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Qual a diferença entre gripe e resfriado?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Duas das principais diferenças entre a gripe e o resfriado são a febre e o estado geral da pessoa. O resfriado normalmente não causa febre (exceto em crianças pequenas), enquanto que na gripe a febre é comum e geralmente é acima de 38ºC.

Na gripe, a pessoa fica mais prostrada, com dor de cabeça e, frequentemente, com dores musculares e articulares, enquanto que o resfriado causa coriza, tosse e espirros e a pessoa apresenta-se mais ou menos bem disposta ou apenas incomodada com os sintomas.

No caso do resfriado, os sintomas se iniciam em 24 a 72 horas do contágio. No caso da gripe, é um pouco mais tardio, em média três a quatro dias após o contágio. A duração dos sintomas é similar, variando de 5 a 7 dias. No caso do resfriado, em 25% dos casos, os sintomas persistem por até 2 semanas.

A gripe e o resfriado são doenças agudas causadas por vírus, que provocam sintomas como tosse, coriza e dores no corpo. A gripe é causada por vírus do tipo Influenza. O resfriado pode ser causado por diferentes vírus, como Rinovírus, Adenovírus, Parainfluenza, entre outros.

A transmissão de ambas as condições se dá por contato com vírus dispersos em partículas que são expelidas no ar por indivíduos infectados.

O que é gripe?

A gripe é uma doença aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta sobretudo as vias respiratórias. O vírus da gripe é transmitido através de gotículas de partículas expelidas por uma pessoa infectada ao tossir, espirrar ou falar. O contato direto com secreções infectadas também pode transmitir gripe.

A melhor forma de prevenir a gripe é através da vacina, que deve ser tomada anualmente, de preferência durante os meses de outono e inverno, período em que ocorrem os picos dos surtos de gripe.

As pessoas que devem tomar a vacina contra a gripe são aquelas que apresentam um maior risco de complicações, como os indivíduos com idade igual ou superior a 65 anos, doenças pulmonares, cardíacas, hepáticas ou renais, diabetes, entre outras doenças que diminuem a resistência do organismo às infecções.

Quem já teve reação alérgica grave depois de ter tomado a vacina da gripe não deve voltar a se vacinar. A vacinação também é contraindicada para pessoas alérgicas ao ovo.

A transmissão e o contágio da gripe podem ser evitados através do isolamento da pessoa infectada, uso de máscara e lavagem frequente das mãos com água e sabão. Ao tossir ou espirrar, deve-se tapar a boca com um lenço ou com o antebraço. Não usar as mãos.

Quais são os sintomas da gripe?

A gripe apresenta um quadro clínico com febre alta, dores pelo corpo, dor de cabeça, mal estar, perda do apetite, dor de garganta e tosse. Os sintomas na gripe costumam surgir subitamente. A tosse e a febre são sintomas precoces. Apresenta taxa de complicações mais elevada, como pneumonia causada pelo próprio vírus Influenza ou por bactérias oportunistas.

Para aliviar os sintomas da gripe, recomenda-se fazer repouso, tomar antitérmicos para baixar a febre (como o Paracetamol), usar soro fisiológico para diminuir a congestão nasal e ingerir líquidos em abundância, como água, sucos e chás.

O que é resfriado?

O resfriado é uma infecção leve das vias aéreas superiores, causada por vírus. A transmissão também ocorre de pessoa para pessoa, através da inalação ou contato direto com gotículas de secreção respiratória eliminadas por uma pessoa infectada ao tossir, falar ou espirrar.

Para prevenir o resfriado, recomenda-se lavar frequentemente as mãos com água e sabão, além de evitar o contato próximo com pessoas resfriadas. Para evitar a transmissão, deve-se usar máscara e tapar a boca com o antebraço ou com um lenço durante espirros e tosse.

Quais são os sintomas do resfriado?

Os sintomas mais comuns do resfriado são coriza, tosse, espirros, congestão nasal, coceira e vermelhidão no nariz, diminuição do olfato e do paladar, lacrimejamento dos olhos, dor de cabeça e dor de garganta. Em alguns casos, pode haver febre baixa.

