Perguntar
Fechar

Tosse

Tosse com catarro: o que fazer?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Todos os casos de tosse devem ser avaliados por um/a médico/a visto que trata-se de um sintoma comum, mas que pode estar sinalizando desde um simples resfriado, até casos mais graves, como uma infecção, pneumonia ou tuberculose. E apenas o profissional poderá diferenciar esses casos e tratar de forma adequada.

Geralmente, nos casos mais graves, a tosse vem acompanhada de outros sintomas como febre, mal estar, dor no peito ou falta de apetite, embora não seja obrigatório. Pessoas com baixa imunidade, por exemplo diabéticos, idosos ou pessoas em uso de crônico de medicamentos, podem não apresentar esses sintomas no início, retardando seu diagnóstico e tratamento.

Além da avaliação médica, podemos sugerir como medidas benéficas em qualquer caso de tosse, o aumento da ingesta de água, praticar a inalação e fazer uso de chás caseiros, conforme orientação profissional.

Nunca tome medicações por conta própria!

Beber água

Nos casos de tosse com catarro sem mais sintomas, recomendamos que beba muita água, pelo menos 1,5 a 2 litros de água por dia. O aumento da ingestão de água é a principal medida que deve ser tomada, pois a água fluidifica o catarro auxiliando na sua eliminação.

Inalação

Outra recomendação valiosa é a inalação, que pode ser feita com soro fisiológico ou inalação de vapor de água quente. A inalação age aliviando os sintomas da tosse, fluidificando as vias aéreas, favorecendo também a eliminação da secreção.

Xarope

Xaropes que inibem a tosse (antitussígenos) não são recomendados, pois assim o catarro não será expelido. Vale lembrar que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo para eliminar secreção (catarro), corpos estranhos e agentes infecciosos das vias aéreas.

Em algumas situações, os xaropes expectorantes podem ser indicados porque fluidificam a secreção (catarro), facilitando a sua expulsão e impedindo a obstrução das vias aéreas. Mas nos casos de tosse por infecção, pneumonia ou sinusite aguda por exemplo, apenas auxiliam na ação dos antibióticos, medicamentos que devem ser prescritos nesses casos.

Efeitos colaterais dos xaropes para tosse

Os xaropes para tosse podem conter em suas fórmulas anti-histamínicos (antialérgicos), descongestionantes e anti-inflamatórios, que podem causar efeitos colaterais indesejados e até problemas mais graves, inclusive com risco de morte. Alguns desses efeitos indesejados incluem: sonolência, aumento da frequência cardíaca ("batedeiras"), agitação e arritmia cardíaca.

Também é importante salientar que nem os xaropes, nem as pastilhas para tosse tratam a causa do problema, apenas aliviam o desconforto e a frequência desse sintoma.

Existe algum xarope ou remédio caseiro para tosse com catarro?Mel para tosse com catarro

Sabe-se que o mel tem propriedades que dilatam os brônquios e diminuem a irritação da garganta, além da ação anti-inflamatória. Por isso, é considerado um bom remédio caseiro para tosse, seca ou com catarro.

A dose indicada é de 1 colher de sopa (adultos) ou 1 colher de sobremesa (crianças) de mel, antes de dormir.

Gengibre para tosse com catarro

Outro produto natural que pode auxiliar o tratamento da tosse é o gengibre, pois possui gingerol, uma substância com ação anti-inflamatória e antibacteriana.

Nos casos de tosse com catarro que durem mais de uma semana, ou que apresentem outros sintomas, como febre, mal estar, dor no peito e ou falta de apetite, procure imediatamente um serviço de atendimento de urgência.

Pode lhe interessar também: Tosse persistente: o que fazer?

