Perguntar
Fechar

Cirurgia Geral

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação no pós-operatório?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

O tratamento de escolha para a hérnia inguinal é cirúrgico e deve ser realizado para todos os pacientes, a não ser que haja contraindicações. Há duas maneiras de realizar o tratamento cirúrgico da hérnia inguinal: incisão (corte) ou videocirurgia (laparoscopia).

Como é a cirurgia convencional da hérnia inguinal?

A técnica convencional, em que é realizada uma incisão, com visualização direta da cavidade abdominal, é feita com anestesia peridural (anestesia dos nervos da coluna). A operação é iniciada com um corte de cerca de 10 cm na região inguinal (virilha).

O tamanho do corte depende de vários fatores. Quando a hérnia ocorrer dos dois lados, é necessário realizar um corte de cada lado.

Após a localização da hérnia, a mesma é empurrada para dentro do abdômen e a abertura da parede abdominal é fechada com pontos.

Em todos os casos, exceto em crianças, uma tela é necessária para reforçar a parede abdominal e reduzir a possibilidade de recidiva da hérnia.

Esta tela é feita de um material conhecido como polipropileno, que tem uma elevada resistência e que tem uma reduzida probabilidade de rejeição do organismo.

Como é feita a cirurgia por laparoscopia da hérnia inguinal?

De forma geral, o tratamento com videocirurgia é feito com anestesia geral. Inicialmente, é injetado gás carbônico na cavidade abdominal para poder criar um espaço, onde o cirurgião poderá fazer a operação com segurança.

Após a realização de 3 orifícios de 0,5 a 1 cm na parte de baixo do abdômen, uma câmera pequena é colocada na parede abdominal através de um dos furinhos para que o cirurgião e a sua equipe possam visualizar o local da hérnia em um monitor.

Com o auxílio de instrumentos especiais (pinças, tesouras, material de sutura), a hérnia é empurrada para dentro do abdômen e o buraco na parede abdominal é fechado com uma tela.

Quando a hérnia for dos dois lados, não é necessário realizar orifícios adicionais para tratar a outra hérnia.

Como é a recuperação no pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal?

A recuperação pós-operatória da cirurgia de hérnia inguinal é rápida. A maioria dos pacientes fica internada no hospital de 12 a 24 horas e pode retornar ao trabalho e realizar todas as atividades, em uma ou duas semanas, desde que não necessitem erguer muito peso.

Não há restrição de dieta. Contudo, nos primeiros dias, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos, devido aos medicamentos e anestésicos recebidos.

Esses sintomas geralmente desaparecem em 1 ou 2 dias, após o organismo eliminar os medicamentos recebidos no hospital. Se as náuseas e vômitos persistirem após este período, deve-se procurar o médico.

Os cortes são fechados com pontos, mas é comum haver hematoma ou pequenos sangramentos devidos às incisões. Entretanto, se o corte apresentar sinais e sintomas de infecção, como vermelhidão, dor, inchaço, aumento da temperatura local e presença de secreção de pus ou com cheiro forte, o médico deve ser contactado.

A pessoa deve evitar ficar muito tempo deitada ou sentada e deve andar várias vezes ao dia. Há apenas limitação quanto a levantar peso. O paciente deve evitar erguer peso até aproximadamente três meses após a cirurgia. Após esse período, na maioria dos casos, não há mais limitações para erguer peso.

Na dúvida da presença de hérnia inguinal e para tirar dúvidas sobre o tratamento cirúrgico, deverá ser consultado um médico cirurgião geral ou gastrocirurgião.

O que pode ser dor na virilha e o que fazer?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Dor na virilha pode ter várias causas. As causas mais comuns nas mulheres e homens são citadas abaixo:

  • prática de exercícios ou esportes de alto impacto, como atletismo, hóquei, tênis e futebol, em que a dor ocorre por distensão muscular;
  • osteoastrite (artrose) do quadril, ou bursite;
  • apendicite;
  • prostatite (inflamação da próstata);
  • litíase renal (pedras nos rins);
  • gravidez, especialmente nos meses finais;
  • linfonodos aumentados (ínguas);
  • inflamação ou tumores no testículo;
  • inflamação nos intestinos;
  • diferença no comprimento dos membros;
  • infecção de urina;
  • hérnia inguinal.

