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Estou com um caroço nos grandes lábios da vagina: o que pode ser e qual o tratamento?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Caroço nos grandes lábios da vagina pode ser característico de diferentes condições, como:

  • Foliculite;
  • Verrugas genitais causadas por HPV
  • Cisto sebáceo e outro tipos de cistos;
  • Lipoma;
  • Bartolinite.
Foliculite

Nódulos e caroços pequenos na região dos grandes lábios próximo aos pelos pode ser decorrente de uma foliculite, que é a inflamação da base do pelo. A foliculite pode desencadear a formação de pequenos carocinhos, que coçam, são um pouco dolorosos em toda a região da vulva.

A foliculite nessa região é algo comum, devido aos diferentes métodos de depilação que podem provocar irritação e inflamação na pele.

A foliculite pode infectar, levar a proliferação de bactérias e evoluir para a formação de furúnculos, nessa situação pode ser necessário o uso de antibióticos e drenagem do pus que fica acumulado.

Verrugas genitais

A verrugas genitais são causadas pelo vírus do HPV e são transmitidas através do contato sexual pele a pele. Podem aparecer como nódulos únicos ou múltiplos em qualquer área da vulva ou vagina.

O tratamento é a excisão da verruga através da aplicação de ácidos, cauterização, congelação ou retirada cirúrgica.

Cistos ou lipomas

Pequenos cistos também podem aparecer como caroços na região externa dos grandes lábios. Existem diferentes tipos de cistos, um dos mais comuns é o cisto sebáceo, que é um cisto causado pela obstrução das glândulas sebáceas presentes na pele.

Se o cisto inflama é possível haver ainda dor e desconforto, no entanto, é mais comum que os cistos sejam indolores e não causem outros sintomas.

Um outro tipo de nódulos que também podem aparecer na região genital são os lipomas, que são nódulos de gordura.

O tratamento de cistos ou lipomas é feito através de sua retirada por um pequeno procedimento cirúrgico.

Bartolinite

A causa mais comum de caroço de grandes dimensões na região da vulva é a inflamação da glândula de Bartholin, também chamada de bartolinite, que ocorre geralmente após a obstrução desta glândula.

A bartolinite, geralmente, ocorre em apenas um lado dos grandes lábios, pode causar o aparecimento de um pequeno cisto na entrada da vagina, que cresce e aumenta de tamanho com o decorrer do tempo.

Este caroço não se localiza exatamente nos grandes lábios, mas sim na entrada da vagina, no entanto, como costuma crescer rapidamente pode passar a impressão que são caroços dos grandes lábios

A obstrução da glândula de Bartholin causa a formação de um nódulo que é indolor, mas a medida em que cresce gera desconforto para andar, sentar ou durante a relação sexual. Em alguns casos, a bartolinite pode melhorar espontaneamente, sem necessidade de tratamento específico.

Entretanto, caso ocorra a infecção da glândula de Bartholin o nódulo passa a apresentar dor intensa, com presença de pus, vermelhidão e inchaço. Nessas situações, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com o uso de antibiótico.

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o ginecologista, clínico geral ou médico de família para o diagnóstico e tratamento adequados.

Leia também:

Referência bibliográfica

Febrasgo. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Bartholin gland masses: Diagnosis and management. Uptodate.

Estou com caroços dentro da vagina, em um dos lados. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Caroço dentro da vagina ou nos grandes lábios pode ter como causa bartolinite, foliculite, hematoma, linfogranuloma venéreo, cisto sebáceo e outro tipos de cistos, lipoma, entre outras causas.

Com as características apresentadas (caroço pequeno, vermelho, com ponta branca e que não possui pus), pode tratar-se de uma inflamação no pelo da região, situação conhecida como foliculite.

O que é foliculite?

A foliculite é uma inflamação na raiz do pelo, causada por fungos, vírus ou bactérias. Porém, há casos em que não há uma infecção propriamente dita, mas uma inflamação, em que o próprio pelo provoca a resposta inflamatória.

A profundidade da foliculite pode variar. Costuma ser superficial, provocando apenas lesões pequenas na pele. Porém, há casos em que a foliculite é profunda. Nesse caso, o problema é mais grave, pois afeta camadas mais profundas da pele, normalmente com formação de furúnculos.

Quais são os sintomas da foliculite?

Os sinais e sintomas da foliculite incluem manchas pequenas ou pequenos caroços na pele, nesse caso, na vagina. O pus pode ou não estar presente. Pode haver ainda formação de crostas, dor, coceira e desconforto.