Pode haver uma curta dor de garganta nos primeiros dias. A tosse seca pode durar semanas após o fim dos sintomas. Raramente ocorre febre em adultos. As complicações são raras e incluem exacerbação de asma e presença de infecção bacteriana associada, como sinusite ou otite.

Para aliviar os sintomas do resfriado, recomenda-se fazer repouso, beber bastante líquido (água, sucos, chás), não se expor ao frio e a ambientes com fumaça e usar soro fisiológico para diminuir a congestão nasal. O paracetamol é útil para diminuir as dores ou baixar a febre, quando presente.

Qual é o tratamento para gripe e resfriado?

O resfriado não necessita tratamento específico, sendo indicado o uso de analgésicos, hidratação e repouso. No caso da gripe, pode haver indicação de tratamento com medicações antivirais como o Oseltamivir (Tamiflu®) se a pessoa for do grupo alvo para esse tipo de tratamento.

Se você apresentar sintomas de tosse, febre, coriza persistentes, ou apresentar grande indisposição ou fizer parte de grupo de risco, procure uma unidade de saúde ou um pronto atendimento.

Uma gripe pode fazer descer o nível de plaquetas?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Sim, uma gripe pode baixar o nível de plaquetas no sangue. Doenças virais, como gripe, dengue, AIDS, hepatite C, febre amarela, entre outras, são causas comuns de plaquetas baixas (plaquetopenia) em adultos.

Porém, apesar das plaquetas poderem estar baixas na gripe, elas não ficam tão baixas como na dengue, por exemplo, em que a queda dos níveis de plaqueta é muito mais acentuada, e pode provocar sintomas como sangramentos ou hemorragias.

As plaquetas são as células do sangue responsáveis pela coagulação sanguínea. Se a contagem de plaquetas estiver muito baixa existe o risco de sangramento.

Diferentes doenças podem levar a plaquetopenia como púrpura trombocitopênica trombótica, púrpura trombocitopênica idiopática, vasculites, síndrome hemolítico-urêmica, aplasia de medula, entre outras, a realização de quimioterapia também pode baixar os níves de plaquetas.

Alguns fármacos também podem causar diminuição das plaquetas como os diuréticos tiazídicos, fármacos mielossupressores, anticonvulsivantes, heparina, entre outros.

Leia mais sobre o assunto em: Quais as causas de plaquetas baixas?

Esses sangramentos podem ser simples e ocorrer apenas no nariz e na gengiva, ou graves, sendo visíveis na urina, fezes e vômito, podendo levar à morte.

Casos de plaquetas baixas devem ser avaliados por um médico hematologista.

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Vacina da gripe: quem pode ou não pode tomar?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Pessoas com mais de 6 meses de idade podem tomar a vacina da gripe. Pessoas que já apresentaram crise alérgica grave (anafilaxia) ao ovo ou a doses anteriores da mesma vacina ou a algum de seus componentes devem evitar tomá-la.

Nessas situações o ideal consultar um médico para avaliar o risco benefício de se vacinar.

Apesar de praticamente todas as pessoas poderem tomar a vacina contra a gripe (salvo as exceções explicadas anteriormente), há determinados grupos de risco que têm preferência nas campanhas de vacinação.

Esses grupos, determinados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), apresentam risco de contraírem a forma mais grave da gripe, que podem levar a morte. Fazem parte desse público-alvo:

  • Crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos;
  • Indivíduos com 60 anos ou mais;
  • Trabalhadores de saúde;
  • Povos indígenas;
  • Grávidas;
  • Puérperas (mulheres no período de até 45 dias depois do parto);
  • Pessoas privadas de liberdade;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Pacientes portadores de doenças crônicas não transmissíveis ou com condições clínicas especiais (problemas respiratórios, cardíacos, renais, hepáticos e neurológicos, diabetes, obesidade, baixa imunidade, transplantados).

O objetivo da vacina da gripe é evitar os casos graves e as mortes, e não eliminar a transmissão do vírus. Daí a prioridade em vacinar os grupos mais vulneráveis a complicações e óbitos.

A maioria dos casos de gripe são leves e resolvem-se espontaneamente, sem sequelas ou maiores problemas. Entretanto, nesses grupos de risco, o quadro pode complicar e evoluir para outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana.

O médico de família ou um clínico geral poderá esclarecer maiores dúvidas e orientar o paciente quanto à necessidade de tomar ou não a vacina da gripe.

