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Hepatites

Sinto dores abdominais do lado direito abaixo as costelas. Pode ser hepatite?

Dor abdominal do lado direito, abaixo as costelas, pode ser hepatite, mas não parece ser o seu caso, pois os exames estão dentro da normalidade.

A hepatite nem sempre manifesta sintomas e, quando estão presentes, caracterizam-se por:

  • Fadiga;
  • Falta de apetite;
  • Febre;
  • Náusea;
  • Dor nas articulações;
  • Urina escura;
  • Dores abdominais;
  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Entre outros.

Além do fígado, a vesícula biliar é outra causa comum de dor no lado superior direito do abdômen, principalmente quando há pedra na vesícula. Nesse caso, a dor abdominal é na realidade uma cólica biliar, provocada pela obstrução da vesícula por uma ou mais pedras. 

Se a obstrução permanecer por muito tempo, a vesícula inflama e surge a colecistite. Além de cólica biliar, que surge após a ingestão de alimentos gordurosos, a colecistite causa febre e vômitos.

Lesões na parte inferior do pulmão direito, no rim, nas costelas ou ainda em músculos também podem causar dor na porção superior direita do abdômen.

Saiba mais em: Dor abdominal: o que pode ser?

Consulte um/a médico/a clínico/a geral ou um/a médico/a de família se a dor abdominal for muito intensa, durar horas ou dias, ou ainda se vier acompanhada de vômitos, febre ou outros sintomas.

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Gama-GT alterado

Existem muitas causas para o Gama-GT estar alterado a mais frequente e mais importante é a inflamação (hepatite) no fígado decorrente de uso ou abuso de substâncias químicas, sendo o álcool (abuso de bebidas alcoólicas) o mais importante (qualquer droga ou remédio pode causar).

Quanto mais alto o valor de Gama-GT maior é o grau de inflamação hepática (refere-se a gravidade da lesão, mas não é uma escala linear).

Valores de referência para Gama-GT (pequenas variações dos valores podem ocorrer nos diferentes laboratórios):

  • Homem: 08 a 61 U/L;
  • Mulher: 05 a 36 U/L.

Valores pouco aumentados (baixos) tendem a não ter muito significado (menores que 100), valores mais altos tendem sim a ter uma importância, mas o mais importante é a união do resultado do exame com o quadro clínico e só o medico que solicitou vai conseguir fazer essa correlação.

Gama GT aumentado (alto), como fazer para abaixar?

Para baixar os níveis de Gama GT precisa tratar a causa do aumento.

Veja também: Quais os sintomas do Gama-GT alto?

Existe algum remédio para baixar Gama GT?

Existem remédios e medicamentos que ajudam a reduzir os níveis de Gama GT, mas o mais importante é tratar a causa básica do aumento.

Como baixar o Gama-GT?

Deve-se tratar o problema que causou o aumento do Gama-GT, se foi álcool, parar de tomar, se foi medicamento suspender o uso (com orientação médica, geralmente substituindo a medicação), se foi por causa de alguma doença deve tratar a doença.

Quais remédios diminuem o Gama-GT?

O uso de azatioprina, estrógenos, clofibrato e metronidazol reduzem os níveis sanguíneos de Gama-GT.

Anti-HBS no exame significa hepatite B?

O exame anti-HBs serve para identificar anticorpos contra a hepatite B. Portanto, quando o anti-HBs dá positivo, significa que a pessoa já está imune ao vírus da hepatite B. Isso geralmente acontece após a vacinação ou cura da doença.

O anti-HBs é o anticorpo que o sistema imunológico produz contra o vírus da hepatite B, mais especificamente contra uma proteína localizada na superfície do vírus, conhecida como HBsAg.

Esse anticorpo não está presente em pessoas que ainda estão doentes. Por isso, o objetivo do exame não é saber se o paciente está com hepatite B, mas verificar se a doença já foi tratada e curada.

Para detectar a hepatite B é feito o exame de HBsAg. Em indivíduos doentes, o HBsAg dá positivo. Se o anti-HBs der positivo e o HBsAg negativo, significa que a pessoa já possui anticorpos contra a hepatite B e o vírus não está circulando mais na corrente sanguínea, ou seja, está curada.

Portanto, o exame anti-HBs positivo indica que o paciente já está imune ao vírus da hepatite B, seja por ter ficado doente ou ter tomado a vacina.

Vale lembrar que a vacina contra a hepatite B está disponível gratuitamente nas Unidades de Saúde do SUS (Sistema Único de Saúde).

Saiba mais em:

Hepatite B tem cura? Se tem, qual o tratamento?

Como pode ocorrer a transmissão da hepatite B?

Existe vacina para a hepatite b?

O que não pode comer quem tem problemas de fígado?

Pessoas que têm problemas de fígado devem EVITAR:

  • Alimentos gordurosos, alimentos fritos;
  • Açucares;
  • Sal;
  • Bebidas Alcoólicas;
  • Molhos;
  • Creme de leite;
  • Leite e queijo integrais;
  • Manteiga e margarina;
  • Embutidos como salsichas, salames, linguiças, mortadela.

