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Dor no seio durante a gravidez: o que fazer para aliviar?

Para aliviar a dor no seio durante a gravidez, a gestante deve usar sutiãs adequados e mais confortáveis, feitos com tecidos macios, que tenham alças largas e apoio nas costas. Também é importante que o sutiã não tenha nenhuma armação de ferro, sustente bem a mama e tenha um tamanho ajustável.

Aplicar compressas de água morna nos seios também ajudam a amenizar a dor e o desconforto durante a gestação. Hidratantes com elastina e colágeno na composição podem auxiliar no alívio do incômodo, embora não sejam capazes de acabar com a dor.

Na hora do banho, a mulher deve lavar os seios com sabonete neutro, com movimentos circulares e delicados no sentido dos ponteiros do relógio.

No início da gravidez, é normal os seios ficarem mais sensíveis e doloridos devido às alterações hormonais. O aumento do volume da mama também pode causar algum desconforto e provocar dor.

Para maiores informações sobre como aliviar a dor no seio durante a gravidez, fale durante as consultas com o/a médico/a que está acompanhando seu pré-natal.

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Biópsia da mama dói? Como é feita?

limiar da dor é algo muito particular e a tolerância pode ser diferente de pessoa a pessoa. Por isso, a biópsia poderá ser um procedimento doloroso para algumas pessoas e não tanto doloroso para outras.

De qualquer forma, para a realização da biópsia é feita anestesia local justamente para evitar efeitos dolorosos do procedimento.

A biópsia da mama pode ser realizada com agulha fina ou grossa após aplicação de anestesia local. Durante o procedimento, a paciente fica acordada e recebe a anestesia no local onde será retirado o tecido. Após a anestesia, o/a médico/a insere a agulha na mama e retira parte do tecido que será analisado. Esse tecido é enviado ao laboratório para avaliação do/a médico/a patologista. A análise anatomopatológica é feita minuciosamente e, então, é liberado o resultado.

Outra opção é a realização da biópsia da mama pela realização cirúrgica. Nesse procedimento, a paciente é levada ao centro cirúrgico onde fará anestesia geral ou raquidiana. Após a anestesia, iniciará a cirurgia para retirada do tecido mamário a ser analisado em laboratório.

Converse com seu/sua médico/a antes da realização do procedimento para tirar essa e outras dúvidas acerca da biópsia mamária. 

Estou tentando engravidar há quase um ano, tomei Serophene e os meus seios estão inchados. Posso estar grávida?

Os seios inchados e doloridos podem ser um sinal de que você esteja grávida, mas o principal sintoma inicial de gravidez é o atraso ou a ausência de menstruação. Após o atraso menstrual, outros sintomas começam a surgir, tais como:

  • Mamas doloridas e inchadas;
  • Escurecimento dos mamilos;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Enjoos e vômitos;
  • Alterações da pele;
  • Cansaço e sonolência.

Contudo, os seios inchados e doloridos nem sempre indicam que a mulher está grávida. Na ausência de gravidez, a dor e o inchaço das mamas são causados principalmente pelas variações hormonais que ocorrem ao longo do ciclo menstrual.

O próprio Serophene, que você está tomando para tentar engravidar, pode causar alguns efeitos colaterais que podem ser confundidos com gravidez, como:

  • Dor nas mamas;
  • Náuseas e vômitos;
  • Fadiga;
  • Tonturas;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Aumento de peso.

Espere pela menstruação. Se ela atrasar por mais de duas semanas, há uma grande probabilidade de você estar grávida. Se isso acontecer, consulte o seu médico ginecologista para que seja feito um exame de gravidez.

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Nódulos em mamas podem representar tanto doenças benignas como doenças malignas, a gravidade depende do tipo de nódulo, precisa levar esse exame ao ginecologista.

Mama densa tem cura? Qual o tratamento?

Mama densa não tem cura nem tratamento. Trata-se de uma característica genética da mama, muito frequente em mulheres jovens, com menos de 40 anos. As mamas densas têm uma grande quantidade de tecido glandular, que é o tecido responsável pela produção do leite materno.

A mama densa é considerada um fator de risco para o desenvolvimento de câncer de mama, não só pela maior predisposição do organismo, mas também devido à dificuldade de visualizar o tumor na mamografia.

O maior inconveniente das mamas densas é dificultar a detecção precoce do câncer de mama no exame de mamografia, favorecendo resultados falso-negativos, ou seja, pode haver alguma lesão na mama e o exame dar resultado normal.

Isso acontece porque na mamografia a gordura aparece escura, enquanto que o tecido denso é branco. Os tumores, quando estão presentes, também aparecem em branco e podem assim passar despercebidos pelo médico. Quanto mais gordura tem o seio, mais escura é a imagem e mais fácil é visualizar o tumor.

