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Diabetes

Dormência nas mãos, quais são as causas?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Várias doenças e condições podem levar à dormência nas mãos. Cito-as abaixo:

  • Síndrome do túnel do carpo: é a causa mais frequente. Decorre de uma compressão do nervo mediano no punho, quando ele atravessa um túnel juntamente com os tendões flexores da mão. Acontece inicialmente dormência, seguida de dor e mais tardiamente atrofia de parte dos músculos da mão. É importante investigar diabetes, obesidade e hipotiroidismo, pois podem estar associados. Os sintomas são insidiosos e vão aumentando lentamente. Predominam nas mulheres e pioram muito à noite. Os sintomas não afetam o dedo mínimo, pois esse dedo e metade do dedo anelar são inervados por outro nervo (o nervo ulnar). O tratamento é cirúrgico, quando é feita a descompressão do nervo pelo médico ortopedista.
  • Hérnia de disco cervical.
  • Costela cervical.
  • Síndrome do desfiladeiro torácico: quando ocorre compressão de vasos que irrigam os nervos e músculos da mão.
  • Artrite reumatóide: doença em que há ataque às articulações.
  • Hanseníase.: doença infecciosa que afeta os nervos, conhecida antigamente como "lepra".
  • Esclerose múltipla: doença auto-imune, em que há ataque aos nervos.
  • gravidez.
  • Depressão e estados de ansiedade.

O médico neurologista ou ortopedista deverá avaliá-lo para adequados diagnóstico e tratamento.

Saiba mais em: Sinto dormência nos pés, o que pode ser?

Quais os efeitos colaterais da losartana potássica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os principais efeitos colaterais da losartana podem ser: 

  • Diarreia; 
  • Dor no peito; 
  • Tosse; 
  • Hipoglicemia; 
  • Anemia; 
  • Fadiga e cansaço; 
  • Queda da pressão; 
  • Tontura. 

Outros efeitos colaterais podem aparecer, mas são menos comuns

  • Náusea; 
  • Dor abdominal; 
  • Congestão nasal; 
  • Ganho de peso; 
  • Infecções; 
  • Gastrite. 

Na presença de algum efeito colateral, a pessoa deve comunicar ao/à médico/a. Esses efeitos colaterais podem ser provisórios a depender de cada caso. É importante relatar a presença desses efeitos para que o/a médico/a possa avaliar uma possível troca de medicação ou mudança na dosagem

Use medicações apenas com a receita médica e na dosagem devidamente indicada. 

Leia também: 

Para que serve a losartana potássica?

Mancha escura no pescoço é diabetes?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Não necessariamente, mas a depender do tipo de mancha escura pode ser sim sinal de diabetes ou de risco aumentado para o seu desenvolvimento, significando muitas vezes resistência à insulina.

O tipo de mancha que se relaciona ao diabetes e ao seu risco é a Acantose Nigricans, que é uma mancha escura, aveludada e endurecida. Essas manchas, geralmente, surgem em áreas de dobras do corpo, como em pescoço, virilha e axilas.

O seu aparecimento também está muito associado à obesidade e à história familiar de manchas semelhantes. O uso de alguns tipos de medicações também pode favorecer o aparecimento dessas manchas, como corticoesteroides e anticoncepcionais hormonais. Mais raramente a Acantose também pode estar relacionada a tumores malignos como adenocarcinoma gástrico, carcinomas e linfomas.

A melhor forma de remover essas manchas é tratar a doença que está associada a elas, como o diabetes ou a obesidade. O tratamento das manchas escuras no pescoço ou em outras partes do corpo decorrentes do diabetes deve sempre incidir sobre a doença de base e não sobre as manchas.

O uso de produtos dermatológicos como pomadas, loções e cremes suaviza o aspecto escuro das manchas, mas não é capaz de removê-las. Além disso, uma vez que esse escurecimento da pele é um sinal de doença, é importante tratar a sua causa, não apenas para fins estéticos, mas também de saúde.

Caso tenha surgido uma mancha escura em seu pescoço e esteja com dúvidas procure fazer uma avaliação inicial com um médico de família ou clínico geral.

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Quem tem diabetes pode comer melancia e banana?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Sim, quem tem diabetes pode comer melancia e banana. Na verdade, diabéticos podem comer qualquer tipo de fruta, desde que seja consumida na dose certa ou combinada com outros alimentos, conforme orientação do nutricionista.

A banana tem baixo índice glicêmico, ou seja, não tem potencial para provocar aumento da glicose sanguínea. Mesmo assim, possui açúcares, pelo que o consumo deve ser moderado, como todas as frutas.