Tossir muito e vomitar um líquido amarelo, o que pode ser?
Dr. Ivan Ferreira
Dr. Ivan Ferreira
Médico

Tossir muito pode provocar vômitos. Vomitar um líquido amarelo pode ser devido ao aspecto dos líquidos presentes no estômago na hora do vômito, como a bile que é produzida pelo fígado e secretada no duodeno (parte inicial do intestino) para auxiliar a digestão. Quando ocorrem vômitos repetidos, o estômago fica vazio e a bile presente no duodeno pode ir para o estômago e ser eliminada com os vômitos. Em outra condição, o vômito pode sair amarelado na presença de algum tipo de alimento ou líquido ingerido com essa cor ou pela presença de catarro (secreção respiratória) engolido.

Uma situação pouco comum ocorre quando um acesso de tosse faz com que um abcesso pulmonar (cavidade cheia de pus) se rompa e o conteúdo dele é eliminado pelos brônquios, junto com a tosse, dando a impressão de um vômito. Isso acontece em quadros infecciosos pulmonares mais graves, e se chama vômica.

Nos casos de vômitos e  tosse contínuos deve-se procurar um serviço médico para avaliação e tratamento do problema.

Qual a diferença entre tosse alérgica e tosse normal?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Saber exatamente a diferença entre a tosse alérgica e a tosse comum ou "normal" pode ser bastante difícil, mesmo para profissionais da área de saúde.

Em geral, a tosse alérgica é mais seca e não apresenta sintomas como febre, fadiga ou falta de apetite.

Contudo, apenas esses dados não são suficientes para essa diferenciação. O diagnóstico definitivo da causa de uma tosse só poderá ser dado por um/uma médico/a, após colher informações pertinentes da história, avaliação clínica e quando necessário, exames complementares.

 De qualquer forma, é primordial investigar como foi o início da tosse, a história clínica, como e quando iniciou, qual o horário, quais os sintomas associados, se costuma ter episódios de tosse, com que frequência, entre outros. Todos esses fatores auxiliam na definição do diagnóstico.

Nos casos de alergia, é muito comum episódios semelhantes frequentes, assim como a queixa de "coceira" na garganta, coriza, congestão nasal e lacrimejamento, embora não sejam sintomas obrigatórios. 

O que pode causar tosse alérgica?

A tosse alérgica pode ser causada pela exposição de algum agente, vírus ou elemento alérgeno que chamamos de elemento "gatilho", presentes no ar. As pessoas que têm alergia respiratória, podem desenvolver tosse persistente quando expostas a esses elementos "gatilho", desencadeando a crise alérgica. Dentre os agentes gatilho mais comuns podemos destacar:

  • Poeira;
  • Ácaros;
  • Animais;
  • Variações bruscas de temperatura;
  • Poluição do ar;
  • Fumaça de cigarro.

As principais e mais comuns causas de tosse alérgica são: asma brônquica, rinite e sinusite alérgicas.

A tosse é uma reação de defesa do corpo para expulsar elementos estranhos em contato com as vias respiratórias. A tosse serve para remover excesso de secreção, corpos estranhos e micro-organismos infecciosos das vias aéreas.

Contudo, a tosse exige atenção e deve ser motivo de preocupação se:

  • Durar mais de 3 semanas;
  • Ocorrer em bebês com menos de 1 ano de idade ou idosos;
  • Vier acompanhada de febre, dificuldade para respirar, dores no corpo, dor de cabeça, prostração, queimação no estômago;
  • Persistir depois de um episódio de engasgo;
  • Apresentar secreção, principalmente amarelada ou esverdeada;
  • Causar cansaço extremo.

Em qualquer um desses casos, consulte um médico de família, um clínico geral, ou vá diretamente a um pneumologista para que receber um diagnóstico e tratamento adequado.

Leia também:

O que fazer em caso de tosse alérgica infantil?

Tosse seca: o que pode ser e o que fazer?

Tosse com catarro: o que fazer?

O que fazer em caso de tosse alérgica infantil?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

A primeira coisa a fazer em caso de tosse alérgica infantil é afastar a criança da causa da alergia e manter a casa bem ventilada. Os medicamentos e xaropes antialérgicos devem ser usados apenas com indicação médica nos momentos de crise ou quando a tosse atrapalha as atividades da criança. Deve-se evitar o uso de antitussígenos, porque eles impedem o reflexo da tosse, que na verdade é um mecanismo de defesa e de proteção da via aérea.

