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Candidíase

Para que serve o fluconazol e como deve ser usado?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O fluconazol serve para o tratamento de infecções fúngicas e está indicado para o tratamento das seguintes condições:

Candidíase vaginal aguda e recorrente e balanites por Candida, bem como profilaxia para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente (3 ou mais episódios por ano);

Dermatomicoses, incluindo Tínea pedis, Tínea corporis, Tínea cruris, Tínea unguium (onicomicoses) e infecções por Candida.

Cada comprimido apresenta 150 mg de fluconazol e a posologia (modo de usar) depende da infecção que está sendo tratada.

Fluconazol para micose

Para dermatomicoses, incluindo tinha do corpo, do pé, crural e infecções por cândida, deve ser administrado em dose oral única semanal de 150 mg.

A duração do tratamento é geralmente de 2 a 4 semanas, mas nos casos de tinea pedis, um tratamento de até 6 semanas poderá ser necessário.

Fluconazol para tinha ungueal

Para tinha ungueal (onicomicoses) a dose recomendada é de 150 mg de fluconazol administrado em dose única semanal. O tratamento deve ser continuado até que a unha infectada seja totalmente substituída pelo crescimento. 

A substituição das unhas das mãos pode levar de 3 a 6 meses enquanto que a dos pés de 6 a 12 meses. Entretanto, a velocidade de crescimento das unhas está sujeita a uma grande variação individual e de acordo com a idade.

Fluconazol para candidíase e balanite

Para o tratamento de candidíase vaginal e balanite por cândida, geralmente é administrada uma dose única oral de 150 mg. Eventualmente se repete essa dose em dois dias a depender da intensidade dos sintomas.

Para reduzir a incidência de candidíase vaginal recorrente, deve-se utilizar dose única mensal de 150 mg. A duração do tratamento deve ser individualizada, mas varia de 4 a 12 meses. 

Alguns pacientes podem necessitar de um regime de dose mais frequente. A dose deverá ser ajustada em pacientes com insuficiência renal.

Quais são os efeitos colaterais do fluconazol?

O fluconazol normalmente é bem tolerado. Pessoas com doenças graves, como câncer e HIV, que tomam o medicamento, podem apresentar disfunção renal e alterações na função do fígado e do sangue. 

A ocorrência dos efeitos colaterais do fluconazol pode ser classificada como muito comum (um caso em cada 10), comum (um caso em cada 10 a 100 pessoas que tomam a medicação), pouco comum (um caso em cada 1.000 a 10.000 pessoas que tomam a medicação), rara (um caso em cada 10.000) e muito rara (menos de 1 caso em cada 10.000 pessoas que tomam fluconazol).

Efeitos colaterais comuns do fluconazol
  • Distúrbios gastrintestinais (dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos);
  • Distúrbios hepatobiliares (aumento da alanina aminotransferase, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da fosfatase alcalina sanguínea);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (rash cutâneo).
Efeitos colaterais pouco comuns do fluconazol
  • Distúrbios psiquiátricos (insônia, sonolência);
  • Distúrbios do sistema nervoso (dor de cabeça, convulsões, tontura, parestesia, alteração do sabor, tremores);
  • Distúrbios auditivos e do labirinto (vertigem);
  • Distúrbios gastrintestinais (dispepsia, flatulência, boca seca);
  • Distúrbios hepatobiliares (colestase, icterícia, aumento da bilirrubina);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (coceira, urticária, aumento da transpiração, erupção medicamentosa);
  • Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo (dores musculares);
  • Distúrbios gerais (fadiga, mal-estar, febre).
Efeitos colaterais raros do fluconazol
  • Distúrbios do sangue e sistema linfático (agranulocitose, leucopenia, neutropenia, trombocitopenia);
  • Distúrbios do sistema imunológico (anafilaxia, angiedema);
  • Distúrbios metabólicos e nutricionais (hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, hipocalemia);
  • Distúrbios cardíacos (Torsade de pointes);
  • Distúrbios hepatobiliares (toxicidade hepática, insuficiência hepática, morte celular, hepatite, danos hepatocelulares e morte);
  • Distúrbios da pele e tecido subcutâneo (necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantematosa generalizada aguda, dermatite esfoliativa, edema facial).