Em geral, pessoas com diabetes podem comer, em média, 3 frutas por dia de maneira fracionada, ou seja, uma de cada vez. Uma banana pequena por dia pode estar incluída nesse conjunto, sem problemas. As outras duas frutas devem preferencialmente ser diferentes, para variar nos nutrientes. 

Já a melancia, apesar de ter poucas calorias, possui um alto índice glicêmico e pode provocar picos de açúcar no sangue. Por isso, pessoas com diabetes devem evitar comer a fruta isoladamente. A solução nesse caso é ingerir a melancia com outros alimentos, como sementes e oleaginosas. A dose recomendada é de 1 fatia de 150 g.

É importante lembrar que a alimentação de quem tem diabetes deve ser individualizada, de acordo com as necessidades calóricas, idade, doenças associadas, estado nutricional e tratamento medicamentoso de cada paciente. 

Consulte um/a nutricionista para ter um plano alimentar adequado.

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Sim, quem tem diabetes pode comer tapioca, beterraba, batata doce e ovo, desde que todos esses alimentos sejam consumidos nas doses certas e estejam inseridos numa dieta alimentar personalizada, balanceada e adequada para diabéticos.

A tapioca pode fazer parte da alimentação de quem tem diabetes, podendo inclusive substituir o pão em algumas refeições. Lembrando que a tapioca é fonte de carboidratos e, em excesso, pode aumentar os níveis de glicose no sangue. Assim, deve fazer parte de um plano alimentar equilibrado, de acordo com as necessidade calóricas do paciente.

A beterraba pode ser incluída num plano alimentar para diabetes, mas deve ser consumida em doses pequenas e junto com as refeições. A quantidade recomendada é de duas fatias finas ou uma colher de sopa de beterraba ralada no almoço e jantar. Já o suco de beterraba contém muito mais do que isso, pelo que é contraindicado para diabéticos.

A batata-doce é rica em carboidratos de baixo índice glicêmico. Isso significa que a batata-doce libera lentamente o açúcar para a corrente sanguínea, sem provocar picos de glicemia no sangue, o que é bom para quem tem diabetes.

Além disso, a batata-doce é uma boa fonte de fibras solúveis que atrasam a absorção de açúcar e gordura, auxiliando assim o controle das taxas de glicose e colesterol.Contudo, apesar dos benefícios, a batata-doce não pode ser consumida à vontade. A quantidade varia conforme as necessidades energéticas de cada paciente.

Leia também: 5 alimentos que ajudam a controlar a diabetes

Quanto ao ovo, apesar de não ter carboidratos e ser uma boa fonte de proteínas, deve ser consumido sem exagero. Em excesso, os ovos também elevam a glicemia e podem sobrecarregar os rins. Uma pessoa com diabetes pode comer até 6 ovos por semana, dentro de uma dieta balanceada, sem prejudicar a sua saúde.

Para saber ao certo o que pode ou não comer, bem como as quantidades certas de cada alimento, consulte um nutricionista. Este é o profissional indicado para elaborar um plano alimentar equilibrado e adequado para quem tem diabetes.

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Quais são os sintomas do pré-diabetes?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

As pessoas com pré-diabetes, na maioria das vezes não apresenta qualquer sintoma, o que dificulta o diagnóstico precoce da doença. Em geral só é detectado mediante algum exame de sangue de rotina, o que chamamos de sinal da doença, por ser uma evidência, e não uma queixa (sintoma) do paciente.

O sinal que caracteriza o pré-diabetes é o aumento do nível de glicose no sangue em jejum. Valores de glicemia entre 100 mg/dl e 125 mg/dl indicam que a pessoa tem um risco elevado de desenvolver diabetes tipo 2, sobretudo se ela for sedentária, sobrepeso e história de diabetes na família. Acredita-se que 30% dos casos de pré-diabetes evoluem para diabetes em 5 anos, caso não seja iniciado orientações e se necessário, tratamento medicamentoso.

O exame de glicemia em jejum é o mais usado para detectar o pré-diabetes. Através dele, é possível medir o nível de glicose sanguínea após um jejum de pelo menos 8 horas.

Outro sinal do pré-diabetes é o aumento da hemoglobina glicada (HbA1c). A hemoglobina é uma proteína que está presente nos glóbulos vermelhos do sangue, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos.

A hemoglobina glicada é o resultado da reação entre a glicose do sangue e a hemoglobina. Assim, se a glicemia estiver alta, a hemoglobina glicada também estará. O pré-diabetes é diagnosticado se a HbA1c estiver entre 5,7 e 6,4 %.

Se o diabetes já estiver instalado, outros sinais e sintomas podem surgir, como aumento da frequência urinária, sede e fome constantes e visão borrada.