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Qual o tratamento para gripe?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento específico para a gripe não é necessário na maioria dos casos. Como é uma doença autolimitada, na maioria dos casos basta o tratamento de suporte, com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação.

O Ministério da Saúde disponibiliza o antiviral Tamiflu® para tratamento da gripe em alguns grupos de risco, citados abaixo. É indicado seu uso se os sintomas se iniciaram até 48 horas antes do atendimento médico:

  • Grávidas e puérperas até duas semanas após o parto;
  • Adultos com mais de 59 anos;
  • Crianças menores de 2 anos;
  • Indígenas que vivem em aldeias;
  • Indivíduos menores de 19 anos de idade que façam uso contínuo de ácido acetilsalicílico;
  • Indivíduos que apresentem: pneumopatia (incluindo asma); doenças cardiovasculares (exceto pressão alta); nefropatias; hepatopatia; doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme); distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus); transtornos neurológicos e de desenvolvimento (como disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, sequela de AVC ou doenças neuromusculares);
  • Indivíduos imunossuprimidos por medicamentos, neoplasias ou HIV/Aids;
  • Obesos (IMC maior de 39 kg/m2 ).

Esta medicação está disponível nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e nos postos de saúde e será liberada com prescrição médica em duas vias. O tratamento é prescrito de acordo com o peso do paciente e tem duração de cinco a sete dias.

Antibióticos não servem para tratar gripe e são prescritos apenas em casos de eventuais infecções bacterianas, que podem surgir como complicação do quadro.

A prevenção da gripe pode ser feita através de medidas relativamente simples como vacinação e cuidados básicos de higiene.

O objetivo da vacinação é evitar que a pessoa contraia a infecção ou que tenha um quadro mais leve de gripe, com menores riscos de complicações. A vacina deve ser repetida todos os anos, porque a mesma muda conforme as alterações sofridas pelos vírus.

Entre os que devem tomar a vacina todos os anos estão pessoas com mais de 50 anos, imunossuprimidos (transplantados, HIV positivos), doentes crônicos e profissionais de saúde.

As medidas de higiene úteis para a prevenção da gripe são simples: tapar a boca ao tossir ou espirrar e manter as mãos limpas, lavando-as com água e sabão.

Se você apresentar febre, sintomas respiratórios e mialgia, deverá procurar um pronto atendimento ou Unidade Básica de Saúde, para diagnóstico de gripe e prescrição do Tamiflu®.

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Quais são os sintomas da gripe suína e qual é o tratamento?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Os sintomas da gripe suína são semelhantes aos da gripe comum e surgem em média 3 a 7 dias após a contaminação pelo vírus H1N1, conhecido por período de incubação .

Os sinais e sintomas podem incluir:

  • Febre alta, de início súbito;
  • Tosse seca e contínua;
  • Dores fortes no corpo;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Dores na garganta;
  • Ardência nos olhos;
  • Calafrios e
  • Cansaço.

Embora menos comuns, também podem surgir diarreia, náuseas e vômitos.

É muito importante estar atento aos sintomas que podem indicar uma forma mais grave da gripe suína, já que nesses casos a pessoa deve ser levada imediatamente a uma emergência, uma vez que a doença pode evoluir com complicações respiratórias, e até levar à morte, são eles:

  • A presença de febre superior a 38ºC;
  • Tosse persistente e
  • Falta de ar, acompanhadas ou não de dor de garganta;
  • Diarreia ou vômitos.

Se observar esses sintomas procure um serviço de urgência imediatamente!

Quais são os grupos de risco para forma grave da gripe suiná?

Os indivíduos mais propensos a terem complicações decorrentes da gripe suína são as crianças com menos de 5 anos, adultos com mais de 60 anos, pessoas com doenças pulmonares crônicas, doenças cardiovasculares, neurológicas, renais, hepáticas e no sangue, diabetes e obesidade mórbida.

Grávidas e pacientes imunocomprometidos (que utilizam medicamentos que baixam a imunidade ou são portadores do vírus HIV) também fazem parte do grupo de risco.

Sempre que pessoas do grupo considerado de risco apresentarem sintomas de gripe, devem procurar seu médico de família, que saberá como proceder.