O fluconazol deverá ser vendido somente com prescrição médica e o paciente deverá seguir as orientações da receita.

Inchaço, vermelhidão, coceira, irritação na vagina?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina são sintomas de infecção vaginal, sendo a candidíase a mais provável. Caso não seja detectado nenhum micro-organismo causador de infecções, esses sintomas podem ser decorrentes de alguma irritação mecânica, química ou alérgica.

Se os sintomas forem provocados por uma reação alérgica ou alguma irritação mecânica, é preciso investigar a causa e remover o agente agressor.

CandidíaseO que é candidíase?

A candidíase é uma infecção da vulva e da vagina causada por um fungo que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva (Candida albicans, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida parapsilosis). Quando o ambiente torna-se favorável, o fungo se prolifera e ocasiona a candidíase.

Quais as causas da candidíase?

Na grande maioria das mulheres, candidíase  é causada pelo fungo Candida albicans. Alguns fatores que favorecem o aparecimento da candidíase vaginal incluem diabetes, uso de medicamentos antibióticos, anticoncepcionais orais e corticosteroides, gravidez, imunidade baixa, obesidade, roupas justas e clima quente.

Quais são os sintomas da candidíase?

O principal sinal da candidíase é a presença de corrimento vaginal branco, espesso e em grumos, semelhante a requeijão. O corrimento não tem cheiro e forma placas que ficam aderidas à parede da vagina.

Veja também: Corrimento Vaginal é Normal?

Outros sintomas que costumam estar presentes incluem vermelhidão, coceira, ardor, fissuras na vulva e dor durante as relações sexuais.

Apesar de poder causar inchaço, vermelhidão, coceira e irritação na vagina, a candidíase pode não manifestar sintomas em até 20% dos casos. Na gravidez, quase metade das gestantes com esse tipo de infecção vaginal não manifesta sinais e sintomas.

A candidíase pode se tornar recorrente, com 4 episódios ou mais durante o ano, todos eles com manifestação de sintomas.

O diagnóstico da candidíase é feito pelo exame clínico e é confirmado por exames de laboratórios.

Como ocorre a transmissão da candidíase?

O fungo pode ser transmitido através de relações sexuais, embora essa já não seja considerada a principal forma de transmissão da candidíase, uma vez que o fungo está naturalmente presente presente na flora vaginal das mulheres sem provocar nenhum sintoma.

Candidíase tem cura? Como é o tratamento?

Candidíase tem cura. O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e antibióticos por via oral e também através de cremes vaginais.

O tratamento da infecção vaginal causada por fungos, como a candidíase, é feito com medicamentos antibióticos, como o metronidazol. A medicação costuma ser prescrita para ser tomada durante uma semana.

Quando não manifesta sintomas, a candidíase não necessita de tratamento. Quando presentes, é fundamental que a mulher e o parceiro, se for o caso, façam e sigam o tratamento até o fim.

Os medicamentos antifúngicos são administrados por via oral e aplicados diretamente na vagina sob a forma de cremes, comprimidos e óvulos.

O tratamento com medicamentos orais costumam ser feitos com fluconazol ou Itraconazol, em doses únicas ou duplas, conforme o caso e a medicação. 

O creme vaginal pode ter como princípio ativo clotrimazol, miconazol, fenticonazol, econazol, sertaconazol ou isoconazol. A pomada contém medicação e, por isso, deve ser aplicada segundo orientação médica e por todo o período indicado na receita, mesmo que os sintomas tenham desaparecidos. 

Há ainda os comprimidos vaginais e os óvulos vaginais, com econazol, sertaconazol, tioconazol ou fenticonazol. O tempo de duração do tratamento costuma ser de duas semanas. 

Vale lembrar que os medicamentos, as doses e o tempo de duração do tratamento variam de acordo com a gravidade de cada caso. 

