

Verminoses

A presença de vermes pode provocar distensão e dor abdominal, náuseas, vômitos, fraqueza, emagrecimento, falta ou excesso de apetite, diarreia e constipação intestinal. O tipo de verminose é determinado por exame de fezes.

Tratamento

O tratamento desses casos de distensão abdominal é feito com por medicamentos vermífugos, que matam os parasitas e permitem que sejam eliminados do corpo.

Saiba mais em: Quais são as doenças causadas por vermes?

Menstruação

A distensão do abdômen é um sinal que antecede ou acompanha o período menstrual. O inchaço observado nessa fase é provocado sobretudo pela retenção de líquidos.

Tratamento

Chás diuréticos, como o de cavalinha, ajudam a eliminar o excesso de líquido acumulado no corpo e podem reduzir o inchaço e a distensão abdominal.

Leia também: Quais são os sintomas de TPM?

Gravidez

A distensão abdominal também pode ser um sinal de gravidez. Se a mulher estiver grávida, o primeiro sintoma é o atraso da menstruação. Depois, a barriga começa a crescer e o umbigo fica virado para baixo, as mamas aumentam e ficam mais sensíveis, podendo haver ainda náuseas, cólicas e dores abdominais.

Tratamento

Nesse caso, obviamente não existe um tratamento para a distensão abdominal, que irá aumentar até o momento do parto. Contudo, durante a gestação, é possível adotar as mesmas medidas para combater a prisão de ventre e os gases, o que já contribui para reduzir o desconforto.

Veja também: Barriga inchada pode ser gravidez?

Apendicite

O principal sintoma da apendicite é a forte dor sentida no lado direito do abdômen, acompanhada de distensão abdominal e vômitos.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico e a pessoa deve ser levada com urgência a um hospital logo que se verifiquem os primeiros sinais e sintomas.

Também pode ser do seu interesse: Como identificar uma crise de apendicite?

Se a distensão abdominal e outros sintomas persistirem durante pelo menos 3 dias por mês, ao longo de 3 meses, procure um médico clínico geral, um médico de família ou um gastroenterologista para receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Saiba mais em: 

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O que fazer para aumentar ou diminuir o fluxo menstrual?

O tratamento para aumentar ou diminuir o fluxo menstrual vai depender de cada caso. É possível aumentar o fluxo menstrual através do uso do DIU (dispositivo intrauterino), por exemplo. Já para diminuir o fluxo menstrual intenso existem diversos tratamentos, que incluem desde o uso de medicamentos hormonais à histerectomia (remoção cirúrgica do útero).

Dentre os medicamentos usados para reduzir o fluxo menstrual estão:

- Injeção endovenosa de estrogênio: Promove um rápido crescimento da camada mais interna do útero (endométrio), que é a parte do útero que descama e sai com a menstruação.

- Estrogênio oral: É indicado para pacientes estáveis, sem doenças associadas, capazes de tolerar a administração oral do medicamento sem problemas estomacais.

- Anticoncepcionais orais: Altas doses de pílulas anticoncepcionais combinadas podem acabar com o fluxo menstrual em 48 horas.

- Medicamentos antifibrinolíticos: São remédios que combatem hemorragias e não interferem com a fertilidade, uma vez que são livres de hormônios. O efeito pode ser notado depois de duas a três horas.

Os tratamentos não-medicamentosos para diminuir o fluxo menstrual incluem:

- Curetagem uterina: Através de uma raspagem ou sucção do útero, a curetagem acaba com sangramentos intensos sem prejudicar a fertilidade da mulher. No entanto, esse método cirúrgico não trata a causa da menstruação abundante e os fluxos vão continuar a ser intensos se outro tratamento não for iniciado.

- Tamponamento: Trata-se da introdução de um balão com líquido na cavidade uterina. Após 3 horas, cerca de metade desse líquido é retirado e, se não houver mais sangramento, o balão é retirado. Se o sangramento persistir ou for muito intenso, o balão pode ser mantido no útero por 12 horas.

- Histerectomia: A retirada do útero é a última opção de tratamento para fluxos menstruais abundantes, sendo indicada quando todos os outros métodos falham.

- Ablação endometrial: Acaba de vez com o fluxo menstrual intenso, pois destrói definitivamente o endométrio. Porém, não é recomendado para mulheres que ainda querer engravidar.

É importante lembrar que antes de tentar aumentar ou reduzir o fluxo menstrual, é preciso saber o que está por trás da menstruação escassa ou abundante. Consulte um médico ginecologista para receber um diagnóstico adequado e o tratamento mais indicado de acordo com o caso.

Saiba mais em:

Menstruação pouca e escura pode ser gravidez?