O que fazer em caso de caroço na vagina?

Nesse caso, se for uma foliculite, não é indicado apertar, espremer ou estourar. Deve-se fazer a higiene local no momento do banho com água e sabão, sem a necessidade de usar nenhum outro produto de limpeza específico.

Caso a inflamação infeccione e transforme em abscesso com dor local, presença de pus, vermelhidão e inchaço, é necessária a drenagem para que o pus saia e alivie a dor, juntamente com uso de antibiótico.

Veja também: Existe algum tratamento para foliculite?

Se o caroço não regredir em alguns dias e vir acompanhado desses sintomas, a mulher deve procurar o/a ginecologista, clínico/a geral ou médico/a de família para o diagnóstico e tratamento adequado.

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Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

CandidíaseO que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

Saiba mais em:

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Por que o esperma sai fora da vagina ao levantar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O esperma sai da vagina ao levantar por ação da gravidade.

Durante o ato sexual, quando não há uso de preservativo, o esperma resultante da ejaculação será depositado na vagina. A vagina é composta por vários músculos. Após a relação, o esperma irá sair aos poucos pela vagina.

Quando a mulher se levanta, com a ação da gravidade do planeta, a quantidade de esperma que sai da vagina será maior, pois isso ela pode ter uma percepção diferente de quando ela permanece deitada.

Mesmo com a saída de determinada quantidade de esperma pela vagina, a quantidade que entrou durante a relação sexual, é suficiente para possibilitar uma gravidez.

A mulher que não queira engravidar e que queira se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis deve usar preservativo feminino ou masculino em todas as relações sexuais. 

Irritação na vagina tipo assadura com coceira e sangramento: o que é?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Irritação na vagina, tipo assadura, com coceira e sangramento é muito comum nas infecções vaginais tipo vaginose bacteriana ou infecção por fungo (como a candidíase).

No caso da candidíase, outro sintoma comumente observado é a presença de corrimento vaginal esbranquiçado ou amarelado. Os sintomas geralmente pioram antes da menstruação e melhoram no início do período.

A candidíase é bastante comum e não é considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), embora o fungo causador da doença possa ser disseminado através do contato oral-genital.

O fungo causador da candidíase, a cândida, está naturalmente presente no canal vaginal, juntamente com várias outras bactérias. Os lactobacilos (um tipo de bactéria) contrabalanceiam a proliferação dos fungos no interior da vagina. Quando há um desequilíbrio na proliferação de cândida, temos um quadro de candidíase vaginal.

Alguns dos principais fatores de risco para candidíase:

  • Uso de antibiótico;
  • Gravidez;
  • Diabetes mellitus descontrolada;
  • Obesidade;
  • Uso de glicocorticoides e imunossupressores;
  • Uso de roupas de lycra e mal ventiladas;
  • Doenças autoimunes ou imunidade alterada;
  • Uso de ducha ou sabonete íntimo diário.

O tratamento da candidíase vaginal pode incluir:

  • Aplicação única ou aplicações diárias de cremes antifúngicos, supositórios ou óvulos;
  • Uso de antibióticos orais.

Outra situação em que pode haver irritação na vagina, parecida com uma assadura, com coceira e sangramento, é na vaginose bacteriana, sendo esta a principal causa de corrimento vaginal em mulheres na idade reprodutiva.

A vaginose caracteriza-se por um crescimento anormal de bactérias anaeróbias como Gardnerella vaginalis, Mobiluncus, entre outras, associado a uma diminuição de lactobacilos da flora vaginal normal.

Relações sexuais frequentes, uso de duchas vaginais ou período pré-menstrual favorecem a alteração da flora bacteriana vaginal, podendo desencadear a vaginose.

A vaginose bacteriana também não é considerada uma DST, embora a sua ocorrência seja maior em mulheres com número elevado de parceiros sexuais, sendo rara naquelas sexualmente inativas.

O tratamento da vaginose bacteriana inclui:

  • Uso de pomada ou creme vaginal;
  • Medicamentos antibióticos orais.

Para um diagnóstico e tratamento adequado, a mulher deve consultar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Minha vagina fica inchada e dolorida após a relação, isso é normal?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Vagina inchada e dolorida após a relação pode ser normal. Porém, é importante detectar a presença de alguma infecção vaginal, peniana ou urinária que podem agravar a sensação de ardência.

Pela fricção que ocorre durante o ato sexual, pode haver uma ardência logo após a relação. Essa ardência, em geral, deixa de existir depois do ato sexual.