Muitas vezes a tosse alérgica pode ser tratada em casa, com aplicação de soro fisiológico nas narinas várias vezes ao dia e inalação com soro fisiológico. Essas medidas ajudam a limpar e fluidificar as vias respiratórias, eliminando assim o agente causador da alergia.

Além disso, é importante oferecer muito líquido à criança, de preferência água, para favorecer a eliminação do muco. Elevar a cabeceira da cama também ajuda a aliviar a tosse alérgica durante a noite, para que a criança possa dormir melhor.

É importante realmente ter a certeza de que trata-se de apenas um quadro simples de tosse alérgica, desencadeada pela presença de alérgenos como ácaros, pó, fumaça, e caracterizada por ser uma tosse seca, que pode vir acompanhada de outros sintomas alérgicos como vermelhidão nos olhos, espirros ou prurido nasal. Em muitos casos, a tosse considerada alérgica pelos pais é na verdade um sintoma decorrente de outra doença como asma, rinossinusite ou tosse de origem infecciosa, quando isso ocorre deve-se tratar a doença em questão para de fato impedir a ocorrência da tosse.

A tosse é um mecanismo de defesa do corpo para expulsar agentes irritantes que estão em contato com a mucosa respiratória. Porém, existem alguns sinais de alerta que devem fazer a família levar a criança imediatamente ao serviço de saúde, são eles:

  • Lábios ou pele azulados.
  • Dificuldade em respirar.
  • Ruído agudo quando a criança inspira (estridor).
  • Sequência de tosse incontrolável e repetitiva.
  • Febre alta.
  • Persistência e agravamento da tosse por mais de 10 dias.
  • Prostração, falta de apetite, dificuldade para dormir.

Na presença de qualquer um desses sintomas um médico deve avaliar a criança.

Leia também:

Qual a diferença entre tosse alérgica e tosse normal?

Tosse seca: o que pode ser e o que fazer?

Tosse com catarro: o que fazer?

Faz dias que surgiu uma tosse seca com ansia de vômito. O que pode ser?
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Dra. Rafaella Eliria Abbott Ericksson
Clínica médica e Neurologia

Tosse seca representa um sintoma muito frequentemente encontrado em reações alérgicas, crises de asma, rinite, sinusite, o uso crônico de cigarro e estresse. Entretanto outras doenças também devem ser investigadas.

A ânsia de vômito pode ocorrer em qualquer um dos casos de tosse seca persistente, secundário ao aumento da pressão intra-abdominal e estímulo do nervo vago, responsável pelo reflexo da tosse, controle de vômito e deglutição.

Causas de tosse seca

As causas mais comuns de tosse seca são:

  • Asma, bronquite, sinusite, rinite
  • Alergia
  • Virose, resfriado
  • Infecção pulmonar (pneumonia)
  • Tuberculose
  • Coqueluche
  • DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
  • Doença do refluxo gastro esofagiano
  • Câncer de pulmão
  • Estresse, ansiedade.

A asma, assim como a bronquite, são doenças inflamatórias crônicas do aparelho respiratório, que causam edema das vias respiratórias, dificultando a passagem do ar, por isso desenvolve a tosse seca. Por vezes a tosse seca vem acompanhada de "chiado" e aperto no peito.

A alergia, a pólen, poeira, pelo de animais ou substâncias químicas, pode causar tosse seca associada a irritação na garganta, coriza e lacrimejamento. Os sintomas são bem semelhantes a tosse causada por virose ou resfriados.

No caso de pneumonia, a infecção no parênquima pulmonar, a tosse costuma ser produtiva, com catarro, associada a febre, dor no peito, falta de apetite e cansaço. Mas no início da doença pode sim se manifestar apenas com tosse seca.

A tuberculose é uma doença altamente contagiosa, ainda bastante comum na nossa população, causada pelo Mycobacterium tuberculosis. Os sintomas iniciais mais comuns são febre baixa, suores noturnos, tosse seca, falta de apetite e mal-estar.

