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Mamas

Estou tentando engravidar há quase um ano, tomei Serophene e os meus seios estão inchados. Posso estar grávida?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Os seios inchados e doloridos podem ser um sinal de que você está grávida, mas o principal sintoma inicial de gravidez é o atraso ou a ausência de menstruação. Após o atraso menstrual, outros sintomas começam a surgir, tais como:

  • Mamas doloridas e inchadas;
  • Escurecimento dos mamilos;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Enjoos e vômitos;
  • Alterações da pele;
  • Cansaço e sonolência.

Contudo, os seios inchados e doloridos nem sempre indicam que a mulher está grávida. Na ausência de gravidez, a dor e o inchaço das mamas são causados principalmente pelas variações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual.

O próprio Serophene, pode causar alguns efeitos colaterais que podem ser confundidos com gravidez, como:

  • Dor nas mamas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fadiga;
  • Tonturas;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Aumento de peso.

Espere pela menstruação. Se ela atrasar por mais de duas semanas, há uma grande probabilidade de estar grávida. Se isso acontecer, consulte o seu médico ginecologista para que seja feito um exame de gravidez.

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Seios inchados fora do período menstrual: o que pode ser?

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Quais os fatores de risco para o câncer de mama?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão relacionados com a idade, com os aspectos endócrinos e genéticos.

Os aspectos endócrinos relacionam-se sobretudo com o estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco proporcional ao tempo de exposição. Possuem risco aumentado:

  • mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos);
  • menopausa tardia (após os 50 anos);
  • primeira gravidez após os 30 anos;
  • nuliparidade (mulheres que nunca engravidaram)
  • terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Outros fatores incluem:

  • exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos;
  • ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia);
  • obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa;
  • sedentarismo.

 A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

A história familiar, sobretudo em parentes de primeiro grau com menos de 50 anos, é um importante fator de risco para o câncer de mama e pode indicar predisposição genética associada à presença de mutações em certos genes. Entretanto, o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Consulte um médico ginecologista para avaliar o risco de câncer de mama e fazer o rastreamento para diagnóstico precoce.

Câncer de mama tem cura? Qual o tratamento?
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Dr. Marcelo Scarpari Dutra Rodrigues
Médico

O câncer de mama pode ser curado, especialmente se o tratamento for instalado precocemente. Infelizmente não existe forma de prevenir o câncer de mama. O que se pode fazer é o diagnóstico precoce da doença, possibilitando aumentar as chances de cura da paciente.

O câncer de mama pode ser tratado com procedimentos locais e/ou sistêmicos. Os tratamentos locais (cirurgia e radioterapia) são usados na remoção ou destruição das células cancerosas presentes na mama e na região axilar, mas também podem ser utilizados para controlar quadros especiais, como doença metastática (ex.: ossos e pulmão).

Os principais tipos de cirurgias são:

  • Mastectomia radical: consiste na remoção total da mama juntamente com o estudo dos gânglios axilares.
  • Mastectomia simples: consiste na retirada total da mama.
  • Setorectomia ou quadrantectomia: consiste na remoção do tumor com tecido adjacente livre do envolvimento tumoral, junto com o estudo dos gânglios axilares.

Muitas vezes já é possível a reconstrução da mama no mesmo tempo cirúrgico. A reconstrução deverá ser discutida com o médico que realizará a cirurgia.

A radioterapia é um tratamento local do câncer de mama, que pode ser utilizado de várias formas:

  • antes da cirurgia, para melhorar as condições cirúrgicas;
  • após a cirurgia, como complemento ao tratamento local;
  • nos casos de retorno da doença, em locais determinados.

O plano e a duração da radioterapia variam de acordo com a situação de cada paciente.

Os tratamentos sistêmicos (quimioterapia e hormonioterapia) são usados para destruição ou controle das células neoplásicas que deixaram o tumor primário e estão na circulação sanguínea ou já instalaram-se em outros órgãos.

Os quimioterápicos podem ser administrados por via oral ou injetável. O tratamento pode ser realizado no ambulatório ou com a internação do paciente, dependendo do caso. Os medicamentos utilizados e a duração do tratamento variam de acordo com a doença e a reação do paciente à quimioterapia.

A hormonioterapia é um tratamento que visa a impedir ou retardar o crescimento das células neoplásicas. É usado para complementar a cirurgia nos pacientes em que as células tumorais mostram-se sensíveis à ação dos hormônios (receptores hormonais positivos).