O ato sexual pode provocar esse ardor principalmente quando não há tanta lubrificação dos órgãos genitais. Para isso, é importante estar com o desejo sexual preservado e se sentir à vontade com a pessoa. Nos momentos iniciais da relação, as pessoas podem fazer carícias e outras ações que estimulam a lubrificação e garantem uma comodidade maior no momento da penetração.

Outros fatores que podem causar ardência genital são as infecções tanto vaginal, peniana e urinária. Na presença de alguma infecção como candidíase, gonorreia, clamídia, entre outras, a pessoa pode sentir ardor nos órgãos genitais ou ardência ao urinar.

Essas infecções têm tratamento e com o uso da medicação indicada, é possível acabar com a ardência.

A pessoa deve observar essa ardência. Caso o incômodo continue presente, é recomendável procurar um serviço de saúde para uma avaliação e devido tratamento específico a depender da infecção.

Soltar gases pela vagina é normal? O que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Gases que saem pela vagina, principalmente durante o ato sexual, são normais. O ar que entra no canal vaginal durante a relação e sai sob pressão faz um barulho semelhante ao dos gases intestinais.

Esse ar fica comprimido no interior da vagina e pode sair de forma ruidosa durante a própria penetração, quando ocorre uma mudança de posição ou ainda depois da relação sexual. São os chamados “flatos vaginais”.

Trata-se de uma situação absolutamente normal e frequente durante as relações sexuais, sobretudo em posições em que a abertura da vagina é maior, o que favorece a entrada de ar.

É preciso lembrar que o canal vaginal é uma cavidade oca, em forma de tubo. Com a penetração do pênis, o ar que está no interior da vagina pode ficar comprimido nesse tubo e sair de forma barulhenta sob pressão.

Parto normal pode causar gases vaginais?

A entrada de ar na vagina pode ocorrer em mulheres que já tiverem ou não tiverem filhos. Portanto, o parto normal não tem propriamente relação com os “gases vaginais”.

Contudo, bebês relativamente grandes que nascem por parto normal podem deixar a vagina ligeiramente mais larga, favorecendo a entrada de ar durante as relações após o parto.

Isso acontece porque as fibras musculares dos músculos do períneo podem ficar distendidas depois do parto e não voltar ao seu estado anterior, perdendo o tônus e a força de contração.

É possível diminuir a saída de gases pela vagina?

Uma forma de tentar diminuir esses "gases vaginais" é fortalecer a musculatura do assoalho pélvico e aprender a controlar esses músculos. Isso garante um maior contato do pênis com a parede do canal vaginal, diminuindo o espaço para haver entrada de ar. Além disso, esses exercícios também ajudam a prevenir a incontinência urinária e a queda dos órgãos pélvicos.

Para maiores esclarecimentos, converse com o ginecologista, médico de família ou fisioterapeuta especialista em uroginecologia.

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Posso engravidar se inserir o pênis sujo de esperma na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é possível engravidar se inserir o pênis sujo de esperma na vagina. Mesmo que a quantidade de esperma já não seja tão grande, ainda existem lá espermatozoides. Apesar de estarem em número reduzido, basta que um deles consiga chegar ao óvulo para ocorrer fecundação e uma gravidez.

Mesmo que o seu namorado tivesse limpado o pênis depois de tirar a camisinha, ainda haveria chances de gravidez.

Qualquer relação sexual com penetração do pênis na vagina sem o uso de camisinha, pílula anticoncepcional ou outro método contraceptivo, mesmo que tenha sido praticado o coito interrompido, pode engravidar.

O coito interrompido consiste na retirada do pênis da vagina no momento da ejaculação. Apesar desta prática diminuir um pouco as chances de gravidez, uma vez que a ejaculação ocorre fora da vagina, ainda há chances da mulher engravidar. O coito interrompido não é método anticoncepcional adequado e eficiente.

Espere pela sua menstruação e se ela atrasar mais de 15 dias, faça um teste de gravidez. Se der positivo, consulte o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Para saber mais sobre as possibilidades de gravidez, veja também:

É possível engravidar fazendo coito interrompido?

É normal sair um líquido transparente da vagina durante a gravidez?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, é normal sair um líquido transparente da vagina durante a gravidez. Trata-se de uma secreção vaginal normal e que aumenta à medida que a gravidez avança, sendo mais intensa no 2º e no 3º trimestre de gestação.

Mesmo antes de engravidar, as mulheres já possuem um corrimento vaginal fisiológico, ou seja, normal, que é estimulado pelo hormônio estrogênio. 