Saiba mais em: Tuberculose tem cura? Qual o tratamento?

Uma doença infecciosa aguda, transmissível e de distribuição universal, hoje menos falada mais ainda prevalente é a coqueluche. Causada pelo bacilo Bordetella pertussis, tem como principal característica a tosse seca, seguida por episódios de vômitos.

Pacientes tabagistas desenvolvem com o uso crônico do cigarro, uma doença crônica, pulmonar obstrutiva, conhecida por DPOC, ou ainda, enfisema pulmonar. O sinal típico da DPOC é a tosse seca, voz rouca e fadiga crônica.

Outra situação a ser investigada, é a doença do refluxo gatroesofagiano, doença em que existe uma incompetência da válvula distal do esôfago, permitindo que parte do conteúdo gástrico retorne ao órgão. O suco gástrico na parede do esôfago, causa uma irritabilidade, resultando na tosse seca, principalmente quando se deita após alimentação. O diagnóstico pode ser feito através de uma endoscopia digestiva alta.

Um diagnóstico menos comum nos casos de tosse seca é o câncer de pulmão, mas que deve sempre ser investigado devido ao alto risco de óbito se não tratado precocemente. Pode se apresentar com tosse seca, emagrecimento e/ou febre baixa. Nessas situações é fundamental um exame de imagem para descartar a doença.

Por fim, não devemos esquecer que situações de estresse, emoções fortes e ansiedade, devido a descarga de neurotransmissores, pode causar episódios prolongados de tosse seca, ainda, tremores e sudorese.

No caso de tosse seca persistente, procure um/a médico/a clínico/a geral ou médico/a da família para avaliação e orientações.

Pode lhe interessar também:

Como identificar uma crise de asma?

O que é sinusite alérgica e quais os sintomas?

Qual é o tratamento para enfisema pulmonar?

Ao tossir tenho catarro com sangue, o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tossir catarro com sangue pode ser sinal de tuberculose, câncer de pulmão, infecções pulmonares, infarto pulmonar (morte de uma área do pulmão), defeitos na coagulação sanguínea, aumento da pressão sanguínea nas veias pulmonares, insuficiência cardíaca ou ainda problemas numa das válvulas cardíacas.

A presença de sangue no catarro indica a presença de algum sangramento nos pulmões ou nas vias aéreas. Contudo, na grande maioria dos casos, a perda de sangue é pequena e o sangramento tende a parar espontaneamente.

Mesmo que pare de sair sangue com a expectoração, é recomendável consultar o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para que a causa do sangramento seja investigada. Vale lembrar que tossir catarro com sangue pode ser sinal de doenças graves, como câncer, tuberculose, entre outras.

Veja também: Tossir sangue: o que pode ser?

Algumas doenças, como a tuberculose, têm cura e podem ser de fácil tratamento. Consulte o/a médico/a clínico/a geral ou médico/a de família para uma avaliação.

Saiba mais em: 

Cuspir sangue é normal? O que pode ser?

Espirrar sangue: o que pode ser?

Tosse com catarro: o que fazer?

Tosse persistente: o que fazer?

Tosse persistente: o que fazer?
Dra. Janyele Sales
Dra. Janyele Sales
Medicina de Família e Comunidade

Em caso de tosse persistente (com ou sem catarro) que dura mais de 3 semanas, o melhor a fazer é procurar um médico de família ou clínico geral, pois a tosse pode ser sintoma de diversas doenças, algumas delas bastante graves.

O médico irá avaliar características da tosse, por exemplo se é uma tosse seca ou com expectoração, em que horário geralmente ocorre e outros sintomas que também podem estar presentes, como febre, falta de ar, emagrecimento, entre outros.

A partir dessa análise será possível determinar a causa da tosse e assim planejar o tratamento mais adequado.

A tosse pode ser benigna e autolimitada, mas também pode ser sintoma de uma grande variedade de doenças pulmonares ou extrapulmonares.

