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Água oxigenada no ouvido faz mal? É verdade que cura gripe?

Água oxigenada no ouvido não faz mal, embora não seja recomendado pingar qualquer tipo de produto no ouvido sem orientação médica. No entanto, água oxigenada no ouvido não cura gripe.

Há quem utilize água oxigenada para remover cera do ouvido, mas a recomendação médica é para que o excesso de cera seja removido apenas com a ponta da toalha, na hora do banho. As lavagens do ouvido devem ser feitas no consultório, por um médico otorrinolaringologista.

Já o uso de água oxigenada no ouvido para curar gripe não tem absolutamente nenhuma fundamentação científica. A água oxigenada serve principalmente para desinfetar feridas e facilitar a cicatrização das mesmas.  

A gripe é causada por um vírus, que não fica localizado no ouvido, mas espalhado pelo corpo todo. A água oxigenada pingada no ouvido permanece no local e mesmo que penetrasse no corpo, não teria a capacidade de matar o vírus causador da gripe.

Aliás, não existe ainda no mercado um medicamento capaz de curar a gripe. Todos os remédios para gripe apenas aliviam os sintomas.

Para maiores esclarecimentos sobre o uso de água oxigenada no ouvido, consulte um médico otorrinolaringologista.

Posso tomar vacina da gripe se eu estiver gripado?

Sim, desde que não esteja com febre, pode tomar a vacina da gripe se estiver gripado. Porém, é importante lembrar que a vacina não vai aliviar os sintomas da gripe já instalada, nem curá-la.

O objetivo de tomar a vacina contra a gripe é prevenir novos casos quando houver um surto. Se a pessoa já estiver contaminada com o vírus, a dose não vai fazer efeito contra essa infecção.

A vacina da gripe também não provoca gripe. Ela é produzida com vírus mortos, incapazes de causar a doença. Portanto, se a pessoa estiver gripada, não apresentar febre e decidir tomar a vacina, ela não vai ficar mais doente por isso.

Veja também: Vacina da gripe: quem pode ou não pode tomar?

A vacina contra a gripe é contraindicada para pessoas alérgicas à proteína do ovo, que é usada na sua fabricação. Indivíduos que já tiveram uma reação alérgica depois de comer ovo não devem se vacinar. No entanto, esse tipo de alergia é bastante raro.

Quem já teve reações adversas a algum dos componentes da vacina também não deve se vacinar. Nestes casos, é recomendável uma avaliação médica para saber se é seguro ou não tomar a vacina.

Leia mais sobre o assunto em: Vacina da gripe: quais as possíveis reações ou efeitos colaterais?

Em todo caso, para avaliar o risco benefício de tomar a vacina da gripe estando gripado, o melhor é falar com um médico de família ou clínico geral.

Também pode lhe interessar: Tomar sorvete faz mal para quem está gripado ou com a garganta inflamada?

Por que as gripes nunca desaparecem?

Em primeiro lugar antibiótico não é remédio para gripe, gripe é uma doença viral e antibióticos não tem nenhum efeito sobre os vírus. Não existe gripe que não termine. A gripe acaba mesmo sem tomar remédio algum. Se os sintomas que parecem ser uma gripe não desaparecem é porque não é gripe, geralmente é um quadro de alergia respiratória.

Dr. Charles Schwambach
Por que tenho uma gripe que nunca sara?

Uma gripe que nunca sara já não é gripe ou pode nunca ter sido uma. Casos de gripes ou resfriados que "nunca passam" podem ser na realidade sinusite, rinite, pneumonia e até leucemia, por isso precisam ser investigados com atenção.

Os sintomas da gripe duram no máximo 10 dias, embora a tosse possa persistir por até 3 semanas.

Tive gripe e continuo com tosse seca e nariz escorrendo. O que pode ser?

Tosse seca e nariz escorrendo que persistem por mais de 10 dias depois de uma gripe ou resfriado, podem ser sinais de sinusite.

Neste caso, os sintomas persistentes são:

  • Coriza, normalmente esverdeada e espessa;
  • Congestão nasal;
  • Tosse geralmente seca, que piora à noite.

Na maioria dos casos o apetite e o estado geral da pessoa não são afetados.

Leia também: Quais são os sintomas da sinusite?

Febre e mal estar que não passam depois da gripe. O que pode ser?

Febre persistente depois de estar gripado pode ser pneumonia. Na gripe, a febre só costuma durar cerca de 3 dias.

As pneumonias causam:

  • Febre;
  • Tosse (com ou sem catarro);
  • Dificuldade para respirar;
  • Dor no peito.