Porém, durante a gravidez, devido à maior produção hormonal e ao aumento do aporte sanguíneo para a região da vagina, o corrimento torna-se mais intenso.

É importante lembrar que para ser considerado "normal", a secreção vaginal deve ser constituída por um líquido transparente ou esbranquiçado semelhante à clara do ovo, não ter cheiro forte e não causar coceira ou ardência.

Se o corrimento for branco, amarelo ou esverdeado, com cheiro tipo peixe podre ou azedo, pode ser sinal de alguma infecção ou inflamação vaginal.

Neste caso, é preciso consultar o/a médico/a que está realizando seu pré-natal para que o problema seja tratado e não traga riscos para você e para o feto.

Coceira na vagina, o que é?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A coceira na vagina pode ter diversas causas. Uma causa muito comum de prurido na vagina é a candidíase, uma infecção vaginal muito frequente. Ela é causada por um fungo (Candida albicans) que está presente normalmente na vagina sem causar algum problema ou sintomas.

Porém, em algumas situações, como períodos de muito estresse ou queda da imunidade, a quantidade desse fungo presente na vagina pode sofrer um aumento, causando coceira intensa na vagina e na região próxima à ela.

Outros sinais e sintomas da candidíase incluem presença de corrimento claro, esbranquiçado e sem cheiro, dor para urinar, dor na relação sexual e ardência.

O tratamento da candidíase baseia-se no uso de medicamentos antifúngicos por via oral ou vaginal.

Coceira na vagina pode ser alergia?

Sim. A coceira na vagina pode também ser causada por alergia a produtos, como no caso do sabão em pó usado para lavar a calcinha, ao sabonete e outros produtos usados para higiene íntima, ducha vaginal, ou ainda ao próprio tecido da calcinha.

As calcinhas que não são de algodão (material sintético) e o uso constante de calça jeans, principalmente em dias quentes, podem levar à irritação das regiões próximas à vagina (vulva) causando coceira e também contribuindo para o aparecimento da candidíase.

Menopausa causa coceira na vagina?

A menopausa é uma outra causa possível para a coceira vaginal. O prurido, nesses casos, ocorre devido à redução da produção de estrógeno, que ocorre nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas da menopausa?

O uso de lubrificantes locais ajudam a amenizar o problema. Em casos mais intensos pode ser recomendado um tratamento com aplicação de creme de estriol na vagina.

O que mais pode causar coceira na vagina?

⇒ Dermatite atópica vulvar: pode causar coceira na vagina e a sua causa é alérgica;

⇒ Tricomoníase vaginal: trata-se de uma doença sexualmente transmissível (DST), que pode provocar coceira e aparecimento de corrimento amarelo-esverdeado;

⇒ Líquens vulvares: são lesões que aparecem na vagina, cuja causa não é conhecida. A coceira é intensa e lesão pode aumentar o risco de câncer de vulva.

Para a realização de um diagnóstico e orientação sobre o tratamento ideal procure o seu médico de família ou médico ginecologista.

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Tem algum remédio para mau cheiro na vagina?
Dra. Janyele Sales
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Medicina de Família e Comunidade

Deve procurar um ginecologista para verificar se existe uma infecção que cause esse mau cheiro e para fazer o tratamento. Não é esperado que a vagina apresente um mau cheiro, portanto não há um remédio ou pomada vaginal específicos para isso.

O odor vaginal normal pode incomodar algumas mulheres, no entanto, se a mulher não apresenta nenhuma doença vulvovaginal apenas alguns cuidados com a higiene local são necessários para manter um ambiente vaginal saudável e assim evitar o mau cheiro. Os principais cuidados são:

  • Não utilizar sabonetes e cremes vulvovaginais que não respeitem o pH vaginal;
  • Não utilizar sabonetes perfumados ou com substâncias irritativas;
  • Lavar a região de mucosas interna da vulva apenas com água;
  • Usar sabonete apenas na região externa da vulva, ou seja onde há pele;
  • Evitar a realização de duchas vaginais;
  • Evitar o uso de calcinhas e calças de tecidos sintéticos;
  • Minimizar o uso de cosméticos na zona íntima.
O que pode causar mau cheiro na vagina?

Algumas infecções vaginais como a vaginose bacteriana podem causar mau cheiro, nesse caso existe tratamento com medicação específica que serve para tratar essa doença e consequentemente acabar com o mau odor.

A vaginose bacteriana é uma vulvovaginite causada por uma mudança na composição da flora vaginal, em que passa a haver o predomínio de bactérias anaeróbias nocivas como a Gardnerella Vaginalis, nessa situação pode haver a presença de um corrimento esbranquiçado de odor fétido, em alguns casos semelhante a peixe podre.