Qual é o tratamento para a gripe suína?

O tratamento da gripe suína é feito com os medicamentos antivirais (oseltamivir ou zanamivir), que combatem o vírus e impedem a sua multiplicação no corpo.

Esses medicamentos tornam a gripe suína mais branda, aceleram a recuperação e evitam complicações respiratórias graves. Para ter uma boa resposta ao tratamento, os antivirais devem ser administrados logo no início dos sintomas.

Também fazem parte do tratamento o uso de medicamentos para aliviar os sintomas, além de cuidados em casa que incluem repouso, ingestão abundante de água para prevenir a desidratação e evitar o contato com outras pessoas para evitar a transmissão da doença.

Como é a transmissão da gripe suína?

Assim como a gripe comum, a gripe suína é transmitida através de gotículas de saliva ou secreção respiratória expelidas por pessoas infectadas ao falar, tossir ou espirrar. A transmissão também ocorre através do contato com superfícies contaminadas, uma vez que o vírus da gripe suína pode sobreviver mais tempo fora do corpo.

A vacinação é uma boa forma de prevenir a gripe suína, já que a vacina confere imunidade contra a doença e reduz o risco de complicações. Em geral, a pessoa já apresenta anticorpos contra o H1N1 depois de 2 a 3 semanas da vacinação e fica protegida durante 6 a 12 meses.

Para prevenir o contágio e a disseminação da gripe suína, também é importante ter alguns cuidados como:

  • Lavar as mãos com água e sabão frequentemente, sempre após de ir ao banheiro e antes de comer;
  • Não colocar a mão à frente da boca quando for tossir ou espirrar, mas sim o braço; se utilizar a mão, lave-a com água e sabão logo a seguir; o ideal nessas situações é proteger a boca com um lenço;
  • Evitar colocar as mãos na boca, nos olhos ou no nariz após tocar em superfícies;
  • Usar sempre lenço de papel descartável;
  • Evitar aglomerações e ambientes fechados;
  • Arejar os ambientes e permitir a entrada de luz solar.

Na presença de sintomas sugestivos da gripe suína, é recomendado evitar o contato com outras pessoas e procurar um posto de saúde mais próximo para receber as orientações e o tratamento adequado.

O que é gripe e quais os sintomas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A gripe é uma doença aguda que acomete as vias respiratórias e é causada pelo vírus Influenza. A gripe pode ocorrer em qualquer período do ano, mas é mais frequente entre abril e outubro, principalmente nas regiões em que as condições climáticas são mais definidas.

A transmissão do vírus da gripe ocorre pela via respiratória, geralmente através da inalação de partículas de secreção infectadas suspensas no ar.

Os vírus Influenza infectam as células do sistema respiratório, replica-se e, em três a quatro dias do contágio, iniciam-se os sintomas. A gripe normalmente tem início abrupto e provoca febre alta (mais de 38 °C), dores de cabeça e no corpo, mal estar e fraqueza. Outros possíveis sintomas são tosse seca, no início, dor de garganta e coriza.

A gripe não complicada geralmente melhora em até 5 dias depois do início dos sintomas, embora em alguns casos o quadro pode se estender por mais de uma semana. A recuperação é rápida.

Em pessoas vulneráveis, a gripe pode ser mais perigosa e pode levar a complicações, como:

  • pneumonia (pneumonia viral); 
  • pneumonia bacteriana (quando bactérias se aproveitam da fragilidade do organismo e infectam os pulmões);
  • acometimento dos músculos (miosite) ou do sistema nervoso (encefalite ou polirradiculoneurite, por exemplo).

Crianças com menos de 2 anos, adultos com mais de 65 anos, pessoas que vivem em asilos ou instituições de saúde, doentes crônicos e os obesos são os que apresentam maiores riscos de complicações. 

Por esse motivo, é indicado tratamento destes indivíduos com Oseltamivir (Tamiflu®), desde que os sintomas tenham se iniciado até 48 horas antes do atendimento médico.

O diagnóstico é geralmente clínico, ou seja, não necessita de exames laboratoriais.

Se você apresenta febre, sintomas respiratórios e dor no corpo e faz parte do grupo de risco citado acima, deve procurar um pronto atendimento para iniciar tratamento com Oseltamivir.