Quando a coceira na vagina é muito intensa, pode ser indicada a aplicação de creme com hidrocortisona no local para aliviar o sintoma.

Se a candidíase for recorrente, recomenda-se o tratamento com medicamentos orais e tópicos (aplicados no local).

Os medicamentos antifúngicos orais são contraindicados no tratamento da candidíase durante a gravidez. O tratamento nesses casos é feito com medicação tópica.

Cabe à/ao ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral diagnosticar a origem desses sintomas e prescrever o tratamento adequado.

Saiba mais em:

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Estou sentindo muita coceira na minha vagina. O que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Coceira na vagina pode ser indício de alguma infecção, baixa imunidade, verruga genital ou alergia. A candidíase é uma infecção vaginal frequente que causa coceira além de irritação e corrimento vaginal.

A candidíase é causada pelo fungo Candida albicans, que habita naturalmente a vagina sem causar nenhum tipo de sintomas ou problema na maior parte do tempo.

Contudo, em algumas situações, como em casos de estresse ou queda da imunidade, esse fungo pode se proliferar para além do normal, causando coceira intensa na vagina e nas suas proximidades.

Além da coceira, a candidíase pode apresentar como sinais e sintomas a presença de corrimento vaginal, dor para urinar, dor nas relações sexuais e ardência no local.

O tratamento da candidíase é feito com medicamentos antifúngicos, aplicados diretamente na vagina ou administrados por via oral.

Coceira na vagina pode ser alergia?

Alguns produtos podem provocar reação alérgica na vagina, como por exemplo: sabonete, absorvente, duchas vaginais, perfume, desodorante, shampoo, condicionador, lenço umedecido, calcinha de nylon, látex, detergentes e amaciantes de roupa.

Menopausa causa coceira na vagina?

Outra possível causa para a coceira na vagina é a menopausa. A coceira, nesses casos, é decorrente da diminuição da produção do hormônio estrógeno.

Nesses casos, podem ser usados lubrificantes de aplicação local para auxiliar a aliviar o prurido. Nos casos mais intensos, pode ser indicado o uso de creme de estriol na vagina.

O que mais pode causar coceira na vagina?
  • Dermatite atópica vulvar: trata-se de um problema de origem alérgica;
  • Tricomoníase vaginal: infecção sexualmente transmissível (IST), que pode causar coceira e aparecimento de corrimento vaginal amarelo esverdeado;
  • Líquens vulvares: lesões que surgem na vagina de causa desconhecida. Nesses casos, a coceira é intensa e a lesão pode aumentar as chances da mulher desenvolver câncer de vulva.

Além da dermatite alérgica, outras doenças dermatológicas devem ser levadas em consideração no momento da avaliação da coceira vaginal.

A mulher com coceira na vagina deve procurar o/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral para uma avaliação. Além disso, é importante observar a presença de outros sintomas como a presença de corrimento vaginal.

O que é colpite e o que pode causar?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Colpite é uma inflamação da mucosa que recobre o colo do útero e as paredes internas da vagina. Ela pode ser assintomática (sem sintomas) ou apresentar corrimento vaginal, odor, coceira e ardência.

A colpite pode ser causada por bactérias (Gardnerella vaginalis) - colpite bacteriana, fungos (Candida albicans) e protozoários (Trichomonas vaginalis), muitas vezes transmitidos através de relações sexuais sem preservativo.

A candidíase vulvovaginal é a principal causa de colpite causada por fungos. Estima-se que até 75% das mulheres tem pelo menos um caso de candidíase ao longo da vida. Os principais fatores de risco para desenvolver esse tipo de colpite incluem gravidez, uso de anticoncepcional hormonal, diabetes, uso de antibióticos e imunidade baixa.

Existe uma colpite bacteriana, denominada colpite inespecífica, que é mais comum na infância, cuja principal causa é a bactéria E. coli, proveniente do intestino.

Que complicações a colpite pode causar?

Em caso de ausência de tratamento ou tratamento inadequado, a colpite pode causar endometriose, doença pélvica inflamatória, dor pélvica, infertilidade, gravidez ectópica ou problemas fetais caso ocorra durante a gestação.