Veja também: Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?

O pré-diabetes é uma condição que indica uma propensão para se desenvolver diabetes tipo 2. Porém, nem todas as pessoas com essa tendência terão diabetes, podendo permanecer com pré-diabetes durante toda a vida sem nunca desenvolver a doença.

O diagnóstico e o controle do pré-diabetes são da responsabilidade do médico endocrinologista.

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Quem tem diabetes deve evitar comer o quê?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Quem tem diabetes deve evitar comer principalmente doces, sobremesas e qualquer tipo de alimento com grande quantidade de açúcar, além de alimentos gordurosos, farinha branca e bebidas alcoólicas.

Dentre os alimentos que devem ser evitados pelos diabéticos, estão:

- Açúcar: Açúcar comum, açúcar mascavo, açúcar cristal, mel, rapadura, melado, bolos, balas, sorvetes, geleias, frutas cristalizadas, doce de leite, refrigerantes, sucos prontos ou artificiais, caldo de cana, goiabada, chocolates e todos os doces, sobremesas e alimentos preparados com açúcar.

- Gorduras saturadas: Carnes gordas de porco e de vaca, como bacon, toucinho, picanha, cupim e costela, embutidos (salsicha, linguiça, salame, mortadela, presunto), pele de aves, frituras, leite de coco, manteiga, queijos amarelos, leite integral.

- Farinha branca: Pessoas com diabetes também devem evitar alimentos refinados ou preparados com farinha de trigo refinada, como arroz, pães e massas não integrais. Nesses casos, deve-se dar preferência à versão integral desses alimentos. 

- Bebidas alcoólicas também são fortemente desaconselhadas, pois além de aumentar a glicose no sangue, interferem na ação da insulina, com risco de causar hipoglicemia reativa após o seu consumo. 

Outros alimentos que quem tem diabetes deve ficar atento: 

Os adoçantes não-calóricos, como sucralose, sacarina, aspartame e stévia devem ser consumidos nas quantidades adequadas, ou seja, 1 sachê ou 3 a 5 gotas por copo. Os adoçantes calóricos, como o mel, devem ser usados com moderação e sempre respeitando as orientações do nutricionista.

Alimentos diet não precisam ser evitados, mas é preciso atenção quanto ao valor calórico real e nutricional dos mesmos. Apesar de não conter açúcar, os alimentos dietéticos podem ter muitas calorias devido à quantidade de gorduras e outros ingredientes.

Isso acontece, por exemplo, com chocolates, sorvetes, pães, macarrão e biscoitos que, mesmo na versão diet, possuem elevado teor calórico e devem ser evitados por quem tem diabetes.

Já a versão diet de gelatinas e refrigerantes têm praticamente zero de calorias e por isso podem ser consumidos sem tanta preocupação.  

Os alimentos light não são isentos de açúcar. Eles têm apenas um menor valor calórico quando comparados com os alimentos convencionais.

Uma dieta para quem tem diabetes tem como objetivo manter os níveis de açúcar no sangue dentro dos limites desejáveis. O plano alimentar deve ser individualizado e cuidadosamente elaborado por um nutricionista, conforme o estilo de vida, tipo de trabalho, hábitos alimentares, uso de medicamentos e o tipo de Diabetes do paciente.

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Feridas que não cicatrizam, o que fazer?
Dr. Gabriel Soledade
Dr. Gabriel Soledade
Médico

Esse tipo de ferida, que geralmente aparece em pessoas com diabetes ou problemas de circulação, ou ainda naqueles que têm mobilidade reduzida e que ficam muitas horas na mesma posição, exige um cuidado especial, já que tem grande potencial de complicações graves como infecção, necrose e necessidade de amputação do membro acometido.

Seu tratamento envolve alguns princípios, como alívio da pressão sobre as lesões com uso de palmilhas ou acolchoamentos apropriados, melhora da qualidade da circulação sanguínea, tratamento de infecções oportunistas, controle da doença de base (por exemplo, o diabetes), avaliação e curativos frequentes das feridas, desbridamento da ferida (remoção de tecidos mortos ou infectados), controle de secreções e constante hidratação do local, realização de curativos com materiais especiais e medicações que estimulem a cicatrização.

Tratamentos mais especializados como fototerapia, laserterapia, terapia hiperbárica e terapia de pressão negativa também podem ser úteis.

Em alguns casos, é necessário internar para realizar curativos e medicações sob supervisão mais direta.

De todo modo, o acompanhamento deve ser feito por uma equipe multiprofissional, composta por médico, enfermeiro e fisioterapeuta, quem tenham experiência no tratamento desse tipo de ferida.