A dieta de um paciente com problemas hepáticos, ou seja, problemas no fígado, deve ser baseada nos seguintes critérios:

  • Dar preferência aos alimentos integrais: Os carboidratos, como pão, massas, e o arroz, devem ser preferencialmente integrais, pois contêm mais fibras solúveis, que se unem ao açúcar e às gorduras do bolo alimentar, dificultando a sua absorção;
  • Consumir apenas leites e derivados desnatados: Os derivados como queijos e iogurtes devem ter sempre o menor teor de gordura possível. Por isso os queijos ricota e cottage são os mais aconselhados;
  • Evitar doces e alimentos com muito açúcar: O excesso de glicose (açúcar) aumenta os níveis de triglicerídeos no sangue, agravando os problemas no fígado;
  • Preferir alimentos com baixo índice glicêmico: Batata doce e frutas como maçã e pera liberam o açúcar mais lentamente. Isso evita picos de glicose no sangue que, em excesso, é transformada em gordura e armazenada no fígado;
  • Consumir alimentos com ácidos graxos mono e poli-insaturados: São as chamadas "gorduras boas", pois protegem o coração e os vasos sanguíneos, podendo ainda ajudar a reduzir o colesterol ruim, auxiliando uma das funções hepáticas, o controle do colesterol. Castanhas, nozes, amêndoas, azeite, salmão, atum, sardinha, sementes de linhaça e quinoa são alguns dos alimentos que contêm esses ácidos graxos.

A dieta para pacientes com problemas de fígado deve ser elaborada por um nutricionista, de acordo com as recomendações do médico hepatologista.

Para que serve o exame HCV?

O exame anti-HCV serve para detectar a Hepatite C.

A Hepatite C é uma inflamação no fígado causada pelo vírus HCV ou vírus da Hepatite C. A transmissão do vírus pode acontecer no contato com sangue contaminado com o vírus ao compartilhar seringas e agulhas usadas, em acidente de trabalho nos profissionais de saúde, de mãe para filho/a durante a gestação e em transfusões de sangue.

O exame realizado para diagnosticar Hepatite C é o anti-HCV. O resultado do exame anti-HCV pode ser positivo (reagente) ou negativo (não reagente).

Pessoas com resultado positivo (reagente) devem realizar outro exame mais sensível para detectar o RNA do vírus no sangue. Quando esse segundo resultado é negativo, indica que a pessoa já teve contato previamente com o vírus e curou-se. Quando o resultado desse segundo exame é positivo, há grande indicativo de presença da doença Hepatite C.

Resultado do anti-HCV negativo (não reagente) indica que a pessoa não teve contato com o vírus da Hepatite C.

Em torno de 20% das pessoas que entraram em contato com o vírus da Hepatite C curam, enquanto que em torno de 80% das pessoas desenvolvem a doença crônica.

O exame anti-HCV é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pode ser feito nas Unidades de Saúde.

É importante saber que a Hepatite C pode ser prevenida com medidas como:

  • Não compartilhar agulhas e seringas com outras pessoas;
  • Usar os equipamentos de proteção individual indicados em cada ocasião;
  • Rastrear os doadores de sangue.
Exame de sangue deu gama-gt 645,00 é câncer de fígado?

Câncer não sei (até pode ser mas não é a primeira opção), esse exame demonstra que você tem uma atividade inflamatória intensa no seu fígado, leve o exame de volta para seu médico assim que possível.

Quais as chances de contrair HIV se a camisinha estourar e ocorrer lesão no pênis?

As chances de se contrair HIV se a camisinha estourar existem sempre, independentemente, de haver ou não uma lesão visível no pênis. Porém, no caso específico do seu amigo, se houve uma lesão visível no pênis, mesmo que não tenha sangrado, o risco de contrair HIV aumenta.

O mais indicado nessas situações é procurar um médico o mais rápido possível (máximo 72 horas) para iniciar o PEP(profilaxia pós-exposição), que evita a infecção definitiva pelo HIV.

Mesmo assim, o risco de ser infectado pelo HIV numa relação sem preservativo ou em que o mesmo se rompa, não é de 100%.  Esse risco depende de vários fatores. Primeiro, se a outra pessoa tem ou não o vírus. Se ela não tiver HIV, a chance de infecção é de 0%. 

Por outro lado, se a outra pessoa for portadora do vírus HIV e a camisinha se romper, o risco de contaminação depende muito da carga viral (quantidade de vírus) que ela tem no organismo. Quanto mais alta, maior é a chance de contrair o HIV. Além disso, hoje já se sabe que pessoas em tratamento com carga viral indetectável por mais de 6 meses praticamente não transmitem o vírus. 

Vale ainda lembrar que o risco de transmissão é maior no sexo anal, principalmente se for receptivo, do que no sexo vaginal. Sexo oral apresenta risco de transmissão baixíssimo, sendo que para a pessoa que recebe sexo oral não há risco. 

Caso tenha dúvidas sobre a transmissão do HIV, ou tenha entrado em situação de exposição ao vírus consulte um médico.  

 Saiba mais sobre o assunto em: O que é PEP?

Fiz um exame e deu reagente para Hepatite A...

Na verdade o que deve ter dado como reagente positivo foi o IgG que significa que você tem anticorpos para Hepatite A e não que você tem a doença. Você deve ter tido a hepatite A (geralmente na infância) era muito comum e ainda é em algumas partes do Brasil.