Quais os sinais e sintomas de colpite?

A colpite pode não manifestar sintomas. Em outros casos, os sinais e sintomas podem incluir presença de corrimento vaginal branco e leitoso, esverdeado, marrom ou amarelado com odor desagradável, coceira e ardência na vagina.

A colpite bacteriana caracteriza-se pelo aparecimento de corrimento vaginal com cheiro desagradável, por vezes purulento, sangramento, coceira na vagina, inchaço e vermelhidão na vulva, dificuldade ou dor para urinar e dor durante as relações sexuais.

Já a colpite fúngica e parasitária provocam coceira vaginal, corrimento branco ou amarelado sem cheiro, queimação, ardência, dor ou desconforto para urinar, vontade urgente de urinar, inchaço na vulva e vermelhidão da mucosa vaginal.

Quais os tipos de colpite e como identificar? Colpite difusa

Caracteriza-se por pontilhado vermelho fino que cobre toda a mucosa vaginal e o colo uterino. Quanto maior o número de pontilhados, mais intensa e mais grave é a infecção.

Colpite focal

Provoca o aparecimento de pequenas áreas vermelhas arredondadas ou ovais, separadas do resto da mucosa, normalmente associada à colpite difusa.

Colpite aguda

Leva ao aparecimento de pontilhado vermelho com mucosa edemaciada (inchada).

Colpite crônica

Caracteriza-se por um pontilhado branco ao lado do vermelho.

Colpite por Trichomonas

É uma colpite difusa caracterizada por conteúdo vaginal esverdeado com bolhas gasosas.

Colpite por Candida

Colpite difusa ao lado de placas brancas.

Qual é o tratamento para colpite?

O tratamento da colpite é feito com administração de medicamentos orais e aplicação de cremes e pomadas vaginais. O tipo de medicação varia conforme o agente causador. A colpite bacteriana é tratada com antibióticos, a fúngica com antifúngicos e a parasitária com antibióticos e medicamento específico para o tipo de parasita.

A colpite é diagnosticada através do exame clínico e do exame preventivo. Esses exames devem ser realizados frequentemente por todas as mulheres sexualmente ativas. Caso você apresente algum sintoma de colpite, procure um/a ginecologista, médico/a de família ou clínico/a geral.

Corrimento branco, o que pode ser?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Corrimento branco na mulher pode ter muitas causas diferentes, inclusive as oscilações hormonais que ocorrem normalmente durante o ciclo menstrual podem causar um corrimento branco mais ou menos espesso, que é normal e não corresponde a nenhum problema.

Outras causas incluem vulvovaginites, uso de certas medicações, inclusive anticoncepcionais, problemas imunológicos, estresse e gravidez.

Entre as vulvovaginites, ou seja doenças infecciosas que acometem a região vaginal ou vulva, a mais comum causadora de corrimento branco é a candidíase, mas outras vulvovaginites como a vaginose bacteriana também podem causar esse problema.

Candidíase

Se o corrimento branco tiver aspecto grumoso, espesso ou pastoso, parecido com nata ou queijo ricota, pode ser um sinal de candidíase, uma infecção causada pelo fungo Candida albicans.

Nesses casos, o corrimento vaginal pode formar placas esbranquiçadas que ficam aderidas à mucosa vaginal. Além do corrimento vaginal branco, a candidíase normalmente causa sintomas como coceira, irritação da vulva, ardência ao urinar e vermelhidão.

Na candidíase, o corrimento pode apresentar pouco ou nenhum odor.

Leia mais em: O que é Candidíase?

Vaginose bacteriana

Outra causa de corrimento branco é a vaginose bacteriana. A vaginose é mais frequente em mulheres sexualmente ativas e o corrimento vaginal também pode apresentar coloração acinzentada, amarelada ou esverdeada.

O corrimento da vaginose bacteriana é homogêneo, pouco viscoso e também pode vir acompanhado de coceira, inflamação e irritação no local.