Dúvidas sobre menstruação, sangramentos, escapes

Como reduzir o fluxo menstrual?

Posso manter o anticoncepcional mesmo tendo reduzido muito o meu fluxo menstrual?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Sim. Nos casos de alterações no fluxo da menstruação é importante manter o anticoncepcional que está em uso, e agendar consulta com ginecologista, pois a redução do volume do fluxo menstrual faz parte da ação do anticoncepcional.

A menstruação ocorre devido um estimulo hormonal na camada interna do útero, chamado endométrio, que se torna mais espessa para receber e nutrir o feto; quando não ocorre a gestação esse endométrio descama dando origem ao sangramento.

O anticoncepcional age impedindo o estimulo hormonal no útero, e consequentemente, impedindo o aumento e maior concentração de sangue neste endométrio, com isso quando descama, na menstruação, a quantidade do fluxo sanguíneo esperada é bem menor.

Antes fazer qualquer alteração na forma de uso do anticoncepcional a mulher deve primeiro passar por uma consulta com o/a médico/a ginecologista, para avaliação e orientações adequadas.

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Dr. Charles Schwambach
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Tirando a sua preocupação (essa sim é um problema) não vejo nada de errado com sua menstruação (que sorte a sua só vem um dia.), quando for ao seu ginecologista novamente fale com ele a respeito disso, mas fique tranquila e volte a dormir.

Menstruação na gravidez é possível?

Não, menstruação na gravidez não é possível. Se a mulher estiver grávida ela não menstrua, já que o fluxo menstrual é justamente composto pela camada interna do útero que se preparou para receber o embrião. Na ausência de fecundação, a menstruação desce. A implantação do embrião no útero marca o início da gestação e a mulher deixa de ter o período.

Contudo, o que pode acontecer no início da gravidez é um sangramento vaginal parecido com a menstruação. No entanto, essa perda de sangue costuma ser menor que a do período menstrual e o sangue também tem uma aparência diferente do fluxo menstrual normal.

Porém, casos de sangramento durante a gestação são pouco comuns. A ausência de menstruação é um dos primeiros sinais de gravidez. O atraso nesses casos deve ser de pelo menos 7 dias.

Outros sinais e sintomas que podem estar presentes no início da gestação incluem náuseas, maior sensibilidade nas mamas, cansaço e vontade frequente de urinar.

Assim, se a mulher tiver tido relações sexuais sem preservativo e não utiliza nenhum método anticoncepcional, é indicado fazer um teste de gravidez se a menstruação atrasar mais de uma semana.

Saiba mais em:

Menstruação diferente e pouca pode ser gravidez?

Menstruação e Gravidez

Sintomas de Gravidez

O que é hipotireoidismo e quais os sintomas?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O hipotireoidismo é uma doença da tireoide que caracteriza-se pela pouca produção dos hormônios tireoidianos T3 e T4. Os sintomas podem incluir falta de energia, cansaço, lentidão, sonolência, constipação intestinal, facilidade em se resfriar, pele seca, unhas quebradiças, queda de cabelo, ganho de peso e depressão. 

Nas mulheres, o hipotireoidismo pode causar irregularidades na menstruação, diminuindo a fertilidade.

Os sintomas do hipotireoidismo são decorrentes da diminuição do metabolismo causada pela baixa produção dos hormônios da tireoide.

As causas do hipotireoidismo podem estar relacionadas com uma perda gradual da função da tireoide ou com a retirada da glândula após cirurgia.

A Tireoidite de Hashimoto é uma das principais causas de hipotireoidismo na população adulta, sobretudo mulheres. Trata-se de uma doença autoimune, em que os anticorpos do próprio corpo atacam a tireoide, causando uma inflamação crônica na glândula. A tireoide inflamada pode aumentar de volume e ter a sua função prejudicada, levando à baixa produção de hormônios.

O hipotireoidismo se manifesta quando os níveis de hormônios tireoidianos já não são suficientes para manter o metabolismo de forma adequada. Como resultado, todo o organismo funciona de forma mais lenta.

O hipotireoidismo pode surgir em qualquer idade, embora seja mais frequente em mulheres com mais de 40 anos e homens acima de 60 anos de idade.

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através do exame TSH, juntamente com a dosagem dos níveis de hormônios T3 e T4.

Veja também: TSH baixo, o que significa?

Se não tratado, o hipotireoidismo leva ao enfraquecimento do coração, redução dos batimentos cardíacos, provocando falta de ar ao realizar exercícios físicos e inchaços (principalmente nos tornozelos), além de aumentar a pressão arterial e o colesterol.

O diagnóstico da doença pode ser feita pelo clínico geral, médico de família ou endocrinologista.

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