A pneumonia é uma infecção pulmonar que pode ser causada por vírus ou bactérias. No caso da gripe, o próprio vírus da gripe pode levar à pneumonia.

Saiba mais em: Quais são os sintomas de uma pneumonia?

Tive gripe e voltei a espirrar e o meu nariz voltou a ficar entupido. O que pode ser?

Neste caso, pode ser uma rinite alérgica, que é uma inflamação do nariz e das estruturas ao redor, provocadas por alérgenos.

A rinite caracteriza-se pelos seguintes sinais e sintomas, que podem ser persistentes ou desaparecer e voltar a surgir:

  • Coriza;
  • Espirros;
  • Coceira no nariz, olhos e céu da boca;
  • Congestão nasal.

Veja também: Tenho uma coriza no nariz. Já consultei vários médicos, sem resultados. O que eu faço?

Que outras doenças podem ser confundidas com uma gripe?

Há varias doenças que, numa fase inicial, podem ser confundidas com a gripe. Algumas delas são graves, como:

  • Leucemia (câncer no sangue);
  • Doença de Lyme (doença causada por bactérias e transmitida por carrapatos);
  • Linfoma (câncer do sistema linfático).

Todas essas doenças podem ter sintomas muito semelhantes no início: febre, fadiga, emagrecimento, calafrios, mal estar geral e dores de cabeça.

Também pode lhe interessar o artigo: Quanto tempo pode durar uma gripe?

Por isso é recomendado consultar um médico clínico geral ou médico de família se os sintomas da gripe (ou não) persistirem por mais de 5 dias.

Uma gripe pode fazer descer o nível de plaquetas?

Sim, uma gripe pode baixar o nível de plaquetas no sangue. Doenças virais, como gripe, dengue, AIDS, hepatite C, febre amarela, entre outras, são causas comuns de plaquetas baixas em adultos.

Porém, apesar das plaquetas poderem estar baixas na gripe, elas não ficam tão baixas como na dengue, por exemplo, em que a queda dos níveis de plaqueta é muito mais acentuada.

As plaquetas são as células do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa, como ocorre na dengue, existe o risco de hemorragias (dengue hemorrágica).

Esses sangramentos podem ser simples e ocorrer apenas no nariz e na gengiva, ou graves, sendo visíveis na urina, fezes e vômito, podendo levar à morte.

Contudo, na gripe, embora o nível de plaquetas possa estar mais baixo que o normal, a queda não é acentuada o bastante para causar hemorragias.

Leia também:

Quais as causas de plaquetas baixas?

O que fazer em caso de plaquetas baixas?

Casos de plaquetas baixas devem ser avaliados por um médico hematologista.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Duas das principais diferenças entre a gripe e o resfriado são a febre e o estado geral do paciente. O resfriado normalmente não causa febre (exceto em crianças pequenas), enquanto que na gripe ela é comum e geralmente é acima de 38ºC.

Na gripe, o paciente fica mais prostrado, com dor de cabeça e, frequentemente, com dores musculares e articulares, enquanto que o resfriado causa coriza, tosse e espirros e o paciente apresenta-se mais ou menos bem disposto, apenas incomodado com os sintomas.

A transmissão de ambas as condições se dá por contato com vírus dispersos em partículas que são expelidas no ar por indivíduos infectados. No caso do resfriado, os sintomas se iniciam em 24 a 72 horas do contágio. No caso da gripe, é um pouco mais tardio, em média três a quatro dias após o contágio.

A duração dos sintomas é similar, variando de 5 a 7 dias. No caso do resfriado, em 25% dos casos, os sintomas persistem por até 2 semanas.

A gripe e o resfriado são doenças agudas causadas por vírus, que compartilham sintomas, como tosse, coriza e dores no corpo. A gripe é causada por vírus do gênero Influenza. O resfriado pode ser causado por diferentes vírus, como Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza, etc.

Sintomas do Resfriado

Os sintomas mais comuns do resfriado são coriza, tosse e espirros. Pode haver uma curta dor de garganta nos primeiros dias. A tosse seca pode durar semanas após o fim dos sintomas. Raramente ocorre febre em adultos. As complicações são raras e incluem exacerbação de asma e presença de infecção bacteriana associada, como sinusite ou otite.

Sintomas da Gripe

A gripe apresenta um quadro clínico com febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, mal estar, perda do apetite, dor de garganta e tosse. Os sintomas na gripe costumam surgir subitamente. A tosse e a febre são sintomas precoces. Apresenta taxa de complicações mais elevada, como pneumonia causada pelo próprio vírus Influenza ou por bactérias oportunistas.