O que fazer para aliviar a tosse?

Nos casos de tosse persistente, remédios e tratamentos caseiros para tosse podem até ajudar um pouco a controlar as crises, mas não tratam a causa do problema, por isso é importante que a causa seja investigada.

Nos casos menos graves, algumas medidas podem ajudar a aliviar o incômodo, tais como:

Beber água

Recomenda-se ingerir de 1,5 a 2 litros de água por dia, já que a água fluidifica as vias aéreas, facilitando a movimentação e a eliminação da secreção.

Consumir mel

O mel dilata os brônquios, diminui a irritação da garganta e tem ação anti-inflamatória. A dose indicada é de 1 colher (sopa) para adultos ou 1 colher (sobremesa) para crianças, antes de dormir.

Fazer inalação

A inalação pode ser feita com soro fisiológico ou vapor de água quente. Fazer inalação fluidifica as vias aéreas, favorece a eliminação de secreção e alivia os sintomas da tosse.

Xaropes: tomar ou não?

Os xaropes que inibem a tosse (antitussígenos) não são indicados. É importante lembrar que a tosse é um importante mecanismo de defesa do sistema respiratório, responsável pela remoção do excesso de secreção, corpos estranhos e organismos infecciosos das vias aéreas. Por isso, é importante lembrar que a automedicação com antitussígenos é contraindicada.

Em alguns casos, podem ser indicados xaropes expectorantes para facilitar a eliminação do catarro e desobstruir as vias aéreas.

Quais as causas de tosse persistente?

Entre as principais causas de tosse persistente estão:

  • DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica);
  • Tuberculose;
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Asma;
  • Rinite, rinossinusite;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Bronquiectasia (alargamento e distorção permanentes dos brônquios, geralmente provocados por algum processo infeccioso);
  • Câncer de pulmão, laringe ou esôfago;
  • Uso de medicamentos, como os inibidores da enzima conversora da angiotensina (captopril);
  • Hiper-reatividade após uma infecção respiratória recente.

Em caso de tosse persistente com duração superior a 3 semanas, consulte um médico de família ou clínico geral.

Tossir sangue: o que pode ser?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Tossir sangue com expectoração (catarro), uma condição denominada hemoptise, indica que há algum sangramento nos pulmões ou nas vias aéreas, o que pode ser sinal de diversas doenças. Algumas delas:

  • Infecções pulmonares, como bronquites, infecções por fungos;
  • Câncer de pulmão;
  • Tuberculose;
  • Infarto pulmonar (morte de uma área do tecido do pulmão, causada pela obstrução de alguma artéria);
  • Problemas de coagulação sanguínea;
  • Bronquiectasias (dilatações exacerbadas dos brônquios pulmonares);
  • Hipertensão venocapilar (elevação da pressão sanguínea nas veias pulmonares, que pode levar à ruptura de vasos pequenos);
  • Insuficiência do ventrículo esquerdo do coração;
  • Estreitamento da válvula mitral do coração.

Na maior parte dos casos em que o paciente tosse sangue, o sangramento é pequeno e para espontaneamente. Entretanto, como o sangue vai se acumulando nos brônquios e sai todo de uma vez com a tosse, dá a ideia de que o sangramento é volumoso, o que assusta o paciente.

É importante lembrar que tossir sangue pode ser o primeiro sinal de um câncer de pulmão. Por isso, mesmo que o sangramento pare sozinho, deve ser investigada a sua origem para não atrasar o diagnóstico e dificultar o tratamento.

O/a paciente deve informar ao médico a frequência e a quantidade de sangue expelido, se ao tossir o sangue vem só ou misturado com catarro, presença de outros sintomas como febre, dor torácica e falta de ar, além da presença de outras doenças ou antecedentes na família.

A tosse com sangue deve ser investigada e tratada pelo/a médico/a pneumologista, clínico/a geral ou médico/a de família.

Saiba mais em: Ao tossir tenho catarro com sangue, o que pode ser?