O que é transtorno de personalidade borderline? Tem cura? Qual o tratamento?

O transtorno da personalidade borderline é uma doença mental caracterizada por uma perturbação da personalidade que provoca instabilidade emocional, sentimento de vazio interno, desregulação afetiva e uma série de outros sintomas que levam a diversos comportamentos impulsivos e perigosos.

O paciente borderline ("fronteira", em inglês), como o próprio nome sugere, vive na "fronteira" entre a realidade e a loucura, apresentando instabilidade de humor, comportamento, relacionamentos interpessoais e da própria ideia que ele tem de si mesmo.

Toda essa instabilidade tende a desorganizar a vida familiar e profissional, os planejamentos a longo prazo, bem como o sentido de identidade do indivíduo.

Publicidade

São frequentes as autoagressões sem intenção de suicídio em pessoas que sofrem de transtorno da personalidade borderline. As tentativas de suicídio e de suicídio com êxito também são significativas.

Leia também: Quais os sintomas do transtorno de personalidade borderline?

Qual o tratamento para o transtorno de personalidade borderline? Tem cura?

O transtorno de personalidade borderline não tem cura mas possui tratamento através de medicamentos e psicoterapia.

O objetivo do tratamento é promover o desenvolvimento emocional ou da personalidade do paciente, além de controlar os sintomas. A doença precisa ser tratada mesmo nos casos mais leves.

A psicoterapia é essencial para dar maior estabilidade emocional, com sessões semanais que visam aumentar a conscientização dos atos, comportamentos e ações para melhorar os relacionamentos interpessoais.

As principais técnicas de psicoterapia utilizadas no tratamento do transtorno de personalidade borderline são a interpessoal, cognitivo-comportamental e o treinamento de habilidades sociais.

Os medicamentos não são o tratamento de primeira escolha para o transtorno borderline, sendo mais usados para tratar outras doenças associadas. Alguns exemplos dessas medicações são os anticonvulsivantes e os antipsicóticos atípicos.

Há casos em que o paciente precisa ser internado, principalmente quando os sintomas colocam em risco a sua integridade física e dos seus familiares.

A resposta ao tratamento nos casos mais graves é lenta, o que justifica a utilização de um ambiente protegido e seguro para o paciente.

Caberá ao médico psiquiatra esclarecer o paciente e os seus familiares quanto aos riscos e benefícios do tratamento e também a necessidade de uso dos mesmos.