O tratamento dependerá da causa da dor na virilha e, para um correto diagnóstico, deve ser procurado um clínico geral, para os casos mais crônicos (que duram semanas a meses) ou um pronto atendimento se a dor for aguda e especialmente se estiver associada a febre e alteração do hábito intestinal ou urinário.

No caso das distensões musculares, artrose, bursite e a associada à gestação, muitas vezes o tratamento será baseado no uso de analgésicos potentes e anti-inflamatórios, além de fisioterapia ou acupuntura. É importante que estas drogas sejam prescritas pelo médico.

Saiba mais em: Distensão muscular: O que é, quais os sintomas e como tratar?

No caso de apendicite, hérnia inguinal e inflamação nos intestinos, é necessário avaliação de urgência, pois poderá ser necessária cirurgia.

No caso de prostatite, infecção de urina e de ínguas, poderá ser necessário o uso de antibióticos.

No caso de tumores no testículo e pedras nos rins, é necessária a avaliação de um médico urologista.

No caso de diferença no comprimento dos membros, deve ser procurado um médico ortopedista.

Para uma avaliação adequada da causa da dor na virilha, pode ser procurado um pronto atendimento ou médico clínico ou cirurgião geral.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

O tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula é de cerca de uma semana. O procedimento, feito atualmente por laparoscopia, leva aproximadamente uma hora e requer um dia de internamento se não houver complicações.

Em poucos dias, a pessoa já pode voltar às suas atividades normais, podendo até receber alta no mesmo dia, em alguns casos. A dor no pós-operatório é pouca, devido ao tamanho reduzido dos cortes (+/- 1 cm) e ao tipo de procedimento utilizado e pode ser controlada com analgésicos. 

O/a médico/a cirurgiã/o pode recomendar uma dieta leve nos primeiros dias de pós-operatório e sem alimentos gordurosos nas primeiras duas semanas após a cirurgia. Depois desse período, a pessoa pode ter uma alimentação normal, sem restrições.

A cirurgia para retirar pedra da vesícula geralmente retira a vesícula completa para evitar complicações e novos episódios de pedra na vesícula.

Leia também:

O que não pode comer quem tem problemas na vesícula?

Retirada da vesícula: como é a recuperação e quais os efeitos colaterais?

Fiz uma cirurgia recentemente. Quando posso beber bebida alcoólica?

Dor abdominal: o que pode ser?
Dra. Ângela Cassol
Dra. Ângela Cassol
Médico

Há diversas causas para dor abdominal. O abdome é a região que mais abriga órgãos do corpo, sendo, portanto, um desafio o diagnóstico quando surge dor nessa região.

Qualquer um dos órgãos localizados no abdômen ou na cavidade pélvica podem causar dor na barriga. Por vezes, problemas em órgãos situados no tórax também podem ser responsáveis por dor abdominal.

Na grande maioria dos casos, a dor abdominal não indica nenhuma doença maligna. Muitas vezes, a dor na barriga é causada por gases ou prisão de ventre que provocam cólica intestinal. Contudo, nos casos mais graves, a dor abdominal pode ser um sintoma de tumores dos órgãos abdominais ou pélvicos, hemorragias ou inflamações graves.

Quando a dor abdominal é muito forte e vem acompanhada por outros sinais e sintomas, como vômitos, diarreia com sangue e febre, é essencial a intervenção urgente de um médico.

Os órgãos situados dentro do abdômen e que podem causar dor abdominal são: vesícula biliar, fígado, pâncreas, vias biliares, baço, suprarrenais, rins, intestino delgado e intestino grosso, apêndice, estômago e vasos sanguíneos (no caso de isquemia, ruptura ou formação de aneurisma).

Os órgãos dentro da pelve que podem causar dor abdominal são: bexiga, ovários, trompas e útero (nas mulheres), reto, sigmoide e próstata (nos homens).

O local da dor auxilia no diagnóstico, mas nem sempre é suficiente. Outras características são necessárias para o diagnóstico correto, como tipo de dor (cólica, pontada, facada, aperto), duração, sintomas associados (vômitos, diarreia, febre, icterícia), fatores que melhoram e pioram a dor e irradiação da dor abdominal para outra parte do corpo.

Quais as principais causas de dor abdominal?Colecistite e colelitíase (pedras na vesícula biliar)

A dor abdominal ocorre quando há uma obstrução do ducto de drenagem da vesícula biliar para o intestino, devido a presença de uma ou mais pedras. Se a obstrução for prolongada, as enzimas produzidas na vesícula causam lesão na própria parede, gerando uma inflamação, denominada colecistite. Nesses casos, a dor surge junto com febre e vômitos e não melhora com o passar das horas.