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Dúvidas sobre Coronavírus (COVID-19)
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Conhecer o novo coronavírus (SARS-CoV-2) é a melhor forma de se prevenir e de proteger as outras pessoas do contágio. Para isto, esclareça as suas dúvidas. Medidas simples podem evitar a infecção e a transmissão da doença COVID-19.

O que é o COVID-19?

A COVID-19 é uma doença causada por um tipo novo de vírus, da família coronavírus: o SARS-CoV-2. Identificado pela primeira vez em Wuhan, na província de Hubei, na China.

Os coronavírus, dentre eles o SARS-CoV-2, provocam infecções respiratórias em seres humanos e animais. Normalmente, as infecções respiratórias são leves a moderadas e parecidas com um resfriado comum. Na COVID-19 não é diferente.

Este vírus são chamados de coronavírus por se assemelharem à uma coroa quando vistos por meio de um microscópio.

Quais os sintomas da COVID-19, causada pelo novo coronavírus ?

Para você saber se tem COVID-19, a infecção provocada pelo coronavírus, fique atento aos sinais de um resfriado comum, pois os sintomas afetam o sistema respiratório e são muito parecidos com uma gripe. É também possível que a pessoa infectada apresente pneumonia.

Os sintomas frequentes são:

  • Febre: a febre se inicia branda e, com o passar do tempo, se torna alta e persistente com duração de 3 a 4 dias.
  • Tosse: inicialmente seca e, na medida em que o tempo passa, se torna produtiva (com catarro).
  • Dificuldade respiratória (falta de ar).
  • Fadiga (cansaço, indisposição).
  • Dor muscular (dores pelo corpo).

Na maior parte dos casos, os sintomas são leves a moderados. Nos casos graves, em que há dificuldade respiratória é indicado buscar um serviço hospitalar.

Em quanto tempo os sintomas aparecem?

O tempo entre o contato com uma pessoa infectada até o surgimento dos primeiros sintomas, chamado de período de incubação, pode variar de 2 a 14 dias. Deste modo, se você teve contato com a pessoa infectada, os sintomas podem surgir de 2 a 14 dias após este contato.

Neste período, mesmo sem apresentar sintomas, é possível transmitir o coronavírus que provoca a COVID-19. Por este motivo, lavar constantemente as mãos e não compartilhar objetos de uso pessoal como copos, talheres, entre outros, é de extrema importância.

Como se pega a COVID-19?

O coronavírus (SARS-CoV-2) que causa a Covid-19 é transmitido de pessoa para pessoa. As gotículas emitidas quando a pessoa tosse, espirra, além da saliva e do catarro de uma pessoa infectada, estão repletos de vírus e são responsáveis pela transmissão.

Além disso, o contato próximo como beijo, aperto de mão e o contato com superfícies e objetos como telefones celulares, talheres e copos também são capazes de transmitir o coronavírus.

Neste momento, evite cumprimentar as pessoas e se o fizer, lave as mãos ou utilize álcool gel e evite levar as mãos aos olhos, nariz e boca.

A pessoa pode transmitir o vírus mesmo sem apresentar sintomas?

Sim. O que se sabe até o momento é que, normalmente, a pessoa contaminada com o coronavírus leva de 2 a 14 dias para manifestar os sintomas da COVID-19, entretanto ela já é capaz de transmitir o vírus.

Que pessoas correm mais risco com a COVID-19?

De forma geral, as pessoas jovens e saudáveis apresentam sintomas leves da COVID-19.

Entretanto, a doença pode se tornar grave em:

  • Pessoas com idade superior a 60 anos (idosos);
  • Gestantes;
  • Pessoas com doenças crônicas: diabéticos, hipertensos e asmáticos;
  • Portadores de doenças cardíacas;
  • Pessoas com sistema imunológico debilitado.

Ainda não se sabe exatamente como o coronavírus afeta as crianças. Acredita-se que, por terem um sistema imunológico forte, nem todas apresentam sintomas. Porém, quando infectadas são capazes de transmitir o coronavírus.

Como posso me proteger da COVID-19?