Tratamentos

O resfriado não necessita tratamento específico, sendo indicado o uso de analgésicos, hidratação e repouso. No caso da gripe, há indicação de tratamento com Tamiflu® se o paciente for de grupo de risco.

Se você apresentar sintomas de tosse, febre, coriza persistentes, ou apresentar grande indisposição ou fizer parte de grupo de risco, procure um pronto atendimento.

Dra. Ângela Cassol
Qual o tratamento para gripe?

O tratamento específico para a gripe não é necessário na maioria dos casos. Como é uma doença autolimitada, na maioria dos casos basta o tratamento de suporte, com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação.

O Ministério da Saúde disponibiliza o antiviral Tamiflu® para tratamento da gripe em alguns grupos de risco, citados abaixo. É indicado seu uso se os sintomas se iniciaram até 48 horas antes do atendimento médico:

  • Grávidas e puérperas até duas semanas após o parto;
  • Adultos com mais de 59 anos;
  • Crianças menores de 2 anos;
  • Indígenas que vivem em aldeias;
  • Indivíduos menores de 19 anos de idade que façam uso contínuo de ácido acetilsalicílico;
  • Indivíduos que apresentem: pneumopatia (incluindo asma); doenças cardiovasculares (exceto pressão alta); nefropatias; hepatopatia; doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme); distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus); transtornos neurológicos e de desenvolvimento (como disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, sequela de AVC ou doenças neuromusculares);
  • Indivíduos imunossuprimidos por medicamentos, neoplasias ou HIV/Aids;
  • Obesos (IMC maior de 39 kg/m2 ).

Esta medicação está disponível nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e nos postos de saúde e será liberada com prescrição médica em duas vias. O tratamento é prescrito de acordo com o peso do paciente e tem duração de cinco a sete dias.

Antibióticos não servem para tratar gripe e são prescritos apenas em casos de eventuais infecções bacterianas, que podem surgir como complicação do quadro.

A prevenção da gripe pode ser feita através de medidas relativamente simples como vacinação e cuidados básicos de higiene.

O objetivo da vacinação é evitar que a pessoa contraia a infecção ou que tenha um quadro mais leve de gripe, com menores riscos de complicações. A vacina deve ser repetida todos os anos, porque a mesma muda conforme as alterações sofridas pelos vírus.

Entre os que devem tomar a vacina todos os anos estão pessoas com mais de 50 anos, imunossuprimidos (transplantados, HIV positivos), doentes crônicos e profissionais de saúde.

As medidas de higiene úteis para a prevenção da gripe são simples: tapar a boca ao tossir ou espirrar e manter as mãos limpas, lavando-as com água e sabão.

Se você apresentar febre, sintomas respiratórios e mialgia, deverá procurar um pronto atendimento ou Unidade Básica de Saúde, para diagnóstico de gripe e prescrição do Tamiflu®.

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Dra. Ângela Cassol
Vacina da gripe: quem pode ou não pode tomar?

Todas as pessoas com mais de 6 meses de idade podem tomar a vacina da gripe. Quem não pode tomar são os indivíduos alérgicos à proteína do ovo, que é usada na fabricação da vacina.

Pessoas que tiveram reações adversas a doses anteriores da vacina da gripe ou são alérgicas a algum dos seus componentes, devem consultar um médico para avaliar o risco benefício de se vacinar.

Apesar de praticamente todas as pessoas poderem tomar a vacina contra a gripe (salvo as exceções explicadas anteriormente), há determinados grupos de risco que têm preferência nas campanhas de vacinação.

Esses grupos, determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentam risco de contraírem a forma mais grave da gripe, que pode evoluir para pneumonia e até mesmo provocar a morte. Fazem parte desse público-alvo:

  • Crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos;
  • Indivíduos com 60 anos ou mais;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Povos indígenas;
  • Grávidas;
  • Puérperas (mulheres no período de até 45 dias depois do parto);
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais (problemas respiratórios, cardíacos, renais, hepáticos e neurológicos, diabetes, obesidade, baixa imunidade, transplantados).

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O objetivo da vacina da gripe é evitar os casos graves e as mortes, e não eliminar a transmissão do vírus. Daí a prioridade em vacinar os grupos mais vulneráveis a complicações e óbitos.

A maioria dos casos de gripe são leves e resolvem-se espontaneamente, sem sequelas ou maiores problemas. Entretanto, nesses grupos de risco, o quadro pode complicar e evoluir para outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

O médico de família ou um clínico geral poderá esclarecer maiores dúvidas e orientar o paciente quanto à necessidade de tomar ou não a vacina da gripe.