Leia também: Quais são os sintomas de pedra na vesícula?

A dor da obstrução da vesícula é chamada de cólica biliar e costuma ser localizada no hipocôndrio direito (porção superior direita do abdômen) e na parte superior mediana da barriga. É tipicamente uma cólica que surge logo após a ingestão de alimentos gordurosos.

Gastrite e úlcera péptica

Usualmente se apresentam com dor em queimação na região superior do abdômen, principalmente na porção mediana. A intensidade da dor abdominal nesses casos é muito variável e não é suficiente para distinguir a úlcera de uma simples gastrite.

Saiba mais em: Quais os sintomas de gastrite?

A presença de sangue nas fezes ou vômitos com sangue indicam uma úlcera sangrante e o tratamento é de urgência, devido aos riscos de morte.

Hepatite aguda

As hepatites mais comuns são aquelas causadas pelos vírus A, B ou C, porém, podem surgir por várias outras causas, entre elas por intoxicação medicamentosa ou por uso abusivo de álcool.

Também pode lhe interessar: Quais são os sintomas da hepatite C?

A hepatite aguda costuma causar uma dor mal definida na porção superior direita do abdômen e está geralmente associada à presença de icterícia (pele e olhos amarelados). Necessita de monitoramento em setor de urgência e emergência, enquanto melhor tratamento é definido.

Pancreatite aguda

A pancreatite aguda costuma surgir de 1 a 3 dias após uma grande ingesta de álcool, embora haja outras causas, como a pancreatite obstrutiva, por presença de cálculos, ambas se apresentam como uma intensa dor em toda região superior do abdômen, podendo irradiar para as costas.

A dor da pancreatite aguda dura vários dias, costuma estar acompanhada de vômitos e piora após a alimentação. Necessita de tratamento em ambiente hospitalar, com jejum prolongado e medicações. Raramente é indicado cirurgia nessa fase.

Veja também: Quais os sintomas de problemas no pâncreas?

Pedras nos rins (cálculo renal)

Caracteriza-se por intensa dor na região lombar, em apenas um lado do corpo. Frequentemente a dor irradia para o abdômen, principalmente nos flancos. Pode haver também presença de sangue na urina, mesmo sem dor. É necessário seguimento posterior com urologista.

Leia também: Quais os sintomas para quem tem pedra nos rins?

Diverticulite

Na maioria dos casos, manifesta-se como uma dor no quadrante inferior esquerdo do abdômen e em pessoas acima de 60 anos. A dor dura vários dias e pode ou não vir acompanhada de febre.

Veja também: Quais os sintomas da diverticulite?

Apendicite

Caracteriza-se por dor em crescendo, que se inicia difusamente, principalmente ao redor do umbigo, indo se localizar no quadrante inferior direito do abdômen. É comum haver febre e vômitos associados. Necessita tratamento de emergência.

Saiba mais em: Como identificar uma crise de apendicite?

Infecção intestinal

A manifestação mais comum é a cólica abdominal associada a diarreia e vômitos. Se causada por vírus (maior parte dos casos), não requer tratamento específico. Se associada a evacuação com sangue ou febre, requer tratamento com antibióticos.

Leia também: Quais os sintomas de infecção intestinal?

Obstrução, infarto e isquemia intestinal

Causam dor abdominal de forte intensidade, que piora progressivamente e acomete todo o abdômen. Necessita de tratamento de emergência, com alto risco de mortalidade.

Causas ginecológicas

Doenças dos ovários, endometriose, mioma uterino e gravidez ectópica são causas comuns de dor abdominal na mulher. Nesses casos, a dor abdominal varia conforme a localização do problema, mas em geral está localizada na região inferior do abdômen (pelve). Pode vir associada a alterações menstruais, febre, mal-estar e perda de peso, nos casos de tumores.

Cólica menstrual

As cólicas menstruais ocorrem na porção inferior do abdômen e podem irradiar-se para as costas e para as coxas. Sintomas como náuseas, suores, dor de cabeça, fezes amolecidas e tonturas frequentemente estão associadas.

Também pode lhe interessar: Como aliviar cólica menstrual?

Infecção urinária

Geralmente a dor abdominal é localizada no baixo ventre, associada a ardência para urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga e aumento no número de micções, sempre em pequena quantidade. Necessita de tratamento com antibiótico.