Leia também: Qual o tratamento para vaginose?

Para diagnosticar a origem do corrimento e receber um tratamento adequado, consulte um médico ginecologista.

Candidíase no homem: como reconhecer, tratar e prevenir a candidíase masculina
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

A candidíase é uma infecção causada por fungos do gênero Candida, sendo que a Candida albicans é a espécie mais prevalente. Pode acometer diversos locais do corpo, como os genitais (levando a vulvovaginite nas mulheres e balanopostite nos homens), cavidade oral e esôfago, bexiga, pele e unhas, dentre outros locais, menos acometidos.

Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, mas pode ser transmitida através de relações sexuais.

Como reconhecer a Candidíase Peniana (balanopostite)?

É comum que os homens não apresentem sintomas, mas quando se manifestam podemos observar:

  • Coceira intensa é sintoma mais característico;
  • Ardor ao urinar;
  • Ardência ao contato com a secreção vaginal;
  • Pele do pênis avermelhada e brilhante;
  • Inchaço leve da glande ('cabeça do pênis');
  • Descamação ao toque da pele da região peniana (pele friável);
  • Pequenas ulcerações ou vesículas com crostas cobertas por uma secreção esbranquiçada com aspecto de queijo;
  • Excreção de secreção peniana esbranquiçada semelhante ao sêmen.

A candidíase no homem pode estar ligada a fatores imunológicos ("queda" da imunidade) ou relacionados ao nível de açúcar no sangue. Sendo assim, é importante investigar causas que alterem a imunidade, como diabetes, uso de medicações e HIV.

Como é feito o diagnóstico?

Um clínico geral, urologista ou dermatologista podem facilmente diagnosticar a candidíase peniana. As formas de diagnóstico incluem a avaliação dos sintomas clínicos e exames laboratoriais. No caso da avaliação laboratorial, colhe-se amostras de secreção das ulcerações ou vesículas presentes no pênis analisando-as com o auxílio de microscópio. Neste exame serão procurados nas amostra das secreções o fungo do gênero Candida. O mais comum nas infecções genitais é o Candida albicans.

Como tratar?

O tratamento da candidíase peniana consiste no uso de medicamentos antifúngicos em forma de pomadas e cremes, para uso local, e por via oral ou injetável.

É importante buscar orientação médica para, com base nos sintomas e exames laboratoriais, definir a melhor forma de tratamento e retirar possíveis dúvidas. Além disso, é preciso evitar relações sexuais durante o tratamento, seguir a dosagem da medicação prescrita e a duração do tratamento adequado. Estas medidas possibilitam a cura da candidíase e ajudam a evitar a sua reincidência.

Como prevenir a Candidíase Peniana?

A prevenção desta infecção tem seu foco principal em cuidados de higiene e que fortaleçam o sistema imunológico.

  • Higienizar adequadamente a região peniana para manter esta área limpa e seca;
  • Os cuidados de higiene devem ser feitos com mais atenção na área do pênis coberta pelo prepúcio, em homens não circuncidados;
  • Buscar hábito alimentares saudáveis com uma alimentação rica em frutas, legumes, e água;
  • Evitar roupas quentes, apertadas ou molhadas;
  • Usar preservativos durante as relações sexuais;
  • Usar antibiótico apenas sob prescrição médica.

Os fungos se proliferam mais facilmente em ambientes quentes e úmidos. Por este  motivo, se deve manter a região genital limpa, seca e priorizar o uso de roupas mais leves.

Em homens com prepúcio longo (pele que recobre a glande - “cabeça do pênis”) ou portadores de diabetes, pode ser necessária a circuncisão  - retirada cirúrgica do prepúcio – como uma forma de prevenir a candidíase, uma vez que esta área de mucosa pode ser limitada na sua capacidade de defesa local.

Uma alimentação saudável com baixo consumo de açúcar e a prática de exercícios físicos são hábitos que reforçam o sistema imunológico e ajudam a evitar não somente a candidíase peniana, mas também outras doenças além de influenciar positivamente na qualidade de vida das pessoas.