O tratamento da vaginose é feito com antibiótico tomado por via oral, como o metronidazol, ou pomada vaginal a base de clindamicina.

O uso excessivo de produtos cosméticos na região da vulva e da vagina, como sabonetes, cremes e desodorantes também podem alterar a flora bacteriana local normal e provocar alteração do odor natural da zona intima, portanto, é importante seguir as recomendação descritas.

Caso tenha mais dúvidas ou apresente outros sintomas além do mau cheiro como corrimento ou sangramento anormal procure um médico de família ou ginecologista para uma avaliação.

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Estou com uma bolinha no seio direito, tipo espinha...
Dra. Janessa Oliveira
Dra. Janessa Oliveira
Farmacêutica-Bioquímica

Bolinha no seio que parece uma espinha pode ser infecção na glândula de Montgomery. Pode ser necessário o tratamento com antibióticos ou drenagem

O que são as glândulas de Montgomery?

As glândulas de Montgomery são glândulas sebáceas que representam um estágio intermediário entre glândulas mamárias e sudoríparas. Na superfície da pele, os ductos dessas glândulas formam elevações conhecidas como tubérculos de Montgomery.

Elas são localizadas ao redor do mamilo, na aréola, a parte mais escura do seio.

Posso espremer essas bolinhas?

Não é indicado espremer essas bolinhas, pois elas podem inflamar e causar infecção local. Nesse caso, vão ter aspecto de espinha e causar dor.

Ao espremê-las, as bactérias da pele podem entrar pelos ductos da glândula e provocar uma infecção. Com isso, a pele fica mais tensa, quente, com vermelhidão e até pus. Pode também evoluir para casos mais graves como abscesso. Nesses casos, é necessário procurar um médico para tratar os problemas.

Para que servem as glândulas de Montgomery?

Essas glândulas secretam gordura, que lubrifica e protege a aréola de infecções. Essas glândulas fazem parte da anatomia normal da mama. Se você tem essas bolinhas, não é motivo de preocupação.

Elas podem ficar mais evidentes durante a gestação e amamentação. Isso faz parte da adaptação do corpo materno nesse período.

A secreção das glândulas de Montgomery parece ser importante para o início da amamentação, logo que o bebê nasce. O cheiro da secreção faz o bebê:

  • Girar a cabeça em direção à mama, favorecendo o alinhamento da cabeça do bebê com a mama
  • Saber o local que deve sugar para se alimentar
  • Saber como mover a boca e a língua para retirar o leite da mama e engoli-lo

Em conjunto com o leite materno, tem um efeito calmante no bebê, diminuindo a irritação e aumentando a sonolência. Quanto mais glândulas a mãe tem, mais notáveis são esses efeitos.

Elas regridem no período após o parto em 30 a 50% das gestantes.

O que devo fazer com as bolinhas no seio?

Essas bolinhas são parte da estrutura mamária. É normal que estejam presentes na região da aréola. Por isso, não é necessária nenhuma intervenção médica.

Em raros casos, essas glândulas podem ficar obstruídas, adquirindo o aspecto mais parecido com o de uma espinha. Isso pode resultar em:

  • inflamação aguda
  • cisto de Montgomery
  • saída de líquido claro ou acastanhado das mamas

Quando não há infecção, esses cistos devem ser apenas observados, pois a maioria se resolve espontaneamente em semanas a meses. Em raríssimos casos uma drenagem é necessária.

As bolinhas nos seios são comuns e não apresentam nenhuma malignidade. Caso você queira se certificar, você pode consultar um médico de família, ginecologista ou clínico geral que irá lhe examinar e indicar a melhor conduta para o seu caso.

O que são os cistos de Montgomery?

Esses cistos podem se desenvolver ao redor da aréola e serem percebidos como uma massa ou bolinha maior que uma espinha. Nesses casos, a mulher também não costuma apresentar nenhum sintoma.

Conhecido como cisto retro areolar, ele pode ser detectado no exame clínico durante a consulta médica.

Quando há sinais de infecção (como vermelhidão, calor e aumento da sensibilidade), a mulher deve procurar o médico, pois pode ser necessária a realização de tratamento com antibióticos.

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Referência:

FEBRASGO — Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Doucet S, Soussignan R, Sagot P, Schaal B. The secretion of areolar (Montgomery's) glands from lactating women elicits selective, unconditional responses in neonates. PLoS One, 2009. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0007579