Leia também: Quais são os sintomas e causas de uma infecção urinária?

Peritonite

Dor abdominal difusa e de forte intensidade, que piora com a compressão do abdômen. Também trata-se de um caso de emergência.

Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

A dor abdominal nessas doenças normalmente está associadas a alterações nas fezes. Na retocolite pode haver comprometimento do ânus, com presença de fissuras e sangramento.

Cetoacidose diabética

Causa dor abdominal difusa, associada a vômitos. Ocorre em pacientes diabéticos com controle alimentar e medicamentoso inadequado.

Veja também: Cetoacidose diabética: como identificar e tratar?

Em vista de tantas possibilidades para causar uma dor abdominal e devido ao alto risco em algumas situações, sugerimos que na presença de dor abdominal de duração prolongada ou piora progressiva, ou ainda, associada a outros sintomas como febre, vômitos ou icterícia (pele e olhos amarelados), procure um serviço de pronto atendimento imediatamente.

No caso das dores intermitentes (que vão e vem), de longa duração, procure um médico clínico geral, médico de família ou um gastroenterologista.

Com quantos dias posso tirar os pontos cirúrgicos?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Os pontos cirúrgicos geralmente podem ser tirados após 7 a 14 dias do procedimento cirúrgico. No entanto, há casos em que é preciso esperar até 21 dias para poder remover os pontos.

Os pontos cirúrgicos absorvíveis não precisam ser removidos pois o próprio tecido do corpo absorve o ponto.

O tempo para retirar os pontos cirúrgicos pode ser determinado de acordo com a área do corpo e segue, em média:

  • Face e Pescoço: 5 a 8 dias;
  • Couro cabeludo e nuca: 14 dias;
  • Dorso da mão e do pé: 14 dias;
  • Planta do pé e palma da mão: 10 a 21 dias
  • Região glútea: 14 dias;
  • Braços e coxas: 14 a 18 dias;
  • Antebraço e pernas: 14 a 21 dias;
  • Tronco: 21 dias;
  • Ombro e dorso: 28 dias

Esse tempo pode modificar de acordo com a presença de certas infecções, capacidade de cicatrização, higiene realizada e outros fatores.

​​O/a médico/a cirurgião/a ou especialista que fez a cirurgia é quem irá determinar com quantos dias você poderá tirar os pontos cirúrgicos. Fique atento/a aos prazos e faça as consultas de retorno programadas.

Fiz uma cirurgia recentemente. Quando posso beber bebida alcoólica?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Em geral, após uma cirurgia é preciso esperar entre 10 e 30 dias para voltar a beber bebida alcoólica, mas esse tempo varia conforme o tipo de cirurgia e a orientação do/a médico/a. 

O consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica no pós-operatório deve ser evitado pelo menos enquanto o/a paciente estiver tomando os medicamentos prescritos.

Em cirurgias de médio e grande porte, normalmente recomenda-se que o paciente fique 30 dias sem consumir bebidas alcoólicas.

Na cirurgia bariátrica (gastroplastia), os pacientes só devem consumir bebidas alcoólicas depois de 6 meses, pois além de ser muito calórico, o álcool pode danificar as mucosas do estômago e do intestino, diminuindo assim a absorção de nutrientes.

Se a operação for simples, como a retirada de um nódulo pequeno, pode ser necessário esperar somente 24 horas para voltar a beber, desde que não haja outras contraindicações.

Em cirurgias de hérnia de hiato, por exemplo, recomenda-se que o/a paciente fique sem beber cerveja e outras bebidas com gás nos primeiros meses depois da operação, embora essa indicação esteja mais relacionada com o gás do que com o álcool especificamente.

Leia também:

Qual é o tempo de recuperação de uma cirurgia de apendicite?

Hérnia inguinal: como é a cirurgia e recuperação pós operatório?

Por que devo esperar para beber álcool depois da cirurgia?

A ingestão de bebidas alcoólicas no pós-operatório deve ser evitada porque o álcool pode:

  • Interagir com a medicação ou interferir no seu efeito;
  • Debilitar e desidratar o corpo;
  • Diminuir a resistência, aumentando assim o risco de infecções;
  • Atuar como agente irritante da mucosa que reveste a boca e o sistema digestivo;
  • Aumentar o inchaço, pois o álcool dilata os vasos sanguíneos;
  • Aumentar o risco de sangramentos.