Nesses casos, a prevenção e o diagnóstico do câncer de mama em mulheres com mamas densas é feito com exames complementares. Além da mamografia, o médico mastologista poderá solicitar ultrassonografia mamária, ressonância magnética das mamas ou ainda mamografia com contraste.

Para maiores esclarecimentos, consulte um médico mastologista.

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Nenhuma dor é normal, mas também pode ser que a dor não tenha um significado importante, como no seu caso que pode ser apenas alguma alteração hormonal do período pré-menstrual.

Quais os fatores de risco para o câncer de mama?

Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão relacionados com a idade, com os aspectos endócrinos e genéticos.

Os aspectos endócrinos relacionam-se sobretudo com o estímulo estrogênico, seja endógeno ou exógeno, com aumento do risco proporcional ao tempo de exposição. Possuem risco aumentado:

  • mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos);
  • menopausa tardia (após os 50 anos);
  • primeira gravidez após os 30 anos;
  • nuliparidade (mulheres que nunca engravidaram)
  • terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Outros fatores incluem:

  • exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 40 anos;
  • ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia);
  • obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa;
  • sedentarismo.

 A prática de atividade física e o aleitamento materno exclusivo são considerados fatores protetores.

A história familiar, sobretudo em parentes de primeiro grau com menos de 50 anos, é um importante fator de risco para o câncer de mama e pode indicar predisposição genética associada à presença de mutações em certos genes. Entretanto, o câncer de mama de caráter hereditário (predisposição genética) corresponde a cerca de 5-10% do total de casos.

Consulte um médico ginecologista para avaliar o risco de câncer de mama e fazer o rastreamento para diagnóstico precoce.

O que é carcinoma ductal?

O carcinoma ductal da mama é um tumor derivado das células de revestimento dos ductos mamários e representa 80 a 90% dos cânceres de mama.

O carcinoma ductal pode ser dividido em:

  • In situ ou intraductal: quando há proliferação de células malignas dentro de um ducto, não ultrapassando os limites da membrana basal, não invadindo estruturas profundas.
  • Invasor: quando as células malignas invadem estruturas além da membrana basal.

Os principais sintomas associados ao carcinoma ductal in situ são:

  •  nódulo ou caroço palpável na mama;
  •  derrame papilar: saída de secreção espontaneamente pelos mamilos;
  •  alteração na mamografia, sem sintomas clínicos.

Os principais sintomas associados ao carcinoma ductal invasor são:

  • nódulo, caroço ou massa palpável na mama;
  • saída espontânea de secreção pelo mamilo;
  • alterações na pele, que fica similar a casca da laranja;
  • em tumores avançados, pode haver ulceração e grande deformidade da mama.

A evolução do câncer de mama é variável para cada paciente, por diferenças em relação ao crescimento tumoral, capacidade de invasão, potencial metastático e outros mecanismos. Diante deste fato, é importante conhecer estas variáveis no momento do diagnóstico ou da cirurgia, associadas ao tempo livre de doença ou de sobrevida geral, sendo essa a definição de prognóstico.

Os fatores prognósticos do câncer de mama podem incluir:

  • idade: pacientes mais jovens, com menos de 35 anos, possuem uma evolução clínica pior do que as pacientes mais velhas, pós-menopausa, pois seus tumores são mais agressivos;
  • etnia: mulheres da raça negra e hispânica tem pior prognóstico que as mulheres brancas, que pode estar associado a piores condições de acesso aos serviços de saúde;
  • tipo histológico do tumor: o carcinoma ductal tem pior prognóstico em relação a outros tipos histológicos;
  • tamanho do tumor: quanto maior, pior prognóstico;
  • acometimento de linfonodos: se acometidos, o prognóstico é pior;
  • receptores de hormônios (estrogênio e progesterona): tumores com presença destes receptores tem melhor prognóstico;
  • outros marcadores moleculares, como oncogenes que, quando presentes, denotam pior prognóstico.

O tratamento de primeira escolha é a remoção cirúrgica completa, que algumas vezes deverá incluir a remoção dos linfonodos axilares também. Outras terapias são quimio e radioterapia, além do uso de medicações que bloqueiam receptores hormonais, como o tamoxifeno.

Toda mulher deve se consultar anualmente com o ginecologista e realizar mamografia anualmente conforme as orientações abaixo:

  • mulheres a partir dos 40 anos, sem histórico familiar de câncer de mama;
  • mulheres a partir dos 35 anos, que tenham histórico familiar de câncer de mama;
  • dez anos antes do diagnóstico de câncer de mama em familiar de primeiro grau.

Na presença de alterações mamárias, deve ser procurado um ginecologista ou mastologista.