Algumas medidas simples podem ajudar na prevenção da COVID-19:

  • Lave as mãos com frequência por pelo menos 20 segundos. Lave todas as regiões das mãos: palmas das mãos, regiões entre os dedos, dorso das mãos, polegares, unhas e punhos;
  • Lave as mãos especialmente antes das refeições e após tossir ou espirrar;
  • Se não for possível lavar as mãos com água e sabão, utilize álcool gel a 70% para higienizá-las;
  • Não toque nos seus olhos, nariz e boca se suas mão não estiverem lavadas;
  • Ao espirrar ou tossir, cubra o nariz e a boca com um lenço descartável ou com a face interna (dobra) do cotovelo. Nunca use as mãos para cobrir nariz e boca enquanto você tosse ou espirra;
  • Use lenço descartável para higiene nasal;
  • Não compartilhe objetos como talheres, copos e garrafas;
  • Evite ambientes fechados e com aglomeração de pessoas;
  • Mantenha-se em ambientes ventilados;
  • Limpe e desinfete objetos que você toca com frequência como celulares. Esta desinfecção pode ser feita com álcool gel a 70%;
  • Evite o contato com pessoas que apresentam os sintomas da COVID-19;
  • Evite sair de casa;
  • Pessoas doentes devem permanecer em casa e, em caso de dificuldade respiratória, devem se dirigir a um serviço de atendimento de urgência.

Covid-19 tem tratamento?

Não existe um remédio específico para o tratamento da COVID-19. O tratamento é feito com base nos sintomas do paciente.

Se você apresenta febre, o indicado é o uso de um antitérmico (como o Paracetamol). Evite utilizar Ibuprofeno e remédios que tenham Ibuprofeno em sua fórmula. Além disso, tome bastante água para ajudar a eliminação do vírus. Uma alimentação saudável rica em frutas, verduras, legumes e cereais é fundamental para reforçar o sistema imunológico.

Se você começar a sentir dificuldade de respirar, o indicado é buscar atendimento hospitalar.

Não utilize antibióticos. Estes medicamentos são indicados apenas em casos de infecção bacteriana. Por ser um vírus, os antibióticos não funcionam para prevenir ou tratar infecções por COVID-19.

Qual o tempo de quarentena?

Ainda não há uma determinação exata do tempo necessário de isolamento social ou quarentena. É preciso que você esteja atento às orientações das autoridades sanitárias do país, do Estado e da sua cidade, pois o tempo de isolamento vai depender da velocidade de transmissão do vírus em cada lugar.

As pessoas com suspeitas de infecção por oronovírus e/ou sintomas da COVID-19 devem permanecer isoladas até o resultado do seu exame ou durante o período indicado pela equipe médica e pelas autoridades sanitárias locais.

As pessoas infectadas com o novo coronavírus que estão sendo tratadas em casa devem permanecer isoladas, se possível em um cômodo exclusivo da casa, até que os sintomas doa COVID-19 desapareçam.

A equipe de saúde e/ou as autoridades sanitárias são as responsáveis pela orientação de quanto tempo e como deverá ocorrer o isolamento.

Devo usar máscara quando sair à rua?

Se você não está doente, não deve usar máscara nem para ir à rua.

A máscara somente deve ser usada por pessoas que estão doentes ou que cuidam de pessoas com COVID-19. Pessoas que se encontram na primeira semana ou nos primeiros 10 dias da doença, devem usar a máscara para evitar a disseminação do vírus no ambiente e reduzir a chance de contaminar outras pessoas.

Os parentes próximos, cuidadores e profissionais de saúde que cuidam de doentes com COVID-19 também devem usar máscara.

Para as pessoas que não estão doentes, a recomendação da Organização Mundial de Saúde é que não utilizem a máscara.

Quando devo procurar um posto de saúde ou hospital?

Você deve procurar os postos de saúde se apresentar febre (a partir de 37.8°C), tosse, dor de garganta e coriza. Entretanto, se você apresenta apenas um destes sintomas, deverá se manter em casa. Além disso, se você apresenta sintomas leves, mas não sente necessidade de ajuda médica, pode ficar em casa.

Se você apresentar dificuldade de respirar, falta de oxigenação ou respiração curta, busque atendimento em emergência hospitalar. Estes são sintomas de um estágio mais grave da COVID-19.

Como é o exame para saber se tenho a doença?