Este tratamento pode ser aplicado em pacientes com câncer avançado localmente, em casos recidivos ou até para reduzir as chances de surgimento de outros tumores na mesma mama (tratamento conservador) ou na outra. O uso desses medicamentos é mantido por longos períodos (5 anos), com poucos efeitos colaterais, sendo o medicamento mais utilizado o tamoxifeno.

O tratamento do câncer de mama deverá ser discutido com o médico mastologista ou oncologista.

Qual probalidade de nódulo de mama não ser maligno?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Essa probabilidade em números é muito difícil de dizer, porém os tumores benignos são muito mais comuns que os malignos. As chances de ser benigno é várias vezes maior que as chances de ser maligno.

Faz 3 anos que apareceu um caroço em um dos meus seios?
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Câncer de mama nessa idade é raro, mas é possível. Você já está há 3 anos com esse caroço, já está na hora de ir ao médico, o que você está esperando?

Tenho 17 e desde cedo tenho problema com meus seios...
Dr. Charles Schwambach
Dr. Charles Schwambach
Médico

Precisa ir num ginecologista que examinará seus seios e dirá para você o que pode ser feito a respeito e se é ou não "normal". Apenas pela sua descrição é difícil dizer qualquer coisa, neste caso você realmente precisa ser examinada, apesar de que pode sim ser uma característica do seu corpo essas alterações e podem não representar nenhuma doença, talvez sejam esteticamente "anormais".

Qual a diferença entre ecografia mamária e mamografia?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A mamografia é um exame de Raio-X realizado nas mamas. Ela é recomendada para todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade. Fora dessa faixa etária, ela pode ser indicada na presença de alguns fatores individuais e familiares que serão avaliados pelo/a médico/a solicitante. A mamografia é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A ecografia mamária é um exame de Ultrassom realizado nas mamas. Ela pode ser indicada em qualquer idade para avaliação do desenvolvimento mamário, identificação de cistos, dentre outros.

O/a profissional de saúde saberá indicar a melhor opção em cada caso. Em momentos de dúvida, pergunte sobre os procedimentos durante a consulta e antes da realização do exame. 

Mastite na amamentação é perigoso?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não, desde que devidamente tratada, a mastite na amamentação não é perigoso e não impede o aleitamento materno, excepto por indicação médica.

Em caso de mastite, a mulher deve continuar a amamentar. Depois de dar de mamar no lado afetado, ela deve esvaziar manualmente a mama com uma bomba ou com as próprias mãos, até se sentir confortável e obter o esvaziamento completo da mama.

Esvaziar a mama evita o ingurgitamento mamário e permite a melhora mais rápida inflamação, por isso é essencial continuar a amamentação mesmo apresentando sintomas de mastite.

O que é mastite?

A mastite é uma inflamação nos ductos da mama que acomete sobretudo mulheres que estão amamentando. Costuma surgir entre a segunda e a quinta semana de amamentação, geralmente em apenas uma das mamas. Na maioria dos casos, as mastites não trazem complicações e apresentam boa evolução.

Quais as causas de mastite?

A inflamação ocorre quando o leite permanece nos ductos por tempo prolongado ou quando as fissuras no mamilo atuam como porta de entrada para bactérias.

De fato, a principal causa das mastites é a infecção por bactérias, sendo o Staphylococcus aureus responsável por mais de 90% dos casos.

Embora seja mais frequente durante a lactação, a mastite também pode surgir em outros períodos. Nesses casos, pode haver fatores que favoreçam o aparecimento da inflamação, tais como fumo, diabetes, lesão na mama e cirurgias com quadros de infecção no pós-operatório.

Quais são os sintomas de mastite?

Os sinais e sintomas da mastite incluem vermelhidão, inchaço, aumento da temperatura e dor na mama afetada, bem como a presença de um nódulo no local. A mama também fica mais tensa e pode haver febre.

Qual é o tratamento para mastite?

O tratamento da mastite começa com o esvaziamento da mama por meio de bomba ou da ordenha manual. Para aliviar os sintomas, recomenda-se aplicar compressas frias na mama afetada.

Para facilitar a saída do leite no momento da amamentação, é indicada a aplicação de uma compressa morna antes do bebê mamar.

O tratamento da mastite também pode incluir medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. A cirurgia pode ser necessária em alguns casos quando tem formação de abcesso, para drena-lo..

Durante o tratamento, não é necessário suspender a amamentação, exceto por indicação do médico.

A prevenção da mastite é feita através de uma pega adequada do bebê na hora de amamentar e redução das fissuras.

Casos mais leves de mastite podem ser tratados pelo médico de família ou ginecologista/obstetra, em algumas situações pode ser necessário a avaliação por um mastologista.