Colpite tem cura? Qual o tratamento?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Colpite tem cura. O tratamento depende do tipo de agente causador da colpite.

Geralmente, é feito com cremes ou pomadas vaginais que contém antibióticos, usadas durante uma semana a duas semanas, sem interrupção.

É recomendado que a mulher não tenha relações sexuais durante o tratamento, uma vez que o atrito do pênis com o colo do útero pode agravar o problema.

Em alguns casos, o tratamento inclui uso de antibióticos orais que deve ser tomado pela mulher e também pelo parceiro, pois sendo uma doença sexualmente transmissível, se não tratar as duas pessoas, a mulher pode ter outras infecções mesmo depois de terminar o tratamento.

Em outras situações que a mulher não apresente sintomas, o/a médico/a pode considerar não tratar com medicação, pois há chance de auto resolução.

É importante usar a medicação prescrita pelo/a médico/a pois cada tipo de colpite tem um tratamento diferente.

Candidíase na gravidez é perigoso?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Sim. Candidíase na gravidez pode ser perigoso, se não for devidamente tratada, devido ao risco de prematuridade, baixo peso do bebê, e infecções congênitas. 

Se for infectado pelo fungo causador da doença (Candida albicans), o recém-nascido pode manifestar a candidíase de duas formas: na boca ou na pele.

Há ainda o risco da infecção se propagar pelos pulmões da criança, o que pode ocorrer durante o parto normal e pela ingestão de material vaginal infectado. Se infectar os olhos, o fungo pode prejudicar a visão e provocar cegueira.

Candida albicans, fungo causador da Candidíase

Uma complicação grave da candidíase no bebê é a meningite provocada pela Candida, que pode deixar sequelas e tem uma alta taxa de mortalidade. 

Outras doenças e complicações decorrentes da infecção por Cândida em recém-nascidos incluem pneumonia, endocardite e peritonite, com severas consequências para a criança.

Quais as causas da candidíase na gravidez?

A candidíase vaginal pode surgir na gravidez de duas formas: a mulher já tinha a doença antes de engravidar ou as próprias mudanças no organismo durante a gestação favorecem o desenvolvimento da candidíase.

Saiba mais em: Candidíase impede a mulher de engravidar?

Durante a gravidez, as diversas alterações hormonais que ocorrem no corpo da mulher agravam a candidíase. Embora não seja uma situação propriamente perigosa, o tratamento pode reduzir o risco de parto prematuro ou abortos tardios.

Além disso, é importante tratar a candidíase vaginal antes de engravidar ou mesmo na gravidez, para evitar a contaminação do bebê no útero materno ou durante o nascimento.

Como tratar a candidíase na gravidez?

O tratamento da candidíase durante a gravidez é feito com aplicação de pomadas ou óvulos intravaginais, os medicamentos antifúngicos orais são pouco indicados, pelos riscos de malformação. Cada caso deve ser avaliado pelo médico/a assistente. Mesmo assim a infecção pode voltar a aparecer durante a gestação. 

Como prevenir a candidíase na gravidez?

A prevenção da candidíase vaginal antes ou durante a gestação pode ser feita através de alguns cuidados e medidas, como uso de calcinhas de algodão, uso preferencial de saias, evitar calças apertadas, roupas úmidas ou protetores de calcinha perfumados e procurar dormir sem calcinha.

Candidíase na gravidez é comum? Quais os sintomas?

Candidíase vaginal ou monilíase é um problema muito comum na gravidez. Trata-se de uma infecção causada por um fungo chamado Candida albicans, presente no organismo, na própria vagina, no ânus e na boca, sem normalmente causar nenhum problema para essas regiões. 

Porém, existem situações em que há uma multiplicação anormal da Candida, levando a sintomas como, corrimento vaginal esbranquiçado, coceira, dor na relação sexual, ardência ao urinar, vermelhidão e irritação na região da vagina e ânus.

Para maiores informações, consulte o seu médico de família, um ginecologista ou obstetra.

Saiba mais em: 

O que é candidíase?

Quais são os sintomas da candidíase?