O teste para confirmar se a pessoa tem COVID-19 é específico para esta doença. É feita a coleta de secreções respiratórias da boca e do nariz ou por aspiração de secreção do sistema respiratório.

Somente as pessoas que tiveram contato com alguém infectado, que viajou para um outro país ou local com casos de COVID-19 e que está apresentando sintomas da doença podem fazer o teste específico para coronavírus. Esta orientação pode sofrer reajustes a depender da localidade em que a pessoa vive, a disponibilidade de recursos e evolução da pandemia.

As secreções coletadas são enviadas para os laboratórios centrais de Saúde Pública e são examinados em busca da presença de coronavírus (RNA viral).

Existe vacina para o coronavírus?

Por ser um vírus novo, ainda não existe vacina para prevenir a COVID-19. Entretanto, a vacina é uma possibilidade futura após um período de estudos sobre o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Depois de ter a doença a pessoa fica imune?

Ainda não se sabe se a pessoa desenvolve imunidade ao novo coronavírus (SARS-CoV-2). Por ser um vírus novo, pesquisas ainda estão sendo realizadas para esclarecer sobre o comportamento do vírus após a infecção.

Qual o álcool que devo usar para desinfetar?

O álcool gel a 70% é a solução desinfetante mais indicada para higienizar as mãos e superfícies e objetos. Entretanto, o uso de álcool gel não substitui a lavagem das mãos. Lavar as mãos com água e sabão é a forma mais eficaz de higiene e prevenção para da COVID-19. O álcool gel somente é indicado nos momentos em que não é possível lavá-las.

O tempo quente impede o coronavírus de se espalhar?

Como as características da COVID-19 ainda não são completamente conhecidas, não é possível afirmar que o clima quente impede a propagação do vírus.

Em geral, no calor, os vírus que provocam gripes sobrevivem por menos tempo quando estão fora do nosso corpo. As temperaturas mais baixas, por outro lado, aumentam o tempo de sobrevivência destes vírus no ar. Além disso, no inverno as pessoas tendem a ficar por mais tempo em ambiente fechados, o que facilita a transmissão.

Apesar destas regras gerais, não é possível afirmar que o verão ou o calor impedem a rápida propagação do novo corona vírus (SARS-CoV-2) que causa a COVID-19.

Siga as instruções das autoridades sanitárias da sua cidade, estado e país.

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Faz mal a saúde engolir o catarro ocasionado por gripe?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não faz mal não, o catarro irá para o estômago, será absorvido e digerido pelo trato gastrointestinal, esse processo não irá interferir em nada, não irá fazer mal. A gripe ou outra doença pela qual esteja passando não irá piorar por conta disso, por isso, não é necessário fazer nada diferente em relação a isso.

Embora, muitas pessoas prefiram e achem que é importante expelir a secreção pulmonar, não é necessário expelir. A secreção não irá voltar para os pulmões, porque ao engolir ela irá para o estômago passando pelo processo de digestão e sendo assim eliminada.

O que é o catarro do pulmão?

O catarro corresponde ao muco presente no sistema respiratório, esse muco é produzido por toda a via aérea, desde as cavidades nasais até os bronquíolos e exerce um papel de proteção do sistema respiratório através da remoção de partículas ou substâncias potencialmente agressivas ao trato respiratório, que inclui o pulmão.

Mesmo quando as pessoas não estão gripadas ou passando por alguma infecção da via respiratória a produção de muco continua, mas em menor quantidade, inclusive é comum as pessoas deglutirem esse muco sem perceber.

O que é o catarro amarelo ou verde?

O catarro, que é o muco produzido nas vias respiratórias, torna-se mais espesso, amarelado ou esverdeado durante doenças infecciosas. Nessa situação o organismo produz mais muco e secreção de forma a eliminar mais facilmente os agentes patogênicos.

Além disso, por causa da reação imunológica aos agentes virais ou bacterianos, a constituição do muco sofre uma modificação, o que pode levar a alteração da cor.

Caso apresente excesso de produção de muco e notar que apresenta muito catarro na garganta, que torna-se incomodo, deve procurar um médico para uma avaliação. Já que diferentes doenças infecciosas ou não infecciosas podem causar um aumento da produção de muco e eliminação de catarro, como pneumonia, bronquite, enfisema pulmonar, entre outras.