Para saber quando você pode voltar a beber bebidas alcoólicas depois de uma cirurgia, converse com o/a médico/a que fez a operação e sigas as suas recomendações.

Também podem lhe interessar:

Qual o tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula?

Quantos dias após a cirurgia de hérnia inguinal posso ter relação?

Qual o tempo de recuperação da rinoplastia?

Retirada da vesícula: como é a recuperação e quais os efeitos colaterais?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

A recuperação após a cirurgia de retirada da vesícula normalmente é tranquila, sem grandes complicações. O/a paciente geralmente fica internado por um dia e pode retomar as suas atividades em aproximadamente uma semana após a remoção da vesícula.

A diarreia é o efeito colateral mais comum no pós-operatório. Contudo, assim como em outras cirurgias, existe sempre o risco de ocorrer sangramentos, infecções ou alguma reação alérgica à anestesia. 

A retirada da vesícula não traz grandes consequências, já que a digestão não é afetada de forma significativa. O corpo se adapta à ausência da vesícula biliar depois de algumas semanas ou meses e a pessoa pode voltar a comer alimentos gordurosos.

Leia também: O que não pode comer quem tem problemas na vesícula?

Em alguns casos mais raros, o/a paciente pode ter diarreias frequentes, que podem ser controladas com uso de certos medicamentos.

A cirurgia para retirar a vesícula é indicada principalmente em casos de cálculos ("pedras") biliares. As pedras podem obstruir o fluxo da bile pela vesícula ou por algum dos ductos biliares, causando dor, inflamação ou infecção.

A vesícula biliar é um pequeno órgão localizado junto ao fígado e que serve para armazenar a bile. A bile é um suco digestivo produzido pelo fígado que atua como um "detergente" sobre as gorduras, favorecendo a digestão das mesmas.

No entanto, mesmo sem a vesícula, o fígado continua produzindo a bile. Por isso, o organismo consegue digerir e absorver os alimentos normalmente sem o órgão.

A cirurgia mais utilizada para remover a vesícula biliar é feita através de pequenas incisões no abdômen, pelas quais o/a cirurgião/ã introduz pinças cirúrgicas na cavidade abdominal e retira a vesícula. Todo o procedimento é acompanhado através de uma câmera (videolaparoscopia), que também é introduzida no abdômen e permite ao/à médico/a visualizar a operação.

Saiba mais em: Qual o tempo de recuperação da cirurgia para retirar pedra da vesícula?

Quantos dias após a cirurgia de hérnia inguinal posso ter relação?
Dra. Nicole Geovana
Dra. Nicole Geovana
Medicina de Família e Comunidade

Você pode ter relação sexual cerca de 10 dias depois da cirurgia de hérnia inguinal, desde que esteja bem para isso e o/a médico/a já tenha liberado outras atividades, como trabalhar e dirigir.

Grande parte dos pacientes submetidos a uma cirurgia de hérnia inguinal pode realizar qualquer atividade, que não necessite erguer muito peso ou fazer grandes esforços, dentro de uma ou duas semanas depois da operação.

Normalmente, no 1º mês de pós-operatório é permitido erguer até 10 kg, passando para 20 kg no 2º e 3º mês. Após 3 meses, em geral, não há limitações quanto a esforços e pesos.

A prática de esportes e exercícios abdominais também só são permitidos depois de 3 meses que a cirurgia de hérnia inguinal foi realizada. Porém, o tempo para voltar às atividades físicas pode variar conforme a técnica utilizada.

Geralmente a recuperação da cirurgia é bastante rápida e a maioria dos pacientes retorna as suas atividades diárias em poucos dias.

Procure o/a médico/a em caso de:

  • Náuseas e vômitos;
  • Febre a partir de 38 graus;
  • Falta de ar;
  • Tosse constante;
  • Vermelhidão e saída de secreção com pus dos pontos;
  • Sangramentos constantes nos pontos;
  • Dor abdominal;
  • Inchaço persistente.

O/a médico/a cirurgião/ã geral poderá esclarecer as suas dúvidas e dar as orientações adequadas quanto ao pós-operatório da cirurgia de hérnia inguinal.

Leia também:

Uma hérnia pode voltar depois da cirurgia?

Quem teve hérnia inguinal pode ter filhos?

Fiz uma cirurgia recentemente. Quando posso beber bebida alcoólica?